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4 Editorial Nossa matéria de capa desta edição mostra a importância do diagnóstico laboratorial na difícil arte de salvar vidas. O laboratório de análises clínicas desempenha um papel vital ao entregar de forma rápida e confiável resultados de exames que podem mudar o rumo de um tratamento e de uma vida. E a Becton Dickinson vem se dedicando a desenvolver tecnologias que auxiliam nesse processo vital. Nesta edição contamos com a colaboração do presidente da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), Carlos Eduardo Gouvêa, que comenta como as medidas anunciadas pela Anvisa podem agilizar a entrada de novos produtos para saúde no país. Em nossa coluna de Notícias, trazemos informações relevantes sobre o mercado diagnóstico, como uma pesquisa desenvolvida no Laboratório de Biologia Molecular do Hemocentro da Unicamp que mostra, pela primeira vez, a participação de uma proteína específica na adesão e migração celular. Também mostramos o resultado de outro trabalho de pesquisa, conduzido por pesquisadores de consórcio internacional, entre eles um professor da USP de Ribeirão Preto, que identificou regiões do genoma ligadas ao câncer de ovário. Na nossa coluna Analogias em Medicina, o médico José de Souza Andrade Filho aborda desta vez duas patologias: Caracteres Chineses e Cajado de Pastor. Os artigos científicos deste número trazem assuntos dos mais diversos, como Análise da Microbiota do Trato Urinário dos Pacientes Internados na Uti do Hospital Regional de Gurupi Submetidos à Sondagem Vesical de Demora e β-talassemia Heterozigótica com Anemia Ferropriva, só para citar alguns. Isso e muito mais Ciência da Saúde você só encontra aqui, na NewsLab. Boa <<<<<<<<<<<<<<< Diretor Executivo: Sylvain Kernbaum - (11) Editora: Andrea Manograsso (Mtb ) - (11) Secretaria Publicidade / Redação: Luiza Salomão - (11) Contatos de publicidade: Amanda Issler (11) Skype: acissler; Marcela Musardo (11) newslab.com.br) - Skype: marcela musardo Departamento de Assinaturas: Daniela Faria - (11) Correspondente Internacional: Brigitte Selbert - (11) Conselho Editorial: Luiz Euribel Prestes Carneiro, farmacêutico-bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP Prof. Dr. Carlos A. C. Sannazzaro - Professor Doutor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico Dr. Marco Antonio Abrahão Biomédico Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi - Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP Prof. Dr. José Carlos Barbério - Professor Titular da USP (aposentado) Dr. Silvano Wendel - Banco de Sangue do Hospital Sírio- -Libanês Dr. Paulo C. Cardoso de Almeida - Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina da USP Dr. Jacques Elkis - Médico Patologista, Mestre em Análises Clínicas - USP Dr. Zan Mustacchi - Prof. Adjunto de Genética da Faculdade Objetivo - UNIP Dr. José Pascoal Simonetti - Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - FIOCRUZ - RJ Dr. Sérgio Cimerman - Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas Dra. Suely Aparecida Corrêa Antonialli - Farmacêutica-bioquímica-sanitarista. Mestre em Saúde Coletiva Dra. Gilza Bastos dos Santos - Farmacêutica-bioquímica Dra. Leda Bassit - Biomédica do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa da Fundação Pró-Sangue Colaboraram nesta edição: Carlos Eduardo Gouvêa, José de Souza Andrade Filho, Rebeca Quintão Carneiro, Dulcinária Freire Pereira, Simone Shasmylla Sousa de Albuquerque, Karine Queiroz Poletto, Márcia Andrea Marroni, José Artur Zanluti Filho, Luiz Felipe Caron, Evaldo Hipólito de Oliveira, Leonardo Ferreira Soares, Roseane Mara C. Lima Verde, Alex Ferreira Aragão, Bismark Azevedo de A. Cruz, Danísio Iran Marabuco de Sousa, Andressa Dal Piva Schuch, Camila Mörschbächer Wilhelm, Gabriela Martins Silva de Lima, Greice Kelly Silva dos Santos, Gustavo A. Ochs de Munoz, Pauline Maiara Teixeira de Almeida, Gustavo Müller Lara, Maria de Lourdes Pires Nascimento, Derneval Araújo, Geraldo Luis dos Santos, Thiago Aécio de Sousa, Cleber Francisco Barbosa, Gilberto Inácio Lunkes NewsLab A revista do laboratório moderno ANO XX - Nº 117 (ABRIL/MAIO 2013) REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO: AV. PAULISTA, ED. HORSA I - CJ CEP: SÃO PAULO. SP. FONE/FAX: (11) CNPJ.: / INSC. EST.: ISSN HOME PAGE: A Revista NewsLab é uma publicação bimestral da Editora Eskalab, com distribuição dirigida a laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da revista. Da mesma forma, os Informes Publicitários são de exclusiva responsabilidade das empresas que compram o espaço na revista. Filiado à Anatec Impressão: IBEP Gráfica Editoração: Fmais - Comunicação e Design

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6 A determinação de hemoglobina glicada, HbA1c: um velho conhecido com novos desafios Ano 15 Número 02 Abril/Maio 2013 é ciência Leia ainda na Roche News: Eficiência além do teste Parte integrante da Revista Newslab edição 117 FaZEnDO a DiFEREnÇa Roche Diagnóstica otimiza processos do Laboratório de Patologia Clínica do Hospital Santa Marcelina por meio da metodologia Lean 04 Editorial Eficiência além do teste 06 Índice 10 Notícias 32 Nossa Capa Diagnóstico Laboratorial: um ato heroico que salva vidas 40 Opinião Medidas anunciadas pela Anvisa podem agilizar entrada de novos produtos para saúde no país, por Carlos Eduardo Gouvêa 42 Informe de Mercado 74 Analogias em Medicina Caracteres Chineses e Cajado de Pastor, por José de Souza Andrade Filho 76 Informe Científico: Desafios da hematologia veterinária Rebeca Quintão Carneiro 80 β-talassemia Heterozigótica com Anemia Ferropriva Geraldo Luis dos Santos, Thiago Aécio de Sousa 86 Relação entre Tratamento com Anticorpos Anti-TNF e Linfoma de Hodgkin: um Levantamento de Casos e Revisão da Literatura Andressa Dal Piva Schuch, Camila Mörschbächer Wilhelm, Gabriela Martins Silva de Lima, Greice Kelly Silva dos Santos, Gustavo A. Ochs de Munoz, Pauline Maiara Teixeira de Almeida, Gustavo Müller Lara 94 Prevalência de Staphylococcus Sp. em três Populações Humanas Distintas: Avaliação de Sensibilidade a Antimicrobianos e Produção de Proteases José Artur Zanluti Filho, Luiz Felipe Caron 100 A Relação do PSA Livre/Total no Diagnóstico de Câncer de Próstata no Município de Teresina, PI Evaldo Hipólito de Oliveira, Leonardo Ferreira Soares, Roseane Mara C. Lima Verde, Alex Ferreira Aragão, Bismark Azevedo de A. Cruz, Danísio Iran Marabuco de Sousa 106 Análise da Microbiota do Trato Urinário dos Pacientes Internados na UTI do Hospital Regional de Gurupi Submetidos à Sondagem Vesical de Demora Dulcinária Freire Pereira, Simone Shasmylla Sousa de Albuquerque, Karine Queiroz Poletto, Márcia Andrea Marroni 116 Microcitoses e Hipocromias em Adultos Assintomáticos com Valores de Hemoglobina Dentro dos Limites Normais e a Possibilidade da Presença de Sintomas Tricológicos Maria de Lourdes Pires Nascimento, Derneval Araújo 128 Avaliação das Taxas de Contaminação por Giardia Lamblia em Ronda Alta, RS Cleber Francisco Barbosa, Gilberto Inácio Lunkes 138 Agenda 140 Biblioteca NewsLab 144 Endereços dos Anunciantes Ano XX - Nº Abr/Mai 2013 SAIBA O QUE A BD FAZ POR VOCÊ! SAIBA COMO A BD CONTRIBUI COM O LABORATÓRIO PARA O AVANÇO DO DIAGNÓSTICO E A PREVENÇÃO DE DOENÇAS A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos vários canais de comunicação para o nosso leitor.escolha o que for melhor para você. Mande sua carta para nossa redação, no seguinte endereço: Av. Paulista, Edifício Horsa I. Conjunto Cep: São Paulo. SP Fones: (11) / / Envie sua mensagem pelo Navegue também em nossa home page: Siga-nos no

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10 IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS NO 1º ANO DE VIDA O Brasil pode ter casos, mas apenas foram identificados até agora O conceito de que Imunodeficiências Primárias (IDPs) são raridades vem mudando radicalmente nos últimos anos. Um trabalho recente nos EUA mostrou que 1:1.200 pessoas da população geral é portadora de IDP e, assim, transpondo para a nossa população, podemos ter casos em nosso país. A realidade é que menos de casos de IDPs foram até agora identificados no Brasil. As IDPs constituem um grupo grande e heterogêneo de cerca de 180 diferentes defeitos genéticos, que têm em comum uma baixa resistência às infecções. A tríade infecções de repetição, infecções muito graves e/ou infecções por germes oportunistas, constitui a manifestação clínica mais frequente das IDPs e deve sempre lembrar este diagnóstico, em especial em crianças de baixa idade. Sinais de alerta para as IDPs foram desenvolvidos com o intuito principal de facilitar a suspeição diagnóstica por parte de médicos generalistas. Existe uma preocupação particular com os recém-nascidos e lactentes acometidos pelas formas graves de IDPs, cuja identificação precoce é fundamental para que possa ser indicado um transplante de células, única terapêutica eficaz hoje para a maior parte desses casos. Certamente a maioria dos casos hoje não é identificada, evolui para o óbito e tem como causa mortis mais frequente infecção generalizada ou septicemia. As IDPs que mais preocupam são as combinadas graves, conhecidas como SCIDs (de severe combined immunodeficiencies ), em que as manifestações iniciais mais comuns são infecções fúngicas, virais ou bacterianas graves ou ainda uma BCGíte generalizada; a síndrome hemofagocítica (designada na literatura internacional como HLH de hemophagocytic lymphohistiocytosis ), que tem um quadro clínico indistinguível de uma septicemia (sem isolamento bacteriano) e que aparece, tais como as SCIDs, numa frequência aproximada de 1: nascidos vivos; e a síndrome de DiGeorge, a segunda IDP mais frequente (só ultrapassada pela Deficiência Seletiva de IgA), representada por um defeito de desenvolvimento do timo, acometendo de 1: nascidos vivos e acompanhada de cardiopatia congênita em 80% dos casos e de hipocalcemia em cerca de metade dos pacientes, em consequência de agenesia das paratireoides. Desenvolveram-se então sinais de alerta para as IDPs graves que já se manifestam nos primeiros meses de vida e que se estima que acometam 1: nascidos vivos, 75% dos quais do sexo masculino, em razão de grande parte das entidades serem de herança ligada ao X, tais como a maioria das SCID. O Ministério da Saúde apoia a iniciativa do Consórcio Brasileiro de Centros de Referência e Treinamento em Imunodeficiências Primárias como mais uma das ações de proteção à primeira infância no bojo da Rede Cegonha. O objetivo do consórcio é promover o diagnóstico precoce das IDPs e o tratamento adequado dos pacientes acometidos em nosso país. EXPANSÃO DO SEGMENTO DE PESQUISA CLÍNICA DIVERSIFICA ÁREA DE ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS O setor de pesquisa clínica no Brasil tem evoluído significativamente nos últimos 20 anos, abrindo um campo de atuação muito produtivo para novos especialistas. Para formar profissionais capacitados e que possam aproveitar este cenário aquecido, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo abre inscrições para o curso de pós-graduação lato sensu em Pesquisa Clínica. A especialização é dedicada ao público das áreas de Farmácia, Biologia, Biomedicina, Medicina, Enfermagem, entre outras. De acordo com o Dr. Charles Schmidt, vice- -coordenador do curso, o programa das aulas irá formar os alunos para atuarem como: pesquisadores, coordenadores e monitores de estudo, pesquisa e de dados. Após o curso, os especialistas estarão capacitados para ingressar nos centros acadêmicos de todo o país, em clínicas ou centros privados e em indústrias farmacêuticas, diz. Para o Dr. Schmidt, esse é um campo em plena expansão desde 1996 quando foi regulamentado no país. O Brasil é uma das nações da América Latina que mais apresentam pesquisas clínicas. Desde 2005, ingressamos no nicho de inovação nos mercados nacional e internacional puxados pelos medicamentos genéricos. Temos uma participação relevante no comércio mundial, analisa. O coordenador explica que o curso já se estabeleceu no segmento e que muitos profissionais formados pela Faculdade Santa Casa de São Paulo estão atuando na área. Temos informações de que entre 50% e 60% dos profissionais que fizeram a especialização nesta Instituição de ensino estão empregados ou avançaram em suas carreiras, afirma. Para saber mais: 10

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13 SINDHOSP ALERTA ANS SOBRE DIFICULDADES DE NEGOCIAÇÃO POR REAJUSTES Sindicato teme descredenciamentos O Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Sindhosp) encaminhou ofício em 15 de março ao diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Bruno Sobral, manifestando preocupação com as dificuldades que os estabelecimentos de saúde estão encontrando para firmar contratos com as operadoras de planos de saúde, principalmente no quesito reajuste. Periodicidade e índice pré-definido de reajustes nos contratos são uma exigência da Instrução Normativa nº 49, da ANS, que deveria estar vigorando desde novembro do ano passado, mas foi prorrogada pela Agência e passa a vigorar em 14 de maio. A IN 49 foi publicada em maio de 2012 e prorrogada justamente pela dificuldade de negociação entre as partes, já que os planos não estão oferecendo índices de reajuste condizentes com o aumento dos custos dos serviços. Estamos, portanto, perto do fim do prazo de vigência e a maioria dos estabelecimentos de saúde não conseguiu firmar instrumentos jurídicos capazes de garantir a sustentabilidade da organização. Nosso receio é que haja descredenciamentos, o que pode comprometer ainda mais o acesso dos usuários ao sistema, um dos problemas que já enfrentamos hoje, alerta o presidente do Sindhosp, Yussif Ali Mere Jr. A orientação do Sindicato é para que hospitais, clínicas e laboratórios NÃO ASSINEM contratos que possam inviabilizar as empresas em médio e longo prazos. Estamos há anos sem reajustes ou amargando prejuízos consecutivos, o que compromete a nossa capacidade de investimento. Os contratos serão renovados automaticamente, por isso, é importante negociar bem para não comprometer o futuro da organização, defende o dirigente sindical. Os problemas da ausência de contratos, de periodicidade nas negociações e de reajustes foram apontados em três pesquisas encomendadas pelo Sindhosp aos institutos DataFolha e Vox Populi em 2003, 2007 e Infelizmente os problemas persistem. Cabe aos planos de saúde, segundo a IN 49, enviar propostas de reajuste à rede credenciada. Entre os exemplos de propostas recebidas pelos estabelecimentos de saúde e comunicadas ao Sindhosp estão: 25% do IPCA (1,57%); 30% do INPC (2,02%); 40% do IPCA (2,52%), ou um reajuste linear de 2%. Como comparação, nos últimos 12 meses o INPC, que é utilizado nas negociações salariais, está em 6,76%; o IPCA, em 6,31%; e o IGPM/FGV, 8,28%. Já se passaram dez meses da publicação da IN 49 e a maioria dos estabelecimentos de saúde não firmou contratos e muitos sequer receberam propostas, por isso, alertamos a ANS e esperamos que ela pressione as operadoras para que negociações justas sejam firmadas, em benefício da qualidade dos serviços e da segurança dos pacientes, finaliza Yussif Ali Mere Jr. PESQUISA INÉDITA DO BUTANTAN DESCOBRE 30 NOVAS MOLÉCULAS Ideia era descrever a complexidade das amostras; quatro das moléculas possuem ações ligadas ao controle de pressão arterial Pesquisadores do Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, descobriram 30 novas moléculas em um estudo inédito de comparação entre três amostras de veneno de cobras. O objetivo do trabalho era descrever a complexidade de algumas dessas amostras biológicas presentes no veneno das serpentes, mas o estudo apontou que quatro das moléculas analisadas apresentaram forte atividade ligada ao controle da pressão arterial. A pesquisa foi realizada com espécies de cobras Bothrops Jararaca, B. Cotiara e B. Fonsecai. As quatro moléculas inéditas que apresentaram resultados satisfatórios poderão servir, caso os próximos testes continuem sendo positivos, para a produção de novos fármacos contra a doença. Esse é um passo muito importante para a saúde pública e para a ciência, representando um avanço significativo dos bancos de dados de sequenciamentos genéticos, aponta a diretora do laboratório CAT/Cepid do Butantan, Solange Maria de Toledo Serrano. O próximo passo da pesquisa será testar as demais moléculas e continuar com o desenvolvimento das que já possuem potenciais descritos, avaliando-as em testes de toxicidade e efeito. 13

14 NOVA PROTEÍNA É CHAVE PARA ENTENDER MECANISMO DO CÂNCER Pesquisa inédita foi feita com células humanas saudáveis e cancerígenas Pesquisa realizada no Laboratório de Biologia Molecular do Hemocentro da Unicamp mostra pela primeira vez a participação de uma proteína específica na adesão e migração celular. O estudo, inédito, feito com células humanas saudáveis e cancerígenas, abre novas perspectivas para entender o mecanismo A biomédica Karin Barcellos por meio do qual uma célula se adere ou não à outra e como se espalha pelo organismo. A pesquisa foi conduzida pela biomédica Karin Barcellos. A orientação foi da médica hematologista Sara Olalla Saad, responsável pelo sequenciamento e descrição da proteína denominada ARHGAP21 dentro do Projeto Genoma Humano do Câncer. O trabalho foi capa da edição de janeiro da Revista de Biologia Química da Sociedade Americana de Biologia Química e Molecular. Todas as células do corpo, para formar os tecidos e órgãos, precisam se aderir. Nos tumores, quando a adesão se desfaz, a célula pode sair e invadir outros tecidos, gerando o que chamamos de metástase. Nesse processo de migração, a adesão é essencial. Se adesão é forte, a célula não se solta, explica Karin. A pesquisa foi financiada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Sangue (INCT), Fapesp, Capes e CNPq e contou com a colaboração de pesquisadores do Departamento de Fisiologia e Desenvolvimento Biológico da Universidade Brigham Young, EUA. Segundo Karin, desde a década passada a equipe do Hemocentro vem estudando as funções da proteína ARHGAP21. Eles descobriram que a ARHGAP21 regula o citoesqueleto agindo nas proteínas Rho-GTPases. Essas proteínas, por sua vez, regulam o movimento celular, migração, adesão celular e diferenciação. A ARHGAP21 regula negativamente as Rho-GTPases e defeitos nesta regulação podem deixar as Rho-GTPases hiperativadas, causando crescimento celular descontrolado, inibição da morte da célula ou alterações na migração e diferenciação celular, resultando no desenvolvimento tumoral e metástases. O desafio de Karin foi descobrir em qual das diversas funções celulares das Rho-GTPases a ARHGAP21 agia. Quando um tumor tem migração acelerada, quem está DIVULGAÇÃO - ANTONINHO PERRI regulando essa função? Será que a ARH- GAP21 é a chave que liga e desliga isso? A partir dessas indagações descobrimos três achados importantíssimos no processo de adesão célula-célula, disse Karin. Para a pesquisa in vitro, a biomédica utilizou células saudáveis humanas e células tumorais de câncer de próstata. Ao cultivar as células, Karin adicionou cálcio para provocar a adesão celular. Após quatro horas, a pesquisadora observou que a ARHGAP21 estava presente nas junções da membrana celular. Após ajudar a construir a adesão celular, a proteína ia embora. Para provar esse processo, Karin inibiu a atuação da ARHGAP21. Ela observou que as células sem a proteína passaram a ter uma adesão mais fraca e logo se soltavam. Além disso, a pesquisadora fez outro achado importantíssimo: quem estava junto com a ARHGAP21 participando do alongamento e da polaridade da célula, como se fosse uma batalha, eram os microtúbulos, estruturas cilíndricas e ocas formadas por duas proteínas (alfa e beta) chamadas tubulinas. Os microtúbulos estão relacionados com o processo de migração celular. Durante esse processo, a pesquisadora observou que a ARHGAP21 afeta a acetilação da alfa-tubulina, processo químico que muda a função da proteína. Descobrimos que a ARHGAP21 tem uma interação com a alfa-tubulina, que é uma das proteínas que formam os microtúbulos. É a primeira vez que alguém descreve essa interação, disse Karin. Mas a pesquisadora não parou por aí. Metástase e tumores - O processo de adesão e migração é essencial para a formação do organismo. Quando o embrião está em formação, as células passam por um processo chamado de transição epitelial mesenquimal. Nesse estágio, as células que estão juntas começam a se soltar e vão formar os tecidos e órgãos. Depois, este processo para e cada célula passa a desempenhar a sua função específica. Entretanto, a transição epitelial mesenquimal está presente no mecanismo de migração e metástase do câncer. De alguma forma, as células cancerígenas que estavam grudadas se soltam e começam a se espalhar pelo organismo. 14

15 Karin simulou em laboratório este mecanismo adicionando às células um fator de crescimento chamado de HGF. O HGF é um hormônio produzido, principalmente, pelo fígado. O HGF exibe atividades de duplicação genética, produção da forma e migração celular em uma ampla variedade de órgãos. Ao adicionar o HGF às células tumorais, elas entram em transição epitelial mesenquimal. Baseando-se nos resultados observados anteriormente sobre a atuação da ARHGAP21, a biomédica tinha certeza de que, adicionando o HGF e inibindo ao mesmo tempo a proteína, a adesão celular seria mais fraca e a migração das células seria rápida. Não foi isso o que aconteceu. Sabíamos que a ARHGAP21 era importante para fazer a adesão célula-célula, que interagia com os microtúbulos e que sem ela a migração era maior. Juntando tudo isso, tínhamos certeza que a dissociação e migração celular seriam muito maiores. Mas foi o contrário. Passamos duas semanas quebrando a cabeça, achando que estávamos esquecendo alguma coisa, até que, após repetir várias e várias vezes o experimento, vimos que era verdade: sem a ARHGAP21, não tinha transição epitelial mesenquimal, revelou Karin. E como isso funciona? A célula tem um receptor para HGF na membrana. Esse HGF vai iniciar uma série de sinalização em cascata que vai culminar no núcleo e promover a perda da adesão da célula. Sem a ARHGAP21, o processo não se completa. Então, nesta via de sinalização celular, a presença da proteína regula a transição epitelial mesenquimal. Prova disso são dois marcadores séricos utilizados na bioquímica: o Twist 1 e a e-caderina. Quando se coloca o HGF nas células, o Twist 1 aumenta ao longo da transição epitelial mesenquimal. Inibindo a ARHGAP21, não aparece o Twist 1. A e-caderina, que funciona como uma cola para a adesão celular, diminui ao longo desse processo. Sem a ARHGAP21, a e-caderina não diminui e as adesões não se desfazem. Outros marcadores também foram testados para reforçar a importância da ARHGAP21 na via de sinalização do HGF. Segundo Karin, a pesquisa demonstra pela primeira vez a participação da ARHGAP21 no processo da formação da adesão célula-célula e que ela está na frente da migração da célula, interagindo com os microtúbulos que atuam na divisão celular. Verificou-se também que essa proteína é essencial para a transição epitelial mesenquimal e que esta transição é um fenômeno muito comum no processo de metástase tumoral. E sem ARHGAP21, não há essa transição. Esta pesquisa abre um leque de coisas que podem ser afetadas pela ARHGAP21. Estudar este mecanismo é garantir que, ao retirar um tumor, ele não irá aparecer em outro lugar. Mas tudo isso é muito novo. Colocamos uma peça no quebra-cabeça de 200 mil peças, disse Karin. ARHGAP21 - A proteína ARHGAP21 foi descrita em 2002 pela pesquisadora Daniela Basseres a partir dos estudos iniciados em 1999 pela médica hematologista Sara Olalla Saad dentro do Projeto Genoma Humano do Câncer. A ARHGAP21 está localizada no cromossomo 10 e possui 1957 aminoácidos. A ARHGAP21 apresenta três domínios principais: PDZ, PH e Rho GAP. O domínio PH está envolvido em mecanismos de transmissão de sinais e encontra-se presente em algumas proteínas de citoesqueleto. O domínio PDZ medeia interações entre proteínas, geralmente conectando componentes envolvidos na sinalização celular. Estes complexos proteicos auxiliam nas propriedades adesivas das células. As Rho-GAPs desempenham importante função na inibição de Rho-GTPases, regulando, desse modo, o crescimento e diferenciação celulares. Na década de 1990, o Hemocentro se envolveu no projeto Genoma e eu procurava novas proteínas que tivessem relação com o esqueleto das células do sangue, conhecidas como hematopoéticas. Eu sabia que a ARHGAP tinha uma importância muito grande e resolvi investir nessa proteína, mas tive muitas críticas, explicou Sara. De acordo com a médica hematologista, a equipe teve que aprender a construir os anticorpos para a identificação da proteína. Foram dois anos ampliando a sequência do gene e outros tantos sem nenhum resultado. Ao inativá-la, relembra a pesquisadora, as células do sangue morriam. Foi então que a pesquisadora passou a usar células do músculo cardíaco e do tecido neuronal. A partir daí, os pesquisadores passaram a ter respostas da ação da ARHGAP21 e publicaram vários artigos mostrando a importância dela em diferentes funções. A ARHGAP tem papel importante na divisão e renovação celular. Ao entender a função dela, podemos determinar até que ponto uma célula saudável pode gerar outra igual ou caminhar para o desenvolvimento do câncer. Temos outras linhas de pesquisas dentro do Hemocentro com essa proteína e imagino que ela tenha alguma função na manutenção das células leucêmicas no microambiente da medula óssea. Se tivéssemos abandonado as pesquisas por causa das dificuldades, não teríamos conseguido obter resultados tão expressivos, disse Sara. Para saber mais: 15

16 BD RECEBE DOIS IMPORTANTES PRÊMIOS MUNDIAIS Conhecida por ser um dos principais veículos americanos voltado para negócios, a Revista Fortune acaba de publicar a lista de Empresas Mais Admiradas do Mundo e a Becton, Dickinson & Company (BD) foi anunciada com o 4 lugar na categoria de Equipamentos Médicos. Além deste prêmio, a companhia também foi nomeada como uma das empresas mais éticas do mundo pela sétima vez consecutiva pela revista Ethispere responsável pela publicação do reconhecido Ranking das Empresas Mais Éticas do Mundo, com publicação trimestral. A empresa alia o reconhecimento ao compromisso excepcional com a liderança ética, práticas de conformidade e esforços de responsabilidade corporativa social. Estes prêmios reafirmam o compromisso da BD com os principais valores, como estar sempre dedicada à qualidade, integridade e boas práticas. PESQUISADORES DE CONSÓRCIO INTERNACIONAL IDENTIFICAM REGIÕES DO GENOMA LIGADAS AO CÂNCER DE OVÁRIO Professor da USP de Ribeirão Preto participou do estudo Pesquisadores reunidos em consórcio internacional acabam de publicar resultados, identificando e caracterizando novas regiões do genoma humano associadas ao risco do câncer de ovário. O estudo teve a participação do professor Houtan Noushmehr, do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. As regiões identificadas apresentam alterações em um único par de base e, segundo os pesquisadores, estão em partes do DNA não codificantes, ou seja, não estão nos 3% do genoma que produzem proteínas, entretanto, são importantes na regulação da produção dessas proteínas. O que os pesquisadores fizeram foi encontrar a associação dessas regiões que controlam a produção de proteína com o câncer de ovário. Mais pesquisas serão necessárias para determinar a verdadeira função biológica dessa região do DNA, mas o trabalho contribui para o estabelecimento de bases para a medicina genômica pessoal, segundo o professor Noushmehr. Ele é coautor em dois dos 13 artigos publicados em 27 de março nas revistas Human Molecular Genetics, American Journal of Human Genetics, PLoSGenetics, NatureGenetics e Nature Communications. Noushmehr foi responsável por parte da análise de dados. Em trabalho anterior, o professor havia utilizado uma ferramenta de bioinformática, o FunciSNP, para integrar dados coletados em pesquisas sobre genoma e epigenoma de doenças como o câncer com o Genome- -Wide Association Studies (GWAS). Essa ferramenta foi desenvolvida pelo próprio professor Noushmehr quando fez seu pós-doutorado na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. Meu laboratório na FMRP está interessado em decifrar as regiões reguladoras do genoma que podem conferir riscos a doenças complexas como o câncer de ovário, por exemplo, ressalta. Os resultados publicados agora são frutos do trabalho de um grupo com mais de 100 pesquisadores reunidos em consórcio de colaboração internacional dos Estados Unidos e Reino Unido, o Collaborative oncological gene- -environment study (CPV), do qual Noushmehr faz parte. Também utilizaram grande quantidade de dados gerados por outros grandes consórcios de pesquisadores, como The Cancer Genome Atlas (TCGA), ENCOD e GWAS. Análise de dados - O chefe do Departamento de Genética da FMRP, o professor Wilson de Araujo da Silva Junior, destaca a importância da formação de Noushmehr para a análise desses dados. Biólogo com mestrado em biologia molecular e em bioinformática e doutorado na área de genética, ele é o que chamamos de bioinformata completo; entende tanto a parte biológica como a parte computacional do estudo. Noushmehr domina a visualização do problema biológico e também o conhecimento para desenvolver uma ferramenta capaz de decifrar esse problema. Ainda, segundo o professor Silva Junior, essa ferramenta de bioinformática consegue simplificar uma análise, o que normalmente outros profissionais, trabalhando de forma isolada, levam mais tempo ou realizam com menos eficiência. Nesse caso, foi analisada uma quantidade muito grande de informação do genoma, tanto de pessoas saudáveis quanto de pacientes com câncer de ovário. Os resultados mostraram que determinadas regiões conferem mais riscos para o câncer de ovário. Essa revelação, garante Silva Junior, abre caminho para orientar o médico na conduta a ser tomada para o tratamento das pessoas acometidas por esse tipo de câncer. E melhor, a terapia pode ser personalizada, pois terão à disposição informações quanto à agressividade do tumor. Para saber mais: 16

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18 PATOLOGISTA MAPEIA OS GENES ASSOCIADOS COM CARCINOMA LOBULAR, QUE REPRESENTA 10% DOS CASOS DE CÂNCER DE MAMA Durante Conferência de Genômica Médica, patologista do Hospital A.C.Camargo descreve os genes diferencialmente expressos no espectro das lesões lobulares da mama O carcinoma lobular (CL), um subtipo que representa cerca de 10% dos tumores mamários, é caracterizado clinicamente pela multifocalidade e multicentricidade, boa resposta ao tratamento hormonal, mas pouca resposta ao tratamento quimioterápico convencional e disseminação metastática para locais incomuns. Enquanto que nos tumores de mama, em geral, as metástases são mais comuns nos ossos, fígado, cérebro e pulmões, nos CL frequentemente se observam as metástases para o estômago, endométrio, meninge, peritônio e outros locais raros. O CL está associado com a perda da função da proteína de adesão celular E-caderina por diversos mecanismos, incluindo a mutação. Pelas particularidades clínicas, morfológicas e moleculares trata-se de um tumor que merece atenção dos cientistas. Identificar o que está por trás do desenvolvimento deste perfil tão distinto dos tumores lobulares em relação aos demais tumores mamários é objeto de estudo do pesquisador e patologista do Hospital A.C.Camargo, Victor Piana Andrade, que apresentou seus mais recentes achados sobre o perfil molecular desta doença na Conferência de Genômica Médica no mês de março, em São Paulo. O evento reuniu também palestrantes da UNESP-Botucatu, Columbia University, University of Utah, Mission Health Hospital e Baylor College of Medicine. Além de câncer de mama, houve discussões sobre o papel da genômica na medicinal fetal e outras doenças como anemia falciforme, síndrome de Down, leucemias e linfomas. Em sua apresentação, Victor Piana de Andrade apontou para a identificação dos genes hiperexpressos e hipoexpressos envolvidos no processo de gênese do carcinoma lobular da mama em um universo de 23 mil genes estudados. Com isso, entendemos um pouco melhor este tipo específico de câncer de mama, destaca o patologista, que vem obtendo publicações importantes neste assunto desde o ano passado. O estudo em que Victor Piana participa para a caracterização molecular do CL teve início em 2001, mesmo ano em que ele iniciou aqui no Brasil suas pesquisas em câncer de mama. Foi em 2009 que ele teve sua passagem pelo programa de pós-doutorado do Memorial Sloan- -Kettering, de Nova Iorque, onde atuou como pesquisador visitante. Nesse período, utilizou as plataformas de Microarray da Affymetrix para análises do DNA e do RNA do tecido tumoral. No câncer as alterações mais comuns são o ganho e/ou perda de material genético e é fundamental identificarmos estas alterações a cada passo da progressão da célula em direção ao carcinoma invasor. Nossas análises permitiram quantificar as diferenças entre o epitélio normal da mama, o carcinoma lobular in situ e o carcinoma lobular invasor. Observamos um grande grau de similaridade no DNA dos tumores in situ (restritos ao ducto da mama), em muito deles com alta probabilidade de clonalidade, desafiando o conceito antigo de que o carcinoma lobular in situ não era um precursor verdadeiro do carcinoma invasor. Ainda mais interessante foi a similaridade encontrada entre os carcinomas lobulares in situ e carcinomas ductais associados, afirma. Os resultados prévios, publicados no Breast Cancer Research descrevem a relação clonal entre os tumores lobulares in situ com os demais tipos de câncer de mama e também a progressão da perda de expressão da E-Caderina e moléculas relacionadas no espectro do carcinoma lobular. Dentre os genes identificados, explica Piana, há uma concentração nos genes relacionados com o ciclo celular, morte celular, adesão celular e relação célula-matriz, O maior ganho desta pesquisa foi identificar os genes associados com o comportamento biológico do carcinoma lobular e assim contribuir para o avanço do conhecimento na área na tentativa de desenvolver terapias mais inteligentes para combater este tumor. O pesquisador e patologista Victor Piana Andrade 18

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20 NOVO ESTUDO SUGERE MUDANÇA POTENCIAL NA CARGA DA DOENÇA PNEUMOCÓCICA Uma alta carga econômica também pode estar associada com a doença na América Latina Novos estudos revelados hoje por pesquisadores latino- -americanos e líderes globais do setor de saúde sugerem que a mais alta carga da mortal doença pneumocócica na América Latina pode estar mudando para os adultos, na medida em que os países imunizam com sucesso mais crianças com novas vacinas. Os especialistas apelam para um aumento no monitoramento da doença e mais vigilância para entenderem toda a extensão da doença pneumocócica nas Américas, incluindo seu impacto econômico e para elaborar estratégias efetivas de prevenção. Esta pesquisa foi coordenada pelo Instituto Sabin de Vacinas (Sabin Vaccine Institute) em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde, o Centro Internacional de Acesso a Vacinas da Universidade Johns Hopkins e com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Estes resultados estão sendo apresentados como parte de um simpósio de dois dias que reuniu cientistas e líderes do setor de saúde para revisarem a situação pneumocócica na região e discutirem os desafios e oportunidades de vacinação de populações de crianças mais velhas e adultos. Os estudos recentes que estão disponíveis no contexto da América Latina e do Caribe indicam que o custo da doença é uma carga econômica importante e significativa, sugerindo que o aumento no uso das vacinas pneumocócicas em adultos poderia ser efetivo em relação aos custos, disse o Dr. Fernando de la Hoz, membro da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional da Colômbia e autor principal do estudo. É necessário pesquisa adicional para que os responsáveis pela saúde entendam completamente o impacto potencial da imunização de populações mais velhas na América Latina e no Caribe. Agora sabemos que a vacina está salvando as vidas de milhares dos cidadãos mais novos da nossa região. A questão é se deveríamos também estar protegendo seus pais e avós. O estudo descobriu que os custos médicos diretos para tratar a pneumonia bacterêmica variavam de US$ 993 a US$ por pessoa e o custo do tratamento da meningite bacterêmica chegava a US$ para pessoas mais velhas. A análise de custos concluiu que estas doenças representam cargas consideráveis em cinco países estudados: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai. A doença pneumocócica, que causa pneumonia, infecção no sangue, inflamação cerebral e infecções no ouvido, mata meio milhão de crianças a cada ano em todo o mundo ou uma criança a cada minuto. Graças a vacinas novas e melhoradas, a doença pneumocócica entre crianças jovens está caindo drasticamente. Desde que as vacinas pneumocócicas conjugadas para a infância foram introduzidas na América Latina em 2003, a doença está declinando entre as crianças que são vacinadas e a carga da doença pode agora estar na população mais velha. Os adultos e os idosos por toda a América Latina que também são vítimas desta doença de ação rápida não estão recebendo vacinas e relativamente pouco é conhecido sobre o número de óbitos relacionados com a doença pneumocócica nestes grupos etários. Reconhecendo o perigo intrínseco de alguns tipos da doença pneumocócica, os pesquisadores descobriram que as taxas de mortalidade podem ser tão altas quanto 35% nos estudos feitos na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Para a meningite pneumocócica, os estudos em sete países revelaram que o percentual de pessoas que faleceram após a infecção variou entre 9 e 58%. Na medida em que as pessoas vivem mais, um número maior delas correrá o risco de contrair esta doença altamente contagiosa e dispendiosa, disse Carla Domingues do Ministério da Saúde do Brasil. Os dados analisados durante este estudo sugerem que a doença pneumocócica é um problema importante entre os adultos, causando doença e mortes por pneumonia, sepse e meningite. ALERE NOMEIA CEO PARA O BRASIL A Alere S/A, empresa do grupo Alere inc (NYSE: ALR), uma das maiores organizações da área de diagnósticos in vitro no mundo e líder mundial em diagnósticos rápidos, nomeia Sérgio S. Oliveira como novo CEO para o Brasil. O executivo juntou-se à Alere em novembro de 2012 para assumir a liderança da Organização no Brasil e trazer para a Companhia seus conhecimentos acumulados ao longo de 25 anos de atuação como líder de grandes organizações multinacionais, como Bayer e Merck. Passou 20 anos na Bayer HealthCare em vários cargos de liderança, abrangendo as áreas de marketing, vendas e gestão geral no Brasil e em outros países da América Latina. Em seu último cargo, como presidente da Bayer HealthCare no Brasil, foi responsável por quatro divisões: Consumer Care Farmacêutico, Diagnóstico e Saúde Animal, três unidades de produção e cerca de colaboradores. Ele forneceu uma liderança forte e decisiva durante períodos de desafio dinâmico em relação às mudanças organizacionais, reestruturação e crescimento. 20

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22 PESQUISAS BUSCAM MARCADORES BIOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO Os pesquisadores estudaram três compostos presentes no organismo: GMP cíclico, NOS e TBARS Pesquisas realizadas no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP buscam mostrar que há meios de avaliar perifericamente o que ocorre no sistema nervoso central. Os pesquisadores conseguiram identificar três compostos presentes no sangue associados ao envelhecimento cerebral e que poderão, no futuro, abrir caminhos para a identificação precoce, por meio de exames de sangue, de doenças como Alzheimer e demências. Os pesquisadores estudaram três compostos presentes no organismo cujos níveis variam de acordo com o envelhecimento: monofosfato cíclico de guanosina (GMP cíclico), óxido nítrico sintase (NOS) e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS). O TBARS já é usado como um marcador do envelhecimento cerebral, mas o uso do GMP cíclico e do NOS é inédito, informa a professora Tania Marcourakis, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da FCF. Tânia foi a orientadora da dissertação de mestrado da pesquisadora Elisa Kawamoto. O objetivo do estudo foi estudar o sangue (plaquetas) de pacientes com doença de Alzheimer. Há relatos na literatura científica indicando que a doença é sistêmica, ou seja, atinge o organismo inteiro, mas tem preferência pelo sistema nervoso central, conta. Os pesquisadores compararam as plaquetas de três grupos de pacientes atendidos no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP): 37 adultos jovens (18 a 49 anos), 40 idosos saudáveis sem nenhum tipo de demência (62 a 80 anos) e 53 idosos com Alzheimer (55 a 89 anos). Eles constataram que o envelhecimento aumenta a presença da NOS e da TBARS, e ocorre uma diminuição do GMP cíclico. Mas nos pacientes com Alzheimer esse processo é muito mais intenso, ou seja, a presença de NOS e TBARS é muito superior quando comparada aos outros dois grupos. A produção excessiva de NOS leva à formação de radicais livres, comenta a docente. Junto com o professor Cristóforo Scavone, do Departamento de Farmacologia do ICB, outra pesquisa foi realizada com o objetivo de verificar se este quadro também seria encontrado no sistema nervoso central. Para isso, os pesquisadores fizeram o acompanhamento de ratos dos quatro aos 24 meses de idade. Foi possível analisar os adultos jovens (seis meses), os adultos (12 meses) e os idosos (24 meses) e comparar os níveis dos três compostos em duas estruturas do sistema nervoso central: o hipocampo, região do cérebro ligada ao armazenamento da memória; e o córtex frontal, associado ao processo de tomada de decisão e à memória duas regiões afetadas pelo Alzheimer. Os resultados mostraram resultados semelhantes: o processo de envelhecimento leva a um aumento da NOS e da TBARS e a uma diminuição do GMP, mesmo comportamento verificado no estudo em humanos. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS PARA MEDICINA E DIAGNÓSTICO Um balanço do ano de 2012, realizado pela WEB Setorial consultoria econômica da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), entidade que reúne a Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed), a Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Implantes (Abraidi) e a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL) revela um desempenho positivo do segmento no ano de 2012, principalmente quando se fala em volume de empregos gerados no período. Em 2012, as atividades industriais e comerciais do setor de materiais e equipamentos para medicina e diagnóstico, geraram 4,5 mil novos postos de trabalho. Em dezembro de 2012 o nível de emprego no setor era 4% superior ao verificado em dezembro de Nos doze meses de 2012 o acréscimo no emprego superou em 9,7% o nível de emprego verificado em 2011, afirma Carlos Eduardo Gouvêa, presidente da ABIIS. Ele ressalta que a maior geração de empregos no ano de 2012 ocorreu no comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos para uso odontológico, médico e hospitalar, com crescimento de 12,6% na oferta de vagas em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2011, a produção nacional cresceu 11% enquanto as vendas de produtos cresceram 10%, com um implemento de 15,8% nas importações, diz Carlos Gouvêa. O dirigente explica que em 2012, houve um crescimento de 1% na produção industrial nacional de artigos para medicina e diagnóstico, em relação a Porém, o nível de produção nacional verificado no mês de dezembro de 2012 foi 24,6% inferior ao verificado em dezembro de 2011, revela. Com relação às vendas de materiais e equipamentos para medicina e diagnóstico, incluindo aqui produtos farmacêuticos, em doze meses, o incremento das vendas chegou a 10,6%, destaca o dirigente. Resultados do Comércio Exterior - Outro aspecto positivo do setor destacado pelo presidente da ABIIS diz respeito ao comércio exterior. Em 2012, as importações de materiais e equipamentos para medicina e diagnóstico totalizaram o valor de US$ 8,2 bilhões, com o incremento de 7% no valor importado, em relação a As exportações, por sua vez, acumularam a cifra de US$ 1,8 bilhões no ano de 2012, com o incremento de 22% em relação a igual período de 2011, enfatiza ele. De acordo com Carlos Gouvêa, o setor de produtos para saúde deve continuar como importante elemento propulsor da economia, uma vez que permite avanços em terapias mais eficazes e menos custosas, à medida que o diagnóstico precoce aconteça e equipamentos e materiais médicos cada vez mais avançados sejam utilizados. Além disto, o impacto em educação é claro, pois toda a cadeia, inclusive ou principalmente os profissionais de saúde, têm de se atualizar com as novas tecnologias disponíveis, finaliza. 22

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24 A Unicamp inaugurou o seu Laboratório Central de Tecnologias de Alto Desempenho (LaCTAD), unidade multiusuário que reúne equipamentos de última geração destinados a análises nas áreas de Genômica, Bioinformática, Proteômica e Biologia Celular. A cerimônia de entrega das instalações físicas do laboratório contou com a presença do então reitor Fernando Ferreira Costa e do diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz. Durante a inauguração, o pró-reitor de Pesquisa da Unicamp, Ronaldo Pilli, lembrou que antes mesmo da conclusão do prédio do laboratório os equipamentos já estavam em operação, descentralizados nas unidades de ensino e pesquisa. Agora, vamos reuni-los aqui, onde ficarão à disposição dos pesquisadores da Universidade e de outras instituições UNICAMP INAUGURA LACTAD Unidade multiusuário vai reunir equipamentos de última geração ANTONINHO PERRI ASCOM UNICAMP Analisador de genomas modelo HISEQ2000 da marca Illumina sendo manuseado do país. O objetivo do LaCTAD, destacou Pilli, é apoiar as pesquisas em áreas estratégicas das ciências da vida, tendo por princípios a otimização do uso das tecnologias e a racionalização dos custos. Isso ainda é relativamente novo no Brasil, mas comum na Europa e Estados Unidos. O diretor científico da Fapesp, entidade que investiu cerca de R$ 5,5 milhões na compra dos equipamentos para o laboratório a construção do prédio e a contratação dos funcionários ficaram a cargo da Unicamp, falou: a Fapesp tem desafiado as instituições de pesquisa a mudar o patamar de utilização dos seus equipamentos. Não faz sentido ter uma máquina em cada unidade ou órgão. É preciso aumentar a eficiência do uso dessas tecnologias. Nesse sentido, o modelo adotado pela Unicamp é exemplar, afirmou. Fernando Costa considerou que todo investimento em laboratório é importante. Nós não estamos inventando nada com a criação do LaCTAD. Esse modelo existe no mundo todo, nas boas universidades. No Brasil, porém, ele ainda é pouco difundido, lembrou. Apesar disso, continuou o reitor, a tendência é que esse modelo seja multiplicado pelo país, em razão das vantagens que ele proporciona. Além de atender às necessidades dos pesquisadores, o laboratório multiusuário reduz custos com insumos, manutenção e pessoal especializado para operá-lo. É assim que se faz ciência de qualidade no mundo todo. Ainda segundo o reitor, antes mesmo de ser inaugurado oficialmente, o LaCTAD já começa a trazer consequências positivas para a Unicamp. A Universidade assinou dois convênios importantes por causa da existência do laboratório. Uma das parcerias foi firmada com a Embrapa e outra, com o Instituto Politécnico de Madrid. Tenho certeza de que esta unidade será muito útil para as pesquisas nas áreas contempladas e dará um importante impulso à ciência do país, analisou. PREMIAÇÃO INÉDITA BUSCA ESTIMULAR PESQUISA CLÍNICA NO BRASIL Promovido pela ABRACRO, prêmio busca revelar novos métodos e valorizar pesquisadores locais Segundo estudo realizado pela ABRACRO (Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica), em 2012 o volume de estudos clínicos que aguardava aprovação da CONEP (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) no Brasil gerou impacto direto no tratamento de mais de 2,5 mil pacientes com doenças graves. Além deles, cerca de 300 aguardavam tratamento para doenças raras e complexas, as chamadas pesquisas com medicamentos órfãos. Tais estudos são primordiais, pois destinam-se a pacientes que não possuem nenhuma outra alternativa de tratamento. Estima-se que em 2013 o volume de estudos aguardando aprovação ética e regulatória, esta última sob responsabilidade da ANVISA, seja ainda maior. Com o compromisso de mudar esse cenário e contribuir para o desenvolvimento e a otimização da Pesquisa Clínica no Brasil, a ABRACRO lança a primeira edição do Prêmio ABRACRO Excelente Profissional de Pesquisa Clínica. A iniciativa busca estimular o desenvolvimento de novos estudos e métodos, assim como reconhecer pesquisadores locais. Inédita, a premiação tem como tema principal A importância da documentação na pesquisa clínica. Não foi por acaso que definimos esse tema. Buscamos estudos que proponham soluções inovadoras e viáveis para a execução da pesquisa clínica no Brasil, ressalta o presidente da ABRACRO, Daniel Lang. O presidente aponta para a morosidade no sistema de aprovação das pesquisas como o principal entrave para o crescimento do setor no País. Quando comparamos nossa realidade com a de outros centros, percebemos nossa enorme desvantagem. Para se ter uma ideia, na Europa o processo de aprovação de uma pesquisa leva, em média, 80 dias. Nos EUA, são gastos apenas 60 dias. Aqui no Brasil, o trâmite demora cerca de um ano, contextualiza o presidente. O prêmio será entregue aos três trabalhos que atingirem as melhores pontuações. Serão R$ 5 mil para o primeiro colocado, R$ 3 mil para o segundo e R$ 2 mil para o terceiro. Definida dentro dos parâmetros de um júri composto por sete especialistas, a classificação dos artigos inscritos seguirá os critérios determinados no regulamento, disponível no site da organização. Os participantes poderão efetuar a inscrição até dia 30 de junho, no formulário eletrônico disponível no site da organização: 24

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26 HELIÓPOLIS GANHA MEGA-AMBULATÓRIO DE ONCOLOGIA Com investimento de R$ 47 milhões, Hospital Heliópolis poderá atender cerca de 30 mil pacientes com câncer A maior comunidade carente da cidade de São Paulo ganhou um novo serviço de oncologia. Trata-se do mega- -ambulatório do Hospital Heliópolis, unidade da Secretaria de Estado da Saúde na zona Sul da capital paulista. Com investimento de R$ 47 milhões, a unidade, que fica numa área de 5,6 mil m 2, vai realizar atendimentos de combate ao câncer de cabeça e pescoço, neurologia, gastroenterologia, coloproctologia e ginecologia. O novo serviço conta com 40 consultórios voltados para o atendimento clínico-oncológico. Assim que estiver operando em plena capacidade, a unidade poderá atender cerca de 30 mil pacientes por mês. O ambulatório mantém uma área dedicada ao tratamento à base de quimioterapia, composta por 19 poltronas para aplicação do medicamento, com capacidade de realizar aproximadamente 10 mil sessões por ano. Além disso, no próximo semestre, o serviço ainda contará com uma área para radioterapia, composta por dois aceleradores lineares e uma braquiterapia, entre outros equipamentos. A unidade também terá um serviço de apoio diagnóstico e terapêutico, composto por um PET-CT (tomografia computadorizada por emissão de pósitrons), a mais moderna tecnologia para rastreamento de tumores. Além disso, o novo serviço vai contar com outros dois tomógrafos, dois aparelhos de raios-x convencional, uma ressonância magnética, um aparelho de raios-x telecomandado, um mamógrafo, um aparelho radiodiagnóstico odontológico e um aparelho de densitometria óssea. Por fim, a unidade ainda abrigará um laboratório de análises clínicas e de anatomia patológica. O mega-ambulatório de oncologia do Hospital Heliópolis faz parte da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, programa que unifica e padroniza protocolos de atendimento e mantém uma única regulação, por meio de uma Central de Regulação Oncológica, facilitando assim o acesso do paciente ao tratamento. MÉTODO QUE UTILIZA AMOSTRA DE SANGUE SECO PARA DETECÇÃO DA HEPATITE B PERMITE DIAGNOSTICAR, TAMBÉM, O TIPO C DA DOENÇA O método tem sensibilidade e especificidade acima de 90% Ele é simples como o teste do pezinho. Bastam gotas de sangue do dedo com o auxílio de uma lanceta e de um papel de filtro para coletar a amostra que permitirá definir se uma pessoa tem anticorpos contra o vírus da hepatite C. A necessidade de agulha, seringa e refrigeração da amostra de sangue, exigida pela metodologia atual, fica dispensada. A estratégia foi adaptada pela pesquisadora Lívia Villar, do Laboratório de Hepatites Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Procuramos aproveitar técnicas e materiais que já estão em uso na rede pública de saúde como o papel de filtro e o teste de Elisa para criar uma abordagem mais barata e simples de detecção de anticorpos contra o vírus, explica Lívia. Na técnica desenvolvida por Lívia, a amostra de sangue seco passa por um processo de diluição para que o sangue seja retirado do papel de filtro e submetido à análise. Outro diferencial é que a técnica de coleta das amostras também permite a detecção simultânea de anticorpos e de antígenos, o que reduz o período de janela imunológica do teste. O desenvolvimento da estratégia foi concluído pela equipe no primeiro semestre de Aplicada, inicialmente, para o diagnóstico da hepatite B, ela acaba de ser adaptada para detectar também o vírus da hepatite C. O estudo foi publicado na edição de outubro de 2012 no periódico O papel de filtro mantém a amostra seca e pode ser enviado pelo correio científico Journal of Medical Virology e aponta que o método tem sensibilidade e especificidade acima de 90%, índice considerado ideal para testes imunoenzimáticos. A próxima etapa de validação é a de reprodutibilidade, na qual pesquisadores utilizam amostras colhidas em todo o país com o objetivo de averiguar se o teste é universalmente eficaz. As populações que vivem longe dos centros urbanos e em locais de difícil acesso serão especialmente beneficiadas pela inovação. Como a coleta de sangue venoso exige a presença de um profissional de saúde especializado, além de diversos itens específicos para fazer a retirada de sangue e manter as amostras armazenadas de forma adequada, o monitoramento do vírus, nestas áreas, costuma ser limitado. O papel de filtro mantém a amostra seca e pode ser enviado pelo correio e permanecer em temperatura ambiente por semanas, sem que isso comprometa a qualidade do resultado, explica Lívia. A inovação no diagnóstico das hepatites virais também é missão do Laboratório de Desenvolvimento Tecnológico em Virologia do IOC, que em 2012, também apresentou um modelo inovador para kits de diagnóstico neste caso, para a hepatite A. Para saber mais: 26

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28 Por anos, os genes têm sido considerados como a única forma pela qual as características biológicas podem ser passadas para a próxima geração, porém, essa teoria está chegando ao fim. Cada vez mais fica evidente que as variações não-genéticas, adquiridas no decorrer da vida, em alguns casos, podem ser passadas aos descendentes, e tal fenômeno é conhecido como herança epigenética. Pesquisas revelam que o genoma humano responde dinamicamente aos fatores ambientais, como o estresse, alimentação, comportamento, exposição a diferentes toxinas, entre outros fatores que são capazes de acionar os interruptores químicos que regulam a expressão dos genes. Este processo é como uma espécie de sombra do genoma que forma o epigenoma. Especialista em genética médica, Roberto Muller atua EPIGENÉTICA - GENES INCONTROLÁVEIS Fatores ambientais podem ser responsáveis pelas mudanças dos genes efetivamente em prol de pesquisas e estudos, visando detectar eventuais fatores que expliquem as mudanças no comportamento dos genes. O ambiente pode rapidamente induzir as alterações epigenéticas e serem transmitidas para gerações futuras, explica o médico. A epigenética é definida como modificações no genoma que não envolvem uma sequência do DNA, e que podem ser ocasionadas por fatores ambientais, causando mudanças no corpo, e inclusive no comportamento, revela Muller. O especialista ilustra ainda que nos últimos tempos um dos fatores mais estudados é a alimentação. Estudos apontam que a adoção de dietas à base do consumo do ácido fólico e vitaminas do complexo B, ocasionando alteração no comportamento dos genes, principalmente na fase pré-concepcional», conclui Muller. EINSTEIN DISPONIBILIZA APLICATIVO COM INFORMAÇÕES E SERVIÇOS PARA MÉDICOS Com um tablet ou smartphone o médico pode acessar o prontuário eletrônico do paciente Que o médico é um profissional que trabalha 24 horas, todos já sabem. Facilitar a vida desses profissionais, que têm suas vidas divididas entre hospitais, clínicas, consultórios é que seria impossível sem a ajuda da tecnologia. Por isso, o Hospital Israelita Albert Einstein disponibiliza para seus médicos um aplicativo para tablets e smartphones, nas versões para Android e IOS o Einstein Mobile, que torna simples o acesso às informações de seus pacientes e oferece serviços e materiais de suporte à atividade médica, que podem ser acessados de qualquer lugar. Com esse aplicativo, será possível ao médico acessar o prontuário eletrônico plataforma que contém os exames laboratoriais e de imagem, prescrições de medicamentos e os registros de todos os membros da equipe que atendeu o paciente durante a internação hospitalar bastando possuir um tablet ou smartphone conectado à rede 3G ou wi-fi. Visualizar os exames, através do PACS, sigla para Picture Archiving and Communication System, por meio de um tablet, por exemplo, torna mais fácil para o médico, em casa, dar uma indicação para a equipe que acompanha o caso, já que ele pode acessar ali, qualquer exame de imagem realizado no ambiente hospitalar. Para garantir a segurança da informação, o aplicativo só será utilizado por profissionais cadastrados no Einstein, mediante autenticação e nenhuma informação será armazenada nos dispositivos utilizados. Alguns médicos já experimentaram a novidade e têm se mostrado entusiasmados especialmente com a possibilidade de mostrar exames de imagem e prescrições aos pacientes e demais membros da equipe à beira do leito, ou ainda, levar essas informações para um colega que possa dar uma segunda opinião. Também estão sendo apreciados os gráficos com evolução dos exames laboratoriais, que possibilitam a clara percepção de alterações. Além da rapidez no contato com o hospital para tomada de decisões com relação ao paciente, o médico também passa a ter acesso a informações úteis no seu dia a dia, sem precisar consultar livros ou centenas de sites, como: calculadoras médicas, tabelas e informações do Einstein como custos de procedimentos, protocolos do Hospital, cadastro dos demais profissionais e até um serviço de mensagem entre os médicos. Está previsto em breve um módulo especial de consulta de resultados de exames para médicos que não atuam no Hospital, mas encaminham seus pacientes para a realização de exames. 28

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32 Diagnóstico Laboratorial: um ato heroico que salva vidas Nos bastidores da arte de tratar um paciente, o laboratório desempenha um papel vital. E a Becton Dickinson se orgulha de fazer parte desse espetáculo Existe algo heroico em testes de diagnóstico laboratorial. Quando pensamos em salvar vidas é comum a associação com cirurgias cardíacas ou transplantes de orgãos. Afinal, elas têm em comum o fato de o sucesso ou o fracasso determinar a vida ou a morte do paciente. Mas e o papel do laboratório? O resultado rápido e confiável é vital para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado. Muitas vezes é possível reduzir o tempo do teste em dias, melhorando dramaticamente o resultado do tratamento recebido pelos pacientes, evitando assim a perda de muitas vidas. Grandes esforços em pesquisa e inovação contribuíram com avanços espetaculares na qualidade e eficiência do diagnóstico laboratorial. Um dos fatores é a cooperação contínua entre a indústria e os profissionais de saúde. Afinal, o conhecimento desses profissionais é fator primordial no desenvolvimento de novas tecnologias. E essas tecnologias ajudam os laboratórios a contribuir cada vez mais com diagnósticos precisos. É comum ficarmos encantados com o espetáculo apresentado no palco por artistas consagrados, por exemplo no teatro, e nos esquecemos de toda a estrutura nos bastidores que permite a todos apreciar um momento único. O laboratório tem esse papel de atuar desde a qualidade na fase pré- -analítica dos exames, passando pelo cuidado na realização de cada teste e na agilidade da informação gerada para que o paciente receba o melhor tratamento. A Becton Dickinson (BD) entende a importância do papel de cada um nessa missão de ajudar as pessoas a viverem vidas saudáveis e continua investindo na sua vocação inovadora e tecnológica. A empresa sempre busca cooperar com a sociedade para melhorar a saúde de todos. Assim, continua a escrever a história com cada um de seus clientes. Foco no futuro Entendendo que os laboratórios sempre buscam um resultado rápido e confiável em um ambiente onde há grande pressão por custos, a BD elabora soluções para ajudá- -los nessas tarefas. Um grande passo para consolidar essa parceria foi a aquisição da empresa holandesa Kiestra Lab Automation que desenha, desenvolve, fabrica e vende soluções inovadoras de automação para o laboratório de microbiologia. Esse novo conhecimento da BD Kiestra TM, aliado aos atuais produtos da empresa, possibilita uma maior integração da microbiologia, entregando um diagnóstico rápido e confiável, afinal, em microbiologia cada minuto faz uma grande diferença. Combinando visão holística dos processos, interação humana e técnicas laboratoriais, a BD consegue otimizar o fluxo de trabalho e aumentar a eficiência laboratorial. O BD Kiestra TM possui duas importantes plataformas: Work Cell Automation (solução compacta para laboratórios de médio porte) e o Total Lab Automation (solução non-stop para os de grande porte). Plataforma BD Kiestra TM Work Cell Automation 32

33 Desta forma, a empresa passa a ser referência para modernos laboratórios de microbiologia, entendendo todo o fluxo e criando, junto com o cliente, uma solução que otimiza os resultados. Utilizando a metodologia Lean, ela propõe uma melhora na interação entre processos, técnicas e aspectos humanos. Essa é uma única resposta na busca por melhoria de eficiência laboratorial. A BD possui soluções para o laboratório de hoje, as quais também permitem a ele se preparar para o futuro. Nossas novas plataformas de soluções são focadas na melhoria da qualidade e da agilidade da informação gerada ao médico, o que nos possibilita atuar de maneira mais eficiente no fluxo de tratamento de cada paciente, afirma Juliano Paggiaro, Diretor de Negócios da BD Brasil. O BD Kiestra TM passa a compor o portfólio BD e incluir todos os avanços e inovações da linha de microbiologia. A empresa entende que a melhora na neutralização dos antibióticos possibilita uma recuperação mais efetiva de microrganismos, reduzindo o tempo de resposta do resultado (TTR). Essa concepção levou a empresa a desenvolver uma nova resina para a linha de hemocultura (Meio BD BACTEC TM Prime), em uma rápida identificação dos microrganismos, com o MALDI Biotyper aliado ao BD Phoenix TM e um novo painel (BD Emerge TM ) para teste de sensibilidade com mais antibióticos e diluições por teste, oferecendo maior precisão no diagnóstico. Além disso, a empresa é referência na área de tuberculose, um problema de saúde pública no Brasil e em diversos outros países. Considerado padrão-ouro pelo Programa Nacional de Controle de Tuberculose do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde, a BD oferece um sistema completo para micobactéria, o BD BACTEC TM MGIT TM 960/320. Este sistema apresenta elevada sensibilidade e especificidade, sendo utilizado pelos principais centros de referência em diagnóstico e tratamento de tuberculose, tais como LACENs, Instituto Adolfo Lutz e o Centro de Referência Hélio Fraga. Está validado e aprovado pela Anvisa para os seguintes fármacos: Estreptomicina, Isoniazida, Rifampicina, Etambutol e Pirazinamida, além da possibilidade da utilização Plataforma BD Kiestra TM Total Lab Automation do módulo TBeXiST para determinação da sensibilidade aos fármacos de segunda linha. Com o objetivo de otimizar o fluxo de trabalho e aumentar a eficiência de seus clientes, a BD integra toda a microbiologia com o BD EpiCenter TM. Esse avançado sistema de gerenciamento de dados focado em diagnóstico microbiológico é uma solução flexível para validação biológica, epidemiologia e controle de infecção nosocomial. Esse mesmo conceito inovador chega também ao laboratório de biologia molecular com o BD MAX TM. Os dois primeiros equipamentos já estão no país e serão utilizados para as validações iniciais. Os testes de DNA 1 (plasma, soro e urina fresca), DNA 2 (liquor e swab seco), DNA 3 (swab e urina em meios de transporte) e DNA 4 (fezes), assim como Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA), Clostridium difficile (Cdiff), Streptococcus do Grupo B (GBS) e Enterobactérias resistentes a carbapenemases (CRE) já estão disponíveis na versão de pesquisa e os registros para diagnóstico são aguardados ainda para este ano. Novos parâmetros como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae (CT/NG) e kits de extração para ácido nucleico total (TNA) também estão em fase final de desenvolvimento na matriz, em Quebec, Canadá, e nas empresas parceiras situadas na Inglaterra, Itália e Bélgica, devendo chegar ao Brasil em breve. Todos os testes foram classificados como Complexidade Moderada pelo FDA e CDC, possibilitando que clientes de diferentes portes, rotinas e estruturas passem a trabalhar com a biologia molecular, explica Rafael Souza, gerente América Latina para a área, recém-chegado à companhia. NewsLab - - edição

34 Solução completa para rastreio do câncer cervical com citologia em meio líquido e HPV Outro grande lançamento de 2013 é o Sistema BD Totalys TM que irá automatizar totalmente a citologia ginecológica, além de integrá-la aos testes de HPV e CT/NG. Esse sistema já foi mostrado em eventos internacionais no ano passado e deverá ser um dos destaques do estande da BD no Congresso da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica em setembro, na cidade de São Paulo. De acordo com Raquel Ortega, gerente de Saúde da Mulher & Câncer, uma única amostra será coletada e o equipamento BD MultiProcessor TM ficará responsável por processá-la, livrando-a de eventuais interferentes em excesso e dividindo-a em alíquotas que seguirão para a confecção de lâminas em meio líquido no BD SlidePrep TM ou para a análise da PCR no BD Viper TM LT. Deste modo, não importa o guideline que o laboratório venha a adotar num futuro próximo dentro deste cenário de vacinação que começa a ganhar espaço. O Totalys irá permitir que ele rastreie com citologia e faça o HPV dos positivos posteriormente ou vice-versa, usando apenas uma amostra, com rastreabilidade e de modo totalmente automatizado e integrado, reforça Raquel. Uma nova experiência Imagine a seguinte situação: a fila de espera do laboratório está grande, cheia de crianças chorando, com alguns pacientes ansiosos, outros com acesso venoso difícil e todos querendo terminar logo o procedimento. De outro lado, uma demanda crescente por resultados mais rápidos, sem deixar de lado a qualidade e a segurança do profissional de saúde. Esses são apenas alguns dos desafios rotineiros de laboratórios e hospitais. Como tudo isso pode dar certo? Em linha com seu esforço contínuo de melhorias na fase pré-analítica e buscando torná-la uma experiência única para o profissional de saúde e pacientes, a BD trouxe para o Brasil o Accuvein - Visualizador de Veias Portátil, capaz de visualizar veias em até 7 mm de profundidade, nos mais diversos tipos de pele. Este equipamento permite aos profissionais de saúde se sentirem mais confiantes no momento da punção, auxiliando-os na coleta. Enquanto isso, o paciente tem uma experiência mais confortável e consegue ver suas veias pela primeira vez. Num cenário de desafios, a empresa entende que ter o produto certo para o procedimento que se deseja realizar é condição básica para assegurar um processo eficiente e uma amostra de qualidade. Isso tudo, sem perder o foco na segurança do profissional de saúde. Assim, a BD oferece uma solução completa para a coleta e microleta de sangue, através dos produtos das marcas BD Vacutainer e BD Microtainer, como Punção para coleta de sangue com o Escalpe BD Vacutainer Push Button 34

35 o Escalpe BD Vacutainer Push Button, com dispositivo de segurança retrátil de ativação em veia, que é até 88% mais seguro que os sistemas convencionais, e o Tubo BD Vacutainer RST, capaz de diminuir o tempo de processamento da amostra em 32 minutos. Mas em 2013 a BD quer ir além. Ela quer expandir essa experiência para os bastidores do dia a dia, revolucionando o conceito de serviços consultivos, através do BD in Service. Este programa de excelência em consultoria oferece aos hospitais e laboratórios a solução para os seus desafios mais frequentes, maximizando seus resultados a partir de melhorias identificadas em seus processos. O programa BD in Service é parte dos nossos objetivos em oferecer serviços e soluções aos profissionais da área da saúde com mais segurança e satisfação aos pacientes, eficiência operacional aos laboratórios e hospitais, permitindo resultados clínicos cada vez mais acurados e uma melhor experiência na fase pré-analítica, entregando projetos customizados, comenta Fernando Moresco, Gerente de Produto Preanalytical Systems. A citometria de fluxo ganhando espaço Consolidada nas áreas de pesquisa básica, aplicada e clínica, a citometria de fluxo é uma metodologia robusta e altamente sensível, utilizada em laboratórios de todo o mundo como padrão-ouro para a imunofenotipagem celular, permitindo, assim, a caracterização de neoplasias hematológicas, o monitoramento da competência imunológica de pacientes imunodeficientes, como os infectados pelo vírus HIV, o controle de qualidade de hemoderivados para transfusão e produtos da indústria, a quantificação e caracterização de células-tronco para transplante/transfusão ou criopreservação, os testes de reatividade cruzada (crossmatching) para transplantes de órgãos/tecidos sólidos, entre outras aplicações. A área de Biosciences oferece ferramentas inovadoras em citometria de fluxo para o apoio ao diagnóstico clínico. Cada vez mais difundido e primordial para os laboratórios monitorarem pacientes com distúrbios hematológicos, a BD possui uma solução completa para este segmento, afirma Marcelo Pereira, diretor da divisão Biosciences. Buscando aprimoramento constante, apresentamos inovações em equipamentos, reagentes, fluorocromos e programas de análises. Estes sistemas permitem otimizar o fluxo de trabalho com protocolos específicos e pré-definidos desde preparadores de amostra, aquisição multiparamétrica no citômetro de fluxo, análise com maior automação e elaboração de reportes associados aos painéis, relata. Além dos equipamentos e preparadores de amostras, a BD oferece uma extensa variedade de anticorpos monoclonais para a análise de células humanas com a vantagem de já estarem conjugados a diversos fluorocromos. O lançamento de novas moléculas das linhas BD Horizon TM e Brilliant Violet TM se somam aos fluorocromos clássicos para permitir a realização de combinações complexas de reagentes e paineis adequados às necessidades de cada laboratório. E com o intuito de otimizar a rotina e a preparação das amostras, a empresa oferece kits com combinações de anticorpos que permitem que, com uma única pipetagem, se faça a identificação de dois a seis marcadores celulares simultaneamente. A aplicação mais utilizada da citometria é o monitoramento do sistema imunológico de pacientes com HIV através da quantificação de linfócitos T CD4. Este exame é importante para definir o manejo clínico do paciente, determinando o sucesso da terapia antirretroviral. Ao disponibilizar um portifólio completo de produtos, a BD permite a liberação de resultados de forma semiautomatizada e confiável, de acordo com as recomendações do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). A tecnologia BD Trucount TM, pioneira na determinação de contagens absolutas de populações celulares em plataforma única, elimina etapas de pipetagem e diminui erros humanos relacionados a preparação de amostras e análise. BD FACS Sample Prep Assistant III: agregando confiabilidade e reprodutibilidade ao exame NewsLab - - edição

36 A Becton Dickinson (BD) entende a importância do papel de cada um nessa missão de ajudar as pessoas a viverem vidas saudáveis e continua investindo na sua vocação inovadora e tecnológica. Novo Centro de Treinamento BD Caracterizada por ser a única metodologia capaz de analisar células individualmente, explorando a presença e ausência de moléculas (marcadores) de maneira rápida e com elevado poder estatístico, a citometria de fluxo desponta como ferramenta essencial para o diagnóstico de patologias oncohematológicas, agregando velocidade, precisão e confiabilidade de resultados e apoiando, assim, a definição de condutas terapêuticas cada vez mais assertivas e eficazes. O EuroFlow, consórcio clínico-científico europeu, desponta como principal referência no diagnóstico e monitoramento destas patologias. Este grupo foi o primeiro a publicar protocolos e painéis completos em revistas especializadas e em seu site (www.euroflow.org), contribuindo para a busca de um padrão e um consenso quanto ao diagnóstico e acompanhamento de casos de leucemias e linfomas. A estratégia proposta por ele elevou a eficiência diagnóstica dessas patologias para mais de 90% nos serviços que as implementaram e para mais de 97% em serviços que possuem separadores celulares por citometria de fluxo, permitindo a realização de técnicas complementares de citogenética e moleculares a partir das populações patológicas identificadas e posteriormente isoladas pela citometria. Apoiando as iniciativas do EuroFlow, a BD fornece instrumentos, reagentes, soluções e produtos customizados que atendem ao rígido padrão de qualidade deste grupo. Mais do que padronizar protocolos, o grupo EuroFlow estabeleceu painéis de oito cores, o que significa que é possível identificar pelo menos oito marcadores celulares diferentes (relacionados à função, maturidade e linhagem) em uma mesma alíquota de amostra. O aumento da complexidade das matrizes de marcação multiparamétrica acompanhada desta padronização proposta pelo EuroFlow agregou sensibilidade e confiabilidade ao diagnóstico, relata Juliana Kuribayashi, gerente de mercado clínico da divisão BD Biosciences. Neste ano, alguns laboratórios de referência do Brasil iniciaram a implementação de painéis com oito marcadores para o diagnóstico de leucemias. A equipe de assessoria científica está capacitada para apoiar os clientes que desejam seguir os fundamentos e painéis propostos pelo EuroFlow, garante Rodrigo Pestana, supervisor da Assessoria Científica. A BD tem atuado de forma personalizada para acompanhar clientes no processo de mudanças de protocolos, validações e implementações de novas metodologias, garantindo que este processo seja eficiente e pautado pela qualidade do resultado liberado para o paciente, complementa. Iniciativas para implementação de painéis com oito marcadores também estão sendo realizadas em outros países da América Latina como Argentina, Peru e Colômbia com o apoio da BD. Estas iniciativas têm foco no ganho de eficiência diagnóstica pautado na confiabilidade, padronização e capacidade de reprodução de resultados. Novos Centros de Treinamento Desde janeiro deste ano a BD conta com modernos e completos Centros de Treinamento em sua sede, onde são ministrados treinamentos para os distribuidores, cursos de diversos temas e realizadas visitas com clientes. De acordo com André Zanella, gerente de serviços da BD no Brasil, agora também estão em funcionamento um centro dedicado à area de Biociências e outro à área de Diagnósticos. A equipe também não para de crescer e hoje já são doze engenheiros de campo, um no atendimento 0800, um no centro de reparos em Osasco e um especialista em gerenciamento de dados. Tudo isso tem permitido à empresa oferecer um serviço melhor e mais rápido, além de garantir que o crescimento das linhas de produto seja acompanhado pelo suporte técnico demandado, declara André. 36

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40 Medidas anunciadas pela Anvisa podem agilizar entrada de novos produtos para saúde no país * Carlos Eduardo Gouvêa é presidente da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), união de três entidades representativas do segmento de produtos e equipamentos médicohospitalares e de diagnóstico in vitro: Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico- Hospitalares (Abimed), Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes (Abraidi) e Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL). Carlos Eduardo Gouvêa* Em maio, faz três anos que entrou em vigor, a RDC 25, da Anvisa, norma que obrigou as empresas fornecedoras de produtos para saúde a apresentarem junto à Agência, no momento da solicitação ou revalidação do registro do produto, a Certificação de Boas Práticas de Fabricação. Para obter esse certificado, as empresas, inclusive aquelas situadas fora do Brasil, devem ser inspecionadas por técnicos da agência. Desde então, as empresas do setor enfrentam uma longa fila de espera na Anvisa para a realização das inspeções. Sem falar também de outros produtos cuja regulação está a cargo da agência, que enfrentam a demora para o deferimento de registro, de Autorização de Funcionamento etc. Contudo, este cenário parece prestes a mudar, caso sejam implantadas várias medidas anunciadas pela Agência neste primeiro trimestre de Nesse sentido, ganha importância a publicação da Consulta Pública nº 8, da Anvisa, que estabelece requisitos do Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação de Produtos Médicos e Produtos para Diagnóstico de Uso in Vitro, aplicáveis às empresas que realizam atividades de importação, distribuição e armazenamento, cujo prazo para envio de contribuições termina em 8 de junho. Outro passo importante dado pela agência foi a publicação, no dia 1º de abril, da resolução RDC nº 16, que extingue a necessidade de duas inspeções para uma mesma planta que fabrique equipamentos e produtos para diagnóstico in vitro, tanto em território nacional como nas inspeções internacionais. Não se pode deixar de mencionar também, a Consulta Pública nº 2, do início de janeiro, que trouxe propostas de novas regras para a concessão da certificação de boas práticas. Entre elas, estão sugestões para as empresas dos segmentos de materiais para saúde, equipamentos de uso médico e produtos para diagnóstico de uso in vitro. O prazo para envio de contribuições a este texto terminou no início de março. Outra medida anunciada pela Anvisa e que poderá minimizar o gargalo, é a contratação de 314 novos servidores. O edital para o concurso foi publicado em 19 de março e as inscrições abertas até o dia 10 de abril. A iniciativa dobra a capacidade da agência para a inspeção de laboratórios e a análise de registro de medicamentos e produtos, insumos e produtos para a saúde. Juntamente com esta medida, a alteração do Decreto que impedia a utilização de servidores estaduais e municipais pertencentes ao Sistema Nacional de Vigilância Nacional, também deve permitir, pouco a pouco, que se agreguem mais profissionais capacitados para a realização das inspeções. Vale ressaltar ainda o anúncio feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no dia 18 de março, sobre a adoção, pela Anvisa, de um conjunto de medidas para modernizar a análise do registro de novos produtos e dar mais rapidez ao processo. As ações que fazem parte da segunda fase do Contrato de Gestão pactuado com o Ministério da Saúde devem melhorar a capacidade operacional da agência, reduzir o tempo de aprovação de produtos, desburocratizar processos e eliminar custos para empresários, microempreendedores e agricultores familiares. Também está em estudo a reformulação na legislação atual Decreto nº /77 para simplificar e desburocratizar os procedimentos de registros de produtos da Anvisa, como medicamentos e insumos farmacêuticos, entre outros produtos. As alterações na legislação poderão ocorrer por meio de Projeto de Lei (PL) ou Medida Provisória. Entre as propostas, está a permissão para que a Anvisa reconheça auditorias e inspeções internacionais realizadas por outras agências e organismos certificadores. Isso poderia reduzir em cerca de 70% as 600 inspeções anualmente realizadas pela agência em outros países, sem criar fragilidade sanitária. Diante das iniciativas apresentadas, se colocadas em prática em seu conjunto, já é possível vislumbrar um quadro mais animador e afastar o temor de um apagão tecnológico na área de produtos para saúde. 40

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42 O primeiro e único Maldi-Tof do Brasil registrado na Anvisa Na indiscutível vanguarda da microbiologia clínica, a bio- Mérieux lança no mercado brasileiro o primeiro espectrômetro de massa aprovado pelo Ministério da Saúde para realização de identificação de microrganismos. O Vitek MS não se limita apenas a uma solução para o diagnóstico in vitro. A biomérieux acaba de lançar também a solução Vitek MS Plus que associa base de dados para a utilização clínica e base de dados para a utilização em pesquisa clínica (Research Use Only-RUO) MS Plus: Vantagens do Vitek Facilidade Padronização Rapidez Segurança e rastreabilidade Eficiência Flexibilidade Base de dados customizável Conectividade Acesso remoto Desta forma, em 2013 a biomérieux oferece ao mercado uma solução global para um diagnóstico completo em microbiologia clínica. O Vitek MS e Vitek 2 estão totalmente integrados com a aplicação Myla, um middleware altamente flexível que pode ser configurado para acesso remoto, multiutilizador, em terminais de todo o laboratório que estão conectados à rede de internet. A biomérieux não é conhecida somente pelos reagentes, equipamentos e softwares de alta qualidade e performance. Sua assessoria científica é composta por profissionais especializados em diversas áreas do conhecimento, acompanhando o cliente de perto no desenvolvimento de sua rotina laboratorial e também no constante aperfeiçoamento da utilização dos produtos com treinamentos, visitas consultivas, ações preventivas e corretivas. Sua missão é propor soluções inovadoras e de elevada performance em face aos novos desafios da Saúde Pública. Registro no Ministério da Saúde: Vitek MS CHCA , Vitek MS FA e Vitek MS DS e equipamento Vitek MS (: : Roche Diagnóstica lança novo analisador hematológico no Brasil O novo analisador hematológico Sysmex XP-300, lançado no início do ano, acaba de chegar ao mercado brasileiro. A solução visa atender às necessidades dos laboratórios e hospitais no segmento de analisadores com contagem diferencial de leucócitos em três etapas: neutrófilos, linfócitos e MXD. Entre as funcionalidades do sistema destaca-se a maior capacidade de armazenamento de dados, que permite a consulta de até exames, incluindo os histogramas. Novidades também no design, na operação com a tela touch screen e no software em português, que possibilitam ao usuário trabalhar de forma mais intuitiva. Os reagentes utilizados no novo analisador são fabricados pela Sysmex no Brasil, contendo rótulo com código de barras, onde é possível a inserção de dados como o número do lote e a data de expiração de forma automática no XP-300, minimizando a possibilidade de erro. Para o futuro, estão previstas a inclusão do XP-300 no Insight, programa de controle de qualidade interlaboratorial e a conexão remota via SNCS (Sysmex Network Communication System), que permitirá o suporte e monitoramento do equipamento à distância. Sobre o mercado de diagnóstico in vitro no Brasil - Dentro dos testes laboratoriais in vitro realizados hoje no Brasil, o hemograma está na primeira posição. De acordo com dados recentes do DATASUS, foram realizados cerca de 51 milhões de hemogramas na população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), quantidade maior que outros testes básicos como as dosagens de glicemia e colesterol. Somando-se ao fato de que há um maior acesso à saúde da população, o hemograma tem sido cada vez mais requisitado em diversas regiões para pacientes nas mais variadas situações clínicas, sendo um grande desafio para os fornecedores e laboratórios oferecerem hemograma com qualidade, padronização de resultado e disponibilidade do teste na maior parte do tempo. 42

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44 Sistema em recirculação otimiza qualidade de água nos analisadores clínicos As bactérias desenvolvem-se em água pura e formam biofilmes nas superfícies em contato com a água, a menos que sejam tomadas medidas de prevenção. Para tal, são utilizadas diversas tecnologias, como o filtro de 0,2 µm ou ultrafiltros para remoção de bactérias. Em casos em que a água de alimentação for muito contaminada com bactérias, o filtro enfrentará um desafio muito elevado resultante da acumulação de bactérias e detritos, com risco elevado de crescimento e até de contaminação, bem como liberação de detritos na água. O controle dos níveis bacterianos antes dos filtros é alcançado através da recirculação e da utilização de radiação ultravioleta. A recirculação reduz drasticamente os níveis de contaminação bacteriana, conforme valores de contagem de bactérias em um reservatório estático e outro em recirculação. A água purificada foi armazenada em dois reservatórios com filtro de ar que foram higienizados periodicamente. Num dos reservatórios não foi efetuada a recirculação e amostras foram recolhidas de forma asséptica. A água no segundo sistema foi recirculada ininterruptamente através de uma resina de troca iônica e de uma câmara com lâmpada UV. As amostras foram recolhidas de dois pontos: do reservatório e depois da câmara UV. Os níveis bacterianos no reservatório estático foram muito elevados, aumentando de quatro para mais de 1000 UFC/ml. Os níveis no reservatório com a recirculação apresentaram uma média de 2,1 UFC/ml, realçando os valores mais baixos em outros pontos de filtro da coleta final. Os melhores resultados foram obtidos a partir de amostras recolhidas após as tecnologias de purificação, tipicamente 0,1 UFC/ml ou menos. (: (11) : Segurança nas centrifugações com o tubo cônico Easypath A centrifugação é um procedimento comum e eficiente em diversas técnicas laboratoriais e cada vez mais se faz necessária a utilização de materiais de consumo de qualidade para este tipo de procedimento. É de extrema importância trabalhar com produtos que não tragam dor de cabeça, ainda mais quando temos sob nossa responsabilidade amostras biológicas, nas quais se houver quaisquer deslizes na técnica desempenhada, sua repetição se tornará inevitável e ainda será necessária a convocação do paciente para uma nova coleta, obtendo como consequência, a perda de tempo e dinheiro para o laboratório além da insatisfação do cliente. Pensando na garantia, qualidade e segurança dos exames, a EasyPath desenvolveu e agora disponibiliza os tubos de centrifugação com fundo cônico ou autossustentável desenhados e confeccionados de modo a atender às mais variadas técnicas, possuindo as seguintes características: Confeccionados em polipropileno de alta transparência e resistência. Esterilizados por radiação gama, evitando possíveis contaminações proporcionadas por outros tipos de esterilizações. Graduação de fácil visualização e com exatidão dos volumes apresentados. Paredes uniformes apresentando resistência nas centrifugações, suportando até RPM. Tampa e corpo com sistema de rosca preciso, dispensa o uso de o-ring s e evita o vazamento de líquidos. Autoclavável a 121 C por até 30 minutos. Suporta baixas temperaturas. Volumes de 15ml (fundo cônico) e 50ml (fundo cônico e autossustentável). Uma amostra do tubo de centrifugação EasyPath pode ser solicitada. :: 44

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46 HbA1c e Frutosamina: importantes dosagens para monitoração do Diabetes Mellitus O Diabetes Mellitus (hiperglicemia) é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da inativação total ou parcial da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pelo metabolismo da glicose, dentre outras substâncias. Os tipos de Diabetes são classificados de acordo com as causas: Diabetes Mellitus tipo I: ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença autoimune, levando à deficiência absoluta de insulina. Diabetes Mellitus tipo II: provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina associado a uma relativa deficiência de sua secreção. Diabetes Gestacional: circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose. Outras formas de Diabetes Mellitus: quadro associado a desordens genéticas, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas. Comuns a todos estes tipos, a deficiência no metabolismo provoca o aumento da concentração de glicose no sangue. Além do exame rotineiro de glicose, determinações como HbA1c (hemoglobina glicosilada) e frutosamina são importantes para detecção, monitoramento e controle da Diabetes. A HbA1c é formada pela reação não enzimática da glicose com hemoglobina nativa. Este processo ocorre continuamente durante a vida das células vermelhas. A razão da glicosilação é diretamente proporcional à concentração da glicose no sangue. O nível de HbA1c no sangue representa a média do nível de glicose de seis a oito semanas precedentes. Portanto, ela é conveniente para monitoramento da concentração do nível de glicose no sangue em um grande período em indivíduos com diabetes mellitus. Estudos clínicos mostram que baixos níveis de HbA1c podem ajudar na prevenção ou retardar o índice de complicações de diabetes tardio. Frutosamina é o nome genérico dado a todas as proteínas glicosiladas, das quais a maior parcela é a albumina glicosilada, que se constitui na maior massa proteica plasmática depois da hemoglobina. O nível sérico de frutosamina representa o valor médio da glicose sanguínea em um prazo de duas a três semanas, inferior ao da glicohemoglobina e idêntico ao das proteínas glicadas. A determinação da frutosamina é adequada para a monitoração do metabolismo de glicose em pacientes com diabetes, especialmente diabetes mellitus tipo II e também adequada para a monitoração da eficácia de drogas. A frutosamina está elevada em todos os casos de diabetes sob controle metabólico inadequado, sendo concomitante a hiperglicemia e tem sido observado que os valores retornam aos níveis de referência 20 dias após a estabilização da glicemia em níveis adequados. A diminuição da frutosamina é observada em pacientes com perdas elevadas de albumina ou em doenças que aumentam o catabolismo proteico. Devido à importância diagnóstica, a Bioclin apresenta em sua linha kits de HbA1c e frutosamina. HbA1c - amostra: sangue total; metodologia: imunoturbidimetria de partículas marcadas; sensibilidade: 1%; linearidade: até 15%; kit para automação. Frutosamina - amostra: soro; metodologia: colorimétrica; sensibilidade: 10 mmol/l; linearidade: 1000 mmol/l; reagentes prontos para uso; kit para automação. (: (31) :: USA Diagnóstica: linha completa de quimioluminescência A USA Diagnóstica tem uma linha completa de kits com a metodologia Quimioluninescência (CLIA) e é a única empresa no mercado nacional com a exclusividade da marca Monobind. Anti-TPO T3 Total PSA Total FSH CKMB Anti-TG T4 Livre TSH LH Troponina I TG T4 Total CEA PRL Ferritina T3 Livre PSA Livre AFP HCG IgE Total A quimioluminescência é uma metodologia de alta sensibilidade e especificidade. Ideal para rotinas de pequeno e médio portes, pois permite testes manuais, de curto tempo de incubação. Além dos kits, a USA Diagnóstica possui um equipamento específico para CLIA, com a marca Monobind, que além da excelente qualidade, possui baixo custo. Para maior confiabilidade nos resultados, a USA Diagnóstica oferece o Multi-Ligand, um soro controle específico para as metodologias de quimioluminescência e Elisa. (: (31) : :: 46

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48 Humanização é o foco de campanha institucional de empresa de tecnologia Qual é a melhor foto para ilustrar a campanha publicitária de uma empresa de tecnologia que tem como um de seus principais pilares a preocupação em promover relações positivas e duradouras com seus clientes e colaboradores? O sorriso de crianças, é claro! Melhor ainda se o sorriso vier dos filhos dos próprios integrantes de sua equipe. Esse é o raciocínio da campanha institucional da Shift, umas das marcas mais renomadas em soluções tecnológicas para laboratórios clínicos. O diretor e fundador da empresa, Marcelo Lorencin, conta que foi pensando nos valores humanos da Shift que, há seis anos, surgiu a proposta de fotografar as crianças para expressar a importância dos relacionamentos: A ideia de trabalhar uma campanha que ressalta o lado humano veio, justamente, para valorizar ainda mais a base da nossa empresa, isto é, a relação de equilíbrio com nossos clientes, fornecedores e colaboradores. E o sucesso da campanha é tão grande que, agora, a Shift acaba de lançar sua terceira edição, consolidando a prática. Temos clientes que adoram acompanhar as fotos de nossos filhos e sempre perguntam deles em nossas reuniões, conta o diretor. Somos uma empresa feliz, celebramos e cultivamos os relacionamentos, e é justamente isso que é retratado em nossas campanhas. Quem também aprova ideia são as próprias crianças. Para Elis Lorencin, filha do diretor da Shift, ter suas fotos ilustradas nos materiais institucionais é motivo de muita satisfação. Participo desde a primeira campanha e sempre adorei tirar fotos para a Shift, conta. Também acho muito legal quando os clientes do meu pai me veem nas fotos e perguntam de mim a ele. E o trabalho foi levado a sério pelas crianças. Para Ygor Jianjulio Nassif, de 10 anos, filho do gerente técnico da Shift, Felício Nassif, participar foi uma oportunidade de colaborar com a empresa do pai. Tirando as fotos para a Shift, eu me senti muito importante, pois pude ajudar um pouco o trabalho do meu pai, conta Ygor, deixando o Nassif todo orgulhoso: É maravilhoso poder ter minha família mais perto de meu ambiente de trabalho, afirma. Com as crianças um pouco mais crescidinhas e outras participando pela primeira vez, o tema da terceira edição da campanha é tecnologia. De acordo com o coordenador de marketing da Shift, Rodrigo Figueira, a participação das crianças é fundamental para expressar as constantes inovações da empresa de um jeito leve e humano. As novas fotos são a forma perfeita de ilustrar a aliança entre a qualidade das soluções inovadoras oferecidas pela Shift e o relacionamento, avalia. 8: :: Medivax oferece diagnóstico de Dengue por PCR em tempo Real Simplexa TM Dengue é o primeiro kit comercial no mercado brasileiro, desenvolvido para a detecção qualitativa e discriminação dos sorotipos DENV-1, 2, 3 e 4 por RT-PCR em tempo real em reações multiplex. O kit Simplexa TM Dengue foi idealizado para utilização no Termociclador Integrado 3M*. É o primeiro kit comercial que permite, através de PCR em tempo real, a detecção e identificação dos sorotipos do vírus em reações multiplex. A detecção precoce através do teste molecular é importante, pois possibilita o diagnóstico em fase aguda, tornando o trabalho mais fácil e ágil. O produto permite ainda a liberação de resultados com Ensaio comparativo entre resultados obtidos com o Simplexa Dengue e dados do Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC-EUA) n % DENV-1 Sensibilidade % Especificidade ,5% DENV-2 Sensibilidade 30 96,7% Especificidade ,3% DENV-3 Sensibilidade % Especificidade % DENV-4 Sensibilidade 38 97,4% Especificidade ,3% maior rapidez e confiabilidade. Os resultados são obtidos em até 1 hora e relatórios gerados diretamente do programa integrado ao equipamento. O quadro epidemiológico atual da dengue no país caracteriza-se pela ampla distribuição do Aedes aegypti em todas as regiões, com uma complexa dinâmica de dispersão do seu vírus e circulação simultânea de três sorotipos virais (DENV1, DENV2 e DENV3), já com a introdução do sorotipo DENV4. A detecção precoce para identificação e/ou confirmação da infecção por DENV é importante principalmente em períodos de surto ou epidemia, para o tratamento de pacientes e eficiente implementação de medidas de controle pelos órgãos de saúde pública. Neste contexto, o RT- PCR em tempo real é um excelente método para o diagnóstico precoce de infecção por DENV devido à elevada sensibilidade e especificidade, além da facilidade do processamento de grande número de reações e da rápida detecção de quantidades mínimas de material genético do vírus nas amostras dos pacientes. * Termociclador para PCR em Tempo Real que realiza análises qualitativas e quantitativas de ácidos nucleicos em amostras biológicas. (: (21) : :: 48

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50 Horiba Medical oferece ao mercado nova versão do Pentra 60 A Horiba Brasil, multinacional japonesa especializada na fabricação de equipamentos de alta tecnologia para medição e análise, apresenta ao mercado brasileiro a nova versão do analisador hematológico Pentra 60. Chamado de Pentra ES60, o equipamento foi melhorado com o diferencial de ter o módulo tudo aberto, que o difere dos outros analisadores disponíveis no mercado. Além disso, possui capacidade de gerenciamento dos dados dos pacientes. Com a nova versão, a rotina fica mais dinâmica e segura, já que o acesso é restrito por login e senha. Todos conseguem obter os dados completos como nível do reagente, número de lote, entre outras informações importantes, diz Rafael Abdel, gerente de marketing da Horiba. São 60 amostras por hora, com 26 diferentes parâmetros, o que possibilita resultados fidedignos em relação à contagem das células do sangue. Possui também relatórios mais claros e concisos, resultado dos testes e análise automática. O Pentra ES60 oferece a vantagem de ter a tecnologia MDSS e DHSS, responsáveis pela realização do diagnóstico de forma rápida e precisa. Outra característica é a manutenção. Sempre levamos em consideração a manutenção do equipamento. Como todos os produtos da Horiba, este também não necessita de manutenção diária, sendo um benefício muito apreciado pelos laboratórios, finaliza Abdel. Ensaio Abbott Architect Tacrolimus Dentro da ampla linha de diagnóstico sorológico de drogas imunossupressoras, o teste Abbott Architect Tacrolimus garante um acompanhamento preciso da terapia e proporciona maior confiança no resultado do paciente. O Tacrolimus é uma droga imunossupressora utilizada para inibir o processo imunológico de rejeição de órgãos. A droga atua na via intracelular da calcineurina, levando à inibição da ativação dos linfócitos T e do seu consequente ataque contra o órgão transplantado. Uma vez administrado, a metabolização do Tacrolimus é variável e irregular. Estudos farmacêuticos com Tacrolimus têm mostrado que há uma grande diferença inter e intraindividual em órgãos de pacientes transplantados (1, 2). Por estas razões, a monitorização da terapia é necessária para controlar uma concentração no sangue com níveis significativos ao ponto de prevenir a rejeição, mas o suficientemente baixos para minimizar os efeitos secundários tóxicos, tais como diabetes, neuropatia e nefrotoxicidade (3). O ensaio Abbott Architect Tacrolimus é um imunoensaio de micropartículas por quimioluminescência (CMIA) para a determinação quantitativa do Tacrolimus em sangue total humano no Sistema Architect i (Architect i1000, i2000 e i4000). Apresentando um limite inferior de quantificação (LOQ) menor a 1 ng/ml, este ensaio é o único imunoensaio disponível que cumpre com as recomendações de LOQ do Consenso Europeu (4). O ensaio Architect Tacrolimus está desenhado para ter uma média de recuperação de 100 ± 10% de valores esperados inclusive na presença de substâncias farmacêuticas, substâncias endógenas e estados clínicos potencialmente interferentes. O ensaio Abbott Architect Tacrolimus detecta com precisão as menores mudanças nas concentrações deste imunossupressor, ajudando aos médicos a prestar uma ótima assistência ao paciente, permitindo ajustar a dosagem para prevenir a rejeição dos órgãos transplantados e ao mesmo tempo evitar os efeitos colaterais que estas drogas podem causar quando se encontram em concentrações elevadas. Referências Bibliográficas 1. Venkataramanan R, Jain A, Warty VW, et al. Pharmacokinetics of FK506 following oral administration. A comparison of FK506 and cyclosporine. Transplant Proc 1991;23 (1): Warty V, Zuckerman S, Venkataramanan R, et al. FK506 measurement: comparison of different analytical methods. Ther Drug Monit 1993;15 (3): Wallemacq P, Reding R. FK506 (Tacrolimus), a novel immunosuppressant in organ transplantation: clinical, biomedical and analytical aspects. Clin Chem. 1993;39: Pierre Wallemacq et al. Opportunities to Optimize Tacrolimus Therapy in Solid Organ Transplantation: Report of the European Consensus Conference. Ther Drug Monit 2009;31 (2), RMS: ; : :: 50

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52 Labtest marca presença com estande na Hospitalar 2013 A Labtest Diagnóstica S/A participará com estande da Feira Hospitalar 2013, a ser realizada entre os dias 21 e 24 de maio, em São Paulo/SP. Este é o 5º ano consecutivo que a empresa participa como expositora do evento, possibilitando sempre contatos importantes com fornecedores e clientes. Neste ano, a maior indústria do segmento de diagnóstico in vitro lançará o Cento de Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia, o CDICT. O grande objetivo deste Centro é auxiliar a indústria, gerando conhecimento aplicado, e funcionar como um integrador entre universidade, iniciativa privada, institutos e governo. A Labtest convida todos a visitarem seu estande, que ficará localizado na Rua I 01/03 Pavilhão Azul do Expo Center Norte (São Paulo/SP). A Sysmex acaba de lançar seu novo website para a América Latina e Caribe que está mais moderno, ágil e funcional. Através do endereço clientes, parceiros e distribuidores terão acesso a informações sobre os produtos e tecnologias nas áreas de hematologia, urianálise e coagulação. Por esse canal também será possível encontrar informações sobre as ações da Sysmex no mercado de diagnóstico in vitro em toda a região. Mais bonito e organizado, o novo site é o primeiro lançamento da empresa no ano de 2013 que será cheio de novidades. :: Sysmex lança seu novo website na América Latina e Caribe Diagnóstico da Aspergilose Invasiva A Aspergilose Invasiva (AI) é uma infecção causada por fungos, afetando, na maioria dos casos, pacientes imunodeprimidos. A mortalidade causada pela AI em pacientes receptores de transplante de medula óssea situa-se entre 70 a 93% dos casos, devido, sobretudo, às dificuldades em se diagnosticar a doença de forma confiável e em tempo hábil. Um diagnóstico precoce é crítico para a eficácia do tratamento e também para se evitar a administração inapropriada da terapia antifúngica, considerada tóxica ao paciente. Até recentemente o diagnóstico da AI era baseado nos métodos tradicionais (radiografias e tomografias computadorizadas), produzindo resultados tardios e inconclusivos. O diagnóstico por histopatologia ou cultura é limitado pela baixa sensibilidade e pela necessidade de realização de procedimentos invasivos. Terapias antifúngicas tóxicas são empregadas de forma empírica sem se estabelecer um diagnóstico conclusivo. As doses dos agentes antifúngicos são mantidas ou reduzidas de acordo com a melhora do quadro clínico ou com o desenvolvimento de toxicidade pelo paciente. A falta de um diagnóstico definitivo aliado à terapia empírica permite a progressão da AI. O ensaio Platelia Aspergillus Ag (Detecção do antígeno Galactomanana) auxilia o clínico a tomar a decisão terapêutica adequada. O ensaio Platelia Aspergillus Ag é um método de diagnóstico não invasivo consistindo-se de um teste imunoenzimático tipo sanduíche (Elisa) para a detecção do antígeno circulante da Galactomanana (maior constituinte da parede celular do Aspergillus) em soro e em lavado bronco alveolar (LBA). Comparado aos métodos clássicos de diagnóstico, o ensaio desenvolvido pelos laboratórios Bio- -Rad é uma ferramenta segura, rápida e confiável para o diagnóstico precoce da Aspergilose Invasiva. 8: (: (11) / :: 52

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54 Mindray patrocina o 6 Curso de Interação clínico-laboratorial promovido pela SBPC em Campinas, SP Mais de 110 membros da comunidade médica de diversos Estados do Brasil e das mais renomadas instituições estiveram presentes na Jornada de Patologia Clínica da SBPC/ML 6 Curso de interação clínico-laboratorial. Dr. Alex Galoro, presidente científico da SBPC/ML, fez a abertura do evento apresentando a Mindray e dando início a uma sólida parceria para os próximos eventos. O curso abrangeu os mais diversos temas presentes no dia- -a-dia da rotina clínico-laboratorial, onde cada vez mais se faz necessário uma constante busca pela atualização de ambas as partes envolvidas no diagnóstico, mantendo assim uma perfeita sintonia para obter melhores resultados no tratamento do paciente. O intuito é trazer à comunidade médica as últimas novidades sobre os mais variados temas e a necessidade de equipamentos que possuam acurácia e precisão e que sejam capazes de dar uma resposta condizente com o estado clínico do paciente. Dessa forma, o alinhamento entre o laboratório e o médico segue com uma relação de confiança. A Mindray possui um portfolio de produtos que visa atender aos mais exigentes formadores de opinião. Com a exclusiva tecnologia SF Cube, o analisador hematológico BC6800, cumpre o que promete e vai além. Com 33 parâmetros reportáveis e 14 de pesquisa, é capaz de fornecer dados sólidos em 3D para o diagnóstico de anemias, populações de células anormais e até mesmo infecção por malária. A Mindray Medical International é uma empresa global que emprega mais de colaboradores, com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE: MR) e negócios em mais de 190 países e regiões. No Brasil, a Mindray conta com uma subsidiária em São Paulo desde 2008, trabalhando em conjunto com uma vasta rede de distribuidores autorizados. Seus esforços já renderam uma base instalada de cerca de equipamentos em laboratórios brasileiros. :: Linha de Biorreatores TPP Normalmente empregado na produção de vacinas, o cultivo celular recentemente encontrou espaço na indústria farmacêutica, sendo bastante utilizado na produção de proteínas terapêuticas e hormônios sintéticos. Onde exclusivamente eram utilizados cultivos bacterianos, a utilização de células animais para tais finalidades surgiram com a vantagem de garantir maior segurança na reprodução de proteínas mais complexas, por exemplo. Em contrapartida, o cultivo dessas células exige um controle maior das condições do meio de cultura. Desta forma, necessitando maiores cuidados para o aperfeiçoamento da técnica, foram desenvolvidos os biorreatores. Utilizando meio de cultura líquido, permitem a renovação do ar e de nutrientes durante o cultivo e resultam em maior crescimento e multiplicação quando comparado a meios sólidos. Já em comparação com a tecnologia de micropropagação tradicional, a utilização de biorreatores apresenta uma série de vantagens, tais como: aceleração no processo de multiplicação, redução significativa dos custos, uniformização da produção, entre outros. Tendo levado em consideração tamanha importância, a TPP disponibiliza uma linha de Biorreatores (disponível nos volumes de 50 e 600mL), que proporcionam maior vantagem na produção de células em larga escala, aumentando a produtividade e permitindo uma melhor análise das células em suspensão. Os Biorreatores TPP, além de possuírem aberturas nas tampas, que permitem a troca de gases, podendo também ser vedadas pelo usuário de acordo com sua necessidade, utilizam filtros PTFE que garantem a esterilidade dessa troca gasosa. 8: :: 54

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58 Hotsoft conquista duas certificações CMMI inéditas O setor de software laboratorial brasileiro registra uma grande conquista. De forma inédita no Brasil, a Hotsoft é a primeira empresa a obter as certificações CMMI-DEV e CMMI-SVC ao mesmo tempo. O CMMI (Capability Maturity Model Integration), desenvolvido pelo SEI (Software Engineering Institute) da Universidade Carnegie Mellon, é um modelo de referência que contém práticas necessárias à maturidade em disciplinas específicas, como a Engenharia de Software. Surgiu na década de 1980 como um modelo para avaliação de risco na contratação de empresas de software pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que desejava ser capaz de avaliar os processos de desenvolvimento utilizados pelas empresas que concorriam em licitações, como indicação da previsibilidade da qualidade, custos e prazos nos projetos contratados. O CMMI foi construído considerando três dimensões principais: pessoas, ferramentas e procedimentos. O processo serve para unir essas dimensões. O CMMI para Desenvolvimento (CMMI-DEV) é destinado ao desenvolvimento de produtos e serviços e composto pelas melhores práticas associadas a atividades de desenvolvimento e de manutenção que cobrem o ciclo de vida do produto desde a concepção até a entrega e manutenção. O CMMI para Serviços (CMMI-SVC) cobre as atividades de prestação e gestão de serviços. Euclides Gomes Junior, diretor técnico da Hotsoft, Ana Rouiller, da SW Quality e Maurílio Flores Francisco, líder do projeto CMMI na Hotsoft Equipe da Hotsoft presente no dia da certificação CMMI Ana Rouiller, avaliadora CMMI da SWQuality, empresa certificadora, comenta: Entre todas as empresas de software que já certificamos, a Hotsoft se destaca pela maturidade dos processos internos e merece o nosso reconhecimento por ter assumido o desafio de enfrentar a avaliação da empresa inteira, usando dois modelos CMMI ao mesmo tempo (Desenvolvimento e Serviços). Euclides Gomes Junior, Diretor Técnico da Hotsoft, comemora: Trabalhamos durante um ano para chegar a essa certificação. As auditorias externas de qualidade não representam novidade para nós porque implantamos a ISO 9000 há 17 anos, mas o CMMI é algo muito focado na nossa atividade fim. Para os clientes e para o mercado essa é mais uma prova do nosso compromisso com o contínuo aperfeiçoamento dos softwares e melhoria no atendimento. (: (44) / 8: :: Colesterol HDL Direto Metodologia Clearence Randox Medições exatas e precisas de HDL são necessárias para o diagnóstico efetivo e tratamento de distúrbios lipídicos. É importante que o ensaio de HDL seja capaz de medir HDL não apenas de amostras normais, mas também daquelas alteradas. O reagente HDL Cholesterol (Direct Clearence Method) da Randox utiliza a metodologia de Clearence direta para a determinação de HDL. Esta metodologia proporciona uma maior exatidão e reprodutibilidade quando comparada a outras técnicas de determinação, devido ao fato de que todos os componentes não HDL, tais como vldl, quilomicrons e LDL são removidos da amostra no primeiro passo da reação estes componentes não são mascarados como em outras metodologias para determinação do HDL. Isto é importante, uma vez que tem sido observado que quando se trata de amostras com níveis elevados de triglicérides ou bilirrubina, as demais metodologias não são capazes de diferenciar claramente entre HDL e componentes não HDL anulando efetivamente os efeitos do teste. Devido ao fato do HDL da Randox utilizar o método Clearence, estas interferências não se mostram como um problema. No segundo passo da reação, o HDL é medido de forma específica, resultando em um alto grau de exatidão, mesmo com amostras alteradas. Estudos realizados mostram não só as vantagens do método Clearence da Randox para dosagem de HDL em amostras normais mas, o que é mais importante, em amostras alteradas. A metodologia Clearence direta da Randox para dosagem de HDL utiliza um método superior para a determinação de HDL e ainda oferece uma série de outros benefícios: Reagente líquido pronto para uso - para facilitar a utilização no laboratório Não é necessário pré-tratamento da amostra - para conveniência do usuário Interferência limitada de hemoglobina, bilirrubina, intralípides e triglicérides - para resultados mais exatos Amplo intervalo operacional - 7,3 a 144mg/dL (0,189 a 3,73mmol/L) Protocolos disponíveis - aplicações específicas para uma ampla variedade de equipamentos de bioquímica (: (11) / (11) :: 58

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60 Greiner Bio-One apresenta o gerenciador TS-1500 para recepção e triagem de amostras A Greiner Bio-One traz para o mercado nacional, com exclusividade, o gerenciador TS Este novo equipamento contribui substancialmente para a otimização do processo laboratorial, proporcionando melhorias significativas como maior agilidade no processo de recepção e triagem das amostras, melhorando a sinergia entre as etapas do trabalho e reduzindo a zero as chances de erros durante esse processo. Consequentemente a qualidade do atendimento ao cliente é elevada, aumentando a competitividade do negócio, além de proporcionar um crescimento de forma sustentada sem perda de qualidade no processo. O principal objetivo do TS-1500 é gerenciar automaticamente a recepção e triagem das amostras, efetuando a identificação e entrada no sistema de informações laboratoriais (LIS), separando as amostras e encaminhando-as para as caixas de destino. O sistema tem capacidade de processar até tubos/hora e basicamente consiste em uma caixa de entrada, até dez caixas de saída, uma caixa de erro opcional, correias para movimentação dos tubos, unidade de deslocamento do tubo, leitor de código de barras e tela sensível ao toque. As principais vantagens atribuídas a esta novidade são segurança e conforto. A segurança é garantida através do conceito e design simples, permitindo a rápida separação, leitura contínua e triagem dos tubos. As caixas de destino possuem monitoramento de quantidade e dispositivo de contagem de até 150 tubos, sendo que o processo de triagem interrompe automaticamente quando uma das caixas é retirada, evitando perda de amostras dentro do sistema. As amostras são classificadas rapidamente e encaminhadas imediatamente para as caixas de destino. O conforto pode ser notado através da classificação automática, controle contínuo e monitoramento da entrada de diferentes tipos de tubos de amostras. A operação é extremamente simples, com tela sensível ao toque, ergonomicamente projetada com informações de fácil compreensão para o usuário e troca rápida das caixas carregadas por caixas vazias com a parada e início automático do sistema. O sistema é muito simples de ser operado. Primeiramente, os tubos de amostra que são recebidos no laboratório podem ser inseridos diretamente na caixa de seleção. Basta pressionar o botão iniciar na tela para o início do processo de separação e triagem. O específico desenho da caixa de triagem, com uma única correia coletora, possibilita o processamento a partir dos primeiros tubos inseridos no sistema. O mecanismo de separação pega os tubos da caixa de seleção e transfere para a correia de transporte. As amostras deslizam sobre a correia de transporte e são identificadas e registradas via o código de barras dos tubos. Logo após o reconhecimento, os tubos de amostra são transportados para as caixas de destino, conforme programado nas regras de seleção. Estas caixas são facilmente retiradas e levadas para os analisadores. O processo de triagem é interrompido automaticamente quando as caixas forem retiradas e inicia automaticamente com a colocação de uma caixa vazia. O TS-1500 é mais uma novidade apresentada pela Greiner Bio-One Brasil, ampliando o portfólio de soluções criadas para agregar valor aos nossos clientes. :: Mais um lançamento Cral: lâmina para automação tipo Sysmex e cubeta para aparelho tipo Konelab A lâmina para automação tipo Sysmex, entre outros, é fosca lapidada, no tamanho 26 x 76mm, espessura de 1,0 a 1,2mm, produzida em vidro ótico especial, transparente de alta qualidade e sem imperfeições. A caixa vem com 50 unidades revestidas com embalagem plástica, sem seda entre as lâminas. Encaixe perfeito nos equipamentos de hematologia da marca Sysmex. A cubeta para aparelho tipo Konelab proporciona encaixe perfeito nos analisadores de química clínica Konelab 20, Konela Prime 60 e Thermo Scientific, entre outros. É comercializada em caixas com 30 racks, contendo em cada rack 30 cubetas com 12 orifícios. (/ : (11) ou (11) : :: 60

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62 Intolerância à lactose Intolerância à lactose resulta na inabilidade do indivíduo digerir a lactose, o açúcar predominante do leite. Esta inabilidade é causada pela redução da atividade da enzima lactase, que é produzida no intestino delgado. A lactase quebra o açúcar do leite (lactose) em monossacarídeo (glicose e galactose), que é absorvido pela corrente sanguínea. A atividade da lactase começa a reduzir após o período de amamentação. Um terço da população adulta no mundo não mantém esta habilidade. Estima-se que 15-20% dos europeus e 90% dos asiáticos, africanos e americanos nativos sofram de intolerância à lactose. Pacientes que procuram tratamento médico por sintomas causados por intolerância à lactose recorrem frequentemente à endoscopia da parte superior do intestino. Contudo, a intolerância à lactose não pode ser diagnosticada somente baseada na endoscopia ou por avaliação microscópica da amostra da biópsia. A deficiência da enzima pode ser determinada bioquimicamente através da amostra de biópsia homogênea. Atualmente há um teste Point of Care (POC) da Biohit Teste Quick de Intolerância à Lactose que oferece um método alternativo para detecção de hipolactasia. A amostra de biópsia é obtida da mucosa da parte superior do intestino delgado e é examinada imediatamente. O desenvolvimento de cor do líquido após 20 minutos informa se existe ou não a presença da enzima lactase na amostra de biópsia. Recentemente, foi realizado um estudo para analisar a aplicabilidade do Teste Quick de Intolerância à Lactose (Biohit) em relação ao teste genético baseado nos genótipos LCT-13910C>T, previamente validado para a prática clínica, para diagnóstico de má digestão primária de lactose/digestão de lactose. Com este estudo concluiu-se que o Teste Quick (Biohit) é altamente sensível e específico para diagnóstico de hipolactasia e indicou aqueles pacientes com sintomas de intolerância à lactose. Estudo completo em: php?pid=s &script=sci_arttext :: Adaptador de agulha para coleta de sangue a vácuo Vacuplast O Adaptador de agulha para coleta de sangue a vácuo Vacuplast é fabricado pela Cral, empresa certificada ISO 9001 e BPF (Boas práticas de Fabricação), seguindo rigorosos padrões de qualidade, com as seguintes características: Apoio para a agulha de coleta múltipla de sangue Utilizado como guia para introdução do tubo na agulha Formado por um cilindro feito em polipropileno Possui adaptação de rosca para encaixe de agulhas Produtos cadastrados na Anvisa (/ : ou : / :: Grupo Reação reúne seus associados em um evento modelo para o setor O mês de abril é especialmente ímpar para todo o Grupo Reação. Entre os dias 12 e 14 aconteceu na cidade de Balneário Camboriú, Santa Catarina, a terceira edição do Reúne. O evento que surgiu em 2011 com o objetivo de promover a troca de informações e conhecimento entre os laboratórios do Grupo, ganhou proporções muito maiores. A dinâmica do Reúne está em aproximar os laboratórios associados ao Grupo através de um encontro com duração de um final de semana, geralmente em um hotel, com atividades sociais e atividades que trabalham assuntos como gestão, marketing, negócios em geral. Em 2012 a segunda edição trouxe programações mais refinadas e um cuidado ainda maior para oportunidades pudessem ser fomentadas entre o grupo. De fato o alto nível do evento está relacionado ao nível dos seus participantes, o que torna o Reúne um momento único para a discussão de ideias e tendências, e para a troca de informações sobre o segmento. A iniciativa, a princípio inédita no meio, tem despertado a atenção de outros grupos interessados em participar do Reúne ou em contar com o Reação na realização de movimentos parecidos em suas regiões. A certeza é que o modelo encontrado para promover a troca de conhecimento e novas relações interpessoais foi acertado. Com isso, cabe apenas esperar resultados ainda melhores após esta edição de abril e prever uma relação ainda mais harmônica e proveitosa entre os integrantes deste grupo econômico que se reúne a cada edição do evento. 62

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64 Atualização CLSI 2013 Como acontece todos os anos, o CLSI (Clinical Laboratory Standards Institute)* disponibilizou a seus associados normas atualizadas para a execução dos testes de suscetibilidade a antimicrobianos (o popular antibiograma). Em 2013, as principais alterações realizadas e divulgadas em um workshop recente na cidade de São Paulo, foram as seguintes: Enterobacteriaceae: interpretação e liberação de fluoroquinolonas em Salmonella. Staphylococcus spp.: excluídos critérios de interpretação (pontos de corte) para todos os beta-lactâmicos, exceto penicilina, oxacilina e cefoxitina. Eliminado o disco de oxacilina para S. aureus. Acrescentados pontos de corte para ceftarolina (nova cefalosporina com atividade contra MRSA). Neisseria gonorrhoeae: enfatizada a necessidade de testar para detectar resistência emergente a cefalosporinas. Streptococcus pneumoniae: acrescentado teste de resistência induzida à clindamicina (D-teste); pontos de corte revisados para tetraciclina e adicionados para doxiciclina. Streptococcus do grupo Beta-hemolítico: recomendações para teste e liberação de resistência induzida à clindamicina (D-teste). Controle de qualidade: novas recomendações para passar do teste diário para semanal. Adicionadas tabelas de resistência intrínseca para estafilococos, enterococos e BGN não-enterobacteriaceae. Os discos de antimicrobianos para testes de suscetibilidade da Newprov preenchem as especificações exigidas pelo CLSI e, quando conservados adequadamente, têm sua qualidade garantida. * Órgão internacional que desenvolve e divulga padrões voluntários de consenso sobre exames de laboratório para a comunidade de serviços à saúde. É reconhecido e aceito no mundo todo e, especialmente na área de Microbiologia Clínica, é seguido por vários países, inclusive o Brasil. 8: Grupo Werfen realiza o 1 Congresso de Distribuidores da América Latina no Brasil O Grupo Werfen mais uma vez promoveu o seu encontro Anual de Distribuidores da América Latina. Pela primeira vez o evento foi realizado no Brasil no Resort Club MED Trancoso Bahia, onde vários stakeholders participaram e contribuíram com as divulgações de todas as linhas do grupo, sendo elas: Coagulação, Gasometria, Autoimunidade e Sorologia. Este evento teve como objetivo a divulgação dos lançamentos do Grupo e alinhar estratégias para O evento contou com palestras ministradas por renomados palestrantes, onde foram apresentados os produtos, soluções integradas, cases de sucesso, experiências cotidianas e incentivando cada vez mais o network entre todos. Realizado de 28 de janeiro a 1 de fevereiro de 2013, o congresso contou com a parceria da LTN Eventos e reuniu os principais distribuidores do grupo na América Latina, sendo nove deles do Brasil: Albalab, Centerlab, Hospitec, Imunotech, JR Ehlke, Ramtech, Servfarma, Standard e Sullab. Devido à grande importância estratégica da Werfen Brasil para o grupo, o evento contou com a presença dos mais importantes diretores do grupo, incluindo o presidente, Jordi Rubiralta. O Grupo Werfen é considerado um dos mais inovadores do mundo, com grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos, contando sempre com feedback de seus parceiros, trabalhando com total transparência. Entre seus clientes presentes no encontro, destaque para a Dra. Lorena Faro (Gestora Negócios Hospitais DASA), que participou com o tema Implantação da plataforma GEM Premier na rede hospitalar DASA, relatando a importância das acreditações, controles de qualidades criteriosos com soluções práticas e simples, atendimento rápido de seus usuários (TRR time de resposta rápida), equipamentos Point-of-Care e soluções com softwares integrados para o uso diário de suas unidades hospitalares. Entre seus cases de sucesso, a Dra. Lorena citou como uma das soluções encontrada pela DASA a implantação da plataforma de gasometria GEM Premier, com seu controle de qualidade full time IQM em sua rede hospitalar. A Dra. Fernanda Flumian (Supervisora de Autoimunidade da DASA/SP) apresentou o projeto do laboratório integrado de Autoimunidade que a Werfen Brasil está implantando na unidade DASA de São Paulo-SP. Dr. Amadeo Alquezar, por sua vez, apresentou os resultados dos testes realizados no Brasil para o lançamento de um novo produto de sorologia pela metodologia de quimioluminescência desenvolvido pelo Grupo Werfen. Entre os distribuidores brasileiros, a Sullab, atuante nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, compartilhou a sua experiência na comercialização dos produtos de gasometria GEM Premier na região. A Servfarma, distribuidor no Estado de São Paulo, foi contemplada com o prêmio Distribuidor Revelação e a Imunotech, distribuidora no Distrito Federal, Goiás e Tocantins, levou o prêmio Projeção de Futuro. A JR Ehlke, distribuidora no Paraná, levou o prêmio de Melhor Distribuidor Critical Care. 64

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66 HiMedia Biomol reagentes para biologia molecular Seguindo os padrões de Boas Práticas de Funcionamento da Organização Mundial da Saúde (GMP/WHO) em todas as fases de produção, a HiMedia apresenta sua linha de Biologia Molecular de alta qualidade, purificadas a partir de fontes de renome. De acordo com as normas ISO , ISO 13485, CE e especificações de BPF para todo o processo, apresenta um programa que é garantia de qualidade (nível de rejeição abaixo de 0,5%). Esse alto grau de precisão e rigor resulta em produtos de qualidade superior que atende às demandas acadêmicas de Universidades, Instituições de pesquisas e grandes laboratórios para o desenvolvimento de novas tecnologias. Há 36 anos a HiMedia Laboratories é reconhecida como líder na fabricação de meios de cultura e também integra-se, totalmente, à área de Biologia Molecular oferecendo toda sua tradição e experiência no desenvolvimento e fabricação da linha de reagentes livres de DNase e RNase e proteases. Os produtos atuam de forma específica para: Conservação, purificação e precipitação de ácidos nucleicos Amplificação, clonagem e hibridização de ácidos nucleicos Preparação de proteínas Eletroforese de ácidos nucléicos e proteínas Blotting de proteínas Ensaios de viabilidade celular Como parte do sistema de qualidade os produtos acompanham as Instruções de Uso, Ficha de Segurança e o Certificado de Qualidade referente a cada lote fabricado. Há oito anos a Biosystems trabalha com a marca HiMedia e é representante exclusiva da marca no Brasil. :: Diagnostek agora é DK Diagnostics e marca presença na 20º Hospitalar Entre os dias 21 a 24 de maio, a Hospitalar, maior feira e fórum de saúde das Américas, comemora sua 20º edição e, mais uma vez, a DK Diagnostics confirma sua presença, reforçando o intuito de promover e esclarecer os benefícios de seus produtos, metodologias e serviços. Com filiais nos Estados Unidos, Espanha e Índia e visando atender o seu processo de globalização, a empresa passa por reformulação institucional, pega carona no evento e aproveita para apresentar sua nova marca: DK Diagnostics - Inovação a serviço da saúde. Além disso, os visitantes poderão tirar dúvidas, conhecer de perto e trocar impressões com quem já conhece e utiliza o revolucionário sistema Paratest : sistema parasitológico amplamente conhecido e de sucesso no mercado, utilizado para coleta e procedimento de preparação nas análises de amostras para diagnóstico de enteroparasitoses. O Paratest conta com três opções de conservantes: a formalina 5% neutra e tamponada, o SAF e o Greenfix, um conservante inovador e biodegradável, que substitui soluções fixativas perigosas e até cancerígenas. O Greenfix é constituído basicamente por um produto químico ativo que substitui os outros conservantes. Sua formulação também dispensa o uso de solventes orgânicos perigosos. O Paratest não é um simples coletor com conservante. Trata-se de um sistema que facilita todo o processo, pois sintetiza o exame parasitológico desde a coleta, passando pela conservação, diluição, filtragem e concentração. Por fim, resulta em um sedimento altamente limpo para a análise microscópica, uma vez que utiliza um sistema de filtragem de 266 micra. Dessa forma, em espaço reduzido, é possível realizar com eficiência, o maior número de exames a um custo mais baixo que os métodos tradicionais. A DK Diagnostics estará na Rua K 08 Pavilhão Azul. (: (11) Nextel ID 84*6502 :: 66

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68 Dosagem de lipase e amilase no diagnóstico das pancreatites O pâncreas é um importante órgão gastrintestinal, cujas funções exócrinas e endócrinas podem ser afetadas por doenças. A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, uma glândula localizada na parte superior do abdome, atrás do estômago, cuja função é produzir hormônios, sobretudo a insulina, responsável pelo metabolismo da glicose, e fabricar enzimas que ajudam a digerir gorduras e proteínas. A doença é classificada como aguda ou crônica por critérios clínicos e patológicos. Quando aguda se caracteriza por aumento da glândula, devido ao acúmulo de secreções, ou crônica, quando o pâncreas fica atrofiado e deixa de realizar suas funções adequadamente. A pancreatite aguda pode ser causada pela migração de pequenos cálculos biliares que obstruem a porção terminal do colédoco, interrompendo o fluxo das secreções pancreáticas. Essa obstrução provoca processo inflamatório intenso e aumento da glândula por causa do edema, ocorrendo acúmulo de líquido em seu interior. Em outros casos a pancreatite está associada ao abuso de álcool, onde o consumo é maciço e de longa duração. Os principais sintomas manifestam-se pelo início de dor abdominal intensa, que se irradia para região das costas, náuseas, vômitos, febre, distensão abdominal, icterícia e possível desenvolvimento de hipotensão ou de choque. As doenças mais comuns que são clinicamente confundidas com a pancreatite aguda (ou algumas vezes crônica) incluem: úlcera péptica perfurada, inflamação ou cálculos do trato biliar, infarto intestinal e hemorragia intra-abdominal. Em alguns casos, pode-se considerar o infarto do miocárdio como um diferencial no diagnóstico. Na pancreatite crônica a dor abdominal é recorrente ou persistente e a evidência de insuficiência pancreática exócrina ou endócrina pode ser encontrada como resultado da inflamação ou desnutrição progressiva do pâncreas. Elevações das enzimas digestivas no soro podem ser associadas ao derrame pleural ou ascite, tendo como consequência o resultado da absorção do líquido ascítico para dentro da circulação. Em alguns casos de pancreatite aguda grave a evolução se dá através da formação de pseudocisto, que é um líquido pancreático rico em enzimas, encapsulado por tecido inflamatório, onde ocorre uma consequência de autodigestão e liquefação do tecido pancreático após hemorragia e necrose. Na pancreatite crônica o diagnóstico pode ser difícil, visto que a doença representa um fenômeno de estágio terminal com desenvolvimento de processo agudo. O caso clássico de pancreatite crônica consiste em diabetes, calcificação pancreática. Durante a inflamação crônica do pâncreas, a dor se evidencia de forma intensa e com duração maior e recorrente. Em fase mais avançada da doença, o indivíduo apresenta diarreia de intensidade, devido à digestão e absorção da gordura dos alimentos. Os sintomas descritos pelo paciente e o exame clínico, associado à história de consumo de álcool ou de cálculos na vesícula biliar, fazem uma possível suspeita de diagnóstico. De qualquer forma, o quadro precisa ser confirmado por exames laboratoriais, tanto para avaliar o estado geral da pessoa quanto para dosar os níveis das enzimas lipase e amilase uma vez quando elevados gera um indicativo das pancreatites. Estudos por imagens, como a ultrassonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, também servem como auxílio médico, pois avaliam a morfologia da glândula e podem detectar a presença de cálculos. O tratamento clínico requer internação hospitalar. E como não existe nenhum medicamento capaz de desinflamar o pâncreas, o paciente deverá permanecer em jejum até que regrida o processo inflamatório, e sob hidratação por soro na veia. A Biotécnica disponibiliza em sua linha de produtos os reagentes Lipase e Alfa Amilase sendo aplicáveis para testes manuais e automatizados. Por Lidiane Pimenta (: (35) / 8: Com mais de 35 anos de experiência e tradição no segmento, a Cral lança sua nova linha de esparadrapos Copertina. Os esparadrapos Copertina são perfeitos para fixação de curativos e produtos médico-hospitalares. Estão disponíveis nas versões branco, transparente e microporoso, em diversos tamanhos. Esparadrapo branco: impermeável, dimensões disponíveis: 1,2cm x 4,5m; 2,5cm x 0,9m; 2,5cm x 4,5m; 5cm x 4,5m; 10cm x 4,5m Esparadrapo transparente: hipoalergênico e deixa a pele respirar. Dimensões disponíveis: 1,2cm x 4,5m; 2,5cm x 4,5m; 10cm x 4,5m Esparadrapo microporoso: hipoalergênico e deixa a pele respirar. Dimensões disponíveis: 1,2cm x 4,5m; 1,2cm x 10m; 2,5cm x 0,9m; 2,5cm x 4,5m; 2,5cm x 10m; 5cm x 4,5m; 10cm x 4,5m Produtos cadastrados na Anvisa. Esparadrapos Copertina: lançamento da Cral (/ : (11) ou (11) / 8: / :: 68

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70 Sebia e a importância clínica do teste de eletroforese A eletroforese é uma metodologia laboratorial usada para fracionar proteínas, enzimas, DNA, de amostras (sangue, urina, fluídos, células, etc.) submetidas a um campo elétrico contínuo, onde as proteínas carregadas eletricamente são atraídas para os polos positivo ou negativo - atrações opostas às cargas das substâncias analisadas. Desde que foi desenvolvida, a eletroforese vem se modernizado a cada dia e hoje pode-se afirmar que é um recurso imprescindível para os laboratórios clínicos de todo o mundo. Com os mais recentes avanços e o refinamento da tecnologia, a eletroforese de proteínas tem aumentado sua relevância constantemente e hoje é apontada como a única técnica capaz de detectar e monitorar componentes monoclonais em pequena, média e grande quantidade. Além disso, somente através da quantificação dos componentes monoclonais fornecida pela eletroforese o médico terá como medir a eficácia de um tratamento, bem como a evolução da doença de forma mais minuciosa. Ainda através da eletroforese de proteínas séricas podemos realizar uma avaliação precisa da resposta ao tratamento, classificando- -o como: remissão completa (RC), remissão parcial muito boa (RPMB), remissão parcial (RP) ou ainda, a recidiva no caso de pacientes com Mieloma Múltiplo. Por meio da eletroforese urinária podemos ainda identificar com maior precisão o nível do dano renal de um paciente. Entre outras importantes indicações do teste de eletroforese de proteínas, vale citar que em vários países da Europa a eletroforese de proteínas séricas já faz parte dos testes laboratoriais de rotina em todas as pessoas a partir dos 45 anos, e a Sebia vem trabalhando junto aos médicos na conscientização da importância deste exame também no Brasil. Como se pode ver, são inúmeras as aplicações do teste de eletroforese de proteínas séricas e urinárias, porém, é de grande importância também, a realização de um trabalho sério de capacitação e atualização dos profissionais envolvidos na liberação desses exames, para que dessa forma, eles possam ser interpretados de forma correta e completa, fazendo chegar aos médicos, resultados de precisão inquestionável. Na Figura, um exemplo do gel de eletroforese de proteínas e as principais proteínas que migram em cada zona. (: (11) Diagnósticos do Brasil recebe certificação ISO 9001:2008 Com pouco mais de dois anos de atuação no mercado de laboratórios de apoio, O DB - Diagnósticos do Brasil acaba de receber a certificação ISO 9001:2008 que atesta a excelência em gestão organizacional e padronização dos processos internos. A certificação atesta a credibilidade dos serviços prestados pelo DB a todos os seus clientes, principalmente quantos aos rígidos padrões de gestão e qualidade, e demonstra o compromisso do laboratório com a melhoria contínua dos seus processos, visando sempre a plena satisfação de seus clientes. A preocupação com a qualidade e segurança dos processos é uma premissa para o DB. Desde sua implantação, o laboratório segue os rígidos padrões de qualidade exigidos pelo seu ramo de atuação e, a cada ano, tem feito investimentos para garantir ainda mais a qualidade de seus serviços. Todo o trabalho para a obtenção da certificação ISO 9001:2008 foi conduzido por profissionais do próprio DB, que conheciam a realidade interna e contribuíram muito para a conquista do reconhecimento. Passamos por diversos desafios, pois o processo atingiu desde o motorista até a direção geral. É um grupo bastante heterogêneo. Quem conquista a certificação não é apenas uma pessoa, comenta Karen Barboza, do Controle de Qualidade do DB. Com a certificação ISO 9001:2008 já em vigor, o DB terá uma relação ainda mais direta com os clientes e consolida seu crescimento dentro do mercado. Os laboratórios que contratam os serviços do Diagnósticos do Brasil conhecem a sua preocupação com a qualidade e agora possuem ainda mais garantia. O processo para certificação abrangeu todos os setores do DB que passaram pela homogeneização de normas, desde a captação das amostras nos clientes até a entrega dos resultados das análises. O trabalho envolveu os funcionários de departamentos como logística, triagem, área técnica, assessoria científica, SAC e processos de suporte como tecnologia da informação, compras e almoxarifado. A certificação agrega ferramentas de gestão que permitem um crescimento da empresa de maneira ordenada e também com foco no cliente. Melhorando os processos internos, é possível atender ainda com mais qualidade a demanda. Pelo fato de o DB ter apenas dois anos, a certificação ISO 9001:2008 traz um diferencial em função do tempo de mercado. Em pouco tempo de atuação já foi possível ter esta conquista", explica Karen. O próximo objetivo do Diagnósticos do Brasil será a obtenção de certificações específicas para a área laboratorial, como o DICQ e PALC, para comprovar a qualidade já atingida na prestação de seus serviços. A padronização interna, atestada pela certificação ISO 9001:2008, facilita os processos para essas novas certificações. :: 70

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72 CDICT Labtest Labtest inaugura Centro de Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia CDICT O CDICT está localizado no BH-TEC e é a nova promessa de desenvolvimento de tecnologias que contribuam para a saúde e crescimento do país Com seus mais de 40 anos de atuação no mercado, investindo em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de soluções aplicáveis ao diagnóstico in vitro, a Labtest evoluiu e consolidou um setor de P&D, composto por diversos profissionais qualificados, entre mestres e doutores. Ressalta-se, no trabalho desta equipe, um histórico de sucesso no que diz respeito a produtos de bioquímica e imunologia, permitindo-a atuar em diferentes frentes, utilizando a inovação para incrementar a indústria de saúde no Brasil. Um dos objetivos do CDICT, que estará sediado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), é auxiliar a indústria, gerando conhecimento aplicado. Este é o negócio do CDICT. O planejamento estratégico dessa empresa nascente contempla a geração de tecnologia nacional, colaborando para a inovação do país, o que representa um dos pilares que movem o desenvolvimento das nações. O know-how adquirido, acumulado e aplicado ao mercado leva à população melhores soluções em saúde e coloca o país em uma posição mais competitiva, devido à sua maior independência tecnológica. Dessa forma, a expectativa do quanto este Centro poderá contribuir para a sociedade e para o Brasil como um todo, é visionária. é consequência do trabalho realizado e das interações promovidas. Interações estas que são facilitadas a partir do momento em que o CDICT assume também a função de integrador entre universidade, iniciativa privada, institutos e governo. Dessa forma, contribuirá para que as tecnologias desenvolvidas tenham real aplicabilidade no mercado e atendam às necessidades dos diversos agendes da indústria da saúde, bem como da própria sociedade. A Labtest, fundadora do CDICT, é uma das empresas que irão se beneficiar dessa geração de ideias e novas tecnologias. O já conhecido padrão de excelência em qualidade dos produtos desenvolvidos pela Labtest será ainda mais aprimorado neste momento, em que o P&D contará com estrutura própria e novos intercâmbios. Tal ambiente objetiva o estímulo à inovação e à criatividade, aliado ao consolidado conhecimento de mercado, disponibilizando soluções cada vez mais eficientes aos laboratórios clínicos, em benefício da vida. Diante desse cenário, tendo como foco estratégico a inovação, o CDICT trabalhará no desenvolvimento de produtos e linhas inovadoras, através do conceito de plataforma aberta de P&D. Este modelo de negócio é extremamente propício à formação de parcerias entre diferentes instituições, públicas e privadas. É imprescindível, ao sucesso deste modelo, que haja a circulação constante de pesquisadores e estudantes, mantendo um fluxo ativo de ideias, conceitos e novas tecnologias. Nesse conceito, a formação de capital humano qualificado Para saber mais: : / : (31) / :www.labtest.com.br 72

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74 ESPECIAL Especial Especial ESPECIAL Especial ESPECIAL Especial ESPECIAL ESPECIAL Especial Caracteres Chineses e Cajado de Pastor. Entre as displasias do sistema osteoarticular resultantes da proliferação de tecidos mesenquimais destaca-se a displasia fibrosa, assim denominada pelo patologista norte-americano Louis Lichtenstein, em Trata-se de doença não neoplásica, mais comum em crianças do gênero feminino (2 a 3:1) e que se apresenta sob duas formas: A. Monostótica, restrita a um osso e com predileção para fêmur, tíbia, costela, mandíbula e ossos do crânio. B. Poliostótica, que atinge simultaneamente vários ossos. Muitas lesões de displasia fibrosa são assintomáticas e descobertas incidentalmente em radiografias por outros motivos, especialmente quando acometem costelas. Contudo, quase sempre há defeito na modelação do osso. Na forma poliostótica encontram-se deformidades mais acentuadas e, eventualmente, fratura patológica. Ao estudo radiológico a displasia fibrosa pode ser lítica, mista ou esclerosante, dependendo do predomínio de tecido fibroso ou ósseo. Quando ocorre equilíbrio entre o tecido fibroso e a formação de osso, encontra-se o aspecto de lesão em vidro fosco ao exame radiológico (1). A qualidade inferior do tecido ósseo presente na displasia fibrosa causa enfraquecimento da peça óssea, gerando deformidades mais notáveis em ossos que suportam peso. O comprometimento femoral pode resultar no chamado fêmur em cajado de pastor (Ingl. shepherd s crook deformity). Trata-se de deformidade da região proximal do fêmur, que se torna arqueada, sobretudo quando há maior comprometimento do colo femoral pela displasia. O quadro radiológico é característico. O cajado de pastor é um bordão (pau grosso) que tem a extremidade superior arqueada, como o usado tradicionalmente pelos pastores e por certos membros do clero (bastão episcopal). A alteração morfológica fundamental na forma mono ou poliostótica consiste em proliferação fibroblástica com formação direta de osso primário, configurando o complexo fibro-ósseo. O exame microscópico mostra muitas trabéculas ósseas neoformadas, de tamanhos e configurações extremamente variadas, às vezes bizarras, o que foi comparado a letras ou caracteres chineses (Ingl. Chinese characters appearance), ou a sopa de letrinhas. Este aspecto é útil para o diagnóstico histológico da displasia fibrosa e para diferenciação de outras osteopatias (2). A displasia fibrosa é condição benigna e tende a interromper o seu crescimento quando o paciente alcança a puberdade. O tratamento é conservador, exceto em casos que necessitam correção cirúrgica. A transformação maligna da displasia fibrosa para osteossarcoma e outros tipos de tumores pode ocorrer raramente (3). Entretanto, a displasia fibrosa pode associar-se a malformações extraesqueléticas como cardíacas, vasculares e renais. Em alguns pacientes com a forma poliostótica, ocorre puberdade precoce em mulheres e pigmentação cutânea do tipo café-com-leite, constituindo a chamada síndrome de McCune-Albright. Nesta condição parece haver mutações em padrão de mosaico, resultando em ativação ou ganho de função no gene (1,3). Referências 1. Andrade-Filho, JS, Pena, GP, Aymoré, IL. In Brasileiro Filho, G. Bogliolo Patologia, 8 a.ed. 2011; p Pena GP, Andrade-Filho JS. Analogies in medicine: Valuable for learning, reasoning, remembering and naming. Adv in Health Sci Educ Theory Pract. 2010:15: Unni, KK. Dahlin s Bone Tumors, 5a. ed. Lippincott-Raven, 1996; p José de Souza Andrade Filho - Patologista, membro da Academia Mineira de Medicina e professor de anatomia patológica da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. 74

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76 Informe Científico Desafios da hematologia veterinária Rebeca Quintão Carneiro Especialista Linha Veterinária Labtest O Brasil tem hoje a segunda maior população de animais domésticos do planeta, com cerca de 101,1 milhões, sendo 35,7 milhões de cães e 19,8 milhões de gatos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação. Tal fato, aliado à crescente humanização dos animais de companhia, faz dos laboratórios veterinários especializados um mercado promissor. Tais estabelecimentos passam a ser uma importante extensão do consultório veterinário, já que os exames laboratoriais são ferramentas imprescindíveis para driblar a anamnese falha de um paciente que não fala e de um proprietário que omite algumas informações. O segmento exige dedicação, estudo e discernimento. Cada espécie possui características únicas que devem ser consideradas no momento da análise: As hemácias caninas são as mais parecidas com as humanas, ao contrário das hemácias de aves, peixes, anfíbios e répteis, que são nucleadas. As hemácias e plaquetas caprinas são as menores, sendo as últimas incontáveis em equipamentos que utilizam o princípio da impedância. As elevadas concentrações de fibrina no plasma de equinos contribuem para a alta velocidade de hemossedimentação da espécie e tornam frequente a visualização de rouleaux em amostras animais saudáveis. A avaliação da regeneração celular através da presença de reticulócitos deve ser interpretada com cautela, tendo grande valor para cães e gatos, e nenhum valor para equinos. As amostras felinas tendem a apresentar um volume importante de macroplaquetas e microcoágulos, dificultando a diferenciação entre hemácias e plaquetas em equipamentos automatizados. A visualização de inú- 76

77 Tabela 1. Diferenças entre hemácias de várias espécies Espécie Diâmetro (mm) VCM (fl) Rouleaux Palidez central Canina Felina 5, Equina 5, Bovina 5, Caprina 3, Fonte: Hematologia e Bioquímica Clínica Veterinária, Thrall MA, cap. 5, pg 66, Roca, Tabela 2. Hemograma de estresse felino Estresse Ocorrência comum Subst. responsável Efeitos Agudo Durante a coleta Catecolaminas Leucocitose com linfocitose, que supera a neutrofilia e eosinofilia Crônico Internação Corticoides Leucocitose com neutrofilia, linfopenia e eosinopenia Obs.: Por apresentarem um compartimento marginal muito maior do que o das outras espécies, a contagem de leucócitos totais nos felinos pode atingir até quatro vezes o limite dos valores de referência. meros Corpúsculos de Heinz também é comum. Estes podem aumentar a turbidez da amostra, gerando um falso aumento no CHCM. Entre as espécies animais, observa-se grande variação nos eritrócitos, que compreendem tamanho, formato, espessura da membrana externa e intensidade de palidez central. Por essas e outras particularidades, a contagem de células em um equipamento automatizado deve ser cautelosa, já que nem todos os equipamentos disponíveis se adequam às exigências de cada espécie. Fatores pré-analíticos também devem ser considerados para a interpretação correta dos resultados. Coletas difíceis, com tempo prolongado de garrotamento, inúmeras perfurações, ausência de jejum e a proporção inadequada entre sangue e anticoagulante, podem gerar amostras hemolisadas, lipêmicas ou hemodiluídas, assim como alterações morfológicas em eritrócitos, falsos resultados de hemoglobina e hematócrito, degeneração citoplasmática de neutrófilos, destruição de plaquetas, dentre outros. Algumas espécies, como a felina e equina, apresentam reações peculiares ao estresse. Uma característica interessante e comum às duas espécies é a capacidade de contração esplênica que resulta em aumento transitório do hematócrito, hemoglobina e contagem de eritrócitos. Particularmente em gatos, o estresse gera alterações ainda mais extremas, como descritas na Tabela 2. Equipamentos humanos muitas vezes são responsáveis por resultados caluniosos, principalmente por não permitirem a diferenciação interespécies. Os resultados errôneos mais frequentemente encontrados são: separação inadequada de células, gerando falsa trombocitopenia; lise inadequada de eritrócitos, levando a uma falsa leucocitose; ou valores errôneos de hemoglobina e hematócrito; entre outros. As características do sangue dos animais domésticos também podem danificar equipamentos comuns. Muitas vezes, esses equipamentos não estão preparados para lidar com amostras veterinárias, que são, em sua maioria, mais viscosas, com maior quantidade de fibrina, maior tendência à agregação plaquetária, rouleaux e microcoágulos, levando a entupimentos frequentes e à diminuição da vida útil do equipamento. O segredo da hematologia veterinária consiste na associação de diversos fatores como a escolha do equipamento e reagentes adequados, contratação de pessoal especializado, cuidados pré-analíticos e diminuição do estresse no momento da coleta. Para saber mais: Referências Bibliográficas 1. Kerr, MG. Exames Laboratoriais em Medicina Veterinária. Roca Thrall, MA, et al. Hematologia e Bioquímica Clínica Veterinária. Roca

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80 Artigo β-talassemia Heterozigótica com Anemia Ferropriva Geraldo Luis dos Santos¹, Thiago Aécio de Sousa² 1 Professor Adjunto da disciplina de Hematologia. Universidade Federal de Campina Grande e da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba. Médico do Serviço de Hematologia e Hemoterapia do Laboratório de Patologia Clínica Hemato e do Hospital Municipal Santa Isabel 2 Discente da Faculdade Santa Emília de Rodat. João Pessoa, Paraíba Resumo Summary β-talassemia heterozigótica com anemia ferropriva Estima-se que 1,5% da população mundial é portadora de talassemia, isto é, pelo menos 80 a 90 milhões de pessoas, com uma estimativa de novos casos nascidos a cada ano. Uma paciente do sexo feminino apresentava uma anemia microcítica hipocrômica com os valores de ferritina na faixa de 16 ng/ml caracterizando uma anemia ferropriva, dessa forma, foi tratada com sulfato ferroso e, controladas as suas perdas menstruais, observou-se que não ouve melhora da anemia. Ao ser investigada a causa, foi diagnosticada a ß-talassemia heterozigótica. Conclui- -se que o diagnóstico da ß-talassemia heterozigótica muitas vezes não é realizado devido à sobreposição da anemia ferropriva e estes pacientes podem gerar indivíduos com a forma homozigótica, de grande importância médica, pois não recebem o devido aconselhamento genético. Palavras-chave: Anemia, diagnóstico, ß-talassemia β-thalassemia heterozygous with iron deficiency anemia It is estimated that 1.5% of world population are carriers of thalassemia, meaning at least 80 to 90 million people, with an estimated 60,000 new cases born each year. Female client had a microcytic hypochromic anemia with values ferritin in the range of 16 ng/ml featuring an anemia deficiency, therefore, was treated with ferrous sulfate and controlled their menstrual losses, it was observed that not hear an improvement in anemia, and to be investigated the cause, was diagnosed with heterozygous beta thalassemia. We conclude that the diagnosis of beta thalassemia heterozygous is often not performed due to overlap of iron deficiency anemia, and these patients can generate individuals with the homozygous form of great medical importance, because they do not receive the genetic counseling. Keywords: Anemia, diagnosis, ß-thalassemia Introdução As hemoglobinopatias são clinicamente as mais frequentes desordens genéticas graves do mundo, com uma estimativa de nascimentos por ano. A beta-talassemia (ß-talassemia) é causada por mutações que resultam na redução ou não-produção de cadeias de globina. Estima-se que 1,5% da população mundial é portadora de talassemia, isto é, pelo menos 80 a 90 milhões de pessoas, com uma estimativa de novos casos nascidos a cada ano. Ainda de acordo com a Federação Internacional de Talassemia, apenas pacientes ao redor do mundo com talassemia são registrados vivos e recebem tratamento. Isso indica que a maioria das crianças que nascem, morrem por causa da talassemia, ainda, em tenra idade, muitas vezes sem serem diagnosticadas, isto reflete o fato de que a maioria dos casos ocorre em áreas do mundo onde os serviços adequados para o tratamento não podem ser fornecidos (1, 2, 4, 7, 8). A proteína hemoglobina, presente nas hemácias, que tem como função o transporte de gases no nosso organismo é formada por uma parte proteica, chamada de globina, e outra não proteica, que é a porção heme. A globina é formada por dois pares de cadeias proteicas, que podem ser alfa, beta, gama e delta. No indivíduo adulto, 97% da hemoglobina é constituída pela denominada A1, que é formada por duas cadeias alfas e duas cadeias beta; 2% é do tipo A2, constituída por 2 alfa e 2 delta; e o 1% restante é formado pela percentagem da hemoglobina fetal (F), formado por duas cadeias alfa e duas cadeias gama. Os genes da cadeia alfa estão 80

81 localizados no cromossomo 16, já os genes de beta, delta e gama, encontram-se no cromossomo 11. As hemoglobinopatias são distúrbios sanguíneos herdados onde ocorre uma alteração nessa porção proteica da hemoglobina, ou seja, na globina (1, 5, 7, 8). Para as hemoglobinopatias em geral aceita-se o fato delas serem agrupadas em duas classes: as hemoglobinopatias estruturais e as por deficiência de síntese ou talassemias. As talassemias constituem um grupo heterogêneo de doenças geneticamente determinadas de caráter autossômico recessivo, onde ocorre alteração de uma ou de várias cadeias de globina e, por isso, é classificada dependendo de que cadeias foram alteradas. Dessa forma, a talassemia pode ser dividida em dois tipos: a alfa talassemia, que se caracteriza por redução ou ausência na síntese da cadeia alfa; e a beta talassemia, que consiste na redução ou na ausência total de cadeias beta da hemoglobina (1, 2, 7, 8). A etimologia da palavra talassemia vem de talassa que significa mar, e emia, de sangue, isto porque surgiu primeiramente nos países banhados pelo mar Mediterrâneo. O primeiro pesquisador a descrevê-la foi Cooley, em 1925, sendo por isso também conhecida por Anemia de Cooley. Como a talassemia é um doença hereditária autossômica recessiva, o portador recebe um alelo defeituoso do pai e outro da mãe (8). Nas talassemias a hemólise é provocada por um excesso de cadeias de globinas, que estão sendo sintetizadas normalmente, onde essas não podem ligar-se às cadeias de globinas sintetizadas que são defeituosas e acabam se precipitando no interior dos eritrócitos, provocando lesão nestes com consequente hemólise (5). Dos dois tipos de talassemia (beta e alfa), em relação à taxa de morbidade e mortalidade, a ß-talassemia é com certeza o tipo mais importante, isto devido à intensidade da anemia hemolítica. A diminuição da síntese de cadeias betas que ocorre nessa patologia é devido a uma mutação em ponto, que acarreta uma deleção ou inserção de nucleotídeos, podendo o indivíduo apresentar uma ausência na produção de cadeias betas, a chamada talassemia beta zero (β0), ou mesmo uma redução na síntese de globinas, denominada talassemia beta mais (β+) (6, 7). Na ß-talassemia homozigótica, os portadores apresentam a forma mais grave, sendo clinicamente classificada como talassemia major (maior), onde os indivíduos apresentam anemia grave dependente de transfusão de sangue, pois esta evita a má formação óssea, ao diminuir o estímulo da hiperplasia de medular devido à eritropoetina, sendo realizada com um quelante de ferro para evitar a sobrecarga de ferro. Na heterozigótica, os portadores geralmente permanecem assintomáticos ou com discreta anemia. A talassemia intermediária é uma classificação mais clínica do que genética laboratorial, onde o indivíduo apresenta anemia grave, porém, não dependente de transfusão (1, 2, 6, 8). Relato de Caso Cliente M.A.M.T., sexo feminino, 42 anos, apresentava no primeiro hemograma os seguintes dados hematimétricos: 4,5 milhões/mm³ de hemácias; 30% de hematócrito; hemoglobina 9,4 g/dl; VCM com 66,7 fl; HCM com 20,9 pg; CHCM com 31,3 %; e ADE com 20%, configurando dessa forma uma anemia microcítica hipocrômica, sendo que na observação microscópica da morfologia das hemácias as mesmas apresentavam anisocitose acentuada, hipocromia e presença de hemácias em alvo e esferócitos. Utilizando o sangue total, foi realizada a análise do valor de reticulócitos, pelo método do azul cresil brilhante, sendo esse na faixa de 2,8%, acima dos valores de referência em adultos (0,5% a 1,5%), o que se explica pela tentativa da medula óssea de compensar a anemia através do aumento da produção de hemácias (3). O ferro sérico apresentava-se normal com o valor de 98ug/dl, já o valor da ferritina sérica estava na faixa de 16 ng/ml, caracterizando uma anemia ferropriva, sendo tratada com sulfato ferroso e suas perdas menstruais foram controladas. Observou-se que mesmo com o aumento da ferritina sérica não houve melhora da anemia, então foi realizada uma eletroforese de hemoglobina através do método de cromatografia líquida de alta performance (HPLC), tendo os seguintes resultados: hemoglobina A1 93,1%, abaixo dos valores de referência (94,3 a 96,5%); hemoglobina A2 5,5%, acima dos valores de referência (2,5% a 3,7%); e hemoglobina fetal (F) com 1,4%, na faixa aceitável. Pela interpretação, como a hemoglobina A2 está elevada, a cliente foi diagnosticada com ß-talassemia heterozigótica. Discussão Os clientes geralmente apresentam achados laboratoriais como: uma anemia microcítica hipocrômica com valores de VCM abaixo de 80fl e de HCM menor que 28pg; as contagens de plaqueta e leucócitos geralmente estão normais, enquanto que a con- 81

82 tagem de reticulócitos está elevada; na observação do sangue periférico observa-se anisocitose e poiquilocitose, eritroblastos circulantes e policromatofilia; a quantificação da hemoglobina A2 mostra-se acima do valor de 3,5% e a hemoglobina fetal valores superiores a 2% e os níveis de ferritina estão normais ou aumentados (7). De todas as variantes clínicas de ß-talassemia, a mais frequente é a heterozigótica (minor). Como geralmente é assintomática, seu diagnóstico é geralmente feito em exames de rotina, onde o hematologista depara- -se com um paciente que apresenta um hemograma com hipocromia, microcitose, pontilhado basófilo e células em alvo, onde ao investigar a causa descobre-se a ß-talassemia heterozigótica. O diagnóstico diferencial é feito excluindo os outros tipos de anemias microcíticas e hipocrômicas, sendo a principal a ferropriva (3, 8). Simplesmente utilizando o hemograma não é possível distinguir entre anemia ferropriva e a ß-talassemia minor, o que se faz necessário dosar a ferritina e o ferro sérico. Em um diagnóstico de anemia ferropriva, a ferritina está inferior aos valores de referência e a eletroforese de hemoglobina está nos parâmetros normais. Já na beta talassemia minor, a ferritina está normal e a na eletroforese de hemoglobina apresenta elevação na proporção de hemoglobina A2. O exame laboratorial para o diagnóstico é a eletroforese em ph alcalino, geralmente realizada em acetato de agarose ou celulose, pois esse exame continua sendo a principal forma de quantificação e qualificação de hemoglobinas normais e anormais (3, 7, 8). Estevão et al (2010), observaram em pesquisa que 16% dos indivíduos talassêmicos possuíam anemia ferropriva sobreposta, constituindo indivíduos com valores de ferritina abaixo de 20 ng/ml, caracterizando- -se, assim, uma deficiência de ferro. Além disso, na ß-talassemia heterozigota, os portadores apresentam geralmente um aumento discreto dos eritrócitos, isto devido a uma menor sobrevida eritrocitária e, por isso, eritropoese ineficaz (3). Conclusão Pode-se concluir que o diagnóstico da ß-talassemia heterozigótica muitas vezes não é realizado devido à sobreposição da anemia ferropriva. Assim, como é uma talassemia heterozigótica, pacientes com essa enfermidade podem procriar com outros, gerando indivíduos com a forma homozigótica, de grande importância médica, pois não recebem o devido aconselhamento genético, o que demonstra o por que de aproximadamente novos casos nascerem a cada ano (4). Além disso, como o tratamento da anemia ferropriva geralmente é o sulfato ferroso, este em indivíduos talassêmicos agrava seu quadro clínico (8). Correspondências para: Geraldo Luís dos Santos Referências Bibliográficas 1. Cançado RD. Talassemia beta maior: uma nova era. Rev Bras Hematol Hemoter [Internet] 2008 [citado 2011 Jun 21]; 30(6): Disponível em: n6/v30n6a02.pdf 2. Compri MB, Polimeno NC, Stella MB, Ramalho AS. Programa comunitário de hemoglobinopatias hereditárias em população estudantil brasileira. Rev. Saúde Pública. 1996; 30(2): Estevão IF, Souza MCS, AJ Manzato, Domingos CRB. Valores de ferritina sérica em beta talassemia heterozigota. Rev. Bras. Hematol. Hemote. 2010; 32(2): Galanello R, et al. Prevention of thalassaemias and other haemoglobin disorders. Nicosia: Thalassaemia International Federation Publications; p. 5. Dias-Penna KGB, Melo-Reis PR, Mesquita MM, Silva JB, Bataus LAM. Dificuldades na identificação laboratorial da talassemia alfa. J Bras Patol Med Lab. 2010; 46(2): Rocha LBS, Martins MF, Gonçalves RP. Distribuicao das mutacoes da β-talassemia em Fortaleza, Ceará. J Bras Patol Med Lab. 2010; 46(6): Sakamoto TM, Peruzzo GM, Ivo ML, Brum AR, Bonini-Domingos CR. Talassemia ß intermediária em gestante. Rev Bras Hematol Hemoter [Internet] 2008 [citado 2011 Jun 21] 30(6): Disponível em: 8. Vargas SP, Yamagushi MU. Diagnóstico Laboratorial Para Talassemias. Revista Saúde e Pesquisa. 2008; 1(1):

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86 Artigo Relação entre Tratamento com Anticorpos Anti-TNF e Linfoma de Hodgkin: um Levantamento de Casos e Revisão da Literatura Andressa Dal Piva Schuch¹, Camila Mörschbächer Wilhelm¹, Gabriela Martins Silva de Lima¹, Greice Kelly Silva dos Santos¹, Gustavo A. Ochs de Munoz¹,Pauline Maiara Teixeira de Almeida¹, Gustavo Müller Lara² 1 - Acadêmicos do Curso de Biomedicina, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Feevale 2 - Professor do Curso de Biomedicina, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Feevale Resumo Summary Relação entre tratamento com anticorpos Anti-TNF e Linfoma de Hodgkin: um levantamento de casos e revisão da literatura Fator de necrose tumoral é uma citocina que possui atividade pró-inflamatória, exercendo papel na regulação imunológica, estando, dessa forma, presente em doenças imunológicas como artrite reumatoide, doença de Crohn, espondilite anquilosante, asma e psoríase. Para amenizar os sintomas dessas doenças utilizam-se inibidores do TNF. Tem-se observado um aumento dos casos de desordens linfoproliferativas, como o Linfoma de Hodgkin em pacientes que fazem uso da terapia com bloqueadores de TNF. O objetivo foi avaliar como o tratamento com bloqueadores TNF pode induzir o Linfoma de Hodgkin. Por ser um artigo de revisão, na metodologia foi realizado um levantamento e uma revisão crítica da literatura. Foi visto que realmente o uso de bloqueadores TNF melhora a condição de vida de pacientes com doenças imunes altamente crônicas. A deficiência de TNF pode desencadear um processo autoimune, criando a possibilidade de desenvolvimento de linfomas e outras doenças. Os bloqueadores de TNF possuem um papel imunossupressor explicando, dessa forma, o aumento do risco de linfoma em pacientes tratados com essa droga. Porém, ainda existem controvérsias sobre os benefícios e efeitos maléficos do uso de bloqueadores TNF em longo prazo, sendo necessários novos levantamentos de dados, mais especificados, referentes à incidência de Linfoma de Hodgkin em pacientes tratados com bloqueadores TNF. Palavras-chave: Linfoma de Hodgkin, TNF, bloqueadores, anti-tnf Relation between treatment with Anti-TNF antibodies and Hodgkin lymphoma: a survey of cases and literature review Tumor necrosis factor is a cytokine that has pro-inflammatory activity, plays a role in immune regulation and are thus present in autoimmune diseases, such as rheumatoid arthritis, Crohn s disease, ankylosing spondylitis, asthma and psoriasis. To ease the symptoms of these diseases, TNF inhibitors are used. We have observed an increase in cases of lymphoproliferative disorders, such as Hodgkin s lymphoma, in patients who use TNF-blocking therapy. The aim of this study was to assess how treatment with TNF blockers can induce Hodgkin s lymphoma. This is a review article, then the methodology was a survey and a critical review of the literature. It was found that indeed the use of TNF blockers improves the condition of life of patients with highly chronic immune diseases. TNF deficiency can trigger an autoimmune process, creating the possibility of developing lymphomas and other diseases. TNF blockers have an immunosuppressive role explaining the increased risk of lymphoma in patients treated with this drug. However, there is still controversies about the benefits and harmful effects of the use of TNF blockers in long term. It is necessary to assess new data, more precisely, about the incidence of Hodgkin s lymphoma in patients treated with TNF blockers. Keywords: Hodgkin s lymphoma, TNF, blockers, anti-tnf Introdução O Linfoma de Hodgkin (HL) é uma forma de câncer que se origina nos linfonodos do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos e tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo (1). O HL origina-se de uma única célula B transformada com subsequente expansão monoclonal (2). As células de Reed-Sternberg (CRS) são as células malignas do HL, sendo presumivelmente derivadas dos centros germinativos dos linfonodos, com a perda de sua identidade de células B e mostrando ativação aberrante de múltiplas vias de sinalização (2). Indivíduos que possuem um sistema imune comprometido, devido tanto a doenças genéticas, quanto ao uso de medicamentos imunossu- 86

87 pressores, tendem a ter um fator de risco aumentado para o desenvolvimento do LH (1). Entre as terapias imunossupressoras está a que utiliza anti-tnf (3). Fator de necrose tumoral (TNF, do inglês tumor necrosis factor) é uma citocina com diversas funções. Possui atividade pró-inflamatória, age na quimiotaxia e produção de outras citocinas, exercendo papel na regulação imunológica. Pode ser do tipo alfa ou beta, estando os dois envolvidos em doenças imunes, como artrite reumatoide (AR), doença de Crohn (DC), espondilite anquilosante (EA), asma e psoríase (4). Como a terapia para essas doenças é a amenização dos sintomas, o que se busca nessas situações é controlar a progressão da doença. Para isso, são utilizados inibidores de TNF, chamados anti-tnf, que suprimem e controlam a inflamação que leva a essas doenças (3). Os anti-tnf mais utilizados e conhecidos são infliximab, etanercept e adalimumab (5). Uma quantidade de efeitos adversos associados ao uso de anti-tnf tem sido relatada para infliximab e adalimumab. Como a reposta imune é suprimida, podem ocorrer mais infecções bacterianas, fúngicas e oportunistas. Há a possibilidade de um aumento no risco de linfoma e outras malignidades, agravamento de falha cardíaca ou de efeitos adversos do sistema hematológico (citopenias) (6). Desordens linfoproliferativas, especialmente linfoma não Hodgkin, ocorrem em uma taxa aumentada em pacientes imunodeficientes ou imunossupressos, como os que fazem uso da terapia com bloqueadores de TNF. Assim, pacientes com AR estão também em um risco aumentado de doença linfoproliferativa, tanto de linfoma de Hodgkin e de não Hodgkin (5). O objetivo deste estudo foi correlacionar o uso de terapia anti-tnf e a ocorrência de HL após esse tratamento, avaliando os mecanismos destes bloqueadores na indução do linfoma. Metodologia Este estudo foi elaborado através de revisão bibliográfica de artigos científicos publicados em revistas, jornais e periódicos nacionais e internacionais, além de notas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Inca (Instituo Nacional de Câncer). O critério de busca foi a descrição do linfoma. Houve a tentativa de relacionar o desenvolvimento do linfoma de Hodgkin com a ação do anti-tnf no organismo. Foram utilizados os sites de busca PubMed, SciELO e ScinceDirect. Os acessos foram feitos no mês de setembro de 2011 e os termos buscados foram linfoma de Hodgkin, TNF, anti- -TNF, bloqueadores e inibidores. Os dados selecionados para o estudo foram publicados entre o os anos 2002 e 2011, exceto pelo artigo de Thomas Hodgkin, de TNF O TNF é uma citocina de efeito pleiotrópico, isto é, tem múltiplos efeitos. As citocinas são proteínas secretadas por diferentes células do corpo e possuem ação autócrina, atuando sobre a própria célula que a secretou, ação parácrina, atuando dessa forma nas células vizinhas ou ainda ação endócrina, quando sua atuação é sobre células longe do local de secreção (3). O TNF-α é produzido por macrófagos ativados em resposta a micróbios, especialmente ao lipopolissacarídeo (LPS) de bactéria Gram negativa. É um mediador importante em inflamação aguda. Ele media o recrutamento de neutrófilos e macrófagos para os locais da infecção através da estimulação das células endoteliais que produzem moléculas de adesão e pela produção de quimiocinas que são citocinas quimiotáticas. TNF-α também age no hipotálamo para produzir febre e promove a produção de proteínas de fase aguda. Ele possui maior valor positivo no controle da infecção local através da indução das proteínas da fase aguda, mobilização de neutrófilos, aumento da liberação de anticorpos e complemento, aumento da ativação das células B e T, aumento da adesão das plaquetas na parede do vaso sanguíneo, aumento dos linfócitos ou macrófagos extravascular, ele está intrinsecamente envolvido na imunomodulação (4). O TNF-α tem se mostrado patogênico no desenvolvimento de mieloma, tanto de forma direta quanto indireta, através da indução da Interleucina (IL)-6 que promove a proliferação das células do mieloma. Estudos demonstram a forte influência do TNF-α em certos tipos de câncer, dessa forma esta citocina é um forte candidato na formação de linfomas. Portanto, se a produção de TNF-α está relacionada com a progressão e desenvolvimento de tumores, uma pessoa que produz níveis altos de TNF pode acabar levando a uma suscetibilidade ou gravidade das células B malignas. Pode-se dizer que o TNF-α possui uma atividade dupla como anti e pró-tumor, dependendo da celularidade, quantidade, ambiente e outros fatores (7,3). O TNF, quando produzido em excesso, pode levar ao desenvolvimento de doenças inflamatórias crônicas, causando inflamação e lesão nos ossos, cartilagem e demais tecidos (8). 87

88 Anti-TNF A efetividade clínica do bloqueio de TNF-α tem sido demonstrada em condições inflamatórias, como DC e AR (12), sendo então utilizado no tratamento de doenças com dano tecidual causado de forma imune e inflamação (5). Entre essas doenças estão AR, EA e DC que estão associadas com o risco aumentado de carcinogênese (5). Artrite reumatoide (AR) é uma das doenças crônicas mais incapacitantes, caracterizada por dor, inchaço e rigidez das articulações, levando a um sério decaimento na qualidade de vida. Pode levar à imobilidade, que por sua vez causa complicações como osteoporose e doença cardiovascular. O tratamento para AR tem melhorado com o desenvolvimento de agentes bloqueadores de citocinas. A inibição de TNF-α tem emergido particularmente como uma estratégia terapêutica de sucesso (9). Com o uso de anti-tnf e outras drogas antirreumatoides desde o início da doença, sua progressão pode ser impedida ou retardada (3). Uma terapia efetiva em espondilite anquilosante (EA) inclui administração de drogas anti-inflamatórias não esteroidais (AINE) e, em pacientes não responsivos, o uso de agentes anti-tnf-α, como o infliximab que tem se mostrado altamente eficaz para o tratamento de EA. Embora o tratamento com AINE tenha um efeito apenas sintomático e provavelmente não altere o curso da doença, infliximab tem como alvo os processos inflamatórios específicos da doença e, portanto, pode potencialmente influenciar a progressão da doença. Em adição a sua ação sobre TNF-α solúveis, evidências suportam o efeito de infliximab na prevalência de células imunes (10). A DC é uma das doenças infla- matórias intestinais mais comuns, podendo afetar qualquer parte do trato gastrintestinal. Os principais sintomas incluem diarreia crônica ou noturna, dor abdominal, lesões anais, sangramento retal e perda de peso. Sua etiologia permanece desconhecida, mas se aceita que é ativada devido a um gatilho ambiental, como infecção, drogas ou outros agentes em indivíduos geneticamente suscetíveis (1). Adalimumab e infliximab são drogas para uso em pacientes com DC ativa severa ou CD ativa fistulizante (infliximab) que não responderam ao tratamento convencional ou tiveram experiência com toxicidade a esses tratamentos (6). Tem sido, entretanto, sempre assombroso quão rápido o bloqueio de TNF-α melhora a condição do paciente, em particular, porque doenças como AR são altamente crônicas, formando uma vasta quantidade de tecido inflamatório e levando a dano irreversível da cartilagem e do osso (9). A resolução rápida desse tecido inflamatório altamente organizado ou danificado ainda não está bem esclarecida para que se possa explicar o efeito rápido do bloqueio de TNF-α. Ainda mais importante, a neutralização dos outros mediadores inflamatórios, em particular IL-1 que é o indutor central de inflamação e dano estrutural na artrite, parece ser menos pronunciado e ter efeito menos rápido nos sintomas de AR. Contudo, seu papel em proteger mudanças estruturais nas articulações é essencial (9). Atualmente, os três agentes anti- -TNF mais utilizados são infliximab, adalimumab e etanercept. Um menos conhecido é o certolizumb. Preocupações a respeito do risco de linfoma, e especificamente o risco de linfoma de células T hepatoesplênico, estão associadas a esses agentes (11). Infliximab é um anticorpo anti-tnf quimérico que atua especificamente no processo inflamatório da doença, direcionado contra o TNF humano (10, 11). É composto de uma ligação de regiões variáveis de anticorpo monoclonal anti-tnf humano de rato com IgG1 humano com cadeias leves κ. Infliximab se liga a TNF solúvel in vitro e in vivo e o neutraliza, podendo se ligar também à forma transmembrana do TNF, regulando negativamente um número de mediadores inflamatórios. É usado para AR, DC e colite ulcerativa (9). Tem sido associado com reações agudas, relacionadas à infusão, incluindo choque anafilático, e reações de hipersensibilidade tardia (6). Adalimumab é um anticorpo monoclonal IgG1 imunoglobulina humana recombinante que se liga ao TNF solúvel humano, ou seja, é totalmente humanizado. É usado para AR e DC moderada a severa. Pesquisas encontraram taxas elevadas de linfoma em pacientes com AR tratados com adalimumab. Os guias atuais da Food and Drug Administration (FDA) reportam aproximadamente um risco três vezes aumentado de linfoma em pacientes que usam adalimumab comparando com a população em geral (3, 9). Reações no local da injeção são comuns com adalimumab (6). Etanercept é uma proteína de fusão dimérica geneticamente construída a partir da porção ligante extracelular p75 do receptor solúvel do tipo II do TNF humano, ligada à porção Fc da molécula IgG1 humana. Ele é indicado para o tratamento de AR em pacientes que não responderam a outras drogas antirreumáticas (5). Certolizumab pegol é um fragmento Fab de anticorpo monoclonal anti-tnf humanizado com polietilenoglicol para aumentar a meia-vida do anticorpo e, assim, diminuir a fre- 88

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90 quência da dose. É aprovada para uso em DC moderada a severa naqueles intolerantes a infliximab ou aqueles que perderam a resposta à terapia anti-tnf prévia (11). Alguns efeitos adversos que podem ocorrer com o uso de infliximab e adalimumab são infecções respiratórias superiores (como sinusite), dor de cabeça/enxaqueca, rash, náusea e dores de estômago (6). O sucesso terapêutico do bloqueio de TNF-α em artrite reumatoide é único e tem sido largamente considerado por resultar de neutralização rápida e eficiente da inflamação na articulação, baseado no colapso da rede de citocinas inflamatórias na articulação afetada, que resulta num melhoramento dos sinais e sintomas da doença (9). Os efeitos anti-inflamatórios do bloqueio de TNF-α por anticorpos monoclonais ou receptores solúveis de TNF-α têm sido demonstrados em modelos in vivo, in animal e humanos (12). O anti-tnf diminui significantemente a atividade inflamatória e também inibe a progressão das doenças citadas anteriormente (5). Porém, uma deficiência de TNF pode resultar na iniciação de um processo autoimune (6). Linfoma de Hodgkin Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o HL pode ocorrer em qualquer faixa etária, sendo mais comum dos 15 aos 40 anos. Mesmo a incidência de novos casos sendo estável, com os avanços de tratamento, a mortalidade vem diminuindo. Por ser uma doença que se origina nos linfonodos (sistema linfático), onde são produzidas células responsáveis pela imunidade do organismo, pessoas cujo sistema imune seja comprometido devido a doenças genéticas hereditárias tendem a ter um fator de risco para desenvolver o HL. Outros fatores de risco são pacientes infectados pelo HIV ou pacientes em tratamento com fármacos imunossupressores. A hereditariedade também pode ser considerada um alto risco, quando um ou mais familiares já tiveram o diagnóstico da doença (1). O HL é um dos linfomas mais comuns e apresenta uma taxa de três novos casos a cada 100 mil pessoas ao ano em países ocidentais (13). Como o HL pode surgir em qualquer lugar do corpo, seus sintomas são de acordo com a localização. Em casos de regiões próximas a pele, pescoço e axilas nota-se o linfonodo aumentado e indolor; quando ocorre na região do tórax pode apresentar tosse e falta de ar nos sintomas. Ao mesmo tempo, sintomas inespecíficos como febre, fadiga, perda de peso, prurido e sudorese noturna porem acontecer (1). Contudo, sendo um linfoma, o HL atinge principalmente linfonodos e vasos linfáticos (14). No entanto, ao longo de sua evolução, também pode atingir outros órgãos como baço, fígado e, nos últimos estágios, medula óssea (14). Foi inicialmente descrito por Thomas Hodgkin em 1832, sendo então chamado de doença de Hodgkin (14, 15). É reconhecida atualmente como uma neoplasia maligna de origem em alterações genéticas em linhagens germinativas de células B e por isso renomeado para HL (14, 16). Existem duas formas principais para a doença de Hodgkin, o linfoma de Hodgkin clássico (HLC), que compreende cerca de 95% dos casos, e o linfoma de Hodgkin nódulo linfático predominante (HLNLP) (14, 15, 16). Ambas as formas têm em comum o fato de que apenas uma pequena porcentagem das células presentes no tecido tumoral serem células ma- lignas (aproximadamente 1%), sendo o restante compreendido por uma mistura de diferentes tipos celulares normais. Estes dois tipos de HL, no entanto, diferem quanto a características clínicas e origem das células tumorais. No HLC, as células presentes são células grandes, bi ou multinucleadas, chamadas CRS, ou células do mesmo tipo, porém, mononucleadas chamadas células de Hodgkin (CH). O HLC é subclassificado em esclerose nodular, HLC com celularidade mista, HLC com predominância linfocítica e HLC pobre em linfócitos, de acordo com a morfologia das CH, CRS e os tipos celulares encontrados no estroma do tumor (14, 16). No HLNLP, o tipo de célula tumoral encontrada é de morfologia multilobular chamada de célula pipoca (14). As células tumorais no HL apresentam rearranjos nas cadeias leves e/ou pesadas de imunoglobulinas, demonstrando a origem nas células germinativas da linhagem B. Em todos os casos, os rearranjos encontrados em cada caso de HL são idênticos no tumor de um mesmo paciente, comprovando assim sua natureza clonal (14, 17, 18). Em raros casos, rearranjos no receptor de células T foram encontrados, demonstrando que este linfoma pode também ter origem em linhagens germinativas de células T (14, 17). Os fenótipos que se encontram nas células tumorais nas duas variantes do HL diferem bastante. As CH e CRS no HLC não expressam marcadores para células B, como as CD20, CD19, CD79 e Ig s de superfície, enquanto que as células pipoca no HLNLP o fazem. No entanto, as células do HLC expressam marcadores de células mieloides como o receptor para fator de necrose tumoral (TNFR) e CD15 (14, 17, 18). 90

91 As CH e CRS também expressam marcadores para células T e células dendríticas, o que pode ser a razão pela qual estas células B com receptores defeituosos consigam escapar da apoptose nos estágios iniciais de maturação (14, 18). Estas células, assim como qualquer célula tumoral, possuem alterações na expressão de proteínas que as permitem sobreviver e proliferar em um ambiente onde existem estímulos constantes para a apoptose (19). Nas células do HL, existe a ativação constitutiva da via do NF-κB, via ligada à sobrevivência e reprogramação das células. Entre outros motivos, acredita-se que a constante ativação desta via se deva a superexpressão de diversos receptores de TNF (14, 18). Já foi citado acima que o tecido tumoral no HL é composto em sua maior parte por células normais, incluindo células T, células B, eosinófilos, fibroblastos, basófilos, mastócitos e plasmócitos. Acredita-se que estas células talvez sejam uma resposta às células tumorais, porém uma resposta ineficaz. Ao contrário, existem evidências de que estas células sejam recrutadas pelas células tumorais e que contribuam para a sobrevivência e patogenia destas através de sinalização parácrina mediada por citocinas e fatores angiogênicos (14, 17). Por fim, assim que instalado em um linfonodo, o HL tende a ter uma evolução lenta e ordenada atingindo linfonodos contíguos e outros órgãos (20). O diagnóstico exige confirmação por patologista, pois no maior estudo já realizado, com 426 pacientes inicialmente incluídos em 17 países da América do Norte e Europa, 49% dos casos foram reclassificados após a revisão histopatológica. A doença é localizada e assintomática ao diagnóstico na maioria dos casos. O curso clínico se caracteriza por altas taxas de resposta, tendência a recaídas tardias e risco de progressão histológica para linfoma de grandes células (21). Desenvolvimento de Linfoma de Hodgkin devido ao uso da terapia anti-tnf Uma deficiência de TNF pode resultar na iniciação de um processo autoimune, com a possibilidade de um aumento no risco de linfoma e outras doenças malignas (6). As drogas anti-tnf desempenham um papel imunossupressor, o que explicaria o aumento no risco de desenvolvimento de linfomas (22). Entretanto, uma meta-análise de 18 estudos, de pacientes com AR tratados com anti-tnf, não encontrou incidência com linfoma ou outros tipos de câncer (4). Salienta-se o cuidado ao prescrever o tratamento, tentando evitá-lo em pacientes com alto risco de desenvolver câncer ou que já tiveram algum tipo de câncer, já que os bloqueadores de TNF são capazes de diminuir a vigilância imunológica do paciente, permitindo que células cancerígenas inativas se reativem, ou novas células iniciem uma proliferação maligna (4). A terapia com bloqueadores de TNF mostra melhora nos sintomas de pacientes com AR e também psoríase, atuando nas respostas do sistema nervoso central (9). Além da melhora dos sintomas, reprimem e controlam a condução da inflamação, evitando danos irreparáveis (3). Quanto ao uso do medicamento durante a gestação, não é conclusivo se causaria ou não malformações ao recém-nascido. A respeito disso, um estudo sugere que o uso da terapia anti-tnf estaria associado ao aumento de riso de aborto espontâneo. Portanto, seria recomendável a suspensão do tratamento no período de gestação (23). No ano de 2011 foi relatado um caso em que uma paciente com psoríase e leucemia linfocítica crônica de células B (LLC-B) tratada com entanercept e infliximab resultou potencialmente no controle da proliferação de clones leucêmicos, demonstrando assim sucesso no tratamento com anti-tnf (24). Apesar dos casos em que o tratamento com anti-tnf foi eficaz, vários estudos apontam o risco de desenvolvimento de cânceres ou reativação de doenças granulomatosas e maior suscetibilidade a infecções bacterianas ou fúngicas (25). Pela reposta imune ser suprimida, podem ocorrer mais infecções, como tuberculose entre outras infecções bacterianas, incluindo sepse e pneumonia, infecções fúngicas e oportunistas, como pneumocistose, ou infecção por citomegalovírus. Foram observados casos em que a hepatite B foi reativada, assim como raros casos de icterícia e hepatite, neurite ótica, início ou exacerbação de desordens desmielinizantes, incluindo esclerose múltipla (6). Considerações finais Inibidores de TNF mudaram radicalmente a abordagem terapêutica não só da AR, mas também da DC, EA e psoríase. Antes, o foco era diminuir os sintomas, agora se busca controlar a progressão da doença. Hoje, os inibidores de TNF suprimem efetivamente e controlam a inflamação que leva a essas doenças, e assim previne danos teciduais irreversíveis e incapacidade (3). Recentemente, após uma pesquisa realizada em 2008 na qual se constatou o risco cancerígeno do tratamento com anti-tnf, a FDA 91

92 passou a alertar nas caixas dos medicamentos o risco de desenvolvimento de neoplasias (26). Atualmente existem poucos estudos correlacionando o tratamento com anti-tnf e o desenvolvimento de Linfoma de Hodgkin, mesmo havendo pesquisas sobre os bloqueadores de TNF, há controvérsias sobre seus benefícios e efeitos maléficos em longo prazo. Necessita-se de um novo levantamento de dados referente à incidência de linfoma de Hodgkin em pacientes tratados com anti-tnf para obtermos dados mais precisos. Ainda, os grupos controles deveriam ser mais específicos, bem como identificar os pacientes que utilizam o anti-tnf ou fazem uso de outros imunossupressores. Correspondências para: Camila Mörschbächer Wilhelm Referências Bibliográficas 1. Bigni R. Linfoma de Hodgkin. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=458>. Acesso em: 01 nov Luporini SM et al. Linfoma de Hodgkin em baixa faixa etária: relato de dois casos. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, 28(4): , Kalden JR. Anti-TNF therapy: what have we learned in 12 years? Kalden Arthritis Research & Therapy, v. 13 (Suppl 1):S1, Raval G, Mehta P. TNF-α inhibitors: are they carcinogenic? Drug, Healthcare and Patient Safety, 2: , Brown SL et al. Tumor Necrosis Factor Antagonist Therapy and Lymphoma Development, Twenty-Six Cases Reported to the Food and Drug Administration. Arthritis & Rheumatism, 46(12): , Dretzke J et al. A systematic review and economic evaluation of the use of tumour necrosis factor-alpha (TNF-α) inhibitors, adalimumab and infliximab, for Crohn s disease. Health Technology Assessment, 15(6), Inundo L. Hodgkin s Lymphoma Associated with Anti-Tumor Necrosis Factor Use in Juvenile Idiopathic Arthritis: Supplemental Case Report. J Rheumatol, 35: , Sztajnbok C. Carta ao profissional de saúde. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br>. Acesso em: 25 out Hess A et al. Blockade of TNF-α rapidly inhibits pain responses in the central nervous system. PNAS, 108(9): , Balázs S et al. Adaptive Immunity in Ankylosing Spondylitis: Phenotype and Functional Alterations of T-Cells before and during Infliximab Therapy. Clinical and Developmental Immunology, v. 2012, Article ID , 8 pages, Bewtra M, Lewis JD. Update on the risk of lymphoma following immunosuppressive therapy for inflammatory bowel disease. Expert Review of Clinical Immunology, 6(4): , Kondo W et al. Effect of anti-tnf-α on peritoneal endometrial implants of rats. Revista Colégio Brasileiro de Cirurgiões, 38(4): , Küppers R. Molecular Biology of Hodgkin Lymphoma. Hematology, p , Farrel K, Jarrett RF. The Molecular Pathogenesis of Hodgkin Lymphoma. Histopathology, 58: 15 25, Hodgkin T. On Some Morbid Appearances of the Absorbent Glands and Spleen. Medico-Chirurgicol Transactions, 17: 69 97, Marafioti T et al. Hodgkin and Reed-Sternberg cells represent an expansion of a single clone originating from a germinal center B-cell with functional immunoglobulin gene rearrangements but defective immunoglobulin transcription. Blood, 95(4): , Thomas RK et al. Part I: Hodgkin s Lymphoma - Molecular Biology of Hodgkin and Reed Sternberg Cells. The Lancet Oncology, 5(1): 11-18, Yurchenko M, Sidorenko SP. Hodgkin s Lymphoma: The Role of Cell Surface Receptors in Regulation of Tumor Cell Fate. Experimental Oncology, 34(4): , Ruddon RW. Cancer Biology. 4 Ed, Oxford University Press, UK, Diehl V, Thomas RK, Re D. Part II: Hodgkin s Lymphoma - Diagnosis and Treatment. The Lancet Oncology, 5(1): 19-26, Spector N. Linfoma de Hodgkin: aspectos atuais. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, 31, suppl.2, p. 3-6, Ziakas PD et al. Lymphoma development in a patient receiving anti-tnf therapy. Haematologica, 88(8): , Verstappen SMM et al. Anti-TNF therapies and pregnancy: outcome of 130 pregnancies in the British Society for Rheumatology Biologics Register. Ann Rheum Dis, 70: , Balato A et al. Anti-Tumor Necrosis Factor-α Therapy in the Management of Psoriasis and B-Chronic Lymphocytic Leukemia. Case Reports in Dermatology, 3: 60-63, Pasternak J. Antagonistas do fator de necrose tumoral: estrutura, função e riscos de tuberculose. Einstein, 7(1): 14-26, Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Bloqueadores de TNF aumentam risco de câncer e psoríase. Disponível em: <http:// Acesso em: 03 nov

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94 Artigo Prevalência de Staphylococcus Sp. em três Populações Humanas Distintas: Avaliação de Sensibilidade a Antimicrobianos e Produção de Proteases José Artur Zanluti Filho, Luiz Felipe Caron Laboratório de Análises Clínicas Becker Resumo Summary Prevalência de Staphylococcus Sp. em três populações humanas distintas: avaliação de sensibilidade a antimicrobianos e produção de proteases Os seres humanos convivem com as bactérias desde o princípio da evolução em busca de equilíbrio. Com o passar dos anos o homem vem colocando em seu habitat uma quantidade cada vez maior de antibióticos, seja para curar ou prevenir doenças ou ainda para produzir alimentos. Até onde essa atitude pode influenciar a microbiota normal do homem, até que ponto essa pode se tornar resistente a antibióticos e passar a causar doenças? Para responder essas questões foi pesquisada a presença Staphylococcus Sp. de na microbiota nasal de pessoas que trabalham em diferentes ambientes (comunidade, saúde, granja de aves), e ainda, se há diferença no seu comportamento frente a antibióticos e qual porcentagem produz proteases. Os achados mostraram diferenças entre pessoas que trabalham na saúde, granjas e comunidade em relação à presença das bactérias estudadas na região de mucosa nasal, 22%, 15% e 17% respectivamente e ainda apresentam diferentes perfis de resistência no antibiograma, tendo os grupos saúde e granja apresentado maior resistência proporcional: 44,2% e 55,5% em relação ao grupo comunidade (35,6%). Na produção de protease igualmente os grupos saúde e granja apresentaram maior produção (35%) para ambos, em relação ao grupo comunidade (12%), nesse caso mais que o dobro dos valores. Prevalence of Staphylococcus Sp into three Distinct Human Populations: Evaluation of the Antimicrobial Susceptibility and the Production of Proteases Human beings coexist with bacteria since the beginning of evolution, always in a search for balance. Over the years man has been introducing into his natural habitat an increasing amount of antibiotics, either to cure or prevent diseases or to produce food. How far this attitude may influence the normal flora of man? To what extent those bacteria may become resistant to antibiotics and start to cause diseases? To answer these questions we have investigated the presence of coagulase positive Staphylococcus on the nasal flora of people who work in different environments like. The community in general, health services and poultry farms, we also measured the differences in their reaction regarding antibiotics and what percentage produces proteases. The findings showed differences between people working in health and community farms for the presence of bacteria in the studied region of the nasal mucosa, 22%, 15% and 17% respectively and also have different resistance profiles in the antibiogram, with group health and farm had a greater resistance proportional 44.2% and 55.5% compared to the community group 35.6%. In the production of protease also the group health and farm produced most 35% for both, compared to group community, 12% in this case more than double the values. Palavras-chave: Bactérias, antibióticos, mucosa, proteases Keywords: Bacteria, antibiotics, mucus, protease Introdução O termo microbiota normal trata das colonizações de microrganismos, outrora chamada de flora microbiana, que habitam a pele e as mucosas de pessoas sadias. Pele e mucosas sempre abrigaram uma variedade de microrganismos que podem ser classificados em dois grupos: flora residente, composta por tipos relativamente fixos de microrganismos em determinados locais, que quando perturbada se reestrutura rapidamente, e flora transitória, formada por microrganismos não patogênicos ou potencialmente patogênicos, os quais permanecem por tempo determinado, vindos do meio ambiente. A flora residente também é chamada de comensal, que literalmente significa organismos que se alimentam juntos. Exceto por invasores temporários 94

95 ocasionais, os órgãos e sistemas internos são estéreis (9, 11, 12). Os locais mais comuns do corpo humano que são habitados por esses microrganismos da microbiota normal, como esperado, são aqueles em contato ou em comunicação com o meio externo, como a pele, os olhos, o trato respiratório superior, o trato gastrintestinal e o trato urogenital (6, 11, 12). As espécies que compõe a microbiota normal não podem ser definidas com rigor para todos os seres humanos, pois variam de indivíduo para indivíduo devido a diferenças fisiológicas, dieta, idade e habitat (9, 10, 11). Com o passar do tempo o homem vem colocando em seu habitat uma quantidade cada vez maior de antibióticos, seja para cura de doenças ou para prevenção delas e ainda para melhor produção de alimentos onde são usados como melhoradores de desempenho (12). Essa disseminação no meio teria capacidade de influenciar a microbiota normal do ser humano tanto em espécie de microrganismos quanto seu comportamento frente a medicamentos comuns em seu combate? O reflexo desta dúvida tem sido observado pelas pressões da comunidade internacional em relação à produção de alimentos, especialmente a produção de aves e suínos, onde os antibióticos tiveram e ainda têm grande importância como melhoradores de desempenho. Como a convivência contígua e constante entre o homem e os animais é cada vez mais frequente, há uma grande preocupação com enfermidades emergentes e re-emergentes advindas desta condição. Este ramo da ciência tem sido chamado de medicina da conservação, onde a saúde do homem, dos animais e do ambiente deve ser avaliada e garantida para se evitar a emergência dos possíveis problemas (4, 5). A importância epidemiológica dos portadores de microrganismos patogênicos em microbiota normal tem sido constante motivo de preocupação, visto que essa vem sendo associada com cada vez mais frequência a enfermidades que acometem a população (16, 18). Talvez o exemplo mais dramático desta situação tenha sido a ocorrência da influenza aviária, ou gripe do frango que inicialmente em 1997 surgiu como emergência sanitária e desde 2006 se espalhou pelo mundo iniciando pelo sul da Ásia, além de alguns países da Europa. O interessante foi a relação observada em estudos entre a ocorrência de algumas bactérias saprófitas em suínos e aves, que são produtoras de proteases, entre elas o Staphylococcus coagulase positiva, e por isso facilitam a adsorção do vírus da influenza que deve ser clivado por proteases do organismo do hospedeiro no momento da infecção. A conclusão destes estudos é de que o aumento da prevalência e a ocorrência desses microrganismos coincidem com a pressão pela retirada de antibióticos da alimentação animal em 2006 por parte dos países importadores. Isso resultou em um incremento na presença destas bactérias na microbiota normal desses animais e, consequentemente, num incremento na presença de proteases bacterianas, e coincidentemente houve nesse período um aumento na incidência do vírus da influenza, uma facilitação na infecção e a evolução rápida destes vírus como se tem observado nos últimos cinco anos (4, 11, 21). O presente trabalho tem o objetivo de avaliar, através da comparação de grupos de pessoas, se nosso habitat exerce influência sobre a composição da microbiota normal, bem como o comportamento da mesma frente a antibióticos e a capacidade das cepas para a produção de proteases bacterianas. Será avaliado se o Staphylococcus coagulase positiva residente na microbiota da mucosa nasal sofrerá influência do meio em que vivem as pessoas e da atividade que elas exercem, no que se refere à presença no hospedeiro e no seu comportamento frente a antibióticos de maior uso em seu combate. Ainda será avaliada a capacidade do Staphylococcus Sp. em produzir proteases. Metodologia Amostras: as amostras foram colhidas da mucosa nasal de três grupos de pessoas compostos por 40 indivíduos cada, selecionados aleatoriamente: Grupo Comunidade, composto por 40 indivíduos da sociedade, Grupo Saúde, composto por 40 indivíduos que trabalham em hospitais e laboratórios de análises clínicas e Grupo Granja, composto por 40 indivíduos que trabalham em aviários. Critérios a aceitação de pessoas: Grupo Comunidade, nunca ter trabalhado na área de saúde ou aviários, não ter sido internado em hospital nos últimos 30 dias, não ter feito uso de antibióticos nos últimos 30 dias. Grupo Saúde, estar trabalhando há mais de um ano na atividade, não ter sido internado em hospital nos últimos 30 dias, não ter feito uso de antibióticos nos últimos 30 dias. Grupo Granja, nunca ter trabalhado na área de saúde, não ter sido internado em hospital nos últimos 30 dias, não ter feito uso de antibióticos nos últimos 30 dias. Estes grupos foram formados por habitantes da cidade da Lapa, PR, entre os meses de janeiro e novembro de

96 Coleta: as amostras foram coletadas da mucosa de apenas uma fossa nasal de cada indivíduo, por padronização à esquerda, usando swab estéril, e colocadas imediatamente em meio de enriquecimento BHI (Laborclin) após a coleta. No laboratório foram semeadas por esgotamento em ágar sangue (Laborclin) e incubadas por 24 horas a 35C em estufa bacteriológica (7, 22, 23). Identificação: as colônias foram submetidas à coloração de Gram, os cocos testados para prova da catalase em lâmina e coagulase (Laborclin) em tubo (9). Antibiograma: somente os cocos coagulase positiva foram testados. Utilizou-se o método de ágar difusão (Kirby-Bauer), onde o inóculo foi preparado com a colônia a ser testada diluída em salina estéril, de modo a corresponder a 0,5 da escala de McFarland, passado em agar Mueller-Hinton (Laborclin) onde foram colocados discos de cefoxitina, amoxicilina, cefalotina, norfloxacina, lincomicina, sulfa + trimetopima e oxacilina. Após incubação de 24 horas a 35C foi realizada a leitura dos antibiogramas (1, 2, 10). Prova da caseína: em paralelo foi preparada a solução usando a mesma metodologia da escala de McFarlande para todas as colônias. Tanto coagulase positiva quanto negativa que foram inoculadas em ágar caseína para avaliar (o consumo da mesma pelas bactérias testadas e a consequente) a produção de proteases. Após incubadas 24 horas a 35 C em estufa bacteriológica, a cultura foi revelada com borrifos de ácido acético a 3% no meio de cultura, sendo considerado positivo qualquer clareamento do meio ao redor do local de deposição do inoculo (10, 12). Resultados e Discussão As amostras obtidas em todos os grupos mostram uma prevalência do Staphylococcus coagulase negativa, sendo obtidos os resultados de 78%, 82% e 85% nos grupos saúde, comunidade e granja respectivamente. Quanto à coagulase positiva, se observou uma maior presença no grupo saúde com 22%, contra 17,5% do grupo comunidade e 15% do grupo granja (Gráfico 1). Vanzo (20) em estudo achou 20% de Staphylococcus coagulase positiva em um total de 67 manipuladores de alimentos, valor aproximado aos encontrados no grupo comunidade deste Gráfico Gráfico 2 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% % 78% SAÚDE % COMUNIDADE estudos. Lamikanra (11), em estudo realizado com 548 estudantes nigerianos, encontrou uma prevalência de 21,5% para portadores de Staphylococcus coagulase positiva. No grupo saúde, Santos (16) em estudo com 42 auxiliares de enfermagem obteve prevalência de 26,7% para Staphylococcus coagulase positiva e Heshiki (9), em estudo com 73 enfermeiros, obteve 21,5% de prevalência para Staphylococcus coagulase positiva. Os valores encontrados no grupo granja são considerados inéditos, devido à falta de referências sobre o assunto a nível mundial, o que impossibilitou a realização de fundamentação baseada em outros autores. Fica assim como 83% 85% % GRANJA Lincomicina Sulfa + Amoxicilina Norfloxacino trimetoprim COAGULASE + COAGULASE Sensível Intermediário Resistente 96

97 Tabela 1 Saúde Comunidade Granja Sensível Intermediário Resistente Sensível Intermediário Resistente Sensível Intermediário Resistente Amoxicilina Cefalexina Lincomicina Norfloxacino Oxacilina Sulfa + Trimetoprim Cefoxitina % 90% 88% 65% 65% 80% 70% 60% 50% 40% 35% 35% PROTEASE + PROTEASE 30% 20% 12% 10% 0% SAÚDE COMUNIDADE GRANJA Gráfico 3 material comparativo para futuras pesquisas. Em relação ao resultado do antibiograma, o grupo saúde apresentou 44,4% de resistência aos antibióticos testados, o grupo granja 55,5% e o grupo comunidade 35,6% (Tabela 1). O Staphylococcus coagulase positiva possui grande capacidade de adquirir resistência a antibióticos. Essa capacidade vem da rapidez com que tal bactéria se reproduz e do uso indiscriminado e muitas vezes sem critérios de drogas usadas em seu combate (14, 15, 16). Comparativamente com Farias (4) e Martinez (14) em estudos com população semelhante, tanto em atividade ocupacional quanto em número de amostra, os grupos comunidade e saúde apresentam achados semelhantes. Já Menegotto (15) apresentou resultados discordantes no que se refere à oxacilina, que teve 100% de sensibilidade em todos os grupos desse estudo e no do referido autor apresentou uma resistência de 15,5%. Provavelmente essa diferença se explique pelo número de indivíduos do estudo. Os resultados do grupo granja devido à falta de trabalhos de mesmo conteúdo, ficam sem comparativos, valendo ressaltar que os valores obtidos foram muito semelhantes aos do grupo comunidade. Quando comparamos os 22 antibiogramas realizados para observar o comportamento da bactéria de uma forma geral, em todos os grupos obtemos os resultados expressos no Gráfico 2. Todas as amostras mostraram-se sensíveis à vancomicina, cefalexina e oxacilina. A literatura atual (8, 10, 14, 16) cita resultados de vários trabalhos que compactuam com os dados achados, sendo proveniente destacar a baixa prevalência dos resultados intermediários presentes, o que possibilita uma grande facilidade na escolha do antibiótico a ser empregado no combate de bactéria estudada (5, 7). Quanto à produção de protease nos grupos, foram obtidos os resultados expressos no Gráfico 3. Pode-se observar que tanto o grupo saúde quanto o grupo granja tiveram mais que o dobro de produtores de protease que o grupo comunidade, como relatado anteriormente. A falta de trabalhos relacionados faz com que somente divulguemos os achados da pesquisa realizada. Conclusão O Staphylococcus coagulase positiva é um dos agentes patogênicos que tem sido indicado como o principal causador de doenças em pessoas de várias atividades ocupacionais, bem como em pacientes internados e/ou debilitados. Seja por tratamentos, idade ou processos invasivos, ainda são comuns na flora normal de mãos e mucosas de manipuladores de alimentos, 97

98 medicamentos e outros (17, 19, 20). Os resultados obtidos mostram que as pessoas que formam dos grupos de trabalhadores da saúde ou em granja desse estudo apresentam diferenças tanto na quantidade de Staphylococcus coagulase positiva, presente na flora normal, como no seu comportamento frente a antibióticos e, mais ainda, no que se refere à produção de protease bacteriana. Foram apresentados resultados que apenas nos mostram que o meio em que vivemos e trabalhamos pode vir a afetar a microbiota normal da mucosa nasal. Agora, o que fazer com indivíduos que apresentam estas bactérias? Devem ser tratados de maneira profilática? Será que os benefícios na retirada dos antibióticos da alimentação animal compensam os riscos de pandemias como a do H1N1, visto que esse é um vírus com alta taxa de mutação, onde a protease do meio onde vivem facilita a sua adsorção pelas células dando maior condição para este se replicar a adquirir maior virulência (12, 13)? Essas são perguntas que ficarão para serem respondidas por pesquisas futuras. Correspondências para: José Artur Zanluti Filho Entidades envolvidas: Laboratório Becker de Análises e Pesquisas Clínicas. Laborclin Produtos para Laboratórios. Referências Bibliográficas 1. AA Chaúque. Avaliação do padrão de sensibilidade do Staphylococcus aureus aos antibióticos de saber Barreto MF, Picoli SU. Staphylococcus em um hospital de Porto Alegre RS. RBAC 4 (40): , Cunha ML et al. Significância clínica de estafilococos coagulase negativa isolados em recém nascidos. Dep. de Micro/Imunologia. Instituto de Biociências Unesp. Rubião Júnior Botucatu SP Farias WVL et al. Padrão de sensibilidade de 117 amostras clínicas de Staphylococcus aureus isoladas de 12 hospitais. Rev. Ass. Med. Brazil 1997; 43(3): Gittelman PD, Jacobs J, Lebowitz AS, Tierno PM. Staphylococcus aureus nasal carriage in patients with rhinisinusitis. The Laryngoscope 101(7): , Goulart S et al. Prevalência do perfil de resistência de microorganismos isolados do trato respiratório inferior de pacientes internados no hospital Divina Providência Porto Alegre, RS. RBAC 2(40): 83-86, Guarda BLS, Figueirede BS. Prevalência de infecções nosocomiais provocadas por Staphilococcus aureus resistente a meticilina (MRSA), no Hospital Universitário Regional de Maringá. RBAC 1(40): 31-34, Harvey CF. Microbiologia Ilustrada Artmed 2º Ed Rs. 9. Heshiki RE et al. Estudo da Flora Bacteriana Nasal: estudo preliminar em equipe de enfermagem. Semina: Ci. Biológicas/Saúde, 17(2): , Jawetz MA. Microbiologia Médica Mc Graw Hill 24º Ed RJ. 11. Lamikanra A, Barbara DP, Omolabakeb A, Paul MO. Nasal carriage of Staphylococcus aureus in a population of healthy nigerian students. J. Med. Microbiol. 19(2): , Mancini DAP et al. Influenza virus and proteolytic bacteria co-infection in respiratory tract from individuals presenting respiratory manifestations. Rev. Inst. Med. Trop. SP. 50(1): 41-46, Mancini DAP et al. Co-infection between influenza virus and flagelladet bacteria. Rev. Inst. Med. Trop. SP. 47(5): , Martinez R et al. Sensibilidade bacteriana a antimicrobianos, usados na prática médica. Medicina, Ribeirão Preto 29: , Menegotto FR, Picol SU. Staphylococcus aureus oxacilina resistente (MRSA): incidência de cepas adquiridas na comunidade (CA-MRSA) e importância da pesquisa e descolonização em hospital. RBAC, 2(39): , Pasternak J. Culturas de locais onde há flora normal: Como interpretar e como reportar? Prática Hospitalar. 9(54): , Santos BMO. Monitoramento da colonização pelo Staphylococcus aureus em alunos de um curso de auxiliar de enfermagem durante a formação profissional. Rer. Latino-Am. Enfermagem, 8(1), Santos BMO. Prevalência de portadores sãos de Staphylococcus aureus em pessoal de diferentes categorias de enfermagem de um hospital geral escola. Rev. Latino-Am. Enfermagem, 8(1), Weil DC, Arnow PM. Prevalence of gram negative bacilli in nares and on hands of pharmacy personnel: lack of effect of occupational exposure to antibiotics. J. Clin. Microbiol. 10(5): , Vanzo SP, Azevedo RVP. Detecção de S. aureus em manipuladores de alimentos: perfil de resistência a antibióticos e quimioterápicos. Hig. Aliment; 17(104/105): , Heshiki Z, Quesada Rmb, Heshiki Re. Flora bacteriana nasal: estudo entre médicos residentes dos Hospitais Universitários de LondrinaParaná. Dep - Ciências Biológicas, Zelante F, Ashcar H, Pioch BJA, Monson CA, Cunha PS. Staphylococcus aureus na boca e no nariz de indivíduos sãos. Verificação de identidade entre as cepas isoladas. Rev. Saúde Publ. 16:92-96, Zelante F, Ashcar H, Pioch BJA, Alves MP. Observações sobre o padrão fagico da cepas de Staphylococcus aureos isoladas da boca e do nariz de indivíduos sãos. Rev. Saúde Publ. 17:

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100 Artigo A Relação do PSA Livre/Total no Diagnóstico de Câncer de Próstata no Município de Teresina, PI Evaldo Hipólito de Oliveira 1, Leonardo Ferreira Soares 2, Roseane Mara C. Lima Verde 3, Alex Ferreira Aragão 4, Bismark Azevedo de A. Cruz 5, Danísio Iran Marabuco de Sousa 6 1 Professor Adjunto, Doutor em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários da UFPI 2 Professor Adjunto, Doutor em Biotecnologia da UEPB 3 Fisioterapeuta 4 Professor Auxiliar de Controle de Qualidade em Análises Clínicas da UFPI 5 Farmacêutico-Bioquímico 6 Médico Urologista do Hospital Aliança Casa Mater Trabalho realizado no Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí - LACEN Resumo Summary A relação do PSA livre/total no diagnóstico de câncer de próstata no município de Teresina, PI O Antígeno Prostático Específico PSA pode ser encontrado em duas formas moleculares, livre e complexada. Neste trabalho tivemos como objetivo investigar a influência do PSA livre/total na indicação diagnóstica e início precoce do tratamento. Foram realizados exames de triagem (PSA total/livre) em 482 indivíduos do sexo masculino, provenientes de 181 bairros e vilas de Teresina, com idade entre 31 e 86 anos. Os indivíduos foram distribuídos inicialmente em seis grupos, de acordo com a faixa etária: 31 a 40 anos, 41 a 50 anos, 51 a 60 anos, 60 a 70 anos, 70 a 80 anos e 80 a 86 anos. Destes, os valores encontrados foram: até 2,5 ng/ml (85,51% - 417/482); 2,5 a 4,0 ng/ml (7,47% - 36/482); 4,0-15 ng/ml (21/482) e > 15,0 ng/ml (1,66% - 8/482). Para a triagem dos pacientes da relação PSA livre/total, utilizou-se o valor de corte de 19% (indicativo de CaP), intermediário de 19 e 27% e > 27% (sugestivo de HBP) e os resultados foram: até 19% (20,13% - 97/482); de 19-27% (31,53% - 152/482) e > 27% (48,34% - 233/482). Assim, a utilização da relação PSA livre/total obteve êxito na indicação diagnóstica (CaP e HBP) e seguimento precoce do tratamento. Palavras-chave: Antígeno Prostático Específico, marcador tumoral, HBP, CaP The relation of the PSA free/total in the diagnosis of the cancer of prostate in Teresina, PI The Specific Prostate Antigen (PSA) can be found in two molecular forms, free and complex, where in this work we had as objective to investigate the influence of total and free PSA in the diagnostic indication and precocious beginning of the treatment. Screening tests were performed (total /free PSA) in 482 male subjects, from 181 districts and towns in Teresina, aged between 31 and 86 years. Individuals were initially distributed into six groups according to age: years, years, years, years, years and years. Of these, the values found were: up to 2.5 ng / ml (85.51% - 417/482); 2.5 to 4.0 ng / ml (7.47% - 36/482); 4,0-15 ng / ml (21/482) and> 15.0 ng / ml (1.66% - 8/482). For the screening of patients in the ratio free/total PSA, we used the cutoff value of 19% (indicative of CaP), intermediate 19 and 27% and> 27% (suggestive of BPH) and the results were: up to 19 % (20.13% - 97/482), 19-27% (31.53% - 152/482) and > 27% (48.34% - 233/482). Thus, use of the ratio free/ total PSA succeeded in diagnostic indication (PCa and BPH) and precocious following treatment. Keywords: Prostatic Specific Antigen, tumoral marker, BPH, CaP Introdução O Antígeno Prostático Específico (PSA) pode ser encontrado em duas formas moleculares no soro, livre e complexado (1, 2, 3): 10 a 30% de PSA total é livre, não ligado a proteínas do soro, 70-90% de PSA total é ligado a proteínas inibidoras de proteases, principalmente alfa-1-antiquimiotripsina (ACT) e pequenas quantidades de alfa-1-antitripsina. Uma pequena porção não mensurável pelos métodos habituais circula complexada com alfa-2-macroglobulina (4). O número de casos novos de câncer de próstata estimados para o Brasil em 2006 foi de aproximadamente , segundo o INCA. Estes valores correspondem a um 100

101 risco estimado de 51 casos novos a cada 100 mil homens. No Estado do Piauí temos 490 casos novos com uma taxa bruta de 33,14 % por e de número de casos novos por câncer, em homens, segundo localização primária. Em Teresina foarm 190 casos novos com uma taxa bruta de 54,13% (5). A utilização do PSA é otimizada quando combinada ao exame de toque retal. Em estudos que investigaram o uso do PSA e do exame de toque retal, observou-se que 18% dos tumores não teriam sido diagnosticados se o exame de toque retal não tivesse sido realizado, e que 45% dos tumores teriam passado despercebidos se o PSA não tivesse sido feito. Estudos mostraram que o ultrassom transretal pouco acrescenta ao PSA e ao exame de toque retal quando estes dois são usados conjuntamente para o diagnóstico, devendo ser solicitado somente em caso de alteração de um dos dois exames (6). Para aumentar a especificidade do PSA é necessário determinar a sua porcentagem livre no soro, que é produzida em maior quantidade pelo tumor benigno e em menor valor pelas células cancerosas. O valor encontrado na relação PSA Livre/PSA Total multiplicado por 100 dará ao médico indícios de qual provável doença está afetando a próstata e qual conduta deve ser tomada. Este valor, porém, só tem importância quando o PSA total encontrado estiver entre 2,5 e 15,0 (7). Por outro lado, 85% dos pacientes com hiperplasia benigna da próstata também podem apresentar valores acima de 4,0 ng/ml. Estes dados evidenciam claramente que o PSA T não possui uma acurácia diagnóstica suficiente para ser utilizado isoladamente no diagnóstico do câncer bairros e vilas da cidade de Teresina, de próstata (CaP) (8). distribuídos nas zonas norte, sul, leste, oeste e zona rural. Material e Métodos Resultados O presente estudo foi do tipo transversal, observacional e de caráter epidemiológico, cuja população 1, a distribuição dos indivíduos por Conforme mostrado no Gráfico alvo foi constituída de 482 indivíduos idade e percentual foi: 31 a 40 anos do sexo masculino, com idade entre (2,28% - 11/482), 41 a 50 anos 31 e 86 anos, atendidos no Hospital (35,89% - 173/482), 51 a 60 anos Aliança Casa Mater em parceria com (30,50% - 147/482), 60 a 70 anos a Secretaria de Saúde do Estado do (23,44% - 113/482), 70 a 80 anos Piauí, através de procura espontânea 6,85% - 33/482) e 80 a 86 anos na Clínica de Urologia nos meses de (1,04% - 5/482). outubro a dezembro de 2005 em Os valores encontrados (Gráfico Teresina, PI. Foi parte das atividades 2 ) foram: até 2,5 ng/ml (85,51% - da Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Próstata, onde na 36/482); 4,0-15 ng/ml (21/482) e > 417/482); 2,5 a 4,0 ng/ml (7,47% - oportunidade foram atendidos pelos 15,0 ng/ml (1,66% - 8/482). médicos, submetidos a exames clínicos e laboratoriais de PSA total e vre/total encontrados foram: até Os valores da relação PSA li- livre, através da técnica de imunofluorimetria de dupla marcação (9). Os 27% (31,53% - 152/482) e > 27% 19% (20,13% - 97/482); de 19- indivíduos são provenientes de 181 (48,34% - 233/482) (Gráfico 3). Tabela 1. Análise estatística dos dados: idade, PSA total/livre e a relação livre/total (n = 482) Parâmetros Resultados ( Média ± dp) Idade (anos) 55,46 ± 10,18 PSA Total (ng/ml) 2,47 ± 17,56 PSA Livre (ng/ml) 0,45 ± 1,95 Relação PSA livre/total (%) 29,93 ± 30,57 Gráfico 1. Distribuição dos indivíduos por idade (n = 482) 101

102 Gráfico 2. Distribuição dos resultados de PSA em relação aos valores de referência (n = 482) Gráfico 03 Distribuição dos casos com a relação PSA livre/psa total (n = 482) Discussão Aproximadamente 30% dos pacientes com PSA entre 4 e 10 ng/ml contém adenocarcinoma de próstata e 20% destes tumores ocorrem em pacientes com PSA entre 2,5 e 4 ng/m, onde 96% destes pacientes não são detectados pelo exame digital retal (10). Quando é associado o exame digital retal, a biopsia e o nível sérico de PSA livre/ total podem aumentar o diagnóstico com a indicação da biópsia prostática neste grupo de indivíduos (11). A idade média observada foi de 55,46 anos com um desvio padrão de 10,18, enquanto que o PSA total apresentou uma média de 2,47 ng/ ml com desvio padrão de 17,56 ng/ ml, por outro lado, com os índices de PSA livre obtivemos a média de 0,45 ng/ml e desvio padrão de 1,95 ng/ml. Na distribuição dos pacientes por idade (Gráfico 1), temos o intervalo compreendido entre 41 a 50 anos como o mais expressivo (35,89%) e em segundo lugar de 51 a 60 anos com (30,50%), revelando uma maior preocupação dos indivíduos nestas faixas de idade, onde deve ser iniciado o monitoramento visando à prevenção do câncer de próstata. No entanto, a relação PSA livre/ total obteve a média de 29,93% e desvio padrão de 30,57%. A relação PSA livre/total é considerada normal para valores maiores que 27%, por outro lado valores entre 19% e 26% encontram-se na zona intermediária ou zona cinza. Para valores da relação PSA livre/total menores que os valores de referência, somente são significativos quando valores de PSA total encontram-se entre 2,5 e 15 ng/ml. A redução do valor de corte do PSA para 2,5 ng/ml (Gráfico 2), bem como a avaliação da relação PSA livre/total de 2,5 a 15,0 ng/ml, permitiu diagnosticar um maior número de pacientes com a relação inferior a 19% e na zona intermediária de 19 a 27%, dessa forma, é importante aumentar o número de homens nos programas de rastreamento populacional. Neste trabalho temos 36 indivíduos, ou seja, 7,47% dos homens que apresentam PSA entre 2,5 e 4,0 ng/ml representando num primeiro momento um custo para detectar o tumor, no entanto, por outro lado, o diagnóstico precoce da doença minimiza os gastos de um tratamento prolongado e doloroso no diagnóstico tardio, como também, em muito dos casos o óbito prematuro de indivíduos. No presente estudo foi demonstrado que em 97 indivíduos (20,13%) dos casos estudados (Gráfico 3), a relação do PSA livre/total esteve abaixo de 19%, faixa da relação que representa perigo para câncer de próstata e nestes indivíduos deve ser recomendada a biópsia para confirmação. Este fato também deve ser recomendado nos casos de zona cinza (transição) de 19 a 27%, com 31,53%. Portanto, ao se diminuir o nível de corte da relação livre/total do PSA para se indicar biopsia, deixaria de ser diagnosticado um contingente significativo de casos a serem investigados. O uso rotineiro do PSA sérico, sem dúvida, ampliou a detecção precoce do câncer da próstata. De um total de

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104 casos com valores de PSA total entre 2,5 a 15 ng/ml, temos 44,07 % dos indivíduos com a relação PSA livre/total em até 19%. A biópsia da próstata é recomendada para pacientes que apresentam alterações prostáticas ao toque retal ou valores anormais do PSA. Aqueles que têm toque normal e PSA entre 2,5 e 4,0 ng/ml, representam a área cinzenta do diagnóstico e a associação com o PSA livre permitiu o estudo mais aprofundado de 36 indivíduos (7,47%) dos casos (Gráfico 2), o que seria provavelmente descartado se o valor de corte do PSA total fosse de 4,0 ng/ml. Um estudo envolveu a revisão de 131 prontuários de 773 pacientes com câncer. Na quantidade de indivíduos amostrados temos: 13,48%, com resultados de PSA superiores ao ponto de corte de 2,5 ng/ml; 12,24% com resultado compreendendo de 2,5 a 15 ng/ml e um indivíduo com resultado de 376,0 ng/ml. Considerando que o PSA possui alta sensibilidade e baixa especificidade, a biópsia da próstata é recomendada para pacientes que apresentam a próstata alterada ao toque retal ou valores anormais do PSA (acima de 4 ng/ml) (12). Conclusão Os resultados preliminares encontrados vêm ao encontro dos dados da literatura, podendo se concluir que a relação percentual do PSA, com utilização do nível de corte de 19%, pode se diagnosticar uma maior quantidade de indivíduos, como também ficou demonstrado que este instrumento é de grande valia para o diagnóstico do câncer de próstata e poderia ser empregado juntamente com outros dados clínicos e exames complementares. A utilização do PSA livre/total neste trabalho obteve êxito na indicação diagnóstica (CaP e HBP) e início precoce do tratamento. Assim, este estudo abriu perspectivas de um melhor seguimento destes casos, como também, estes dados necessariamente devem ser estatisticamente associados aos exames de biópsia e toque, para conclusões mais relevantes. Agradecimentos Este trabalho tornou-se possível graças ao apoio dos profissionais de saúde responsáveis pela coleta das amostras, do corpo médico do Hospital Aliança Casa Mater, funcionários do Lacen-PI e Universidade Federal do Piauí. Os agradecimentos se estendem também a todos os homens de Teresina, PI, incluídos no presente estudo. Correspondências para: Evaldo Hipólito de Oliveira Referências Bibliográficas 1. Lilja H, Christensson A, Dahlen U, Matikainen MT, Nilsson O, Pettersson K, Lovgren T. Prostate-specific antigen in serum occurs predominantly in complex with alpha 1-antichymotrypsin. Clinical Chemistry. 37(9): , Malm J, Lilja H. Biochemistry of prostate specific antigen, PSA. Scand J Clin Lab Invest Suppl. 221: 15-22, Stenman UH, Leinonen J, Alfthan H, Rannikko S, Tuhkanen K, Alfthan O. A Complex between prostatespecific antigen and alpha 1-antichymotrypsin is the major form of prostate-specific antigen in serum of patients with prostatic cancer: assay of the complex improves clinical sensitivity for cancer. Cancer Reserch. 51(1): , Catarino RM, Russo DH, Maretti RC, Borioli RA. Importância da Dosagem de Antígeno Prostático Específico. LAES & HAES., 24(140): , Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Estimativa 2006: Incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, ISBN Catalona W, Smith D, Ratliff T et al. Detection of organ-confined prostate cancer is increased through prostate specific antigen-based screening. JAMA 1994; 270: Tarpinian R. PSA e Próstata. ind_id=29, Acessado em 21 de dezembro de Borioli RA, Russo DR, Mareti RC, Catarino RM. Antígeno prostático específico - importância como auxílio diagnóstico na prevenção e controle do câncer de próstata. Boletim do Instituto Adolfo Lutz, 13(1): 3-28, Perkin-Elmer, Life Sciences. Prostatus PSA Fee/Total kit. Finland, Martins ACP, Rodrigues Jr AA, Reis RB et al. Free PSA and prostate volume on the diagnosis of prostate carcinoma. Acta Cir. Bras., 18 (suppl.5): 22-24, Dall oglio MF et al. Survival of patients with prostate cancer and normal PSA levels treated by radical prostatectomy. Int. Braz. J. Urol.; 31(3): , Djavan B, Remzi M, Seitz C, Marberger M, Zlotta A, Hammerer P: Serum-PSA, F/T PSA, PSAD, PSA-TZ and PSA velocity: Early detection of prostate cancer in men with serum PSA level of 2.5 to 4.0 ng/ml. J Urol, 161: Abst. 355,

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106 Artigo Análise da Microbiota do Trato Urinário dos Pacientes Internados na UTI do Hospital Regional de Gurupi Submetidos à Sondagem Vesical de Demora Dulcinária Freire Pereira 1, Simone Shasmylla Sousa de Albuquerque 2, Karine Queiroz Poletto 3, Márcia Andrea Marroni Acadêmica de Enfermagem pelo Centro Universitário Unirg 2 - Acadêmica de Enfermagem pelo Centro Universitário Unirg 3 - Professora Mestre de Microbiologia do Centro Universitário Unirg 4 - Professora Doutora do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Unirg Hospital Regional de Gurupi, TO Resumo Summary Análise da microbiota do trato urinário dos pacientes internados na UTI do Hospital Regional de Gurupi submetidos à sondagem vesical de demora A infecção do trato urinário associada ao cateter vesical de demora está entre as infecções nosocomiais mais comuns, sendo considerada como causa de morbidade, sepse e morte hospitalar. Portanto, este estudo teve como objetivo identificar a microbiota do trato urinário de pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) submetidos à sondagem vesical de demora, verificando a presença de infecção urinária associada a fatores de risco que predispõe esta doença. Foram avaliados os pacientes submetidos à sondagem vesical de demora entre 15 de setembro e 15 de outubro de 2011 na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Gurupi-TO. As amostras foram colhidas do meato uretral, antes da inserção da sonda e, colhidas também, amostras de urina no ato da inserção e na retirada da mesma. Os microrganismos presentes foram identificados através de provas bioquímicas e enzimáticas. Em todas as amostras de swab uretral foi identificado Staphylococcus epidermides como microbiota normal. Em apenas um paciente (33,3%) houve infecção do trato urinário associado à sondagem vesical, na amostra de urina, foi identificado Acinetobacter baumannii. Neste estudo, o desenvolvimento da infecção do trato urinário está associado à inserção do cateter vesical e o seu tempo de permanência, portanto, acredita-se que a utilização de outros métodos para drenar a urina e a diminuição do tempo de permanência da sonda vesical de demora reduziria a incidência de infecção do trato urinário. Palavras-Chave: Infecção do trato urinário, cateter vesical de demora, UTI Analysis of urinary tract microbiota in ICU patients submitted to delayed vesical catheter at the regional hospital of Gurupi The urinary tract infection associated with delayed vesical catheter is among the most common nosocomial infections, being considered as a cause of morbidity, sepsis and death in hospitals. Therefore, this study aimed to identify the microbiota of the urinary tract in patients admitted in the Intensive Care Unit (ICU) who underwent the delayed catheterization, in order to point out the presence of urinary infection associated with risk factors which predispose the disease. We evaluated patients who underwent delayed catheterization between September 15 and October 15, 2011 in the Intensive Care Unit of the Regional Hospital of Gurupi-TO. The samples were taken from the urethral meatus prior to the insertion of the catheter, and urine samples were collected both at the time of the insertion of the catheter and its removal. The microorganisms once found were identified through biochemical and enzymatic assays. In all urethral swab samples one could identify Staphylococcus epidermidis as normal microbiota. Only one patient (33.3%) had urinary tract infection associated with the catheterization, being indentified in the urine sample the Acinetobacter baumannii. In this study, the development of urinary tract infection is associated with delayed vesical catheter and their length of stay; therefore, we believe that the use of other methods to drain the urine and a shortening in the time of stay of the vesical catheter would reduce the incidence of urinary tract infection. Keywords: Urinary tract infection, delayed vesical catheter, ICU 106

107 Introdução Um processo infeccioso resulta do desequilíbrio entre os mecanismos imunitários e o patógeno. Normalmente, os microrganismos infectantes, como bactérias, vírus, fungos, protozoários ou seus produtos invadem o organismo do paciente gerando reações locais e iniciando a infecção (1). Uma variedade de fatores anatômicos predispõe à infecção do trato urinário (ITU). Qualquer evento que venha interromper o fluxo normal da urina e impeça o esvaziamento completo da bexiga, ou ainda, facilite o acesso de microrganismos à bexiga, favorece o indivíduo a adquirir infecções. Diante dessa afirmação, o cateter vesical de demora é o principal fator predisponente na patogênese das infecções do trato urinário hospitalares, isso porque o cateter facilita a inserção de bactérias na bexiga, seja através do lúmem do cateter, seja pela retenção das bactérias entre o lado externo do cateter e a parede uretral (2). Os pacientes com uso de cateter vesical de alívio podem apresentar bacteriúria em 100% dos casos após quatro dias. Entretanto, naqueles com sondagem vesical de demora, a bacteriúria poderá ocorrer em 5% a 10% dos casos, por dia de manutenção do cateter (3). De acordo com Stamm e Coutinho (4), entre os pacientes que são hospitalizados, mais de 10% são expostos à cateterização vesical de demora, mesmo que por pouco tempo. Esse é o fator isolado mais importante que predispõe esses pacientes à infecção. Portanto, observa-se alta incidência de infecção do trato urinário correspondendo a 38,5 40% de todas as infecções nosocomiais (5). São vários os fatores de risco associados à ITU durante a cateterização, entre eles, a colonização do meato uretral e a duração da mesma, sendo a duração o fator mais prevalente para o desenvolvimento de bacteriúria (6). A ITU aumenta o tempo de internação hospitalar, o que leva a prejuízos financeiros e possíveis complicações, como: hipertensão arterial, pielonefrite com alteração da função renal ou complicações maternas e fetais (7). Por acreditar que o surgimento destas infecções resulta em transtornos para a unidade, paciente, família e equipe cuidadora e por entender a importância deste estudo no diagnóstico dos fatores causadores desta infecção, justificou-se a sua realização para que a partir dos seus achados possam ser traçadas medidas preventivas e de controle frente às infecções do trato urinário em pacientes com sondagem vesical de demora. Diante deste quadro, este estudo visa identificar a microbiota do trato urinário de pacientes internados em UTI submetidos à sondagem vesical de demora, verificando a presença de infecção urinária associada a fatores de risco que predispõem esta doença. Métodos Trata de uma pesquisa de campo (8), exploratória (9), descritiva, transversal com análise quantitativa dos dados (10), realizada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Gurupi TO. Foram avaliados pacientes com idade superior a 18 anos no período de setembro a outubro de 2011 submetidos à sondagem vesical de demora. Foram excluídos do estudo: pacientes com idade inferior a 18 anos e com patologia urológica, cirurgia urológica ou de pelviperíneo. A pesquisa foi iniciada após ter sido submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Centro Universitário Unirg. Foi utilizado um formulário cadastro para caracterizar o perfil da população amostrada, que foi identificada por siglas que representavam as iniciais dos nomes. No formulário continham as seguintes variáveis: sexo, idade, doença de base, tempo de internação, tempo de sondagem e antibiótico em uso. Antes da colocação do cateter de Foley foi colhida a amostra com um swab estéril, introduzido até 1 cm no meato uretral. A seguir, feita a inserção da sonda, foram colhidas duas amostras de urina recente através de punção na parte de látex do sistema coletor fechado. Este mesmo procedimento foi realizado no momento da remoção da sonda vesical. Foram utilizadas seringas descartáveis ou frasco estéril para acondicionar a urina, e após a coleta, os mesmos eram enviados imediatamente para o laboratório, devidamente identificados com todos os dados legíveis e completos, sendo transportados dentro de maleta própria e/ou recipiente fechado. Os estudos microbiológicos foram realizados no Laboratório de Microbiologia do Centro Universitário Unirg. As amostras de urina colhidas foram inoculadas no Ágar CLED (Cysteine Lactose Electrolyte-Deficient Medium) e incubadas a 35ºC por 24 horas. Aquelas que apresentaram crescimento microbiano foram inoculadas no Ágar Manitol Salgado e no Ágar Mac Conkey e incubadas a 35ºC por 24 horas. As amostras colhidas com swab foram inoculadas diretamente no Ágar Manitol Salgado e Ágar Mac Conkey, com posterior incubação a 35ºC por 24 horas. A identificação dos microrganismos foi realizada em nível de gênero e espécie bacteriana edição

108 através de provas bioquímicas e enzimáticas, a saber: para identificação de Gram negativas fermentadoras foram utilizadas as provas de TAF (Tríplice Açúcar Ferro), Citrato de Simmon, MIO (Motilidade Indol Ornitina) e fenilalanina. Para identificação de Gram negativas não fermentadoras foram utilizadas as provas de oxidase, motilidade, fermentação de carboidratos, resistência a antibióticos e coloração de gram. Para a identificação de bactérias Gram positivas foram utilizadas as provas de catalase, coagulase e novobiocina. A infecção do trato urinário ou bacteriúria relacionada ao cateter foi definida pela presença de 100 ou mais UFC/mL de urina (unidades formadoras de colônias por ml de urina) no Ágar CLED e a cultura do material coletado no meato uretral através do swab foi considerada positiva (= colonização) no caso de qualquer germe ser identificado. Figura 1. Ágar Manitol Salgado: crescimento bacteriano de Staphylococcus epidermides Figura 2. Prova de catalase - resultado positivo Figura 3. Prova da coagulase em tubo - resultado negativo Resultados No período de 15 de setembro a 15 de outubro de 2011 foram internados 27 pacientes adultos na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Gurupi - TO. Destes, 20 foram submetidos à sondagem vesical de demora, sendo que oito (40%) tiveram a sonda inserida na UTI, onde o estudo foi realizado, e os demais, tiveram a sonda inserida nos outros setores do hospital. A amostra inicial foi constituída de três pacientes (37,5%) que preenchiam os critérios de inclusão, sendo que dois dos três não efetuaram a segunda amostra por óbito e alta hospitalar. Sendo assim, um paciente (33,3%) constituiu as amostras completas. Figura 4. Prova de Novobiocina - sensível Figura 5. Placas de Ágar CLED com ausência de crescimento bacteriano 108

109 Figura 6. Ágar CLED: contagem de colônias superior a 105 UFC/mL de urina de Acinetobacter baumannii Figura 7. Crescimento bacteriano no Ágar Mac Conkey Figura 8. Oxidase em tiras - resultado negativo O swab uretral colhido, de todos os pacientes deste estudo, antes da inserção da sonda não apresentou crescimento microbiano no ágar Mac Conkey, entretanto, houve multiplicação bacteriana no Ágar manitol salgado (Figura 1), sendo este microrganismo não fermentador de manitol. Na prova de catalase se mostrou positivo (Figura 2), na coagulase foi negativo (Figura 3) e na prova de novobiocina, se mostrou sensível a este antibiótico (Figura 4), sendo assim, identificado como Staphylococcus epidermides. Este microrganismo faz parte da microbiota normal do canal uretral, portanto, estes pacientes não apresentavam infecção urinária no momento da sondagem vesical de demora. As primeiras amostras de urina colhidas no primeiro dia de sondagem logo após a inserção da sonda foram inoculadas em placas de Ágar CLED, obtendo resultados negativos para bacteriúria (Figura 5), confirmando a ausência de infecção no trato urinário. A segunda amostra de urina colhida no sétimo dia de sondagem e antes da remoção da sonda vesical de demora, do paciente que preencheu os critérios de inclusão neste estudo, foi inoculada em Ágar CLED, obtendo resultado positivo, com contagem de colônias superior a 10 5 UFC/mL de urina (Figura 6). Este microrganismo foi identificado como um não fermentador no Ágar Mac Conkey (Figura 7), oxidase negativa (Figura 8), fermentador de glicose e lactose, imóvel, resistente à penicilina, com morfologia de cocobacilos Gram negativos na coloração de Gram, sendo assim, identificado como Acinetobacter baumannii. Diante destes testes laboratoriais, este paciente apresentou infecção no trato urinário após sondagem vesical de demora. A análise do formulário permitiu identificar o perfil dos 3 pacientes edição

110 que constituíram as amostras, podendo ser verificado a seguir: I.S.S., sexo feminino, 76 anos, com tempo de internação menor que sete dias, não estava em uso de antibioticoterapia, o motivo de internação hospitalar foi por IAM (Infarto Agudo do Miocárdio); D.T.L., sexo masculino, 63 anos, com tempo de internação menor que sete dias, não estava em uso de antibioticoterapia, a causa da internação foi IRC (Insuficiência Renal Crônica) mais EAP (Edema Agudo de Pulmão); R.P.S., sexo feminino, 78 anos, com tempo de internação menor que sete dias, não estava em uso de antibioticoterapia, tendo como causa de internação AVE (Acidente Vascular Encefálico), a mesma iniciou uso de antibioticoterapia dois dias antes da segunda coleta que foi realizada no sétimo dia de sondagem, obtendo resultado positivo para bacteriúria. Discussão A presença do cateter na uretra remove os mecanismos de defesa intrínsecos do hospedeiro, tais como a micção e o eficiente esvaziamento da bexiga (4). O uso constante do cateter vesical de demora nos hospitais aumenta a incidência de bacteriúria, mesmo tendo sido aperfeiçoado nos últimos anos e utilizando-se técnicas assépticas para sua inserção, ele retarda, mas não elimina o risco de adquirir infecção. Em um indivíduo hígido, o aparelho urinário é estéril, com exceção dos centímetros distais da uretra, tanto da masculina quanto da feminina, que apresentam uma microbiota uretral composta por bactérias patogênicas e não patogênicas (11). Nos três pacientes pesquisados as amostras do swab foram positivas, sendo que o microrganismo encontrado foi o Staphylococcus epidermides, que faz parte da microbiota normal do trato urinário. Este dado condiz com outro estudo que verificou que entre os microrganismos incluídos na microbiota normal estão: Corynebacterium sp., Staphylococcus epidermidis, Lactobacillus sp., Micrococcus sp., Streptococcus sp. e leveduras (12). Em 1980 foi estabelecida em uma análise univariada a colonização do meato uretral por bactérias potencialmente patogênicas como o maior fator de risco para bacteriúria relacionada ao cateter vesical de demora (4). Porém, neste estudo, a bactéria encontrada na urocultura foi diferente da bactéria encontrada na cultura do meato uretral, que vem a concordar, ainda, com estes autores, que afirmam que a microbiota do meato uretral específica nem sempre prediz as espécies responsáveis pela infecção. Neste estudo não foi possível afirmar que existe relação entre o surgimento de bacteriúria e positividade do meato uretral, visto que o microrganismo encontrado na amostra do swab não foi o mesmo que resultou em infecção do trato urinário, também é possível que o número de casos e o tempo da pesquisa tenham sido insuficientes para estabelecer esta relação. Quanto às análises de urocultura deste estudo, o microrganismo que levou ao desenvolvimento de bacteriúria foi Acinetobacter baumannii. Outros autores relatam que esse gênero de bactéria produz uma variedade de infecções nosocomiais, dentre elas, infecções do trato urinário (13). Essa é a espécie mais comum do gênero isolado de amostras clínicas e de ambiente hospitalar, afetando mais frequentemente pacientes criticamente doentes em unidades de tratamento intensivo (UTIs) (14). No estudo de Silva (15), os maiores responsáveis pelas infecções do trato urinário são os bacilos Gram-negativos da microbiota fecal pertencentes à família Enterobacteriaceae, especialmente Escherichia coli que é o agente mais frequente, seguido dos demais Gram-negativos, como Klebsiella sp., Enterobacter sp., Acinetobacter sp., Proteus sp. e Pseudomonas sp. A bactéria Acinetobacter sp. em estudo de Lucchetti et al. (16) ficou em quarto lugar como agente isolado que levou à infecção do trato urinário em pacientes com sondagem vesical crônica, representando 43 amostras do total analisado, o que corresponde a 6,3%. Essa mesma bactéria parece ter uma propensão para desenvolver resistência antimicrobiana extremamente rápida, isso porque o uso de antimicrobianos por paciente e por área de superfície é significativamente mais alto na UTI (14). O que justifica a paciente pesquisada ter desenvolvido ITU, mesmo estando em uso de antibioticoterapia. Diante dos dados colhidos através do formulário aplicado, pôde-se constatar que o motivo de internação dos pacientes pesquisados baseado em estudo não influenciou para o desenvolvimento da ITU (17), isso porque o pesquisado que desenvolveu bacteriúria teve como causa de internação AVE. Porém, a idade avançada, o uso de sonda vesical de demora e a duração da sondagem, foram os fatores determinantes para o surgimento de ITU neste estudo. A maioria dessas infecções está relacionada ao uso do cateter vesical de demora, o mesmo tem sido causa precipitante do desenvolvimento da infecção do trato urinário, juntamente com outros fatores de risco, como duração da 110

111

112 cateterização, presença de comorbidades, idade avançada e cuidados com o cateter (18). Portanto, acredita-se que a prevenção das infecções urinárias relacionadas à cateterização continua sendo o melhor caminho para reduzir o tempo de internação, mortalidade e custos decorrentes da mesma. As estratégias comprovadamente efetivas incluem a inserção estéril e os cuidados com o cateter, sua pronta remoção e o uso do sistema de drenagem fechado. O desafio é desenvolver métodos que efetivamente drenem a bexiga sem alterar os seus mecanismos de defesa (6). Diante dessa afirmação, algumas medidas que poderiam ser utilizadas em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva para drenagem da urina na tentativa de reduzir o risco de adquirir infecção urinária, seriam, uso de condom, fraldões, higienização da região perineal adequada e uso de compressas mornas na região suprapúbica. Conclusão O cateter vesical de demora é uma prática bastante utilizada na Unidade de Terapia Intensiva para beneficiar o paciente, porém pode apresentar complicações graves, desde a possibilidade de desenvolver ITU, aumentar o tempo de internação hospitalar e risco de mortalidade. Pode-se afirmar que o que predispôs o desenvolvimento da infecção do trato urinário foi a inserção do cateter vesical de demora juntamente com outros fatores de risco como: tempo de permanência do cateter vesical, idade avançada e o sexo feminino. Na amostra analisada foi possível verificar que a bactéria encontrada na microbiota uretral antes da inserção da sonda foi Staphylococcus epidermides, não tendo relação com a bactéria que provocou a infecção do trato urinário que foi Acinetobacter baumannii. Portanto, acredita-se que a utilização de outros métodos para drenar a urina e a diminuição do tempo de permanência da sondagem vesical de demora reduziria a incidência de infecção do trato urinário. Neste estudo não foi possível afirmar que a incidência de infecção do trato urinário na UTI em pacientes com sonda vesical de demora é alta, em decorrência do pequeno espaço de tempo da pesquisa e do tamanho da amostra. Assim, sugere-se que este estudo possa ser desenvolvido com intervalo de tempo mínimo de seis a 12 meses, onde situações como óbito e alta hospitalar não venham a ser determinantes do número amostral, e sim as possibilidades de se ter maior número de casos a serem analisados, contribuindo para resultados mais representativos. Correspondências para: Simone Shasmylla Sousa de Albuquerque Referências Bibliográficas 1. David CMN. Infecção em UTI. Medicina, Ribeirão Preto [periódico da internet] [acesso em 14/11/2011]; [ aproximadamente 12 p.]. Disponível em: 2. Mims C, Playfer J, Roitt I et al. Microbiologia médica. 2ª ed.são Paulo: Manole LTDA; Lopes HV, Tavares W. Diagnóstico das infecções do trato urinário. Sociedade Brasileira de Infectologia. Sociedade Brasileira de Urologia, Rev. Assoc. Med. Bras. São Paulo, [periódico da internet] [acesso em 30/03/2011]; 51(6): [aproximadamente 6 p.]. Disponível em: 4. Stamm AMNF, Coutinho MSSA. Infecção do Trato Urinário Relacionada ao cateter vesical de demora: Incidência e Fatores de risco. Departamento de Clínica Médica do Hospital Universitário-Universidade Federal de Santa Catarina, Florianopolis, SC. Rev Ass Med Brasil [periódico da internet] [acesso em 02/04/2011]; 45(1): [aproximadamente 7 p.]. Disponível em: pdf/ramb/v45n1/1695.pdf. 5. Souza ACS, Tipple AFV, Barbosa JM et al. Cateterismo urinário: conhecimento e adesão ao controle de infecção pelos profissionais de enfermagem. Revista Eletrônica de Enfermagem [periódico da internet] [acesso em 26/04/2011]; 9(3): [aproximadamente 12 p.]. Disponível em: 112

113

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