Hipertensão Arterial Sistêmica Resistente
|
|
|
- Carla Ventura Mendonça
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Hipertensão Arterial Sistêmica Resistente Introdução Hipertensão resistente é definida como valores pressóricos acima das metas desejáveis com o uso adequado de três anti-hipertensivos de classes diferentes. Esses pacientes tem maior chance de eventos cardiovasculares e de apresentarem causa secundária para hipertensão. Pacientes cuja pressão é controlada com mais de quatro anti-hipertensivos também são classificados com hipertensão resistente. Algumas características predizem pior controle pressórico, como: hipertrofia de ventrículo esquerdo, idosos, obesidade, etnia afro-americana, presença de comorbidades como doença renal crônica e diabetes. A hipertensão resistente não deve ser confundida com hipertensão não controlada, pois muitas pessoas estão fora do alvo pressórico por má adesão ao tratamento ou uso de subdoses de anti-hipertensivos. Diagnóstico O diagnóstico de hipertensão resistente depende da medida correta da pressão arterial, devendo avaliar se a técnica está correta e o manguito adequado para o tamanho do braço do paciente. A meta pressórica recomendada para adultos hipertensos é manter valores menores que 140/90, inclusive para pacientes diabéticos e/ou com doença renal crônica. A primeira medida é investigar fatores potencialmente reversíveis que contribuem para o descontrole da pressão como: má adesão ao tratamento, dose inadequada dos anti-hipertensivos, uso de medicamentos que elevam a pressão (ex: anti-inflamatório não esteroide, descongestionantes nasais, corticoide, anticoncepcional com estrogênio e antidepressivos tricíclicos e inibidores da monoaminoxidase), obesidade, estilo de vida sedentário e dieta inadequada (rica em sal e consumo excessivo de bebida alcoólica). Quando esses fatores não são identificáveis, e não há lesão em órgão alvo, deve-se suspeitar de efeito do avental branco. A má adesão é a principal causa de hipertensão resistente. Algumas perguntas são úteis para uma avaliação mais objetiva da adesão: 1. Quais são as medicações que o senhor(a) está usando? (confira medicações, doses e horários) 2. O senhor(a) esqueceu de tomar alguma medicação na última semana? Se sim, quantas vezes? E em quais horários?
2 3. O senhor(a) acha que alguma medicação não funciona? 4. Alguma medicação que o senhor(a) toma não faz bem ou causa algum efeito adverso? 5. Está com dificuldade de conseguir alguma das medicações que foram prescritas? Geralmente, um caso verdadeiro de hipertensão resistente é evidenciado em pessoas com hipertrofia de ventrículo esquerdo e pressão sistólica sustentadamente > 180 mmhg. Hipertensão Secundária Pacientes com hipertensão resistente tem maior chance de apresentarem hipertensão secundária e as causas mais comuns são: hiperaldosteronismo primário, estenose de artéria renal, doença renal crônica e apneia obstrutiva do sono. Causas menos comuns são: feocromocitoma, síndrome de Cushing, coarctação aórtica, hiperparatireoidismo, hipertireoidismo e acromegalia. A prevalência de hipertensão secundária é de 5 a 10% na população geral, sendo desafiador encontrar a parcela de hipertensos secundários entre os hipertensos essenciais. Avaliação laboratorial inicial para investigação de HAS resistente inclui: potássio sérico, glicemia, creatinina, TSH, proteinúria (microalbuminúria em amostra ou relação albuminúria creatinúria em amostra ou proteinúria de 24hs). Além disso, deve-se solicitar ecografia de rins e vias urinárias para avaliar estenose de artéria renal. A realização de outros exames (como metanefrinas e catecolaminas séricas e urinárias, aldosterona sérica, polissonografia, etc), dependerá da hipótese diagnóstica e da possibilidade do exame na Atenção Primária a Saúde. Na impossibilidade de seguir investigação, deve-se encaminhar o paciente para o serviço especializado conforme a suspeita.
3 Algumas características são sugestivas de hipertensão secundária e de sua causa mais provável, como: Suspeita Clínica Doença renovascular Doença do parênquima renal Coarctação da aorta Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono Hipertireoidismo Alteração Hipertensão grave ou com lesão em órgão alvo de evolução rápida ou resistente ao tratamento (mal controle pressórico a despeito de uso adequado de três medicamentos anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo uso de diurético). Elevação súbita persistente da pressão em pessoas com idade superior a 50 anos. Início antes dos 30 anos em pessoas sem fatores de risco (obesidade, história familiar). Sopro abdominal, alteração da função renal por medicamentos que bloqueiam o sistema reninaangiotensina (inibidor da enzima conversora de angiotensina ou bloqueador do receptor da angiotensina). Suspeita-se quando houver diminuição de 30% da taxa de filtração glomerular após iniciar a medicação ou incremento na creatinina basal em 0,5 a 1 mg/dl. Elevação da creatinina, ureia, proteinúria, hematúria Pulsos femorais reduzidos ou retardados, pressão sistólica em membros superiores pelo menos 10mmHg maior que nos membros inferiores, sopro sistólico interescapular ou sopro sistólico amplo em crescendodecrescendo em toda parede torácica. Ronco, sonolência diurna, apneia noturna. Intolerância ao calor, perda de peso, palpitações, hipertensão sistólica, exoftalmia, tremores, taquicardia. Hiperparatireoidismo Litíase urinária, osteoporose, depressão, letargia, fraqueza muscular Hiperaldosteronismo Hipocalemia e/ou com nódulo adrenal Feocromocitoma Hipertensão paroxística com cefaleia, sudorese e palpitações. Síndrome de Cushing Face em lua cheia, corcova dorsal, estrias purpúricas, obesidade central. Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia. 2010
4 Na ausência de suspeita clara de hipertensão secundária, deve-se avaliar: Medida inadequada da pressão arterial; Hipertensão do avental branco; Tratamento inadequado; Não adesão ao tratamento; Progressão das lesões nos órgãos-alvo da hipertensão; Presença de comorbidades; Interação com medicamentos. Tratamento Não Farmacológico - Incentivar perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade. Orientações nutricionais para dieta pobre em sal e uso de álcool moderadamente. Identificar uso de substâncias (cafeína, tabaco, estimulantes e medicamentos) que influenciem no aumento da pressão. - Avaliar efeito do avental branco monitorando pressão fora do ambulatório (orientar Monitorização Residencial da Pressão Arterial ou, se disponível, solicitar Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial em 24horas MAPA). Estudos identificaram que o efeito do avental branco é menor quando a pressão ambulatorial é medida pelo enfermeiro ou técnico de enfermagem. Farmacológico O objetivo do tratamento da hipertensão é manter a pressão arterial alvo. Pacientes com hipertensão resistente e idade inferior a 60 anos tem como alvo pressórico atingir valores médios abaixo de 140/90 mmhg. Em pessoas com mais de 60 anos essa meta é de 150/90 mmhg. Caso o alvo não seja atingido em um mês de tratamento, deve-se aumentar a dose da droga inicial ou adicionar uma segunda droga. Durante o seguimento, caso o paciente não atinja a pressão alvo, deve-se acrescentar uma terceira droga e titular os anti-hipertensivos já em uso. O tratamento da hipertensão resistente consiste na combinação de três ou mais antihipertensivos em doses máximas toleradas. Na decisão da escolha da medicação, considerar outras indicações (betabloqueador para prevenção enxaqueca ou palpitações, por exemplo), contraindicações (evitar usar diurético em pacientes com incontinência urinária) e facilidade de uso (utilizar medicações com menor quantidade de comprimidos e tomadas diárias).
5 Se não há uma indicação específica para a escolha do anti-hipertensivo, as três primeiras classes sugeridas são: inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou Bloqueador de Receptor de Angiotensina (BRA) + Bloqueador do Canal de Cálcio + Diurético tiazídico. Não é recomendado associação de IECA e BRA. Se o paciente está utilizando algum anti-hipertensivo diferente das três classes preferidas (ex: betabloqueador indicado para paciente pós-infarto ou com fibrilação atrial), mantem-se o medicamento e inicia-se a classe que estava faltando. Em pacientes com taxa de filtração glomerular inferior a 30 ml/min/m 2, geralmente é necessário um diurético de alça (furosemida) para controle de volume. Se a pressão mantem-se descontrolada após manejo otimizado do tratamento por seis meses, excluindo má adesão medicamentosa e a presença de outros medicamentos que aumentam a pressão, sugere-se encaminhar para serviço especializado. Em caso de hipertensão secundária, o tratamento da causa base será o componente essencial para tratar a hipertensão. Quando encaminhar Para o Nefrologista ou Cardiologista: Suspeita de Hipertensão Secundária Hipertensão resistente com no mínimo 3 medicações anti-hipertensivas em dose máxima tolerável, após avaliar adesão. Para Endocrinologista: Suspeita de Hipertensão Secundária de causa endocrinológica: Hiperaldosteronismo primário, hipertireoidismo, síndrome de Cushing, acromegalia, hiperparatireoidismo, feocromocitoma.
6 Quadro 1 - Representantes de anti-hipertensivos para tratamento de Hipertensão Arterial Sistêmica Medicamento Posologia Usual Número de tomadas/dia Mínima Máxima Inibidores da ECA Enalapril a 2 Captopril a 3 Bloqueadores de canal de Cálcio Anlodipino 2, Verapamil a 2 Diltiazem a 2 Diuréticos Hidroclorotiazida 12, Clortalidona 12, Indapamida 1,25 2,5 1 Espironolactona a 2 Bloqueador do Receptor de Angiotensina Losartana Betabloqueadores Atenolol a 2 Propranolol a 3 Metoprolol Tartarato* Carvedilol* 3, Vasodilatadores diretos Hidralazina a 3 Fonte: TelessaúdeRS/UFRGS (2015) adaptado de Sociedade Brasileira de Cardiologia(2010). * Metoprolol e Carvedilol geralmente são usados em pacientes com hipertensão e insuficiência cardíaca.
7 Referência Duncan BB, Schmidt MI, Giugliani ERJ, Duncan MS, Giugliani C. Medicina Ambulatorial Condutas de atenção primária baseadas em evidências. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed; Gusso G, Lopes JMC (Org). Tratado de Medicina de Família e Comunidade. Porto Alegre: Artmed; Calhoun, DA, Kaplan NM. Definition, risk factors, and evaluation of resistant hypertension. [Internet]. Waltham (MA): UpToDate, Inc., [atualizada em mai 2014; acesso em 12 jun 2014]. Kaplan NM, Calhoun, DA. Treatment of resistant hypertension. [Internet]. Waltham (MA): UpToDate, Inc., [atualizada em abr 2014; acesso em 12 jun 2014]. Ministério da Saúde (Brasil). Estratégia para o cuidado da pessoa com doença crônica: Hipertensão Arterial Sistêmica. Cadernos de Atenção Básica, nº 37. Brasília: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Cardiologia / Sociedade Brasileira de Hipertensão / Sociedade Brasileira de Nefrologia. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2010; 95 (1 supl.1): James P, et. Al Evidence Based guideline for the management of High Blood Pressure in Adults. Report from the panel memebers appointed to the eight joint national committee (JNC8). JAMA. 2014:311(5):
Avaliação/Fluxo Inicial Doença Cardiovascular e Diabetes na Atenção Básica
Avaliação/Fluxo Inicial Doença Cardiovascular e Diabetes na Atenção Básica 1 Proposta de Avaliação do Risco Cardiovascular na Atenção Básica Propõe-se a utilização da tabela de Framingham, para estratificação
2017 DIRETRIZ PARA PREVENÇÃO, DETECÇÃO, AVALIAÇÃO E TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM ADULTOS
Urgência e Emergência Prof.ª André Rodrigues 2017 DIRETRIZ PARA PREVENÇÃO, DETECÇÃO, AVALIAÇÃO E TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM ADULTOS Colégio Americano de Cardiologia Associação Americana do Coração
Protocolos de encaminhamento para nefrologia adulto
Protocolos de encaminhamento para nefrologia adulto Os protocolos foram desenvolvidos para os motivos de encaminhamento mais comuns para a especialidade Nefrologia, e aprovados em resolução CIB/RS 170/2014
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA FISIOTERAPIA - FMRPUSP PAULO EVORA INTRODUÇÃO IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial 2002 Prevalência: 22 a 43 % da população urbana adulta brasileira. Um dos
ESTUDO DIRIGIDO - HIPERTENSÃO ARTERIAL - I
ESTUDO DIRIGIDO - HIPERTENSÃO ARTERIAL - I ÍNDICE 1 CASO CLÍNICO... 2 2 ANÁLISE DO TEXTO... 4 2-1 Capítulo 4: Decisão terapêutica e metas.... 4 2-2 Capítulo 5: Tratamento não-medicamentoso... 5 2-3 Capítulo
TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO DE DIFÍCIL CONTROLE
Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil Sub-Secretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde Gerência do Programa de Hipertensão TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO DE DIFÍCIL CONTROLE São assim
Faculdade Maurício de Nassau. Disciplina: Farmacologia
Faculdade Maurício de Nassau Disciplina: Farmacologia Profa. Dra. Thais Porto Ribeiro Aula Tema: Anti-hipertensivos Mecanismos do Controle da PA SNA SRA O Sistema cardiovascular é controlado de forma integrada:
COMO CONTROLAR HIPERTENSÃO ARTERIAL?
COMO CONTROLAR HIPERTENSÃO ARTERIAL? Profa. Dra. Rosália Morais Torres VI Diretrizes Brasileiras de hipertensão arterial Arq Bras Cardiol 2010; 95 (1 supl.1): 1-51 HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS)
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Marina Politi Okoshi Disciplina de Clínica Médica Geral Departamento de Clínica Médica Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP 2008 HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA - Por
O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL PRESSÃO ALTA?
COMO EU TRATO? O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL OU PRESSÃO ALTA? MINISTÉRIO DA SAÚDE Coordenação de Doenças Crônico-Degenerativas Hipertensão Arterial ou Pressão Alta é quando a pressão que o sangue faz na
Curso de Fatores de Risco 08h00 08h20 - Risco Cardiovascular: como deve ser mensurado em nível individual e populacional
DIA 08/AGOSTO Curso de MAPA 08h00 08h20 - Aspectos Técnicos da MAPA: Rotina de Instalação e Retirada, Orientações para o Paciente, Aparelhos e Manguitos. 08h30 08h50 - Indicações Clínicas para Uso da MAPA
Aula 9: Hipertensão arterial sistêmica (HAS)
Aula 9: Hipertensão arterial sistêmica (HAS) Pressão arterial O coração bombeia o sangue para os demais órgãos do corpo por meio de tubos chamados artérias. Quando o sangue é bombeado, ele é "empurrado
FÁRMACOS ANTI-HIPERTENSIVOS
Universidade Federal Fluminense Depto. Fisiologia e Farmacologia Disciplina de Farmacologia FÁRMACOS ANTI-HIPERTENSIVOS Profa. Elisabeth Maróstica HIPERTENSÃO ARTERIAL PA = DC x RP HIPERTENSÃO ARTERIAL
Avaliação e Interpretação da Pressão Arterial na Infância
Avaliação e Interpretação da Pressão Arterial na Infância Medida da Pressão Arterial na Infância Prof. Dra Marcia Camegaçava Riyuzo Disciplina de Nefrologia Pediátrica Departamento de Pediatria FMB - UNESP
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS)
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) 1. Conceitos 2. Fatores de Risco 3. Complicações 4. Detecção (rastreamento) e diagnóstico (critérios) 5. Tratamento não-medicamentoso 6. Tratamento medicamentoso O
ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA. Parte 26. Profª. Lívia Bahia
ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA Parte 26 Profª. Lívia Bahia Estratégias para o cuidado ao paciente com doença crônica na atenção básica Hipertensão A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é
Sessão Televoter Hipertensão
2013 27 de Abril Sábado Sessão Televoter Hipertensão António Pedro Machado Carlos Rabaçal Joana Bordalo Hipertensão na gravidez Evolução da PA durante a gravidez em 6000 mulheres entre os 25 e os 34 anos
Cuidado Farmacêutico na Hipertensão
Cuidado Farmacêutico na Hipertensão Walleri Reis, BPharm, MSc Ambulatório de Atenção Farmacêutica do Hospital de Clínicas. Laboratório de Serviços Clínicos e Evidências em Saúde. Universidade Federal do
Protocolos de Enfermagem para Pacientes Crônicos: experiência de Florianópolis. Lucas Alexandre Pedebôs
apresentam Protocolos de Enfermagem para Pacientes Crônicos: experiência de Florianópolis Lucas Alexandre Pedebôs Por que construir um protocolo de enfermagem? Lei 7.498/1986 Art. 11 - O enfermeiro exerce
Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial
Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial Informações essenciais para prevenir e tratar a doença Apesar de a Hipertensão Arterial Sistêmica, popularmente conhecida como pressão alta, ser
ONTARGET - Telmisartan, Ramipril, or Both in Patients at High Risk for Vascular Events N Engl J Med 2008;358:
ONTARGET - Telmisartan, Ramipril, or Both in Patients at High Risk for Vascular Events N Engl J Med 2008;358:1547-59 Alexandre Alessi Doutor em Ciências da Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do
Atitudes associadas à Decisão Terapêutica no Idoso com Hipertensão: Uma Avaliação em Cuidados de Saúde Primários
Unidade de Epidemiologia Instituto de Medicina Preventiva Faculdade de Medicina de Lisboa Atitudes associadas à Decisão Terapêutica no Idoso com Hipertensão: Uma Avaliação em Cuidados de Saúde Primários
CLÍNICA MÉDICA HIPERTENSÃO ARTERIAL PATRICIA DUPIM UNIVERSO
CLÍNICA MÉDICA HIPERTENSÃO ARTERIAL PATRICIA DUPIM UNIVERSO HIPERTENSÃO ATERIAL É definida como uma PA sistólica 140mmHg e uma PA diastólica que 90mmHG, durante um período sustentado O risco cardiovascular,
FARMACOLOGIA 10 CONTINUAÇÃO DA AULA ANTERIOR
Aula 10 CONTINUAÇÃO DA AULA ANTERIOR Prazosina e outros antagonistas dos adrenoceptores α Nitroprussiato de Sódio Bloqueadores dos adrenoceptores ß Agentes inotrópicos positivos Anticoagulantes e antiarrítmicos
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA).
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou
Nefropatia Diabética. Caso clínico com estudo dirigido. Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza RESPOSTAS DAS QUESTÕES:
Nefropatia Diabética Caso clínico com estudo dirigido Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza RESPOSTAS DAS QUESTÕES: QUESTÃO 1 Qual é o motivo da glicosúria positiva? a) Resultado falso-positivo
Nefropatia Diabética. Caso clínico com estudo dirigido. Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza
Nefropatia Diabética Caso clínico com estudo dirigido Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza Neste texto está descrita a apresentação clínica e a evolução ao longo de 3 décadas de caso clínico de
TEMA INTEGRADO (TI) / TEMA TRANSVERSAL (TT) 4ª. SÉRIE MÉDICA
FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO DIRETORIA ADJUNTA DE ENSINO MEDICINA (DAEM) COORDENAÇÃO GERAL DO CURSO DE MEDICINA (CGCM) NÚCLEO PEDAGÓGICO EDUCACIONAL (NuPE) TEMA INTEGRADO (TI) / TEMA
Prevenção de Eventos Cardiovasculares em Pacientes com Hipertensão Arterial PREVER 2 SEGUIMENTO 15 MESES
Prevenção de Eventos Cardiovasculares em Pacientes com Hipertensão Arterial PREVER 2 Número do Centro l ID do Participante l Data do Atendimento l l l / l l l / 201l l Iniciais do Participante SEGUIMENTO
Orientação Medicamentosa para pessas com Hipertensão
Orientação Medicamentosa para pessas com Hipertensão ORIENTAÇÃO MEDICAMENTOSA PARA PESSOAS COM HIPERTENSÃO Organizadora: Grace Kelly Matos e Silva Este material tem o objetivo de orientar os pacientes
Hipertensão Arterial e a Prevenção Quaternária
Hipertensão Arterial e a Prevenção Quaternária Luiz Henrique Picolo Furlan Especialista em Saúde Coletiva e Cardiologia Mestre em Medicina Interna MBA em Gestão em Saúde Potenciais conflitos de interesse
Medicações do Sistema Cardiovascular. Disciplina Farmacologia Profª Janaína Santos Valente
Medicações do Sistema Cardiovascular Disciplina Farmacologia Profª Janaína Santos Valente Dislipidemia Aterosclerose é o acúmulo de gordura nas paredes das artérias que irá diminuir o fluxo sanguíneo para
ESTUDO DIRIGIDO - DIABETES MELLITUS - I
ESTUDO DIRIGIDO - DIABETES MELLITUS - I ÍNDICE 1 CASO CLÍNICO... 2 2 ANÁLISE DO TEXTO... 4 2-1 Medicamentos orais no tratamento do diabetes mellitus: como selecioná-los de acordo com as características
Coração Outono/Inverno
Coração Outono/Inverno O que posso fazer pelo doente idoso com: Risco Cardiovascular Elevado Maria João Vieira Interna de Formação Específica em Cardiologia 1ª Ano Hospital Distrital de Santarém Cátia
ENFERMAGEM DOENÇAS CRONICAS NÃO TRANMISSIVEIS. Doença Cardiovascular Parte 4. Profª. Tatiane da Silva Campos
ENFERMAGEM DOENÇAS CRONICAS NÃO TRANMISSIVEIS Parte 4 Profª. Tatiane da Silva Campos Insuficiência Cardíaca: - é uma síndrome clínica na qual existe uma anormalidade na estrutura ou na função cardíaca,
A-Diuréticos inibidores da anidrase carbônica B-Diuréticos de alça ou potentes
FÁRMACOS DIURÉTICOS São chamados diuréticos os fármacos que induzem ao aumento do fluxo urinário. Estes agentes são inibidores de transporte iônico, diminuindo a reabsorção de Na+. Como resultado o Na+
Estratégias para o tratamento da Hipertensão Arterial
XVI Congresso de Cardiologia de Mato Grosso do Sul Outubro 2010 Estratégias para o tratamento da Hipertensão Arterial Paulo César B. Veiga Jardim Prof. Associado da Faculdade de Medicina da UFG Coordenador
ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES HIPERTENSOS NA FARMÁCIA ESCOLA - UFPB
ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES HIPERTENSOS NA FARMÁCIA ESCOLA - UFPB FERREIRA 1, Vinicius Lins LIMA 2, Maria Auri MELO 3, Maria Ladjane Sodré SANTOS 2, Clênia Maria Gólzio SOUZA 2, Socorro
HIPERTENSÃO ARTERIAL
HIPERTENSÃO ARTERIAL HIPERTENSÃO ARTERIAL A pressão arterial VARIA de batimento a batimento do coração, ajustando-se às atividades desenvolvidas ao longo do dia. Tais variações são fisiológicas e imperceptíveis,
Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp
Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp 22a. Jornada de Ginecologia e Obstetrícia Maternidade Sinhá Junqueira Módulo IB Obstetrícia Direto ao assunto Abordagem da gestante hipertensa José Carlos Peraçoli
UNIMED GOIÂNIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO PROCESSO SELETIVO 2012 PARA PREENCHIMENTO DE VAGAS NOS SERVIÇOS E RECURSOS PRÓPRIOS MAPA
UNIMED GOIÂNIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO PROCESSO SELETIVO 2012 PARA PREENCHIMENTO DE VAGAS NOS SERVIÇOS E RECURSOS PRÓPRIOS 29-10-2011 MAPA SÓ ABRA ESTE CADERNO QUANDO AUTORIZADO LEIA ATENTAMENTE
Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de resposta.
Prezado(a) candidato(a): Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de resposta. Nº de Inscrição Nome ASSINALE A RESPOSTA
Hipertensão Arterial. Educação em saúde. Profa Telma L. Souza
Hipertensão Arterial Educação em saúde Profa Telma L. Souza Introdução Conceito Importância HAS DHEG Metas Estratégica Classificação de pressão Fatores de risco Tratamento Introdução Conceito Pressão arterial
Agosto de 2016 HIPERTENSÃO ARTERIAL
Agosto de 2016 HIPERTENSÃO ARTERIAL SUMÁRIO 1. DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO... 3 2. DADOS EPIDEMIOLÓGICOS... 3 3. MECANISMOS DA HIPERTENSÃO PRIMÁRIA OU ESSENCIAL... 4 4. DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DA HIPERTENSÃO...
Hipertensão Arterial - Tratamento
Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia Região Sul 20 a 24 de setembro de 2006 ACM - Florianópolis Hipertensão Arterial - Tratamento Dr. S. Starke / Blumenau O objetivo maior no tratamento em hipertensos
Protocolo de encaminhamento para endocrinologia adulto
Protocolo de encaminhamento para endocrinologia adulto Os motivos de encaminhamento selecionados são os mais prevalentes para a especialidade Endocrinologia. Estes protocolos foram aprovados em resolução
Registro Brasileiros Cardiovasculares. REgistro do pacientes de Alto risco Cardiovascular na prática clínica
Registro Brasileiros Cardiovasculares REgistro do pacientes de Alto risco Cardiovascular na prática clínica Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Julho de 2011 Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Agosto
Consensus Statement on Management of Steroid Sensitive Nephrotic Syndrome
Consensus Statement on Management of Steroid Sensitive Nephrotic Syndrome Grupo Indiano de Nefrologia Pediátrica, Academia Indiana de Pediatria o Indian Pediatrics 2001; 38: 975-986 986 http://www.indianpediatrics.net/sept2001/sept-975
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA A hipertensão arterial sistêmica (HAS), usualmente chamada de pressão alta é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão
FIBRILAÇÃO ATRIAL E FLUTTER ATRIAL
Página: 1 de 7 1. Diagnóstico - História clínica + exame físico. - Eletrocardiograma. Fibrilação atrial (FA) é caracterizada pela ausência de atividade elétrica, contrátil, rítmica e sincronizada dos átrios.
Drogas que atuam no sistema cardiovascular, respiratório e urinário
Drogas que atuam no sistema cardiovascular, respiratório e urinário Drogas que atuam no sistema cardiovascular As principais classes terapêuticas: 1. Antihipertensivos 2. Antiarrítmicos 3. Antianginosos
ATACAND candesartana cilexetila
ATACAND candesartana cilexetila I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO ATACAND candesartana cilexetila APRESENTAÇÕES Comprimidos de 8 mg em embalagem com 30 comprimidos. Comprimidos de 16 mg em embalagens com
candesartana cilexetila Biosintética Farmacêutica Ltda. Comprimidos simples 8 mg e 16 mg
candesartana cilexetila Biosintética Farmacêutica Ltda. Comprimidos simples 8 mg e 16 mg BULA PARA PACIENTE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009 I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO candesartana cilexetila
POLIFARMÁCIA EM IDOSOS PORTADORES DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS)
POLIFARMÁCIA EM IDOSOS PORTADORES DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) Alleksandra Dias da Silva Henriques (1); Maria Luisa de Sá Vieira (2); Thamyres Stephanni Dantas dos Santos (3); Lindomar de Farias
Candecor. Candesartana Cilexetila NOVA QUIMICA FARMACÊUTICA LTDA. comprimido. 8, 16 e 32 mg
Candecor Candesartana Cilexetila NOVA QUIMICA FARMACÊUTICA LTDA comprimido 8, 16 e 32 mg I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Comprimidos 8mg, 16mg e 32mg. Embalagens contendo 20, 30 ou 60 comprimidos. Embalagem
Hidroclorotiazida. Diurético - tiazídico.
Hidroclorotiazida Diurético - tiazídico Índice 1. Definição 2. Indicação 3. Posologia 4. Contraindicação 5. Interação medicamentosa 1. Definição A Hidroclorotiazida age diretamente sobre os rins atuando
04/07/2014. Apneia do Sono e Hipertensão Resistente Qual a importância?
e Hipertensão arterial resistente (HAR): todo paciente com HAR deve fazer Polissonografia? Gleison Guimarães TE SBPT 2004/TE AMIB 2007 Área de atuação em Medicina do Sono pela SBPT - 2012 Profº Pneumologia
ATACAND. candesartana cilexetila
ATACAND candesartana cilexetila I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO ATACAND candesartana cilexetila APRESENTAÇÕES Comprimidos de 8 mg em embalagem com 30 comprimidos. Comprimidos de 16 mg em embalagens com
Utilização de diretrizes clínicas e resultados na atenção básica b
Utilização de diretrizes clínicas e resultados na atenção básica b à hipertensão arterial Construindo Estratégias e Avaliando a Implementação de Diretrizes Clínicas no SUS Edital 37/2004 CNPq ENSP/FIOCRUZ
Prevenção Secundária da Doença Renal Crônica Modelo Público
Prevenção Secundária da Doença Renal Crônica Modelo Público VIII Encontro Nacional de Prevenção da Doença Renal Crônica Maria Eugênia Fernandes Canziani Universidade Federal de São Paulo Brasília, 2012
A Pessoa com alterações nos valores da Tensão Arterial
A Pessoa com alterações nos valores da Tensão Arterial Fisiologia da TA Tensão arterial é a força exercida pelo sangue, devido à pressão do coração, sobre as paredes de uma artéria. Tensão sistólica: pressão
PERFIL DO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM MULHERES NO CLIMATÉRIO 1
PERFIL DO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM MULHERES NO CLIMATÉRIO 1 Daiana Meggiolaro Gewehr 2, Vanessa Adelina Casali Bandeira 3, Cristiane Rodrigues Bellinazo 4, Karla Renata De
XXXV Congresso Português de Cardiologia Abril ú ç
XXXV Congresso Português de Cardiologia Abril 2014 é í é A Diabetes em Portugal Prevalência elevada - 39,2% (20-79 anos) Diabetes ou Pré-Diabetes Aumento de 80% na incidência na última década Uma das principais
CRITÉRIOS E EXAMES COMPLEMENTARES PARA REALIZAÇÃO DE ANESTESIA PARA EXAMES DIAGNÓSTICOS
ELABORADO EM 13/06/2012 REVISÃO EM 13/06/2014 REVISÃO EM 30/03/16 PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA CRITÉRIOS E EXAMES COMPLEMENTARES PARA REALIZAÇÃO DE ANESTESIA PARA EXAMES DIAGNÓSTICOS 1. Critérios
Insuficiência Cardiaca
Enfermagem em Clínica Médica Insuficiência Cardiaca Enfermeiro: Elton Chaves email: [email protected] EPIDEMIOLOGIA A Insuficiência Cardíaca ou insuficiência cardíaca congestiva - é resultante
16º CONEX - Encontro Conversando sobre Extensão na UEPG Resumo Expandido Modalidade B Apresentação de resultados de ações e/ou atividades
1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X) SAÚDE ( ) TECNOLOGIA E PRODUÇÃO ( ) TRABALHO A PARTICIPAÇÃO DE ACADÊMICOS DO CURSO DE FARMÁCIA
IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO QUANTO A ADESÃO A TERAPIA ANTI-HIPERTENSIVA E REDUÇÃO DE PROBLEMAS RELACIONADOS À FARMACOTERAPIA
IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO QUANTO A ADESÃO A TERAPIA ANTI-HIPERTENSIVA E REDUÇÃO DE PROBLEMAS RELACIONADOS À FARMACOTERAPIA FERREIRA 2, Vinicius Lins FONTES 1, Jacyguara Silva MELO 3, Maria Ladjane Sodré
Conteúdo 37 RESPOSTAS SOBRE HIPERTENÇÃO ARTERIAL
37 RESPOSTAS SOBRE HIPERTENÇÃO ARTERIAL 2 Conteúdo 37 RESPOSTAS SOBRE HIPERTENÇÃO ARTERIAL... 4 Qual a prevalência da hipertensão arterial?... 4 O que é a hipertensão (HTA) arterial?... 4 O que é a pressão
