SESMT / CTCCT / DEMLURB 2011
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- Raul Alves Caminha
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1 SESMT / CTCCT / DEMLURB 2011 Comissão: Acidentes de Trabalho PROGRAMA DE REDUÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO - PRAT I.) Introdução: A legislação brasileira considera acidente de trabalho aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesão coporal, perturbação funcional ou doença que cause a morte, perda ou redução permamente ou temporária da capacidade para o trabalho. Além disso, conforme a legislação, os acidentes de trabalhos podem ocorrer no local de trabalho, a serviço da empresa, nos intervalos e no percurso entre a residência e o local de atuação. É considerado acidente de trabalho a doença profissional, ou seja, a doença desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade, como, por exemplo, a lesão por esforço repetitivo e/ou Doenças Osteosmuculares Relacionadas oa Trabalho (LER / DORT). Também podemos considerar como acidente de trabalho a doença adquirida em função de condições especiais em que o trabalho foi realizado e que se relacione diretamente com ele, entre elas as alergias respiratórias e o stress. II.) Programa de redução de Acidentes de Trabalho PRAT: O PRAT Programa de redução de Acidentes de Trabalho, é um programa inovador com método de diagnóstico e intervenção junto ao DEMLURB / PJF. Envolve todos os servidores. Busca promover ações estratégicas que objetivem a redução dos índices de acidentes de trabalho no âmbito da autarquia. III.) Benefícios: Estimular prática do comportamento seguro por parte do servidor; Incluir o desenvolvimento de proteção de máquinas Roçadeiras, compressores;
2 Potencializar as rotinas de Segurança e Saúde no trabalho a ser seguido por chefias, encarregados e servidores e geral; Contribuir para a redução de demandas judiciais; Sensibilizar os colaboradores (diretores, gerentes, encarregados, chefias, comissionados sobre normas e procedimentos em segurança e medicina do trabalho; Promover a melhoria da qualidade de vida no trabalho; Reduz os custos decorrentes dos infortúnios laborais. PPRA PCMSO / PST / PRAT DIRETORES / CHEFIAS / ENCARREGADOS / SERVIDORES LEIS NORMAS/ORDENS DE SERVIÇOS DO SESMT/CTCCT EXAMES MÉDICOS ADMISSIONAIS, PERIÓDICOS ATUAÇÃO E OBERVAÇÃO DE TODOS SERVIDORES IV.) Política de Segurança do Trabalho no DEMLURB / PJF: A política de segurança do trabalho de uma organização em geral, pode ser entendida como as diretrizes básicas que regem e sustentam o programa geral e, os programas específicos de prevenção de acidentes; ou seja, seria a linha de conduta adotada pela empresa para o desenvolvimento, o desempenho e os objetivos das suas atividades preventivas. A política de segurança do trabalho no Demlurb, deverá estar pautada nos dispositivos legais vigentes e os interesses sociais e econômicos envolvidos. Porém, uma política de segurança definida a partir da participação ativa de todos os servidores que compõem a autarquia, tem maiores chances de sucesso em relação aquela definida por
3 uma só pessoa, ou por um pequeno grupo de pessoas. O estabelecimento de normas de segurança do trabalho, e demais instrumentos legais, não garantem, por sí só, a segurança e saúde no ambiente laboral. Portanto, as ações de segurança do trabalho devem ter nos aspectos legais referências importantes, necessárias. Há a necessidade de todos na autarquia, tratarem a segurança do trabalho como algo vital para o servidor e também, como uma garantia da continuidade do processo produtivo. V.) Gerenciamento de Riscos: O gerenciamento de riscos é a administração através do controle de um determinado risco e, administrar, gerenciar ou criar um sistema de gerenciamento para os riscos existentes no DEMLURB, até porque, não existe modelo em que se obtenha bons resultados sem forte implicação por parte da alta direção. A segurança no trabalho (SESMT / CTCCT) e não podem mais serem vistos como um satélite à parte dos demais processos do Demlurb, de forma que há a necessidade de transformá-los em uma função cujas fontes comuns de perdas sejam melhor compreendidas, controladas e prevenidas, utilizando-se os princípios básicos da administração: planejar, organizar, dirigir e controlar. Todo o processo de gerenciamento de risco no Demlurb, deverá partir do princípio que Direção e todos servidores, estejam engajados de corpo e alma na redução dos riscos, como uma estratégia que deve fazer parte da cultura interna do Demlurb e ser integrada a todos os níveis. VI.) Processos de Gerenciamento de Riscos: As técnicas de análise de risco apresentadas nas etapas, seriam: Análise a avaliação dos riscos: análise e avaliação dos riscos (reconhecer os potenciais de perturbações dos riscos) Prevenção: identificação das alternativas de ação (decisão quanto a evitar, reduzir, transferir, ou assumir os riscos) Eliminação de Riscos: elaboração da política de riscos (estabelecimento dos objetivos e programas de prevenção);
4 Redução de Riscos: execução e controle das medidas de segurança adotadas (execução das etapas anteriores e seu controle). VII.) Processos Operacionais e/ou logísticos no Demlurb: Estão relacionados com a maneira de agir, ou seja, é o conjunto de atos pelos quais se realiza uma operação. A norma brasileira NBR ISO , estabelece o conceito de processo como o conjunto de recursos e atividades interrelacionadas que transformam insumos (entradas) em produtos (saída). O Demlurb como uma organização, apresenta estrutura organizacionais do tipo funcional (Vide Regimento Interno do DEMLURB), onde são agrupadas numa mesma unidade administrativa, aquelas atividades pertencentes a uma mesma área técnica e/ou de conhecimento. Esta forma de estrutura organizacional acaba criando ilhas de especialidades dentro da organização, que não se comunicam suficientemente entre si, causando distorções na forma como é visto o fluxo de trabalho, suas conseqüências e as interrelações envolvidas. Isto acaba, de uma forma ou de outra, trazendo sérios prejuízos a qualquer atividade de gerenciamento, uma vez que perde-se a noção do todo. Assim, a segurança no trabalho, também sofre as conseqüências desta forma de estrutura organizacional, uma vez que, esta área de atuação, permeia várias outras áreas e, sua interrelação com as mesmas precisam ser conhecidas por todos(direção e servidores) para uma possível identificação, avaliação e controle dos riscos laborais e onsequentemente, a prevenção e redução de acidentes de trabalho. O processo de trabalho no Demlurb, precisa dispor de alguns ingredientes críticos para o desempenho correto de ações. Entre eles: - Treinamento (admissional, períódico e de mudança de função) para realizar a tarefa; - Capacidade física e mental para realizar a tarefa; - Incentivo para realizar a tarefa; - Tempo e ferramentas apropriadas e necessárias para realizar a tarefa corretamente; e, Prêmio com incentivo para realizar a tarefa (tema já constante de outra subcomissão).
5 VIII.) Segurança do Trabalho e Gerenciamento de Processos: Não raro, para muitas organizações e ou/empresas privadas e públicas, a segurança e medicina do trabalho é um verdadeiro enigma. O discurso por parte de trabalhadores e empregadores são voltado para a importância da segurança e prevenção de acidentes, porém, a prática, mostra o contrário. A formatação das atividades de segurança e medicina do trabalho compreendidas atualmente em muitas organizações de trabalho, são normalmente legalista e/ou fatalista. São legalistas porque se preocupam apenas com as questões normativas que, muitas vezes, não acompanham os avanços técnicos e científicos, e que, inclusive, impossibilitam a visão sistêmica dos possíveis processos envolvidos, dos problemas detectados e, em conseqüência, das possíveis soluções. São fatalistas porquê a preocupação com o todo, quando ocorre, é motivado por um acidente do trabalho e/ou um distúrbio de produção grave, vistos, normalmente, como algo repentino e violento com conseqüências imprevisíveis. Nestes termos, os efeitos acabam sendo mais importantes que as causas. O enfoque preventivo é subestimado, sendo o enfoque corretivo o centro das atenções, ficando a impressão que os demais setores administrativos e operaionais da empresa, não mais precisassem se preocupar com o tema segurança no trabalho. Este quase senso comum sobre a segurança do trabalho, que poderia ser chamada de voltada para o próprio umbigo, emperra o processo preventivo na redução de acidentes (e porque não preditivo) que seria desejável, de forma que distancia, ainda mais, esta área das demais áreas relacionadas à produção e operacionalização. Os efeitos disso, é o que pode-se notar, ainda hoje mesmo aqui e /ou (SMJ) na maioria das empresas, onde a segurança e medicina do trabalho é vista como um apêndice em todo o processo, e não raro causadora de problemas para a área produtiva, propriamente dita. Acidentes do trabalho e/ou doenças ocupacionais podem estar presentes em qualquer processo no Demlurb, seja operacional ou administrativo. Não mais justificam-se apenas as ações por vezes solitárias e isoladas (sem apoio) parte da área de segurança e medicina do trabalho (SESMT / CTCCT), sem a participação ativa de todos os setores do Demlurb, e que leve em consideração o conhecimento, necessário e suficiente, dos aspectos relacionados com os processos
6 envolvidos. A segurança e medicina do trabalho tem a característica de estar presente em todos os processos de qualquer tipo de organização. A segurança do trabalho, por sua vez, carece da falta de interdisicplinar e apoio dos diversos setores do Demlurb, para que conjuntamente atuem sobre problemas específicos, que proporcione a melhoria sistemática, mas que também esteja sintonizada com a participação efetiva de outros setores do Demlurb. Chega-se a conclusão de que é necessário além dos métodos, que os mesmos sejam aceitos e respeitados por todos, que sejam precisos e eficazes e, que nos remeta para frente, tanto nas ações práticas quanto nas mudanças culturais necessárias. Dessa forma, ações e soluções conjuntas, onde a nomenclatura e o simbolismo empregados sejam reconhecidos pelos mais diversos setores e ambientes do Demlurb, se fazem necessários e, vindo ao encontro, assim espera-se, aos anseios de possíveis mudanças nas relações entre as áreas. Apesar dos esforços dos profissionais da área de Segurança e Medicina do Trabalho para a redução do número de acidentes no ambiente laboral já há tempos no Demlurb, observa-se que os mesmos não surtem os efeitos esperados. É notório, porém, que a segurança e medicina do trabalho, vem sendo, a cada dia, tratada com mais seriedade principalmente a partir do advento dos programas de qualidade, e o tipo de gestão por eles preconizados em relatórios anuais entre outros. A partir disso, a segurança do trabalho também tem sido vista como algo inerente a qualquer processo, e porque não dizer, fator de produção, uma vez que acidentes, incidentes e doenças ocupacionais, influem de forma negativa em todo o processo produtivo. Isto ocorre, tendo em vista os mesmos serem responsáveis por perda de tempo, perda de materiais, diminuição da eficiência do servidor, aumento do absenteísmo, prejuízos financeiros, enfim, fatores que resultam em sofrimento para o homem, mas que, também, afetam a produtividade e a qualidade dos produtos ou serviços prestados pelo Demlurb. Para uma efetiva redução de acidentes do trabalho, a segurança e medicina do trabalho no Demlurb precisa ser vista como um conjunto de técnicas, regras e recursos que sejam aplicadas em conjunto com as demais áreas de atuação da autarquia, de modo a prevenir acidentes e doenças ocupacionais, além das perdas materiais já comentadas, de forma a satisfazer por completo a empresa e seus servidores tendo a qualidade, como destino final o cliente cidadão de Juiz de Fora.
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