UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CORÉIA DO SUL: ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CORÉIA DO SUL: ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CORÉIA DO SUL: ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO ( ) Espartaco Madureira Coelho Orientador: Prof. Achyles Barcelos da Costa Monografia apresentada como requisito à obtenção do título de Bacharel em Ciências Econômicas Porto Alegre, novembro de 1994

2 Ao meu filho IVAN.

3 AGRADECIMENTOS À equipe da Biblioteca da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS pela colaboração, pelo esforço e paciência demonstrados. À professora Otília Beatriz Kroeff Carrion e aos professores Octávio Augusto Camargo Conceição e Carlos Henrique Horn pelos ensinamentos, pela competência e pela paixão transmitida pela ciência econômica. E um agradecimento especial ao professor orientador Achyles Barcelos da Costa pela dedicação, cooperação e espírito crítico que tanto aprimoraram este trabalho.

4 "A força é a parteira de toda sociedade antiga, grávida de uma sociedade nova." Karl Marx

5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO EVOLUÇÃO HISTÓRICA A Situação Após a Segunda Guerra Mundial O Processo de Industrialização Tardia Substituição de Importações e Ênfase nas Exportações ESTRATÉGIAS DE INDUSTRIALIZAÇÃO O Estado e os Planos Qüinqüenais de Desenvolvimento As Fontes de Financiamento do Investimento As Políticas de Alocação de Subsídios O Controle Sobre Importações e Exportações A ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL As Zonas de Processamento de Exportações "Chaebols" - Os Conglomerados Econômicos A Parceria Entre o Estado e a Iniciativa Privada A Força de Trabalho e o Sistema Educacional O DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Políticas de Transferência de Tecnologia Os Institutos de Pesquisa e Desenvolvimento... 53

6 4.3 - As Cidades de C&T A Indústria de Semi-Condutores A Indústria Robótica CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 74

7 RELAÇÃO DE TABELAS TABELA 1 PIB E PIB PER CAPITA DA CORÉIA DO SUL / TABELA 2 EXPORTAÇÕES DA CORÉIA DO SUL / TABELA 3 PAUTA DE EXPORTAÇÕES DA CORÉIA DO SUL POR CATEGORIA DE PRODUTOS / TABELA 4 ATIVIDADES DOS CINCO MAIORES CONGLOMERADOS DA CORÉIA DO SUL TABELA 5 VALOR DAS EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES POR COMPANHIA DA CORÉIA DO SUL TABELA 6 43 HORAS DE TRABALHO POR SEMANA NAS INDÚSTRIAS SUL-COREANAS /92... TABELA 7 45 INDICADORES EDUCACIONAIS COMPARADOS: CORÉIA DO SUL, BRASIL E JAPÃO TABELA 8 49 QUANTIDADE DE CIENTISTAS E ENGENHEIROS DE C&T EM ALGUNS PAÍSES /88...

8 TABELA 9 GASTOS COM PESQUISA E DESENVOLVIMENTO NA CORÉIA DO SUL / TABELA 10 EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS DE APROVAÇÃO DE IMPORTAÇÃO DE TECNOLOGIA NA CORÉIA DO SUL / TABELA 11 AS MAIORES EMPRESAS DE SEMI-CONDUTORES NO MUNDO / TABELA 12 OS MAIORES FABRICANTES DE SEMI-CONDUTORES DO HEMISFÉRIO SUL TABELA 13 PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DOS MAIORES FABRICANTES DE SEMI-CONDUTORES SUL-COREANOS -- Janeiro/ TABELA 14 QUANTIDADE DE ROBÔS POR ORIGEM E TIPO NA CORÉIA DO SUL / TABELA 15 QUANTIDADE DE ROBÔS POR TIPO DE INDÚSTRIA NA CORÉIA DO SUL /

9 RELAÇÃO DE MAPAS MAPA 1 ÁSIA MAPA 2 ÁSIA ORIENTAL... 73

10 10 INTRODUÇÃO Este trabalho pretende mostrar como o processo de industrialização na Coréia do Sul conseguiu transformar um país, que no início dos anos sessenta era essencialmente agrícola, em uma economia que nos últimos anos vem apresentando persistentes e altas taxas de crescimento econômico e que é conhecida mundialmente pelas suas elevadas exportações de produtos eletrônicos, têxteis, químicos, navios e, recentemente, automóveis completos. Em função desse país apresentar uma pauta de exportação de produtos industrializados de alto valor agregado, será enfatizado o papel desempenhado pela organização industrial sul-coreana e pelo seu processo de capacitação tecnológica. Os rápidos e expressivos resultados do "milagre econômico" da Coréia do Sul (país onde a média de crescimento anual do seu PIB, entre 1958 e 1990, foi de aproximadamente 8,5% e onde as exportações, no mesmo período, cresceram a taxas anuais de mais de 40%), juntamente com desempenhos econômicos semelhantes de Formosa (Taiwan), Cingapura e Hong Kong, fizeram com que fosse popularizada a expressão "Tigres Asiáticos", termo em que é enfatizada a agressividade em busca de novos mercados destes "NICs - Newly Industrializing Countries". A Coréia do Sul, além de apresentar uma excelente performance industrial, também conseguiu protagonizar situações extremamente peculiares na economia mundial, tais

11 11 como, apresentar uma distribuição de renda menos concentrada que a maioria dos outros países em desenvolvimento, obter uma melhoria em vários indicadores sociais, acabar com o analfabetismo, quitar a sua dívida externa em 1988 (quando também foi sede dos Jogos Olímpicos), produzir mais navios que os estaleiros japoneses em 1992, e ser, atualmente, o maior produtor mundial de memórias RAM de microcomputadores. Uma constatação do atual desempenho da economia sul-coreana é a de que os cinco maiores conglomerados coreanos (Samsung, Daewoo, Ssangyong, Sunkyong e Hyundai) obtiveram em 1993 um faturamento conjunto em torno de US$ 121,8 bilhões. Conforme dados da revista Fortune, em 1991, 1992 e 1993, das 500 maiores corporações industriais do mundo, doze eram sul-coreanas, sendo que dos 27 tipos de indústrias catalogados, temos uma empresa sul-coreana - a Hyundai Heavy Industries - ocupando a primeira colocação no ramo de equipamentos de transporte, com US$ 6,7 bilhões em vendas no ano de Outros motivos relevantes em um estudo sobre a Coréia do Sul referem-se à importância de um estudo sobre as políticas econômicas e industriais adotadas na Coréia do Sul, como forma de embasar um debate sobre possíveis caminhos para o desenvolvimento da economia brasileira. Este trabalho analisa as características do processo de rápido desenvolvimento econômico da Coréia do Sul, bem como avalia as estratégias de industrialização, onde estudam-se os seguintes elementos: os planos qüinqüenais de desenvolvimento; as políticas industriais adotadas; os conglomerados econômicos (formas de organização industrial conhecidas como "chaebol"); as políticas de transferência e de capacitação tecnológica; além do levantamento de dados sobre o sistema educacional e algumas características do mercado de trabalho.

12 12 O presente trabalho está subdividido em quatro capítulos. No primeiro, são apresentados os antecedentes históricos e as principais características do processo de industrialização tardia sul-coreana, que inicialmente adotou o modelo de substituição de importações, mas logo passou a dar maior ênfase na produção de manufaturados voltados para as exportações. No segundo capítulo, é abordada a políticas industrial implementada pelo Estado sul-coreano, onde destacam-se os planos qüinqüenais, as políticas de proteção à indústria nascente, os instrumentos de incentivos fiscais e de crédito subsidiado, bem como do controle estatal sobre o nível das importações e exportações. No terceiro capítulo, é discutida a importância do modelo de organização industrial patrocinado pelo Estado sul-coreano, onde o elevado nível de concentração econômica, característico dos "chaebol", é um dos pressupostos básicos do processo de industrialização da Coréia do Sul. Além disso, são apontados alguns aspectos relevantes do atual sistema educacional e do mercado de trabalho, considerados fatores essenciais para o desenvolvimento de um parque industrial competitivo a nível mundial. No quarto capítulo, são analisadas as características do constante processo de aprendizado, de capacitação e de desenvolvimento tecnológicos desse país. São avaliadas quais as políticas de transferência de tecnologia adotadas, a importância dada ao desenvolvimento endógeno de tecnologias e mostra-se também o caso do desenvolvimento de dois setores de avançada tecnologia e de destaque internacional: a indústria de semicondutores e a da robótica. Na Conclusão, resumem-se as principais características das políticas industriais e do processo de industrialização adotado na Coréia do Sul e chama-se a atenção para os

13 13 aspectos relativos à especificidade da intervenção estatal, da organização industrial e do desenvolvimento tecnológico sul-coreano.

14 EVOLUÇÃO HISTÓRICA A Situação Após a Segunda Guerra Mundial A península da Coréia possui uma história de mais de dois mil anos de disputas e invasões territoriais, principalmente por parte da China e do Japão. Os períodos de dominação estrangeira sempre foram muito predatórios e estão marcados na consciência do povo coreano, tanto pela frequência e duração dos períodos de ocupação estrangeira, como por fatos históricos incomuns (como o seqüestro de ceramistas coreanos para o desenvolvimento da cerâmica japonesa no século VII). Em 1993, inclusive, quando o primeiro-ministro japonês Morihiro Hosokawa esteve em visita à Coréia do Sul, foram realizados pedidos de desculpas oficiais e voluntariamente oferecido o pagamento de compensações pelos crimes cometidos pelo Exército Imperial Japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Entre o final da guerra Russo-Japonesa (1905) e o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), a região tornou-se uma colônia, ou "província" do império japonês. Ao final da Segunda Grande Guerra, os japoneses foram expulsos da Coréia, e a região foi dividida em duas partes: o norte, que ficou sob intervenção soviética e, que mais tarde iria transformarse na Coréia do Norte, e o sul, sob influência dos norte-americanos, como a área que iria dar origem à Coréia do Sul. Em agosto de 1948, foi proclamada a República da Coréia, com capital em Seul, e em setembro do mesmo ano foi formada a República Democrática Popular da Coréia, com

15 15 sede em Pyongyang. Em junho de 1950, como resultado da "guerra-fria" entre EUA e URSS, a Coréia do Norte, apoiada pela URSS e pela República Popular da China, invadiu a Coréia do Sul, dando início à Guerra da Coréia, conflito que durou até julho de 1953 e que teve como principais consequências, a criação de uma zona desmilitarizada e a manutenção da fronteira entre as duas Coréias no paralelo 38. Com a divisão da Coréia em dois países, rompeu-se a complementaridade econômica entre as duas regiões, sendo que o norte, influenciado pelo planejamento econômico soviético e rico em recursos hídricos e minerais, buscou o crescimento industrial; e o sul, ocupado militarmente pelos EUA, pobre em recursos minerais e energéticos, e com uma pequena área geográfica densamente povoada (atualmente, a densidade demográfica média ultrapassa 400 hab./km2, uma das maiores do mundo), voltou-se para uma agricultura de subsistência baseada no cultivo do arroz. Assim, o governo sul-coreano, pressionado pelos graves problemas sociais de uma população numerosa e pobre, e pela tensão existente no meio rural, realizou reformas que hoje são reconhecidas como as responsáveis pela criação das pré-condições para a industrialização da Coréia do Sul, quais sejam: a reforma agrária, que foi comandada por influência dos EUA e realizou-se de 1949 a 1958; e a reforma educacional, que constituiuse de um programa de alfabetização de massas, que resgatava princípios de valorização da instrução e do conhecimento oriundos da tradição confucionista, e que obteve resultados concretos e positivos na futura qualificação da mão-de-obra coreana. Para ilustrar a importância dada ao ensino e à educação em geral, tanto por parte do governo, como por parte da própria população, atualmente existe um feriado nacional denominado Dia do Alfabeto.

16 O Processo de Industrialização Tardia Entre 1948 e 1961, o país foi governado de forma autoritária pelo líder nacionalista Singman Rhee, que apoiado pelos EUA, foi eleito o primeiro presidente da República da Coréia. Neste período, mais precisamente entre 1953 e 1961, apesar da economia coreana ainda ser essencialmente agrícola, ocorreu o que passou a ser considerada a fase de reestruturação econômica do país, mediante a intensificação da industrialização. Este processo foi caracterizado pela elevada intervenção do Estado nas decisões econômicas e pelos significativos investimentos estrangeiros, principalmente dos EUA, que ainda estavam envolvidos na chamada "guerra-fria" e preocupados com a influência dos regimes socialistas no Sudeste Asiático. Em função de sua importância geopolítica, da desestruturação da burguesia nacional e da pressão exercida pelos sentimentos nacionalistas, coube ao governo sul-coreano desempenhar o principal papel no processo de reconstrução da base industrial. Esta base foi direcionada, naquele momento, para o atendimento das demandas do mercado interno quando, então, foi feita a opção pelo caminho da industrialização através da substituição de importações. Apesar de, inicialmente, adotarem um modelo de industrialização por substituição de importações, mais tarde mudaram esta estratégia por outra, que enfatizou a promoção da exportação de manufaturas e a atração de investimentos estrangeiros para projetos produtivos direcionados ao mercado externo.

17 Substituição de Importações e Ênfase nas Exportações Com o grande poder do Estado e a conseqüente definição centralizada de políticas econômicas, verificou-se um processo de industrialização com forte presença estatal, baseado nos setores de bens intermediários e de consumo não-duráveis. Em função de pressões dos EUA, interessados em estabelecer uma nação capitalista com predomínio do setor privado e com menor intervenção do Estado, a partir de 1954, foram privatizados umas poucas empresas e bancos estatais, sem deixar de existir, no entanto, um elevado controle do Estado sobre essas empresas. Esta característica centralizadora e também autoritária do governo coreano, provocou uma excessiva centralização do poder econômico, que favoreceu o surgimento de escândalos de corrupção, que provocaram uma série de protestos contra o regime ditatorial. Em abril de 1960 Rhee renuncia e, após um ano de instabilidade política, em maio de 1961 deu-se um golpe militar assumindo o poder o general Park Chung-Hee, que permaneceria governando até 1979, quando é assassinado e substituído por outro militar, o general Chun Du Huan. Em 1988, após eleições diretas, e por divisão dos partidos de oposição, outro militar assume o poder, Roh Tae-Woo. Durante o período dos regimes militares, que se prolongou por vinte e seis anos, foi quando se materializou uma nova política de industrialização, baseada também na centralização do poder por parte do Estado, mas com ênfase na concentração econômica (dando origem aos conglomerados industriais, ou "chaebol", como também são denominados), e na produção voltada para o mercado exportador.

18 18 A substituição de importações, por si só, foi incapaz de impor maior dinamismo industrial a uma economia com pequeno mercado interno e com uma grande escassez de recursos naturais. Daí a perda de importância daquela estratégia como base para o crescimento. Os esforços foram então direcionados para o estabelecimento de uma infraestrutura produtiva e de indústrias exportadoras. Para isso foram adotadas algumas medidas, tais como, a obtenção de volumosos empréstimos dos EUA; a estatização do sistema financeiro (a fim de garantir créditos em quantidade e condições adequadas ao fomento dos setores exportadores considerados relevantes); e a execução de seis planos quinquenais de desenvolvimento econômico, elaborados através de intenso planejamento governamental. Estes planos de desenvolvimento ainda continuam a ser elaborados e são considerados os propulsores do extraordinário desempenho econômico da Coréia do Sul. O sucesso desta estratégia pode ser constatado pelo expressivo crescimento da economia sul-coreana nas últimas três décadas. Conforme dados constantes na Tabela 1, entre 1958 e 1990, o PIB cresceu 79,34 vezes, passando de aproximadamente US$ 3 bilhões para um valor em torno de US$ 244 bilhões.

19 19 TABELA 1 - PIB E PIB PER CAPITA DA CORÉIA DO SUL /90 ANOS PIB (Bilhões de US$) PIB per capita (US$) Fonte dos dados brutos: UNITED NATIONS. Handbook of International Trade and Development Statistics, Nova Iorque, vários anos.

20 20 Neste mesmo período, o PIB apresentou uma taxa média anual de crescimento de aproximadamente 8,5% e a renda per capita cresceu 42,62 vezes, passando de US$ 132 para US$ Outros indicadores do desenvolvimento econômico, social e tecnológico da Coréia do Sul serão mostrados nos capítulos seguintes. Cabe, no entanto, ressaltar uma característica fundamental do processo de industrialização sul-coreano, qual seja, o rápido aprendizado tecnológico apresentado pelas suas indústrias, fato este que possibilitou a sua inserção no comércio internacional em setores considerados "nobres", tais como a indústria de semi-condutores, navios e carros completos. 1 Além dos dados sobre o PIB e o PIB per capita, apresentados acima, sabemos que em 1991 o PIB era de US$ 283,5 bilhões e a renda per capita de US$ (Fortune Interna tional, v.126, n.7, p. 23, out. 1992).

21 ESTRATÉGIAS DE INDUSTRIALIZAÇÃO O Estado e os Planos Qüinqüenais de Desenvolvimento O esforço de planejamento econômico do Estado sul-coreano, associado ao sistema político autoritário e centralizador do longo período de regimes militares (de 1961 a 1987), são reconhecidos como as bases para a formulação e o cumprimento dos planos qüinqüenais de desenvolvimento econômico, que por sua vez, foram os responsáveis pela transformação de uma economia subdesenvolvida em uma nação que vem apresentando uma das mais altas taxas de crescimento entre as economias mundiais, conforme demonstra a Tabela 1 no capítulo anterior. No início dos anos 60, a estratégia adotada pelo governo, de industrialização voltada para as exportações de produtos intensivos em mão-de-obra, foi obtida através de um sistema de subsídios, incentivos fiscais e créditos direcionados a algumas empresas, o que gerou uma situação de elevada concentração industrial, sendo característico da organização industrial sul-coreana a existência de grandes conglomerados empresariais, denominados "chaebol". O Primeiro Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1962 a 1966, priorizou o estabelecimento de indústrias têxteis, de vestuário e de calçados - todas intensivas em mão-de-obra - além da construção de estradas, ferrovias e de usinas geradoras de eletricidade.

22 22 Neste período as exportações apresentaram um taxa média de crescimento de 43,91% ao ano, sendo que passaram de US$ 54,80 milhões em 1962 para US$ 250,3 milhões em Em 1962, foi criado o "Economic Planning Board", uma espécie de superministério, que funcionou até a década de 80, que tinha como objetivos planejar e coordenar as medidas de intervenção econômica por parte do governo. Algumas das medidas adotadas na época foram: a desvalorização da moeda nacional em aproximadamente 100%; a elevação das taxas de juros, a liberalização do crédito, a criação de subsídios para as exportações e a isenção de tarifas para a importação de bens intermediários utilizados na produção destinada à exportação (mecanismo conhecido como "draw-back"). O Segundo Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1967 a 1971, consolidou o estabelecimento da indústria leve, fundada durante o Primeiro Plano, que acrescido de indústrias de madeira compensada, comprovou o acerto da utilização da farta disponibilidade e do baixo custo da mão-de-obra, como a grande vantagem comparativa do país. Neste período verificou-se uma queda nas taxas de desemprego e um aumento nos salários reais. O valor das exportações passou de US$ 320,2 milhões em 1967 para US$ 1.067,6 milhões em 1971, o que significou uma taxa média de crescimento anual de 33,77%.

23 23 TABELA 2 - EXPORTAÇÕES DA CORÉIA DO SUL /91 ANOS VALOR DAS EXPORTAÇÕES (Milhões US$) , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,00 Fonte: UNITED NATIONS. International Trade Statistics Yearbook, Nova Iorque, 1993.

24 24 No início da década de 70, já verificavam-se mudanças estruturais significativas, tanto em relação à importância do setor industrial como pólo de dinamismo da economia, bem como na composição da pauta de exportações, que passou a apresentar uma maior predominância dos produtos manufaturados, conforme demonstrado na Tabela 3. TABELA 3 - PAUTA DE EXPORTAÇÕES DA CORÉIA DO SUL POR CATEGORIA DE PRODUTOS /86 PRODUTOS ANOS Primários Industriais Leves Industriais Pesados TOTAL (%) ,0 27, ,6 50,6 11, ,0 63,9 22, ,2 61,4 28, ,1 47,6 43, ,3 41,7 50, ,9 41,1 55, ,4 38,6 58, ,1 38,6 58, ,8 37,0 60, ,7 35,2 62, ,4 66,3 100 Fonte dos dados brutos: Dados até 1986 extraídos de Estudos BNDES - Coréia do Sul: A Importância de uma Política Industrial, jun Dados de 1987 a 1992 extraídos de UNITED NATIONS - International Trade Statistics Yearbook, Nova Iorque, 1993.

25 25 O Terceiro Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1972 a 1976, foi caracterizado pelo direcionamento dado à estruturação de uma indústria pesada e pela tentativa de buscar um maior equilíbrio entre o desenvolvimento do setor industrial e a agricultura, tendo sido criado um complexo programa de ajuda técnica e financeira para o setor rural. Neste Terceiro Plano, o valor das exportações cresceu de US$ 1,6 bilhões em 1972 para US$ 7,7 bilhões em 1976, o que representa uma taxa anual média de crescimento de 50,95%. Fato relevante é o de que entre os anos de 1972 e 1973, houve um salto de 98,57% no valor das exportações. Porém, mesmo com o excelente resultado obtido no comércio exterior, este também foi o período de conscientização dos limites do modelo de industrialização através de indústrias leves e intensivas em mão-de-obra, passando a ser incentivado o crescimento auto-sustentado, baseado no desenvolvimento da indústria pesada. A intervenção governamental se dá no sentido de atingir os objetivos definidos pela política industrial, que passam a ser os de fortalecimento da petroquímica, da siderurgia, de máquinas e equipamentos, da construção naval, do automobilismo e da indústria de defesa. Em 1973, o governo sul-coreano implantou o Plano de Desenvolvimento da Indústria Química e Pesada, ano em que também foi criado o Fundo Nacional de Investimentos, ambos concebidos de forma a propiciar crédito a baixas taxas de juros e reforçar incentivos para o desenvolvimento destes setores. Conseqüentemente, entre 1975 e 1979, 75% do investimento industrial realizado na Coréia do Sul foi direcionado para as indústrias química e pesada.

26 26 Durante o Quarto Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1977 a 1981, o crescimento das indústrias química e pesada, que são intensivas em capital e em energia, associado à escassez de recursos naturais, provocou elevados gastos com a importação de petróleo, assim como de bens de capital, principalmente oriundos do Japão. Outra característica importante foi que o governo estabeleceu incentivos para o treinamento de mão-de-obra e para os gastos com pesquisa e desenvolvimento nas empresas privadas, tentando, desta forma, redirecionar o processo de industrialização para áreas com alto grau de qualificação tecnológica, que, por sua vez, exigem mão-de-obra treinada e especializada. Neste período, a taxa de crescimento das exportações situou-se em 22,57% ao ano (passando de US$ 10 bilhões em 1977 para US$ 21,2 bilhões em 1981). Sendo que esta queda no padrão do desempenho exportador teve como principais causas: a segunda crise do petróleo; as más colheitas do período; e a concorrência de outros NICs (Newly Industrialized Countries), que tornavam-se mais competitivos por possuírem mão-de-obra mais barata que a sul-coreana. Com o objetivo de manter a competitividade internacional, a partir da década de 80 são feitos investimentos maciços na indústria eletrônica, pois a vantagem comparativa passa a ser a existência de indústrias com elevado desenvolvimento tecnológico, ao invés de indústrias intensivas em trabalho e energia. No Quinto Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1982 a 1986, a prioridade foi direcionada para o estabelecimento de indústrias de bens de capital, de produtos eletrônicos e de estaleiros.

27 27 Durante este plano, a taxa média de crescimento das exportações esteve situada em 10,5% ao ano. E, em função dos aumentos reais dos salários (acima da média dos outros países da Ásia Oriental), bem como das pressões da concorrência internacional, o governo passou a adotar nova estratégia, que ao mesmo tempo em que dava ênfase ao desenvolvimento tecnológico, alterava-se o discurso oficial onde enfatizava-se uma maior estabilização e liberalização da economia, com a possibilidade de maior autonomia do setor privado. No Sexto Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1987 a 1991, a indústria de informação é definida como sendo estratégica e incentivos são direcionados para a produção de eletrônicos com alto grau de sofisticação tecnológica. Isso ocorre especialmente nas áreas de computação, de telecomunicações e de componentes microeletrônicos (atualmente a Coréia do Sul produz mais de 50% das memórias RAM utilizadas nos microcomputadores e responde por aproximadamente 40% da produção mundial de navios). Neste mesmo período, houve um processo de melhorias sociais, quando o governo, pressionado pela população (os trabalhadores tinham uma jornada de trabalho média de 54 horas semanais e 8 dias de férias por ano), promoveu um programa social onde destacamse: a criação em 1987 do salário mínimo; a implantação em 1988 de um plano de aposentadoria para os trabalhadores que venham a se aposentar a partir de 2.008; e a concessão a partir de 1989 de seguro-saúde subsidiado pelo Estado. Durante o Sexto Plano, o orçamento do governo sul-coreano manteve os percentuais históricos (isto é, desde a década de 70), de alocação de 40% para a rubrica "Gastos com Defesa e Administração Geral" e de 20% para a "Educação". Entretanto, transferiu 2% dos

28 28 gastos com "Desenvolvimento Econômico", que estavam situados em torno de 18,5%, para a rubrica "Desenvolvimento Social", que ultrapassaram os 10,5% As Fontes de Financiamento do Investimento Um dos instrumentos de ação para a implantação dos Planos Qüinqüenais e para o êxito das políticas industriais subjacentes, foi aquele utilizado pelo Estado na intermediação financeira, de forma a direcionar investimentos subsidiados para os setores considerados estratégicos. Do final da Guerra da Coréia até o início dos anos 60, os EUA realizaram volumosos empréstimos a fundo perdido, recursos estes que o governo sul-coreano investiu na sua infra-estrutura e na criação do seu parque de indústrias de exportação. Em 1961, todos os bancos comerciais foram estatizados, e até o início dos anos 80, quando alguns bancos passaram para o setor privado, todos os empréstimos bancários eram criteriosamente analisados e sua alocação extremamente controlada pelo Estado. Neste aspecto, a Coréia do Sul é destaque em relação a outros países em desenvolvimento, pois este sistema estatal de créditos direcionados e subsidiados, que muitas vezes apresentou taxas de juros reais negativas, também mantinha um rígido controle em relação aos empréstimos externos. Esses créditos necessitavam de prévia autorização do governo e também tinham a sua utilização monitorada, de forma que quase todos os recursos financeiros foram captados no exterior através do governo e foram direcionados para a modernização tecnológica das empresas sul-coreanas e para a produção industrial em larga escala.

29 29 A fase de total estatização do sistema financeiro sul-coreano, permitiu que montantes elevados e com pequeno risco financeiro fossem colocados à disposição do setor privado, recursos estes que foram captados principalmente através de empréstimos de governo-a-governo, com taxas de juros reais muito baixas ou mesmo negativas. Também, diferentemente de outras economias em desenvolvimento, para ser beneficiado com empréstimos subsidiados, o setor privado da Coréia do Sul deveria comprometer-se em atingir níveis de produção e metas de exportação préviamente acordados com o governo. Além diso, foi estabelecida uma legislação especial relativa à fuga de capitais, que estipulava uma pena mínima de 10 anos de prisão e máxima de pena de morte, em casos de transferências ilegais de capitais. Desta forma, através de fluxos de capitais subsidiados e de uma legislação dura, foi impulsionado o desenvolvimento de sua indústria nascente, bem como a formação de conglomerados industriais vinculados ao Estado, sempre com o objetivo de estabelecer uma indústria com padrões internacionais de produtividade e de sofisticação tecnológica. Entre , foi realizada uma reforma financeira, sendo que cinco bancos comerciais foram privatizados. No entanto, em função da constante preocupação do governo em manter baixo o custo do capital e de subordinar a atuação do mercado financeiro à política industrial, ainda existe uma forte presença governamental nestes bancos, que se manifesta através da nomeação dos seus principais dirigentes; da definição dos tipos de serviços oferecidos; do âmbito de atuação; da gestão de pessoal; e pelo fato que nenhum grupo privado pode deter mais do que 8% de ações de uma instituição bancária..

Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China

Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China Esta aula trata da história econômica e do processo de desenvolvimento da China, país que se tornou a segunda economia do mundo, atrás dos Estados

Leia mais

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Capítulo 1: Japão - Capítulo 2: China - Capítulo 4: Tigres Asiáticos Apresentação elaborada pelos alunos do 9º Ano C Monte Fuji - Japão Muralha da China Hong Kong

Leia mais

China 1. Antes de 1949: a. História de ciclos economicos prosperidade e crise dinastias: a cada dinastia há momentos de auge e de crise, sendo que

China 1. Antes de 1949: a. História de ciclos economicos prosperidade e crise dinastias: a cada dinastia há momentos de auge e de crise, sendo que China 1. Antes de 1949: a. História de ciclos economicos prosperidade e crise dinastias: a cada dinastia há momentos de auge e de crise, sendo que nos momentos de crise, a China acaba perdendo território.

Leia mais

Investindo em um gigante em expansão

Investindo em um gigante em expansão Investindo em um gigante em expansão Revolução econômica transforma a China no grande motor do crescimento mundial Marienne Shiota Coutinho, sócia da KPMG no Brasil na área de International Corporate Tax

Leia mais

Exercícios sobre Tigres Asiáticos

Exercícios sobre Tigres Asiáticos Exercícios sobre Tigres Asiáticos Material de apoio do Extensivo 1. (UNITAU) Apesar das críticas, nos últimos tempos, alguns países superaram o subdesenvolvimento. São os NIC (Newly Industrialized Countries),

Leia mais

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960.

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. Glauber Lopes Xavier 1, 3 ; César Augustus Labre Lemos de Freitas 2, 3. 1 Voluntário Iniciação

Leia mais

2003: ajuste macroeconômico, com corte substancial nos gastos públicos e aumento nas taxas reais de juro.

2003: ajuste macroeconômico, com corte substancial nos gastos públicos e aumento nas taxas reais de juro. 1 1 2 2 3 2003: ajuste macroeconômico, com corte substancial nos gastos públicos e aumento nas taxas reais de juro. 2004-06: recuperação econômica, com direcionamento do aumento da arrecadação federal

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

TIGRES ASIÁTICOS e CHINA

TIGRES ASIÁTICOS e CHINA TIGRES ASIÁTICOS e CHINA China Muito importante economicamente para o Brasil e para o mundo. Em muitos produtos vimos escrito: Made In China. O que os produtos chineses podem acarretar à produção dos mesmos

Leia mais

M A C R O C H I N A Ano 2 Nº 8 15 de maio de 2007

M A C R O C H I N A Ano 2 Nº 8 15 de maio de 2007 M A C R O C H I N A Ano 2 Nº 8 1 de maio de 27 Síntese gráfica trimestral do comércio bilateral e do desempenho macroeconômico chinês Primeiro trimestre de 27 No primeiro trimestre de 27, a economia chinesa

Leia mais

Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China

Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China Esta aula tratará da análise comparativa do processo de desenvolvimento da China e da Índia, países que se tornaram

Leia mais

2.3 Transformados Plásticos. Diagnóstico

2.3 Transformados Plásticos. Diagnóstico 2.3 Transformados Plásticos Diagnóstico A indústria de plásticos vem movendo-se ao redor do mundo buscando oportunidades nos mercados emergentes de alto crescimento. O setor é dominado por um grande número

Leia mais

Northern Telecom Ltd (Nortel). Isto devido ao seu atraso na substituição da tecnologia analógica pela digital.

Northern Telecom Ltd (Nortel). Isto devido ao seu atraso na substituição da tecnologia analógica pela digital. MOTOROLA A empresa alcançou um faturamento global da ordem de US$ $37.6 bilhões em 2000. É líder mundial em sistemas e serviços eletrônicos avançados. Atuando de maneira globalizada em 45 países, mais

Leia mais

VI Conferência Anpei: Inovação como Estratégia Competitiva

VI Conferência Anpei: Inovação como Estratégia Competitiva REVISTA DO BNDES, RIO DE JANEIRO, V. 13, N. 26, P. 303-308, DEZ. 2006 VI Conferência Anpei: Inovação como Estratégia Competitiva Data: 5 a 7 de junho de 2006 Local: Rio de Janeiro (RJ) Representante do

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

Estratégia para Investimentos Diretos Estrangeiros no Mercado do Leste Asiático. ~ Japão, China e ASEAN ~

Estratégia para Investimentos Diretos Estrangeiros no Mercado do Leste Asiático. ~ Japão, China e ASEAN ~ Estratégia para Investimentos Diretos Estrangeiros no Mercado do Leste Asiático ~ Japão, China e ASEAN ~ Palavras-chaves Leste Asiático o Centro de Crescimento do Mundo Integraçã ção o Progressiva das

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

A importância dos Bancos de Desenvolvimento

A importância dos Bancos de Desenvolvimento MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO AO OFÍCIO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA NOTA DE TRABALHO A importância dos Bancos de Desenvolvimento G E NEBRA A OS 5 DE Segundo

Leia mais

Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países?

Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países? Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países? Marcos Mendes 1 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem financiado a construção de infraestrutura

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO, CRESCIMENTO E POBREZA. A VISÃO DO BANCO MUNDIAL SO- BRE OS EFEITOS DA GLOBALIZAÇÃO

GLOBALIZAÇÃO, CRESCIMENTO E POBREZA. A VISÃO DO BANCO MUNDIAL SO- BRE OS EFEITOS DA GLOBALIZAÇÃO GLOBALIZAÇÃO, CRESCIMENTO E POBREZA. A VISÃO DO BANCO MUNDIAL SO- BRE OS EFEITOS DA GLOBALIZAÇÃO Nali de Jesus de Souza Esse livro do Banco Mundial (São Paulo, Editora Futura, 2003), supervisionado por

Leia mais

M A C R O C H I N A Ano 2 Nº 4 11 de maio de 2006

M A C R O C H I N A Ano 2 Nº 4 11 de maio de 2006 M A C R O C H I N A Ano Nº 11 de maio de 6 Síntese gráfica trimestral do comércio bilateral e do desempenho macroeconômico chinês - Primeiro trimestre de 6. Para surpresa de muitos analistas, o Banco Central

Leia mais

Jonas Bertucci Luiz Caruso Marcello Pio Marcio Guerra

Jonas Bertucci Luiz Caruso Marcello Pio Marcio Guerra Identificação de estruturas de alta, média e baixa qualificação profissional, trabalhando algumas hipóteses qualitativas, a partir dos cenários SENAI/BNDES Jonas Bertucci Luiz Caruso Marcello Pio Marcio

Leia mais

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Capítulo 1: Japão - Capítulo 2: China - Capítulo 4: Tigres Asiáticos Apresentação elaborada pelos alunos do 9º Ano D Monte Fuji - Japão Muralha da China Hong Kong

Leia mais

Marie Curie Vestibulares Lista 4 Geografia Matheus Ronconi AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL

Marie Curie Vestibulares Lista 4 Geografia Matheus Ronconi AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL 1) (UDESC - 2012) São exemplos da indústria de bens de consumo (ou leve): a) Indústria de autopeças e de alumínio. b) Indústria de automóveis

Leia mais

A Presença da Siderurgia Brasileira no Mercado Internacional: Desafios para Novos Avanços

A Presença da Siderurgia Brasileira no Mercado Internacional: Desafios para Novos Avanços A Presença da Siderurgia Brasileira no Mercado Internacional: Desafios para Novos Avanços Fernando Rezende 1 As importantes transformações ocorridas na siderurgia brasileira após a privatização promovida

Leia mais

Inovação no Brasil nos próximos dez anos

Inovação no Brasil nos próximos dez anos Inovação no Brasil nos próximos dez anos XX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas XVIII Workshop ANPROTEC Rodrigo Teixeira 22 de setembro de 2010 30/9/2010 1 1 Inovação e

Leia mais

10º FÓRUM DE ECONOMIA. Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil

10º FÓRUM DE ECONOMIA. Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil 10º FÓRUM DE ECONOMIA Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil Eliane Araújo São Paulo, 01 de outubro de2013 Objetivos Geral:

Leia mais

Escalando a muralha de Zhõngguó

Escalando a muralha de Zhõngguó ASSUNTO em pauta Getty Images Escalando a muralha de Zhõngguó Competitividade, desafios sociais e futuros consumidores chineses. Por Marcelo Zorovich 11 R E V I S T A D A E S P M março / abril de 011 D

Leia mais

CHINA e TIGRES ASIÁTICOS

CHINA e TIGRES ASIÁTICOS CHINA e TIGRES ASIÁTICOS Os Tigres Asiáticos Hong kong Os Novos Tigres Asiáticos FAZEM PARTE DOS TIGRES ASIÁTICOS 1º GERAÇÃO ( DÉCADA DE 1970) CINGAPURA, CORÉIA DO SUL, HONG KONG, MALÁSIA E FORMOSA (TAIWAN)

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO Prof. Israel Frois SÉCULO XV Território desconhecido; Era habitado por ameríndios ; Natureza praticamente intocada Riqueza imediata: Pau-Brasil (Mata Atlântica) Seus limites

Leia mais

Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images)

Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images) Economia A Economia do Japão em uma Era de Globalização Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images)

Leia mais

Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014

Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014 1 Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014 Brasil: Fundamentos Macroeconômicos (1) Reservas International

Leia mais

Avaliação das Políticas de. Incentivo à P&D e. Inovação Tecnológica no Brasil. João Alberto De Negri * Mauro Borges Lemos **

Avaliação das Políticas de. Incentivo à P&D e. Inovação Tecnológica no Brasil. João Alberto De Negri * Mauro Borges Lemos ** Avaliação das Políticas de Incentivo à P&D e Inovação Tecnológica no Brasil João Alberto De Negri * Mauro Borges Lemos ** NOTA TÉCNICA IPEA Avaliação das Políticas de Incentivo à P&D e Inovação Tecnológica

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Comércio e Investimento na Coréia do Sul. Traduzido e atualizado de Chong-Sup Kim Universidade Nacional de Seul

Comércio e Investimento na Coréia do Sul. Traduzido e atualizado de Chong-Sup Kim Universidade Nacional de Seul Comércio e Investimento na Coréia do Sul Traduzido e atualizado de Chong-Sup Kim Universidade Nacional de Seul 40 anos de economia coreana 1 2 3 4 5 6 10º PIB mundial US$ 680 milhões 12º país comercial

Leia mais

CLIMAS. Japão POPULAÇÃO - DADOS JAPÃO. O Arquipelago Niponico ASPECTOS DEMOGRÁFICOS 13/09/2015. Resumo - Geografia. Japão - Tigres - China

CLIMAS. Japão POPULAÇÃO - DADOS JAPÃO. O Arquipelago Niponico ASPECTOS DEMOGRÁFICOS 13/09/2015. Resumo - Geografia. Japão - Tigres - China Resumo - Geografia Japão Japão - Tigres - China O Arquipelago Niponico Principais Ilhas 1. Hokkaido 2. Honshu 2 1 CLIMAS 3. Shikoku 4. Kyushu 4 3 JAPÃO ASPECTOS DEMOGRÁFICOS Cerca de 127 milhões de hab.

Leia mais

Questão 1. Resposta A. Resposta B

Questão 1. Resposta A. Resposta B Questão 1 Ao longo do século XX, as cidades norte-americanas se organizaram espacialmente de um modo original: a partir do Central Business District (CBD), elas se estruturaram em circunferências concêntricas

Leia mais

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil Análise Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 30 de outubro de 2003 A Redução do Fluxo de Investimento

Leia mais

Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro

Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro Por Paulo Botti, presidente da Terra Brasis, resseguradora local Nascido em 2008 após árduo trabalho e amplo diálogo entre

Leia mais

A Política de Desenvolvimento Industrial. O Que É e o Que Representa Para o Brasil

A Política de Desenvolvimento Industrial. O Que É e o Que Representa Para o Brasil A Política de Desenvolvimento Industrial O Que É e o Que Representa Para o Brasil Abril 2002 Sumário Resumo...2 1) O Que É Política Industrial na Atualidade?...8 2) Políticas Horizontais e Setoriais...10

Leia mais

COMO A GIR NA CRI $E 1

COMO A GIR NA CRI $E 1 1 COMO AGIR NA CRI$E COMO AGIR NA CRISE A turbulência econômica mundial provocada pela crise bancária nos Estados Unidos e Europa atingirá todos os países do mundo, com diferentes níveis de intensidade.

Leia mais

PLANO DIRETOR 2014 2019

PLANO DIRETOR 2014 2019 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISA E INOVAÇÃO INDUSTRIAL EMBRAPII PLANO DIRETOR 2014 2019 1 Índice 1. INTRODUÇÃO... 4 2. MISSÃO... 8 3. VISÃO... 8 4. VALORES... 8 5. OBJETIVOS ESTRATÉGICOS... 8 6. DIFERENCIAIS

Leia mais

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica Desafios para a Indústria Eletroeletrônica 95 O texto aponta as características das áreas da indústria eletroeletrônica no país e os desafios que este setor tem enfrentado ao longo das últimas décadas.

Leia mais

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Capítulo 1: América: Um continente de Contrastes Capítulo 2: Estados Unidos e Canadá Apresentação elaborada pelos alunos do 8º Ano B Montanhas Rochosas

Leia mais

O crescimento da China e seus impactos sobre a economia mineira

O crescimento da China e seus impactos sobre a economia mineira SETOR EXTERNO E ECONOMIA INTERNACIONAL O crescimento da China e seus impactos sobre a economia mineira Gilberto Libânio * RESUMO - O presente trabalho busca discutir a importância do setor externo no desempenho

Leia mais

O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK

O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK O desenvolvimento autônomo com forte base industrial, que constituiu o núcleo da proposta econômica desde a Revolução de 1930 praticamente esgotou suas

Leia mais

3.2 Madeira e Móveis. Diagnóstico

3.2 Madeira e Móveis. Diagnóstico 3.2 Madeira e Móveis Diagnóstico Durante a década de 90, a cadeia produtiva de madeira e móveis sofreu grandes transformações em todo o mundo com conseqüentes ganhos de produtividade, a partir da introdução

Leia mais

Subdesenvolvimento. Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito. Blaise Pascal

Subdesenvolvimento. Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito. Blaise Pascal Subdesenvolvimento Subdesenvolvimento, trata-se de uma expressão que surgiu depois da segunda Guerra mundial, com a intensão de caracterizar os países com IDH baixo, que tem sua analise a partir dos principais

Leia mais

$55$1-26/2&$,6 CARACTERÍSTICAS GERAIS DO APOIO A ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS. Angela Maria Medeiros M. Santos Lucimar da Silva Guarneri*

$55$1-26/2&$,6 CARACTERÍSTICAS GERAIS DO APOIO A ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS. Angela Maria Medeiros M. Santos Lucimar da Silva Guarneri* CARACTERÍSTICAS GERAIS DO APOIO A ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS Angela Maria Medeiros M. Santos Lucimar da Silva Guarneri* * Respectivamente, gerente setorial de Indústria Automobilística e Comércio e Serviços

Leia mais

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore O PAPEL DA AGRICULTURA Affonso Celso Pastore 1 1 Uma fotografia do setor agrícola tirada em torno de 195/196 Entre 195 e 196 o Brasil era um exportador de produtos agrícolas com concentração em algumas

Leia mais

CONHECENDO O CHILE ATRAVÉS DE SEU SETOR INDÚSTRIAS. www.prochile.gob.cl

CONHECENDO O CHILE ATRAVÉS DE SEU SETOR INDÚSTRIAS. www.prochile.gob.cl CONHECENDO O CHILE ATRAVÉS DE SEU SETOR INDÚSTRIAS www.prochile.gob.cl O Chile surpreende pela sua variada geografia. Suas montanhas, vales, desertos, florestas e milhares de quilômetros de costa, o beneficiam

Leia mais

A Mobilização Empresarial pela Inovação: Recursos Humanos. Horácio Piva São Paulo - 17/6/2011

A Mobilização Empresarial pela Inovação: Recursos Humanos. Horácio Piva São Paulo - 17/6/2011 A Mobilização Empresarial pela Inovação: Recursos Humanos Horácio Piva São Paulo - 17/6/2011 OBJETIVOS Consolidar a percepção de que a formação de recursos humanos qualificados é essencial para fortalecer

Leia mais

COREIA DO NORTE Comércio Exterior

COREIA DO NORTE Comércio Exterior Ministério das Relações Exteriores - MRE Departamento de Promoção Comercial e Investimentos - DPR Divisão de Inteligência Comercial - DIC COREIA DO NORTE Comércio Exterior Dezembro de 2014 Índice. Dados

Leia mais

Comércio (Países Centrais e Periféricos)

Comércio (Países Centrais e Periféricos) Comércio (Países Centrais e Periféricos) Considera-se a atividade comercial, uma atividade de alto grau de importância para o desenvolver de uma nação, isso se dá pela desigualdade entre o nível de desenvolvimento

Leia mais

ANÁLISE DO USO DOS INCENTIVOS FISCAIS À INOVAÇÃO EM 2012

ANÁLISE DO USO DOS INCENTIVOS FISCAIS À INOVAÇÃO EM 2012 Fevereiro 2014 Um olhar da Inventta: ANÁLISE DO USO DOS INCENTIVOS FISCAIS À INOVAÇÃO EM 2012 Maria Carolina Rocha, Marina Loures e Otávio Vianna 1. Introdução A Lei do Bem, cujo principal objetivo é promover

Leia mais

&203/(;2$872027,92 EVOLUÇÃO DO COMÉRCIO EXTERIOR DO COMPLEXO AUTOMOTIVO. Angela M. Medeiros M. Santos João Renildo Jornada Gonçalves*

&203/(;2$872027,92 EVOLUÇÃO DO COMÉRCIO EXTERIOR DO COMPLEXO AUTOMOTIVO. Angela M. Medeiros M. Santos João Renildo Jornada Gonçalves* EVOLUÇÃO DO COMÉRCIO EXTERIOR DO COMPLEXO AUTOMOTIVO Angela M. Medeiros M. Santos João Renildo Jornada Gonçalves* * Respectivamente, gerente e economista da Gerência Setorial de Indústria Automobilística

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq.

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Frenkel, R. (2002). Capital Market Liberalization and Economic Performance in Latin America As reformas financeiras da América

Leia mais

O cenárioeconômicoe as MPE. Brasília, 1º de setembro de 2010. Luciano Coutinho

O cenárioeconômicoe as MPE. Brasília, 1º de setembro de 2010. Luciano Coutinho O cenárioeconômicoe as MPE Brasília, 1º de setembro de 2010 Luciano Coutinho O Brasil ingressa em um novo ciclo de desenvolvimento A economia brasileira pode crescer acima de 5% a.a. nos próximos cinco

Leia mais

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia Disciplina: Economia ECN001 Macroeconomia Orçamento do Setor Público É a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem realizadas por um Governo em um determinado exercício (geralmente um ano).

Leia mais

ESTADO DE SANTA CATARINA

ESTADO DE SANTA CATARINA 580 5.3 EXPORTAÇÃO: ESTRUTURA E DESEMPENHO RECENTE José Antônio Nicolau * As vendas no mercado externo são um tradicional indicador de competitividade de empresas e setores produtivos. Ainda que seja resultado

Leia mais

Destaques do Plano de Trabalho do Governo Chinês para 2015

Destaques do Plano de Trabalho do Governo Chinês para 2015 INFORMATIVO n.º 25 MARÇO de 2015 Esta edição do CEBC Alerta lista os principais destaques do Plano de Trabalho do governo chinês para 2015, apresentado pelo Primeiro-Ministro Li Keqiang e divulgado pela

Leia mais

Os Tigres Asiáticos. made in Hong Kong, made in South Korea, made In Taiwan e Cingapura

Os Tigres Asiáticos. made in Hong Kong, made in South Korea, made In Taiwan e Cingapura Os Tigres Asiáticos made in Hong Kong, made in South Korea, made In Taiwan e Cingapura O Surgimento dos Tigres Guerra Fria 1945 Busca de Espaços de Influencias: Plano Colombo; China se torna Comunista

Leia mais

Japão, Tigres asiáticos e China

Japão, Tigres asiáticos e China Japão, Tigres asiáticos e China Revisão Geral Prof. Josevaldo Aspectos socioeconômicos do Japão e dos Tigres Asiáticos Japão A partir do final da Segunda Guerra Mundial Transformou-se em exemplo de crescimento

Leia mais

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes.

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. A ECONOMIA GLOBAL Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. O século XX marcou o momento em que hábitos culturais, passaram a ser ditados pelas grandes

Leia mais

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

A Infra-estrutura e os Desafios Logísticos das Exportações Brasileiras

A Infra-estrutura e os Desafios Logísticos das Exportações Brasileiras A Infra-estrutura e os Desafios Logísticos das Exportações Brasileiras P. Fernando Fleury Um dos principais efeitos do processo de globalização que vem afetando a grande maioria das nações, é o aumento

Leia mais

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo A UA UL LA MÓDULO 7 Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo Nesta aula O café foi o principal produto de exportação durante a República Velha. Os cafeicultores detinham o controle da

Leia mais

Uma Política Industrial para o Brasil

Uma Política Industrial para o Brasil Uma Política Industrial para o Brasil 11 Os marcos históricos do desenvolvimento industrial brasileiro são o ponto de partida para reflexões sobre os desafios enfrentados pela indústria brasileira nos

Leia mais

FOCOS DE ATUAÇÃO. Tema 8. Expansão da base industrial

FOCOS DE ATUAÇÃO. Tema 8. Expansão da base industrial FOCOS DE ATUAÇÃO Tema 8. Expansão da base industrial Para crescer, a indústria capixaba tem um foco de atuação que pode lhe garantir um futuro promissor: fortalecer as micro, pequenas e médias indústrias,

Leia mais

Gestão de Pequenas e Medias Empresas

Gestão de Pequenas e Medias Empresas Gestão de Pequenas e Medias Empresas Os pequenos negócios são definidos por critérios variados ao redor do mundo. Para o Sebrae, eles podem ser divididos em quatro segmentos por faixa de faturamento, com

Leia mais

TIAGO VASCONCELOS SCHERER A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA DE INCENTIVO FISCAL NACIONAL NO DESEMPENHO INOVATIVO DAS EMPRESAS BENEFICIÁRIAS

TIAGO VASCONCELOS SCHERER A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA DE INCENTIVO FISCAL NACIONAL NO DESEMPENHO INOVATIVO DAS EMPRESAS BENEFICIÁRIAS TIAGO VASCONCELOS SCHERER A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA DE INCENTIVO FISCAL NACIONAL NO DESEMPENHO INOVATIVO DAS EMPRESAS BENEFICIÁRIAS Relatório Executivo Relatório Executivo da Dissertação de Mestrado Profissionalizante

Leia mais

As lições da Coréia do Sul

As lições da Coréia do Sul ECONOMIA As lições da Coréia do Sul Após a crise financeira de 1998, a Coréia do Sul promove ampla reestruturação de sua política econômica e de seus conglomerados, os chaebols. Retorna às elevadas taxas

Leia mais

Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil

Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil 1 Comunicado da Presidência nº 5 Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil Realização: Marcio Pochmann, presidente; Marcio Wohlers, diretor de Estudos Setoriais (Diset)

Leia mais

ATIVIDADES ONLINE 9º 3. Cidade chinesa que estreou economia de mercado completa 30 anos

ATIVIDADES ONLINE 9º 3. Cidade chinesa que estreou economia de mercado completa 30 anos ATIVIDADES ONLINE 9º 3 1) Leia atentamente. Cidade chinesa que estreou economia de mercado completa 30 anos Deng Xiaoping, pai da reforma econômica da China, decidiu no começo dos anos 80 testar as regras

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique, de forma legível, a versão da prova (Versão 1 ou Versão 2).

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique, de forma legível, a versão da prova (Versão 1 ou Versão 2). EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/1.ª Fase 15 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique, de forma legível, a versão da prova (Versão 1 ou Versão 2).

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique, de forma legível, a versão da prova (Versão 1 ou Versão 2). EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/1.ª Fase 15 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Roteiro de Estudos. 2 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia 2ª série

Roteiro de Estudos. 2 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia 2ª série Roteiro de Estudos 2 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia 2ª série Professor: Eduardo O que devo saber: Globalização, comércio mundial e blocos econômicos. O Comércio Global. O protecionismo. O comércio

Leia mais

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e DECRETO Nº, DE DE DE. Aprova a Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID). A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e Considerando

Leia mais

Inovar para competir. Competir para crescer.

Inovar para competir. Competir para crescer. Inovar para competir. Competir para crescer. Plano 2011/2014 Inovar para competir. Competir para crescer. Plano 2011/2014 sumário Plano Brasil Maior...7 Dimensões do Plano...8 Dimensão Estruturante...11

Leia mais

ESTRATÉGIA ECONÔMICA LEAPFROG DO SÉCULO XXI: O RIO GRANDE DO SUL TORNA-SE O LUGAR MAIS SUSTENTÁVEL E INOVADOR DA AMÉRICA LATINA ATÉ 2030

ESTRATÉGIA ECONÔMICA LEAPFROG DO SÉCULO XXI: O RIO GRANDE DO SUL TORNA-SE O LUGAR MAIS SUSTENTÁVEL E INOVADOR DA AMÉRICA LATINA ATÉ 2030 ESTRATÉGIA ECONÔMICA LEAPFROG DO SÉCULO XXI: O RIO GRANDE DO SUL TORNA-SE O LUGAR MAIS SUSTENTÁVEL E INOVADOR DA AMÉRICA LATINA ATÉ 2030 Um relatório para o Governo do Estado do Rio Grande Sul (AGDI) e

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique IGC Mozambique A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique 09 de Março de 2012 1 Introdução Uma visão retrospectiva mostra uma década que já aponta a grande clivagem da economia

Leia mais

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE AUMENTAR O INVESTIMENTO PRIVADO EM P&D ------------------------------------------------------- 3 1. O QUE É A PDP? ----------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

INOVAR E INVESTIR PARA SUSTENTAR O CRESCIMENTO Fórum do Planalto 03/07/2008

INOVAR E INVESTIR PARA SUSTENTAR O CRESCIMENTO Fórum do Planalto 03/07/2008 INOVAR E INVESTIR PARA SUSTENTAR O CRESCIMENTO Fórum do Planalto 03/07/2008 O momento e as tendências Fundamentos macroeconômicos em ordem Mercados de crédito e de capitais em expansão Aumento do emprego

Leia mais

GABARITO ECONOMIA - PEN

GABARITO ECONOMIA - PEN GABARITO ECONOMIA - PEN CAPITULO 1 A ESSENCIA DO PROBLEMA ECONOMICO Ciência econômica é o estudo da alocação dos recursos produtivos escassos para organizar da melhor maneira as condições de vida em uma

Leia mais

SISTEMAS DE NEGÓCIOS B) INFORMAÇÃO GERENCIAL

SISTEMAS DE NEGÓCIOS B) INFORMAÇÃO GERENCIAL 1 SISTEMAS DE NEGÓCIOS B) INFORMAÇÃO GERENCIAL 1. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL (SIG) Conjunto integrado de pessoas, procedimentos, banco de dados e dispositivos que suprem os gerentes e os tomadores

Leia mais

Geografia Homem & Espaço 9º ano - Unidade III

Geografia Homem & Espaço 9º ano - Unidade III Geografia Homem & Espaço 9º ano - Unidade III Capítulo 10 Japão e Tigres Asiáticos Elian Alabi Lucci e Anselmo Lazaro Branco Aspectos socioeconômicos do Japão e dos Tigres Asiáticos Japão A partir do final

Leia mais

Situação da Armazenagem no Brasil 2006

Situação da Armazenagem no Brasil 2006 Situação da Armazenagem no Brasil 2006 1. Estática de Armazenagem A capacidade estática das estruturas armazenadoras existentes no Brasil, registrada em dezembro de 2006 é de até o mês de novembro de 2006

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios

O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios Português Resumo Executivo Esta é a segunda edição revista e ampliada da publicação: O Setor Elétrico Brasileiro e

Leia mais

Parte V Financiamento do Desenvolvimento

Parte V Financiamento do Desenvolvimento Parte V Financiamento do Desenvolvimento CAPÍTULO 9. O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS CAPÍTULO 10. REFORMAS FINANCEIRAS PARA APOIAR O DESENVOLVIMENTO. Questão central: Quais as dificuldades do financiamento

Leia mais

A EMERGÊNCIA DA CHINA. Desafios e Oportunidades para o Brasil Dr. Roberto Teixeira da Costa

A EMERGÊNCIA DA CHINA. Desafios e Oportunidades para o Brasil Dr. Roberto Teixeira da Costa A EMERGÊNCIA DA CHINA Desafios e Oportunidades para o Brasil Dr. Roberto Teixeira da Costa Crescimento médio anual do PIB per capita - 1990-2002 10 8,8 5 0 Fonte: PNUD 1,3 Brasil China dinamismo econômico

Leia mais

DATA: VALOR: 20 PONTOS NOME COMPLETO:

DATA: VALOR: 20 PONTOS NOME COMPLETO: DISCIPLINA: Geografia PROFESSOR(A): Rodrigo/Saulo DATA: VALOR: 20 PONTOS NOTA: NOME COMPLETO: ASSUNTO: TRABALHO DE RECUPERAÇÃO FINAL SÉRIE: 2ªEM TURMA: Nº: 01. RELAÇÃO DO CONTEÚDO Demografia (Transição

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

é de queda do juro real. Paulatinamente, vamos passar a algo parecido com o que outros países gastam.

é de queda do juro real. Paulatinamente, vamos passar a algo parecido com o que outros países gastam. Conjuntura Econômica Brasileira Palestrante: José Márcio Camargo Professor e Doutor em Economia Presidente de Mesa: José Antonio Teixeira presidente da FENEP Tentarei dividir minha palestra em duas partes:

Leia mais

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 INTRODUÇÃO Sobre o Relatório O relatório anual é uma avaliação do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC sobre as práticas

Leia mais

A Retomada dos Investimentos e o Mercado de Capitais Instituto IBMEC 18.08.2015

A Retomada dos Investimentos e o Mercado de Capitais Instituto IBMEC 18.08.2015 A Retomada dos Investimentos e o Mercado de Capitais Instituto IBMEC 18.08.2015 A RETOMADA DOS INVESTIMENTOS E O MERCADO DE CAPITAIS Sumário I. O MERCADO DE TÍTULOS DE DÍVIDA PRIVADA NO BRASIL II. A AGENDA

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DO TRANSPORTE AQUAVIÁRIO. Cláudio Roberto Fernandes Décourt Vice-Presidente Executivo

DESENVOLVIMENTO DO TRANSPORTE AQUAVIÁRIO. Cláudio Roberto Fernandes Décourt Vice-Presidente Executivo DESENVOLVIMENTO DO TRANSPORTE AQUAVIÁRIO Cláudio Roberto Fernandes Décourt Vice-Presidente Executivo Outubro / 2003 A MARINHA MERCANTE BRASILEIRA MMB ítens abordados: transporte internacional; cabotagem;

Leia mais

CONHECENDO O CHILE ATRAVÉS DE SEU SETOR SERVIÇOS. www.prochile.gob.cl

CONHECENDO O CHILE ATRAVÉS DE SEU SETOR SERVIÇOS. www.prochile.gob.cl CONHECENDO O CHILE ATRAVÉS DE SEU SETOR SERVIÇOS www.prochile.gob.cl O Chile surpreende pela sua variada geografia. Suas montanhas, vales, desertos, florestas e milhares de quilômetros de costa, o beneficiam

Leia mais

UNIDADE 2 Empreendedorismo

UNIDADE 2 Empreendedorismo UNIDADE 2 Empreendedorismo O mundo tem sofrido inúmeras transformações em períodos de tempo cada vez mais curtos. Alguns conceitos relativos à administração predominaram em determinados momentos do século

Leia mais