CAPACITAÇÃO EM SERVIÇO

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1 CAPACITAÇÃO EM SERVIÇO TEMA: ELABORAÇÃO DE PROJETOS COM FOCO NA FAMÍLIA Março/2010

2 ELABORAÇÃO DE PROJETOS ELABOR-AÇÃO: palavra-latim-elabore preparar, formar,ordenar AÇÃO: atuação, ato PRO-JETOS: palavra-latim-projetus PRO: Antes, para a adiante/ intenção de fazer e realizar.

3 O QUE É PROJETO? PROJETOS SÃO EMPREENDIMENTOS PLANEJADOS QUE ABRANGE UM UNIVERSO DE ATIVIDADES INTER- RELACIONADAS E COORDENADAS, PARA QUE POSSAMOS ATINGIR OBJETIVOS ESPECÍFICOS, COM LIMITES DE TEMPO E ORÇAMENTO. (DEFINIÇÃO DA ONU)

4 ATENÇÃO PROJETO: É uma forma de organizar ações especificas, com objetivo claro e tempo definido. O projeto tem início, meio e fim. PROGRAMA: Aglutina uma série de ações (projetos), articula diferentes estratégias. O programa é contínuo.

5 CAMINHOS PARA COMEÇARMOS A ELABORAR POJETOS SOCIAIS ATENÇÃO: FIO LÓGICO Quais são os nossos problemas? Quem sofre com esses problemas? Quais as causas e efeitos desses problemas? Quais são as necessidades deste público? Quais as necessidades que a organização poderá suprir?

6 O que podemos esperar com a realização deste projeto? Quais os recursos humanos e materiais que iremos utilizar? Qual será o impacto do projeto? Quanto custará o projeto? Como será o processo de monitoramento e avaliação?

7 TÍTULO Ter presente que o título será muito importante para vender o projeto, devendo provocar aquele primeiro interesse pelo mesmo. Ter uma sigla sonora, concisão, objetividade e refletir a idéia geral do projeto. Não deve ser extenso em demasia, porém com clareza e coerência.

8 2. RESUMNO TÉCNICO (apresentação/analise da situação problema e síntese) 2.1. APRESENTAÇÃO Deverá dar uma idéia sucinta do conjunto do projeto (evitar textos maiores que uma ou duas páginas) Assegurar que seja uma espécie de cartão de apresentação Deverá suscitar interesse para que o leitor analise o restante do projeto. Ter clareza quanto o objeto do projeto ANÁLISE DA SITUAÇÃO PROBLEMA Elaborar um diagnóstico da situação envolvida, de forma focada e sucinta Assegurar que o projeto parta de uma realidade e necessidade comprovada Ter dados reais da situação, com um retrato histórico e atual Descrever a contribuição dos beneficiários na elaboração do projeto SÍNTESE Resumo do projeto em relação ao objeto da intervenção.

9 JUSTIFICATIVA O projeto deve estar baseado em uma justificativa absolutamente coerente, que fundamente a sua razão de ser Não deverá haver dúvida do por quê do projeto, o fim a que se destina, devendo convencer da necessidade e relevância dos objetivos propostos. Deixar clara a sua contribuição social, ambiental, cultural, etc. Projetos sem uma boa justificativa geralmente são rejeitados. Uma análise objetiva do contexto geral e específico poderá ser útil nesta fundamentação

10 4. OBJETIVOS GERAL O objetivo deve ser claro, coerente e sucinto para dizer o que o projeto quer Deve refletir a razão de ser do projeto, podendo ser abrangente Deve estar ajustado às normas dos financiadores - muitas instituições buscam palavras-chaves no texto do projeto (sustentabilidade, desenvolvimento social, impacto ambiental / social, geração de emprego, taxa de retorno financeiro, etc.). Aquele que expressa maior amplitude, exigindo um tempo mais longo para ser atingido e a ação de outros atores, que, contribuem para a resolução do mesmo problema.

11 4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Os objetivos específicos devem estar bem relacionados com o título, contexto do projeto, objetivo geral, mantendo o foco. Utilizar verbos de acordo com a linguagem do financiador infinitivo, particípio passado, gerúndio. Redigir, de forma clara, o que se quer atingir, indicando os benefícios desejados para o público / área envolvida. Representam a finalidade do projeto em questão, são degraus para chegar ao topo da escada, ao objetivo geral. Eles indicam o caminho a ser percorrido.

12 IMPORTANTE: FIXAR UM OBJETIVO É EXPRESSAR A INTENÇÃO TRANSFORMADORA, É PRECISO QUE CADA OBJETIVO CONTENHA SUA META OBJETIVO TEMPORAL, ESPACIAL E QUANTITATIVAMENTE DIMENSIONADO.

13 5. METAS Quantificam as atividades que serão desenvolvidas. Delimita o quanto, em que tempo e em que lugar o que se quer atingir será contemplado. 6. PERFIL DOS BENEFICIÁRIOS Delimitar o público envolvido e descrever os beneficiários diretos e indiretos, enumerando, se possível, (comunidades, grupos, pessoas, etc.) Essa descrição deve ser realista e coerente com a proposta e estratégia do projeto.

14 7. CONDIÇÕES INTERNAS E EXTERNAS Essa descrição deve relatar sobre as hipóteses favoráveis ou desfavoráveis para implantação e implementação do projeto. Analisar os riscos para o desenvolvimento do projeto, fazendo a sua previsão observando as ameaças internas e externas. 8. ABORDAGEM METODOLÓGICA Definir uma proposta metodológica a ser utilizada pelo projeto, descrevendo: Como será desenvolvida Sua dinâmica de implementação Como será operacionalizado Quais os instrumentos de execução Forma de condução

15 8. ABORDAGEM METODOLÓGICA Utilizar uma metodologia adequada ao público beneficiário e instituições apoiadoras. Descrever, seqüencialmente, o passo a passo do desenvolvimento do projeto. 9. GESTÃO DE PESSOAS /EQUIPE DO PROJETO Descrever, objetivamente, a equipe que deverá implantar e implementar o projeto: equipe técnica, operacional e de apoio disponível Perfil destes profissionais envolvidos. Atribuições de cada profissional no processo. Quantidade de profissionais. Função que irá exercer no projeto.

16 10. CAPACITAÇÃO DA EQUIPE TÉCNICA Descrever, claramente como se dará o processo de capacitação da equipe envolvida no projeto. Construir a redação na perspectiva da capacitação como um processo sistemático. Definir alguns conteúdos que não podem deixar de ser trabalhados no processo de capacitação. 11. ATIVIDADES PROPOSTAS Descrever as atividades que se pretende realizar para alcançar os objetivos propostos.

17 12. ABRANGÊNCIA Delimitar o espaço territorial onde se pretende atuar. 13. PERÍODO DE EXECUÇÃO Definir o tempo necessário para execução do projeto para o alcance dos resultados esperados. 14. CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES Instrumento para identificar as ações no tempo, estimar o tempo em relação aos recursos, visualizar a possibilidade de algumas ações acontecerem em paralelo e, por último e mais importante, verificar a relação de interdependência entre elas. Completo, isto é, com todas as atividades do projeto e seus respectivos responsáveis;

18 14. CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES Preciso, apontando o início e o fim de cada atividade; Lógico, de modo a mostrar as interdependências entre as diversas atividades; Flexível, atualizado e sistematicamente analisado; Baseado em estimativas. 15. PARCERIAS E ARTICULAÇÕES INSTITUCIONAIS Descrever as parcerias e articulações que serão realizadas para a implantação e implementação do projeto, inclusive, se possível já definindo a atribuição da parceria.

19 16. CRONOGRAMA FÍSICO FINANCEIRO Descrever a natureza das despesas previstas para execução da projeto. Possibilita a previsão dos gastos. Especifica, no tempo, os gastos necessários à realização das atividades do projeto. Projeção de todas as despesas para a implantação do projeto ( despesas correntes, material de consumo, pessoal, locação de equipamentos, encargos sociais, etc.)

20 16. CRONOGRAMA FÍSICO FINANCEIRO Descrever a natureza das despesas previstas para execução da projeto. Possibilita a previsão dos gastos. Especifica, no tempo, os gastos necessários à realização das atividades do projeto. Projeção de todas as despesas para a implantação do projeto (despesas correntes, material de consumo, pessoal, locação de equipamentos, encargos sociais, etc.) ATENÇÃO: é importante ler atentamente o edital para saber com que o financiador autoriza a utilização dos recursos.

21 TIPOS DE DESPESAS CUSTEIO: destinadas à manutenção/execução da projeto, e correspondem entre outros gastos, os com pessoal, material de consumo, didático, pedagógico de limpeza, serviços de terceiros, serviços gráficos, alimentação, entre outras, ou seja, nada que possa ser considerado bem permanente. INVESTIMENTO: despesas necessárias ao planejamento e execução de obras (construção ou reforma), aquisição de instalações, equipamentos e material permanente, constituição ou aumento do capital da entidade que não sejam de caráter comercial ou financeiro, incluindo-se as aquisições de bens imóveis e/ou móveis considerados necessários à prestação dos serviços da entidade.

22 17. RESULTADOS DESEJADOS Indicar quais os resultados que se quer alcançar, concretamente, ao final do projeto Descrever os possíveis efeitos e impactos que o projeto pretende produzir Quantificar os objetivos tentando dar uma dimensão para os mesmos - indicadores podem ser uma boa medida Ser realista e manter coerência com os objetivos propostos.

23 É IMPORTANTE LEMBRAR: Resultados esperados: são tangíveis e correspondem aos produtos finais de um conjunto de atividades em um certo período. Apresentam a intensidade das ações. Qualificam o modo pelo qual a proposta será realizada. Ex. Ter realizado 10 seminários (quantificam as atividades) sobre violência contra a mulher (qualificam o tipo de atividade).

24 18. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DAS AÇÕES. Definir os indicadores de resultados do projeto. Monitora o alcance dos objetivos Realimenta o projeto. 19. OUTROS ANEXOS De acordo com a solicitação do financiador.

25 OBSERVAÇÕES GERAIS Antes de iniciar a elaboração de o projeto ler atentamente o edital de seleção, com especial atenção na documentação exigida e avaliar se a instituição tem a documentação e se estão dentro dos prazos de validade. Além de: REALIZAR UMA ANALISE DE VIABILIDADE FATORES DE CONTROLE INTERNO Descrever os elementos que asseguram a viabilidade do projeto Realizar uma análise dos fatores de risco internos do projeto

26 VIABILIDADE POLÍTICA Assegurar que o projeto esteja inserido nas políticas governamentais e institucionais Assegurar que o mesmo obedeça aos aspectos legais vigentes. VIABILIDADE FINANCEIRA Descrever: quanto vai custar, quem vai financiar e como será o financiamento VIABILIDADE TÉCNICA Descrever: quem vai dar o suporte técnico e quanto vai custar. Explicitar as técnicas que serão utilizadas e considerar se o grupo dispõe destas tecnologias.

27 VIABILIDADE ECONÔMICA Analisar se o projeto garante o retorno dos investimentos Verificar se pode ser garantida a sua auto-sustentabilidade VIABILIDADE SOCIAL Analisar se há sustentabilidade social Analisar os atores sociais (indivíduos ou organizações) que terão seus interesses afetados positiva ou negativamente pela proposta.

28 VIABILIDADE AMBIENTAL Assegurar o respeito aos princípios de sustentabilidade ambiental Indicar as parcerias envolvidas com o projeto (reais e não as prováveis) e, se existir, colocar seus respectivos logotipos. VIABILIDADE DE GÊNERO, ÉTNICA E CULTURAL: Analisar se há algum padrão cultural que pode dificultar a realização do projeto, seja ele na relação homem com mulher, nas relações étnico-raciais ou nas relações culturais.

29 NO DECORRER DA ELABORAÇÃO DO PROJETO, OBSERVAR: Procurar fundamentar tecnicamente o projeto. Cuidado com as normas técnicas para as citações. O número de páginas depende das possíveis regras da instituição financiadora, da amplitude do tema e da objetividade. Eventualmente poderá fazer parte da introdução. Cuidado para não ser longa demais e conter informações que pouco interessam aos objetivos do projeto.

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