ANEXO XIII O consumo de carros no país

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ANEXO XIII O consumo de carros no país"

Transcrição

1 ANEXO XIII O consumo de carros no país

2 Este Anexo mostra que o aumento da renda, a facilidade de aquisição de automóveis e a ausência de políticas públicas que incentivem o uso do transporte público resultam em aumento da quantidade de automóveis nas ruas e, por consequência, dos congestionamentos. Mudança no padrão de renda A renda vem crescendo fortemente no Brasil ao longo dos últimos anos. Gráfico AXIII.1 Renda domiciliar per capita média R$ outubro 2009 Brasil Fonte: IPEA Além disso, a pobreza está caindo. Página XIII-1

3 Porcentagem de pobres (%) Gráfico AXIII.2 Evolução temporal da pobreza: Brasil, 1990 a ,9 45,9 47, ,6 38,2 38,7 37,4 39,0 38,7 38,3 39,4 37,0 34, ,7 28, ,3 23, Ano Fonte: Estimativas produzidas com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1990 a (SAE Presidência da República) O mesmo ocorre com o coeficiente de Gini. Página XIII-2

4 Coeficiente de Gini Gráfico AXIII.3 Evolução da desigualdade na renda domiciliar per capita segundo o coeficiente de Gini: Brasil, 1981 a ,640 0,634 0,630 0,620 0,615 0,612 0,610 0,602 0,599 0,600 0,600 0,596 0,598 0,594 0,599 0,589 0,600 0,587 0,594 0,590 0,592 0,580 0,588 0,587 0,581 0,582 0,580 0,569 0,570 0,566 0,560 0,560 0,552 0,550 0,544 0,540 0,539 0, Ano Fonte: Estimativas produzidas com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1981 a (SAE Presidência da República) Ou seja, mudou o padrão de distribuição de renda brasileira. A pesquisa O Observador Brasil 2011 afirma que a distribuição de renda no Brasil já deixou de ter a forma de pirâmide e passou a ter a forma de losango. Figura AXIII.1 Distribuição de renda - Brasil Fonte: Pesquisa Cetelem Ipsos 2010 Página XIII-3

5 Taxa de crescimento (%) De fato, a taxa de crescimento da renda dos mais pobres tem sido muito superior à taxa de crescimento da renda dos mais ricos no Brasil. Gráfico AXIII.4 Taxa de crescimento médio da renda domiciliar per capita por décimos da distribuição nos últimos anos: Brasil, 2001 a % mais pobres Média nacional 10% mais ricos 1 0 Primeiro Segundo Terceiro Quarto Quinto Sexto Sétimo Oitavo Nono Décimo Fonte: Estimativas produzidas com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1981 a (SAE Presidência da República) Facilidade de compra de automóveis Além do aumento da renda, tem havido um aumento da facilidade para aquisição de veículos. De fato, 63% de todos os automóveis e comerciais leves vendidos no Brasil em 2010 foram negociados através de financiamentos. Como indicador, apresenta-se nesta seção dados obtidos junto à Associação Nacional das Empresas Financeiras das Motadoras (ANEF). No gráfico a seguir observa-se que a venda financiada (de várias formas) é superior à venda à vista para os automóveis. Página XIII-4

6 Gráfico AXIII.5 Modalidades de pagamento da venda de veículos e comerciais leves Fonte: ANEF O caso das motocicletas é semelhante. Gráfico AXIII.6 Modalidades de pagamento da venda de motocicletas Fonte: ANEF Além disso, os prazos de financiamento são bastante longos: atualmente os planos máximos têm 5 anos de duração. Página XIII-5

7 Gráfico AXIII. 7 Planos e prazos de financiamento de veículos (em meses) 1 Fonte: ANEF Ainda, as taxas de juros para financiamento de veículos têm sido inferiores às do mercado financeiro, conforme se pode observar nas figuras a seguir (comparação para o mesmo período em ambos os casos). Gráfico AXIII.8 - Taxas médias de juros anuais (Mercado Financeiro) Fonte: ANEF 1 Planos Máximos: disponibilizados pelos Bancos aos Consumidores, foram reduzidos dos 80 meses vigentes em março de xxx para 60 meses vigentes em março de 2011; Planos Médios: é a ponderação dos valores e planos de financiamentos utilizados pelo consumidor em março de 2011, redundando em planos médios ao redor dos 44 meses, frente os 43 meses no mesmo período de 2010; Prazos Médios: é obtido mensalmente pela média dos prazos informados pela instituições financeiras ponderados pelo estoque. (O prazo médio de cada instituição financeira corresponde à média ponderada dos prazos ou das parcelas das operações, ponderados pelos respectivos valores). Em março de 2011 o prazo médio foi de 18,9 meses frente a 18,1 meses no mesmo período de (Critério técnico utilizado pelo Banco Central transformado em meses) Página XIII-6

8 Gráfico AXIII.9 Taxas médias de juros anuais (Veículos 2 ) Fonte: ANEF Como resultado, tem-se um grande aumento na frota, conforme figuras a seguir. Gráfico AXIII.10 Licenciamentos de veículos e comerciais leves (milhões de unidades) Fonte: ANEF 2 Inclui caminhões e ônibus, pois os dados são agregados. Página XIII-7

9 Gráfico AXIII.11 Licenciamentos de motocicletas (milhões de unidades) Fonte: ANEF A associação do aumento de renda e da facilidade de aquisição de veículos individuais tem incentivado a população a seguir esta tendência. E a falta de incentivo ao transporte público faz com que o carro seja o modo escolhido pelas pessoas em seus deslocamentos frequentes, e não apenas nos ocasionais. Ao contrário de regiões com utilização mais racional do sistema de transporte, cujos habitantes utilizam corriqueiramente o transporte público e deixam os carros para viagens mais longas ou especiais. De fato, existem diversos estudos do IPEA sobre o padrão de renda da população e suas despesas, em vários anos. Algumas destas análises são inclusive voltadas para a questão do transporte e do transporte público. Assim sendo, vários trechos destes estudos são reproduzidos a seguir. Nos casos de utilização de trechos longos dos textos originais, os mesmos são apresentados em itálico, sendo a referência feita no título da subseção. Despesa com transporte: análise das POF 1987 e 1996 A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) é realizada periodicamente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o objetivo principal de conhecer a estrutura de gastos e rendimento das famílias brasileiras, permitindo aferir os pesos dos componentes de despesas nos índices de inflação no país. Como resultado do trabalho, o IBGE disponibiliza uma base de dados amostral representativa do perfil desses gastos familiares, tornando-se, assim, uma fonte importante para se compreender o padrão de consumo de bens e serviços da população brasileira, em especial as despesas realizadas com transporte urbano 3. 3 Comunicado IPEA nº 154; setembro 2012 Página XIII-8

10 Na tabela a seguir pode-se comparar e evolução da estrutura de despesa global média mensal familiar das POF de 1987 e Percebe-se que a despesa com transporte cai, e o desembolso com compra de veículos aumenta como proporção do desembolso global. Tabela AXIII.1 Evolução da estrutura de despesa global média mensal familiar (1987 e 1995) Desembolso Global 1987/1988 Desembolso Global 1995/1996 Desembolso Global 100,00 100,00 Despesas Correntes 84,50 80,89 Despesas de Consumo 73,87 71,21 Alimentação 18,72 16,79 Habitação 15,71 20,38 Aluguel 2,71 4,39 Impostos e Taxas 3,90 7,44 Manutenção e Consertos 2,95 3,38 Artigos de limpeza 0,64 0,52 Mobiliário, eletrodomésticos e eletrônicos 5,52 4,65 Vestuário 9,54 4,66 Transporte 11,05 9,97 Urbano 2,35 3,18 Veículo próprio (combustível e manutenção) 6,29 4,15 Higiene e serviços pessoais 2,56 2,52 Assistência à saúde 5,32 6,50 Remédios 1,71 1,89 Seguro-saúde e associação de assistência 0,63 1,90 Educação 2,67 3,41 Cursos regulares de1º, 2º e 3º graus e préescolar 1,20 2,18 Recreação e cultura 3,18 2,47 Fumo 1,11 1,02 Despesas diversas 4,00 3,50 Outras despesas correntes 10,63 9,68 Aumento do ativo 14,07 17,23 Veículo 5,54 8,82 Imóvel (aquisição) 3,76 2,98 Imóvel (reforma) 4,54 4,78 Outros Investimentos 0,24 0,64 Diminuição do passivo 1,43 1,88 Empréstimo e carnê 0,59 0,30 Prestação de imóvel 0,84 1,58 Fonte: Castro e Magalhães (1998) Texto para Discussão nº IPEA; Recebimento e Dispêndio das Famílias Brasileiras: Evidências Recentes da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 1995/1996; Brasília, dezembro 1998 Página XIII-9

11 Segundo Castro e Magalhães (1998), as tendências gerais evidenciadas na tabela acima são condizentes com a evolução da renda per capita e com as transformações acarretadas pela urbanização e modernização do país ao longo das últimas décadas. Com a evolução crescente da renda, é esperado que a demanda das famílias por produtos de consumo não corrente aumente, como ocorreu efetivamente no período em análise. Por outro lado, a expansão da periferia urbana e a deterioração do transporte urbano contribuiu para o aumento da demanda por carro próprio. Ao observar a mesma tabela com os dados da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, percebe-se um aumento ainda maior do desembolso em aquisição de veículos como percentual do desembolso global. Página XIII-10

12 Tabela AXIII.2 Evolução da estrutura de despesa global média mensal familiar (1987 e 1995) - RMRJ Desembolso Global 1987/1988 Desembolso Global 1995/1996 Desembolso Global 100,00 100,00 Despesas Correntes 88,86 84,66 Despesas de Consumo 75,62 73,33 Alimentação 20,84 17,75 Habitação 16,04 22,93 Aluguel 2,69 4,66 Impostos e Taxas 4,57 9,21 Manutenção e Consertos 3,31 4,29 Artigos de limpeza 0,71 0,49 Mobiliário, eletrodomésticos e eletrônicos 4,76 4,28 Vestuário 9,04 3,92 Transporte 10,80 9,80 Urbano 3,35 3,81 Veículo próprio (combustível e manutenção) 5,07 3,53 Higiene e serviços pessoais 2,79 2,36 Assistência à saúde 5,12 6,91 Remédios 1,76 1,99 Seguro-saúde e associação de assistência 0,84 1,83 Educação 2,75 3,13 Cursos regulares de 1º, 2º e 3º graus e préescolar 1,27 2,17 Recreação e cultura 3,20 2,10 Fumo 1,27 1,13 Despesas diversas 3,77 3,30 Outras despesas correntes 13,24 11,33 Aumento do ativo 9,92 14,41 Veículo 3,51 8,44 Imóvel (aquisição) 2,15 1,38 Imóvel (reforma) 4,07 4,30 Outros Investimentos 0,18 0,29 Diminuição do passivo 1,22 0,93 Empréstimo e carnê 0,43 0,17 Prestação de imóvel 0,79 0,76 Fonte: Castro e Magalhães (1998) Página XIII-11

13 Gastos das famílias das regiões metropolitanas brasileiras com transporte urbano O objetivo do trabalho foi apresentar o perfil de gasto das famílias brasileiras residentes nas nove RM s nacionais com deslocamentos urbanos ou metropolitanos. A questão principal que norteou o trabalho foi a investigação sobre o avanço dos gastos com transporte individual pelas famílias brasileiras em detrimento dos gastos com transporte coletivo, já que esse padrão de mobilidade no qual o transporte privado assume papel predominante gera fortes impactos sobre as condições de mobilidade da população nos grandes centros urbanos. Os deslocamentos urbanos e metropolitanos foram classificados da seguinte forma: Despesas com transporte urbano: gastos das pessoas com deslocamentos dentro das cidades ou aglomerados urbanos sem que elas estejam em período de viagem. São os deslocamentos para a realização das atividades urbanas cotidianas das pessoas. Despesas com transporte público: despesas com ônibus (urbanos ou metropolitanos e fretamento); transporte alternativo (vans e peruas); sistemas de táxi e mototaxi, transporte escolar; transporte ferroviário (metrôs, VLT s e trens metropolitanos) e transporte hidroviário. Despesas com transporte privado: gastos com transporte privado motorizado (automóveis, motocicletas, utilitários), além das bicicletas. Incluem aquisição de veículos, manutenção, combustível, documentação e seguro e uso do espaço urbano (pagamento de estacionamentos e pedágios urbanos principalmente). Despesas com transporte individual: igual a transporte privado acrescido de táxis e mototaxis. Despesas com transporte coletivo: igual a transporte público subtraído dos sistemas de táxi e mototaxi. Os moradores das áreas urbanas brasileiras comprometem aproximadamente 15% da sua renda com o transporte urbano, gastando em média cerca de cinco vezes mais em transporte privado do que com transporte público nos seus deslocamentos diários. 5 Comunicado IPEA nº 154; setembro 2012 Página XIII-12

14 Esse mesmo padrão pode ser observado quando se analisa os gastos per capita com transporte coletivo e individual. Os gastos com transporte coletivo são maiores na capital e colar metropolitano e menos da metade destes nas cidades interioranas. Mas os gastos per capita com transporte individual nestas cidades estão quase no mesmo patamar dos observados na capital, com a diferença que o comprometimento de renda das famílias do interior com transporte urbano é muito maior, justamente por causa do maior percentual de gastos com transporte individual. Gráfico AXIII.12 Gastos per capita em transporte urbano coletivo e individual por local de moradia nos estados das nove RM s originais Observa-se pelo gráfico que o transporte público tem um alcance maior sobre o total de famílias urbanas do que o transporte privado, apesar de o gasto médio das famílias ser bem menor para essa modalidade. O percentual de famílias que usam transporte urbano e transporte público é praticamente o mesmo para moradores de capital de metrópole e moradores do colar metropolitano, sendo que o alcance do transporte privado é bem menor no colar metropolitano. Página XIII-13

15 Pode-se inferir que o maior gasto total absoluto com transporte urbano dos moradores das capitais tem correlação com a maior renda dessa população, já que o índice de mobilidade da população está fortemente correlacionado com o nível de renda. Já nas cidades interioranas não metropolitanas, o grande gasto percentual e o maior alcance do transporte privado têm há ver com a ausência ou as deficiências do transporte público e também com as facilidades de uso do transporte privado nessas áreas (tráfego leve, estacionamentos disponíveis, distâncias menores etc). a. Gastos com transporte urbano por modalidade de transporte Dos gastos com transporte público, os serviços de ônibus representam os maiores dispêndios da população urbana brasileira, sendo que o maior percentual de gasto com esse tipo de transporte está nas famílias moradoras das cidades do colar metropolitano, que são mais dependentes desse transporte em função da renda menor e maior distância aos centros de densidade de empregos mais elevada. Os gastos com sistemas de táxis, por outro lado, apresentam maior percentual nas capitais, seguidas pelas cidades interioranas, sendo pouco significativo no orçamento das famílias do colar metropolitano em função do menor poder aquisitivo dessas famílias, pode-se argumentar. Mesmo com o sistema ônibus também sendo maioria no quesito transporte público, o transporte alternativo apresenta certo destaque nas cidades do interior não metropolitanas, assim como os gastos com mototaxi, explicado um pouco pelas deficiências ou a própria ausência do transporte por ônibus nessas cidades. As ferrovias estão concentradas nas metrópoles, sendo que nas cidades do colar metropolitano os percentuais de gastos são maiores. Com relação ao transporte privado, observa-se que mais da metade dos gastos das famílias que efetuam dispêndios com esse item (52% das famílias) é com aquisição de veículos. Página XIII-14

16 Uma característica da composição dos custos do transporte privado no Brasil é a baixa participação dos gastos com uso do espaço urbano, mesmo nas capitais de RM que possuem maiores problemas de trânsito. Com o aumento da frota, os espaços viários nos grandes centros urbanos, principalmente nos centros comerciais e corredores viários de transporte, vão ficando escassos, mas mesmo assim há poucas políticas de cobrança pelo uso do espaço. Alguns exemplos dessas políticas já são adotados em várias cidades no mundo e em diferentes escalas, como, entre outros: a) a cobrança pelo uso de áreas públicas para estacionamento (adotado no Brasil em baixa escala); b) taxas de estacionamentos privados de grandes polos atratores de viagem pelas externalidades geradas no entorno e nas vias arteriais adjacentes; c) a cobrança pela utilização das vias mais saturadas ou que acessam áreas de trânsito saturado (pedágio urbano). O resultado são os baixos percentuais desses gastos em relação ao gasto total com transporte privado, o que gera uma atratividade natural pelo uso de modalidades privadas em detrimento das modalidades públicas. Nas regiões metropolitanas, a participação desses gastos não chegam a 2% do gasto total com transporte privado, sendo que nas capitais ocorrem os maiores valores. Gráfico AXIII.13 Repartição dos gastos com transporte privado por tipo nos estados das nove RM s originais* Página XIII-15

17 b. Gastos com transporte urbano por estrato de renda Para os estratos mais altos de renda per capita das famílias residentes nas RM s nacionais, observa-se uma redução nos gastos per capita com transporte público quando ocorre aumento de renda. Já nos estratos de renda inferiores, aumentos de renda significam maiores gastos per capita com transporte público. A curva de gastos per capita com transporte individual é uma exponencial crescente, indicando que os gastos marginais são cada vez maiores à medida que a renda sobe. Isso indica claramente que o transporte individual faz parte do desejo de consumo de todos os segmentos sociais e, mesmo nos altos segmentos de renda onde já há gastos elevados com esse item, há propensão a consumir mais no caso de elevação de renda (aquisição de modelos mais luxuosos de carro, por exemplo). Gráficos AXIII.14 - Gastos per capita com transporte urbano - Famílias urbanas das nove RM s nacionais* com gastos efetivos no TU ( famílias) Página XIII-16

18 Esses dados mostram que não basta investir apenas na melhoria do transporte público para melhorar as condições de mobilidade das RM s, já que o transporte individual exerce por si só uma grande atração entre a população. Aliado à medida de qualificação do transporte público, os gestores devem abrir discussões sobre medidas de racionalização (restrição) do uso dos veículos motorizados individuais no dia a dia da população, para que haja um maior equilíbrio entre o uso do transporte público e do privado com consequente redução das externalidades provocadas pelo excesso de veículos nas ruas. Em outras palavras, em situações de elevação da renda média, é justificável adoção de políticas de racionalização do uso de veículos privados nos grandes centros, como cobrança pelo uso do espaço público e taxação da gasolina, por exemplo, a fim de se evitar grandes colapsos no sistema de trânsito nas cidades, assim como aumentar os investimentos em transporte público. A recuperação de demanda que os sistemas de ônibus tiveram desde 2003 nas regiões metropolitanas retratam em parte o fenômeno de aumento dos gastos per capita nas classes mais baixas quando há elevação da renda, pois os ganhos de renda das populações mais baixas nesse período, maioria dos usuários pagantes, é que permitiram esse aumento de demanda após um longo período de retração iniciado em meados dos anos Página XIII-17

19 Mas, de certa forma, essa recuperação de demanda do transporte público lastreada pela elevação da renda pode mascarar a realidade da queda relativa das viagens por transporte público, já que o gasto per capita com transporte individual cresce a taxas superiores ao verificado no transporte público a partir do 2º decil de renda per capita (inclinação da curva maior), e já a partir do 4º decil os gastos per capita médios com transporte individual são maiores que os destinados ao transporte público, com forte inclinação da curva a partir desse ponto (gráficos 5 e 6). Isso pode ser observado nos indicadores de venda de veículos privados, que cresceram muito mais que os de variação de demanda do transporte público. Analisando a variação dos gastos das famílias em transporte público e privado entre 2003 e 2009, por faixa de renda e valores deflacionados, fica caracterizada a tendência de aumento do transporte privado/individual em relação ao transporte público ocorrida no período. Com exceção das famílias com renda até ½ SM mensal per capita, que naturalmente têm dificuldades de consumir bens duráveis, em todas as demais faixas houve aumento do gasto com transporte privado entre 2003 e Quanto ao transporte público, as famílias com renda superior a 5 SM per capita reduziram seus gastos com o mesmo, mas nas demais faixas houve aumento real dos gastos nesse item. Outro ponto a destacar é que nas famílias com renda superior a 1 SM mensal per capita a variação dos gastos com transporte privado sempre foi maior que a variação dos gastos com transporte público, corroborando com a hipótese de perda relativa do uso do transporte público na matriz modal dos deslocamentos metropolitanos. Se compararmos a variação dos gastos com a variação da renda deflacionados pelo IPCA, observa-se que na faixa de renda de 1 até 5 salários mínimos per capita (SM), que concentra cerca de 60% da população metropolitana, houve uma variação nos gastos com transporte privado superior à variação da renda entre 2003 e 2009, indicando claramente que parte dos ganhos obtidos no período foi canalizada para os gastos com transporte privado, especialmente com a aquisição de veículos (principal gasto do transporte privado). Da mesma forma, observa-se que nas classes mais altas (acima de 5 SM per capita mensais) houve um menor comprometimento da renda, já que a renda subiu mais que os gastos com transporte privado, indicando uma certa tendência de barateamento do transporte privado nessa faixa, na qual o uso continuaria bastante intenso, pode-se inferir. Página XIII-18

20 Gráfico AXIII.15 - Variação real dos gastos com transporte urbano e da renda média por faixa de renda mensal em salários mínimos da época /2009 O contexto de estímulo ao transporte privado citado acima pode ser explicado em parte pelos dados da inflação medida pelo IPCA. O gráfico 8 mostra que no período entre jan/2003 e jan/2009 os preços do automóvel e da gasolina subiram muito menos que a inflação medida pelo IPCA, ao mesmo tempo que o preço das tarifas de ônibus urbanos subiu cerca de 15% acima da inflação. Transporte privado mais barato conjugado com transporte público mais caro implica deslocamento de demanda de um modal para o outro. Página XIII-19

21 Gráfico AXIII.16 - Variação acumulada dos preços do automóvel, da gasolina e da tarifa de ônibus urbano no Brasil no período entre as POF s 2003 e 2009 ( jan/2003 a jan/2009) c. Observações finais O transporte individual vem aumentando cada vez mais sua participação na matriz modal de deslocamentos urbanos no Brasil. Os dados sobre os gastos das famílias brasileiras mostrou esse avanço, principalmente nas famílias de menor poder aquisitivo. O aumento de renda das famílias foi um dos principais fatores que permitiram a elevação dos gastos com transporte privado. Quanto maior a renda das famílias, maior a propensão a gastar com transporte privado ou individual, principalmente gastos com aquisição de veículos, que são os mais representativos nesse grupo de despesas. Por outro lado, o gasto per capita com transporte público sobe até um determinado nível de renda, mas nos estratos mais altos esses gastos caem acentuadamente. Isso mostra que, ao contrário do que ocorre nos países europeus, as classes mais altas no Brasil não enxergam o transporte público como uma opção viável para realização dos seus deslocamentos rotineiros, o que provoca intensificação do uso do transporte individual com todos os impactos que isso representa. Página XIII-20

22 Mesmo na faixa de renda em que o gasto per capita com transporte público sobe à medida que a renda aumenta, o gasto com transporte privado per capita é ainda maior, indicando perda de participação relativa do transporte público em detrimento do individual. Isso causa uma certa ilusão nos gestores públicos e privados de que o transporte público está recuperando demanda. Na prática, ele está perdendo mercado para automóveis e motocicletas. Aliado ao efeito de aumento de renda, observou-se no período entre as POF s 2003 e 2009 um barateamento dos custos do transporte privado, principalmente o preço dos veículos e da gasolina, ao mesmo tempo em que as tarifas de transporte público ficaram mais caras em termos reais. Esses efeitos conjugados significam que a população usa menos transporte público e mais transporte individual, refletindo na redução média dos gastos das famílias brasileiras com o transporte público. O problema do aumento das viagens individuais e o comprometimento de renda das famílias com esse tipo modalidade de transporte são as externalidades geradas, como congestionamentos, poluição urbana e acidentes de trânsito. Dessa forma, em períodos de forte expansão de renda, quando há um aumento natural dos gastos das famílias com aquisição de veículos automotores, justifica-se a adoção de medidas de controle e restrições ao uso de veículos privados, sem prejudicar a posse dos veículos pelas famílias e consequentemente o desempenho da indústria automotiva, associadas a medidas de estímulo ao uso do transporte público (barateamento e melhoria da qualidade), de forma a estabelecer condições de mobilidades mais sustentáveis nos grandes centros urbanos brasileiros. Outra fonte que também mostra este aumento da taxa de motorização da população é a PNAD, conforme subseção a seguir. Página XIII-21

23 Mobilidade urbana e posse de veículos: análise da PNAD O padrão de mobilidade urbana no Brasil vem se alterando bastante nos últimos anos com o aumento acelerado da taxa de motorização da população. Os reflexos sobre o transporte urbano são evidentes, caracterizados principalmente pelo aumento do tráfego nas vias das cidades e consequente aumento das situações de congestionamento. A PNAD trata dessa questão utilizando duas variáveis principais: a posse de veículos privados nos domicílios e o tempo de percurso casa-trabalho dos trabalhadores que realizam esse percurso de forma direta. Além dos resultados de 2009, utilizaram-se como base comparativa os dados da PNAD 2008, permitindo avaliar o comportamento desses indicadores no período considerado. a. Posse de veículos privados Quase a metade dos domicílios brasileiros (47%) dispõe de automóveis ou motocicletas para atendimento dos deslocamentos dos seus moradores. Esse dado retrata o estágio atual do processo de mudança do perfil de mobilidade da população brasileira, que vem utilizando cada vez mais o transporte motorizado individual nos seus deslocamentos. De 2008 para 2009, por exemplo, o percentual de domicílios que possuíam automóvel ou motocicleta subiu de 45,2% para 47,0%, com tendência de aumento acentuado. Mesmo com o aumento da disponibilidade de veículos privados, os dados mostram que uma parcela grande da população brasileira, quase a metade dos domicílios, ainda é muito dependente dos sistemas de transporte público, por não possuir alternativa de transporte. Isso indica que, se o uso do transporte individual já é alto, gerando fortes problemas de mobilidade nos grandes centros urbanos, a situação pode piorar bastante, pois a posse de veículos privados ainda tende a crescer muito na faixa da população que não dispõe deles. A indústria automotiva ainda tem bastante campo para se desenvolver e as camadas de renda mais baixa estão tendo mais acesso a esse tipo de bem durável. Resta ao poder público estabelecer políticas para mitigar as externalidades geradas pelo aumento do transporte individual. 6 Comunicado IPEA nº 73; dezembro de Elaborado pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, com a colaboração de Bernardo Alves Furtado, Bruno de Oliveira Cruz, Rafael Pereira e Maria da Piedade Morais. Página XIII-22

24 Fazendo a análise de posse de veículos privados [ou seja, automóveis e motocicletas] por faixa de renda, verifica-se que até mesmo nas camadas mais baixas uma pequena parcela da população está tendo acesso a eles. Na faixa de pobreza extrema, com renda de até um quarto do Salário Mínimo (SM) per capita, 17,7% das famílias possuem carro ou moto. Nessa faixa, há maior ocorrência de posse de motocicleta do que de automóvel, por questões de preço pode-se inferir. Na linha de pobreza, que considera renda de até meio SM per capita como referência, cerca de 23% das famílias já têm veículos privados. A tendência é de que nas faixas mais baixas de renda ocorram as maiores taxas de crescimento da posse de veículos privados, em função das demandas historicamente reprimidas, das políticas de aumento de renda da população mais pobre e da ampliação do crédito para essas famílias. Tabela AXIII.3 Posse de automóvel e motocicleta pelas famílias por faixa de renda Faixa de renda (SM = salário mínimo) Tem carro Tem moto Tem carro e moto Não tem Total Sem Renda Até ¼ SM De ¼ até ½ SM De ½ a 1 SM De 1 a 2 SM De 2 a 3 SM De 3 a 5 SM Mais de 5 SM Domicílios % na faixa de renda Domicílios % na faixa de renda Domicílios % na faixa de renda Domicílios % na faixa de renda Domicílios % na faixa de renda Domicílios % na faixa de renda Domicílios % na faixa de renda Domicílios % na faixa de renda 14,9% 7,9% 1,6% 75,7% 100% 5,2% 11,4% 1,1% 82,3% 100% 10,9% 11,8% 2,0% 75,4% 100% 20,4% 11,6% 4,5% 63,5% 100% 36,3% 10,3% 9,3% 44,1% 100% 52,0% 7,0% 12,6% 28,3% 100% 62,5% 3,5% 12,8% 21,1% 100% 76,5% 1,3% 9,2% 13,0% 100% Página XIII-23

25 O Estado do Rio de Janeiro ainda possui um a taxa de motorização modesta, se comparado a outros estados brasileiros, como se pode observar na tabela abaixo (em ordem decrescente de $ de posse de veículo privado). Isso mostra o quanto a questão dos congestionamentos ainda pode evoluir no Estado. Tabela AXIII.4 Posse de automóvel ou motocicleta por UF UF Posse de veículo provado* Tem (%) Não tem (%) Santa Catarina 70,5 29,5 Paraná 61,7 38,3 Distrito Federal 59,7 40,3 São Paulo 59,1 40,9 Rondônia 56,1 43,9 Roraima 55,8 44,2 Rio Grande do Sul 55,4 44,6 Mato Grosso 54,9 45,1 Mato Grosso do Sul 53,7 46,3 Goiás 53,2 46,8 Tocantins 53,1 46,9 Minas Gerais 48,9 51,1 Piauí 44,7 55,3 Espírito Santo 44,5 55,5 Rio Grande do Norte 41,2 58,8 Acre 39,8 60,2 Paraíba 38,7 61,3 Rio de Janeiro 38,5 61,5 Brasil 48,0 52,0 *Automóvel ou motocicleta Fonte: Microdados PNAD, 2009, IBGE Página XIII-24

Nº 161. Indicadores de mobilidade urbana da PNAD 2012

Nº 161. Indicadores de mobilidade urbana da PNAD 2012 Nº 161 Indicadores de mobilidade urbana da PNAD 2012 24 de outubro de 2013 1 Governo Federal Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Ministro Marcelo Côrtes Neri (interino) Fundação

Leia mais

SIPS Sistema de Indicadores de Percepção Social

SIPS Sistema de Indicadores de Percepção Social SIPS Sistema de Indicadores de Percepção Social Mobilidade Urbana IPEA 24 de janeiro de 2011 Sumário 1. Introdução 2. Mobilidade e meios de transporte 3. Meios de transporte e questões de infraestrutura

Leia mais

RESULTADOS DO ÍNDICE DE VULNERABILIDADE SOCIAL DO PARANÁ - 2010 *

RESULTADOS DO ÍNDICE DE VULNERABILIDADE SOCIAL DO PARANÁ - 2010 * RESULTADOS DO ÍNDICE DE VULNERABILIDADE SOCIAL DO PARANÁ - 2010 * Os resultados aqui apresentados foram extraídos do Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros, elaborado pelo Instituto

Leia mais

Analfabetismo no Brasil

Analfabetismo no Brasil Analfabetismo no Brasil Ricardo Paes de Barros (IPEA) Mirela de Carvalho (IETS) Samuel Franco (IETS) Parte 1: Magnitude e evolução do analfabetismo no Brasil Magnitude Segundo estimativas obtidas com base

Leia mais

Sistema de Informações da Mobilidade Urbana. Relatório Geral 2011

Sistema de Informações da Mobilidade Urbana. Relatório Geral 2011 Sistema de Informações da Mobilidade Urbana Relatório Geral 2011 Dezembro/2012 Relatório Geral 2011 1 Sumário executivo... 3 2 Mobilidade... 28 2.1 Valores para Brasil (municípios acima de 60 mil habitantes)...

Leia mais

Taxa de analfabetismo

Taxa de analfabetismo B Taxa de analfabetismo B.1................................ 92 Níveis de escolaridade B.2................................ 94 Produto Interno Bruto (PIB) per capita B.3....................... 96 Razão de

Leia mais

Estudo Estratégico n o 4. Como anda o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro? Valéria Pero Adriana Fontes Luisa de Azevedo Samuel Franco

Estudo Estratégico n o 4. Como anda o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro? Valéria Pero Adriana Fontes Luisa de Azevedo Samuel Franco Estudo Estratégico n o 4 Como anda o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro? Valéria Pero Adriana Fontes Luisa de Azevedo Samuel Franco PANORAMA GERAL ERJ receberá investimentos recordes da ordem

Leia mais

PESQUISA DE MOBILIDADE DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO PRINCIPAIS RESULTADOS PESQUISA DOMICILIAR DEZEMBRO DE 2013

PESQUISA DE MOBILIDADE DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO PRINCIPAIS RESULTADOS PESQUISA DOMICILIAR DEZEMBRO DE 2013 PESQUISA DE MOBILIDADE DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO PRINCIPAIS RESULTADOS PESQUISA DOMICILIAR DEZEMBRO DE 2013 SUMÁRIO Página Capítulo 3 Objetivos, conceitos utilizados e metodologia 12 Dados socioeconômicos

Leia mais

QUAL O NÚMERO DE VEÍCULOS QUE CIRCULA EM SÃO PAULO?

QUAL O NÚMERO DE VEÍCULOS QUE CIRCULA EM SÃO PAULO? QUAL O NÚMERO DE VEÍCULOS QUE CIRCULA EM SÃO PAULO? RESENHA Carlos Paiva Qual o número de veículos que circula em um dia ou a cada hora do dia na Região Metropolitana, no município e no centro expandido

Leia mais

Estudo Estratégico n o 5. Desenvolvimento socioeconômico na metrópole e no interior do Rio de Janeiro Adriana Fontes Valéria Pero Camila Ferraz

Estudo Estratégico n o 5. Desenvolvimento socioeconômico na metrópole e no interior do Rio de Janeiro Adriana Fontes Valéria Pero Camila Ferraz Estudo Estratégico n o 5 Desenvolvimento socioeconômico na metrópole e no interior do Rio de Janeiro Adriana Fontes Valéria Pero Camila Ferraz PANORAMA GERAL ERJ é o estado mais urbano e metropolitano

Leia mais

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750 BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR As crises econômicas que se sucederam no Brasil interromperam a política desenvolvimentista. Ocorre que o modelo de desenvolvimento aqui implantado (modernização conservadora

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Julho 2009

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Julho 2009 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Julho 2009 Desafios do Programa Habitacional Minha Casa Minha Vida Profa. Dra. Sílvia Maria Schor O déficit habitacional brasileiro é

Leia mais

BOLETIM MENSAL. 1º Trimestre 2009

BOLETIM MENSAL. 1º Trimestre 2009 BOLETIM MENSAL 1º Trimestre 2009 Sistema Financeiro 4 - Crédito do Sistema Financeiro 5 - Carteiras de Financiamento (CDC) e Leasing Aquisição de Veículos 6 - Saldo e Recursos Liberados Financiamento CDC

Leia mais

Workshop Internacional UN Sustainable Development Solutions Network: Rio Sustainability Initiative

Workshop Internacional UN Sustainable Development Solutions Network: Rio Sustainability Initiative Workshop Internacional UN Sustainable Development Solutions Network: Rio Sustainability Initiative 24 de Junho de 2013 Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Auditório do Museu do Meio Ambiente Rio de Janeiro,

Leia mais

RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28

RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 no Estado do Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 PANORAMA GERAL Na última década, o Brasil passou por profundas mudanças

Leia mais

Ministério Público do Estado de Mato Grosso 29ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística de Cuiabá

Ministério Público do Estado de Mato Grosso 29ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística de Cuiabá Ministério Público do Estado de Mato Grosso 29ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística de Cuiabá Carlos Eduardo Silva Promotor de Justiça Abr. 2015 Direito à Cidade/Mobilidade Urbana O ambiente

Leia mais

Tendências e desafios da mobilidade urbana no Brasil

Tendências e desafios da mobilidade urbana no Brasil ESTUDOS E PESQUISAS Nº 586 Tendências e desafios da mobilidade urbana no Brasil Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho* e Rogério Boueri Miranda ** Fórum Nacional (Sessão Especial) Visões do Desenvolvimento

Leia mais

Comunicado da. Presidência

Comunicado da. Presidência Número 7, agosto de 2008 Comunicado da Presidência Pobreza e riqueza no Brasil metropolitano Realização: Assessoria Técnica da Presidência 2 1. Apresentação 1 A economia brasileira, ao longo dos últimos

Leia mais

SEMINÁRIO MOBILIDADE URBANA NO PLANO

SEMINÁRIO MOBILIDADE URBANA NO PLANO SEMINÁRIO MOBILIDADE URBANA NO PLANO ESTRATÉGICO- SP2040 Tema: Política de Estacionamento dos automóveis 09 DE FEVEREIRO DE 2011- AUDITÓRIO DO SEESP-SP PROGRAMAÇÃO Realização: SEESP-SP Quadro geral da

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES Barbara Christine Nentwig Silva Professora do Programa de Pós Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social /

Leia mais

Mobilidade Urbana: Esse Problema tem Solução? Ronaldo Balassiano Programa de Engenharia de Transportes PET/COPPE/UFRJ

Mobilidade Urbana: Esse Problema tem Solução? Ronaldo Balassiano Programa de Engenharia de Transportes PET/COPPE/UFRJ Mobilidade Urbana: Esse Problema tem Solução? Ronaldo Balassiano Programa de Engenharia de Transportes PET/COPPE/UFRJ 1 1 Introdução Sustentabilidade Mudança nos atuais modelos de produção e consumo Alternativas

Leia mais

Planejamento da Mobilidade Urbana em Belo Horizonte

Planejamento da Mobilidade Urbana em Belo Horizonte Seminário de Mobilidade Urbana Planejamento da Mobilidade Urbana em Belo Horizonte Celio Bouzada 23 de Setembro de 2015 Belo Horizonte População de Belo Horizonte: 2,4 milhões de habitantes População da

Leia mais

São Paulo 2022. Metodologia de para monitoramento do comportamento da Cidade de São Paulo por Indicadores e Metas

São Paulo 2022. Metodologia de para monitoramento do comportamento da Cidade de São Paulo por Indicadores e Metas São Paulo 2022 Metodologia de para monitoramento do comportamento da Cidade de São Paulo por Indicadores e Metas Cidade Democrática, participativa e descentralizada Transformando São Paulo pela mudança

Leia mais

Sumário Executivo. Amanda Reis. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo

Sumário Executivo. Amanda Reis. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo Comparativo entre o rendimento médio dos beneficiários de planos de saúde individuais e da população não coberta por planos de saúde regional e por faixa etária Amanda Reis Luiz Augusto Carneiro Superintendente

Leia mais

Renato Meirelles. renato@datapopular.com.br @DataPopularRM 55 11 3218-2222

Renato Meirelles. renato@datapopular.com.br @DataPopularRM 55 11 3218-2222 O CONSUMIDOR EMERGENTE E A DEMANDA POR INCLUSÃO FINANCEIRA Renato Meirelles renato@datapopular.com.br @DataPopularRM 55 11 3218-2222 Critério de Classificação Social Calculado a partir da renda domiciliar

Leia mais

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS ASPECTOS 11 SOCIOECONÔMICOS 11.1. INFORMAÇÕES GERAIS O suprimento de energia elétrica tem-se tornado fator indispensável ao bem-estar social e ao crescimento econômico do Brasil. Contudo, é ainda muito

Leia mais

ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL. ICPN Outubro de 2015

ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL. ICPN Outubro de 2015 ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL ICPN Outubro de 2015 ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL ICPN Outubro de 2015 Sumário Executivo Indicadores de confiança são indicadores

Leia mais

Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015. Coordenação: Juciano Martins Rodrigues. Observatório das Metrópoles

Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015. Coordenação: Juciano Martins Rodrigues. Observatório das Metrópoles Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015 Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015 Coordenação: Juciano Martins Rodrigues Observatório das Metrópoles Luiz Cesar de Queiroz

Leia mais

Sobre a queda recente na desigualdade de renda no Brasil

Sobre a queda recente na desigualdade de renda no Brasil Sobre a queda recente na desigualdade de renda no Brasil Ricardo Paes de Barros (IPEA) Mirela de Carvalho (IPEA) Samuel Franco (IPEA) Rosane Mendonça (UFF) Brasília, agosto de 2006 Entre 2001 e 2004 a

Leia mais

MOBILIDADE URBANA EM PRESIDENTE PRUDENTE: O TRANSPORTE COLETIVO E SUAS POSSIBILIDADES

MOBILIDADE URBANA EM PRESIDENTE PRUDENTE: O TRANSPORTE COLETIVO E SUAS POSSIBILIDADES 480 MOBILIDADE URBANA EM PRESIDENTE PRUDENTE: O TRANSPORTE COLETIVO E SUAS POSSIBILIDADES Poliana de Oliveira Basso¹, Sibila Corral de Arêa Leão Honda². ¹Discente do curso de Arquitetura e Urbanismo da

Leia mais

na região metropolitana do Rio de Janeiro

na região metropolitana do Rio de Janeiro O PERFIL DOS JOVENS EMPREENDEDORES na região metropolitana do Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL MARÇO DE 2013 Nº21 PANORAMA GERAL Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) de 2011,

Leia mais

Seminário: Mobilidade Urbana e Transportes Públicos no Estado de São Paulo

Seminário: Mobilidade Urbana e Transportes Públicos no Estado de São Paulo : Mobilidade Urbana e Transportes Públicos no Estado de São Paulo Tema: Uma Agenda para a Mobilidade Urbana da Metrópole Planejamento Urbano, Mobilidade e Modos Alternativos de Deslocamento Engº Jaime

Leia mais

Número 24. Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no Brasil

Número 24. Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no Brasil Número 24 Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no 29 de julho de 2009 COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no 2 1. Apresentação Este

Leia mais

Apesar de menor, deflação continua

Apesar de menor, deflação continua 1 São Paulo, 06 de julho de 2006. NOTA À IMPRENSA Apesar de menor, deflação continua Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice do Custo de Vida (ICV) calculado pelo DIEESE - Departamento Intersindical de

Leia mais

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos POPULAÇÃO BRASILEIRA Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos Desde a colonização do Brasil o povoamento se concentrou no litoral do país. No início do século XXI, a população brasileira ainda

Leia mais

Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como "Sonho Brasileiro".(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas

Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como Sonho Brasileiro.(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como "Sonho Brasileiro".(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2009 Fórum Especial INAE Luciano

Leia mais

ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR

ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR 8 ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR Secretaria de Vigilância em Saúde/MS 435 ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA/COR MORTALIDADE POR CAUSAS EXTERNAS Evolução da mortalidade por causas externas

Leia mais

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis Plamus. Guilherme Medeiros SC Participações e Parcerias S.A. Governo de Santa Catarina

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis Plamus. Guilherme Medeiros SC Participações e Parcerias S.A. Governo de Santa Catarina Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis Plamus Guilherme Medeiros SC Participações e Parcerias S.A. Governo de Santa Catarina Introdução PLAMUS e status do projeto Diagnóstico: qual

Leia mais

A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil

A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil 28 set 2006 Nº 14 A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil Por Antonio Prado 1 Economista do BNDES O salário mínimo subiu 97% de 1995 a 2006, enquanto a concentração de renda diminuiu O desenvolvimento

Leia mais

INDICADORES CORK SERVICES ABRIL 2014

INDICADORES CORK SERVICES ABRIL 2014 Página1 1. APRESENTAÇÃO INDICADORES CORK SERVICES ABRIL 2014 Os indicadores Cork Services contemplam os principais números de referência para a gestão de frotas, incluindo índices de inflação e variação

Leia mais

Metodologia. MARGEM DE ERRO O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Metodologia. MARGEM DE ERRO O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Metodologia COLETA Entrevistas domiciliares com questionário estruturado. LOCAL DA PESQUISA Município de São Paulo. UNIVERSO moradores de 16 anos ou mais. PERÍODO DE CAMPO de 26 de setembro a 1º de outubro

Leia mais

ICV-DEESE fica em 6,04%, em 2013

ICV-DEESE fica em 6,04%, em 2013 1 São Paulo, 8 de janeiro de 2014. ICV-DEESE fica em 6,04%, em 2013 NOTA À IMPRENSA Em 2013, o Índice do Custo de Vida ICV calculado pelo DIEESE Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos

Leia mais

Dimensão social. Educação

Dimensão social. Educação Dimensão social Educação 218 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 36 Taxa de escolarização Representa a proporção da população infanto-juvenil que freqüenta a escola. Descrição As variáveis

Leia mais

DESIGUALDADE DE RENDA E CLASSES SOCIAIS

DESIGUALDADE DE RENDA E CLASSES SOCIAIS GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO SECRETARIA DE ESTADO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO SEP INSTITUTO JONES DOS SANTOS NEVES IJSN N O TA T É C N I C A 17 DESIGUALDADE DE RENDA E CLASSES SOCIAIS Economia do

Leia mais

Boletim Econômico. Federação Nacional dos Portuários. Sumário

Boletim Econômico. Federação Nacional dos Portuários. Sumário Boletim Econômico Federação Nacional dos Portuários Agosto de 2014 Sumário Indicadores de desenvolvimento brasileiro... 2 Emprego... 2 Reajuste dos salários e do salário mínimo... 3 Desigualdade Social

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego - PME

Pesquisa Mensal de Emprego - PME Pesquisa Mensal de Emprego - PME Dia Internacional da Mulher 08 de março de 2012 M U L H E R N O M E R C A D O D E T R A B A L H O: P E R G U N T A S E R E S P O S T A S A Pesquisa Mensal de Emprego PME,

Leia mais

Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes

Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes Sistema de pesquisas domiciliares existe no Brasil desde 1967, com a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; Trata-se de um sistema de pesquisas

Leia mais

Análise dos resultados

Análise dos resultados Análise dos resultados Produção de bens e serviços de saúde A origem dos bens e serviços ofertados em qualquer setor da economia (oferta ou recursos) pode ser a produção no próprio país ou a importação.

Leia mais

DRAFT. PROJETO DE MOBILIDADE URBANA DE MANAUS 6 de outubro de 2009

DRAFT. PROJETO DE MOBILIDADE URBANA DE MANAUS 6 de outubro de 2009 PROJETO DE MOBILIDADE URBANA DE MANAUS 6 de outubro de 2009 Agenda Crescimento de Manaus Solução de mobilidade urbana Resumo do projeto do monotrilho Resumo do projeto do BRT Quadro 2 Agenda Crescimento

Leia mais

Alimentos e eletricidade respondem pela deflação em São Paulo

Alimentos e eletricidade respondem pela deflação em São Paulo Alimentos e eletricidade respondem pela deflação em São Paulo Pelo segundo mês consecutivo, o custo de vida no município de São Paulo registrou taxa negativa de 0,17%, segundo cálculo do DIEESE - Departamento

Leia mais

A emergência da classe média no Brasil

A emergência da classe média no Brasil División América Departamento Econômico André Loes A emergência da classe média no Santander, 06 de julho de 2007 : um Campeão da Desigualdade de renda Coeficiente de Gini no mundo (0 = igualdade absoluta,

Leia mais

Como transformar o direito à mobilidade em indicadores de políticas públicas?

Como transformar o direito à mobilidade em indicadores de políticas públicas? Como transformar o direito à mobilidade em indicadores de políticas públicas? Uma contribuição - INCT Observatório das Metrópoles - Projeto: Metropolização e Mega-eventos: os impactos da Copa do Mundo/2014

Leia mais

Governo de Mato Grosso Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral Superintendência de Planejamento Coordenadoria de Avaliação

Governo de Mato Grosso Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral Superintendência de Planejamento Coordenadoria de Avaliação Governo de Mato Grosso Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral Superintendência de Planejamento Coordenadoria de Avaliação ET CAV/SP/SEPLAN nº 06/2013 Acesso ao ensino superior em Mato

Leia mais

---- ibeu ---- ÍNDICE DE BEM-ESTAR URBANO

---- ibeu ---- ÍNDICE DE BEM-ESTAR URBANO INSTITUTO NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA CNPq/FAPERJ/CAPES ---- ibeu ---- ÍNDICE DE BEM-ESTAR URBANO COORDENAÇÃO LUIZ CÉSAR DE QUEIROZ RIBEIRO EQUIPE RESPONSÁVEL ANDRÉ RICARDO SALATA LYGIA GONÇALVES

Leia mais

O MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA EM 2011 E

O MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA EM 2011 E O MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA EM 2011 E 2012 Camila Cristina Farinhaki Henrique Alves dos Santos Lucas Fruet Fialla Patricia Uille Gomes Introdução Este artigo tem como objetivo

Leia mais

As avaliações sobre a evolução e o comportamento dos valores das

As avaliações sobre a evolução e o comportamento dos valores das Comentários dos resultados As avaliações sobre a evolução e o comportamento dos valores das despesas das famílias e da distribuição dessas despesas, segundo os diversos itens adquiridos ou pagos, possibilitam

Leia mais

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - 2009

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - 2009 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - 2009 1 1 Rio de Janeiro, 15/12/2010 1 PNAD 2009 Segurança Alimentar Vitimização e Educação Trabalho Rendimento Fecundidade Tecnologia da Informação etc 2 153

Leia mais

PLANOS DE MOBILIDADE URBANA

PLANOS DE MOBILIDADE URBANA IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA: PLANOS DE MOBILIDADE URBANA RENATO BOARETO Brasília, 28 de novembro de 2012 Organização Não Governamental fundada em 2006 com a missão de apoiar a

Leia mais

Paulo do Carmo Martins Economista (UFJF) Mestre em Economia Aplicada (UFV) Doutor em Economia Aplicada (USP) Pesquisador Embrapa Gado de Leite

Paulo do Carmo Martins Economista (UFJF) Mestre em Economia Aplicada (UFV) Doutor em Economia Aplicada (USP) Pesquisador Embrapa Gado de Leite Tendências para o Setor Lácteo do Brasil e da América Latina Paulo do Carmo Martins Economista (UFJF) Mestre em Economia Aplicada (UFV) Doutor em Economia Aplicada (USP) Pesquisador Embrapa Gado de Leite

Leia mais

Projeto: O Crédito & o Endividamento do Consumidor de Baixa Renda. (Oportunidades & Riscos)

Projeto: O Crédito & o Endividamento do Consumidor de Baixa Renda. (Oportunidades & Riscos) Projeto: O Crédito & o Endividamento do Consumidor de Baixa Renda (Oportunidades & Riscos) 1 Histórico A TNS Interscience desenvolve regularmente Estudos Institucionais cujo objetivo é o de identificar

Leia mais

3 O Panorama Social Brasileiro

3 O Panorama Social Brasileiro 3 O Panorama Social Brasileiro 3.1 A Estrutura Social Brasileira O Brasil é um país caracterizado por uma distribuição desigual de renda. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios

Leia mais

Dados sobre Tabaco e Pobreza: um círculo vicioso

Dados sobre Tabaco e Pobreza: um círculo vicioso Dados sobre Tabaco e Pobreza: um círculo vicioso O cenário mundial mostra que embora o consumo de cigarros venha caindo na maioria dos países desenvolvidos, o seu consumo global aumentou em torno de 50%

Leia mais

RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: PROBLEMAS E PRIORIDADES DO BRASIL PARA 2014 FEVEREIRO/2014

RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: PROBLEMAS E PRIORIDADES DO BRASIL PARA 2014 FEVEREIRO/2014 16 RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: PROBLEMAS E PRIORIDADES DO BRASIL PARA 2014 FEVEREIRO/2014 16 Retratos da Sociedade Brasileira: Problemas e Prioridades do Brasil para 2014 CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA

Leia mais

VI Jornada Nacional de Economia da Saúde

VI Jornada Nacional de Economia da Saúde VI Jornada Nacional de Economia da Saúde Gastos com saúde das famílias brasileiras: composição e desigualdades nas Unidades da Federação, Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 Eixo: Financiamento

Leia mais

Um país menos desigual: pobreza extrema cai a 2,8% da população Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) foram divulgados pelo IBGE

Um país menos desigual: pobreza extrema cai a 2,8% da população Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) foram divulgados pelo IBGE Um país menos desigual: pobreza extrema cai a 2,8% da população Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) foram divulgados pelo IBGE Brasília, 7 A pobreza extrema no país caiu a 2,8%

Leia mais

(Ver Visão do Desenvolvimento

(Ver Visão do Desenvolvimento Visão do Desenvolvimento nº 86 20 set 2010 Atuação dos bancos públicos faz Nordeste liderar aumento do crédito no Brasil Por Adriana Inhudes, Gilberto Borça Jr. e Pedro Quaresma Economistas da APE Ciclo

Leia mais

Cenários Econômicos e Demográficos

Cenários Econômicos e Demográficos 1 Cenários Econômicos e Demográficos Neste capítulo apresentamos os cenários prováveis nos quesitos que influenciam diretamente a política habitacional, em especial os cenários tendenciais de desenvolvimento

Leia mais

Curso de Gestão da Mobilidade Urbana Ensaio Crítico - Turma 8 Mobilidade urbana e de seu interesse Rogério Soares da Silva (*)

Curso de Gestão da Mobilidade Urbana Ensaio Crítico - Turma 8 Mobilidade urbana e de seu interesse Rogério Soares da Silva (*) Curso de Gestão da Mobilidade Urbana Ensaio Crítico - Turma 8 Mobilidade urbana e de seu interesse Rogério Soares da Silva (*) O crescimento global da população vem atingindo índices cada vez maiores nos

Leia mais

Fase 2 (setembro 2012) Sondagem: Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário - 2012

Fase 2 (setembro 2012) Sondagem: Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário - 2012 Sondagem: Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário - 2012 Apresentação A sondagem Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário 2012 Fase 2 apresenta a visão do empresário do transporte

Leia mais

Rio Grande do Sul. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Rio Grande do Sul (1991, 2000 e 2010)

Rio Grande do Sul. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Rio Grande do Sul (1991, 2000 e 2010) Rio Grande do Sul Em 21, no estado do Rio Grande do Sul (RS), moravam 1,7 milhões de pessoas, onde parcela importante (9,3%, 989,9 mil) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 496 municípios,

Leia mais

CARRO COMPARTILHADO CARRO COMPARTILHADO

CARRO COMPARTILHADO CARRO COMPARTILHADO CARRO COMPARTILHADO Projeção de crescimento populacional Demanda de energia mundial Impacto ao meio ambiente projeções indicam que os empregos vão CONTINUAR no centro EMPREGOS concentrados no CENTRO

Leia mais

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável Viajeo Plus City Showcase in Latin America Plano de Mobilidade Urbana Sustentável Nívea Oppermann Peixoto, Ms Diretora de Desenvolvimento Urbano EMBARQ Brasil EMBARQ Brasil auxilia governos e empresas

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL

A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL: uma análise a partir do rendimento domiciliar per capita no período 2001-2006 Juliana Carolina Frigo

Leia mais

Diretoria de Pesquisas. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009. crianças, adolescentes e adultos no Brasil

Diretoria de Pesquisas. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009. crianças, adolescentes e adultos no Brasil Diretoria de Pesquisas Coordenação de Trabalho e Rendimento Gerência da Pesquisa de Orçamentos Familiares Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes

Leia mais

RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: LOCOMOÇÃO URBANA AGOSTO/2011

RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: LOCOMOÇÃO URBANA AGOSTO/2011 RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: LOCOMOÇÃO URBANA AGOSTO/2011 PESQUISA CNI-IBOPE CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI Robson Braga de Andrade Presidente Diretoria Executiva - DIREX José Augusto Coelho

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

75,4. 1,95 mulher, PNAD/08) Taxa de analfabetismo (15 anos ou mais em %) 4,4% População urbana 5.066.324

75,4. 1,95 mulher, PNAD/08) Taxa de analfabetismo (15 anos ou mais em %) 4,4% População urbana 5.066.324 SEMINÁRIO ESTRUTURA E PROCESSO DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA CONJUNTURA DO SETOR RURAL E MERCADODETRABALHOEMSANTA DE EM CATARINA CONTAG CARACTERÍSTICAS C C S GERAIS CARACTERÍSTICA GERAIS DE SANTA CATARINA Área

Leia mais

CONSEQÜÊNCIAS E CAUSAS IMEDIATAS DA QUEDA RECENTE DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA

CONSEQÜÊNCIAS E CAUSAS IMEDIATAS DA QUEDA RECENTE DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA CONSEQÜÊNCIAS E CAUSAS IMEDIATAS DA QUEDA RECENTE DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA 1. INTRODUÇÃO Ricardo Barros (IPEA) Mirela de Carvalho (IPEA) Samuel Franco (IPEA) Rosane Mendonça (UFF) A boa notícia

Leia mais

PLANO DIRETOR DE TRANSPORTE DA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO - PDTU AGOSTO - 2014

PLANO DIRETOR DE TRANSPORTE DA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO - PDTU AGOSTO - 2014 PLANO DIRETOR DE TRANSPORTE DA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO - PDTU AGOSTO - 2014 NO PAÍS, OS INCIPIENTES SISTEMAS PÚBLICOS DE PLANEJAMENTO FORAM DESMOBILIZADOS, SEUS QUADROS FUNCIONAIS SÃO MÍNIMOS.

Leia mais

setembro de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores MUDANÇA REGIONAL E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL

setembro de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores MUDANÇA REGIONAL E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL 15 setembro de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores MUDANÇA REGIONAL E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL Expediente Esta é uma publicação da Fundação Perseu Abramo. Diretoria Executiva

Leia mais

REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO

REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO 1.Introdução A divisão modal pode ser definida como a divisão proporcional de total de viagens realizadas pelas pessoas e cargas, entre diferentes modos de viagem. Se refere

Leia mais

7(&12/2*,$'$,1)250$d 2'(),1,d 2 5(35(6(17$7,9,'$'((7(1'Ç1&,$6

7(&12/2*,$'$,1)250$d 2'(),1,d 2 5(35(6(17$7,9,'$'((7(1'Ç1&,$6 7(&12/2*,$'$,1)250$d 2'(),1,d 2 5(35(6(17$7,9,'$'((7(1'Ç1&,$6 O setor de tecnologia da informação está incluído, de forma mais agregada, nas atividades de serviços prestados às empresas, segundo a &ODVVLILFDomR1DFLRQDOGH$WLYLGDGHV

Leia mais

Duplo sentido ciclável. Experiência de Paris.

Duplo sentido ciclável. Experiência de Paris. Duplo sentido ciclável. Experiência de Paris. Thiago Máximo É preciso pensar a mobilidade urbana, como um sistema. Muitas vezes a questão da circulação nas grades cidades é pensada apenas para sanar problemas

Leia mais

Boletim PNAD Resultados da PNAD 2011 Educação Junho de 2013

Boletim PNAD Resultados da PNAD 2011 Educação Junho de 2013 Boletim PNAD Resultados da PNAD 2011 Educação Junho de 2013 RESULTADOS DA PNAD 2011 EDUCAÇÃO Apresentação 2 Governo do Estado da Bahia Jaques Wagner Secretaria do Planejamento (Seplan) José Sergio Gabrielli

Leia mais

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA SETEMBRO /2012 ÍNDICE INTRODUÇÃO 3 1. Dimensão e características da ocupação no setor da construção civil no Brasil e na Bahia (2000 e 2010)...

Leia mais

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC Fevereiro 2015

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC Fevereiro 2015 ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC Fevereiro 2015 Rio de Janeiro, 06 de março de 2015 SISTEMA NACIONAL DE ÍNDICES DE PREÇOS AO CONSUMIDOR COMENTÁRIOS Fevereiro 2015 ÍNDICE NACIONAL DE

Leia mais

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC julho 2014

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC julho 2014 ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC julho 2014 Rio de Janeiro, 08 de agosto de 2014 SISTEMA NACIONAL DE ÍNDICES DE PREÇOS AO CONSUMIDOR COMENTÁRIOS Julho 2014 ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS

Leia mais

TEMAS SOCIAIS O UTUBRO DE 2000 CONJUNTURA ECONÔMICA 28

TEMAS SOCIAIS O UTUBRO DE 2000 CONJUNTURA ECONÔMICA 28 O UTUBRO DE 2000 CONJUNTURA ECONÔMICA 28 TEMAS SOCIAIS Diferentes histórias, diferentes cidades A evolução social brasileira entre 1996 e 1999 não comporta apenas uma mas muitas histórias. O enredo de

Leia mais

NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014

NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014 NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014 Março 2015 1 NOTA CEMEC 03/2015 SUMÁRIO Os dados de Contas Nacionais atualizados até o terceiro trimestre de 2014 revelam a continuidade da

Leia mais

Guia do uso consciente do crédito. O crédito está aí para melhorar sua vida, é só se planejar que ele não vai faltar.

Guia do uso consciente do crédito. O crédito está aí para melhorar sua vida, é só se planejar que ele não vai faltar. Guia do uso consciente do crédito O crédito está aí para melhorar sua vida, é só se planejar que ele não vai faltar. Afinal, o que é crédito? O crédito é o meio que permite a compra de mercadorias, serviços

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

Comentários sobre os Indicadores de Mortalidade

Comentários sobre os Indicadores de Mortalidade C.9 Taxa de mortalidade por causas externas O indicador mede o número de óbitos por causas externas (conjunto de acidentes e violências) por 1. habitantes, estimando o risco de morrer por essas causas.

Leia mais

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC agosto 2014

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC agosto 2014 ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC agosto 2014 Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2014 SISTEMA NACIONAL DE ÍNDICES DE PREÇOS AO CONSUMIDOR COMENTÁRIOS Agosto 2014 ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS

Leia mais

Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação Profa. Patricia Maria Bortolon

Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação Profa. Patricia Maria Bortolon Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação O que é Inflação? Inflação É a elevação generalizada dos preços de uma economia O que é deflação? E a baixa predominante de preços de bens

Leia mais

A Baixa Renda & O Crédito. (Oportunidades & Riscos)

A Baixa Renda & O Crédito. (Oportunidades & Riscos) A Baixa Renda & O Crédito (Oportunidades & Riscos) Mar / 2006 Histórico A TNS Interscience desenvolve regularmente Estudos Institucionais cujo objetivo é o de identificar tendências que estimulem o pensamento

Leia mais

PAINEL 9,6% dez/07. out/07. ago/07 1.340 1.320 1.300 1.280 1.260 1.240 1.220 1.200. nov/06. fev/07. ago/06

PAINEL 9,6% dez/07. out/07. ago/07 1.340 1.320 1.300 1.280 1.260 1.240 1.220 1.200. nov/06. fev/07. ago/06 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ASSESSORIA ECONÔMICA PAINEL PRINCIPAIS INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA Número 35 15 a 30 de setembro de 2009 EMPREGO De acordo com a Pesquisa

Leia mais

Pobreza e Prosperidade. Metropolitanas Brasileiras: Balanço e Identificação de Prioridades. Compartilhada nas Regiões

Pobreza e Prosperidade. Metropolitanas Brasileiras: Balanço e Identificação de Prioridades. Compartilhada nas Regiões Pobreza e Prosperidade Compartilhada nas Regiões Metropolitanas Brasileiras: Balanço e Identificação de Prioridades Aude-Sophie Rodella Grupo Sectorial da Pobreza Brasilia, June 2015 No Brasil, a pobreza

Leia mais

TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado.

TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. Job 44/4 Setembro/04 Metodologia TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. LOCAL DA PESQUISA: Município de São Paulo. UNIVERSO: Moradores de 6 anos ou mais de

Leia mais

Mobilidade Urbana COMO SE FORMAM AS CIDADES? 06/10/2014

Mobilidade Urbana COMO SE FORMAM AS CIDADES? 06/10/2014 Mobilidade Urbana VASCONCELOS, Eduardo Alcântara de. Mobilidade urbana e cidadania. Rio de Janeiro: SENAC NACIONAL, 2012. PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL LUCIANE TASCA COMO SE FORMAM AS CIDADES? Como um

Leia mais

GERAÇÃO DE VIAGENS. 1.Introdução

GERAÇÃO DE VIAGENS. 1.Introdução GERAÇÃO DE VIAGENS 1.Introdução Etapa de geração de viagens do processo de planejamento dos transportes está relacionada com a previsão dos tipos de viagens de pessoas ou veículos. Geralmente em zonas

Leia mais