Fraturas no Idoso. Pontifícia Universidade Católica do Paraná HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CAJURU Grupo de Cirurgia do Quadril

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1 Fraturas no Idoso Pontifícia Universidade Católica do Paraná HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CAJURU Grupo de Cirurgia do Quadril Dr. Ademir Schuroff Dr. Marco Pedroni Dr. Mark Deeke Dr. Josiano Valério

2 Fraturas no idoso Aumento da expectativa de vida da população mundial ,5 milhões de pessoas acima de 60 anos ,1 milhões 2025 (previsão) 35 milhões

3 Prevalência: Fraturas na extremidade distal de rádio e proximal do úmero, extremidade proximal do fêmur e corpos vertebrais transição toracolombar Relacionado à maior fragilidade óssea(osteoporose) e a maior tendência a quedas. Quedas domiciliares com traumatismos mínimos.

4 Osteoporose Doença esquelética sistêmica, caracterizada por massa óssea baixa e redução absoluta da quantidade de osso 1,5 milhões de fratura com gasto de 1,5 milhões dólares/ano EUA ,5 milhões de fratura do quadril em todo o mundo

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9 Fraturas do Quadril São classificadas segundo sua localização anatômica. Associadas a morbidade e mortalidade substânciais(10-20% mortalidade). Equipe multidisciplinar Ortopedista, Geriatra, Fisioterapeuta, Enfermagem... Fixar cirurgicamente a fratura em período de 24hs, desde chegada do paciente.

10 Fratura Transtrocanteriana Taxa de mortalidade nos primeiros 03 meses 16,7%. Fratura extra-articular, grande área óssea envolvida, sendo a maior parte osso trabecular (boa irrigação sanguínea) Alto índice de consolidação

11 Classificação Boyd e Griffin Evans Tronzo AO Estáveis X Instáveis Desviadas X Sem desvio Auxiliam escolha do método de fixação da fratura

12 Tratamento Tentar restabelecer contato cortical postero medial. Variáveis que determinam resistência da montagem: 1. Qualidade do osso, 2. Geometria dos fragmentos 3. Redução 4. Tipo de implante 5. Posicionamento do implante

13 Tratamento Fixação por meio de parafusos compressivos deslizantes (DHS) Fixação com dispositivos intramedulares.

14 Imagens Serviço Ortopedia HUC-PUC PR

15 Imagens Serviço Ortopedia HUC-PUC PR

16 Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas intra-articulares Envolvem área óssea restrita, com pouco osso trabecular e periósteo delgado ou fino. Irrigação do fragmento proximal prejudicada ou ausente Necrose avascular e alterações degenerativas tardias da cabeça femoral

17 Classificações Planejamento cirúrgico e prognóstico Garden, Pawels, AO (anatômica)

18 ALGORITMO PARA O TRATAMENTO DAS FRATURAS DO COLO FEMORAL: QUE FATORES CONSIDERAR. ( SETEMBRO 2003) FRATURA DO COLO FEMORAL 1 INAPTO PARA A MARCHA MARCHA DOMÉSTICA ATIVIDADES COMUNITÁRIAS ATIVIDADES ESPORTIVAS 2 3 Doenças metabólicas e/ ou Doenças inflamatórias, degenerativas ou metastáticas do quadril. Expectativa de vida < 5 anos, ASA IV ou V. < 65 ANOS > 65 ANOS 4 S/ DESVIO C/ DESVIO C/ DESVIO S/ DESVIO C/ DESVIO 5 R. FECHADA R. ABERTA 6 FIX.PERCUTÂNEA / TRAT.CONSERVADOR ARTROPLASTIA PARCIAL ARTROPLASTIA TOTAL FIXAÇÃO PERCUTÂNEA FIXAÇÃO INTERNA 7

19 Substituição Protética Indicações Seleção da Prótese (Parcial, Total) Abordagens Cirúrgicas. Cuidados pós op. Reabilitação

20 Objetivo Não é a deambulação!!! É retirar a dor e proporcionar a posição Ortostática

21 Imagens Serviço Ortopedia HUC-PUC PR

22 JGS, 67, fem Imagens Serviço Ortopedia HUC-PUC PR

23 JCA, 72, fem Imagens Serviço Ortopedia HUC-PUC PR

24 LC, 60, fem Imagens Serviço Ortopedia HUC-PUC PR

25 Imagens Serviço Ortopedia HUC-PUC PR

26 Imagens Serviço Ortopedia HUC-PUC PR

27 Reabilitação PRECOCE Dreno sucção(24 HS) Antibioticos 48 HS Deambulação em 24 HS Fisioterapia motora: ADM quadris, joelhos e tornozelos, treino de marcha assistido com auxílio andador

28 Prevenção de TVP/TEP Anticoagulantes, Uso meia elástica Dispositivo de compressão intermitente Mobilidade precoce Fisioterapia motora e respiratória Puxe o tornozelo para cima e conte até 5. Empurre o tornozelo para baixo e conte até 5.

29 Complicações Clínicas Infecção Pneumonia Escara de decúbito Insuficiência Respiratória TVP/TEP Morte

30 Outras Complicações (Ortopédicas) Pseudo artrose Necrose avascular/degeneração articular Fraturas periprotéticas/perda redução Luxações Ossificação heterotópica Bursite Trocantérica

31 Evitar Complicações: Cirurgia precoce. Equipe multidisciplinar atuante. Boa avaliação e compensação das comorbidades Geriatria.

32 Fratura da Coluna Vertebral Geralmente ocorrem por compressãoimpacção do corpo vertebral Perda simétrica do corpo vertebral, sem extrusão significativa, canal vertebral não é comprimido

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34 Tratamento A maioria dessas fraturas é estável, com estruturas osteoligamentares posteriores íntegras. Conservador: menos de 40-50% de encunhamento da parte anterior do corpo vertebral ou cifose menor de 25-30º Coletes ou aparelho gessado em extensão 6-12 semanas.

35 Cirúrgico: mais de 40-50% de encunhamento da parte anterior do corpo vertebral ou cifose maior de 25-30º Fixação pedicular uma vértebra acima e outra abaixo da fraturada, restauração da altura do corpo vertebral, seguido de artrodese

36 Fixação com parafusos pediculados e artrodese de coluna posterior Imagens fornecidas por Dr. Fábio Soejima

37 Vertebroplastia Imagens fornecidas por Dr. Fábio Soejima

38 Imagens fornecidas por Dr. Fábio Soejima

39 Imagens fornecidas por Dr. Fábio Soejima

40 Fraturas de rádio distal 1/6 das fraturas atendidas no PS Fratura complexa com índice de complicações alto Classificações auxiliam prognóstico da lesão e tratamento. Colles, Smith, Barton, Hutchinson, Die Punch Frykman, Fernandes, Melone, AO, Universal.

41 Tratamento Redução incruenta e gesso Fixação percutânea com Fios de Kirschner Fixação com placas Fixação interna fragmento específico Fixação interna-externa

42 IA, 62 a, fem Queda da própria altura Imagens Serviço Ortopedia HUC-PUC PR

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45 Complicações Impotência funcional Distrofia simpático reflexa pós traumática Consolidação viciosa Pseudo artrose

46 Fraturas Úmero Proximal 3-5 % de todas a s fraturas e 70% das fraturas de úmero em indivíduos acima de 40 anos. Resultados funcionais demonstram que trata-se de fratura de difícil tratamento Tratamento baseado no número e desvio de fragmentos

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48 Tratamento Com deslocamento mínimo (80%): menor que 1 cm ou 45º angulação Tipóia ou Veaupeau 2-3 semanas, seguido de fst(pêndulo, roldanas, bastões..) 2 partes: Colo cirúrgico ou anatômico instáveis=fixar, Grande tuberosidade=fixar, pequena tuberosidade=fixar se sinais clínicos de lesão de subscapular(gerber)

49 03 partes: envolve colo cirúrgico e pelo menos mais 1 fragmento com desvio instabilidade= fixação cirúrgica 04 partes: grande comprometimento da vascularização= hemiartroplastia é a grande indicação dessa lesão, embora possa tentar redução dos fragmentos e fixação

50 Prevenção de quedas Manter-se em boas condições clínicas: Pressão arterial, arritmias, crises epilépticas, evitar drogas indutoras de sono, labirintopatia, diminuição de acuidade visual

51 Cuidados domésticos Piso regular, não escorregadio, Boa iluminação. Barras de apoio banheiro Evitar tapetes, cuidados com animais domésticos

52 Por que operar? Artrose - Reabilitar Fratura do Colo EVITAR COMPLICAÇÕES CLÍNICAS

53 OBRIGADO!!!!

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