MANUAL PARA INCIDÊNCIA POLÍTICA Pelos Direitos das Crianças, Adolescentes e Jovens (NNAJ) na América Latina e Caribe

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1 [1] ESCRITÓRIO REGIONAL DA PLAN INTERNACIONAL PARA AS AMÉRICAS (ROA) MANUAL PARA INCIDÊNCIA POLÍTICA Pelos Direitos das Crianças, Adolescentes e Jovens (NNAJ) na América Latina e Caribe DEDICADO AO PESSOAL DA PLAN INTERNACIONAL NAS AMÉRICAS 2013 Elaborado por: Valeria Miller e Mariela Arce A. Trabalho Coordenado por: Mónica Darer Validado pela Plan Colômbia e Plan Bolívia (com o apoio de Fanny Uribe e Bernardo Del Castillo)

2 [2] ÍNDICE TEMÁTICO Introdução Elementos-chave da incidência política Planejamento Rota Crítica Visão das mudanças políticas em longo prazo Análise macro do contexto do país Análise do poder da Plan Identificação e refinamento do problema, tema e proposta Estabelecimento de metas e objetivos iniciais Mapa conjuntural das forças e riscos Matriz de votos em branco, aliados e adversários Formulação de estratégias Estratégias em andamento: Conselhos Práticos Sistematização e Avaliação Material de Apoio Bibliografia

3 [3] INTRODUÇÃO Os direitos humanos são seus direitos. Tomem posse deles. Defendam-lhes. Promovam-lhes. Entendam-lhes e insistam neles. Alimentem-lhes e enriqueçam-lhes... Eles são o melhor de nós. Deem-lhes vida.. Kofi Annan, Diretor Geral Nações Unidas As boas-vindas Este manual está dirigido ao pessoal da Plan Internacional nas Américas que busca apoiar processos de incidência política e promover a realização dos direitos das crianças, adolescentes e jovens. Esperamos que possa alimentar e enriquecer seu trabalho e análise. Ele é um recurso que contém temas, casos e ferramentas práticas trabalhadas pela Plan nas Américas. Neste sentido, desde 2010 temos realizado uma série de investigações, consultas e oficinas com as equipes em nível regional e de país para desenvolver o Marco de Incidência Política da Plan para as Américas. Neste processo, contamos com a assistência técnica de Valeria Miller e Mariela Arce, que agora nos trazem suas experiências e conhecimentos para este manual. O Marco Estratégico Regional (MER) da Plan para as Américas (2009) estabelece entre suas linhas estratégicas de ação a incidência política para o cumprimento dos direitos das crianças, adolescentes e jovens. Desta forma, buscamos apresentar neste manual os conceitos e práticas importantes da incidência política, que devem ajudar a alcançar os resultados e impacto das iniciativas da Plan. Além disso, os conteúdos deste manual pretendem complementar o ciclo de planejamento do Sistema Programático de Prestação de Contas e Aprendizagem (PALS) da Plan Internacional. Portanto, sua estrutura reflete uma lógica de planejamento, incluindo alguns dos momentos-chave para planejar iniciativas de incidência política, dando ênfase aos aspectos particularmente fundamentais para tais processos. O Inovador: Ferramentas e Marcos de Análise Como vocês vão ver, há muitas semelhanças entre a rota do PALS e a do planejamento para a incidência política. Os aspectos novos do planejamento para a incidência política se concentram na introdução de vários momentos específicos de análise, juntamente com marcos e ferramentas de apoio. Estes pretendem fornecer elementos para entender e responder de forma eficaz às dinâmicas de poder que se desenvolvem em iniciativas de incidência política. Incluem, por exemplo, um marco que visualiza o sistema legal-políticosocial; processos de análise contextual e conjuntural, análise de riscos políticos; análise de diferentes formas e espaços de poder; formulação de temas e propostas; e formulação de estratégias. O presente documento reúne anos de experiência de incidência política em diversas partes do mundo. 1 Está baseado em um processo de leituras, investigações e reflexões que busca estimular a autoaprendizagem e também inclui atividades em grupo que podem ser usadas 1 Recorre especialmente ao trabalho conceitual e prático de Mariela Arce, Valerie Miller, Lisa VeneKlasen e John Gaventa, e ao livro Um Novo Tecido de Poder, Os Povos e a Política.

4 [4] em processos de formação coletiva. O manual responde a uma busca por um mundo justo, seguro e são, onde as crianças, adolescentes e jovens podem viver com dignidade e alegria, gozando de seus direitos e desenvolvendo seu potencial de maneira plena. Propósitos do Manual Dar coerência aos processos de incidência política, reunindo conceitos, interpretações e abordagens metodológicas que reflitam uma análise de poder coordenada e ampla. Fortalecer capacidades técnicas junto a perspectivas críticas e holísticas para o planejamento estratégico da incidência política. Afirmar processos para empoderar a sociedade civil, por meio da apropriação de ferramentas e metodologias para a incidência política. Como se usa o manual O presente manual contém os elementos centrais para desenvolver processos de incidência política a partir do enfoque participativo da Plan. Cada seção começa oferecendo ao leitor perguntas-chave para abordar um tema ou momento da incidência; para o desenvolvimento dos conteúdos, perguntas-chave serão respondidas uma a uma, o que facilita a compreensão ordenada do tema. O enfoque metodológico que será utilizado neste material é a metodologia da educação popular; esta metodologia tem como objetivo a mudança individual e a produção coletiva de conhecimentos a partir das pessoas, seus saberes e sua realidade; procurando fazer com que estes novos conhecimentos permitam transformações conscientes em suas vidas e em seu ambiente. Vejamos esta lógica metodológica no seguinte gráfico: No final de cada seção ou tema, você encontrará este gráfico, o que significará que estamos em um momento de gerar conhecimentos e saberes a partir de exercícios e reflexões sobre alguns dos conteúdos desta seção. Algumas orientações e subsídios metodológicos são

5 [5] fornecidos para desenvolver os já mencionados exercícios e reflexões, as que se adequaram ao propósito educativo da pessoa que facilita; ao perfil do grupo; ao tempo disponível, e às condições educativas existentes. Orientação de conteúdos Para cumprir com os propósitos deste manual, pretendemos desenvolver os momentoschave do planejamento para a incidência política. Começamos com alguns conceitos a visão organizacional e a definição de incidência política da Plan ROA, juntamente com a conceitualização dos momentos e passos do planejamento. Daí surge uma rota crítica de elementos-chave para formular um plano de ação para a incidência política; esta rota se inicia com a visão de mudança política que se pretende alcançar com a incidência; passa para a análise do contexto de país onde este processo de incidência se insere; em seguida, abordamos o poder da Plan e as complexidades e responsabilidades que envolvem o impulso à incidência participativa a partir das crianças, adolescentes e jovens e junto a eles; seguimos para a identificação e refinamento do problema, tema e proposta de incidência; estabelecemos as metas e objetivos iniciais do processo de incidência; abordamos a importância de conhecer as forças e riscos da conjuntura onde a incidência se desenvolve; usamos a matriz de indecisos, aliados e adversários para a nossa análise estratégica; aprendemos a formular estratégias múltiplas para a incidência, compartilhamos conselhos práticos sobre as estratégias, e finalmente encerramos com a importância e as vantagens de sistematizarmos e avaliarmos nossos processos de incidência para melhorar nossos trabalhos e projetos de incidência no presente e no futuro. Elementos-Chave para a Incidência Política Perguntas para abordar Ao refletirmos sobre a incidência política da Plan, nos fazemos as seguintes perguntas: De onde vem este conceito, e em que ele implica? Qual é o propósito da Incidência Política? Qual é o enfoque da Incidência? Como definimos a incidência política? Existem elementos fundamentais da incidência política que precisamos levar em consideração quando planejamos e projetamos iniciativas a este respeito? Como podemos afirmar nossos laços com colegas e nutrir as nossas ações frente aos altos e baixos naturais destes processos políticos? O trabalho de defender e promover os direitos e a dignidade de crianças, adolescentes e jovens nos inspira e motiva e, ao mesmo tempo, traz muitos desafios. Os esforços de incidência política abrem importantes possibilidades para tornar nossa visão organizacional uma realidade, mas também traz seus próprios desafios e interrogações. Esta seção busca esclarecer as perguntas-chave para construir os alicerces da incidência política e seu planejamento. A Incidência política Na realidade, a ideia de incidência política não é algo novo. Os esforços humanos para influir em decisões que afetam suas vidas são ações que datam de tempos antigos. Ainda que não usassem o termo incidência política, as pessoas sempre tentaram influir e melhorar suas circunstâncias por meio de vários processos de pressão e persuasão.

6 [6] De onde vem e em que implica o conceito de incidência política? O termo apresenta desafios, porque implica na tradução de uma expressão em inglês, e, portanto, envolve diferentes contextos políticos e históricos de experiências na América do Norte e na Europa, principalmente. A palavra incidência vem do inglês advocacy, traduzida para o português com frequência como advocacia, promoção e defesa dos direitos humanos ou lobismo (lobby). Nas Américas, a Plan utiliza o conceito incidência política porque considera que é mais abrangente, pois sugere a ideia de advogar, promover e defender os direitos, enquanto lobby é mais especificamente uma estratégia de incidência política que se concentra na persuasão direta, cara a cara. Além disso, advocacia tem uma conotação mais limitada, porque pode dar a entender que é uma tarefa apenas de advogados, especialistas ou pessoas que advogam por um assunto de forma conjuntural, sem realizar outras ações que as complementem ou vinculem a uma organização comunitária. Advocacia também não implica em fazer uma análise a fundo, a partir de um enfoque de Poder. Qual é o propósito da incidência? O Guia de Programas (Desenvolvimento Comunitário Centrado na Criança) da Plan nos explica o seguinte 2 : Através da incidência, a Plan tem como objetivo abordar as injustiças e os desequilíbrios de poder que sustentam a pobreza, alcançando mudanças que melhorem as vidas das crianças, suas famílias e suas comunidades. Ao realizar a incidência política, a Plan busca influir positivamente sobre aqueles que detêm o poder e/ou a responsabilidade de garantir os direitos das crianças, ao atuar com e pelas crianças e suas comunidades. É importante ressaltar que a incidência política não é qualquer processo de influência ou mudança. Tem a ver com mudanças em políticas públicas, marcos legais e processos de tomada de decisões, principalmente governamentais. Para organizações como a Plan, reflete certos valores, princípios e propósitos, com o objetivo da realização dos direitos humanos e da dignidade das pessoas. Para assegurar o impacto, o processo de incidência política também deve envolver mudanças em relações de poder, o que implica, por um lado, na transformação de estruturas, ideologias, relações excludentes e opressoras, e por outro, o fortalecimento das lideranças, organizações, perspectivas e estratégias dos grupos marginalizados e seus aliados. Ao apoiar processos de empoderamento e incidência de parte da sociedade civil, ajudamos a preparar a mesma para esforços de maior envergadura. Mas o propósito principal que guia a incidência política são principalmente as mudanças em nível de Estado. Qual é o enfoque de Incidência da Plan? O enfoque que impulsiona a Plan é o dos direitos humanos, que nos obriga a buscar mudanças estruturais e institucionais através das quais o Estado e os governos, como garantidores, possam tornar realidade os direitos das crianças, adolescentes e jovens. A Plan trabalha com as instituições do Estado, apoiando-as para que fortaleçam seu papel como garantidoras de direitos. Por um lado, este processo de fortalecimento busca fortalecer políticas públicas, legislação, estruturas e outros processos relacionados que garantam os 2 Guia de Programas de Plan, Promover os Direitos das Crianças para acabar com a Pobreza Infantil: Alcançar mudanças duradouras através do Desenvolvimento Comunitário Centrado na Criança.

7 [7] direitos humanos das crianças, e por outro lado, busca modificá-los quando estes marcos e estruturas não cumprem nem respeitam estes direitos. Como parte fundamental deste trabalho, a Plan também busca fortalecer o tecido social as organizações e grupos da sociedade civil que são a força que impulsiona e alimenta as mudanças. Este enfoque de incidência permite fortalecer uma cultura de participação cidadã para uma promoção de direitos humanos que assegure sua sustentabilidade frente às dinâmicas inevitáveis de poder que pretendem enfraquecê-los. Existem outros tipos de incidência ou processos de influência ou busca de mudanças, mas neste manual, falamos especificamente da Incidência Política segundo a definição da Plan nas Américas: Definição de Incidência Política: Plan nas Américas Um processo participativo, deliberado, sistemático e dinâmico que envolve esforços coordenados de indivíduos e organizações para alcançar mudanças e uma maior efetividade nas políticas públicas, na legislação e nas estruturas e ações do Estado para a plena realização dos direitos de crianças, adolescentes e jovens. Que elementos fundamentais precisamos levar em consideração ao realizar a incidência? A Plan entende que para alcançar este nível de mudanças estruturais e institucionais, necessitamos também modificar práticas, ideias, valores e relações de poder que resultam em desigualdades, discriminação, exclusão e outras vulnerabilidades de direitos em todos os setores da sociedade. Através de ações de incidência política, a Plan também busca exercer influência sobre atores não estatais (nacionais) que possam ter um impacto significativo sobre os direitos de crianças, adolescentes e jovens (como por exemplo, o setor privado, as instituições religiosas e a cooperação internacional). O processo de incidência política, em si mesmo, procura ajudar a fortalecer o exercício da cidadania ativa de crianças, adolescentes e jovens como sujeitos de direitos, e a capacidade dos garantidores para assegurar a realização dos direitos humanos. A participação genuína das crianças e jovens, respeitando os interesses maiores das crianças, a não discriminação, a proteção e o desenvolvimento de suas capacidades evolutivas, constitui um aspecto chave dos processos de incidência que fazem parte das iniciativas promovidas pela Plan. A INCIDÊNCIA POLÍTICA IMPLICA EM: Participação e organização Influência no âmbito estatal/governamental Mudanças positivas dirigidas aos direitos e à justiça Transformações nas estruturas, práticas e relações de poder De onde se alimenta o nosso trabalho? Como nos inspiramos? Alcançar os nossos objetivos de incidência política pode, muitas vezes, ser um processo extenso e lento, e os contextos e circunstâncias podem ser frustrantes e decepcionantes. Como enfrentamos estas realidades? Como podemos nos alimentar pessoalmente e, ao

8 [8] mesmo tempo, fortalecer os laços entre colegas e a comunidade? O que nos dizem as crianças, adolescentes e jovens? Um momento fundamental nos processos de incidência política é identificar as próprias fontes pessoais de inspiração e motivação. Como estes processos de mudança política são extensos e cheios de altos e baixos, é necessário ter uma visão e um enfoque de vida fortes e positivos, que nos alimentem e inspirem. Sobretudo, é necessário ouvir e aprender com as crianças, adolescentes e jovens com os quais trabalhamos. Nestes processos, é importante perguntar quais são as razões principais para trabalharmos a favor dos direitos das crianças, adolescentes e jovens. É vital conhecer o que nos motiva a querer contribuir com integridade e proativamente para a participação das crianças, adolescentes e jovens em tudo aquilo que afeta suas vidas. Talvez não exista um único fator que motive este trabalho, e sim uma acumulação de elementos: os pais, mentores ou professores especiais, um livro, uma experiência direta com a pobreza, a marginalização ou a discriminação, situações que chocam e provocam o repensar da nossa visão de mundo. Além destas situações, constatamos que uma motivação principal é a esperança e a afirmação de que existem possibilidades de mudança, a ideia que se resume na frase um mundo diferente é possível, o lema do Fórum Social Mundial. Sabemos que existe uma mistura de emoções, desde o amor e a solidariedade para com outros seres humanos e a natureza, e o respeito e a humildade frente à valentia de mulheres e meninas abusadas que são resilientes, até uma raiva profunda ao ver a violência, a miséria e a injustiça que as crianças, adolescentes e jovens enfrentam. Esta combinação de elementos motivadores, tanto positivos quanto negativos, é crucial para nos sustentarmos e alimentarmos em momentos de esgotamento e desânimo. Ter motivações pessoais claras fortalece a liderança institucional e seu discurso, as práticas cotidianas e as estratégias para animar e comprometer outras pessoas. Nossas respostas se refletem, até certo ponto, como todos desenvolvemos um sentido de direitos, de responsabilidade e de justiça. Se pudermos compreender este quebra-cabeças humano, teremos as chaves para a construção de uma cultura de direitos humanos e dignidade. Ao compartilhar estas experiências e emoções, podemos construir ligações mais fortes e profundas com colegas, a fim de estabelecer laços de compromisso para a ação coletiva, e assim continuar a criar esta cultura, o sentido de equipe, e um tecido social solidário. GERANDO CONHECIMENTOS (INCLUIR GRÁFICOS DE E. POPULAR) PROPÓSITO: 1. Iniciar a jornada a partir das experiências de vida e alimentar a motivação e o compromisso do grupo. 2. Aprofundar e enriquecer os conceitos e elementos compartilhados sobre a Incidência Política a partir da prática e saberes dos participantes e seus contextos. PROCEDIMENTO Primeiro Momento. Tempo sugerido: 1 hora 1. Para dar início a una jornada sobre a incidência política, apresentamos a importância de nos inspirarmos neste trabalho, e podemos dar alguns exemplos inspiradores; pode-se responder de forma individual, escrevendo a resposta em um cartão colorido, a seguinte pergunta:

9 [9] Mencione um elemento importante que lhe motivou ou inspirou em seu trabalho com crianças, adolescentes e jovens. Pode ser uma pessoa específica, uma experiência pessoal, uma emoção, um evento histórico ou outro elemento. 2. Em seguida, dependendo do tempo disponível, compartilhe suas ideias em pares, em grupos pequenos ou diretamente em plenária; o facilitador vai colocando os cartões com as respostas em uma parede previamente preparada com cores e imagens inspiradoras. 3. Mantenha o Mural da Inspiração à vista de todos durante toda a jornada para animar o grupo e criar um clima de confiança. Podem continuar colocando frases ou desenhos ao longo de toda a atividade. Exemplo inspirador: Eu estava me sentindo muito triste um dia, quando Adela, uma das meninas do grupo, se aproximou de mim e me perguntou o que estava acontecendo. Eu lhe respondi que não era nada com que ela precisasse se preocupar, mas ela olhou para mim e me disse: Desde muito pequena conheço o olhar dos adultos, e você está triste, mas não se preocupe; tudo vai ficar bem, e antes que eu me desse conta, me vi envolvida em um abraço. Desde este dia, a cada vez que fico deprimida ou sinto desânimo com meu trabalho, penso nesta menina que depois de viver anos de abuso praticado por seu padrasto, ainda tinha palavras de alento e esperança para oferecer. As crianças são uma fonte inesgotável de amor e fé no futuro. Oficina de Incidência Política: Plan Segundo Momento: Tempo sugerido: 1 hora 1. A facilitação faz um apanhado dos principais elementos compartilhados do marco de Incidência Política da Plan, e em plenária, abre o debate sobre a seguinte pergunta: A partir do seu trabalho e experiência em prol dos direitos das crianças e jovens, quais são, em sua opinião, os 2-3 elementos mais significativos na definição da Plan ROA? 2. Em plenária, o debate é dirigido para a análise das categorias de elementos-chave compartilhados a partir das experiências e áreas de trabalho do grupo. 3. Encerramento da sessão com a síntese das ideias centrais. O PLANEJAMENTO DOS PROCESSOS DE INCIDÊNCIA POLÍTICA Perguntas para abordar Para a Plan, as perguntas centrais que devemos desenvolver nestes parágrafos são: O que pretende e em que consiste o planejamento para a incidência política? Como ele se distingue do planejamento típico de programas? Como conseguir que seja flexível e adaptável a mudanças e dinâmicas de contexto e dos atores sociais envolvidos na incidência política, e não seja uma camisa de força?

10 [10] A Plan busca ter um impacto amplo e sustentável na realização dos direitos da infância, particularmente daquelas crianças, adolescentes e jovens que vivem em situação de vulnerabilidade, pobreza e/ou exclusão social. Marco Regional da Plan ROA para a Incidência Política. Este módulo está destinado a visualizar o processo de planejamento de incidência política e a rota crítica para guiar este processo. Abordamos vários elementos-chave que vão sendo articulados com o sistema de prestação de contas e aprendizagens programáticas da Plan (PALS, Plan 2009). O que pretende e em que consiste o planejamento para a incidência política? Como muitos processos de planejamento do desenvolvimento humano, o planejamento para a incidência política busca ajudar os grupos na identificação das mudanças que se quer alcançar, no projeto de estratégias bem sucedidas para alcançar estas mudanças, e na implementação de processos para monitorar seu progresso. A incidência política busca, especificamente, mudanças no âmbito político/governamental em relação a leis, políticas e processos de tomada de decisão que defendem e avançam os direitos das crianças e jovens. Ao dirigir-se ao empoderamento, a incidência não só envolve os aspectos anteriores, mas também busca a participação tanto dos grupos excluídos como de suas organizações e lideranças, para aumentar suas capacidades, conhecimentos, compromisso social, valores e qualidades humanas. Visto assim, o planejamento tem a ver com a aprendizagem, a criatividade, a ação e a construção de novas práticas de poder e de participação política. O coração do processo QUADRO DE PLANEJAMENTO DA PLAN: Momentos de Incidência Política e Cidadania A Plan adaptou 3 um marco que representa sua visão de planejamento estratégico para a incidência, incluindo os momentos e passos específicos para guiar o processo. No centro do gráfico, se vê uma espiral. O coração do processo de planejamento é a pessoa que se localiza no começo da espiral. Na medida em que a pessoa participa do processo, desenvolve conhecimentos sobre sua realidade e seus direitos, além de habilidades de pensamento crítico/analítico/propositivo. Neste trabalho, é vital fazer reflexões sobre sentimentos e pensamentos que partam de sua história de vida e sobre suas fontes de inspiração. Em todos os momentos, se busca a evolução tanto de uma consciência política e de uma apropriação de direitos e seus valores, como um compromisso social e um sentido de solidariedade. Já com novas informações e habilidades, todos estes elementos finalmente contribuem para novas lideranças, organizações mais democráticas e inclusivas, o empoderamento, a cidadania, e o cumprimento de seus direitos. Esta é a intenção e o sonho dos processos de incidência política. 3 Fonte original: Lisa VeneKlasen e Valerie Miller, Um Novo Tecido de Poder, Povo e Política, Just Associates, 2004.

11 [11] Os momentos de planejamento Descrevendo o gráfico, observamos que ao redor da espiral encontramos os momentos ou passos do planejamento para produzir um plano de incidência política. Através de setas, vemos sua relação com o empoderamento pessoal e coletivo que é o centro do processo. Devido à sua dinâmica participativa, os momentos vão envolvendo a pessoa e fortalecendo o

12 [12] desenvolvimento de seus valores, capacidades, conhecimentos, comportamentos e compromisso. Reiteramos que um resultado buscado é o aumento do poder das organizações e movimentos. Como se distingue do planejamento típico de programas? O processo de planejamento para a incidência política se distingue principalmente por sua necessidade de compreender, analisar e responder a múltiplas dinâmicas de poder que afetam as possibilidades de impacto e os riscos inevitáveis ao entrar no âmbito político. Portanto, o planejamento para a incidência política tem a ver com uma análise de poder mais profunda e uma definição de problemas, propostas e estratégias que incorporem esta análise. Ao articulá-lo com o processo de PALS, é possível visualizar as diferenças e semelhanças, e assim buscar a complementaridade e a sinergia. O PALS, por exemplo, inclui um passo fundamental que se chama a análise da situação em nível de país, que oferece uma descrição geral com números e estatísticas das circunstâncias nas quais vivem as crianças e jovens, especialmente em relação aos níveis de pobreza, marginalização, discriminação e estado de gozo efetivo de seus direitos. A incidência política inclui outras classes de análise que complementam e enriquecem a análise da situação. Uma delas se chama a análise contextual. Esta análise proporciona um olhar crítico para as forças e tendências de poder que estão afetando a situação das crianças e jovens, tanto as que os favorecem como as que os prejudicam. Para melhorar o projeto e a seleção de estratégias, também inclui uma análise do momento político (conjuntura) das diferentes formas e espaços de poder segundo um tema especifico, abordando uma análise de tipo regional ou global quando seja relevante. Para apreciar as dinâmicas do sistema sócio-político-legal, é possível usar várias ferramentas, por exemplo, o Marco Triangular, entre outras que veremos mais adiante em mais detalhes. Como fazer com que seja flexível às mudanças e dinâmicas do contexto e dos atores sociais? É importante reconhecer que existem diversas maneiras de fazer o planejamento estratégico de incidência política, desde as mais participativas, que destacam as vozes cidadãs, até aquelas focadas em processos meramente técnicos, realizados por especialistas profissionais. A Plan opta pela forma participativa, pois ela é coerente com o enfoque de direitos das crianças, adolescentes e jovens; para isto, a Plan desenvolveu uma série de ferramentas, como o Sasito, que apoiam momentos de reflexão e diálogo com as crianças e jovens sobre os problemas que lhes afetam. Um processo de autodiagnóstico da comunidade identifica uma série de problemas e temas que ajudam o pessoal da Plan a priorizar seus programas e a responder melhor às realidades das pessoas e suas comunidades. Ao abordar o planejamento de incidência política como um processo participativo, é possível desenvolver planos realistas que levam ao empoderamento cidadão das crianças, adolescentes e jovens, de forma que a Plan amplie suas possibilidades de impacto. Por meio de processos de planejamento participativo, apoiamos e fortalecemos as vozes de setores excluídos e discriminados, ajudando-os a visualizar seus conhecimentos, direitos e organizações. Assim, estes grupos podem estar mais bem informados e ser mais ativos e bem-sucedidos em seus esforços. Os momentos do processo de planejamento não são lineares. O plano elaborado e suas estratégias se desenvolvem de forma interativa. As consequências de cada ação ou momento produzem reflexões que ajudam a refinar o que vem em seguida e o que já se pensou. Algumas vezes, é necessário dar um passo atrás, porque este é um processo de constante valorização e ajuste. Nesta dinâmica não linear, os momentos obedecem a certa lógica que pode mudar e se ajustar segundo as circunstâncias

13 [13] e necessidades do contexto. Na medida em que as crianças, adolescentes e jovens são o centro dos processos de incidência, podemos ir valorizando, com eles e a partir deles, as mudanças necessárias para fazer com que seus direitos sejam respeitados e plenamente vigentes. Estas mudanças se darão em todos os âmbitos do trabalho, desde a forma como os diagnósticos são feitos para identificar os problemas que queremos mudar até a forma como as lideranças de adultos, crianças, adolescentes e jovens são exercidas nos cenários de incidência, e nos ajustes estratégicos que precisamos fazer, sempre velando pelo bem maior das crianças, adolescentes e jovens. Os processos de incidência centrados nas crianças, adolescentes e jovens implicam em uma metodologia e uma didática que permita a comunicação e o entendimento entre eles e o mundo adulto, sempre garantindo o empoderamento das crianças, adolescentes e jovens como um de seus principais resultados, além, é claro, de alcançar as mudanças buscadas na política. ROTA CRÍTICA DO PLANEJAMENTO Para os propósitos deste trabalho, nos focamos em alguns momentos-chave do planejamento, desenvolvendo uma rota crítica para guiar os conteúdos deste manual. Combinamos alguns passos e mudamos a ordem de apresentação para uma abordagem mais fluida. Desta forma, nossa rota crítica se desenvolve assim: 1. Visão das mudanças políticas em longo prazo 2. Análise do contexto macro 3. Poder da Plan: Análise das responsabilidades e riscos 4. Diagnóstico: identificação, análise e refinamento do problema, tema e proposta 5. Estabelecimento de metas e objetivos 6. Análise conjuntural dos poderes, atores e riscos 7. Formulação de estratégias 8. Estratégias em andamento: Conselhos práticos 9. Sistematização e avaliação GERANDO CONHECIMENTOS (INCLUIR GRÁFICO DE E. POPULAR) PROPÓSITO: A partir de suas experiências, dialogar sobre a importância da participação das crianças, adolescentes e jovens no planejamento da incidência como estratégia de mudança. PROCEDIMENTO Tempo sugerido: 1 hora 1. Apresentamos a importância do planejamento do trabalho de incidência e estimulamos o diálogo entre os participantes, com a seguinte pergunta geradora: A partir da sua experiência com as crianças e jovens, é possível planejar participativamente os processos de incidência política? Como garantimos a perspectiva das crianças, adolescentes e jovens nos processos de incidência? Mencione seus acertos e limites. 2. Em plenária, identificamos acertos comuns e limites. 3. Encerrar com uma reflexão e síntese dos principais elementos.

14 [14] Visão de Mudança Política em Longo Prazo: Um mundo diferente é possível. Perguntas para abordar Qual é a nossa visão de um mundo melhor como será em termos de relações humanas, práticas e estruturas de poder, valores, a natureza e as vidas reais das pessoas? Como esta visão pode nos guiar em nossos esforços de incidência política? Qual é a visão de mudanças com respeito às relações de gênero? Viver em um mundo onde as crianças possam desenvolver todo o seu potencial em sociedades que respeitem os direitos humanos e a dignidade das pessoas. VISÃO da Plan Como vimos no diagrama de incidência política, um momento fundamental do planejamento de incidência política que guia todo o processo é a elaboração da visão de mudança política em longo prazo que queremos alcançar. Este momento de planejamento nos ajuda a aprofundar nossa visão estratégica e a ver nosso trabalho, suas implicações e desafios de forma mais holística e integral. Como é a nossa visão de um mundo melhor? É vital ter uma visão clara sobre um mundo onde as crianças possam desenvolver todo o seu potencial em sociedades que respeitem os direitos humanos e a dignidade das pessoas. Quanto ao trabalho de incidência política, sabemos que para alcançar esta visão, não basta modificar leis ou políticas ou incidir sobre a justiça; é necessário também abordar relações e práticas de poder mais amplas, incluindo os comportamentos e valores das pessoas um trabalho que é parte integral dos esforços programáticos da Plan. Existem muitas formas de se realizar uma visão, mas sem dúvida desejamos fazer isto a partir dos olhares das crianças, adolescentes e jovens. Neste momento crucial do planejamento, buscamos identificar os elementos fundamentais que queremos alcançar para que uma sociedade realmente cumpra e respeite os direitos das crianças, adolescentes e jovens. Como nosso enfoque para este manual é a incidência política para mudanças nas relações e práticas de poder, devemos analisar como as estruturas e relações de poder estão operando e funcionando nos diferentes âmbitos das vidas das crianças e jovens e da sociedade onde vivem. Trabalhando a partir das perspectivas das crianças, adolescentes e jovens, é fácil imaginar e identificar que mudanças desejamos alcançar; quase sempre, elas têm uma ideia bem clara do que não gostam e do que limita seu desenvolvimento integral. Para facilitar e concretizar uma visão de mudanças, podemos perguntar: Como vocês gostariam que as decisões fossem tomadas no governo, no Congresso, na comunidade, nas organizações e nas famílias para o gozo pleno dos direitos das crianças, adolescentes e jovens? Ao responder esta pergunta, ficam evidentes as relações de poder em que as crianças, adolescentes e jovens estão submersos, e se pode identificar valores que orientam o processo de incidência; então, a partir dela, elaboramos a visão de mudança de que necessitamos. A cada três ou quatro anos, podemos fazer este tipo de reflexão para esclarecer e aprofundar a visão de mudança política em longo prazo que buscamos. Na seção metodológica, veremos que isto pode ser feito de várias maneiras por exemplo, em forma de debate, ou por meio de uma série de sociodramas, o que pode ser muito mais divertido e revelador.

15 [15] Como esta visão pode nos guiar no processo de incidência? Qual é a nossa teoria de mudança? Ter uma visão nos permite dirigir e concentrar os esforços e recursos para alcançar o mesmo objetivo de mudanças, a partir de um olhar integral e estratégico. Saber como se alcança as mudanças se vê implicitamente na definição e propósito de incidência política da Plan nas Américas, que reconhecem que para garantir os direitos das crianças, adolescentes e jovens, é preciso realizar mudanças não apenas nas leis, políticas, estruturas e instituições estatais, mas também nas práticas, ideias, valores e relações de poder que resultam em desigualdades, discriminação, exclusão e outras vulnerabilidades de direitos em todos os setores da sociedade. Portanto, para alcançar os sucessos e mudanças desejadas, é necessário termos processos de planejamento que incluam uma análise mais rigorosa de poder e contexto, que permita ao pessoal da Plan e a seus parceiros desenvolver uma compreensão mais integral das forças e ambientes que afetam as iniciativas de incidência política. Assim, eles podem apoiar e projetar processos e estratégias mais precisos, reconhecendo que qualquer iniciativa exige estratégias múltiplas para responder às diversas dinâmicas de poder e a contextos e conjunturas específicas. As estratégias de incidência vão desde aquelas que buscam influir sobre as autoridades e leis, tais como: lobismo, negociação, protestos e programas modelo, até as estratégias que fortalecem as crianças, jovens e suas organizações, lideranças e aliados, como programas de formação e de fortalecimento institucional. Outras perguntas que podem nos ajudar a aprofundar a reflexão sobre como estas mudanças acontecem e onde as promovemos são: Quais são os fatores chave que estimulam e produzem as mudanças que queremos? Que suposições estamos fazendo sobre eles? Como podemos articular os diferentes níveis de incidência na Plan (nacional, regional, e global)? Não há dúvida de que estas são perguntas complexas; mas são imprescindíveis para examinar e considerar, pois trazem elementos que influenciam nossas decisões em relação a estratégias e ao impacto dos nossos esforços. Qual é a visão de mudança com respeito às relações de gênero? Se eu fosse a presidente, aprovaria uma lei para a igualdade de direitos, uma lei que diga que as mulheres e os homens podem fazer as mesmas coisas. Se ela limpa a casa, ele também pode fazer isto, e se ela cozinha, ele pode fazer isto, também! Lana, de 16 anos, do Brasil Uma mudança fundamental nas relações de poder que a Plan busca promover é o respeito às relações de gênero. É preciso abordá-lo e deixá-lo claro em todo o planejamento e estratégias de incidência política. Segundo o Marco de Gênero da Plan Internacional: A igualdade de gênero significa que as mulheres e homens, meninas e meninos devem gozar do mesmo status na sociedade; têm os mesmos direitos humanos; devem ter o mesmo nível de respeito na comunidade; devem poder aproveitar as mesmas oportunidades para tomar decisões sobre suas vidas; e devem ter o mesmo nível de poder para moldar os resultados de suas decisões. A igualdade de gênero não significa que as mulheres e os homens, as meninas e os meninos sejam iguais. As mulheres e os homens, as meninas e os meninos têm necessidades e prioridades diferentes, mas relacionadas; enfrentam diferentes restrições e gozam de diferentes oportunidades. Sua posição relativa na sociedade se baseia em padrões que, ainda que não sejam inabaláveis, tendem a beneficiar os homens e meninos, e colocam em desvantagem as mulheres e meninas. Em consequência disto, elas se veem afetadas de

16 [16] diferentes maneiras pelas políticas e programas. Para os objetivos de nosso planejamento e processos de incidência, isto significa uma atenção clara a estas dinâmicas 4. Isto nos chama a incorporar o enfoque de gênero de forma explícita e verificável, na medida em que o processo de incidência acontece. A construção de indicadores de gênero em relação às mudanças e resultados alcançados ajuda a explicitar este enfoque, e a intenção de enfrentar a força invisível das barreiras culturais para rompê-las, designando estratégias e recursos para isto. GERANDO CONHECIMENTOS (INCLUIR GRÁFICO DE E. POPULAR) PROPÓSITO - Realizar uma atividade de visão para aprender a escrever uma declaração de visão de mudança. - Identificar alguns indicadores de gênero para incorporar ao planejamento de incidência política. PROCEDIMENTO Primeiro Momento. Tempo sugerido: 2 horas Visão de mudança em longo prazo. 1. Trabalho em grupos. Tempo aproximado: 30 minutos. O grupo é dividido segundo os vários âmbitos da sociedade que desejamos examinar (por exemplo: o Congresso, a sociedade civil, a família, o casal, o nível internacional). Cada subgrupo, a partir de seus conhecimentos e experiências, prepara sociodramas em dois cenários um que representa a realidade e outro que representa a visão ideal, mostrando as dinâmicas de exclusão que afetam tanto crianças, adolescentes e jovens como outros grupos da população. Pedimos aos grupos que também visualizem as relações de poder entre homens e mulheres em cada um destes cenários. Exemplos de perguntas que podem orientar os conteúdos dos sociodramas: Governo/Estado: Como são, atualmente, as estruturas e processos de tomada de decisão no âmbito do Estado/governo e como deveriam ser em um futuro ideal? Como as decisões são tomadas e como deveriam ser tomadas na legislatura e nos conselhos municipais? Partidos Políticos: Como as decisões são tomadas nos partidos? Qual é o papel e o poder das mulheres dentro deles? Como deveria ser a gestão de poder nos partidos políticos? Família: Como são as relações de poder na família, e qual é o papel das mulheres? Como deveriam ser as relações na família, inclusive o tratamento das mulheres? Sociedade Civil: Como são as relações e a tomada de decisões nas organizações comunitárias, ONGs, e grupos de vítimas/sobreviventes? Internacional: Como são as relações e a tomada de decisões nas instituições internacionais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional? Em plenária, cada grupo terá 5 minutos para apresentar cada cenário, 10 minutos no total. 4 Ver anexo 1

17 [17] 2. Plenária: Tempo aproximado: 40 minutos. Algumas perguntas para a decodificação e reflexão dos sociodramas.. O que vimos?. O que sentimos?. Estas cenas têm relação com a nossa realidade?. Nos diferentes âmbitos, como os papeis das mulheres, homens, meninas, meninos e jovens, além de outros grupos excluídos, vão mudando?. Quais são as diferenças e semelhanças entre as visões?. Existem elementos importantes faltando?. O que será necessário para modificar as situações negativas? 3. Debate. Discute-se cada visão separadamente, e as diferenças e semelhanças são comparadas, reconhecendo e reafirmando que as mudanças exigem mais que reformas políticas. 4. Encerramento do momento, assinalando que também são necessárias mudanças em valores, atitudes, estruturas e relações de poder que perpetuam a discriminação e a marginalização. Outra opção é trabalhar as Visões por meio de desenhos. Segundo Momento: Tempo aproximado: 2 horas As relações de poder a partir do enfoque de gênero. Adaptação de: VeneKlasen e Miller, Um Novo Tecido, Trabalho em Grupos (a facilitação pode formar grupos heterogêneos, ou de acordo com seus critérios). Tempo aproximado: 45 minutos Algumas Perguntas-guia: Como podemos incluir as dinâmicas de gênero em nosso planejamento de incidência política? Que perguntas temos que fazer a nós mesmos para visualizar as desigualdades de poder entre homens e mulheres e assegurar a igualdade de gênero, tanto no planejamento como na ação e nos resultados de nossos processos de incidência? Quais são os principais obstáculos e limitações para impulsionar o enfoque de gênero nos processo de incidência política com crianças, adolescentes e jovens? Quais seriam os indicadores de gênero que poderíamos usar nos diversos momentos do planejamento para comprovar que este enfoque foi incorporado em nosso trabalho de incidência? Fazer uma síntese das respostas, escritas em flipcharts. 2. Plenária. Tempo aproximado: 1 hora. Apresentação de grupos, identificando semelhanças, diferenças, contribuições e indicadores de gênero propostos. 3. Síntese e encerramento

18 [18] Uma Análise Macro do Contexto Perguntas para abordar Quais são as forças, poderes e tendências específicas do nosso contexto que estão afetando nossas iniciativas de incidência política e seus possíveis impactos? Como podemos visualizar e valorizar as oportunidades e riscos que o nosso contexto nos oferece? Neste manual, usamos vários marcos teóricos de análise. É importante mostrar certa crítica em relação a eles. Os marcos analíticos pretendem representar uma realidade complexa, e são úteis para executar operações para revelar dinâmicas e relações, por exemplo, as de poder e dos sistemas políticos. Não obstante, temos que reconhecer seus limites frente a uma visão em constante modificação das mesmas. Uma análise do contexto complementa a análise da situação que a Plan realiza como parte de seu processo de planejamento programático. A análise da situação fornece um panorama e uma descrição dos problemas e desafios que as crianças, adolescentes e jovens enfrentam e experimentam, com base em estudos e evidências por exemplo, inclui índices de pobreza, de violência, de falta de boa educação, de violação de direitos, etc. Quais são as forças, poderes e tendências específicas de nosso contexto? Uma análise do contexto oferece um olhar crítico para as forças de poder e tendências que estão afetando e interagindo no cenário de incidência. Busca analisar estas dinâmicas, incluindo os prós e os contras, para poder visualizar as possíveis rotas de mudança e de incidência política, e assim identificar as oportunidades e obstáculos a este respeito. Para planejar processos de incidência política, esta classe de análise geral é chave, porque proporciona uma visão política macro, tanto dos perigos como das oportunidades e possibilidades. Por exemplo, há contextos onde os esforços de incidência política devem ter um perfil adequado às circunstâncias; há outros onde se pode operar com bastante flexibilidade sem muito medo de represálias. Segundo os contextos, se considera importante analisar os riscos e as medidas de proteção necessárias para o exercício nos processos de incidência. Como podemos visualizar e valorizar as oportunidades e riscos que o nosso contexto nos oferece? A análise contextual pode ser feita de várias maneiras, em vários níveis e com vários enfoques. Em um primeiro momento do planejamento da incidência política, vale a pena realizar uma análise macro com um enfoque sobre as forças gerais de poder que estão afetando as vidas das crianças, adolescentes e jovens as forças econômicas, sociais, políticas, culturais, ambientais, etc. para assim avaliar o contexto geral e as possibilidades de iniciativas de incidência política. Em um momento futuro, fazemos outro tipo de análise das forças que operam em uma conjuntura concreta, focada em um problema específico enfrentado pelas crianças, adolescentes e jovens. Este tipo de análise conjuntural oferece informações mais concretas sobre as dinâmicas especificas e atores-chave em um dado momento, onde podemos identificar indecisos, aliados e adversários, e melhor formular estratégias. Por exemplo, um momento eleitoral pode oferecer certo tipo de oportunidades e riscos, enquanto um momento onde não haja campanhas eleitorais oferece outros; um momento onde o país sofreu um terremoto grave é diferente de um momento tranquilo e estável.

19 [19] GERANDO CONHECIMENTOS (INCLUIR GRÁFICO DE E. POPULAR) PROPÓSITO: Exercitar a capacidade de análise de contexto dos participantes a partir de um olhar de incidência política. PROCEDIMENTO Primeiro Momento. Tempo sugerido: 2 horas Análise macro do contexto Este exercício pode servir para estimular uma análise geral das forças de poder, das contradições entre elas e das tendências que operam em seus contextos em nível macro. É importante que a facilitação introduza na análise o enfoque de gênero, incluindo as perguntas adicionais específicas que considere pertinentes segundo cada contexto. 1. Trabalho de grupos heterogêneos. Os grupos são divididos de acordo com os âmbitos a serem analisados (econômico, político, etc.) para trabalhar de forma simultânea com o guia de perguntas. Cada grupo revisa as perguntas de exemplo e escolhe aquelas perguntas que considera válidas para seu contexto, agregando outras de que necessita para sua análise. Preparam uma apresentação em plenária de 5 minutos. Tempo aproximado: 40 minutos Apresentamos alguns exemplos de perguntas sobre os quais podemos trabalhar a reflexão, e é importante que eles sejam adequados segundo o contexto. Para este momento, podemos auxiliar a análise com pessoas especialistas nos temas de vital importância para o contexto do grupo. PRINCIPAIS FORÇAS: Na dimensão econômica: Quais são os grupos e instituições econômicas mais importantes no seu país, por exemplo, as indústrias e corporações mais poderosas, os meios comerciais de grande alcance? Quem são seus donos? Como está a concentração da riqueza? Qual é o modelo de desenvolvimento do país e que setor econômico o está impulsionando? Como estão afetando, para o bem ou para o mal, os direitos de crianças, adolescentes e jovens, das mulheres e suas comunidades, e o que nos dizem em relação às possibilidades para a incidência política? Na dimensão política: Quais são os partidos mais poderosos e suas agendas de trabalho, inclusive o do governo atual? Como estas agendas afetam os direitos das crianças, dos jovens, das mulheres, e as possibilidades de incidência? Quais são os setores/atores mais permeados pela corrupção e pelo clientelismo? Como o governo atual age frente a grupos de direitos humanos? O quão aberto ou fechado ele se mostra? Que papel desempenham as forças de segurança o exército, a polícia? Existe alguma crise humanitária, ou conflito armado, e quais são seus atores? Quais são as forças políticas que apoiam os direitos das crianças, dos jovens e das mulheres? Na dimensão social/de sociedade civil: Quais são as ONGs, os movimentos e grupos de base mais organizados, com capacidade de mobilização e apoio para as crianças e jovens? Existem organizações juvenis são autônomas, ou pertencem a algum movimento ou partido político?

20 [20] Quais são as principais possibilidades e limitações da sociedade civil para apoiar uma agenda de Direitos Humanos, de Direito Internacional Humanitário e de Crianças, Adolescentes e Jovens? Neste cenário, quais são os nossos aliados reais e potenciais na causa dos direitos das crianças, adolescentes e jovens? O movimento de mulheres é considerado um aliado nas lutas pelos direitos das crianças, adolescentes e jovens? Na dimensão cultural: Quais são as atitudes, crenças, pautas de comportamento e valores culturais que afetam os direitos humanos das crianças e jovens, pró e contra? Quais são os enfoques e crenças das igrejas e outras forças culturais sobre os Direitos Humanos das Crianças, Adolescentes e Jovens, e das mulheres? Como afetam as possibilidades de incidência? A violência contra as mulheres é um problema grave em seu contexto? Na dimensão ambiental: Quais são os problemas ambientais mais graves, especialmente os que interessam e afetam crianças, jovens e mulheres? Os movimentos ambientalistas articulam os jovens e as mulheres? Como esta articulação pode ser uma oportunidade para fortalecer a agenda de direitos humanos das crianças, adolescentes e jovens, e nosso trabalho? Na dimensão internacional: Quais são os pactos ou convênios internacionais que estão vigentes em nosso país, em relação aos direitos das crianças, adolescentes e jovens e das mulheres, que podem nos respaldar? Há algum evento internacional que pode ser usado para impulsionar o nosso trabalho? Que entidades internacionais, como a ONU, o FMI, o Banco Mundial, o Comitê dos Direitos da Criança, etc., definem políticas e/ou financiam programas que promovem ou prejudicam os direitos das crianças, adolescentes e jovens e das mulheres? PRINCIPAIS CONTRADIÇÕES OU TENSÕES ENTRE ESTAS FORÇAS: Quais são as principais contradições ou tensões entre estas forças, nas dimensões: econômica; política; social/da sociedade civil; cultural; ambiental; internacional; que poderiam afetar o nosso plano de incidência? Que grupo de poder econômico é hegemônico ante os outros grupos de poder? Que grupos estão fora da aliança que controla o poder econômico no país? PRINCIPAIS TENDÊNCIAS: Quais são as tendências ou dinâmicas principais que estão afetando as vidas e direitos das crianças, adolescentes e jovens e das mulheres e suas comunidades, e como elas se relacionam com as forças de poder? por exemplo, a crise econômica mundial, o auge dos fundamentalismos, os movimentos de promoção e respeito aos direitos humanos, etc. 2. Plenária de Grupos: Tempo aproximado: 1 hora Passo 1. Todos os grupos expõem primeiro suas respostas e análises sobre as Forças, e identificam as principais forças em cada âmbito com o apoio e o feedback da plenária. Passo 2. Todos os grupos expõem suas respostas e análises sobre as Contradições ou tensões, e com o apoio da plenária, identificam as que são fundamentais e as que não são, e como afetam o nosso plano de incidência. Passo 3. Todos os grupos expõem suas respostas sobre as Tendências e os possíveis cenários que podem afetar o nosso plano de incidência.

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