MANIPULANDO BANCO DE DADOS NO POSTGRESQL SEM FAZER USO DE COMANDOS SQL

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1 MANIPULANDO BANCO DE DADOS NO POSTGRESQL SEM FAZER USO DE COMANDOS SQL INTRODUÇÃO: O PostgreSQL é um dos mais populares e avançados sistemas gerenciadores de banco de dados (SGBD) com código aberto. É desenvolvido pela PostgreSQL Global Development Group. Podemos dizer que apenas recentemente surgiu um novo tipo de banco de dados, o chamado banco de dados geográfico ou espacial, que consiste em um banco com capacidade de armazenar dados sobre informações de cunho espacial, como geometrias diversas O que é muito útil para várias aplicações do geoprocessamento. Surgiu assim também a terminologia de extensões espaciais. No caso do PostgreSQL sua extensão espacial é denominada PostGis. Mas deve-se notar que o PostgreSQL possui uma ferramenta para administração do banco, chamada pgadmin III. Esta ferramenta permite entre outras funções o carregamento de arquivos de linguagem SQL. BANCO DE DADOS POSTGIS 8.1 Em termos simples, podemos definir um banco de dados como um conjunto de tabelas com dados sobre certa realidade e que estão interligados entre si. Por isso para o bom funcionamento de um banco faz necessária a criação de tabelas. Temos duas formas de fazer isso no PostgreSQL 8.1: Por meio de uma série de comandos SQL e através do pgadmin III. Neste tutorial enfocaremos o artifício da criação do banco de dados, suas tabelas e constraints, usando a interface gráfica do pgadmin III. 1 Passo: Criar o banco de dados: Após conectar o banco clique com o botão direito do mouse sobre Databases e escolha a opção New Database. Fig. 1

2 2 Neste tutorial iremos criar um banco de dados chamado exemplo. Na figura abaixo, perceba que para esse banco selecionamos a codificação para os caracteres UTF8, essa escolha se deve ao fato desta codificação reconhecer totalmente os caracteres do idioma que usamos comumente, o português. Fig. 2 Definidos estes parâmetros, confirme a criação do banco de dados em Ok. O novo banco aparecerá na árvore de bancos de dados no pgadmin. Confirme se seu banco foi devidamente criado, e no caso de ainda não ter aparecido, dê um refresh (Atalho: F5) Fig. 3 Para acessar o banco exemplo clique nele. Ao fazer isso aparecerá um sinal de adição [+] isso fará que apareça todas as partes que integram o funcionamento do banco. Perceba que continuando a clicar respectivamente nos sinais [+] em Schemas e depois em public encontrará as tabelas (Tables) de seu banco de dados.

3 3 Note também que, por padrão, são criadas duas tabelas relacionadas a parte espacial do banco de dados, geometry_columns e spatial_ref_sys (Figura 4). Fig. 4 OBS: Na versão 8.1 do PostgreSQL, que está sendo usada como base para as explicações nesse tutorial, as tabelas geometry_columns e spatial_ref_sys somente aparecerão se durante a instação do SGBD em questão no computador, foi habilitada a extensão espacial PostGis. Para mais informações sobre esse tipo de instalação consulte outro tutorial do site. Table. 2 Passo: Criação de uma tabela: Clique com o botão direito do mouse em Tables e escolha a opção New Fig. 5

4 4 Na janela abaixo preencha o nome (Name) referente à sua primeira tabela. Em nosso exemplo usamos o nome genérico tabela1. Fig. 6 3 Passo: Criação das colunas (Campos): Para criar as colunas, clique com o botão direito do mouse, desta vez sobre a tabela que criamos agora, tabela1, como mostra a figura abaixo. Dentre as várias opções em New Object escolha New Column. Fig. 7

5 5 Será aberta uma nova janela onde definiremos os nomes dos campos, o tipo dos dados a serem armazenados, dentre outros aspectos. Nesse nosso exemplo, vamos dar para essa primeira coluna o nome coluna1. Note que em Data type (Tipo de dado) escolhemos varchar dentre uma lista de tipos possiveis, e em Length (Comprimento) definimos o numero máximo de caractéres que poderá estar contido em cada linha dessa coluna, neste caso 40 inclusive espaços. Em outros de nossos tutoriais procuraremos explicar a diferença entre alguns dos tipos de dados usados no PostgreSQL. Mas tenha bem em mente, desde já, que a escolha do tipo de dado, depende do tipo de dado a ser incluido vem por atender a uma necessidade específica. Se, por acaso, desejamos colocar códigos numéricos que servirão como identificadores, poderiamos usar o tipo int ou outro similar a este. A opção selecionada Not Null é necessária para o caso de campos que sirvam como colunas identificadoras das entidades. Essa opção indica que o campo é de preenchimento obrigatório. É interessante destacar que no nome da coluna não é recomendável usarmos caractéres especiais como por #, $, &, além de acentos. A única exceção será o urderline [ _ ]. (Ex.: nome_proprietario) Fig. 8 Confirme a criação da coluna em OK. Repita esse procedimento para as diversas colunas, escolhendo o tipo de dado adequado, e perceba que de acordo com o tipo escolhido as opções disponíveis na janela acima irão variar.

6 6 4 Passo: Adicionando Constraints: Constraints são regras aplicadas à um ou mais campos de uma tabela. As mais usadas são as que definem as chaves primárias e estrangeiras ( Primary Key e Foreign Key, respectivamente). Quando usamos uma constraint para definir uma chave primária estamos criando uma regra que não permite que os dados se repitam numa mesma tabela. Em geral o (s) campo (s) que definidos como chave primária serão usados como identificadores únicos, que servirão para ligação entre as tabelas no banco. Nos casos em que mais de uma coluna servirão como chaves primárias, teremos o que é chamado de chave composta! Criar uma chave estrangeira em uma coluna quer dizer que ela está relacionada com uma coluna específica de outra tabela do banco de dados. Agora, em nosso exemplo vamos supor que já criamos inúmeras tabelas (tabela1, tabela2, tabela3, etc.), cada uma com várias colunas também. Vamos adicionar uma chave primária. Para isso faça como no procedimento para criar uma nova coluna, só que dessa vez escolha a opção New Primary Key. (Figura 9) Fig. 9 Na janela seguinte perceba que há três abas: Properties, Columns e SQL. Na primeira delas, Properties, vamos definir um nome para nossa chave primária, por exemplo, vamos colocar o nome aleatório pk_col1 (Primary Key Coluna1). Isso é apenas um identificador para que saibamos qual o nome de nossa chave primária.

7 7 Fig. 10 Após isso clique na aba Columns. Selecione o campo que será a chave primária, em nosso caso, coluna1. Depois de escolher qual será a coluna, clique em ADD. Fig. 11

8 8 Esse procedimento deve ser repetido até que sejam organizadas todas as chaves primárias. Na Aba SQL aparece a operação que estamos realizando, só que na linguagem SQL. Algo como: ALTER TABLE tabela1 ADD CONSTRAINT pk_col1 PRIMARY KEY (coluna1); Você poderá notar que essa nova constraint aparecerá na árvore do banco de dados (Figura 12). Fig. 12 A construção de chaves estrangeiras se dá modo similar. Repita o início do procedimento anterior, escolhendo agora New Foreign Key. Será aberta a janela abaixo. Fig. 13

9 9 Dessa vez teremos quatro abas a considerar. Nesta primeira, Properties, também escolheremos o nome da chave estrangeira, que nesse exemplo será fk_col3, que fará referência a coluna1 da tabela1. Na segunda aba Columns selecionamos a coluna que será usada como chave estrangeira a quem ela fará referência. Após isso, clique em ADD. Na figura abaixo já adicionei a coluna3. Fig. 14 Na terceira aba Action, definimos alguns parâmetros conforme exemplificado na figura a seguir: Fig. 15

10 10 Por fim, na última aba, SQL, podemos ver como essas operações são escritas em SQL, conforme abaixo: ALTER TABLE tabela1 ADD CONSTRAINT fk_col3 FOREIGN KEY (coluna3) REFERENCES tabela1 (coluna1) ON UPDATE CASCADE ON DELETE CASCADE; CREATE INDEX fki_col3 ON tabela1(coluna3); Até agora você criou uma nova tabela e aprendeu a como montar chaves primarias e estrangeiras. Mas não encare esse tutorial como uma receita de bolo a ser seguida cegamente, sem saber o sentido das coisas expostas nele. Por exemplo, procure compreender as razões por trás dos comando SQL acima, procure no site do ClickGeo (www.clickgeo.com.br) outros tutoriais relacionados com o PostgreSQL e a linguagem SQL, enfim, busque mais conhecimento. Espero que este tutorial como os demais já publicados possam servir para disseminação de conhecimento, o qual não deve ser escondido, mas compartilhado. Anderson Medeiros 2008

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