SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 1 EPISTEMOLOGIA CRÍTICA 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 8 REFERÊNCIA 9

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1 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 1 EPISTEMOLOGIA CRÍTICA 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 8 REFERÊNCIA 9

2 3 INTRODUÇÃO Este trabalho enfoca o tema epistemologia crítica e foi elaborado segundo a técnica de resumo do texto com o mesmo nome, que integra o livro de Hilton Ferreira Japiassu. Introdução ao pensamento epistemológico, 3. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora, O autor conceitua epistemologia, destacando que não há consenso acerca do conceito. Destaca que existe uma relação direta entre ciência e poder, e que a mitigação da relação ciência e saber ocorreu em razão de a ciência se prestar ao capital.

3 4 1 EPISTEMOLOGIA CRÍTICA ETIMOLOGIA: DISCURSO (LOGOS); SOBRE A CIÊNCIA (EPISTEME); CONCEITOS: não há significação rigorosa e unívoca acerca do papel, nem como se constitui uma teoria científica, funciona como uma teoria geral do conhecimento. É o estudo metódico e reflexivo do saber, de sua organização, de sua formação, de seu desenvolvimento, de seu funcionamento, de seus produtos intelectuais; É o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências. Semelhante estudo tem por objetivo determinar a origem lógica (não psicológica) das ciências, seu valor e seu alcance objetivos. Há três principais correntes epistemológicas contemporâneas que buscam explicar a atividade científica, quanto à relação entre teoria e experiência; razão e fatos, valor e significação dos métodos. A EPISTEMOLOGIA LÓGICA, que estuda a linguagem científica e a pesquisa das regras lógicas do empirismo; A EPISTEMOLOGIA GENÉTICA, que estuda a atividade científica partindo de uma psicologia da inteligência, que finda em um estruturalismo genético; A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA, que estuda a produção das teorias e análises da história das ciências. A EPISTEMOLOGIA CRÍTICA, mais recentemente que questiona a ciência como um todo. Segundo essa nova epistemologia, as ciências não podem mais ser a verdade da sociedade, o que leva a um questionamento sobre a significação real da ciência. Sempre é ressaltado que o pesquisador deve se responsabilizar pelas conseqüências das descobertas feitas. Assim, a epistemologia crítica interroga a responsabilidade social dos cientistas. Há poucas décadas, ninguém contestava a ciência (nem os niilistas). Mas isso mudou, pois há uma crescente dúvida acerca das conseqüências do desenvolvimento científico, por causa das pesquisas destruidoras, a manipulação

4 dos indivíduos, os métodos repressivos, esgotamento dos recursos naturais, dentre outros. 5 A CIÊNCIA PARA A OPINIÃO PÚBLICA: É um poder onipotente (mágico, admirado, temido, interveniente nos domínios da vida); PARA A SOCIEDADE ATUAL: Há uma NOVA SANTÍSSIMA TRINDADE: ciência técnica indústria. MITO DA CIÊNCIA: Constante promessa de progresso indefinido da ciência, em busca da felicidade humana. Atualmente, o cientista sofre com a limitação de créditos pela ação do Estado, fazendo com que o pesquisador fique dependente da burocracia e dos financiamentos. Então, pode-se dizer que o conhecimento científico cria dois pólos: o do saber e o do poder. O saber, a base do desenvolvimento científico que fica dependente do poder, que é o desenvolvimento econômico. Assim, a ciência contemporânea é submissa ao Estado e à indústria. MAS O QUE É CIÊNCIA E QUAL SUA VERDADEIRA SIGNIFICAÇÃO? De uma forma idealista, é a busca imparcial do conhecimento. De uma forma realista, a ciência se confunde com a tecnologia, pois é um saber operacionalizável. O que se pode dizer é que a ciência não é neutra nem autônoma. O cientista tem preconceitos e por isso não pode ser considerado imparcial. Dessa forma, pode-se perceber um aumento do cientificismo, que vê a ciência como poder. Atualmente, o cientificismo é uma religião com dogmas incontestáveis, que se baseiam na razão, posto que nessa doutrina, só é aceitável como real aquilo que é comprovado quantitativamente. Contudo, há cientistas que entendem que o conhecimento científico se apresenta como uma faca de dois gumes : a) uns buscam criar uma ciência responsável, que assume conseqüências dentro da sociedade. Esses cientistas não são passivos, são críticos e assumem responsabilidade pelo que produzem; b) Outros, preferem aceitar a alienação, mantendo a nítida distinção entre a responsabilidade da criação e do saber.

5 6 A EPISTEMOLOGIA CRÍTICA: pretende mostrar que o conhecimento científico é um poder a serviço do capital e independe das motivações subjetivas dos cientistas. E assim, o poder econômico comanda a pesquisa. E nessa perspectiva, a epistemologia crítica ressalta a VERDADEIRA SIGNIFICAÇÃO DA CIÊNCIA não reside no saber puro e simples, mas no poder que ele encerra. A EPISTEMOLOGIA CRÍTICA PRETENDE EVIDENCIAR QUE, NA PRÁTICA, A CIÊNCIA NÃO É TRANSPARENTE NEM OBJETIVA COMO PARECE SER. Nesse contexto, Jüngen Habermas, cria TRÊS MODELOS DE RELAÇÃO ENTRE CIÊNCIA E TÉCNICA, PRÁTICA SOCIAL E POLÍTICA (Jüngen Habermas): O MODELO DECISIONISTA (de Max Weber), em que os especialistas se submetem à política para caracterizar a forma capitalista de atividade econômica, formando trocas entre o Direito Privado e forma burocrática de dominação. E assim, a racionalidade científica é uma escolha entre estratégias entre como utilizar adequadamente as tecnologias e de organizar os sistemas em razão de finalidades preestabelecidas em dadas situações. O MODELO TECNOCRÁTICO, que é o oposto do primeiro, já que o político tornase apenas um órgão executor de uma inteligência científica; MODELO PRAGMÁTICO, opção de Habermas, em que deve relação dialógica entre o especialista e o político, estabelecendo vínculo com a democracia. Entretanto, isso é algo quase impossível de ocorrer, porque a tecnocracia reina. Habermas assume que a racionalidade está ligada à institucionalização do progresso técnico-científico, posto que essa passa a ser uma opção entre estratégias. Percebe-se que o que a epistemologia crítica mostra é que houve uma mudança radical de poder do conhecimento para conhecimento do poder. Essa nova epistemologia reconhece a construção de objetos que compõe relações pouco formalizadas, reconhece as operações feitas sobre os objetos e relações, e por fim, reconhece a extensão de conhecimentos (progresso). A epistemologia crítica apresenta seis conseqüências da ciência contemporânea: A ciência não existe, e sim as ciências; O valor da objetividade científica se deve aos objetos construídos; A objetividade científica é passível de erros;

6 7 Deve-se falar de verdade apenas no sentido de ausência de contradição; Nas ciências experimentais, a prova deve mostrar respostas relacionadas corretamente com uma hipótese; A objetividade é um respeito à adequação da razão à realidade. OBJETIVO DA EPISTEMOLOGIA CRÍTICA: que a ciência leva ao progresso; que a ciência é pura e neutra (o que levaria a uma irresponsabilidade social dos cientistas). A ciência presta contas a si mesma. Entretanto, ela pode prestar serviços. Enfim, a epistemologia crítica não nega a especificidade da ciência, ela apenas contesta a ingenuidade do cientificismo.

7 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS Verificou-se que o caráter de ciência vem tomando dimensões que se libertam do conhecer puro e simples para uma dimensão pela qual a ciência se põe a serviço do poder. Assim, o saber só tem espaço (e financiamento) na medida em que se destina a beneficiar o poder econômico, levando a ciência a ser confundida com a tecnologia. Nessa perspectiva, a epistemologia crítica questiona a significação real da ciência e estabelece que existem dois tipos de comportamento dos cientistas: os que são críticos e os que são passivos em relação ao conhecimento que produzem e qual a utilidade social desse conhecimento.

8 9 REFERÊNCIA EPISTEMOLOGIA CRÍTICA. In: JAPIASSU, Hilton Ferreira. Introdução ao pensamento epistemológico, 3. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora, 1979, p

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