Cenários, Tendências e o Mundo do Trabalho. Janaína Carla Rodrigues Borsagli

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1 Cenários, Tendências e o Mundo do Trabalho Janaína Carla Rodrigues Borsagli

2 Sumário UNIDADE 1: CENÁRIOS ATUAIS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS: MUDANÇAS ECONÔMICAS, TECNOLÓGICAS E DE GESTÃO Os Cenários Atuais A era da informação A sociedade da informação Importância da Tecnologia da Informação para as organizações 7 REFERÊNCIAS 13 UNIDADE 2: A INTELIGÊNCIA EMPRESARIAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA AOS CENÁRIOS MODERNOS DO MUNDO DO TRABALHO A inteligência empresarial como vantagem competitiva A criação do conhecimento organizacional Aprendizagem Organizacional e Gestão do Conhecimento 18 REFERÊNCIAS 25 UNIDADE 3: O CARÁTER INOVADOR DAS ORGANIZAÇÕES ATUAIS Panorama geral Aprendizado, conhecimento, inovação e criatividade O processo criativo individual e organizacional Conhecimento tácito e intuição 35 REFERÊNCIAS 41 UNIDADE 4: A REESTRUTURAÇÃO DO MUNDO DO TRABALHO: APRENDIZAGEM E GESTÃO DO CONHECIMENTO NAS ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM Organizações que aprendem Capital intelectual 52 REFERÊNCIAS 55 UNIDADE 5: GESTÃO DO CONHECIMENTO: UM NOVO CENÁRIO DE REDES DE COOPERAÇÃO E INOVAÇÃO ORGANIZACIONAL Um novo cenário A transferência do conhecimento inserida no contexto da gestão contemporânea 63 REFERÊNCIAS 67 1

3 UNIDADE 1: CENÁRIOS ATUAIS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS: MUDANÇAS ECONÔMICAS, TECNOLÓGICAS E DE GESTÃO 1.1 Os Cenários Atuais Atualmente o cenário mundial demonstra significativas transformações tecnológicas, organizacionais, informacionais, culturais e sociais. Com o objetivo de entender as particularidades da nova ordem mundial, autores de diferentes áreas vêm desenvolvendo formas de categorizála. Tais esforços tendem sempre a refletir as próprias preocupações e enfoques particulares das áreas a que tais autores pertencem. A diversidade da caracterização e interpretação dessa nova ordem é proporcional à variedade de abordagens de autores de diferentes áreas. Assim, economistas vêm dando maior destaque à dimensão econômica, sociólogos, à social, administradores, à administração moderna e assim por diante. Como decorrência, também diversas designações e descrições têm sido utilizadas para caracterizar a atual nova ordem mundial, as quais têm sido impregnadas por tais influências. Dentre outras, destacam-se as seguintes: Era, Economia ou Sociedade da Informação ou do Conhecimento. Para melhor apreender a essência e alcance das atuais transformações, mostra-se oportuno conhecer a importância da informação, do conhecimento e da tecnologia da informação na nova ordem em conformação. 1.2 A era da informação As empresas estão a meio caminho de uma transformação revolucionária. A competição da era industrial está transformando-se na competição da era da informação. Durante a era industrial, de 1850 até cerca de 1975, o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. A tecnologia era importante, porém as empresas bem-sucedidas eram sempre aquelas que incorporavam as novas tecnologias aos ativos físicos que permitem a produção em massa eficiente de produtos padronizados. (KAPLAN, 1997). 2

4 UNIDADE 1: CENÁRIOS ATUAIS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS: MUDANÇAS ECONÔMICAS, TECNOLÓGICAS E DE GESTÃO Entretanto, o advento da era da informação nas últimas décadas do século XX tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. As empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos. O impacto da era da informação é ainda mais revolucionário para as empresas de serviços do que para as indústrias. O ambiente da era da informação, tanto para as organizações do setor de produção quanto para as do setor de serviços, exige novas capacidades para assegurar o sucesso competitivo. A capacidade de mobilização e exploração dos ativos tangíveis ou invisíveis tornou-se muito mais decisiva do que investir e gerenciar ativos físicos tangíveis. Segundo Kaplan (1997), os ativos intangíveis permitem que uma empresa: desenvolva relacionamentos que conservem a fidelidade dos clientes existentes e permitam que novos segmentos de clientes e áreas de mercado sejam atendidos com eficácia e eficiência; lance produtos e serviços inovadores desejados por seus clientes alvo; produza bens e serviços customizados de alta qualidade a preços baixos e com ciclos de produção mais curtos; mobilize as habilidades e a motivação dos funcionários para a melhoria contínua de processos, qualidade e tempos de resposta; utilize tecnologia da informação, bancos de dados e sistemas. O autor ressalta que as empresas da era da informação estão baseadas em um novo conjunto de premissas operacionais. Processos interfuncionais - as empresas buscam vantagens competitivas através da especialização de habilidades funcionais nas áreas do conhecimento, administração, marketing e tecnologia. Essa especialização gera benefícios substanciais, mas, com o passar do tempo, a maximização da especialização funcional provocou enormes ineficiências, troca de documentos internos entre departamentos e lentidão nos processos. A empresa da era da informação opera com processos de negócios integrados que abrangem todas as funções tradicionais, combinando os benefícios da especialização funcional com a agilidade, a eficiência e a qualidade da integração dos processos. Ligação com clientes e fornecedores - manter clientes e fornecedores a uma distância segura. A tecnologia da informação permite que as empresas de hoje integrem os processos de suprimentos, produção e entrega, de modo que as operações sejam puxadas pelos pedidos dos clientes, e não por planos de produção que empurrem bens 3

5 e serviços pela cadeia de valores abaixo. Um sistema integrado permite que todas as unidades organizacionais formadoras da cadeia de valores obtenham grandes melhorias no que diz respeito a custo, qualidade e tempos de respostas. Segmentação de clientes - as empresas prosperavam oferecendo produtos e serviços a preços baixos, porém padronizados. As empresas da era da informação devem aprender a oferecer produtos e serviços customizados aos seus diversos segmentos de clientes, sem serem penalizadas nos custos por operações de alta variedade e baixo volume. Escalas globais às fronteiras nacionais - a concorrência de empresas estrangeiras mais eficientes e ágeis deixa de ser um obstáculo. As empresas da era da informação concorrem com as melhores empresas do mundo e os grandes investimentos necessários para o lançamento de novos produtos e serviços podem exigir a busca de clientes no mundo inteiro para gerar o retorno adequado. Essas empresas devem combinar as eficiências e a agressividade competitiva do mercado global com a sensibilidade às expectativas dos clientes locais. Inovação - os ciclos de vida dos produtos continuam diminuindo. A vantagem competitiva numa geração da vida de um produto não garante a liderança na próxima plataforma tecnológica. As empresas que competem em setores de rápida inovação tecnológica devem dominar a arte de prever as necessidades futuras dos clientes, idealizando produtos e serviços radicalmente inovadores, e incorporando rapidamente novas tecnologias de produto para dar eficiência aos processos operacionais e de prestação de serviços (KAPLAN, 1997). Trabalhadores de conhecimento (Knowledge Workers) - as empresas criam fortes distinções entre dois grupos de funcionários. A elite intelectual gerentes e engenheiros utilizava suas habilidades analíticas para projetar produtos e processos, selecionar e gerenciar clientes e supervisionar operações do dia a dia. A força do trabalho direto era o principal fator de produção nas empresas da era industrial, porém só utilizava a capacidade física, não o intelecto, desempenhando tarefas e processos sob a supervisão de engenheiros e gerentes. Segundo Kaplan (1997), no final do século XX, a automação e a produtividade reduziram o percentual de funcionários que desempenham funções tradicionais, enquanto a demanda competitiva aumentou o número dos que desempenham funções analíticas: engenharia, marketing, gerenciamento e administração. A função das pessoas é pensar, solucionar problemas, garantir a qualidade. 4

6 UNIDADE 1: CENÁRIOS ATUAIS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS: MUDANÇAS ECONÔMICAS, TECNOLÓGICAS E DE GESTÃO As pessoas são vistas como solucionadoras de problemas, não como custos variáveis. Devem agregar valor pelo que sabem e pelas informações que podem fornecer. Investir, gerenciar e explorar o conhecimento passou a ser fator crítico de sucesso para as empresas da era da informação. 1.3 A sociedade da informação A expressão sociedade da informação passou a ser utilizada, nos últimos anos do século XX, como substituta para o conceito complexo de sociedade pós-industrial e como forma de transmitir o conteúdo específico do novo paradigma técnico-econômico. A realidade que os conceitos das ciências sociais procuram expressar refere-se às transformações técnicas, organizacionais e administrativas que têm como fator-chave não mais os insumos baratos de energia como na sociedade industrial mas os insumos baratos de informação propiciados pelos avanços tecnológicos na microeletrônica e telecomunicações. Essa sociedade pós-industrial ou informacional, como prefere Castells (2000), está ligada à expansão e à reestruturação do capitalismo desde a década de 1980 do século passado. As novas tecnologias e a ênfase na flexibilidade ideia central das transformações organizacionais têm permitido realizar com rapidez e eficiência os processos de desregulamentação, privatização e ruptura do modelo de contrato social entre capital e trabalho característicos do capitalismo industrial. As transformações em direção à sociedade da informação, em estágio avançado nos países industrializados, constituem uma tendência dominante mesmo para economias menos industrializadas e definem um novo paradigma, o da Tecnologia da Informação, que expressa a essência da presente transformação tecnológica em suas relações com a economia e a sociedade. Esse novo paradigma tem, segundo Castells (2000), as seguintes características fundamentais: A informação é sua matéria-prima - as tecnologias se desenvolvem para permitir ao homem atuar sobre a informação propriamente dita, ao contrário do passado, quando o objetivo dominante era utilizar informação para agir sobre as tecnologias, criando implementos novos ou adaptando-os a novos usos. Os efeitos das novas tecnologias têm alta penetrabilidade porque a informação é parte integrante de toda atividade humana, individual ou coletiva e, portanto, todas essas atividades tendem a ser afetadas diretamente pela nova tecnologia. 5

7 Predomínio da lógica de redes - essa lógica, característica de todo tipo de relação complexa, pode ser, graças às novas tecnologias, materialmente implementada em qualquer tipo de processo. Flexibilidade - a tecnologia favorece processos reversíveis; permite modificação por reorganização de componentes e tem alta capacidade de reconfiguração. Crescente convergência de tecnologias - principalmente a microeletrônica, telecomunicações, optoeletrônica, computadores, mas também e, crescentemente, a biologia. O ponto central é que trajetórias de desenvolvimento tecnológico em diversas áreas do saber tornam-se interligadas e transformam-se as categorias segundo as quais são pensados todos os processos. O foco sobre a tecnologia pode alimentar a visão ingênua de determinismo tecnológico, segundo a qual as transformações em direção à sociedade da informação resultam da tecnologia, seguem uma lógica técnica e, portanto, neutra e estão fora da interferência de fatores sociais e políticos. Nada mais equivocado: processos sociais e transformação tecnológica resultam de uma interação complexa em que fatores sociais preexistentes, a criatividade, o espírito empreendedor, as condições da pesquisa científica afetam o avanço tecnológico e suas aplicações sociais. Assim, é importante reproduzir um comentário de Castells: É provável que o fato da constituição desse paradigma tenha ocorrido nos EUA e, em certa medida, na Califórnia e nos anos 70, tenha tido grandes conseqüências para as formas e a evolução das novas tecnologias da informação. Por exemplo, apesar do papel decisivo do financiamento militar e dos mercados nos primeiros estágios da indústria eletrônica, da década de 40 à de 60, o grande progresso tecnológico que se deu no início dos anos 70 pode, de certa forma, ser relacionado à cultura da liberdade, inovação individual e iniciativa empreendedora oriunda da cultura dos campi norteamericanos da década de 60 [...] meio inconscientemente, a revolução da tecnologia da informação difundiu pela cultura mais significativa de nossas sociedades o espírito libertário dos movimentos dos anos 60 (CASTELLS, 2000, p. 25). Além do indevido determinismo, incorre-se muitas vezes também em despropositado evolucionismo na discussão do novo paradigma tecnológico, quando a sociedade da informação é vista como etapa de desenvolvimento. Como muito bem alerta Guevara (2000), melhor seria referir-se a sociedades da informação, no plural, para identificar, numa dimensão local, aquelas nas quais as novas tecnologias e outros processos sociais provocaram mudanças paradigmáticas. 6

8 UNIDADE 1: CENÁRIOS ATUAIS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS: MUDANÇAS ECONÔMICAS, TECNOLÓGICAS E DE GESTÃO A expressão sociedade da informação, no singular, seria mais bem utilizada, numa dimensão global (ou mundial), para identificar os setores sociais que participam como atores de processos produtivos, de comunicação, políticos e culturais que têm como instrumento fundamental as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e se produzem ou tendem a produzir-se em âmbito mundial (GUEVARA, 2000, p. 4). O determinismo e o evolucionismo distorcem a análise do complexo processo de mudança social e alimentam uma atitude passiva, contemplativa, em relação a esse processo. Tais posturas impedem ou ignoram que a sociedade, especialmente por intermédio do Estado, tem desempenhado, no decorrer da história, um papel muito ativo tanto para promover quanto para sufocar o desenvolvimento tecnológico e suas aplicações sociais. Isso é particularmente claro no que se refere às novas tecnologias. O avanço tecnológico no novo paradigma foi em grande parte o resultado da ação do Estado, e é o Estado que está à frente de iniciativas que visam ao desenvolvimento da sociedade da informação nas nações industrializadas e em muitas daquelas que ainda estão longe de ter esgotado as potencialidades do paradigma industrial. Adotando a sugestão de Guevara (2000), um olhar sobre a experiência concreta das sociedades de informação permite revelar como a reestruturação do capitalismo e a difusão das novas tecnologias da informação lideradas e/ou mediatizadas pelo Estado estão interagindo com as forças sociais locais e gerando um processo de transformação social. Em termos gerais, é consenso entre analistas que a realização do novo paradigma se dá em ritmo e atinge níveis díspares nas várias sociedades. Junto com o jargão da sociedade da informação já é lugar comum a distinção entre países e grupos sociais ricos e pobres em informação. 1.4 Importância da Tecnologia da Informação para as organizações A invasão das máquinas na era industrial pode ser comparada à invasão da tecnologia na atualidade. O cotidiano atual demanda uma grande necessidade de interação dos homens em relação às máquinas, como na era industrial, no entanto a tecnologia de interação é de outra ordem. Não é preciso deslocar-se a uma unidade fabril para acessá-la ou para interagir com ela, isso pode ser feito de qualquer lugar e com resultados, em termos de produtividade, de alto nível. Essa adaptação à utilização da tecnologia às necessidades do mundo moderno não aconteceu repentinamente e talvez nunca seja concluída, até mesmo pela atualização constante da própria tecnologia nos dias atuais. Ainda existe muito presente a questão da exclusão digital, o que interfere não só no acesso da tecnologia, mas também no entendimento da sua utilização. 7

9 Em um mundo competitivo, a utilização da tecnologia torna-se cada vez mais ativa e decisiva para o desenvolvimento de processos operacionais e gerenciais. As pessoas tiveram que aprender a conviver em um mundo tecnológico, de acesso imediato à informação, porém, sem saber lidar diretamente com essa tecnologia e nem transformar informações em conhecimentos. Esse movimento de transformação da informação em conhecimento revela a mudança dos conceitos atuais em termos do favorecimento da autonomia do pensar do homem moderno. As ferramentas disponíveis no mundo social, no cenário atual, demonstram a necessidade de uma atualização constante e que denote um envolvimento desse sujeito, não somente com as novas tecnologias, mas também com a necessidade de conhecer e de envolver-se com as mudanças sociais, ambientais e até mesmo organizacionais. Hoje, de forma mais ampla e profunda, a informática desempenha papel principal no desenvolvimento de novos produtos, na sustentação das vendas e serviços, na construção de uma inteligência de mercado (SIQUEIRA, 1996). As tecnologias de informação disponíveis podem produzir altos ganhos produtivos se comparadas aos padrões de desempenho das gerações anteriores. No entanto, esse ganho só será possível quando a dimensão da interação entre homem e tecnologia acontecer de maneira suficientemente interessante para os envolvidos nesse processo. As gerações anteriores não necessariamente vivenciaram um processo de adaptação às novas tecnologias. A tecnologia disponível era o maquinário industrial do cotidiano, em contexto de escala de produção. A adaptação começa a surgir quando os microcomputadores, e posteriormente os notebooks, começam a fazer parte do cenário organizacional, inclusive dando foco ao poder de possuir esse equipamento como ferramenta de trabalho. Inovações no uso de computadores, da comunicação em rede e das redes sociais devem ser combinadas com inovações em como a informação é estruturada e utilizada. A grande questão da utilização da tecnologia da informação nos ambientes atuais é a possibilidade de disponibilizar a informação e favorecer sua transformação em conhecimento. Por muito tempo, a tecnologia da informação foi considerada um mero item de suporte à organização, um centro de custo que, a princípio, não gerava qualquer retorno para o negócio. Mas as aplicações da tecnologia da informação foram crescendo e se ampliando nos meios sociais. Se antes a tecnologia era usada apenas para automatizar tarefas e eliminar o trabalho humano, aos poucos ela começou a enriquecer todo o processo organizacional, auxiliando na otimização e administração da empresa, eliminando barreiras de comunicação, favorecendo as ações de capacitação e de treinamento, e assim por diante. 8

10 UNIDADE 1: CENÁRIOS ATUAIS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS: MUDANÇAS ECONÔMICAS, TECNOLÓGICAS E DE GESTÃO E, nesse novo cenário, a tecnologia começou a assumir um papel muito mais importante nas organizações: o de fator de crescimento de lucros, de redução de custos operacionais e de aprendizagem (STONER, 1999). Segundo esse autor, a TI pode ser decisiva para o sucesso de uma organização, contribuindo para que ela seja ágil, flexível e robusta. A fim de garantir esse resultado, é necessário traduzir a visão da empresa e sua estratégia em objetivos menores, para, então, identificar as iniciativas de TI que melhor podem contribuir para alcançá-los. Davenport e Prusak (2000) ressaltam que o modo como os aspectos específicos da situação dos negócios afetam as iniciativas informacionais varia para cada empresa ou setor. Mas, sejam quais forem essas especialidades, os gerentes precisam prestar atenção à estratégia de negócios, aos processos de negócios, à estrutura/cultura organizacional e à orientação dos recursos humanos. Um investimento global em tecnologia afetará também o ambiente organizacional, mas o fator crítico é o simples acesso à informação. No contexto do ambiente externo, as empresas precisam de informações sobre o mundo exterior. Segundo Davenport (2000), o ambiente exterior consiste em informações sobre três tópicos: Mercados de negócios: criam condições gerais de negócios, o que afeta a capacidade de as empresas adquirirem e gerenciarem informação, bem como optar pelo tipo de informação de que precisam. Mercados tecnológicos: onde são compradas e vendidas as tecnologias disponíveis que podem afetar o mundo informacional. Mercados da informação: todas as coisas, de tendências industriais a malas-diretas, são negociadas. As empresas enfocam o tipo de informação que deve ser comprada desse mercado e avalia as maneiras de vender as informações. No âmbito das funções dos executivos, Stoner (1999) destaca que não existe no mundo dos negócios um consenso sobre as funções a serem exercidas pelo executivo de TI, não havendo dúvida de que essas funções estão evoluindo para um novo modelo, em consequência das mudanças ocorridas no ambiente corporativo nos últimos anos. Para Stoner, a informação, para a maioria das empresas, é o principal ativo e um elemento fundamental para a tomada de decisão rápida e eficaz. Por isso, as decisões de TI, que antes podiam ser tomadas isoladamente no âmbito da unidade de tecnologia da informação, precisam agora ser consideradas no contexto do negócio da empresa, suas peculiaridades e prioridades, visando à sobrevivência num mercado cada vez mais exigente e competitivo. 9

11 Se, em décadas passadas, o gerente de TI podia concentrar-se apenas nas necessidades internas do seu departamento, o foco agora é na transformação de aplicações tecnológicas em fonte de renda para a organização, o que exige um conjunto de habilidades e competências que vai além do conhecimento puramente tecnológico. Independentemente da área de atuação da empresa, entretanto, o aumento da complexidade do ambiente de TI tem influenciado significativamente o perfil esperado do gerente de TI. A necessidade de incorporar rapidamente novas tecnologias e os altos custos de se manter internamente pessoal qualificado, entre outros obstáculos, têm levado a maioria das empresas a procurar parcerias e a terceirizar serviços considerados não-essenciais para o negócio. Nesse contexto, o gerente de TI passa a atuar menos como um especialista em tecnologias e mais como um gestor dos projetos e contratos que deverão proporcionar os recursos e serviços de TI necessários para a realização de objetivos de negócio. Segundo Siqueira (1996), os profissionais precisam desenvolver uma competência de intersecção com as diversas funções organizacionais. Não podem continuar a ser o especialista restrito aos limites de sua especialização, mas o generalista capaz de integrar a sua área ao universo da organização, indo muito além dos espaços estreitos de sua formação técnica específica. Precisam compreender, para antecipar ou contorná-las, até as reações dos dirigentes de linha contra quaisquer aumentos de custos produzidos pela implantação da TI. Por conviver no seu cotidiano com o lógico da operação de dados, precisam igualmente vencer uma verdadeira incapacidade treinada para vislumbrar e focar claramente as reais necessidades das organizações. A TI muda com grande rapidez e continuadamente fornece capacitações que possibilitam tirar vantagens das mudanças em um negócio. Em geral, uma nova tecnologia sempre está alguns passos à frente da habilidade de utilizá-la e, como tal, requer dos gerentes competência para administrar situações que repercutem nos usuários. Portanto, qualquer proposta de investimento em TI deve ocasionar a redução das relações organizacionais, a melhoria dos processos de trabalho e da estruturação corporativa, e não adicionar maior complexidade operacional ou simplesmente fazer melhor o que já é feito. Nesse sentido, verifica-se que serão cada vez menores os investimentos em computação propriamente dita, e maiores em comunicações ou TI. Torna-se também necessário perceber as TI pelo que elas são exatamente: um recurso decisivo que afeta a estrutura e o funcionamento das organizações, as formas como atuam e atendem seus clientes e como se comunicam interna e externamente. 10

12 UNIDADE 1: CENÁRIOS ATUAIS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS: MUDANÇAS ECONÔMICAS, TECNOLÓGICAS E DE GESTÃO Tais ideias de Siqueira (1996) avançam em um novo paradigma, segundo o qual são positivas as expectativas sobre a sociedade da informação. Em primeiro lugar, a substituição de insumos baratos de energia por informação como fator-chave do novo paradigma representa, para a sociedade, uma saída inesperada para a questão estrutural da degradação do meio ambiente. Se a penetrabilidade das novas tecnologias pode, por um lado, elevar o temor com possíveis efeitos negativos e até reforçar a inevitabilidade das transformações que acarreta, por outro lado, fundamenta a concepção da sinergia capaz de conferir dinamismo ao processo de mudança desde que deflagrado, reforça a ideia da impossibilidade de integração parcial ao novo paradigma e dá suporte às iniciativas que visam preparar a sociedade como um todo para enfrentar e tomar partido das tendências de transformações técnico-econômicas. Porque permite implementar materialmente a lógica de redes, a tecnologia permite também modelar resultados imprevisíveis da criatividade que emana da interação complexa, desafio quase intransponível no padrão tecnológico anterior. Se isso dá vazão aos sonhos mais delirantes no âmbito das ciências básicas, das aplicações tecnológicas avançadas e da estratégia, não deixa também de alimentar sonhos mais prosaicos e não menos significativos como o de finalmente permitir a integração ensino/aprendizagem de forma colaborativa, continuada, individualizada e amplamente difundida. Segundo Siqueira (1996), a convergência tecnológica reforça os efeitos da sinergia decorrente da penetrabilidade das tecnologias na sociedade da informação. Assim, torna-se fácil compreender a fascinação (e o temor) com uma utópica sociedade informatizada em que o desenvolvimento tecnológico parece não ter limites nem desacelerar e, dessa forma, alterar continuamente todos os processos que afetam a vida individual e coletiva. Nesse sentido, vê-se que, exageros especulativos à parte, é preciso reconhecer que muitas das promessas do novo paradigma tecnológico foram e estão sendo realizadas, particularmente no campo das aplicações das novas tecnologias à educação, principalmente na administração. Educação a distância, bibliotecas digitais, videoconferência, correio eletrônico, grupos de batepapo, e também voto eletrônico, comércio eletrônico, trabalho a distância, são parte integrante da vida diária na maioria dos grandes centros urbanos no mundo. A satisfação com tais avanços, no entanto, não deve impedir de identificar áreas de preocupação com a direção e o ritmo da mudança. A sociedade vem observando, com atenção, a evolução histórica do novo paradigma da informação e externando, em cada etapa desse desenvolvimento, suas preocupações reais ou infundadas com as implicações sociais das novas tecnologias. Independentemente de aceitar ou não a concepção da neutralidade ou ambivalência da tecnologia, não se pode ignorar as questões éticas relacionadas a ela. 11

13 Para Stoner (1999), os desafios da sociedade da informação são inúmeros e incluem desde os de caráter técnico e econômico, cultural, social e legal, até os de natureza psicológica e filosófica. No campo da administração dos países em desenvolvimento, decisões sobre investimentos para a incorporação da informática e da telemática implicam também riscos e desafios. Será essencial identificar o papel que essas novas tecnologias podem desempenhar no processo de desenvolvimento da administração e, isso posto, resolver como utilizá-las de forma a facilitar uma efetiva aceleração do processo em direção à administração para todos, ao longo da vida, com qualidade e garantia de diversidade. As novas tecnologias de informação e comunicação tornam-se, hoje, parte de um vasto instrumental historicamente mobilizado para a administração. Cabe a cada sociedade decidir que composição do conjunto de tecnologias mobilizar para atingir suas metas de desenvolvimento. 12

14 UNIDADE 1: CENÁRIOS ATUAIS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS: MUDANÇAS ECONÔMICAS, TECNOLÓGICAS E DE GESTÃO REFERÊNCIAS CASTELLS, Manuel. A era da informação: economia, sociedade e cultura. In: CASTELLS, Manuel. A Sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, DAVENPORT, T.; PRUSAK, L. Ecologia da informação. São Paulo: Atlas, GUEVARA, Álvaro Agudo. Ética en la sociedad de la informacion: reflexiones desde América Latina. In: Seminario Infoetica, Rio de Janeiro, KAPLAN, Robert S. Estratégia em ação: balanced scorecard. Rio de Janeiro: Campus, SIQUEIRA, Wagner. Tecnologia de informação. Revista Brasileira de Administração, ano VI, n. 18, nov STONER, James. Administração. Rio de Janeiro: Prince Hall,

15 UNIDADE 2: A INTELIGÊNCIA EMPRESARIAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA AOS CENÁRIOS MODERNOS DO MUNDO DO TRABALHO 2.1 A inteligência empresarial como vantagem competitiva Grande parte das análises objetivando entender e caracterizar a nova ordem mundial ressalta, por um lado, o esgotamento do padrão de acumulação anterior e, por outro lado, o advento (e rápida difusão) de um novo padrão criando novas possibilidades de crescimento. Harvey (1996), ao discutir as origens de tais transformações, aponta para a necessidade de entender tal processo dentro de um quadro amplo em que se articulam mudanças técnicas, organizacionais e institucionais aos níveis micro, meso e macroeconômico, salientando os aspectos sociais, econômicos e políticos envolvidos. São diversas as contribuições que apontam para essa transição de regime (padrão ou paradigma) de acumulação, a qual se apoia em uma revolução informacional. Tal revolução é vista como engendrando transformações comparáveis àquelas ocorridas em fases anteriores de mudanças radicais no padrão de acumulação capitalista e, em particular, à denominada Revolução Industrial do final do século XVIII. No entanto, nota-se, com frequência, que os impactos econômicos e sociais esperados da atual ordem mundial em conformação são considerados como até mais importantes que aqueles gerados pela Revolução Industrial. Portanto, trata-se, como resumido por Gómez (1997), de uma revolução que agrega novas capacidades à inteligência humana e muda o modo de se trabalhar e viver junto. Informação e conhecimento passam a assumir papel ainda mais visível e estratégico na nova ordem estabelecida, baseando e alavancando as novas possibilidades de crescimento. Como uma consequência das transformações, reforça-se o papel da gestão estratégica da informação econômica e do conhecimento como ferramenta fundamental para o crescimento econômico. Conforme, por exemplo, apontado por Passos (1997), o desenho de sistemas de inteligência econômica (ou inteligência competitiva) tanto em nível privado quanto público, global ou localizado ganhou destaque ainda maior nas estratégias de diferentes instituições. 14

16 UNIDADE 2: A INTELIGÊNCIA EMPRESARIAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA AOS CENÁRIOS MODERNOS DO MUNDO DO TRABALHO Tais sistemas procuram equacionar a necessidade de promover também a geração de conhecimentos que permitam utilizar as informações disponibilizadas, por meio de estratégias que se autoalimentam. Novos modelos de gestão são desenvolvidos tanto nas esferas da pesquisa e desenvolvimento, produção e comercialização de bens e serviços, quanto nas esferas de planejamento estratégico. Tais processos privilegiam a agilidade na tomada de decisões e na incorporação de mudanças e visam a adaptar as organizações à nova realidade (ARRUDA, 1997; PASSOS 1997; LEMOS, 1997). Como outra marcante característica associada a essa transição, as empresas e demais instituições vêm reestruturando suas funções e atividades, assim como vêm definindo e implementando novas estratégias de administração, desenvolvendo e adotando novos desenhos organizacionais, novos instrumentos e metodologias operacionais. Esses novos formatos organizacionais enfatizam a descentralização, a terceirização e a interação interna e com parceiros de todos os tipos. Tais formatos apoiando-se e beneficiando-se dos meios técnicos atualmente disponíveis para veiculá-los igualmente se baseiam crescentemente em informação e conhecimento. Portanto, não é de espantar o exponencial desenvolvimento e difusão de redes de diferentes tipos e formas reunindo atores espalhados pelo mundo inteiro. Nesse caso, salienta-se especialmente que: 1) a constituição de redes é considerada como a mais importante inovação organizacional associada à difusão do novo paradigma técnico-econômico das tecnologias da informação; 2) a competitividade das organizações passa a estar relacionada à abrangência das redes em que estão inseridas, assim como a intensidade do uso que fazem delas (BAPTISTA, 1997; LEMOS, 1997). Assim é que autores como Castells (2000) vêm inclusive denominando a nova ordem como sociedade rede (network society): resultante da revolução das tecnologias da informação e da reestruturação do capitalismo. A nova ordem é, então, caracterizada pelo formato organizacional interativo, pela transformação das bases materiais da vida, do espaço e do tempo, bem como pela cultura da realidade virtual construída por um sistema de mídia interconectado e diversificado. Portanto, além de conter um componente importante e transitório de ajuste às novas exigências, o padrão atualmente em difusão implica maior necessidade de capacitação e, ao mesmo tempo, vem exigindo dinâmica recapacitação para que os indivíduos e instituições mantenhamse constantemente atualizados (NONAKA; TAKEUCHI, 1997). 15

17 Segundo Davenport & Prusak (2000), as organizações, só nos últimos anos, passaram a valorizar a experiência e o know-how de seus funcionários isto é, seu conhecimento. Isso porque as empresas estavam perdendo milhões de dólares com a demissão ou aposentadoria de seus funcionários, uma vez que levavam consigo todo o conhecimento construído, ou seja, todo aquele conhecimento subjacente às rotinas e práticas da produção (de bens e serviços) e ao relacionamento (com clientes e com fornecedores). Daí o desafio de criar e implantar processos que gerem, armazenem, organizem, disseminem e apliquem o conhecimento produzido e utilizado na empresa de modo sistemático, explícito, confiável e acessível à comunidade da organização. Conforme Sveiby (1998), o termo epistemologia teoria do conhecimento provém da palavra grega episteme, que significa verdade absolutamente certa. A sociedade do conhecimento (DRUCKER, 2000), difere fundamentalmente da Era Industrial porque os recursos não são mais materiais, mas intelectuais. O conceito Nonaka e Takeuchi (1997), da espiral de criação do conhecimento, também ajuda a compreender a questão do equilíbrio. A espiral refere-se a diferentes modos de conversão de conhecimento que ocorrem através de interações entre o conhecimento tácito de um indivíduo (pessoal, específico do contexto e difícil de ser articulado) e seu conhecimento explícito ( transmissível em linguagem sistêmica formal ), que é compartilhado nos níveis de grupo, organizacional e interorganizacional. A espiral do conhecimento de Nonaka e Takeuchi demonstra que os novos conhecimentos sempre se originam nas pessoas. Um pesquisador brilhante tem um insight que redunda em nova patente. A criação de novos conhecimentos envolve tanto ideais quanto idéias e auxilia na compreensão da questão do equilíbrio. Michael Polanyi desenvolveu sua teoria do conhecimento tácito no final da década de 1940 e início da de Tendo vivido na época em que a teoria da informação e a cibernética já existiam, ele demonstrou suas teorias com exemplos retirados das profissões científicas. Em sua teoria, Polanyi (1940) vê o conhecimento como algo pessoal, isto é, formado dentro de uma coletividade. Seu conceito de conhecimento está baseado em três teses principais: 1. A verdadeira descoberta não resulta de um conjunto de regras articuladas ou algoritmos. 2. Conhecimento é, ao mesmo tempo, público e, em grande parte, pessoal (isto é, por ser construído por seres humanos, contém emoções, ou paixão). 3. Conhecimento subjacente ao conhecimento explícito é mais fundamental; todo conhecimento é tácito ou tem raízes no conhecimento tácito, ou seja, tem raízes na prática. 16

18 UNIDADE 2: A INTELIGÊNCIA EMPRESARIAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA AOS CENÁRIOS MODERNOS DO MUNDO DO TRABALHO Conforme o autor, o conhecimento não é privado ou subjetivo. Embora pessoal, ele é construído também de forma social. O conhecimento transmitido socialmente se confunde com a experiência que o indivíduo tem da realidade. Comparada à nossa mente subconsciente, nossa mente consciente é um processador de informações irremediavelmente ineficiente. Estudos como Nörretranders (1992) mostram que a mente consciente pode processar de 16 a 40 bits de informação por segundo, enquanto que a mente subconsciente é capaz de lidar com 11 milhões de bits por segundo (SVEIBY, 1998). O pensamento consciente é desgastante e ineficiente, mas também muito flexível. Pode mudar conscientemente (ou ser desviado de forma inconsciente) em uma fração de segundos. O conhecimento é composto de experiências tácitas, ideias, insights, valores e julgamentos de pessoas. É dinâmico e somente pode ser acessado através de colaboração direta e de comunicação com pessoas que detêm o conhecimento. O explícito é adquirido principalmente pela educação formal e envolve conhecimento dos fatos. Muitas vezes chamado de informação, é o único elemento da competência. Conforme Sveiby, em grande parte a competência depende do ambiente. Isso vale principalmente para os componentes empíricos e para rede social da competência. Experiências explícitas ou informação são tipicamente armazenadas em um conteúdo semiestruturado, como documentos, correio eletrônico, correio de voz e multimídia. Informação é o produto de captura e fornecimento de contexto a experiências e ideias. A principal atividade para construção de valores em torno da informação gerencia o conteúdo de forma a facilitar a localização, a reutilização e o aprendizado a partir de experiências, para que os erros não se repitam e o trabalho não seja dobrado. 2.2 A criação do conhecimento organizacional Nonaka e Takeuchi (1997) afirmam que a criação do conhecimento deve ser entendida como um processo que amplia organizacionalmente o conhecimento criado por indivíduos. Eles defendem que o que impulsiona o processo de criação decorre dos quatro modos de conversão do conhecimento criados a partir da interação entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito. 1. Do tácito para o tácito: esse processo é definido como um compartilhamento de experiências e, a partir daí, como a criação do conhecimento tácito, como modelos mentais ou habilidades técnicas compartilhadas. Assim, a experiência é o principal fator para a aquisição do conhecimento tácito. 17

19 2. Do tácito para o explícito: trata-se de um processo de articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos. Os autores definem como sendo um processo de criação do conhecimento perfeito, pois se torna conhecimento explícito, expresso na forma de metáforas, analogias, conceitos, hipóteses ou modelos. O modo de externalização é provocado pelo diálogo ou pela reflexão coletiva. 3. Do explícito para o explícito: processo de sistematização de conceitos em um sistema de conhecimento que envolve a combinação de conjuntos diferentes de conhecimento explícito. A combinação é realizada por meio de documentos, reuniões, conversas ao telefone ou redes de comunicação computadorizada. A reconfiguração das informações através da classificação, do acréscimo, da combinação e da categorização do conhecimento explícito pode levar a novos conhecimentos. 4. Do explícito para o tácito: dedução é o processo de incorporação do conhecimento explícito no conhecimento tácito. Está relacionado com o aprender fazendo Aprendizagem Organizacional e Gestão do Conhecimento Senge (1999) explica que a palavra learning (aprender) é derivada do indo europeu leis, um termo que significa trilha ou sulco na terra. To learning significa aumentar sua capacidade através da experiência ganha por seguir uma trilha ou disciplina. A aprendizagem ocorre sempre com o tempo e em contextos da vida real, e não em sala de aula ou sessões de treinamento. Esse tipo de aprendizagem pode ser difícil de controlar, mas gera conhecimento que perdura: maior capacidade de ação eficaz em contextos relevantes para aquele que aprendeu. Diz Klein (1998) que, para gerir seu capital intelectual de forma mais sistêmica, a empresa deverá elaborar uma pauta com o intuito de se transformar de uma organização que simplesmente compreende indivíduos detentores de conhecimento numa organização focalizada em conhecimento, que cuida da criação e do compartilhamento de conhecimento em e através de funções internas, de negócios e que orquestra o fluxo de know-how de e para empresas externas. A trama de tal pauta compreende muitas interligações: pessoas, incentivos, tecnologia, processos e outros elementos, que precisam ser tecidos cuidadosamente de forma compatível com as estratégias, cultura, capacidades e recursos da empresa. Embora o programa de cada uma vá ser igualmente singular, com conjunto comum de temas, questões e desafios, subjazem os objetivos e a implementação de tais programas. 18

20 UNIDADE 2: A INTELIGÊNCIA EMPRESARIAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA AOS CENÁRIOS MODERNOS DO MUNDO DO TRABALHO Já Davenport & Prusak (1998) afirmam que uma das razões pelas quais o conhecimento é valioso é que ele está próximo, mais que dados e informações, da ação. O conhecimento pode e deve ser avaliado pelas decisões ou tomadas de ação às quais ele pode levar. O conceito de gestão do conhecimento surgiu no início da década de 1990 e, segundo Sveiby (1998, p. 3), a Gestão do Conhecimento não é mais uma moda de eficiência operacional. Faz parte da estratégia empresarial. Para compreender gestão do conhecimento, deve-se iniciar descrevendo os conceitos de dado, informação, conhecimento, chegando, por fim, ao processo de gestão do conhecimento. Dado pode ter significados distintos, dependendo do contexto no qual a palavra é utilizada. Para uma organização, dado é o registro estruturado de transações. Genericamente, pode ser definido como um conjunto de fatos distintos e objetivos, relativos a eventos (DAVENPORT & PRUSAK, 1998, p. 2). É informação bruta, descrição exata de algo ou de algum evento. Os dados em si não são dotados de relevância, propósito e significado, mas são importantes porque são a matéria-prima essencial para a criação da informação. Informação é uma mensagem com dados que fazem diferença, podendo ser audível ou visível, e onde existe um emitente e um receptor. É o insumo mais importante da produção humana. São dados interpretados, dotados de relevância e propósito (DRUCKER, 1999, p.32). É um fluxo de mensagens, um produto capaz de gerar conhecimento. É um meio ou material necessário para extrair e construir o conhecimento. Afeta o conhecimento acrescentando-lhe algo ou reestruturando-o (MACHLUP, 1983). O conhecimento deriva da informação e, assim como esta, dos dados; não é puro nem simples, mas uma mistura de elementos; é fluido e formalmente estruturado; é intuitivo e, portanto, difícil de ser colocado em palavras ou de ser plenamente entendido em termos lógicos. Ele existe dentro das pessoas e por isso é complexo e imprevisível. Segundo Davenport e Prusak (1998, p. 6), o conhecimento pode ser comparado a um sistema vivo, que cresce e se modifica à medida que interage com o meio ambiente. Os valores e as crenças integram o conhecimento, pois determinam, em grande parte, o que o conhecedor vê, absorve e conclui a partir das suas observações. Gestão do conhecimento é, portanto, o processo sistemático de identificação, criação, renovação e aplicação dos conhecimentos que são estratégicos na vida de uma organização. É a administração dos ativos de conhecimento das organizações; é o que permite à organização saber o que ela sabe. A gestão do conhecimento leva as organizações a mensurar 19

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