Comunicado da. Presidência

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Comunicado da. Presidência"

Transcrição

1 Número 7, agosto de 2008 Comunicado da Presidência Pobreza e riqueza no Brasil metropolitano Realização: Assessoria Técnica da Presidência

2 2 1. Apresentação 1 A economia brasileira, ao longo dos últimos anos, tem demonstrado um vigor que parece refletir-se positivamente sobre a renda familiar. Em outras palavras, o crescimento produtivo do país veio acompanhado de uma melhora na renda das famílias em todas as faixas, implicando em uma queda no número de pobres no país e mesmo, mais recentemente, em elevação no número de pessoas de alta renda (ricos). Contudo, mesmo com números alvissareiros, é necessário notar que os significativos ganhos de produtividade não estão sendo repassados aos salários, indicando que os detentores dos meios de produção podem estar se apoderado de parcela crescente da renda nacional. Por isso Comunicado da Presidência nº 7 se dedica a observar o comportamento da renda de pobres e ricos nas seis principais regiões metropolitanas do país, pontuando questões que merecem atenção da sociedade e das autoridades. Para tanto: Na primeira seção, são esclarecidos os procedimentos metodológicos do estudo; A seção 2, analisa os números da pobreza nas seis regiões metropolitanas (RM s) estudadas (Recife, Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro) 2 ; Já a seção 3, faz a mesma análise, observando cada uma das seis RM s mostrando que o movimento é semelhante em todas elas; Em seguida, a seção 4, discute a dinâmica dos mais ricos também no conjunto do Brasil metropolitano; Na seção 5, os dados analisados focam, novamente, os mais ricos, porém em cada uma das seis principais RM s do país; Por fim, na última seção, o estudo chama a atenção para o fato de que apesar do crescimento econômico, a produtividade não está sendo repassada plenamente aos salários dos trabalhadores, o que pode favorecer mais os ricos que os pobres. 2. Referência metodológica As metrópoles brasileiras possuem os mais nítidos contrastes da nossa vida social, resumindo, em grande medida, a realidade nacional. Deste modo, dado sua importância, volume e a relativa estabilidade do seu papel em relação ao restante do país 3, seu estudo serve como boa proxy para se perceber os movimentos mais recentes da nossa estrutura social. Em termos de participação na população do Brasil, por exemplo, as seis regiões metropolitanas apresentam elevado grau de estabilidade variando entre 26% e 25,4% entre 1992 e 2006, segundo a PNAD. Para o caso da pobreza, as informações da mesma pesquisa apontam para o fato de a participação das seis regiões metropolitanas no total do país pouco oscilar, tendendo fortemente a permanecer em torno dos 17%. Já para os mais ricos, os números mostram que 42% deles estão nessas seis RMs somadas, compondo 1 Este estudo contou com enorme colaboração do pesquisador Fábio Vaz (DISOC/IPEA) e com o apoio de Ricardo L. C. Amorim (Assessoria da Presidência). Agradecemos também a Rafael Ribas, pela ajuda na metodologia de imputação de renda na PME. 2 Essas seis regiões metropolitanas produzem 37,1% do PIB nacional e comportavam 25,4% da população residente, segundo o último Censo Demográfico. 3 Os dados da PNAD garantem essa afirmação, como se verá a seguir.

3 3 excelente amostra em termos de significância estatística. Chama a atenção, apenas, o fato de a participação desse grupo no total do país apresentar tendência de queda, oscilando de pouco mais de 50% para 42,6% entre 1992 e 2006 (PNAD) 4. Gráfico 1 Participação das seis RMs no total de ricos e pobre no país, (em %) 60% 50% 40% 54,1% 47,2% 5 48,0% 51,3% 50,1% 46,9% 45,0% 46,1% 42,6% 35,9% 45,6% 42,6% 30% 20% 10% 17,0% 18,3% 15,0% 15,1% 15,2% 15,1% 16,3% 17,1% 17,4% 18,6% 17,8% 17,3% 16,8% 0% Pobres Ricos Fonte: IBGE. PNAD - diversos anos. (Elaboração própria.) Nesses termos, por exemplo, dados da PNAD mostram que, logo após a significativa queda do número de pobres na população das seis regiões metropolitanas conseguida com a estabilidade dos preços, a mesma taxa voltou a subir nos anos seguintes até A partir de 2003, o percentual de pobres inicia uma queda consistente até 2006, refletindo, em parte, a retomada do crescimento econômico. Gráfico 2 Percentual de pobres e ricos nas seis regiões metropolitanas, (em %) 38% 36% 34% 32% 30% 28% 26% 24% 22% 20% 33,2% ,6% ,3% ,6% ,7% ,3% 25,1% ,8% ,7% ,1% ,2% 29,9% 0,5% ,1% 23,5% 0,5% ,5% 1,3% 0,3% % Pobres % Ricos 4 Este movimento de deve basicamente, ao movimento de empresas para fora dos altos custos das metrópoles e o crescimento recente da agricultura, marcadamente no Centro-Oeste brasileiro.

4 4 Fonte: IBGE. PNAD - diversos anos. (Elaboração própria.) Como pobre define-se todas as pessoas com renda per capita igual ou inferior a meio salário mínimo, isto é, R$ 207,50. Da mesma forma, são consideradas pessoas em condição de indigência aquelas com renda per capita igual ou inferior a um quarto do salário mínimo (R$ 103,75). Já pessoas ricas definiu-se como aquelas pertencentes a famílias cuja renda seja igual ou maior do que 40 salários mínimos (nominalmente hoje, R$ 16,6 mil). A renda utilizada na análise corresponde ao total dos rendimentos do trabalho e aposentadorias (9 da renda familiar), somados à pensão, doação e aluguel (7,2%) e juros, dividendos e Bolsa Família (2,1%). Ou seja, trata-se fundamentalmente do rendimento advindo das atividades laborais, acrescida ainda daquela derivada da aposentadoria oriunda também do trabalho. Salienta-se também que todos os valores monetários foram atualizados (deflacionados) para janeiro de 2008, utilizando-se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE. 3. Pobreza no Brasil metropolitano Uma vez apresentados os conceitos e a base estatística, pode-se identificar o conjunto de sinais a respeito de o país estar, depois de muito tempo, conseguindo reduzir sua taxa de pobreza acompanhado pela queda na desigualdade da renda do trabalho. Contudo, a maior preocupação neste estudo é observar o Brasil metropolitano recente e apontar tendências com as melhores bases de dados oficiais disponíveis. Por isso, a análise a seguir realiza-se a partir da sistematização das informações geradas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de responsabilidade do IBGE para as seis principais regiões metropolitanas do país. A partir da PME é possível verificar a mesma tendência já apontada pela PNAD, até 2006, porém com dados para 2007 e permitindo uma estimativa para Gráfico 3 Percentual de pobre e indigente nas seis regiões metropolitanas, (em %) 5 Destaca-se que por mudança metodológica introduzida na PME, em 2002, há uma interrupção na série que vinha sendo produzida até então. Por isso, apresentam-se dados e análises somente desde 2002, dada inconveniência estatística de manter comparação.

5 5 36% 35,0% 15% 34% 32,9% 13,7% 33,4% 14% 13% 32% 12,7% 12,6% 30,2% 12% 30% 11% 28% 10,4% 27,1% 10% 26% 25,2% 9% 24% 8,3% 24,1% 8% 7,3% 7% 22% 6,6% 6% 20% 5% * % Pobres % Indigentes (*) Estimtiva. Fonte: IBGE. Pesquisa Mensal de Emprego. (Elaboração própria.) Assim, nota-se que a taxa de pobreza nas seis RM s cai de 35,0% da população em 2003 para 24,1% já em Ou seja, uma redução de quase um terço da pobreza em termos proporcionais. A indigência segue o mesmo ritmo, e, em termos percentuais, sua participação na população cai para a metade Gráfico 4 Número de pobres e indigentes nas seis regiões metropolitanas, (em número de indivíduos) POBRE INDIGENTE (*) Estimtiva. Fonte: IBGE. Pesquisa Mensal de Emprego. (Elaboração própria.) Esta forte queda percentual é facilmente explicada, pois o número absoluto de pobres caiu 2 entre 2002 e 2008 ou 26,5% entre 2003 e Mais significativa ainda foi a redução do número de indigente. Entre 2002 e 2008, 43,8% e entre 2003 e 2008 alcançou 48,3%.

6 6 4. A pobreza nas regiões metropolitanas Considerando-se a evolução da pobreza em cada uma das principais regiões metropolitanas do país (gráfico 5), nota-se que todas apresentaram a mesma tendência: o percentual de pessoas pobres aumenta entre 2002 e 2003 e, a partir de então, passa a cair continuamente até 2007, como projeção de queda para A maior queda na pobreza foi observada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde o número de pessoas pobres caiu de 38,3% da população em 2002 para 23,1% da população em As regiões metropolitanas que apresentaram as maiores taxas de pobreza no período analisado foram as regiões de Recife e Salvador, onde, a estimativa para 2008, indica respectivamente 43,1% e 37,4% de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza. As regiões metropolitanas de São Paulo e Porto Alegre, por outro lado, foram as que apresentam as menores taxas de pobreza em 2008, com 2 e 20,0% de pobres no total da população, respectivamente. Gráfico 5 Percentual de pobres por região metropolitana, (em %)

7 7 58,0% 56,0% 54,0% 52,0% 50,0% 48,0% 46,0% 44,0% 42,0% 40,0% 52,3% Recife 55,3% 54,2% 51,6% 48,1% 44,9% 43,1% 53,0% 5 49,0% 47,0% 45,0% 43,0% 4 39,0% 37,0% 35,0% Salvador 51,6% 49,9% 49,7% 46,5% 43,3% 39,2% 37,4% Belo Horizonte Rio de Janeiro 45,0% 40,0% 35,0% 30,0% 25,0% 20,0% 40,2% 38,3% 36,7% 32,0% 26,5% 24,1% 23,1% 30,0% 29,0% 28,0% 27,0% 26,0% 25,0% 24,0% 23,0% 22,0% 2 20,0% 28,4% 28,6% 28,3% 26,1% 23,4% 22,4% 22,0% São Paulo Porto Alegre 34,0% 32,0% 30,0% 28,0% 26,0% 24,0% 22,0% 28,8% 32,1% 30,3% 26,7% 23,9% 21,9% 2 30,0% 28,0% 26,0% 24,0% 22,0% 20,0% 28,6% 27,6% 26,3% 24,1% 22,1% 2 20,0% 20,0% 18,0% (*) Estimativa Fonte: Elaboração própria a partir da PME/IBGE. Nota: Renda domiciliar imputada através da metodologia descrita em Ribas e Machado (2008). Em números absolutos, no entanto, São Paulo e Rio de Janeiro são as regiões com o maior número de pobres no período analisado (4,0 e 2,6 milhões de pessoas em 2008, respectivamente). Isto se deve a estas regiões metropolitanas representarem os maiores contingentes populacionais dentre as regiões metropolitanas do país. Mesmo assim, aquelas duas RMs apresentaram as maiores reduções no número de pobres entre 2002 e 2008: em São Paulo o número de pobres diminuiu em 1,152 milhão de pessoas, enquanto no Rio de Janeiro a queda foi de 571 mil pessoas. Gráfico 6 Número de pessoas pobres por região metropolitana,

8 8 (em milhões) 1,900 1,850 1,800 1,750 1,700 1,650 1,600 1,550 1,500 Recife 1,879 1,866 1,800 1,757 1,699 1,603 1,552 1,700 1,650 1,600 1,550 1,500 1,450 1,400 1,350 1,300 1,250 1,200 1,561 Salvador 1,642 1,609 1,533 1,448 1,335 1,286 1,900 1,800 1,700 1,600 1,500 1,400 1,300 1,200 1,100 1,000 Belo Horizonte 1,834 1,719 1,709 1,517 1,283 1,187 1,147 3,300 3,200 3,100 3,000 2,900 2,800 2,700 2,600 2,500 2,400 Rio de Janeiro 3,158 3,213 3,210 3,000 2,708 2,622 2,587 6,000 5,500 5,000 4,500 4,000 5,138 São Paulo 5,804 5,563 4,975 4,501 4,193 3,986 1,100 1,050 1,000 0,950 0,900 0,850 0,800 1,021 Porto Alegre 1,072 0,997 0,928 0,863 0,817 0,798 3,500 0,750 (*) Estimativa Fonte: Elaboração própria a partir da PME/IBGE. Nota: (1) Renda domiciliar imputada através da metodologia descrita em Ribas e Machado (2008). De fato, a região metropolitana de São Paulo representou em 2007 cerca de 35,7% do total de pobres observados no conjunto das regiões metropolitanas (gráfico 7). No caso do Rio de Janeiro, esta participação foi de 22,3%. Ainda neste gráfico, nota-se que Belo Horizonte foi a região que mais perdeu participação na composição da população pobre entre 2002 e 2007, enquanto Recife foi a região que mais ganhou participação entre 2002 e Isto significa que o número de pobres caiu muito menos na região metropolitana de Recife do que no conjunto das RMs, enquanto que em Belo Horizonte registra-se queda significativa do número de pobres.

9 9 Gráfico 7 Participação de cada RM no total de pobres metropolitanos, (total 100%) 40,0% 35,0% 35,8% 35,7% 30,0% 25,0% 22,0% 22,3% 20,0% 15,0% 13,6% 12,2% 12,0% 1 11,4% 10,1% 10,0% 7,1% 6,9% 5,0% 0,0% Recife Salvador Belo Horizonte Rio de Janeiro São Paulo Porto Alegre Fonte: Elaboração própria a partir da PME/IBGE. 5. Evolução dos ricos no Brasil metropolitano No ano de 2003, nas seis RMs, o percentual das pessoas pertencentes às famílias com rendimento de 40 e mais salários mínimos mensais sofreu uma importante redução de 20% (de 1 para ). Após essa queda, a taxa de participação do estrato superior da distribuição da renda na área em tela permaneceu ainda estabilizada no ano de 2004 (taxa de ), para voltar a crescer a partir de Em 2007, encontrava-se no mesmo patamar do ano de 2002 e, em 2008, estima-se que deverá permanecer estável. Gráfico 8- Estrato superior de renda* no Brasil metropolitano entre 2002 e 2008 (em mil e em % da população total) ,4% ,2% ,0% * Ricos % Ricos (*) Estimativa Fonte: Elaboração própria a partir da PME/IBGE. Nota: (1) Renda domiciliar imputada através da metodologia descrita em Ribas e Machado (2008); * renda familiar acima de 40 salários mínimos mensais, R$16,6 mil, com valor real atualizado para janeiro de 2008 Apesar disso, havia, em 2002, 620 pessoas a mais na quantidade de indivíduos pertencentes às famílias com rendimento mensal acima de 40 salários mínimos mensais no

10 10 Brasil metropolitano do que em 2007 (-0,14%). No ano de 2008, projeta-se a quantidade de 28,1 mil pessoas a mais do que em Evolução do estrato superior da renda nas regiões metropolitanas De maneira geral, a evolução na participação das pessoas pertencentes às famílias com rendimento de 40 salários mínimos ou mais mensais no total da distribuição da renda para cada uma das seis regiões metropolitanas apresentou uma tendência convergente entre os anos de 2002 e Independentemente disso, observa-se que no último ano, somente a região metropolitana de Belo Horizonte apresentava maior participação relativa do estrato superior ao verificado em Se a referência for o ano de 2003, verifica-se que foi todas as regiões metropolitanas tiveram, em 2007, maior peso relativo dos indivíduos pertencentes às famílias com rendimento mensal acima de 40 salários mínimos mensais. Gráfico 9 - Participação relativa do estrato superior de renda* nas regiões metropolitanas entre 2002 e 2008 (em % da população total) Recife Salvador 0,5% 0,4% 0,3% 0,5% 0,5% 0,5% 0,5% Belo Horizonte Rio de Janeiro 0,5% 0,4% 1,4% 1,3% 1,3% São Paulo 1,4% 0,5% 0,5% 0,4% 0,4% 0,3% 0,4% Porto Alegre 0,4% 0,4% 0,5% 0,5% (*) Estimativa. Fonte: Elaboração própria a partir da PME/IBGE. Nota: (1) Renda domiciliar imputada através da metodologia descrita em Ribas e Machado (2008). * renda familiar acima de 40 salários mínimos mensais, R$16,6 mil, com valor real atualizado em janeiro de 2008

11 11 No conjunto das regiões metropolitanas, percebe-se ainda que entre os anos de 2002 e 2007, houve alteração na composição do estrato superior da renda. De um lado, constata-se que somente as regiões metropolitanas de Belo Horizonte e Rio de Janeiro apresentaram crescimento na participação relativa no total dos indivíduos com rendimento familiar de 40 e mais salários mínimos mensais. Gráfico 10 Participação da cada RM no total de indivíduos metropolitanos do estrato superior de renda*, 2002 e 2007 (total 100%) ,2 50, ,2 5,2 7,4 7,1 6,9 10,6 21,3 21,4 6,0 4,5 0 Recife Salvador Belo Horizonte Rio de Janeiro São Paulo Porto Alegre Fonte: IBGE/PME (elaboração IPEA) (*) renda familiar acima de 40 salários mínimos mensais, R$16,6 mil, com valor real atualizado em janeiro de 2008 De outro lado, as demais regiões metropolitanas perderam participação relativa no total das pessoas pertencentes ao estrato superior da renda. Por exemplo, enquanto a RM de Salvador teve a menor queda, a de Porto Alegre teve a maior redução na comparação do ano de 2007 com Produtividade e salário Os números das seções anteriores confirmam as análises que apontam para o bom momento econômico e social do país. Entretanto, é preciso estar atento para o fato de que o mundo do trabalho ainda não é capaz de repassar ao trabalhador parte significativa dos ganhos obtidos nos últimos anos. A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física do IBGE indica, por exemplo, que entre 2001 e 2008, houve aumento da produção física na indústria brasileira na ordem de 28,1%, com ganhos de produtividade do trabalhador de 22,6%. A folha de pagamento por trabalhador em contrapartida, cresceu, em termos reais, 10,5% no mesmo período de tempo. Por conta disso, o Custo Unitário do Trabalho (CUT) entendido como a razão entre o rendimento real médio por trabalhador ocupado e a produtividade,apresentou queda de 10,2% no mesmo período de tempo. Noutras palavras, a remuneração dos trabalhadores não tem acompanhado plenamente os ganhos de produtividade da indústria brasileira.

12 12 Gráfico 11 Produtividade física da indústria brasileira e CUT, (nov/2001=100 com ajuste sazonal) ,0 122,6 1,02 1, ,98 0, , , , ,90 0,88 dez/01 abr/02 ago/02 dez/02 abr/03 ago/03 dez/03 abr/04 ago/04 dez/04 abr/05 ago/05 dez/05 abr/06 ago/06 dez/06 abr/07 ago/07 dez/07 abr/08 Produtividade (acumulada) (nov/2001=100) CUT (custo unitário do trabalho) Fonte: Pesquisa Industrial Mensal (Produção Física e de Emprego e Salário) / IBGE. (Elaboração própria.) Se não são os salários a incorporar completamente os ganhos de produtividade, não podem ser percebidos sinais de pressão sobre os custos de produção, o que poderia sugerir alguma pressão inflacionária. Sem o repasse pleno da produtividade aos trabalhadores, estimula a expansão do estrato superior na distribuição de renda no Brasil.

13 13 Anexos Dados da Pesquisa Mensal de Emprego, Tabela 1A Pessoas pobres, ricas e indigentes nas seis regiões metropolitanas, Pessoas Pessoas Pessoas Hiato % % % % População LP LR ricas pobres indigentes (Y LP) Ricos Pobres Indigentes Hiato ,07 143, ,69 32,9% 12,7% 14,0% ,87 166, ,65 35,0% 13,7% 14,9% ,67 176, ,99 33,4% 12,6% 14,0% ,36 186, ,73 30,2% 10,4% 12,0% ,49 193, ,85 27,1% 8,3% 10,1% ,44 200, ,34 25,2% 7,3% 9,2% 2008* ,92 208, ,53 24,1% 6,6% 8,6% (*) Estimtiva. Fonte: IBGE. Pesquisa Mensal de Emprego. (Elaboração própria.) Dados da Pesquisa Mensal de Emprego, A pesquisa também incluiu dados da PME para os anos de 1995 até 2002, porém, com a mudança de metodologia da pesquisa ocorrida em 2002, os dados deixaram de ser plenamente comparáveis. Assim, optou-se por apresentar neste anexo, os resultados do estudo para os anos anteriores a Deste modo, os números da PME apontam, entre 1995 e 2002, oscilações, mas com uma leve tendência de crescimento tanto da taxa de pobres quanto de indigentes. Naqueles anos, a economia brasileira se transformava e alguns grupos sociais sofreram mais neste momento de transição. Gráfico 1A Taxa de pobres e indigentes nas seis regiões metropolitanas, (em %) 20,0% 1,9% 19,5% 1,8% 1,8% 1,8% 19,4% 1,8% 19,0% 18,5% 18,0% 17,5% 17,0% 18,2% 1,5% 18,0% 17,4% 18,2% 18,6% 1,5% 18,6% 1,4% 1,4% 18,0% 1,7% 1,6% 1,5% 1,4% 1,3% 16,5% % Pobres % Ricos Fonte: IBGE. Pesquisa Mensal de Emprego. (Elaboração própria.) Por outro lado, entre os de maior renda, vê-se um ganho entre 1995 e 1998, seguido de queda em sua participação na população. Não por coincidência, esta virada de tendência acontece no momento da crise cambial que se seguiu aos problemas internacionais oriundos da fuga de capitais do país. É também nesse momento, que a âncora cambial é trocada pela âncora monetária a fim de estabilizar os preços.

14 14 Dados da Pesquisa Industrial Mensal (Produção Física e Emprego e Salários) Os dados abaixo trazem o comportamento da produção física e da folha de salários da indústria brasileira, segundo a PIM (IBGE). Observe, então, o crescimento acentuado da produção física em relação ao pagamento dado aos trabalhadores Gráfico 2A Produção física da indústria brasileira, (dez/2001=100 com ajuste sazonal) 128,1 124, dez/01 abr/02 ago/02 dez/02 abr/03 ago/03 dez/03 abr/04 ago/04 dez/04 abr/05 ago/05 dez/05 abr/06 ago/06 dez/06 abr/07 ago/07 dez/07 abr/08 Indústria geral Indústria de transformação Fonte: Pesquisa Industrial Mensal Produção Física / IBGE. (Elaboração própria.) Naturalmente, essa diferença não absorvida pelos trabalhadores contribuirá negativamente para a distribuição de renda no Brasil Gráfico 3A Folha de pagamento na indústria brasileira, (dez/2001=100 com ajuste sazonal) 115, , dez/01 abr/02 ago/02 dez/02 abr/03 ago/03 dez/03 abr/04 ago/04 dez/04 abr/05 ago/05 dez/05 abr/06 ago/06 dez/06 abr/07 ago/07 dez/07 abr/08 Folha de pagto na Ind geral Folha de pagto por trab na Ind geral Fonte: Pesquisa Industrial Mensal Empregos e Salários / IBGE. (Elaboração própria.)

15 15 Referência bibliográfica RIBAS, R. e MACHADO, A. A imputação da renda não-trabalho na Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE) e seu proveito em análises dinâmicas de pobreza e desigualdade. Texto para Discussão no prelo (em fase de editoração), 2008.

O Mercado de Trabalho no Rio de Janeiro na Última Década

O Mercado de Trabalho no Rio de Janeiro na Última Década O Mercado de Trabalho no Rio de Janeiro na Última Década João Saboia 1 1) Introdução A década de noventa foi marcada por grandes flutuações na economia brasileira. Iniciou sob forte recessão no governo

Leia mais

A economia brasileira em transição: política macroeconômica, trabalho e desigualdade

A economia brasileira em transição: política macroeconômica, trabalho e desigualdade outubro 2014 A economia brasileira em transição: política macroeconômica, trabalho e desigualdade Por Mark Weisbrot, Jake Johnston e Stephan Lefebvre* Center for Economic and Policy Research 1611 Connecticut

Leia mais

COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA

COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada BRASIL Brasília, 4 de agosto de 2009 Brasil:

Leia mais

INFORMATIVO MENSAL ANO 01 NÚMERO 14 MARÇO DE 2001 APRESENTAÇÃO

INFORMATIVO MENSAL ANO 01 NÚMERO 14 MARÇO DE 2001 APRESENTAÇÃO INFORMATIVO MENSAL ANO 01 NÚMERO 14 MARÇO DE 2001 APRESENTAÇÃO Neste número apresentamos dados alentadores sobre o mercado de trabalho em nossa região metropolitana. Os dados referentes ao desemprego em

Leia mais

na região metropolitana do Rio de Janeiro

na região metropolitana do Rio de Janeiro O PERFIL DOS JOVENS EMPREENDEDORES na região metropolitana do Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL MARÇO DE 2013 Nº21 PANORAMA GERAL Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) de 2011,

Leia mais

ipea 45 NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano anos

ipea 45 NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano anos ipea 45 anos NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano Rio de Janeiro, maio de 2009 1 Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano Marcio Pochmann

Leia mais

Taxa de desocupação foi de 9,3% em janeiro

Taxa de desocupação foi de 9,3% em janeiro Taxa de desocupação foi de 9,3% em janeiro A taxa de desocupação registrada pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, nas seis principais Regiões Metropolitanas do país (Recife, Salvador, Belo Horizonte,

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego - PME

Pesquisa Mensal de Emprego - PME Pesquisa Mensal de Emprego - PME Dia Internacional da Mulher 08 de março de 2012 M U L H E R N O M E R C A D O D E T R A B A L H O: P E R G U N T A S E R E S P O S T A S A Pesquisa Mensal de Emprego PME,

Leia mais

Estudo Estratégico n o 5. Desenvolvimento socioeconômico na metrópole e no interior do Rio de Janeiro Adriana Fontes Valéria Pero Camila Ferraz

Estudo Estratégico n o 5. Desenvolvimento socioeconômico na metrópole e no interior do Rio de Janeiro Adriana Fontes Valéria Pero Camila Ferraz Estudo Estratégico n o 5 Desenvolvimento socioeconômico na metrópole e no interior do Rio de Janeiro Adriana Fontes Valéria Pero Camila Ferraz PANORAMA GERAL ERJ é o estado mais urbano e metropolitano

Leia mais

A desigualdade de renda parou de cair? (Parte I)

A desigualdade de renda parou de cair? (Parte I) www.brasil-economia-governo.org.br A desigualdade de renda parou de cair? (Parte I) Marcos Mendes 1 O governo tem comemorado, ano após ano, a redução da desigualdade de renda no país. O Índice de Gini,

Leia mais

Empreendedorismo do Rio de Janeiro: Conjuntura e Análise n.5 Marolinha carioca - Crise financeira praticamente não chegou ao Rio

Empreendedorismo do Rio de Janeiro: Conjuntura e Análise n.5 Marolinha carioca - Crise financeira praticamente não chegou ao Rio Empreendedorismo do Rio de Janeiro: Conjuntura e Análise n.5 Marolinha carioca - Crise financeira praticamente não chegou ao Rio Equipe: André Urani (editor responsável) Adriana Fontes Luísa Azevedo Sandro

Leia mais

RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28

RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 no Estado do Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 PANORAMA GERAL Na última década, o Brasil passou por profundas mudanças

Leia mais

Boletim Econômico. Federação Nacional dos Portuários. Sumário

Boletim Econômico. Federação Nacional dos Portuários. Sumário Boletim Econômico Federação Nacional dos Portuários Agosto de 2014 Sumário Indicadores de desenvolvimento brasileiro... 2 Emprego... 2 Reajuste dos salários e do salário mínimo... 3 Desigualdade Social

Leia mais

MOBILIDADE DOS EMPREENDEDORES E VARIAÇÕES NOS RENDIMENTOS

MOBILIDADE DOS EMPREENDEDORES E VARIAÇÕES NOS RENDIMENTOS MOBILIDADE DOS EMPREENDEDORES NOTA CONJUNTURAL ABRIL DE 2014 Nº31 E VARIAÇÕES NOS RENDIMENTOS NOTA CONJUNTURAL ABRIL DE 2014 Nº31 PANORAMA GERAL Os movimentos de transição da população ocupada entre as

Leia mais

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC agosto 2014

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC agosto 2014 ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC agosto 2014 Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2014 SISTEMA NACIONAL DE ÍNDICES DE PREÇOS AO CONSUMIDOR COMENTÁRIOS Agosto 2014 ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS

Leia mais

Analfabetismo no Brasil

Analfabetismo no Brasil Analfabetismo no Brasil Ricardo Paes de Barros (IPEA) Mirela de Carvalho (IETS) Samuel Franco (IETS) Parte 1: Magnitude e evolução do analfabetismo no Brasil Magnitude Segundo estimativas obtidas com base

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego

Pesquisa Mensal de Emprego Pesquisa Mensal de Emprego EVOLUÇÃO DO EMPREGO COM CARTEIRA DE TRABALHO ASSINADA 2003-2012 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE 2 Pesquisa Mensal de Emprego - PME I - Introdução A Pesquisa

Leia mais

ipea A EFETIVIDADE DO SALÁRIO MÍNIMO COMO UM INSTRUMENTO PARA REDUZIR A POBREZA NO BRASIL 1 INTRODUÇÃO 2 METODOLOGIA 2.1 Natureza das simulações

ipea A EFETIVIDADE DO SALÁRIO MÍNIMO COMO UM INSTRUMENTO PARA REDUZIR A POBREZA NO BRASIL 1 INTRODUÇÃO 2 METODOLOGIA 2.1 Natureza das simulações A EFETIVIDADE DO SALÁRIO MÍNIMO COMO UM INSTRUMENTO PARA REDUZIR A POBREZA NO BRASIL Ricardo Paes de Barros Mirela de Carvalho Samuel Franco 1 INTRODUÇÃO O objetivo desta nota é apresentar uma avaliação

Leia mais

TEMAS SOCIAIS O UTUBRO DE 2000 CONJUNTURA ECONÔMICA 28

TEMAS SOCIAIS O UTUBRO DE 2000 CONJUNTURA ECONÔMICA 28 O UTUBRO DE 2000 CONJUNTURA ECONÔMICA 28 TEMAS SOCIAIS Diferentes histórias, diferentes cidades A evolução social brasileira entre 1996 e 1999 não comporta apenas uma mas muitas histórias. O enredo de

Leia mais

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC julho 2014

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC julho 2014 ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC julho 2014 Rio de Janeiro, 08 de agosto de 2014 SISTEMA NACIONAL DE ÍNDICES DE PREÇOS AO CONSUMIDOR COMENTÁRIOS Julho 2014 ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS

Leia mais

---- ibeu ---- ÍNDICE DE BEM-ESTAR URBANO

---- ibeu ---- ÍNDICE DE BEM-ESTAR URBANO INSTITUTO NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA CNPq/FAPERJ/CAPES ---- ibeu ---- ÍNDICE DE BEM-ESTAR URBANO COORDENAÇÃO LUIZ CÉSAR DE QUEIROZ RIBEIRO EQUIPE RESPONSÁVEL ANDRÉ RICARDO SALATA LYGIA GONÇALVES

Leia mais

outubro de 2013 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores Os intocáveis (I): A queda da pobreza no Brasil no último decênio

outubro de 2013 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores Os intocáveis (I): A queda da pobreza no Brasil no último decênio 06 outubro de 2013 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores Os intocáveis (I): A queda da pobreza no Brasil no último decênio Expediente Esta é uma publicação da Fundação Perseu Abramo. Diretoria

Leia mais

ANÁLISE CONJUNTURAL DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO CATARINENSE: 2012-2013

ANÁLISE CONJUNTURAL DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO CATARINENSE: 2012-2013 GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, TRABALHO E HABITAÇÃO SST DIRETORIA DE TRABALHO E EMPREGO DITE COORDENAÇÃO ESTADUAL DO SISTEMA NACIONAL DE EMPREGO SINE SETOR

Leia mais

O Custo Unitário do Trabalho na Indústria

O Custo Unitário do Trabalho na Indústria O Custo Unitário do Trabalho na Indústria O mercado de trabalho é fonte de indicadores muito importantes à condução da política monetária como, por exemplo, a taxa de desemprego, os níveis de salários

Leia mais

PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009. Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros

PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009. Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros 1 of 5 11/26/2010 2:57 PM Comunicação Social 26 de novembro de 2010 PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009 Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros O número de domicílios

Leia mais

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov.

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov. 4 SETOR EXTERNO As contas externas tiveram mais um ano de relativa tranquilidade em 2012. O déficit em conta corrente ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando pequeno aumento em relação

Leia mais

3 O Panorama Social Brasileiro

3 O Panorama Social Brasileiro 3 O Panorama Social Brasileiro 3.1 A Estrutura Social Brasileira O Brasil é um país caracterizado por uma distribuição desigual de renda. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil

Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil 1 Comunicado da Presidência nº 5 Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil Realização: Marcio Pochmann, presidente; Marcio Wohlers, diretor de Estudos Setoriais (Diset)

Leia mais

Regiões Metropolitanas do Brasil

Regiões Metropolitanas do Brasil Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia IPPUR/UFRJ CNPQ FAPERJ Regiões Metropolitanas do Brasil Equipe responsável Sol Garson Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro Juciano Martins Rodrigues Regiões Metropolitanas

Leia mais

ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 22 de Dezembro de 2015

ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 22 de Dezembro de 2015 Associação Brasileira de Supermercados Nº59 ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 22 de Dezembro de 2015 Supermercados mostram queda de -1,61% até novembro Desemprego e renda

Leia mais

Variação dos Custos Médicos Hospitalares VCMH/IESS Data-base - junho de 2010

Variação dos Custos Médicos Hospitalares VCMH/IESS Data-base - junho de 2010 Variação dos Custos Médicos Hospitalares VCMH/ Data-base - junho de 2010 O VCMH/ é uma medida da variação das despesas médico-hospitalares per capita das operadoras de planos e seguros de saúde. Mede-se

Leia mais

Cesta básica tem alta moderada na maioria das capitais

Cesta básica tem alta moderada na maioria das capitais 1 São Paulo, 06 de julho de 2009. NOTA À IMPRENSA Cesta básica tem alta moderada na maioria das capitais Em junho, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada pelo DIEESE - Departamento Intersindical

Leia mais

A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS

A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS OS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS NOVEMBRO DE 2013 A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS A sociedade brasileira comemora, no próximo dia 20 de novembro, o Dia da

Leia mais

Número 24. Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no Brasil

Número 24. Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no Brasil Número 24 Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no 29 de julho de 2009 COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no 2 1. Apresentação Este

Leia mais

O MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA EM 2011 E

O MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA EM 2011 E O MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA EM 2011 E 2012 Camila Cristina Farinhaki Henrique Alves dos Santos Lucas Fruet Fialla Patricia Uille Gomes Introdução Este artigo tem como objetivo

Leia mais

ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 30 de Novembro de 2015

ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 30 de Novembro de 2015 Associação Brasileira de Supermercados Nº58 ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 30 de Novembro de 2015 Índice de Vendas acumula queda de -1,02% até outubro Vendas do setor

Leia mais

Gabriel Leal de Barros

Gabriel Leal de Barros TEXTO PARA DISCUSSÃO Um Conceito de Renda Ampliada em Bases Mensais para a Economia Brasileira e suas Aplicações Rodrigo Leandro de Moura Gabriel Leal de Barros Pesquisadores de Economia Aplicada do IBRE/FGV

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego

Pesquisa Mensal de Emprego Pesquisa Mensal de Emprego Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2016. PME Retrospectiva 2003-2015 13 anos Diretoria de Pesquisas Coordenação de Trabalho e Rendimento 1 (IBGE / DPE / COREN) 1 Rio de Janeiro,

Leia mais

RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA

RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA Indicadores CNI RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA Previdência 20 Maioria dos brasileiros apoia mudanças na previdência Sete em cada dez brasileiros reconhecem que o sistema previdenciário brasileiro apresenta

Leia mais

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Fevereiro de 2015 Sumário 1. Perspectivas do Cenário Econômico em 2015... 3 2. Balança Comercial de Fevereiro de 2015...

Leia mais

Manutenção das desigualdades nas condições de inserção

Manutenção das desigualdades nas condições de inserção A INSERÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE MARÇO 2014 Manutenção das desigualdades nas condições de inserção De maneira geral, as mulheres enfrentam grandes dificuldades

Leia mais

Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes

Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes Sistema de pesquisas domiciliares existe no Brasil desde 1967, com a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; Trata-se de um sistema de pesquisas

Leia mais

V Pedreiros e Vendedores. 1 Introdução

V Pedreiros e Vendedores. 1 Introdução V Pedreiros e Vendedores 1 Introdução No contexto da análise dos trabalhadores por conta própria, tendo em vista a destacada participação nos grupamentos de atividades da construção (17,4%) e do comércio

Leia mais

Melhora nos indicadores da presença feminina no mercado de trabalho não elimina desigualdades

Melhora nos indicadores da presença feminina no mercado de trabalho não elimina desigualdades A INSERÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO DE PORTO ALEGRE NOS ANOS 2000 Boletim Especial: Dia Internacional das Mulheres MARÇO/2010 Melhora nos indicadores da presença feminina no mercado de trabalho

Leia mais

Um país menos desigual: pobreza extrema cai a 2,8% da população Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) foram divulgados pelo IBGE

Um país menos desigual: pobreza extrema cai a 2,8% da população Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) foram divulgados pelo IBGE Um país menos desigual: pobreza extrema cai a 2,8% da população Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) foram divulgados pelo IBGE Brasília, 7 A pobreza extrema no país caiu a 2,8%

Leia mais

Ano I Boletim II Outubro/2015. Primeira quinzena. são específicos aos segmentos industriais de Sertãozinho e região.

Ano I Boletim II Outubro/2015. Primeira quinzena. são específicos aos segmentos industriais de Sertãozinho e região. O presente boletim analisa algumas variáveis chaves na atual conjuntura da economia sertanezina, apontando algumas tendências possíveis. Como destacado no boletim anterior, a indústria é o carro chefe

Leia mais

Gráfico 1: Goiás - Saldo de empregos formais, 2000 a 2013

Gráfico 1: Goiás - Saldo de empregos formais, 2000 a 2013 O perfil do mercado de trabalho no estado de Goiás reflete atualmente as mudanças iniciadas principalmente no final da década de 1990, em que se destacam o fortalecimento do setor industrial e sua maior

Leia mais

Sumário Executivo. Redistribuição à Brasileira: Ingredientes Trabalhistas

Sumário Executivo. Redistribuição à Brasileira: Ingredientes Trabalhistas Sumário Executivo Redistribuição à Brasileira: Ingredientes Trabalhistas Seguindo a analogia culinária tradicional, o bolo dos brasileiros pobres cresceu nos últimos dez anos, apesar do crescimento ter

Leia mais

Sobre a queda recente na desigualdade de renda no Brasil

Sobre a queda recente na desigualdade de renda no Brasil Sobre a queda recente na desigualdade de renda no Brasil Ricardo Paes de Barros (IPEA) Mirela de Carvalho (IPEA) Samuel Franco (IPEA) Rosane Mendonça (UFF) Brasília, agosto de 2006 Entre 2001 e 2004 a

Leia mais

Pobreza e Prosperidade. Metropolitanas Brasileiras: Balanço e Identificação de Prioridades. Compartilhada nas Regiões

Pobreza e Prosperidade. Metropolitanas Brasileiras: Balanço e Identificação de Prioridades. Compartilhada nas Regiões Pobreza e Prosperidade Compartilhada nas Regiões Metropolitanas Brasileiras: Balanço e Identificação de Prioridades Aude-Sophie Rodella Grupo Sectorial da Pobreza Brasilia, June 2015 No Brasil, a pobreza

Leia mais

A agenda demográfica e de políticas públicas do Estado de São Paulo

A agenda demográfica e de políticas públicas do Estado de São Paulo A agenda demográfica e de políticas públicas do Estado de São Paulo Projeções da Fundação Seade para a trajetória até 2050 indicam que o grupo populacional com mais de 60 anos será triplicado e o com mais

Leia mais

Análise do mercado de trabalho

Análise do mercado de trabalho Análise do mercado de trabalho 1 Introdução Esta análise tem como propósito a apresentação do desempenho do mercado de trabalho brasileiro no primeiro trimestre de 2010 com base, principalmente, nos indicadores

Leia mais

Boletim Econômico e do Setor Portuário. Sumário

Boletim Econômico e do Setor Portuário. Sumário Boletim Econômico e do Setor Portuário Junho de 2014 Sumário Indicadores da Economia Nacional... 2 O Produto Interno Bruto PIB no primeiro trimestre de 2014... 2 Os Índices de Inflação... 3 O Mercado de

Leia mais

REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014

REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014 NOTAS CEMEC 01/2015 REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014 Carlos A. Rocca Lauro Modesto Santos Jr. Fevereiro de 2015 1 1. Introdução No Estudo Especial CEMEC de novembro

Leia mais

Sumário Executivo. Amanda Reis. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo

Sumário Executivo. Amanda Reis. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo Comparativo entre o rendimento médio dos beneficiários de planos de saúde individuais e da população não coberta por planos de saúde regional e por faixa etária Amanda Reis Luiz Augusto Carneiro Superintendente

Leia mais

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750 BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR As crises econômicas que se sucederam no Brasil interromperam a política desenvolvimentista. Ocorre que o modelo de desenvolvimento aqui implantado (modernização conservadora

Leia mais

CRESCIMENTO DO SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL FAVORECE A EXPANSÃO DE POSTOS DE TRABALHO E DO RENDIMENTO

CRESCIMENTO DO SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL FAVORECE A EXPANSÃO DE POSTOS DE TRABALHO E DO RENDIMENTO Nº 4 Outubro CRESCIMENTO DO SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL FAVORECE A EXPANSÃO DE POSTOS DE TRABALHO E DO RENDIMENTO Em, a retomada do crescimento econômico em patamar superior ao verificado nos últimos anos

Leia mais

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC abril 2014

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC abril 2014 ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC abril 2014 Rio de Janeiro, 09 de maio de 2014 SISTEMA NACIONAL DE ÍNDICES DE PREÇOS AO CONSUMIDOR COMENTÁRIOS Abril 2014 ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS

Leia mais

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA SETEMBRO /2012 ÍNDICE INTRODUÇÃO 3 1. Dimensão e características da ocupação no setor da construção civil no Brasil e na Bahia (2000 e 2010)...

Leia mais

Saúde. reprodutiva: gravidez, assistência. pré-natal, parto. e baixo peso. ao nascer

Saúde. reprodutiva: gravidez, assistência. pré-natal, parto. e baixo peso. ao nascer 2 Saúde reprodutiva: gravidez, assistência pré-natal, parto e baixo peso ao nascer SAÚDE BRASIL 2004 UMA ANÁLISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE INTRODUÇÃO No Brasil, as questões relativas à saúde reprodutiva têm

Leia mais

TEMA: A importância da Micro e Pequena Empresa para Goiás

TEMA: A importância da Micro e Pequena Empresa para Goiás TEMA: A importância da Micro e Pequena Empresa para Goiás O presente informe técnico tem o objetivo de mostrar a importância da micro e pequena empresa para o Estado de Goiás, em termos de geração de emprego

Leia mais

ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO

ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO 1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS Em geral as estatísticas sobre a economia brasileira nesse início de ano não têm sido animadoras

Leia mais

SINCOR-SP 2016 FEVEREIRO 2016 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2016 FEVEREIRO 2016 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS FEVEREIRO 2016 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Estatísticas dos Corretores de SP... 6 3. Análise macroeconômica...

Leia mais

Decomposição da Inflação de 2011

Decomposição da Inflação de 2011 Decomposição da de Seguindo procedimento adotado em anos anteriores, este boxe apresenta estimativas, com base nos modelos de projeção utilizados pelo Banco Central, para a contribuição de diversos fatores

Leia mais

Redução do preço de alimentos básicos continua pelo terceiro mês

Redução do preço de alimentos básicos continua pelo terceiro mês 1 São Paulo, 04 de agosto de 2010. NOTA À IMPRENSA Redução do preço de alimentos básicos continua pelo terceiro mês Desde maio, na maioria das capitais onde é realizada mensalmente a Pesquisa Nacional

Leia mais

EQUILÍBRIOS E ASSIMETRIAS NA. distribuição da população e do pib. entre núcleo e periferia. nas 15 principais regiões. metropolitanas brasileiras

EQUILÍBRIOS E ASSIMETRIAS NA. distribuição da população e do pib. entre núcleo e periferia. nas 15 principais regiões. metropolitanas brasileiras CONSELHO FEDERAL DE ECONOMIA - COFECON COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL INSTITUTO BRASILIENSE DE ESTUDOS DA ECONOMIA REGIONAL IBRASE EQUILÍBRIOS E ASSIMETRIAS NA distribuição da população e do pib

Leia mais

O consumo dos brasileiros atingirá R$ 3,7 trilhões, em 2015

O consumo dos brasileiros atingirá R$ 3,7 trilhões, em 2015 O consumo dos brasileiros atingirá R$ 3,7 trilhões, em 2015 A potencialidade de consumo dos brasileiros deve chegar a R$ 3,730 trilhões neste ano, ao mesmo tempo em que revela significativo aumento dos

Leia mais

Mercado de Trabalho. O idoso brasileiro no. NOTA TÉCNICA Ana Amélia Camarano* 1- Introdução

Mercado de Trabalho. O idoso brasileiro no. NOTA TÉCNICA Ana Amélia Camarano* 1- Introdução NOTA TÉCNICA Ana Amélia Camarano* O idoso brasileiro no Mercado de Trabalho 30 1- Introdução A análise da participação do idoso nas atividades econômicas tem um caráter diferente das análises tradicionais

Leia mais

Dinamismo do mercado de trabalho eleva a formalização das relações de trabalho de homens e mulheres, mas a desigualdade persiste

Dinamismo do mercado de trabalho eleva a formalização das relações de trabalho de homens e mulheres, mas a desigualdade persiste Dinamismo do mercado de trabalho eleva a formalização das relações de trabalho de homens e mulheres, mas a desigualdade persiste Introdução De maneira geral, as mulheres enfrentam grandes dificuldades

Leia mais

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO:

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO: O Brasil e suas políticas sociais: características e consequências para com o desenvolvimento do país e para os agrupamentos sociais de nível de renda mais baixo nas duas últimas décadas RESUMO: Fernanda

Leia mais

História da Habitação em Florianópolis

História da Habitação em Florianópolis História da Habitação em Florianópolis CARACTERIZAÇÃO DAS FAVELAS EM FLORIANÓPOLIS No início do século XX temos as favelas mais antigas, sendo que as primeiras se instalaram em torno da região central,

Leia mais

Taxa de desemprego sobe para 5,7% em março

Taxa de desemprego sobe para 5,7% em março Taxa de desemprego sobe para 5,7% em março A taxa de desemprego registrou elevação para 5,7% em março ante 5, observado em fevereiro nas seis regiões metropolitanas pesquisadas na apuração da Pesquisa

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego PME. Algumas das principais características dos Trabalhadores Domésticos vis a vis a População Ocupada

Pesquisa Mensal de Emprego PME. Algumas das principais características dos Trabalhadores Domésticos vis a vis a População Ocupada Pesquisa Mensal de Emprego PME Algumas das principais características dos Trabalhadores Domésticos vis a vis a População Ocupada Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Algumas das principais

Leia mais

MUDANÇAS NA RELAÇÃO ENTRE A PME E A PED COM A NOVA METODOLOGIA DA PME

MUDANÇAS NA RELAÇÃO ENTRE A PME E A PED COM A NOVA METODOLOGIA DA PME MUDANÇAS NA RELAÇÃO ENTRE A PME E A PED COM A NOVA METODOLOGIA DA PME Maurício Cortez Reis Professor do Dept de Economia da PUC - Rio 1 INTRODUÇÃO A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE

Leia mais

A POSIÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) EM RELAÇÃO AO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (IDH) E AO ÍNDICE DE GINI

A POSIÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) EM RELAÇÃO AO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (IDH) E AO ÍNDICE DE GINI A POSIÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) EM RELAÇÃO AO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (IDH) E AO ÍNDICE DE GINI Roland Anton Zottele 1, Friedhilde M. K. Manulescu 2 1, 2 Faculdade de Ciências

Leia mais

INTRODUÇÃO... 02. 5. Dinâmica da Renda... 21. 6. Dinâmica dos Incentivos Fiscais... 25

INTRODUÇÃO... 02. 5. Dinâmica da Renda... 21. 6. Dinâmica dos Incentivos Fiscais... 25 Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia SUDAM Assessoria Técnica da Superintendência População, PIB, Emprego e Renda no Estado do Acre: Evolução no Período 2000 a 2013. Dr. Paulo Roberto Correia

Leia mais

CONSEQÜÊNCIAS E CAUSAS IMEDIATAS DA QUEDA RECENTE DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA

CONSEQÜÊNCIAS E CAUSAS IMEDIATAS DA QUEDA RECENTE DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA CONSEQÜÊNCIAS E CAUSAS IMEDIATAS DA QUEDA RECENTE DA DESIGUALDADE DE RENDA BRASILEIRA 1. INTRODUÇÃO Ricardo Barros (IPEA) Mirela de Carvalho (IPEA) Samuel Franco (IPEA) Rosane Mendonça (UFF) A boa notícia

Leia mais

ipea PESQUISA MENSAL DE EMPREGO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA INTRODUÇÃO

ipea PESQUISA MENSAL DE EMPREGO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA INTRODUÇÃO PESQUISA MENSAL DE EMPREGO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA Sachiko Araki Lira* Paulo Roberto Delgado** INTRODUÇÃO O objetivo desta nota é fazer uma breve apresentação do comportamento do mercado de

Leia mais

Salário Mínimo e Mercado de Trabalho no Brasil no Passado Recente

Salário Mínimo e Mercado de Trabalho no Brasil no Passado Recente Salário Mínimo e Mercado de Trabalho no Brasil no Passado Recente João Saboia 1 1. Introdução A questão do salário mínimo está na ordem do dia. Há um reconhecimento generalizado de que seu valor é muito

Leia mais

Florianópolis, 17 de agosto de 2011.

Florianópolis, 17 de agosto de 2011. PROXIMIDADE DO FIM DE ANO IMPACTA A PERSPECTIVA DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS CATARINENSES EM SETEMBRO O forte crescimento mensal da perspectiva de consumo das famílias catarinenses, de 12,7%, foi o principal

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL

A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL: uma análise a partir do rendimento domiciliar per capita no período 2001-2006 Juliana Carolina Frigo

Leia mais

Análise das Mudanças de Pesos no Cálculo do INPC - 2007 a 2012

Análise das Mudanças de Pesos no Cálculo do INPC - 2007 a 2012 Enfoque Econômico é uma publicação do IPECE que tem por objetivo fornecer informações de forma imediata sobre políticas econômicas, estudos e pesquisas de interesse da população cearense. Por esse instrumento

Leia mais

Pelo segundo mês consecutivo cai o endividamento e a inadimplência em Santa Catarina. Síntese dos resultados Meses Situação da família

Pelo segundo mês consecutivo cai o endividamento e a inadimplência em Santa Catarina. Síntese dos resultados Meses Situação da família Núcleo de Pesquisas Pelo segundo mês consecutivo cai o endividamento e a inadimplência em Santa Catarina Os dados levantados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (PEIC) de Santa

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Julho 2009

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Julho 2009 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Julho 2009 Desafios do Programa Habitacional Minha Casa Minha Vida Profa. Dra. Sílvia Maria Schor O déficit habitacional brasileiro é

Leia mais

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos POPULAÇÃO BRASILEIRA Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos Desde a colonização do Brasil o povoamento se concentrou no litoral do país. No início do século XXI, a população brasileira ainda

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Mercado de trabalho. Campos Gerais. Análise setorial do mercado de trabalho. Paraná.

PALAVRAS-CHAVE Mercado de trabalho. Campos Gerais. Análise setorial do mercado de trabalho. Paraná. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE (x ) TRABALHO (

Leia mais

Taxa de Juros para Aumentar a Poupança Interna

Taxa de Juros para Aumentar a Poupança Interna Taxa de Juros para Aumentar a Poupança Interna Condição para Crescer Carlos Feu Alvim feu@ecen.com No número anterior vimos que aumentar a poupança interna é condição indispensável para voltar a crescer.

Leia mais

Nota de Crédito PJ. Janeiro 2015. Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014

Nota de Crédito PJ. Janeiro 2015. Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014 Nota de Crédito PJ Janeiro 2015 Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014 mai/11 mai/11 Carteira de Crédito PJ não sustenta recuperação Após a aceleração verificada em outubro, a carteira de crédito pessoa jurídica

Leia mais

SETOR DE ALIMENTOS: estabelecimentos e empregos formais no Rio de Janeiro

SETOR DE ALIMENTOS: estabelecimentos e empregos formais no Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL SETOR DE ALIMENTOS: estabelecimentos e empregos formais no Rio de Janeiro OBSERVATÓRIO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, DEZEMBRO DE 2012 18 2012 PANORAMA GERAL

Leia mais

A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil

A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil 28 set 2006 Nº 14 A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil Por Antonio Prado 1 Economista do BNDES O salário mínimo subiu 97% de 1995 a 2006, enquanto a concentração de renda diminuiu O desenvolvimento

Leia mais

A classe média em alta

A classe média em alta 4 Reportagem Especial > ZERO HORA > QUARTA 6 AGOSTO 2008 A ascensão da família Ferreira, da zona norte de Porto Alegre, para a classe média converge com a evolução da economia brasileira nos últimos 21

Leia mais

VERSÃO PRELIMINAR. Notas sobre Redes de Proteção Social e Desigualdade

VERSÃO PRELIMINAR. Notas sobre Redes de Proteção Social e Desigualdade Notas sobre Redes de Proteção Social e Desigualdade 1) Nos últimos dez anos a renda media dos brasileiros que caiu a taxa de 0.6% ao ano, enquanto o dos pobres cresceu 0.7%, já descontados o crescimento

Leia mais

Potencial Econômico dos Clientes dos Corretores de Seguros Independentes do Estado de São Paulo Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.

Potencial Econômico dos Clientes dos Corretores de Seguros Independentes do Estado de São Paulo Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com. Potencial Econômico dos Clientes dos Corretores de Seguros Independentes do Estado de São Paulo Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.br Julho/2005 1) Introdução O objetivo deste estudo foi avaliar

Leia mais

As transferências não são a causa principal da redução na desigualdade

As transferências não são a causa principal da redução na desigualdade As transferências não são a causa principal da redução na desigualdade Rodolfo Hoffmann 1 De acordo com dados das últimas PNAD ( Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), diminuiu a desigualdade da

Leia mais

Endividamento das famílias catarinenses aumenta mensalmente em função da retomada das vendas no crédito

Endividamento das famílias catarinenses aumenta mensalmente em função da retomada das vendas no crédito Endividamento das famílias catarinenses aumenta mensalmente em função da retomada das vendas no crédito Os dados coletados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (PEIC) de Santa

Leia mais

SINCOR-SP 2016 ABRIL 2016 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2016 ABRIL 2016 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS ABRIL 2016 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 2 Sumário Palavra do presidente... 4 Objetivo... 5 1. Carta de Conjuntura... 6 2. Estatísticas dos Corretores de SP... 7 3. Análise macroeconômica...

Leia mais

{dybanners}1,1,,meioweb Links Patrocinados{/dybanners} Fonte: IBGE

{dybanners}1,1,,meioweb Links Patrocinados{/dybanners} Fonte: IBGE {dybanners}1,1,,meioweb Links Patrocinados{/dybanners} Fonte: IBGE A taxa de desocupação ficou praticamente estável, pois suas variações em relação a março (9,0%) de 2009 e também a abril de 2008 (8,5%)

Leia mais

A desigualdade de renda inter-regional paulista: 1990-2007

A desigualdade de renda inter-regional paulista: 1990-2007 A desigualdade de renda inter-regional paulista: 1990-2007 Rosycler Cristina Santos Simão 1 Sandro Eduardo Monsueto 2 Resumo Este artigo tem por objetivo fazer uma breve descrição da distribuição de renda

Leia mais

Envelhecimento populacional e a composição etária de beneficiários de planos de saúde

Envelhecimento populacional e a composição etária de beneficiários de planos de saúde Envelhecimento populacional e a composição etária de beneficiários de planos de saúde Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo Francine Leite Apresentação Este trabalho introduz o tema Envelhecimento

Leia mais