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1 DlPRUTIMOSINCLESESNA IMPRENSABRASILBlRAB NA PORTUCUESA 1- IntroducAo Entre os estudos ja realizados sobre emprestimos lingiiisticos estrangeiros,.encontramse os trabalhos de lexicologia de BARBOSA(1981). A Autora trabalha, inicialmente, com os varias niveis de ocorr6ncia de. Neof~ismo: Fono16gico, Semantico, Sintagmatico. e Alogenetico. Dentre os citados, a analise desta pesquisa se detera no alogenetico. o neologismo alogen~tico consiste do emprestimo de palavra pertencente a outro sistema lingiiistico e, portanto, nao corresponde a cria9ao de um signo, mas sim a sua ad09ao" Esse tipo de neologismo pode ocorrer de tres maneiras: pela ad09ao somente do significante, pela ad09ao do signo lingiiistico como urn todo (significante e significado), e pela adb9ao somente do significado. GUILBERT ~lassifica os emprestimos em denotativose conotativos. Os primeiros sao designa90es de produtos e/ou coneeitos eriados num pais estrangeiro, que, quando integrados na sociedade de outro pais, carregam consigo os names que os designam. Esse tipo de emprestimo vem, na 194

2 m~ioria, de lingua de um pai, que e econamica e cultur.laenba dominant., assim a linquagem pa a a Ber ume atividade de dollinllqao. Para YEBR). (lm5). 0 _pn~tao.eaot:at:ivo trat. de encher uma lacuna nalingua receptora, lacuna geralmenbe relacionada com um conceito desconhecido pelos falantes dessa lingua. J6 0 emprestimo conotativo busca Bobretudo a 8vocaQlo de um ambiente cultural de uma situaqlo social prestigiosa ou detestada. Quando do processo de adoqio, a palavra passa por diferentes fases e assume caracteristicas diversas, con forme 0 grau d~ aceitabilidade, 0 grau de assimilayao pelo grupo, a sua integrayio As estruturas da lingua ~~e 0 adotou. Esse processo compreende algumas etapas. Definem-se dois termos no processo do emprestimo: Xenismo - termo estlmgeiro que permanece sempre estrangeiro e, embora com alta frequencia de atualizayao, permanece inalteravel. sua instalaqlo e equivale a umprimei~o momento de criayao neo16gica. realizadas por GUILBERT, no que se refere A definiqlo dos termos tecnicos e ao processo em que se d6 sua utilizaqao e incorporayao A lingua, que toma emprestado 0 termo estrangeiro.

3 o pre.ente trabalho tea ~~ ~em,:~i;~r os empr.stim08 ingleses utili'ados pelaimprensa, S.Paulo", editado no Brasil, e pelo jornal "Oi4rio de Noticias", editado.m portugal. 0 corpus portugu6s "Oiario de Noticias" e do jornal brasileiro "Folha de S.Paulo" compreendido nos ana de 1986 e 0 Oicionario de Lingua Portuguesa de Portugal. pen\lltimo termo (overnight), os demais aparecem entre aspas. Todos estao inco~orados no Aur'lio,

4 termo ingla., que existe um correspondente em portuguas. Como exemplo disso temos: trading, cash.. shopping e shopping center e marketing que aparecem em italico. 0 termo dumping e common carrier talllbemsac explicados peloj6rnal: "Os espanh6is vem sustentando a tebe de que nao e.tio tazendo - energia a preqos' abaixo de seu custo - dumping." (ON, 05/06/89, p.09)

5 termo treq\i6neia tr.qli.neia bolc1ing joint venture lobby marketing overnight pertormanee ranking Com base nos dados desta rela9ao, pode~os verifiear que em termos quant,j.tativos, e maior 0 correspondem, segundo a denomina9ao de GUILBERT, a x.niemos e, embora termos como lobby, overnight sejam de alta frequ6ncia de atualiza9ao, fieam inalterados e apareeem na forma estrangeira, nao encontrados em eomum no ON e na FSP de emprestimos denotativo., pois designam meios de assoeia90es de empresa, opera96es finaneeiras e outros eone.itos eeon6mieos criados no pais estrangeiro, no caso os EUA, que foram introduzidos no Brasil carreqando

6 f.to eoaprova a teoria de GUILBERT de. que termos v6m na sua maioria da lingua de um pais que econo.iea eulturalment. dominant., funcionando a linguagem comoatividade de domina~lo. aceitabilidade do termo estangeiro na lingua portugu.sa indioado pela frequ'ncia do termo emprestado e pela sua dioionariza9ao. Segundo essa visao, somente os termos que apareeem na FSP estao efetivamente incorporados a lingua por estarem inseridos no dicionario e pelo fato de ser esse 0 criterio final palo qual se pode julgar se o neologismo esta integrado ao lexico da lingua. 5- Consideracoes finais,. uma inova~io linguistica, uma vez que a informa9ao jornalistiea esta ligada A cl..lturade massa, de inten~ao comunitaria e generalizante. Nela, a

7 sijlplificaq60, a s.rvi90 d. uma _ior coaun1c&bil1~. CARVALHO (1984) assinala que a influ6ncia do jornal na I inquagem, contudo, e maior do que a da revista, por Bar editado diariamente, custar nos e usar mais a ~alavra do que a imagem. A averiguaq60 da frequ.4ncia e pertinente na analise, pois a repetiq60 do ellprestimo pode determinar a perda do seu carater neol6gico, 1;Iua vai progressivamente regredir'ltioa medida que 0 emprego aumenta a sua aceitabilidade pelo grupo social determinado a permanincia do termo e, muito frequentemente, sua entrada para 0 dicionario; caso contrario, sua frequ4ncia vai diminuindo e caindo 0 termo gradativamente nq esquecimento. A adoq60 da imprensa como base primordial do nosllo trabalho e.devida ao fato de a sociedade sofrer grande intluencia das meios decomunica9ao de massa, que transmitem toda uma visao de mundo e aspira90es. A imprensa e a instancia onde se not am inurneras moditica90es da l~nguagem que podem acarretar JludanQallno modo de pensar e agir. Pedese obter voluntariamente, atraves dela, a unidade nas terminologias tecnicas, por exemplo, 0 que, por enquanto, nao esta acontecendo.

8 BibliQAratia ALVES, Ieda Maria - na inteqreyio des neoloqismos.por elllprest:imoao lexica portuqu6sn. IN: A.l.fA, 28 (_upl.), $', 11.-1%8, 1.&4. BARBOSA, M. A. - Lexico. Prodyoip 8 Qriatiyidad8 - ProoIIIO. 40 legloqisgo. Sio Paulo, Lingua Portuguesa, 2a. ed., 1986, Botafoqo, RJ, Nova FronteiraS.A.

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