O SECRETÁRIO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. no uso de suas atribuições, RESOLVE:

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1 PORTARIA N 42/MS/SAS DE 17 DE MARÇO DE 1994 O SECRETÁRIO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. no uso de suas atribuições, RESOLVE: 1. Estabelecer os procedimentos de Alta Complexidade da área de Ortopedia. constantes da Tabela do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, que somente Poderão ser cobrados por Hospitais previamente credenciados: I - COLUNA Grupo Tratamento cirúrgico na coluna vertebral V Artrodese da coluna por via anterior toráxica Artrodese da coluna por via anterior lombar Descompressão antero-lateral da medula Tratamento cirúrgica da escoliose Osteotomia da coluna Tratamento cirúrgico da pseudo-artrose da coluna II - OMBRO Grupo Cirurgia na cintura escapular III Desarticulação inter-escapulo torácica Grupo Tratamento cirúrgico da articulação escapulo umeral IV Artroplastia da escapulo-umeral Grupo Tratamento cirúrgico no cotovelo IV Artroplastia do cotovelo ( com implante ) III - MÃO Grupo Tratamento cirúrgico na mão III Artroplastia interfalangeana Artroplastia metacarpo-falangeana Transposição de dedo Grupo Retalho micro cirúrgico

2 39.00l.24-5 Retalho micro cirúrgico Grupo Reparação de lesão do plexo braquial Reparação de lesão do plexo braquial Grupo Enxerto ósseo vascularizado Enxerto ósseo vascularizado Grupo Reimplante Reimplante IV - QUADRIL Grupo Tratamento cirúrgico na cintura pélvica V Desarticulação inter ilio.abdominal Grupo Tratamento cirúrgico na articulação coxo-femural IV Artropiastia coxo-femural com prótese não cimentada Alongamento da fêmur Grupo Tratamento cirúrgico na perna IV Alongamento aos ossos da perna Grupo 39.l Revisão e/ou reconstrução de quadril Revisão e/ou reconstrução de quadril O procedimento Artroplastia coxo-femural do Grupo Tratamento cirúrgico na articulação coxo-femural V poderá ser realizado por Hospitais que não tenham credenciamento prévio para Alta complexidade em Ortopedia. V- JOELHO Grupo Tratamento cirúrgico na articulação do joelho IV Artroplastia Parcial do joelho (com implante) Artroplastia total do joelho (com implante) Tratamento cirúrgico de ruptura de ligamento do joelho (com ligamento artificial) Grupo Revisão e/ou reconstrução de joelho

3 Revisão e/ou reconstrução de joelho VI - TUMOR ÓSSEO Grupo Ressecção de tumor ósseo (com utilização de próteses não convencionais) Ressecção de tumor ósseo Ressecção de tumor ósseo Os procedimentos do Grupo Ressecção de Tumor ósseo - com utilização de próteses não convencionais serão remunerados para todos os Hospitais que estejam previamente credenciados para procedimentos de Alta Complexidade em Ortopedia I (Coluna), II (Ombro), III (Mão) IV (Quadril) e V (Joelho). A. ROTINA DE CREDENCIAMENTO 2. Estabelecer as normas para credenciamento de Hospitais que realizam procedimentos de alta complexidade em Ortopedia: 1 - As solicitações de credenciamento para realização de procedimentos de alta complexidade em Ortopedia serão encaminhadas às Secretarias de Estado da Saúde, em cada Unidade da Federação acompanhadas da curriculum mínimo dos Ortopedistas. 2 - A Secretaria Estadual de Saúde realizará visita a instituição solicitante e emitirá parecer quanto ao atendimento das normas especificas e a necessidade de credenciamento para atender a demanda populacional. O processo administrativo contendo os pareceres do Gestor Estadual e o curriculum mínimo dos Ortopedistas será encaminhado á Coordenação de Normas para Procedimentos de Alta Complexidade da Secretaria de Assistência à Saúde. 3 - A Coordenação de Normas para Procedimentos de Alta Complexidade em conjunto com o Grupo de Trabalho Assessor, avaliará que grupos de procedimentos a instituição poderá realizar e tomará as medidas necessárias para o credenciamento 4 - A avaliação de desempenho será realizada semestralmente pela Secretaria de Assistência á Saúde, que enviará relatório ás Secretarias Estaduais de Saúde B. NORMAS ESPECÍFICAS B.1 - São Hospitais que participam do SUS, possuem Serviço de Ortopedia organizado, além de: 1. Ambulatório especifico de Ortopedia para seguimento dos pacientes atendidos. 2. Serviço de Radiologia ; 3. Laboratório de Análises Clínicas nas 24 horas. 4. Serviço de Anatomia Patológica:

4 5. Unidade e internação com enfermarias especificas de Ortopedia; 6. Unidade de Terapia Intensiva, 7. Centro Cirúrgico com sala exclusiva para Ortopedia contendo equipamento de Raio X e 1ntensificador de Imagem: 8. Recuperação pós anestésica. 9. Agência transfusional; 10. Para adequada atenção ao paciente. o Hospital deve possuir serviço de: a) Anestesia b) Clínica Médica c) Cirurgia Geral d) Pediatria e) Cirurgia Vascular f) Medicina Física e Reabilitação 11. Comissão de Ética Profissional, 12. Comissão de Infecção Hospitalar atuante. B.2 - Os Hospitais que realizarem procedimentos de coluna, devem também possuir Serviços de neuro-cirurgia e cirurgia de tórax. B.3.- Os Hospitais que realizarem procedimentos de mão, devem também possuir serviços de cirurgia plástica, neuro-cirurgia e cirurgia de mão, além de microscópio instalado no Centro Cirúrgico e Laboratório de Microcirurgia B.4.- Os Hospitais que realizam procedimentos - Artroplastia da escapulo-umeral, de cotovelo interfalangeana, metacarpo-falangeana, coxo-femural e de joelho, devem também possuir artroscópio no Centro Cirúrgico. Com relação aos Recursos Humanos, o Hospital deve manter equipe multiprofissional que, além dos profissionais médicos, incluam enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, profissionais de saúde mental e fisioterapêutas. O Serviço de Ortopedia deve contar com 75% dos profissionais com titulação de especialista pelo, Ministério da Educação ou pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).. Os Hospitais deverão preferencialmente manter residência médica na área de Ortopedia devidamente credenciada pelo MEC ou SBOT. C. Os Hospitais atualmente credenciados para Alta Complexidade em Ortopedia, terão prazo máximo até Julho de 1994 para revalidar seu credenciamento e ser classificado para as áreas

5 especificas junto á Secretaria de Assistência á Saúde, segundo as normas constantes desta Portaria. 3. Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se a Portaria n 174 de 17 de dezembro de 1993., GILSON DE CÁSSIA MARQUES DE CARVALHO

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