Modelo de Atenção às Condições Crônicas. Seminário II. Laboratório de Atenção às Condições Crônicas EXPOSIÇÃO 4:

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1 Modelo de Atenção às Condições Crônicas Seminário II Laboratório de Atenção às Condições Crônicas EXPOSIÇÃO 4: O MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS

2 POR QUE UM MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS PARA O SUS? PORQUE O SUS É UM SISTEMA PÚBLICO UNIVERSAL COM RESPONSABILIDADES CLARAS SOBRE TERRITÓRIOS E POPULAÇÕES PORQUE O MODELO DO SUS DEVE INCORPORAR INTERVENÇÕES SOBRE OS DETERMINANTES SOCIAIS INTERMEDIÁRIOS E DISTAIS: É UM MODELO EXPANDIDO PORQUE AS INTERVENÇÕES SOBRE AS CONDIÇÕES DE SAÚDE ESTABELECIDAS DEVEM SER FEITAS POR SUBPOPULAÇÕES ESTRATIFICADAS POR RISCOS E POR MEIO DE TECNOLOGIAS DE GESTÃO DA CLÍNICA. FONTE: MENDES (2011)

3 UM PRESSUPOSTO PARA A UTILIZAÇÃO DO MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS: A MUDANÇA DO ENFOQUE DA GESTÃO EM SAÚDE DA GESTÃO COM BASE NA OFERTA PARA A GESTÃO COM BASE POPULACIONAL A HABILIDADE DE UM SISTEMA DE ATENÇÃO EM ESTABELECER AS NECESSIDADES DE SAÚDE DE UMA POPULAÇÃO ESPECÍFICA, COM ESTRATIFICAÇÃO DOS RISCOS, DE IMPLEMENTAR E AVALIAR AS INTERVENÇÕES SANITÁRIAS RELATIVAS A ESTA POPULAÇÃO E DE PROVER O CUIDADO COM FOCO NAS PESSOAS E SUAS FAMÍLIAS E NO CONTEXTO DE SUAS CULTURAS E DE SUAS PREFERÊNCIAS FONTE: MENDES (2012)

4 O MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS (MACC) Gestão de Caso Gestão da Condição de Saúde Autocuidado Apoiado Nível 3 1-5%de pessoas com condições altamente complexas Nível %de pessoas com condições complexas Nível %de pessoas comcondições simples FONTE: MENDES (2011)

5 A LEITURA DO MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS NA COLUNA DA ESQUERDA, SOB INFLUÊNCIA DO MODELO DA PIRÂMIDE DE RISCOS, ESTÁ A POPULAÇÃO ADSCRITA À APS, ESTRATIFICADA EM SUBPOPULAÇÕES POR RISCOS NA COLUNA DA DIREITA, SOB A INFLUÊNCIA DO MODELO DA DETERMINAÇÃO SOCIAL DA SAÚDE DE DAHLGREN E WHITEHEAD ESTÃO AS DIFERENTES CAMADAS DE DETERMINAÇÃO SOCIAL DA SAÚDE NA COLUNA DO MEIO, SOB A INFLUÊNCIA DO MODELO DE ATENÇÃO CRÔNICA, ESTÃO OS NÍVEIS DE INTERVENÇÕES: PROMOÇÃO DA SAÚDE, PREVENÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE E INTERVENÇÕES ASSISTENCIAIS REALIZADAS POR MEIO DA GESTÃO DA CLÍNICA E COM AS MUDANÇAS NOS SEIS ELEMENTOS DO CCM FONTE: MENDES (2011)

6 OS ÂMBITOS DA UTILIZAÇÃO DO MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS O ÂMBITO NACIONAL O ÂMBITO ESTADUAL O ÂMBITO REGIONAL O ÂMBITO LOCAL O ÂMBITO DA APS FONTE: MENDES (2011)

7 TIPOS DAS INTERVENÇÕES DO MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS INTERVENÇÕES DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE INTERVENÇÕES ASSISTENCIAIS DO CAMPO DA CLÍNICA FONTE: MENDES (2011)

8 INTERVENÇÕES DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE (2007)

9 O NÍVEL 1 DO MACC: AS INTERVENÇÕES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE O NÍVEL 1 DO MACC INCORPORA AS INTERVENÇÕES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE, NA POPULAÇÃO TOTAL, EM RELAÇÃO AOS DETERMINANTES SOCIAIS INTERMEDIÁRIOS DA SAÚDE AS INTERVENÇÕES SÃO REALIZADAS POR MEIO DE PROJETOS INTERSETORIAIS FONTE: MENDES (2011)

10 OS DETERMINANTES SOCIAIS INTERMEDIÁRIOS DA SAÚDE (CONDIÇÕES DE VIDA E DE TRABALHO) EMPREGO RENDA EDUCAÇÃO HABITAÇÃO SANEAMENTO AÇÃO SOCIAL MEIO AMBIENTE SEGURANÇA VIOLÊNCIA INFRA-ESTRUTURA OUTROS FONTE: WORLD HEALTH ORGANIZATION (2006)

11 AS INTERVENÇÕES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NO MACC AS INTERVENÇÕES DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE RELATIVAS AOS DETERMINANTES INTERMEDIÁRIOS : EMPREGO, RENDA, HABITAÇÃO, SANEAMENTO, AÇÃO SOCIAL, EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, SEGURANÇA, VIOLÊNCIA, INFRA-ESTRUTURA E OUTRAS AS INTERVENÇÕES ASSISTENCIAIS DA SAÚDE, DO CAMPO DA CLÍNICA, ESTÃOINTEGRADAS EM PROJETOS INTERSETORIAIS COM OS OUTROS DETERMINANTES SOCIAIS INTERMEDIÁRIOS FONTE: MENDES (2011)

12 NÍVEL 2 DO MACC: AS INTERVENÇÕES DE PREVENÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE O NÍVEL 2 DO MACC INCORPORA AS INTERVENÇÕES DE PREVENÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE, EM SUBPOPULAÇÕES DE RISCOS EM RELAÇÃO AOS DETERMINANTES SOCIAIS PROXIMAIS DA SAÚDE RELATIVOS AOS COMPORTAMENTOS E AOS ESTILOS DE VIDA FONTE: MENDES (2011)

13 OS DETERMINANTES SOCIAIS PROXIMAIS DA SAÚDE LIGADOS AOS COMPORTAMENTOS E AOS ESTILOS DE VIDA DIETA INADEQUADA EXCESSO DE PESO INATIVIDADE FÍSICA USO EXCESSIVO DE ÁLCOOL TABAGISMO OUTROS FONTE: COMISSÃO NACIONAL SOBRE DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE (2008)

14 MATRIZ DA PREVENÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE FONTE: MENDES (2012)

15 AS INTERVENÇÕES DE PREVENÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE NO MACC AS INTERVENÇÕES DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE RELATIVAS À DIETA INADEQUADA, AO EXCESSO DE PESO, À INATIVIDADE FÍSICA, AO USO EXCESSIVO DO ÁLCOOL, AO TABAGISMO E AOS OUTROS FATORES DE RISCO LIGADOS AOS COMPORTAMENTOS E AOS ESTILOS DE VIDA AS INTERVENÇÕES ASSISTENCIAIS DO CAMPO DA CLÍNICA RELATIVAS A ESSES FATORES DE RISCO: PROGRAMA DE REEDUCAÇÃO ALIMENTAR, PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA, PROGRAMAS DE CONTROLE DE ÁLCOOL, PROGRAMA DE CONTROLE DO TABAGISMO E OUTROS FONTE: MENDES (2011)

16 OS NÍVEIS 3,4 E 5 DO MACC: AS INTERVENÇÕES DO CAMPO DA CLÍNICA OS NÍVEIS 3,4, E 5 DO MACC INCORPORAM AS INTERVENÇÕES SOBRE FATORES DE RISCOS BIOPSICOLÓGICOS INDIVIDUAIS E SOBRE CONDIÇÕES DE SAÚDE ESTABELECIDAS, ESTRATIFICADAS POR RISCOS FONTE: MENDES (2011)

17 A LÓGICA DE ESTRUTURAÇÃO DOS NÍVEIS 3,4 E 5 DO MACC O MODELO DA PIRÂMIDE DE RISCOS A UTILIZAÇÃO DA GESTÃO DA CLÍNICA O NÍVEL 3: INTERVENÇÕES SOBRE OS FATORES DE RISCO BIOPSICOLÓGICOS E SOBRE AS CONDIÇÕES DE SAÚDE SIMPLES COM UTILIZAÇÃO DA GESTÃO DA CONDIÇÃO DE SAÚDE Gestão de Caso Gestão da Condição de Saúde Nível 3 1-5%de pessoas com condições altamente complexas Nível %de pessoas com condições complexas O NÍVEL 4: INTERVENÇÕES SOBRE AS CONDIÇÕES DE SAÚDE COMPLEXAS COM UTILIZAÇÃO DA GESTÃO DA CONDIÇÃO DE SAÚDE NÍVEL 5: INTERVENÇÕES SOBRE AS CONDIÇÕES DE SAÚDE ALTAMENTE COMPLEXAS COM UTILIZAÇÃO DA GESTÃO DE CASO Autocuidado Apoiado Nível %de pessoas comcondições simples

18 O CONCEITO DE GESTÃO DA CLÍNICA A GESTÃO DA CLÍNICA É UM CONJUNTO DE TECNOLOGIAS DE MICROGESTÃO DA CLÍNICA, DESTINADO A PROVER UMA ATENÇÃO À SAÚDE DE QUALIDADE: CENTRADA NAS PESSOAS; EFETIVA, ESTRUTURADA COM BASE EM EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS; SEGURA, QUE NÃO CAUSE DANOS ÀS PESSOAS E AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE; EFICIENTE, PROVIDA COM OS CUSTOS ÓTIMOS; OPORTUNA, PRESTADA NO TEMPO CERTO; EQUITATIVA, DE FORMA A REDUZIR AS DESIGUALDADES INJUSTAS; E OFERTADA DE FORMA HUMANIZADA FONTES: INSTITUTE OF MEDICINE (2001); MENDES (2011)

19 AS TECNOLOGIAS DE GESTÃO DA CLÍNICA FONTE: MENDES (2011)

20 O CONCEITO DE DIRETRIZES CLÍNICAS SÃO RECOMENDAÇÕES PREPARADAS, DE FORMA SISTEMÁTICA, COM O PROPÓSITO DE INFLUENCIAR DECISÕES DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE E DAS PESSOAS USUÁRIAS A RESPEITO DA ATENÇÃO APROPRIADA, EM CIRCUNSTÂNCIAS CLÍNICAS ESPECÍFICAS FONTE: INSTITUTE OF MEDICINE (1990)

21 OS TIPOS DE DIRETRIZES CLÍNICAS AS LINHAS-GUIAS (GUIDELINES) OS PROTOCOLOS CLÍNICOS FONTE: COCHRANE (2001)

22 A IMPLANTAÇÃO DAS DIRETRIZES CLÍNICAS ESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO EFETIVIDADE DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAL ESCRITO + FEEDBACK ++ AUDITORIA CLÍNICA ++ OPINIÃO DE CLÍNICOS LÍDERES ++ EDUCAÇÃO PERMANENTE INDIVIDUAL +++ EDUCAÇÃO PERMANENTE EM GRUPOS +++ LEMBRETES PELOS PRONTUÁRIOS CLÍNICOS +++ COMBINAÇÃO DESSAS ESTRATÉGIAS ++++ FONTE: NHS CENTRE FOR REVIEWS AND DISSEMINATION (1999)

23 AS EVIDÊNCIAS SOBRE AS DIRETRIZES CLÍNICAS MELHORAM A COORDENAÇÃO ENTRE AS EQUIPES DE SAÚDE (SULCH, 2000); CONTRIBUEM PARA A REDUÇÃO DAS INTERNAÇÕES HOSPITALARES E DAS TAXAS DE PERMANÊNCIA (CHAPELL et al., 2004); AUMENTAM A SATISFAÇÃO DAS PESSOAS USUÁRIAS (KWAN & SANDERCOCK, 2004); MELHORAM A QUALIDADE DA ATENÇÃO (THOMAS et al., 2004); LEVAM A MELHORES RESULTADOS CLÍNICOS (SO WY et al. (2003); DIMINUEM O USO DE MEDICAMENTOS (JOHNSON et al., 2000); REDUZEM OS CUSTOS DA ATENÇÃO À SAÚDE (CRANE & WEBER, 1999)

24 NÍVEL 3: OS FATORES DE RISCO BIOPSICOLÓGICOS INDIVIDUAIS IDADE GÊNERO FATORES HEREDITÁRIOS RESPOSTA IMUNOLÓGICA INADEQUADA LESÕES PRÉ-CLINICAS PRESSÃO ARTERIAL ELEVADA COLESTEROL ELEVADO NÍVEL GLICÊMICO ELEVADO DEPRESSÃO OUTROS

25 NÍVEL 3: AS INTERVENÇÕES SOBRE OS FATORES DE RISCO BIOPSICOLÓGICOS A VIGILÂNCIA DOS FATORES DE RISCO BIOPSICOLÓGICOS AS INTERVENÇÕES PREVENTIVAS RELATIVAS A: VACINAÇÃO RASTREAMENTO DE CONDIÇÕES DE SAÚDE CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL CONTROLE GLICÊMICO CONTROLE DO COLESTEROL CONTROLE DA DEPRESSÃO INTERVENÇÕES SOBRE OUTROS FATORES FONTE: MENDES (2009)

26 AS INTERVENÇÕES SOBRE AS CONDIÇÕES DE SAÚDE ESTABELECIDAS DE NÍVEIS 3 E 4: AS TECNOLOGIAS DE GESTÃO DA CONDIÇÃO DE SAÚDE FONTE: MENDES (2011)

27 AS INTERVENÇÕES SOBRE AS CONDIÇÕES DE SAÚDE ESTABELECIDAS DE NÍVEL 5: A TECNOLOGIA DE GESTÃO DE CASO FONTE: MENDES (2009)

28 O CONCEITO DE GESTÃO DE CASO A GESTÃO DE CASO É O PROCESSO COOPERATIVO QUE SE DESENVOLVE ENTRE UM PROFISSIONAL GESTOR DE CASO E UMA PESSOA PORTADORA DE UMA CONDIÇÃO DE SAÚDE MUITO COMPLEXA E SUA REDE DE SUPORTE PARA PLANEJAR, MONITORAR E AVALIAR OPÇÕES DE CUIDADOS E DE COORDENAÇÃO DA ATENÇÃO À SAÚDE, DE ACORDO COM AS NECESSIDADES DA PESSOA E COM O OBJETIVO DE PROPICIAR UMA ATENÇÃO DE QUALIDADE, HUMANIZADA E CAPAZ DE AUMENTAR A CAPACIDADE FUNCIONAL E DE PRESERVAR AUTONOMIA INDIVIDUAL E FAMILIAR FONTE: POWELL (2000)

29 O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DA GESTÃO DE CASO A SELEÇÃO DO CASO A IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA A ELABORAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE CUIDADO O MONITORAMENTO E A AVALIAÇÃO DO PLANO DE CUIDADO FONTE: POWELL (2000)

30 Coeficiente de Mortalidade Infantil por 1000 Nascidos Vivos, conforme o grau de instrução da mãe. Paraná, 2006 a 2010* 60,0 50,0 48,33 40,0 30,0 20,0 10,0 18,67 14,42 10,70 9,25 0,0 Nenhuma 1-3 anos Fonte:SIM/SINASC/VEOMI/DVIEP/DEVE/SVS 4-7 anos 8-11 anos 12e+ * Dados Preliminares até dez/2011 CMI mães analfabetas ou com menos de 3 anos de estudo - 22,64/1000NV Risco de morte 2,5 vezes maior para filhos com mães de baixa escolaridade FONTE: SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO PARANÁ (2011)

31 AS EVIDÊNCIAS SOBRE A GESTÃO DE CASO DIMINUI AS URGÊNCIAS POR AGUDIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS DIMINUI AS INTERNAÇÕES HOSPITALARES EVITA AS INTERNAÇÕES SOCIAIS PROVÊ UM CONTACTO HUMANO E DURADOURO COM AS PESSOAS PORTADORAS DE CONDIÇÕES MUITO COMPLEXAS MONITORA AS INTERVENÇÕES MÉDICAS REDUZINDO OS EVENTOS ADVERSOS AUMENTA A SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS FONTES: HOLLOWAY et al. (1995); MUKAMEL et al. (1997); AUBERT et al. (1998); FERGUSON & WEINBERGH (1998); GORVEY et al. (1998);BARNABEI et al. (1998); RICH & NEASE (1999); HICKEY et al.(2000); POWELL (2000);. ALLIOTA (2001);ALLEN et al. (2002); NORRIS et al. (2002); RIEGEL et al. (2002); LARAMEE et al. (2003); SVOREN et al. (2003); KREIN et al. (2004); SINGH (2005)

32 A GESTÃO DE CASO NA APS NA SMS DE UBERLÂNDIA Em 2011, implementou-se a gestão de caso, tendo como foco a intensificação das ações para o acompanhamento de gestantes e crianças de muito alto riscos, pelas equipes da APS, em que os assistentes sociais assumiram a coordenação das ações que constam no plano de cuidados. O plano de cuidado é elaborado com a gestante de muito alto risco ou com o responsável pela criança de muito alto risco e a equipe da APS. Para isso, são feitas entrevistas individuais e com os familiares, além de visitas domiciliares. O assistente social participa junto com a equipe multidisciplinar na elaboração do plano de cuidado, na avaliação, discussão de casos, análise da situação, fornecendo subsídios sociais e dados que possam contribuir para o diagnóstico e para o acompanhamento dos casos. Um conjunto de iniciativas são propostas prevendo a compreensão, aceitação e adesão da gestante de muito alto risco e do responsável pela criança de muito alto risco, ao plano de cuidado. As avaliações, previstas no plano de cuidado, são constantes e permitem, se necessário, a busca de novas alternativas, enriquecendo as ações e melhorando a adesão ao plano. No período de maio de 2011 a fevereiro de 2012, do total de gestantes, 4000 (85%) foram estratificadas em risco habitual e 707 gestantes de alto risco (15%). No grupo de gestantes alto risco foram identificados 120 casos de muito alto risco, que foram inseridos na gestão de caso. Nesses casos, 13 mulheres tiveram os bebês em boas condições e estão em acompanhamento pela equipe da APS e os demais 107 casos, permanecem em gestão de caso. Do total de casos acompanhados, três resultaram em óbitos infantis, dos quais um foi considerado inevitável e dois evitáveis, e nenhuma morte materna. FONTE: LIMA et al. (2012)

33 AS RELAÇÕES ENTRE O AUTOCUIDADO APOIADO E O CUIDADO PROFISSIONAL NO MACC FONTE: MENDES (2011)

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