Quando suspeitar de hipertensão. secundária?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Quando suspeitar de hipertensão. secundária?"

Transcrição

1

2 Quando suspeitar de hipertensão < 20 anos e > 50 anos secundária? Hipertensão grave e/ou resistente à terapia Palpitações + sudorese + cefaléia em crises Medicamentos que possam elevar PA Fácies de doença renal / hipertireoidismo / Acromegalia / Síndrome de Cushing Massa ou sopros abdominais Diminuição da amplitude ou retardo do pulso femural Aumento Cr sérica + Hipo K espontânea ou SU anormal ( proteinúria, hematúria)

3 Causas de hipertensão Acromegalia Hipertireoidismo endócrina Hiperparatireoidismo Síndrome de Cushing Hiperplasia adrenal congênita Tumor Carcinóide Hiperaldosteronismo primário Adenoma produtor da aldosterona Hiperplasia adrenal idiopática Feocromocitoma

4

5 Supra-Renal Aldosterona Cortisol Andrógenos

6 Introdução Produção excessiva e autônoma de aldosterona pelas adrenais Independente do SRAA / supressão APR / K (9-37%) / HAS 1 caso foi descrito em 1950 por Conn ( APA) HAP: 8-20% dos pacientes hipertensos (Fardella et al., 2000; Mulatero et al,. 2004) causa + comum de HA 2 ª

7 Mineralocorticóides Aldosterona reabsorção Na+ e Cl- / secreção K+ e H+ retenção hídrica, expansão VEC, peso, PA retenção 1-3 L de líquido ( 2% de ganho de peso) escape mineralocorticóide Natriurese (peptídeo atrial natriurético) - Retorno volume plasmático - - Secreção K - - PA (RVP)

8 Etiologia Séries recentes : HAI (50-89%) x APA (9-50%) (Mulatero P. et al, JCEM, 2004)

9 Etiologia Adenoma produtor de aldosterona (APA) Tumores esporádicos, unilaterais (98% casos), isolados, < 3cm 3 : 1 ; anos (Mulatero et al, 2004 ; Young, 2003) Maioria não responde a manobras que intervêm no SRAA Alguns são parcialmente autônomos: 15 % casos : APA-RAngiotensina -> resposta evidente aos estímulos pelo SRAA ( células glomerulosa símiles)

10 Etiologia Hiperaldosteronismo Idiopático (HAI) Hiperplasia bilateral da zona glomerulosa e nódulos adrenocorticais IMAGEM: Adrenais tamanhos normais Predomínio ; Ocorre em idade + avançada Aldosterona após estímulo da angiotensina II, < supressão APR e < produção de Aldosterona

11 Etiologia Hiperplasia Adrenal Primária (HAPr) Variante não clássica do HAP (6%) Adrenal hiperplásica HAI Comportamento bioquímico autônomo, independente da angiotensina Carcinomas Adrenais Produtores Aldosterona 3% casos ; tumores grandes (> 6cm) Secreção de outros esteróides adrenais QC misto Invasão local / Metástases Produção ectópica de aldosterona ( Tu ovário: arrenoblastoma)

12 Etiologia Hiperaldosteronismo Supressível por Dexametasona (HASD) ou hiperaldosteronismo familiar tipo 1 Traço autossômico dominante ( < 3% casos) Mutação nos genes de 2 enzimas : CYP11B1 e CYP11B2 HAS de início precoce grave e refratária à terapia antihipertensiva convencional Produção mineralocorticóide passa a ser regulada pelo ACTH aldosterona, 18-hidroxicortisol, 18-oxocortisol Tto: GC inibe ACTH e secreção desses hormônios

13 Manifestação clínica Maioria Assintomáticos Quadro clássico : HAS, HipoK, alcalose metabólica, renina HAS: Cefaléia, palpitações Moderada-grave, refratária às drogas hipotensoras / tiazídico Hipo K acentuada Hipo K: poliúria, nictúria, cãibras, tetania, parestesias, fraqueza muscular, hipotensão postural ; FV, quadriparesia, rabdomiólise Alcalose metabólica : Sinal de Trousseau e Chvostek Intolerância à glicose ou DM 25% casos secreção e ação insulina (depleção intra-celular K+) Ausência de edema, apesar da hipervolemia escape mineralocorticóide (Catena et al, 2006; Kater, 2002; Kater e Biglieri, 2004; Mulatero et al, 2004; Young, 2003)

14 Diagnóstico - rastreamento CONSIDERAR EM: Hipertensos, renina, + ou - HipoK ( espontânea ou após diuréticos) Hipertensão resistente ao uso de anti-hipertensivos Incidentaloma adrenal (~2% tem HAP) RAR : CAP / APR MELHOR PARÂMETRO PARA RASTREIO CAP elevados ou NL ( VN ng/dl ) APR < 1ng/mL/h 20-25% HAS essencial RAR : > 27 ( S e E 95% -> Kater, 2002; Kater e Biglieri, 2004) / > 30 (Mulatero P. et al, JCEM 2004; 89 : ) Coleta matinal, indivíduo em pé, 2-4 h após ter se levantado, sem preparo prévio (ausência de jejum ou suspensão de medicações exceto Espironolactona, diuréticos espoliadores de K+), dieta sem restrição de Na Corrigir hipok

15 Diagnóstico - rastreamento Falso + : idosos, negros, disfunção renal, B-bloqueadores, AINES ( < APR RAR ) Falso - : diuréticos, IECA, BRA (valores falsos de RAR) BCC, bloqueadores alfa-adrenérgicos, hidralazina: menores interferências nos testes (Mulatero et al, 2002) Teste de rastreamento + confiável : tetraidroaldosterona (THA) em amostra urinária de 24 horas (S = 96% e E = 95%) THA : principal metabólito da aldosterona e reflete até 45% da sua excreção ( Abdelhamid, S. et al, Am J Hypertension, 2003)

16 Diagnóstico - rastreamento

17 Diagnóstico confirmação Comprovar autonomia da secreção de aldosterona Testes de supressão do SRAA Ausência de resposta RAR > 40 + Hipo K testes dispensados Teste da Sobrecarga oral de Na+ (S = 96% e E = 93%) 1o Controlar PA e corrigir hipo K NaCl (2-3g) nas refeições por 3d 3 d : coleta urina de 24 horas medição aldosterona, Na e K HAP : Aldosterona > 10-14µg/ 24h + Na > 250mEq Vigiar hipok e HAS durante o teste CI: ICC, arritmias, HAS sem controle, hipok grave, AVC ou IAM prévios

18 Diagnóstico confirmação Teste da infusão de solução salina SF 0,9% 2,5L em 2 horas (4-6h : idosos e hipertensos com disfunção cardíaca ou renal) CAP : antes e final da infusão HAP : CAP após infusão > 5-10ng/dL (S e E 88% Mulatero et al, 2006) Teste da Fludrocortisona 0,1mg de Fludrocortisona VO 6/6h por 3d (4d) internação Aldosterona plasmática e/ou urinária antes e após administração (4o dia) HAP : CAU 24h > 10-14µg/dia e/ ou CAP após infusão > 5-10ng /dl

19 Diagnóstico confirmação Teste do acetato de deoxicorticosterona (DOCA) 10mg IM DOCA 12/12h por 3d CAU 24h no dia anterior e no terceiro dia do teste Indivíduos normais / HA essencial > 50% da CAU-24h HAP : < 10% CAU Teste do captopril ( S= % / E = 50-80%) 50mg captopril às 9h CAP antes e após 90 da medicação HAS essencial : > 20% CAP ( < 15ng/dL)

20 Diagnóstico Diferenciação entre os Subtipos Características clínico-laboratoriais APA x HAI Jovens (< 50a),, HA severa, K < 3 meq/l e CAP > 25ng/dL e CAU > 30µg/dia Teste da postura ereta(procedimento n invasivo +S/E) Amostras sanguíneas : após 40 deitado e 2h após posição ereta (não deitar/ recostar/ retirar pés chão) HAI : 30% CAP basal X APA : CAP inalterada 15-20% respostas anômalas HAPr (CAP inalterada) e APA-RA ( 30% CAP ) HAI e APA são responsivos ACTH Dosar cortisol p/ ampliar acurácia Se elevação subtrair seu incremento percentual daquele da aldosterona ( CAP > 30% exclui APA)

21 Diagnóstico Diferenciação Subtipos Dosagem dos precursores da aldosterona APA : aldosterona, deoxicorticosterona, corticosterona; 18-hidroxicorticosterona é + característico (> 100ng/dL) APA / HASD / HAPr : 18-hidroxicortisol e 18-oxocortisol HASD : valores 10x VR Teste Terapêutico com Espironolactona mg/d 4-8 semanas APA e HAI normalização PA, APR, K Aldosterona : HAI e APA-RA Sem alteração APA e HAPr

22 Localização do adenoma ou fonte produtora de aldosterona TC : após DG bioquímico (Evitar incidentalomas) APA : ~ 1,8 cm ( Mayo Clinic) unilateral, com adrenal contralateral normal, alto conteúdo lipídico (baixa densidade e Washout elevado após contraste) Carcinomas > 3cm HAI : adrenais bilateralmente ou tamanho normal RNM : pouca ou nenhuma vantagem TC (Goldman et al, 2004)

23 Localização do adenoma ou fonte produtora de aldosterona Cateterismo bilateral das VV adrenais (+ específico) BQ é de APA ou hiperplasia imagem não característica Coleta aldosterona e cortisol da ambos efluentes adrenais Risco : procedimento mal-sucedido (25%) ; trombose, hemorragia e/ou insuficiência adrenal Relação aldosterona / cortisol (S=95% / E=100%) : > 4 APA ou HAPr (produção unilateral) 3 HAI, HASD (produção bilateral) > 3 e < 4 : zona de superposição

24 Diagnóstico de HASD aldosterona, 18-oxocortisol e 18-hidroxicortisol Normalização após dexametasona (0,5mg 6/6h 7-10d) Quando pesquisar? HAP com imagem normal TC e ausência de lateralização da secreção de aldosterona no cateterismo das veias adrenais Hipertensos jovens (1ª e 3ª décadas de vida) + HF de hipertensão precoce Em qualquer família com + de 1 indivíduo com HAP

25 Tratamento Adrenalectomia unilateral ( laparoscopia) : APA /APA-RA/ HAPr Cuidados pré-operatórios Corrigir Hipo K (espironolactona / amilorida / triantereno) Esplerenona (Inspra ) : novo antagonista do receptor mineralocorticóide e < efeito antiandrogênico Terapia espironolactona (3-6m) recuperação funcional da zona glomerulosa contralateral ( suspender no dia da cirurgia) Correção PA ( IECA ou BRA)

26 Tratamento Eficácia Reversão PA a longo prazo : 41-88% (Young Jr et al.; 1997) / P.et al,2003) /33 50% (Sawka AM, et al; 2001 / Meyer A.et al, 2005) 58% (Meria, Achados de < probabilidade de controle PA : Idade avançada / HA mais acentuada / duração prolongada da HA / grande aumento RAR / forte HF de HAS / não redução PA com espironolactona Reversão hipok : 100% (Harris, DA. Et al, 2003) Complicações Hipoaldosteronismo casos APA não tratados pré-op com espironolactona (supressão crônica do eixo renina-aldosterona) Atrofia da zona glomerulosa contralateral Hipotensão e/ou hipercalemia prolongadas Uso de fludrocortisona em alguns casos

27 Tratamento Farmacológico : HAI ou APA ( cirurgia CI ou recusada) Espironolactona : mg/d 4-6 semanas Dose de manutenção mg/dia Pode ser associados outros anti-hipertensivos : BCC, IECA, BRA EC (antiandrogênico) disfunção erétil, libido, ginecomastia, irregularidade menstrual Dose dependentes (Young, 2003) Esplerenona : alternativa viável Intolerância : amilorida mg/dia Outras medidas : restrição de sódio, peso ideal, evitar bebidas alcoólicas, atividade física Farmacológico HASD : dexametasona (1-1,5 mg/dia)

28 Tratamento Terapias alternativas para APA Ablação do APA etanol absoluto nas aa que alimentam tumor Injeção percutânea de ácido acético guiado por TC Ablação por radiofrequência guiada por TC Tratamento do Carcinoma produtor de aldosterona Cirurgia : escolha Mitotano e cisplatina persistência tumor Espironolactona : bloqueio dos efeitos secreção excessiva aldosterona Se houver secreção GC cetoconazol

29

30

31 Introdução OMS : tumores de células cromafins da medula adrenal Produzem, armazenam, metabolizam, secretam : catecolaminas (Pacak et al, 2007; De Lellis et al, 2004) Obs : Localização extra-adrenal Paragangliomas Doença rara 1/ hipertensos 5-10% dos incidentalomas 50-75% dos casos : diagnosticados em autópsias (EUA) Faixa etária : 3-5 ª décadas de vida 10% : infância =

32 Introdução Localização Adultos : 90% adrenais / 10% extra-adrenais (tórax /abdômen/pescoço) / 90% unilaterais Crianças : 70% adrenais / tumores múltiplos Lesões bilaterais Feo familiares Esporádicos (90%) x Familiares

33 Síndromes familiares NEM2 Mutação RET (crescimento e diferenciação celular) 2A : CMT, FEO, HPTP 2B : CMT, FEO, ganglioneuromas e hábitos marfanóides Síndrome de von Hippel-Lindau Mutação VHL (angiogênese e crescimento celular) Hemangioblastomas (retina, cérebro, medula) / tumores (cistos) renais, pancreáticos, epidídimo Crianças com PGL sempre afastar VHL Síndrome FEO/PGL familiar Mutação SDHB, SDHD Neurofibromatose tipo 1 (von Recklinghausen) FEO, manchas café com leite, neurofibromas e hamartomas SNC

34 Características Tamanho : < 4,5cm (PG : < 5cm) Malignidade PG > potencial de serem malignos Mutação SDHB metástase Magalhães LC et al, 2004 série de 132 pacientes Malignidade : 19% casos Tumores > 5 cm : 76% Extra-adrenais : 52%

35 Características Substâncias produzidas Feo intra-adrenais : Menores : adrenalina (ADR) hipermetabolismo / intolerância à glicose Maiores e PG: noradrenalina (NA) Obs: raramente : dopamina hipotensão, taquicardia e poliúria Extra-adrenais NA 40-70% não-funcionantes Secretar cromogranina A ( glicoproteína malignidade) Secreção de peptídeos Sd cushing (ACTH, CRH), diarréia aquosa, hipertermia, hipercalcemia, hipoglicemia

36 Diagnóstico clínico Paroxismos : achado + característico Tríade clássica (súbita) Cefaléia intensa ( 80%) / Palpitações (64%) / Sudorese (57%) Outros achados : HAS, tremor, palidez, dor torácica ou abdominal, rubor facial Frequência : 30x/d ou 1 episódio a cada 2-3m ( 75% 1-2 ataques/ sem) Duração : 15-60minutos Espontâneos ou precipitados por atividades que comprimam tu ou aumentem secreção catecolaminas Complicações : IAM, Arritmias e EAP

37

38 Diagnóstico clínico HAS MC + frequente (90%) Paroxística (ADR + NA) / Persistente (NA) Tu secretor DOPA hipotensão (choque cardiogênico) Grave e resistente às drogas anti-hipertensivas súbito PA : manipulação abdominal, trabalho parto, IOT, indução anestésica, cirurgias, procedimentos invasivos» SEMPRE INVESTIGAR FEO!!! Alterações cardíacas HVE, miocardite aguda, cardiomiopatia dilatada potencialmente curados com a retirada do tumor Fibrose miocárdica miocardiopatia e ICC irreversível

39 Diagnóstico clínico Alterações metabólicas Hipercalcemia, Intolerância glicose (50%), DM (10-20%) Supressão secreção insulina e aumento débito hepático glicose (Bravo, 1994 ; Baxter et al, 1992) 8% casos: Assintomáticos doença familiar tu císticos grandes catecolaminas metabolizadas dentro tu Crianças Paroxismos : geralmente ausentes Sintomas atípicos: sudorese, alterações visuais, perda de peso, polidipsia, poliúria, convulsão, paroxismos de náuseas, vômitos e cefaléia HAS: mantida

40 MC atípicas Diagnóstico clínico Sd Cushing, abdômen agudo, choque, miocardite, arritmias, EAP, ICC, alt status mental, AVC, convulsão Perda peso, FOO, diarréia aquosa ou constipação Paragangliomas de bexiga hematúria e paroxismos após micção Vagina sangramento uterino disfuncional

41 Diagnóstico Diferencial Síndrome do pânico, ansiedade, depressão HA essencial, HA renovascular Tireotoxicose Hipoglicemia (insulinoma) Taquicardia paroxística supra-ventricular HSA Tu carcinóides Drogas : cocaína e anfetamina Síndrome da insuficiência do barorreceptor Desnervação barorreceptores carotídeos ( cirurgia carótidas, RT ou trauma pescoço)

42 Rastreamento

43 Diagnóstico laboratorial Excesso de catecolaminas (plasmáticas ou urinárias) ou de seus produtos degradação (urina) 2 testes em 2 ocasiões Tu < 50 g turnover liberam catecolaminas não-metabolizadas concentração metabólitos na urina, + sintomáticos Tu >50g turnover liberam catecolaminas metabolizadas Metabólitos urinários elevados, - sintomáticos Cromogranina A sérica Proteína solúvel estocada e liberada junto c/ catecolaminas pela medula adrenal S = 86% / E = 76% Discreta disfunção renal aumentar Cg A Pode aumentar em outros tu neuroendócrinos

44 Diagnóstico laboratorial Metanefrinas urinárias (metanefrina+ normetanefrina ) 24h ou amostra isolada após paroxismo Falso + : BZD, propranolol, simpaticomiméticos» FEO > 1.8µg metanefrina/ mg de creatinina» Exclui <1.1µg metanefrina/ mg de creatinina Ácido Vanilmandélico Pouco utilizado muito falso + e / Baixa sensibilidade Catecolaminas livres urinárias (NA, ADR, DOPA) NA e ADR geralmente presente Dosagem DOPA : pouco sensível, porém muito específico Falso + : levodopa, metildopa, etanol

45 Diagnóstico Laboratorial Catecolaminas Plasmáticas VN em pct hipertenso ou após paroxismo exclui FEO Podem estar normais se HAS ou secreção hormonal EPISÓDICAS Quando solicitar? Pacientes com forte suspeita clínica e exames urinários normais ou levemente alterados Bravo EL et al, 2003 dosagem de rotina (+ MET urinárias ) Dosagem : Jejum, 15-30min repouso, deitado, com veia puncionada FEO: CP > 2000pg/mL Exclui : CP < 500pg/mL

46 Diagnóstico Laboratorial Metanefrinas Livres Plasmáticas MLP independente da liberação de catecolaminas pelo tu Alguns FEO não secretam catecolaminas, porém as metabolizam em metanefrinas livres Limitação : E em FEO esporádicos ; dosados apenas em laboratórios pesquisas Falso + : acetaminofeno, tricíclicos (suspender 5 dias antes)

47 Diagnóstico Laboratorial Testes farmacológicos REALIZAR SE: QC muito sugestivo, PA nl e CP pg/mL, MU 1,1-1,8µg/ mg de creatinina Teste de glucagon (CP entre pg/ml 1-2mg EV dosa CP 2/2 até 10`) Teste + aumento 3x valor basal ou CP > 2000pg/mL Prevenção de HAS súbita BCC CI : angina, distúrbios visuais ou sintomas graves na crise, PA descontrolada Teste da clonidina (CP entre pg/ml) 0,3mg clonidina 1-2h após dosar CP Normal : CP supressão de 50% valor basal e < 500pg/mL Cuidado : Hipotensão arterial B-Bloqueadores potencializam hipotensão Suspender 48-72h : B Bloqueadores, diuréticos e tricíclicos Evitar 24h : tabagismo, chá, café

48

49 Exames de Imagem TC (S= % / E = 70%) Massa arredondada ou oval, >3 cm, densidade ~ fígado (s/ contraste), calcificações (10%) Detecta melhor lesões > 1 cm Componente cístico ( necrose central ou hemorragia) Densidade : >10 HU (hipervascularização) Washout : < 50% aos 10min < sensibilidade FEO pequenos ou hiperplasia medula adrenal; PG ; metástases Desvantagem : radiação ionizante pode precipitar crise hipertensiva

50 Exames de Imagem RNM ( S = %) 75% FEO hiperintensos em T2 (sinal da lâmpada acesa ) Vantagem : não injeta contraste

51 Exames de Imagem Cintilografia com MIBG (I¹²³ ou I¹³¹) Exame corpo inteiro (3d após MIBG) extra-adrenais, metástases, recorrentes Localiza tumores bem pequenos (0,5-1cm); detecta melhor tu benignos, unilaterais e esporádicos Sempre solicitar ( avaliar metástases!!) Falso + : Feo não funcionantes, angiomiolipoma, tu carcinóides, neuroblastomas I¹³¹ S= 77-90% ; E = % Iodeto K+ ( 5 gts 3x dia, antes MIBG e dias após) bloquear a captação tireioidiana de iodo radioativo

52 Exames de Imagem Octreoscan Detecta melhor FEO malignos e suas metástases PET scan + caro que MIBG, porém rápida captação, < radiação e EA tireoidiano, pode detectar FEO que escape à cintilo com MIBG Cateterismo venoso Coleta de sangue para dosagem de catecolaminas nas VV adrenais e ao longo da VCI e VCS Avaliar produção de catecolaminas pela massa Lembrar do bloqueio alfa e beta-adrenergico antes do procedimento Indicações : QC e laboratorial muito sugestivo, porém sem visualização de tumor nos exames de imagem Confirmar ou descartar FEO bilateral em pcts com imagens bilaterais à TC ou RNM e MIBG inconclusivo

53 Tratamento Cirurgia Pré-op : controle PA e sintomas (10-15 dias) Alfa-bloqueadores adrenérgicos Fenoxibenzamina (efeito prolongado, não-seletivo) suspender 48h antes cirurgia Seletivos : prazosina, terazosina, doxazosina (suspender 8h) Vantagens : ausência de taquicardia reflexa ; ação + curta ; < hipotensão no pós-operatório imediato B-Bloqueadores ( propranolol 10mg 8/8h ; metoprolol, labetolol) Iniciados após tto com α-bloqueadores taquicardia / arritmia Obs : arritmia CI B-bloqueador? Usar lidocaína ou amiodarona

54 Tratamento Farmacológico BCC : excelentes anti-hipertensivos para FEO Vantagem : não causam hipotensão excessiva ou ortostática Nifedipina, nicardipina, verapamil Alfametilmetatirosina (250mg 4x dia 4g/dia) Bloqueia a síntese catecolaminas inibe tirosina hidroxilase produção catecolaminas em 35-80% Reservado tu inoperáveis ou metástases / controle PA EC : sedação, distúrbios PQ, sd extrapiramidais Crise hipertensiva : nitroprussiato de sódio

55 Tratamento Cuidados intra-operatórios FEO vasoconstricção retirada tu vasodilatação e choque hipovolêmico Prevenção: cristalóides ou colóides 1-2L Laparoscopia : < complicações, < tempo de internamento (Plouin et al, 2001) Cuidados pós-operatórios Remoção tumor PA ~ 90x 60 Persitência HAS por + de 2 semanas tecido tumoral residual ou metástase Assintomático HAS essencial, renovascular Hipoglicemia hiperinsulinemia de rebote SG EV Insuficiência adrenal Hidrocortisona

56 Tratamento Tumores malignos Único critério metástase à distância Metástases : osso, pulmão, fígado, linfonodos RT ou QT Cirurgia : paliativa (alívio sintomas + controle PA ) Terapia farmacológico ( não-ressecáveis / metástases) FBZ / prazosin + propranolol / alfametilmetatirosina MIBG I¹³¹ melhora sobrevida com altas doses ( múltiplas doses de 200mCi) Meta de partes moles responde melhor que meta óssea EA : leucemia mielóide (mielotoxicidade)

FEOCROMOCITOMA EM CRIANÇAS Aspectos clínicos e de imagem

FEOCROMOCITOMA EM CRIANÇAS Aspectos clínicos e de imagem Aspectos clínicos e de imagem Introduçã ção ETIOLOGIA Neoplasia de células cromafins do eixo simpático adrenomedular Produtores de catecolaminas e de outros peptídeos vasoativos Localização mais comum

Leia mais

FÁRMACOS ANTI-HIPERTENSIVOS

FÁRMACOS ANTI-HIPERTENSIVOS Universidade Federal Fluminense Depto. Fisiologia e Farmacologia Disciplina de Farmacologia FÁRMACOS ANTI-HIPERTENSIVOS Profa. Elisabeth Maróstica HIPERTENSÃO ARTERIAL PA = DC x RP HIPERTENSÃO ARTERIAL

Leia mais

Hiperaldosteronismo primário

Hiperaldosteronismo primário Hiperaldosteronismo primário Leonardo Vieira Neto Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro Serviço de Endocrinologia do Hospital Federal da Lagoa Conflitos de interesses Conselho

Leia mais

Faculdade Maurício de Nassau. Disciplina: Farmacologia

Faculdade Maurício de Nassau. Disciplina: Farmacologia Faculdade Maurício de Nassau Disciplina: Farmacologia Profa. Dra. Thais Porto Ribeiro Aula Tema: Anti-hipertensivos Mecanismos do Controle da PA SNA SRA O Sistema cardiovascular é controlado de forma integrada:

Leia mais

Drogas que atuam no sistema cardiovascular, respiratório e urinário

Drogas que atuam no sistema cardiovascular, respiratório e urinário Drogas que atuam no sistema cardiovascular, respiratório e urinário Drogas que atuam no sistema cardiovascular As principais classes terapêuticas: 1. Antihipertensivos 2. Antiarrítmicos 3. Antianginosos

Leia mais

ADRENAL INTRODUÇÃO AO ASSUNTO

ADRENAL INTRODUÇÃO AO ASSUNTO ADRENAL INTRODUÇÃO AO ASSUNTO ADRENAIS ADRENAIS CORTEX ADRENAL AÇÕES DO CORTISOL CORTEX ADRENAL CORTISOL É CATABÓLICO Carboidratos: glicemia, insulinemia Proteínas: catabolismo Tecido adiposo: remodelamento

Leia mais

Classificação. Diuréticos Tiazídicos Hidroclorotiazida Diuréticos de Alça Furosemida Diuréticos Poupadores de Potássio Espironolactona e Amilorida

Classificação. Diuréticos Tiazídicos Hidroclorotiazida Diuréticos de Alça Furosemida Diuréticos Poupadores de Potássio Espironolactona e Amilorida Diuréticos Classificação Diuréticos Tiazídicos Hidroclorotiazida Diuréticos de Alça Furosemida Diuréticos Poupadores de Potássio Espironolactona e Amilorida Diuréticos Tiazídicos Hidroclorotiazida Hidroclorotiazida:

Leia mais

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA FISIOTERAPIA - FMRPUSP PAULO EVORA INTRODUÇÃO IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial 2002 Prevalência: 22 a 43 % da população urbana adulta brasileira. Um dos

Leia mais

Síndromes Coronarianas Agudas. Mariana Pereira Ribeiro

Síndromes Coronarianas Agudas. Mariana Pereira Ribeiro Síndromes Coronarianas Agudas Mariana Pereira Ribeiro O que é uma SCA? Conjunto de sintomas clínicos compatíveis com isquemia aguda do miocárdio. Manifesta-se principalmente como uma dor torácica devido

Leia mais

O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL PRESSÃO ALTA?

O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL PRESSÃO ALTA? COMO EU TRATO? O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL OU PRESSÃO ALTA? MINISTÉRIO DA SAÚDE Coordenação de Doenças Crônico-Degenerativas Hipertensão Arterial ou Pressão Alta é quando a pressão que o sangue faz na

Leia mais

Hipertensão Endócrina. Dra. Maria Adelaide Albergaria Pereira Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Hipertensão Endócrina. Dra. Maria Adelaide Albergaria Pereira Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Hipertensão Endócrina Dra. Maria Adelaide Albergaria Pereira Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Hipertensão Endócrina Hiperaldosteronismo primário Feocromocitoma

Leia mais

R1CM HC UFPR Dra. Elisa D. Gaio Prof. CM HC UFPR Dr. Mauricio Carvalho

R1CM HC UFPR Dra. Elisa D. Gaio Prof. CM HC UFPR Dr. Mauricio Carvalho R1CM HC UFPR Dra. Elisa D. Gaio Prof. CM HC UFPR Dr. Mauricio Carvalho CASO CLÍNICO Homem, 45 anos, com cirrose por HCV foi admitido com queixa de fraqueza e icterícia de início recente. O paciente possuía

Leia mais

M.V. Natália Oyafuso Da Cruz Pet Care Centro Oncológico SP

M.V. Natália Oyafuso Da Cruz Pet Care Centro Oncológico SP M.V. Natália Oyafuso Da Cruz Pet Care Centro Oncológico SP 2018 Hiperadrenocorticismo hipófise dependente Hiperadrenocorticismo adrenal dependente Radioterapia para Hiperadrenocorticismo, tem indicação?

Leia mais

DROGAS VASODILATADORAS E VASOATIVAS. Profª EnfªLuzia Bonfim.

DROGAS VASODILATADORAS E VASOATIVAS. Profª EnfªLuzia Bonfim. DROGAS VASODILATADORAS E VASOATIVAS Profª EnfªLuzia Bonfim. DROGAS VASODILATADORAS São agentes úteis no controle da cardiopatia isquêmica aguda, HAS, Insuficiência Cardíaca e outras situações que exigem

Leia mais

Sistema Urinário. Patrícia Dupim

Sistema Urinário. Patrícia Dupim Sistema Urinário Patrícia Dupim Insuficiência Renal Ocorre quando os rins não conseguem remover os resíduos metabólicos do corpo. As substância normalmente eliminadas na urina acumulam-se nos líquidos

Leia mais

21ª Imagem da Semana: Cintilografia cervical e torácica com 99 mtc-sestamib

21ª Imagem da Semana: Cintilografia cervical e torácica com 99 mtc-sestamib 21ª Imagem da Semana: Cintilografia cervical e torácica com 99 mtc-sestamib Enunciado Paciente do sexo feminino, 58 anos, há 4 anos com fraqueza e dores inespecíficas na coluna lombar e membros inferiores.

Leia mais

Está indicada no diagnóstico etiológico do hipotireoidismo congênito.

Está indicada no diagnóstico etiológico do hipotireoidismo congênito. 108 Tireoide Debora L. Seguro Danilovic, Rosalinda Y Camargo, Suemi Marui 1. ULTRASSONOGRAFIA O melhor método de imagem para avaliação da glândula tireoide é a ultrassonografia. Ela está indicada para

Leia mais

Hidroclorotiazida. Diurético - tiazídico.

Hidroclorotiazida. Diurético - tiazídico. Hidroclorotiazida Diurético - tiazídico Índice 1. Definição 2. Indicação 3. Posologia 4. Contraindicação 5. Interação medicamentosa 1. Definição A Hidroclorotiazida age diretamente sobre os rins atuando

Leia mais

Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp

Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp 22a. Jornada de Ginecologia e Obstetrícia Maternidade Sinhá Junqueira Módulo IB Obstetrícia Direto ao assunto Abordagem da gestante hipertensa José Carlos Peraçoli

Leia mais

Manejo clínico da ascite

Manejo clínico da ascite Manejo clínico da ascite Prof. Henrique Sérgio Moraes Coelho XX Workshop Internacional de Hepatites Virais Recife Pernambuco 2011 ASCITE PARACENTESE DIAGNÓSTICA INDICAÇÕES: ascite sem etiologia definida

Leia mais

Comumente empregadas nos pacientes graves, as drogas vasoativas são de uso corriqueiro nas unidades de terapia intensiva e o conhecimento exato da

Comumente empregadas nos pacientes graves, as drogas vasoativas são de uso corriqueiro nas unidades de terapia intensiva e o conhecimento exato da Comumente empregadas nos pacientes graves, as drogas vasoativas são de uso corriqueiro nas unidades de terapia intensiva e o conhecimento exato da farmacocinética e farmacodinâmica é de vital importância

Leia mais

IMIPRAMINA HCL. Antidepressivo Tricíclico

IMIPRAMINA HCL. Antidepressivo Tricíclico IMIPRAMINA HCL Antidepressivo Tricíclico Descrição Trata-se de um pó branco a bege claro inodoro e cristalino. Livremente solúvel em água e em álcool solúvel em acetona insolúvel em éter e em benzeno.

Leia mais

ENFERMAGEM DOENÇAS CRONICAS NÃO TRANMISSIVEIS. Doença Cardiovascular Parte 4. Profª. Tatiane da Silva Campos

ENFERMAGEM DOENÇAS CRONICAS NÃO TRANMISSIVEIS. Doença Cardiovascular Parte 4. Profª. Tatiane da Silva Campos ENFERMAGEM DOENÇAS CRONICAS NÃO TRANMISSIVEIS Parte 4 Profª. Tatiane da Silva Campos Insuficiência Cardíaca: - é uma síndrome clínica na qual existe uma anormalidade na estrutura ou na função cardíaca,

Leia mais

Classificação. Acidente Vascular Cerebral Isquêmico(AVCI) * Ataque Isquêmico Transitório(AIT)

Classificação. Acidente Vascular Cerebral Isquêmico(AVCI) * Ataque Isquêmico Transitório(AIT) Franciglecia Lopes Definição É um déficit neurológico, geralmente focal, de instalação súbita ou com rápida evolução, sem outra causa aparente que não vascular, com duração maior que 24 horas, ou menor,

Leia mais

10anos. Jose Roberto Fioretto

10anos. Jose Roberto Fioretto 198 10 1988 1988 1998 10anos Jose Roberto Fioretto [email protected] Professor Adjunto-Livre Docente Disciplina de Medicina Intensiva Pediátrica Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP Metabolismo do K

Leia mais

Farmacoterapia de Distúrbios Cardiovasculares. Profa. Fernanda Datti

Farmacoterapia de Distúrbios Cardiovasculares. Profa. Fernanda Datti Farmacoterapia de Distúrbios Cardiovasculares Profa. Fernanda Datti Circulação Batimentos cardíacos células musculares células neuromusculares Nodo sinoatrial (SA) Nodo atrioventricular (AV) Sistema Purkinje

Leia mais

Avaliação/Fluxo Inicial Doença Cardiovascular e Diabetes na Atenção Básica

Avaliação/Fluxo Inicial Doença Cardiovascular e Diabetes na Atenção Básica Avaliação/Fluxo Inicial Doença Cardiovascular e Diabetes na Atenção Básica 1 Proposta de Avaliação do Risco Cardiovascular na Atenção Básica Propõe-se a utilização da tabela de Framingham, para estratificação

Leia mais

Profª:EnfªDarlene Carvalho Diálise : Aula I

Profª:EnfªDarlene Carvalho Diálise : Aula I FISIOLOGIA RENAL E INSUFICIÊNCIA RENAL Profª:EnfªDarlene Carvalho Diálise : Aula I ([email protected] Anatomia Renal Funções do rim Excreção de produtos de degradação do metabolismo e de substâncias

Leia mais

FISIOTERAPIA PREVENTIVA

FISIOTERAPIA PREVENTIVA FISIOTERAPIA PREVENTIVA DIABETES MELLITUS APOSTILA 5 DEFINIÇÃO É um distúrbio crônico, caracterizado pelo comprometimento do metabolismo da glicose e de outras substâncias produtoras de energia, bem como

Leia mais

Medicações de Emergências. Prof.º Enfº Diógenes Trevizan Especialista em Docência

Medicações de Emergências. Prof.º Enfº Diógenes Trevizan Especialista em Docência Medicações de Emergências Prof.º Enfº Diógenes Trevizan Especialista em Docência Dopamina A Dopamina atua como neurotransmissor nos sistemas nervosos central e periférico, induzindo a efeitos hemodinâmicos.

Leia mais

A-Diuréticos inibidores da anidrase carbônica B-Diuréticos de alça ou potentes

A-Diuréticos inibidores da anidrase carbônica B-Diuréticos de alça ou potentes FÁRMACOS DIURÉTICOS São chamados diuréticos os fármacos que induzem ao aumento do fluxo urinário. Estes agentes são inibidores de transporte iônico, diminuindo a reabsorção de Na+. Como resultado o Na+

Leia mais

FARMACOCINÉTICA FARMACODINÂMICA FARMACOCINÉTICA CONCEITOS PRELIMINARES EVENTOS ADVERSOS DE MEDICAMENTOS EAM. Ação do medicamento na molécula alvo;

FARMACOCINÉTICA FARMACODINÂMICA FARMACOCINÉTICA CONCEITOS PRELIMINARES EVENTOS ADVERSOS DE MEDICAMENTOS EAM. Ação do medicamento na molécula alvo; CONCEITOS PRELIMINARES Remédio; Medicamentos; Medicação; Fármaco; Droga; Eventos Adversos de Medicamentos (EAM). EVENTOS ADVERSOS DE MEDICAMENTOS EAM Associado ou não à um dano ao paciente. É o caminho

Leia mais

Fisiologia do Sistema Endócrino

Fisiologia do Sistema Endócrino Fisiologia do Sistema Endócrino Hormônios hipofisários anteriores Hormônios hipotalâmicos: Hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) Hormônio liberador de tireotrofina (TRH) Hormônio liberador de corticotrofina

Leia mais

Aula 05 DIABETES MELLITUS (DM) Definição CLASSIFICAÇÃO DA DIABETES. Diabetes Mellitus Tipo I

Aula 05 DIABETES MELLITUS (DM) Definição CLASSIFICAÇÃO DA DIABETES. Diabetes Mellitus Tipo I Aula 05 DIABETES MELLITUS (DM) Definição O diabetes surge de um distúrbio na produção ou na utilização da insulina por isso é considerado um distúrbio endócrino provocado pela falta de produção ou de ação

Leia mais

Cirurgia Adrenal. Escola Paulista de Medicina

Cirurgia Adrenal. Escola Paulista de Medicina Cirurgia Adrenal Dr. Cássio C Andreoni Escola Paulista de Medicina Catecolaminas Aldosterona Cortisol Andrógenos (S-DHEA) { Hiperaldosteronismo primário rio (Sd. Conn) Sd. Cushing (Hipercortisolismo(

Leia mais

DISTÚRBIOS DO SÓDIO E DO POTÁSSIO

DISTÚRBIOS DO SÓDIO E DO POTÁSSIO DISTÚRBIOS DO SÓDIO E DO POTÁSSIO HIPONATREMIA Dosagem de sódio ( Na ) sérico < 130mEq/L Oferta hídrica aumentada; Baixa oferta de sódio; Redistribuição osmótica de água ( p.ex. hiperglicemia); Excreção

Leia mais

CLÍNICA MÉDICA HIPERTENSÃO ARTERIAL PATRICIA DUPIM UNIVERSO

CLÍNICA MÉDICA HIPERTENSÃO ARTERIAL PATRICIA DUPIM UNIVERSO CLÍNICA MÉDICA HIPERTENSÃO ARTERIAL PATRICIA DUPIM UNIVERSO HIPERTENSÃO ATERIAL É definida como uma PA sistólica 140mmHg e uma PA diastólica que 90mmHG, durante um período sustentado O risco cardiovascular,

Leia mais

11- Protocolo de investigação e tratamento do hiperaldosteronismo primário Atualização: Madson Q Almeida, Maria Candida V Fragoso

11- Protocolo de investigação e tratamento do hiperaldosteronismo primário Atualização: Madson Q Almeida, Maria Candida V Fragoso 46 11- Protocolo de investigação e tratamento do hiperaldosteronismo primário Atualização: Madson Q Almeida, Maria Candida V Fragoso 1 Indicações de investigação de hiperaldosteronismo primário (HP) 1

Leia mais

Hormônios da Adrenal

Hormônios da Adrenal PCI de Endócrino e Reprodutor Hormônios da Adrenal Elizabeth S. Yamada ([email protected]) MEDULA ADRENAL CATECOLAMINAS: ADRENALINA E NORADRENALINA 1 Fisiologia da Adrenal Fisiologia da Adrenal 2 Medula

Leia mais

OBSTETRÍCIA PARTE 1 D H E G E DIABETES GESTACIONAL

OBSTETRÍCIA PARTE 1 D H E G E DIABETES GESTACIONAL OBSTETRÍCIA PARTE 1 D H E G E DIABETES GESTACIONAL DEFINIÇÕES DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ PRÉ-ECLÂMPSIA: HAS E PROTEINÚRIA APÓS 20 SEMANAS DE GESTAÇÃO PA 140/90 PROTEINÚRIA 300 mg/24 hhs

Leia mais

TRANSMISSÃO NORADRENÉRGICA

TRANSMISSÃO NORADRENÉRGICA TRANSMISSÃO NORADRENÉRGICA FISIOLOGIA DA TRANSMISSÃO NORADRENÉRGICA O neurônio noradrenérgico: o Os neurônios noradrenérgicos na periferia são neurônios simpáticos pósganglionares, cujos corpos celulares

Leia mais

Drogas Vasoativas. Drogas Vasoativas. ticos. Agentes Simpatomiméticos. ticos. ricos, São substâncias que apresentam efeitos vasculares periféricos,

Drogas Vasoativas. Drogas Vasoativas. ticos. Agentes Simpatomiméticos. ticos. ricos, São substâncias que apresentam efeitos vasculares periféricos, Drogas Vasoativas Drogas Vasoativas São substâncias que apresentam efeitos vasculares periféricos, ricos, pulmonares ou cardíacos, acos, sejam eles diretos ou indiretos. Na maioria das vezes, é necessário

Leia mais

Integração: Regulação da volemia e fisiopatologia da hipertensão arterial

Integração: Regulação da volemia e fisiopatologia da hipertensão arterial Integração: Regulação da volemia e fisiopatologia da hipertensão arterial Introdução Os mecanismos de regulação da pressão arterial a longo prazo são mecanismos hormonais e fundamentalmente ligados à volemia.

Leia mais

Diagnóstico da Doença de Cushing. Giselle F. Taboada Professora Adjunta de Endocrinologia

Diagnóstico da Doença de Cushing. Giselle F. Taboada Professora Adjunta de Endocrinologia Diagnóstico da Doença de Cushing Giselle F. Taboada Professora Adjunta de Endocrinologia [email protected] Arch Endocrinol Metab 2016; 60:267-86. Um pouco de história... Descrição do Basofilismo

Leia mais

FARMACOLOGIA 10 CONTINUAÇÃO DA AULA ANTERIOR

FARMACOLOGIA 10 CONTINUAÇÃO DA AULA ANTERIOR Aula 10 CONTINUAÇÃO DA AULA ANTERIOR Prazosina e outros antagonistas dos adrenoceptores α Nitroprussiato de Sódio Bloqueadores dos adrenoceptores ß Agentes inotrópicos positivos Anticoagulantes e antiarrítmicos

Leia mais

PANCREAS A eliminação do suco pancreático é regulada, principalmente, pelo sistema nervoso. Quando uma pessoa alimenta-se, vários fatores geram

PANCREAS A eliminação do suco pancreático é regulada, principalmente, pelo sistema nervoso. Quando uma pessoa alimenta-se, vários fatores geram PANCREAS O pâncreas, uma importante glândula do corpo humano, é responsável pela produção de hormônios e enzimas digestivas. Por apresentar essa dupla função, essa estrutura pode ser considerada um órgão

Leia mais

25% sem aletrações RM sem massas/aumento contraste hipofisários Hiperplasia acidófila

25% sem aletrações RM sem massas/aumento contraste hipofisários Hiperplasia acidófila 1 Endocrinopatias pouco comuns na espécie felina Prof. Msc. Alexandre G. T. Daniel 2 Endocrinopatias pouco comuns Hiperadrenocorticismo Hipotiroidismo Acromegalia Hiperaldosteronismo Pouco comuns, pouco

Leia mais

Doença de Addison DOENÇA DE ADDISON

Doença de Addison DOENÇA DE ADDISON Enfermagem em Clínica Médica Doença de Addison Enfermeiro: Elton Chaves email: [email protected] DOENÇA DE ADDISON A insuficiência adrenal (IA) primária, também denominada doença de Addison, geralmente

Leia mais

Tumores renais. 17/08/ Dra. Marcela Noronha.

Tumores renais. 17/08/ Dra. Marcela Noronha. Tumores renais 17/08/2017 - Dra. Marcela Noronha As neoplasias do trato urinário em crianças quase sempre são malignas e localizam-se, em sua maioria, no rim. Os tumores de bexiga e uretra são bastante

Leia mais

Modernos Antidepressivos. Profa.Vilma Aparecida da Silva Fonseca

Modernos Antidepressivos. Profa.Vilma Aparecida da Silva Fonseca Modernos Antidepressivos Profa.Vilma Aparecida da Silva Fonseca Contexto Antidepressivos Triciclicos: efeitos colaterais perigosos: alteração da condução cardiaca Efeitos desagradaveis: anticolinérgicos

Leia mais

Mantém pressão sanguínea e garante adequada perfusão e função dos tecidos corporais

Mantém pressão sanguínea e garante adequada perfusão e função dos tecidos corporais Mantém pressão sanguínea e garante adequada perfusão e função dos tecidos corporais Pressão Arterial = Débito Cardíaco x Resistência Vascular Periférica Débito Cardíaco = Frequência Cardíaca x Volume Sistólico

Leia mais

98% intracelular extracelular

98% intracelular extracelular DISTRIBUIÇÃO CORPORAL DE 98% intracelular extracelular 2% HOMEOSTASE DE POTÁSSIO BALANÇO EXTERNO vs BALANÇO INTERNO BALANÇO INTERNO BALANÇO EXTERNO HOMEOSTASE DE POTÁSSIO BALANÇO EXTERNO vs BALANÇO INTERNO

Leia mais

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina. Jônatas Catunda de Freitas

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina. Jônatas Catunda de Freitas Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Jônatas Catunda de Freitas Fortaleza 2009 Derivam da terceira e quarta bolsa faríngea Terceira bolsa dá origem as PT inferiores e o timo Quarta bolsa

Leia mais

UNIP. Disciplina: Farmacologia Geral. Professora: Michelle Garcia Discacciati. Aula 3: SNA. Farmacologia da Transmissão adrenérgica

UNIP. Disciplina: Farmacologia Geral. Professora: Michelle Garcia Discacciati. Aula 3: SNA. Farmacologia da Transmissão adrenérgica UNIP Disciplina: Farmacologia Geral Professora: Michelle Garcia Discacciati Aula 3: SNA Farmacologia da Transmissão adrenérgica ATENÇÃO ALUNO: esta transparência é apenas um roteiro para ser dado em aula.

Leia mais

Nefropatia Diabética. Caso clínico com estudo dirigido. Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza RESPOSTAS DAS QUESTÕES:

Nefropatia Diabética. Caso clínico com estudo dirigido. Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza RESPOSTAS DAS QUESTÕES: Nefropatia Diabética Caso clínico com estudo dirigido Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza RESPOSTAS DAS QUESTÕES: QUESTÃO 1 Qual é o motivo da glicosúria positiva? a) Resultado falso-positivo

Leia mais

Manejo da Ascite no Cirrótico

Manejo da Ascite no Cirrótico XVIII WORKSHOP INTERNACIONAL DE HEPATITES VIRAIS DE PERNAMBUCO VII SIMPÓSIO DE TRANSPLANTE HEPÁTICO E HIPERTENSÃO PORTA BRASIL/ INGLATERRA Manejo da Ascite no Cirrótico Gustavo Pereira Serviço de Gastroenterologia

Leia mais

Glândulas exócrinas e endócrinas

Glândulas exócrinas e endócrinas Sistema Endócrino Glândulas exócrinas e endócrinas Tipos de Glândulas Glândulas exócrinas: liberam sua secreção fora do corpo ou dentro de uma cavidade.ex: Glândulas salivares, sudoríparas, sebáceas,...

Leia mais

Incidentaloma adrenal

Incidentaloma adrenal Incidentaloma adrenal Leonardo Vieira Neto Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro Serviço de Endocrinologia do Hospital Federal da Lagoa Conflitos de interesses Conselho Federal

Leia mais

DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS HIPONATREMIA - I

DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS HIPONATREMIA - I DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS HIPONATREMIA - I Déficit de H 2 O Corporal total e déficit maior de Na + corporal total Déficit de H 2 O Corporal total e déficit maior de Na + corporal total Excesso de Na

Leia mais

TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO DE DIFÍCIL CONTROLE

TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO DE DIFÍCIL CONTROLE Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil Sub-Secretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde Gerência do Programa de Hipertensão TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO DE DIFÍCIL CONTROLE São assim

Leia mais

Perfil para transtornos musculares Perfil para enfermidades ósseas Perfil funcional tireodiano

Perfil para transtornos musculares Perfil para enfermidades ósseas Perfil funcional tireodiano Perfil para transtornos musculares Perfil para enfermidades ósseas Perfil funcional tireodiano Prof. Dr. Fernando Ananias Para diagnosticar um infarto do miocárdio, duas das condições abaixo devem estar

Leia mais

FARMACOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA

FARMACOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA Universidade Federal Fluminense Depto. Fisiologia e Farmacologia Disciplina de Farmacologia FARMACOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA Profa. Elisabeth Maróstica INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA

Leia mais

RESPOSTA ORGÂNICA AO TRAUMA

RESPOSTA ORGÂNICA AO TRAUMA RESPOSTA ORGÂNICA AO TRAUMA Resposta Orgânica ao Trauma Mecanismos homeostáticos destinados a manter a integridade cardiovascular, nutricional e hidro-eletrolítica do organismo. Resposta Orgânica ao Trauma

Leia mais

Problemas Endócrinos. Prof.º Enf.º Esp. Diógenes Trevizan

Problemas Endócrinos. Prof.º Enf.º Esp. Diógenes Trevizan Problemas Endócrinos Prof.º Enf.º Esp. Diógenes Trevizan Pâncreas Produz um hormônio chamado insulina que é fundamental para a manutenção da vida. As células alfa são células endócrinas nas ilhotas de

Leia mais

Choque hipovolêmico: Classificação

Choque hipovolêmico: Classificação CHOQUE HIPOVOLÊMICO Choque hipovolêmico: Classificação Hemorrágico Não-hemorrágico Perdas externas Redistribuição intersticial Choque hipovolêmico: Hipovolemia Fisiopatologia Redução de pré-carga Redução

Leia mais

Câncer Medular de Tireóide Diagnóstico e Tratamento

Câncer Medular de Tireóide Diagnóstico e Tratamento Câncer Medular de Tireóide Diagnóstico e Tratamento Universidade Federal do Ceará Hospital Universitário Walter Cantídio Residência de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Dr. Wendell Leite Fortaleza 2006 Câncer

Leia mais

MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA CIRCULATÓRIO

MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA CIRCULATÓRIO MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA CIRCULATÓRIO SISTEMA CIRCULATORIO - CORAÇÃO, - VASOS SANGUINEOS - SANGUE 1 DROGAS DO SISTEMA CARDIOVASCULAR - ANTIARRÍTMICOS - VASODILATADORES - CARDIOTÔNICOS - ANTI-HIPERTENSIVOS

Leia mais

Relato de Caso. Gabriela Azevedo Foinquinos

Relato de Caso. Gabriela Azevedo Foinquinos Relato de Caso Gabriela Azevedo Foinquinos Relato de Caso Paciente 64 anos, sexo masculino, branco, casado, natural e procedente de João Pessoa, HAS, DM e com diagnóstico de Doença Hepática Crônica por

Leia mais

Nefropatia Diabética. Caso clínico com estudo dirigido. Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza

Nefropatia Diabética. Caso clínico com estudo dirigido. Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza Nefropatia Diabética Caso clínico com estudo dirigido Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza Neste texto está descrita a apresentação clínica e a evolução ao longo de 3 décadas de caso clínico de

Leia mais

21/07/14. Processos metabólicos. Conceitos Básicos. Respiração. Catabolismo de proteínas e ácidos nucleicos. Catabolismo de glicídios

21/07/14. Processos metabólicos. Conceitos Básicos. Respiração. Catabolismo de proteínas e ácidos nucleicos. Catabolismo de glicídios Prof. Dr. Adriano Bonfim Carregaro Medicina Veterinária FZEA USP www.anestesia.vet.br Processos metabólicos Respiração Catabolismo de proteínas e ácidos nucleicos Ácidos acético, sulfúrico, fosfórico e

Leia mais

HIPERADRENOCORTICISMO CANINO ADRENAL- DEPENDENTE ASSOCIADO A DIABETES MELLITUS EM CÃO - RELATO DE CASO

HIPERADRENOCORTICISMO CANINO ADRENAL- DEPENDENTE ASSOCIADO A DIABETES MELLITUS EM CÃO - RELATO DE CASO 1 HIPERADRENOCORTICISMO CANINO ADRENAL- DEPENDENTE ASSOCIADO A DIABETES MELLITUS EM CÃO - RELATO DE CASO ADRENAL-DEPENDENT HYPERADRENOCORTICISM ASSOCIATED WITH DIABETES MELLITUS IN DOG - CASE REPORT 1-

Leia mais

Medicações do Sistema Cardiovascular. Disciplina Farmacologia Profª Janaína Santos Valente

Medicações do Sistema Cardiovascular. Disciplina Farmacologia Profª Janaína Santos Valente Medicações do Sistema Cardiovascular Disciplina Farmacologia Profª Janaína Santos Valente Dislipidemia Aterosclerose é o acúmulo de gordura nas paredes das artérias que irá diminuir o fluxo sanguíneo para

Leia mais

HUGO JEFTER MENDES DE AMORIM. FEOCROMOCITOMA EM CRIANÇAS: relato de três casos

HUGO JEFTER MENDES DE AMORIM. FEOCROMOCITOMA EM CRIANÇAS: relato de três casos i HUGO JEFTER MENDES DE AMORIM FEOCROMOCITOMA EM CRIANÇAS: relato de três casos Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina, para a conclusão do Curso de Graduação em Medicina. Florianópolis

Leia mais

ARRITMIAS CARDÍACAS. Dr. Vinício Elia Soares

ARRITMIAS CARDÍACAS. Dr. Vinício Elia Soares ARRITMIAS CARDÍACAS Dr. Vinício Elia Soares Arritmias cardíacas classificações freqüência cardíaca sítio anatômico mecanismo fisiopatológico da gênese ocorrência em surtos duração do evento 1 CONDIÇÕES

Leia mais

Hiperplasia Congênita da Supra-renal

Hiperplasia Congênita da Supra-renal Hiperplasia Congênita da Supra-renal Aspectos Clínicos e Diagnóstico Precoce Dra. Ivani Novato Silva Divisão de Endocrinologia Pediátrica HC-UFMG - NUPAD 05/2014 Hiperplasia Congênita da Supra-renal Doença

Leia mais

EXAMES BIOQUÍMICOS. Profa Dra Sandra Zeitoun Aula 3

EXAMES BIOQUÍMICOS. Profa Dra Sandra Zeitoun Aula 3 EXAMES BIOQUÍMICOS Profa Dra Sandra Zeitoun Aula 3 Íons/Eletrólitos do plasma No plasma existem diversos eletrólitos positivos: Na+, K+, Ca², Mg² E eletrólitos negativos: Cl-, HCO3-, fosfatos e proteínas.

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DO ECG resolução de exercícios

INTERPRETAÇÃO DO ECG resolução de exercícios INTERPRETAÇÃO DO ECG resolução de exercícios Taquicardia sinusal Taquicardia em geral com QRS estreito, precedidas por ondas P e FC acima de 100 BPM e em geral abaixo de 200 BPM em repouso. Causas: aumento

Leia mais

Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco Clínica Médica TONTURA. R1 Bruna Lima R2 Priscila Machado Preceptor Flávio Pacheco

Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco Clínica Médica TONTURA. R1 Bruna Lima R2 Priscila Machado Preceptor Flávio Pacheco Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco Clínica Médica TONTURA R1 Bruna Lima R2 Priscila Machado Preceptor Flávio Pacheco Recife, 17 de Junho de 2015 EPIDEMIOLOGIA Queixa bastante comum nos

Leia mais

Alterações na Farmacocinética e Farmacodinâmica do Idoso

Alterações na Farmacocinética e Farmacodinâmica do Idoso Alterações na e Farmacodinâmica do Idoso Dr. Mauricio de Miranda Ventura Diretor Técnico do Serviço de Geriatria do Hospital do Servidor Público Estadual Francisco Morato de Oliveira Definição de São

Leia mais

Síndrome de Cushing. Fernando Baptista Serviço de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo CHLN-Hospital Santa Maria, EPE

Síndrome de Cushing. Fernando Baptista Serviço de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo CHLN-Hospital Santa Maria, EPE Síndrome de Cushing Fernando Baptista Serviço de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo CHLN-Hospital Santa Maria, EPE Síndrome de Cushing Exposição prolongada e inadequada a quantidades excessivas de glucocorticóides

Leia mais

Fisiologia do Sistema Endócrino. Glândula Suprarenal. Glândulas Adrenais. SISTEMA ENDÓCRINO Adrenais. Adrenal

Fisiologia do Sistema Endócrino. Glândula Suprarenal. Glândulas Adrenais. SISTEMA ENDÓCRINO Adrenais. Adrenal Fisiologia do Sistema Endócrino Glândula Suprarenal Prof. Dr. Leonardo Rigoldi Bonjardim Profa. Adjunto do Depto. De Fisiologia-CCBS-UFS Material disponível em: 1 http://www.fisiologiaufs.xpg.com.br 2006

Leia mais

Imagem da Semana: Ressonância nuclear magnética

Imagem da Semana: Ressonância nuclear magnética Imagem da Semana: Ressonância nuclear magnética Imagem 01. Ressonância Margnética do Abdomen Imagem 02. Angiorressonância Abdominal Paciente masculino, 54 anos, obeso, assintomático, em acompanhamento

Leia mais

FDG PET no Câncer de Pulmão: Influências das doenças granulomatosas

FDG PET no Câncer de Pulmão: Influências das doenças granulomatosas FDG PET no Câncer de Pulmão: Influências das doenças granulomatosas Bruno Hochhegger MD, PhD Médico Radiologista do Pavilhão Pereira Filho e Hospital São Lucas da PUCRS Professor de Radiologia da UFCSPA

Leia mais

Hipertensão Arterial Sistêmica Resistente

Hipertensão Arterial Sistêmica Resistente Hipertensão Arterial Sistêmica Resistente Introdução Hipertensão resistente é definida como valores pressóricos acima das metas desejáveis com o uso adequado de três anti-hipertensivos de classes diferentes.

Leia mais

Protocolo para controle glicêmico de paciente não crítico com diagnóstico prévio ou não de diabetes mellitus

Protocolo para controle glicêmico de paciente não crítico com diagnóstico prévio ou não de diabetes mellitus Protocolo para controle glicêmico de paciente não crítico com diagnóstico prévio ou não de diabetes mellitus A) PACIENTES SEM DIAGNÓSTICO DE DIABETES MELLITUS PRÉVIO B) PACIENTES COM DIABETES MELLITUS

Leia mais

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE E DO SONO. Marco Aurelio Soares Jorge

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE E DO SONO. Marco Aurelio Soares Jorge TRANSTORNOS DE ANSIEDADE E DO SONO Marco Aurelio Soares Jorge Transtornos de Ansiedade Os transtornos ansiosos se caracterizam pelos sintomas de ansiedade e comportamento de evitação, incluindo transtorno

Leia mais

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (ISQUÊMICO) Antônio Germano Viana Medicina S8

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (ISQUÊMICO) Antônio Germano Viana Medicina S8 ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (ISQUÊMICO) Antônio Germano Viana Medicina S8 Definição Episódio de disfunção neurológica, geralmente focal, de instalação súbita ou rápida evolução, causada por infarto em território

Leia mais

EXAMES LABORATORIAIS PROF. DR. CARLOS CEZAR I. S. OVALLE

EXAMES LABORATORIAIS PROF. DR. CARLOS CEZAR I. S. OVALLE EXAMES LABORATORIAIS PROF. DR. CARLOS CEZAR I. S. OVALLE EXAMES LABORATORIAIS Coerências das solicitações; Associar a fisiopatologia; Correlacionar os diversos tipos de exames; A clínica é a observação

Leia mais