UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CORÉIA DO SUL: ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CORÉIA DO SUL: ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CORÉIA DO SUL: ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO ( ) Espartaco Madureira Coelho Orientador: Prof. Achyles Barcelos da Costa Monografia apresentada como requisito à obtenção do título de Bacharel em Ciências Econômicas Porto Alegre, novembro de 1994

2 Ao meu filho IVAN.

3 AGRADECIMENTOS À equipe da Biblioteca da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS pela colaboração, pelo esforço e paciência demonstrados. À professora Otília Beatriz Kroeff Carrion e aos professores Octávio Augusto Camargo Conceição e Carlos Henrique Horn pelos ensinamentos, pela competência e pela paixão transmitida pela ciência econômica. E um agradecimento especial ao professor orientador Achyles Barcelos da Costa pela dedicação, cooperação e espírito crítico que tanto aprimoraram este trabalho.

4 "A força é a parteira de toda sociedade antiga, grávida de uma sociedade nova." Karl Marx

5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO EVOLUÇÃO HISTÓRICA A Situação Após a Segunda Guerra Mundial O Processo de Industrialização Tardia Substituição de Importações e Ênfase nas Exportações ESTRATÉGIAS DE INDUSTRIALIZAÇÃO O Estado e os Planos Qüinqüenais de Desenvolvimento As Fontes de Financiamento do Investimento As Políticas de Alocação de Subsídios O Controle Sobre Importações e Exportações A ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL As Zonas de Processamento de Exportações "Chaebols" - Os Conglomerados Econômicos A Parceria Entre o Estado e a Iniciativa Privada A Força de Trabalho e o Sistema Educacional O DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Políticas de Transferência de Tecnologia Os Institutos de Pesquisa e Desenvolvimento... 53

6 4.3 - As Cidades de C&T A Indústria de Semi-Condutores A Indústria Robótica CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 74

7 RELAÇÃO DE TABELAS TABELA 1 PIB E PIB PER CAPITA DA CORÉIA DO SUL / TABELA 2 EXPORTAÇÕES DA CORÉIA DO SUL / TABELA 3 PAUTA DE EXPORTAÇÕES DA CORÉIA DO SUL POR CATEGORIA DE PRODUTOS / TABELA 4 ATIVIDADES DOS CINCO MAIORES CONGLOMERADOS DA CORÉIA DO SUL TABELA 5 VALOR DAS EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES POR COMPANHIA DA CORÉIA DO SUL TABELA 6 43 HORAS DE TRABALHO POR SEMANA NAS INDÚSTRIAS SUL-COREANAS /92... TABELA 7 45 INDICADORES EDUCACIONAIS COMPARADOS: CORÉIA DO SUL, BRASIL E JAPÃO TABELA 8 49 QUANTIDADE DE CIENTISTAS E ENGENHEIROS DE C&T EM ALGUNS PAÍSES /88...

8 TABELA 9 GASTOS COM PESQUISA E DESENVOLVIMENTO NA CORÉIA DO SUL / TABELA 10 EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS DE APROVAÇÃO DE IMPORTAÇÃO DE TECNOLOGIA NA CORÉIA DO SUL / TABELA 11 AS MAIORES EMPRESAS DE SEMI-CONDUTORES NO MUNDO / TABELA 12 OS MAIORES FABRICANTES DE SEMI-CONDUTORES DO HEMISFÉRIO SUL TABELA 13 PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DOS MAIORES FABRICANTES DE SEMI-CONDUTORES SUL-COREANOS -- Janeiro/ TABELA 14 QUANTIDADE DE ROBÔS POR ORIGEM E TIPO NA CORÉIA DO SUL / TABELA 15 QUANTIDADE DE ROBÔS POR TIPO DE INDÚSTRIA NA CORÉIA DO SUL /

9 RELAÇÃO DE MAPAS MAPA 1 ÁSIA MAPA 2 ÁSIA ORIENTAL... 73

10 10 INTRODUÇÃO Este trabalho pretende mostrar como o processo de industrialização na Coréia do Sul conseguiu transformar um país, que no início dos anos sessenta era essencialmente agrícola, em uma economia que nos últimos anos vem apresentando persistentes e altas taxas de crescimento econômico e que é conhecida mundialmente pelas suas elevadas exportações de produtos eletrônicos, têxteis, químicos, navios e, recentemente, automóveis completos. Em função desse país apresentar uma pauta de exportação de produtos industrializados de alto valor agregado, será enfatizado o papel desempenhado pela organização industrial sul-coreana e pelo seu processo de capacitação tecnológica. Os rápidos e expressivos resultados do "milagre econômico" da Coréia do Sul (país onde a média de crescimento anual do seu PIB, entre 1958 e 1990, foi de aproximadamente 8,5% e onde as exportações, no mesmo período, cresceram a taxas anuais de mais de 40%), juntamente com desempenhos econômicos semelhantes de Formosa (Taiwan), Cingapura e Hong Kong, fizeram com que fosse popularizada a expressão "Tigres Asiáticos", termo em que é enfatizada a agressividade em busca de novos mercados destes "NICs - Newly Industrializing Countries". A Coréia do Sul, além de apresentar uma excelente performance industrial, também conseguiu protagonizar situações extremamente peculiares na economia mundial, tais

11 11 como, apresentar uma distribuição de renda menos concentrada que a maioria dos outros países em desenvolvimento, obter uma melhoria em vários indicadores sociais, acabar com o analfabetismo, quitar a sua dívida externa em 1988 (quando também foi sede dos Jogos Olímpicos), produzir mais navios que os estaleiros japoneses em 1992, e ser, atualmente, o maior produtor mundial de memórias RAM de microcomputadores. Uma constatação do atual desempenho da economia sul-coreana é a de que os cinco maiores conglomerados coreanos (Samsung, Daewoo, Ssangyong, Sunkyong e Hyundai) obtiveram em 1993 um faturamento conjunto em torno de US$ 121,8 bilhões. Conforme dados da revista Fortune, em 1991, 1992 e 1993, das 500 maiores corporações industriais do mundo, doze eram sul-coreanas, sendo que dos 27 tipos de indústrias catalogados, temos uma empresa sul-coreana - a Hyundai Heavy Industries - ocupando a primeira colocação no ramo de equipamentos de transporte, com US$ 6,7 bilhões em vendas no ano de Outros motivos relevantes em um estudo sobre a Coréia do Sul referem-se à importância de um estudo sobre as políticas econômicas e industriais adotadas na Coréia do Sul, como forma de embasar um debate sobre possíveis caminhos para o desenvolvimento da economia brasileira. Este trabalho analisa as características do processo de rápido desenvolvimento econômico da Coréia do Sul, bem como avalia as estratégias de industrialização, onde estudam-se os seguintes elementos: os planos qüinqüenais de desenvolvimento; as políticas industriais adotadas; os conglomerados econômicos (formas de organização industrial conhecidas como "chaebol"); as políticas de transferência e de capacitação tecnológica; além do levantamento de dados sobre o sistema educacional e algumas características do mercado de trabalho.

12 12 O presente trabalho está subdividido em quatro capítulos. No primeiro, são apresentados os antecedentes históricos e as principais características do processo de industrialização tardia sul-coreana, que inicialmente adotou o modelo de substituição de importações, mas logo passou a dar maior ênfase na produção de manufaturados voltados para as exportações. No segundo capítulo, é abordada a políticas industrial implementada pelo Estado sul-coreano, onde destacam-se os planos qüinqüenais, as políticas de proteção à indústria nascente, os instrumentos de incentivos fiscais e de crédito subsidiado, bem como do controle estatal sobre o nível das importações e exportações. No terceiro capítulo, é discutida a importância do modelo de organização industrial patrocinado pelo Estado sul-coreano, onde o elevado nível de concentração econômica, característico dos "chaebol", é um dos pressupostos básicos do processo de industrialização da Coréia do Sul. Além disso, são apontados alguns aspectos relevantes do atual sistema educacional e do mercado de trabalho, considerados fatores essenciais para o desenvolvimento de um parque industrial competitivo a nível mundial. No quarto capítulo, são analisadas as características do constante processo de aprendizado, de capacitação e de desenvolvimento tecnológicos desse país. São avaliadas quais as políticas de transferência de tecnologia adotadas, a importância dada ao desenvolvimento endógeno de tecnologias e mostra-se também o caso do desenvolvimento de dois setores de avançada tecnologia e de destaque internacional: a indústria de semicondutores e a da robótica. Na Conclusão, resumem-se as principais características das políticas industriais e do processo de industrialização adotado na Coréia do Sul e chama-se a atenção para os

13 13 aspectos relativos à especificidade da intervenção estatal, da organização industrial e do desenvolvimento tecnológico sul-coreano.

14 EVOLUÇÃO HISTÓRICA A Situação Após a Segunda Guerra Mundial A península da Coréia possui uma história de mais de dois mil anos de disputas e invasões territoriais, principalmente por parte da China e do Japão. Os períodos de dominação estrangeira sempre foram muito predatórios e estão marcados na consciência do povo coreano, tanto pela frequência e duração dos períodos de ocupação estrangeira, como por fatos históricos incomuns (como o seqüestro de ceramistas coreanos para o desenvolvimento da cerâmica japonesa no século VII). Em 1993, inclusive, quando o primeiro-ministro japonês Morihiro Hosokawa esteve em visita à Coréia do Sul, foram realizados pedidos de desculpas oficiais e voluntariamente oferecido o pagamento de compensações pelos crimes cometidos pelo Exército Imperial Japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Entre o final da guerra Russo-Japonesa (1905) e o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), a região tornou-se uma colônia, ou "província" do império japonês. Ao final da Segunda Grande Guerra, os japoneses foram expulsos da Coréia, e a região foi dividida em duas partes: o norte, que ficou sob intervenção soviética e, que mais tarde iria transformarse na Coréia do Norte, e o sul, sob influência dos norte-americanos, como a área que iria dar origem à Coréia do Sul. Em agosto de 1948, foi proclamada a República da Coréia, com capital em Seul, e em setembro do mesmo ano foi formada a República Democrática Popular da Coréia, com

15 15 sede em Pyongyang. Em junho de 1950, como resultado da "guerra-fria" entre EUA e URSS, a Coréia do Norte, apoiada pela URSS e pela República Popular da China, invadiu a Coréia do Sul, dando início à Guerra da Coréia, conflito que durou até julho de 1953 e que teve como principais consequências, a criação de uma zona desmilitarizada e a manutenção da fronteira entre as duas Coréias no paralelo 38. Com a divisão da Coréia em dois países, rompeu-se a complementaridade econômica entre as duas regiões, sendo que o norte, influenciado pelo planejamento econômico soviético e rico em recursos hídricos e minerais, buscou o crescimento industrial; e o sul, ocupado militarmente pelos EUA, pobre em recursos minerais e energéticos, e com uma pequena área geográfica densamente povoada (atualmente, a densidade demográfica média ultrapassa 400 hab./km2, uma das maiores do mundo), voltou-se para uma agricultura de subsistência baseada no cultivo do arroz. Assim, o governo sul-coreano, pressionado pelos graves problemas sociais de uma população numerosa e pobre, e pela tensão existente no meio rural, realizou reformas que hoje são reconhecidas como as responsáveis pela criação das pré-condições para a industrialização da Coréia do Sul, quais sejam: a reforma agrária, que foi comandada por influência dos EUA e realizou-se de 1949 a 1958; e a reforma educacional, que constituiuse de um programa de alfabetização de massas, que resgatava princípios de valorização da instrução e do conhecimento oriundos da tradição confucionista, e que obteve resultados concretos e positivos na futura qualificação da mão-de-obra coreana. Para ilustrar a importância dada ao ensino e à educação em geral, tanto por parte do governo, como por parte da própria população, atualmente existe um feriado nacional denominado Dia do Alfabeto.

16 O Processo de Industrialização Tardia Entre 1948 e 1961, o país foi governado de forma autoritária pelo líder nacionalista Singman Rhee, que apoiado pelos EUA, foi eleito o primeiro presidente da República da Coréia. Neste período, mais precisamente entre 1953 e 1961, apesar da economia coreana ainda ser essencialmente agrícola, ocorreu o que passou a ser considerada a fase de reestruturação econômica do país, mediante a intensificação da industrialização. Este processo foi caracterizado pela elevada intervenção do Estado nas decisões econômicas e pelos significativos investimentos estrangeiros, principalmente dos EUA, que ainda estavam envolvidos na chamada "guerra-fria" e preocupados com a influência dos regimes socialistas no Sudeste Asiático. Em função de sua importância geopolítica, da desestruturação da burguesia nacional e da pressão exercida pelos sentimentos nacionalistas, coube ao governo sul-coreano desempenhar o principal papel no processo de reconstrução da base industrial. Esta base foi direcionada, naquele momento, para o atendimento das demandas do mercado interno quando, então, foi feita a opção pelo caminho da industrialização através da substituição de importações. Apesar de, inicialmente, adotarem um modelo de industrialização por substituição de importações, mais tarde mudaram esta estratégia por outra, que enfatizou a promoção da exportação de manufaturas e a atração de investimentos estrangeiros para projetos produtivos direcionados ao mercado externo.

17 Substituição de Importações e Ênfase nas Exportações Com o grande poder do Estado e a conseqüente definição centralizada de políticas econômicas, verificou-se um processo de industrialização com forte presença estatal, baseado nos setores de bens intermediários e de consumo não-duráveis. Em função de pressões dos EUA, interessados em estabelecer uma nação capitalista com predomínio do setor privado e com menor intervenção do Estado, a partir de 1954, foram privatizados umas poucas empresas e bancos estatais, sem deixar de existir, no entanto, um elevado controle do Estado sobre essas empresas. Esta característica centralizadora e também autoritária do governo coreano, provocou uma excessiva centralização do poder econômico, que favoreceu o surgimento de escândalos de corrupção, que provocaram uma série de protestos contra o regime ditatorial. Em abril de 1960 Rhee renuncia e, após um ano de instabilidade política, em maio de 1961 deu-se um golpe militar assumindo o poder o general Park Chung-Hee, que permaneceria governando até 1979, quando é assassinado e substituído por outro militar, o general Chun Du Huan. Em 1988, após eleições diretas, e por divisão dos partidos de oposição, outro militar assume o poder, Roh Tae-Woo. Durante o período dos regimes militares, que se prolongou por vinte e seis anos, foi quando se materializou uma nova política de industrialização, baseada também na centralização do poder por parte do Estado, mas com ênfase na concentração econômica (dando origem aos conglomerados industriais, ou "chaebol", como também são denominados), e na produção voltada para o mercado exportador.

18 18 A substituição de importações, por si só, foi incapaz de impor maior dinamismo industrial a uma economia com pequeno mercado interno e com uma grande escassez de recursos naturais. Daí a perda de importância daquela estratégia como base para o crescimento. Os esforços foram então direcionados para o estabelecimento de uma infraestrutura produtiva e de indústrias exportadoras. Para isso foram adotadas algumas medidas, tais como, a obtenção de volumosos empréstimos dos EUA; a estatização do sistema financeiro (a fim de garantir créditos em quantidade e condições adequadas ao fomento dos setores exportadores considerados relevantes); e a execução de seis planos quinquenais de desenvolvimento econômico, elaborados através de intenso planejamento governamental. Estes planos de desenvolvimento ainda continuam a ser elaborados e são considerados os propulsores do extraordinário desempenho econômico da Coréia do Sul. O sucesso desta estratégia pode ser constatado pelo expressivo crescimento da economia sul-coreana nas últimas três décadas. Conforme dados constantes na Tabela 1, entre 1958 e 1990, o PIB cresceu 79,34 vezes, passando de aproximadamente US$ 3 bilhões para um valor em torno de US$ 244 bilhões.

19 19 TABELA 1 - PIB E PIB PER CAPITA DA CORÉIA DO SUL /90 ANOS PIB (Bilhões de US$) PIB per capita (US$) Fonte dos dados brutos: UNITED NATIONS. Handbook of International Trade and Development Statistics, Nova Iorque, vários anos.

20 20 Neste mesmo período, o PIB apresentou uma taxa média anual de crescimento de aproximadamente 8,5% e a renda per capita cresceu 42,62 vezes, passando de US$ 132 para US$ Outros indicadores do desenvolvimento econômico, social e tecnológico da Coréia do Sul serão mostrados nos capítulos seguintes. Cabe, no entanto, ressaltar uma característica fundamental do processo de industrialização sul-coreano, qual seja, o rápido aprendizado tecnológico apresentado pelas suas indústrias, fato este que possibilitou a sua inserção no comércio internacional em setores considerados "nobres", tais como a indústria de semi-condutores, navios e carros completos. 1 Além dos dados sobre o PIB e o PIB per capita, apresentados acima, sabemos que em 1991 o PIB era de US$ 283,5 bilhões e a renda per capita de US$ (Fortune Interna tional, v.126, n.7, p. 23, out. 1992).

21 ESTRATÉGIAS DE INDUSTRIALIZAÇÃO O Estado e os Planos Qüinqüenais de Desenvolvimento O esforço de planejamento econômico do Estado sul-coreano, associado ao sistema político autoritário e centralizador do longo período de regimes militares (de 1961 a 1987), são reconhecidos como as bases para a formulação e o cumprimento dos planos qüinqüenais de desenvolvimento econômico, que por sua vez, foram os responsáveis pela transformação de uma economia subdesenvolvida em uma nação que vem apresentando uma das mais altas taxas de crescimento entre as economias mundiais, conforme demonstra a Tabela 1 no capítulo anterior. No início dos anos 60, a estratégia adotada pelo governo, de industrialização voltada para as exportações de produtos intensivos em mão-de-obra, foi obtida através de um sistema de subsídios, incentivos fiscais e créditos direcionados a algumas empresas, o que gerou uma situação de elevada concentração industrial, sendo característico da organização industrial sul-coreana a existência de grandes conglomerados empresariais, denominados "chaebol". O Primeiro Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1962 a 1966, priorizou o estabelecimento de indústrias têxteis, de vestuário e de calçados - todas intensivas em mão-de-obra - além da construção de estradas, ferrovias e de usinas geradoras de eletricidade.

22 22 Neste período as exportações apresentaram um taxa média de crescimento de 43,91% ao ano, sendo que passaram de US$ 54,80 milhões em 1962 para US$ 250,3 milhões em Em 1962, foi criado o "Economic Planning Board", uma espécie de superministério, que funcionou até a década de 80, que tinha como objetivos planejar e coordenar as medidas de intervenção econômica por parte do governo. Algumas das medidas adotadas na época foram: a desvalorização da moeda nacional em aproximadamente 100%; a elevação das taxas de juros, a liberalização do crédito, a criação de subsídios para as exportações e a isenção de tarifas para a importação de bens intermediários utilizados na produção destinada à exportação (mecanismo conhecido como "draw-back"). O Segundo Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1967 a 1971, consolidou o estabelecimento da indústria leve, fundada durante o Primeiro Plano, que acrescido de indústrias de madeira compensada, comprovou o acerto da utilização da farta disponibilidade e do baixo custo da mão-de-obra, como a grande vantagem comparativa do país. Neste período verificou-se uma queda nas taxas de desemprego e um aumento nos salários reais. O valor das exportações passou de US$ 320,2 milhões em 1967 para US$ 1.067,6 milhões em 1971, o que significou uma taxa média de crescimento anual de 33,77%.

23 23 TABELA 2 - EXPORTAÇÕES DA CORÉIA DO SUL /91 ANOS VALOR DAS EXPORTAÇÕES (Milhões US$) , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,00 Fonte: UNITED NATIONS. International Trade Statistics Yearbook, Nova Iorque, 1993.

24 24 No início da década de 70, já verificavam-se mudanças estruturais significativas, tanto em relação à importância do setor industrial como pólo de dinamismo da economia, bem como na composição da pauta de exportações, que passou a apresentar uma maior predominância dos produtos manufaturados, conforme demonstrado na Tabela 3. TABELA 3 - PAUTA DE EXPORTAÇÕES DA CORÉIA DO SUL POR CATEGORIA DE PRODUTOS /86 PRODUTOS ANOS Primários Industriais Leves Industriais Pesados TOTAL (%) ,0 27, ,6 50,6 11, ,0 63,9 22, ,2 61,4 28, ,1 47,6 43, ,3 41,7 50, ,9 41,1 55, ,4 38,6 58, ,1 38,6 58, ,8 37,0 60, ,7 35,2 62, ,4 66,3 100 Fonte dos dados brutos: Dados até 1986 extraídos de Estudos BNDES - Coréia do Sul: A Importância de uma Política Industrial, jun Dados de 1987 a 1992 extraídos de UNITED NATIONS - International Trade Statistics Yearbook, Nova Iorque, 1993.

25 25 O Terceiro Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1972 a 1976, foi caracterizado pelo direcionamento dado à estruturação de uma indústria pesada e pela tentativa de buscar um maior equilíbrio entre o desenvolvimento do setor industrial e a agricultura, tendo sido criado um complexo programa de ajuda técnica e financeira para o setor rural. Neste Terceiro Plano, o valor das exportações cresceu de US$ 1,6 bilhões em 1972 para US$ 7,7 bilhões em 1976, o que representa uma taxa anual média de crescimento de 50,95%. Fato relevante é o de que entre os anos de 1972 e 1973, houve um salto de 98,57% no valor das exportações. Porém, mesmo com o excelente resultado obtido no comércio exterior, este também foi o período de conscientização dos limites do modelo de industrialização através de indústrias leves e intensivas em mão-de-obra, passando a ser incentivado o crescimento auto-sustentado, baseado no desenvolvimento da indústria pesada. A intervenção governamental se dá no sentido de atingir os objetivos definidos pela política industrial, que passam a ser os de fortalecimento da petroquímica, da siderurgia, de máquinas e equipamentos, da construção naval, do automobilismo e da indústria de defesa. Em 1973, o governo sul-coreano implantou o Plano de Desenvolvimento da Indústria Química e Pesada, ano em que também foi criado o Fundo Nacional de Investimentos, ambos concebidos de forma a propiciar crédito a baixas taxas de juros e reforçar incentivos para o desenvolvimento destes setores. Conseqüentemente, entre 1975 e 1979, 75% do investimento industrial realizado na Coréia do Sul foi direcionado para as indústrias química e pesada.

26 26 Durante o Quarto Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1977 a 1981, o crescimento das indústrias química e pesada, que são intensivas em capital e em energia, associado à escassez de recursos naturais, provocou elevados gastos com a importação de petróleo, assim como de bens de capital, principalmente oriundos do Japão. Outra característica importante foi que o governo estabeleceu incentivos para o treinamento de mão-de-obra e para os gastos com pesquisa e desenvolvimento nas empresas privadas, tentando, desta forma, redirecionar o processo de industrialização para áreas com alto grau de qualificação tecnológica, que, por sua vez, exigem mão-de-obra treinada e especializada. Neste período, a taxa de crescimento das exportações situou-se em 22,57% ao ano (passando de US$ 10 bilhões em 1977 para US$ 21,2 bilhões em 1981). Sendo que esta queda no padrão do desempenho exportador teve como principais causas: a segunda crise do petróleo; as más colheitas do período; e a concorrência de outros NICs (Newly Industrialized Countries), que tornavam-se mais competitivos por possuírem mão-de-obra mais barata que a sul-coreana. Com o objetivo de manter a competitividade internacional, a partir da década de 80 são feitos investimentos maciços na indústria eletrônica, pois a vantagem comparativa passa a ser a existência de indústrias com elevado desenvolvimento tecnológico, ao invés de indústrias intensivas em trabalho e energia. No Quinto Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1982 a 1986, a prioridade foi direcionada para o estabelecimento de indústrias de bens de capital, de produtos eletrônicos e de estaleiros.

27 27 Durante este plano, a taxa média de crescimento das exportações esteve situada em 10,5% ao ano. E, em função dos aumentos reais dos salários (acima da média dos outros países da Ásia Oriental), bem como das pressões da concorrência internacional, o governo passou a adotar nova estratégia, que ao mesmo tempo em que dava ênfase ao desenvolvimento tecnológico, alterava-se o discurso oficial onde enfatizava-se uma maior estabilização e liberalização da economia, com a possibilidade de maior autonomia do setor privado. No Sexto Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico, de 1987 a 1991, a indústria de informação é definida como sendo estratégica e incentivos são direcionados para a produção de eletrônicos com alto grau de sofisticação tecnológica. Isso ocorre especialmente nas áreas de computação, de telecomunicações e de componentes microeletrônicos (atualmente a Coréia do Sul produz mais de 50% das memórias RAM utilizadas nos microcomputadores e responde por aproximadamente 40% da produção mundial de navios). Neste mesmo período, houve um processo de melhorias sociais, quando o governo, pressionado pela população (os trabalhadores tinham uma jornada de trabalho média de 54 horas semanais e 8 dias de férias por ano), promoveu um programa social onde destacamse: a criação em 1987 do salário mínimo; a implantação em 1988 de um plano de aposentadoria para os trabalhadores que venham a se aposentar a partir de 2.008; e a concessão a partir de 1989 de seguro-saúde subsidiado pelo Estado. Durante o Sexto Plano, o orçamento do governo sul-coreano manteve os percentuais históricos (isto é, desde a década de 70), de alocação de 40% para a rubrica "Gastos com Defesa e Administração Geral" e de 20% para a "Educação". Entretanto, transferiu 2% dos

28 28 gastos com "Desenvolvimento Econômico", que estavam situados em torno de 18,5%, para a rubrica "Desenvolvimento Social", que ultrapassaram os 10,5% As Fontes de Financiamento do Investimento Um dos instrumentos de ação para a implantação dos Planos Qüinqüenais e para o êxito das políticas industriais subjacentes, foi aquele utilizado pelo Estado na intermediação financeira, de forma a direcionar investimentos subsidiados para os setores considerados estratégicos. Do final da Guerra da Coréia até o início dos anos 60, os EUA realizaram volumosos empréstimos a fundo perdido, recursos estes que o governo sul-coreano investiu na sua infra-estrutura e na criação do seu parque de indústrias de exportação. Em 1961, todos os bancos comerciais foram estatizados, e até o início dos anos 80, quando alguns bancos passaram para o setor privado, todos os empréstimos bancários eram criteriosamente analisados e sua alocação extremamente controlada pelo Estado. Neste aspecto, a Coréia do Sul é destaque em relação a outros países em desenvolvimento, pois este sistema estatal de créditos direcionados e subsidiados, que muitas vezes apresentou taxas de juros reais negativas, também mantinha um rígido controle em relação aos empréstimos externos. Esses créditos necessitavam de prévia autorização do governo e também tinham a sua utilização monitorada, de forma que quase todos os recursos financeiros foram captados no exterior através do governo e foram direcionados para a modernização tecnológica das empresas sul-coreanas e para a produção industrial em larga escala.

29 29 A fase de total estatização do sistema financeiro sul-coreano, permitiu que montantes elevados e com pequeno risco financeiro fossem colocados à disposição do setor privado, recursos estes que foram captados principalmente através de empréstimos de governo-a-governo, com taxas de juros reais muito baixas ou mesmo negativas. Também, diferentemente de outras economias em desenvolvimento, para ser beneficiado com empréstimos subsidiados, o setor privado da Coréia do Sul deveria comprometer-se em atingir níveis de produção e metas de exportação préviamente acordados com o governo. Além diso, foi estabelecida uma legislação especial relativa à fuga de capitais, que estipulava uma pena mínima de 10 anos de prisão e máxima de pena de morte, em casos de transferências ilegais de capitais. Desta forma, através de fluxos de capitais subsidiados e de uma legislação dura, foi impulsionado o desenvolvimento de sua indústria nascente, bem como a formação de conglomerados industriais vinculados ao Estado, sempre com o objetivo de estabelecer uma indústria com padrões internacionais de produtividade e de sofisticação tecnológica. Entre , foi realizada uma reforma financeira, sendo que cinco bancos comerciais foram privatizados. No entanto, em função da constante preocupação do governo em manter baixo o custo do capital e de subordinar a atuação do mercado financeiro à política industrial, ainda existe uma forte presença governamental nestes bancos, que se manifesta através da nomeação dos seus principais dirigentes; da definição dos tipos de serviços oferecidos; do âmbito de atuação; da gestão de pessoal; e pelo fato que nenhum grupo privado pode deter mais do que 8% de ações de uma instituição bancária..

Exercícios sobre Tigres Asiáticos

Exercícios sobre Tigres Asiáticos Exercícios sobre Tigres Asiáticos Material de apoio do Extensivo 1. (UNITAU) Apesar das críticas, nos últimos tempos, alguns países superaram o subdesenvolvimento. São os NIC (Newly Industrialized Countries),

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e DECRETO Nº, DE DE DE. Aprova a Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID). A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e Considerando

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

10º FÓRUM DE ECONOMIA. Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil

10º FÓRUM DE ECONOMIA. Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil 10º FÓRUM DE ECONOMIA Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil Eliane Araújo São Paulo, 01 de outubro de2013 Objetivos Geral:

Leia mais

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960.

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. Glauber Lopes Xavier 1, 3 ; César Augustus Labre Lemos de Freitas 2, 3. 1 Voluntário Iniciação

Leia mais

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010 Metodologia Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Através de e-survey - via web Público Alvo: Executivos de empresas associadas e não associadas à AMCHAM Amostra: 500 entrevistas realizadas Campo: 16

Leia mais

A importância dos Bancos de Desenvolvimento

A importância dos Bancos de Desenvolvimento MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO AO OFÍCIO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA NOTA DE TRABALHO A importância dos Bancos de Desenvolvimento G E NEBRA A OS 5 DE Segundo

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

FOCOS DE ATUAÇÃO. Tema 8. Expansão da base industrial

FOCOS DE ATUAÇÃO. Tema 8. Expansão da base industrial FOCOS DE ATUAÇÃO Tema 8. Expansão da base industrial Para crescer, a indústria capixaba tem um foco de atuação que pode lhe garantir um futuro promissor: fortalecer as micro, pequenas e médias indústrias,

Leia mais

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE AUMENTAR O INVESTIMENTO PRIVADO EM P&D ------------------------------------------------------- 3 1. O QUE É A PDP? ----------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

INOVAR E INVESTIR PARA SUSTENTAR O CRESCIMENTO Fórum do Planalto 03/07/2008

INOVAR E INVESTIR PARA SUSTENTAR O CRESCIMENTO Fórum do Planalto 03/07/2008 INOVAR E INVESTIR PARA SUSTENTAR O CRESCIMENTO Fórum do Planalto 03/07/2008 O momento e as tendências Fundamentos macroeconômicos em ordem Mercados de crédito e de capitais em expansão Aumento do emprego

Leia mais

Inovação no Brasil nos próximos dez anos

Inovação no Brasil nos próximos dez anos Inovação no Brasil nos próximos dez anos XX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas XVIII Workshop ANPROTEC Rodrigo Teixeira 22 de setembro de 2010 30/9/2010 1 1 Inovação e

Leia mais

TIGRES ASIÁTICOS e CHINA

TIGRES ASIÁTICOS e CHINA TIGRES ASIÁTICOS e CHINA China Muito importante economicamente para o Brasil e para o mundo. Em muitos produtos vimos escrito: Made In China. O que os produtos chineses podem acarretar à produção dos mesmos

Leia mais

Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil

Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil 1 Comunicado da Presidência nº 5 Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil Realização: Marcio Pochmann, presidente; Marcio Wohlers, diretor de Estudos Setoriais (Diset)

Leia mais

Questão 1. Resposta A. Resposta B

Questão 1. Resposta A. Resposta B Questão 1 Ao longo do século XX, as cidades norte-americanas se organizaram espacialmente de um modo original: a partir do Central Business District (CBD), elas se estruturaram em circunferências concêntricas

Leia mais

Northern Telecom Ltd (Nortel). Isto devido ao seu atraso na substituição da tecnologia analógica pela digital.

Northern Telecom Ltd (Nortel). Isto devido ao seu atraso na substituição da tecnologia analógica pela digital. MOTOROLA A empresa alcançou um faturamento global da ordem de US$ $37.6 bilhões em 2000. É líder mundial em sistemas e serviços eletrônicos avançados. Atuando de maneira globalizada em 45 países, mais

Leia mais

Comércio e Investimento na Coréia do Sul. Traduzido e atualizado de Chong-Sup Kim Universidade Nacional de Seul

Comércio e Investimento na Coréia do Sul. Traduzido e atualizado de Chong-Sup Kim Universidade Nacional de Seul Comércio e Investimento na Coréia do Sul Traduzido e atualizado de Chong-Sup Kim Universidade Nacional de Seul 40 anos de economia coreana 1 2 3 4 5 6 10º PIB mundial US$ 680 milhões 12º país comercial

Leia mais

2011/2014. Medidas. Agendas Estratégicas Setoriais. medidas em destaque. Estímulos ao Investimento e à Inovação Comércio Exterior

2011/2014. Medidas. Agendas Estratégicas Setoriais. medidas em destaque. Estímulos ao Investimento e à Inovação Comércio Exterior Medidas Estímulos ao Investimento e à Inovação Comércio Exterior Plano Competitividade Brasil Exportadora Maior Financiamento à Exportação 2011/2014 Defesa Comercial Defesa da Indústria e do Mercado Interno

Leia mais

Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil

Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil Thayne Garcia, Assessora-Chefe de Comércio e Investimentos (tgarcia@casacivil.rj.gov.br) Luciana Benamor, Assessora de Comércio e Investimentos

Leia mais

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica Desafios para a Indústria Eletroeletrônica 95 O texto aponta as características das áreas da indústria eletroeletrônica no país e os desafios que este setor tem enfrentado ao longo das últimas décadas.

Leia mais

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750 BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR As crises econômicas que se sucederam no Brasil interromperam a política desenvolvimentista. Ocorre que o modelo de desenvolvimento aqui implantado (modernização conservadora

Leia mais

é de queda do juro real. Paulatinamente, vamos passar a algo parecido com o que outros países gastam.

é de queda do juro real. Paulatinamente, vamos passar a algo parecido com o que outros países gastam. Conjuntura Econômica Brasileira Palestrante: José Márcio Camargo Professor e Doutor em Economia Presidente de Mesa: José Antonio Teixeira presidente da FENEP Tentarei dividir minha palestra em duas partes:

Leia mais

TIAGO VASCONCELOS SCHERER A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA DE INCENTIVO FISCAL NACIONAL NO DESEMPENHO INOVATIVO DAS EMPRESAS BENEFICIÁRIAS

TIAGO VASCONCELOS SCHERER A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA DE INCENTIVO FISCAL NACIONAL NO DESEMPENHO INOVATIVO DAS EMPRESAS BENEFICIÁRIAS TIAGO VASCONCELOS SCHERER A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA DE INCENTIVO FISCAL NACIONAL NO DESEMPENHO INOVATIVO DAS EMPRESAS BENEFICIÁRIAS Relatório Executivo Relatório Executivo da Dissertação de Mestrado Profissionalizante

Leia mais

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Capítulo 1: Japão - Capítulo 2: China - Capítulo 4: Tigres Asiáticos Apresentação elaborada pelos alunos do 9º Ano C Monte Fuji - Japão Muralha da China Hong Kong

Leia mais

O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios

O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios Português Resumo Executivo Esta é a segunda edição revista e ampliada da publicação: O Setor Elétrico Brasileiro e

Leia mais

Japão, Tigres asiáticos e China

Japão, Tigres asiáticos e China Japão, Tigres asiáticos e China Revisão Geral Prof. Josevaldo Aspectos socioeconômicos do Japão e dos Tigres Asiáticos Japão A partir do final da Segunda Guerra Mundial Transformou-se em exemplo de crescimento

Leia mais

Leilões de Linhas de Transmissão e o Modelo de Parceria Estratégica Pública Privada. (*)

Leilões de Linhas de Transmissão e o Modelo de Parceria Estratégica Pública Privada. (*) Leilões de Linhas de Transmissão e o Modelo de Parceria Estratégica Pública Privada. (*) Nivalde J. de Castro (**) Daniel Bueno (***) As mudanças na estrutura do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), iniciadas

Leia mais

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI Como pode cair no enem A desconcentração industrial verificada no Brasil, na última década, decorre, entre outros fatores,

Leia mais

Parte V Financiamento do Desenvolvimento

Parte V Financiamento do Desenvolvimento Parte V Financiamento do Desenvolvimento CAPÍTULO 9. O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS CAPÍTULO 10. REFORMAS FINANCEIRAS PARA APOIAR O DESENVOLVIMENTO. Questão central: Quais as dificuldades do financiamento

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO 30.1. O comércio e a indústria, inclusive as empresas transnacionais,

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

O BNDES e a Internacionalização das Empresas Brasileiras

O BNDES e a Internacionalização das Empresas Brasileiras O BNDES e a Internacionalização das Empresas Brasileiras Demian Fiocca Presidente do BNDES Apresentação no Seminário As Novas Multinacionais Brasileiras FIRJAN, Rio de Janeiro, 29 de maio de 2006 www.bndes.gov.br

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO Prof. Israel Frois SÉCULO XV Território desconhecido; Era habitado por ameríndios ; Natureza praticamente intocada Riqueza imediata: Pau-Brasil (Mata Atlântica) Seus limites

Leia mais

Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014

Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014 1 Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014 Brasil: Fundamentos Macroeconômicos (1) Reservas International

Leia mais

CHINA e TIGRES ASIÁTICOS

CHINA e TIGRES ASIÁTICOS CHINA e TIGRES ASIÁTICOS Os Tigres Asiáticos Hong kong Os Novos Tigres Asiáticos FAZEM PARTE DOS TIGRES ASIÁTICOS 1º GERAÇÃO ( DÉCADA DE 1970) CINGAPURA, CORÉIA DO SUL, HONG KONG, MALÁSIA E FORMOSA (TAIWAN)

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Máquinas e Equipamentos de Qualidade

Máquinas e Equipamentos de Qualidade Máquinas e Equipamentos de Qualidade 83 A indústria brasileira de máquinas e equipamentos caracteriza-se pelo constante investimento no desenvolvimento tecnológico. A capacidade competitiva e o faturamento

Leia mais

O desenvolvimento da indústria fornecedora de bens e serviços para petróleo e gás no Brasil e o BNDES

O desenvolvimento da indústria fornecedora de bens e serviços para petróleo e gás no Brasil e o BNDES Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social O desenvolvimento da indústria fornecedora de bens e serviços para petróleo e gás no Brasil e o BNDES 20.10.2009 Luciano Coutinho Mensagem Inicial Pré-sal:

Leia mais

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore O PAPEL DA AGRICULTURA Affonso Celso Pastore 1 1 Uma fotografia do setor agrícola tirada em torno de 195/196 Entre 195 e 196 o Brasil era um exportador de produtos agrícolas com concentração em algumas

Leia mais

Os Tigres Asiáticos. made in Hong Kong, made in South Korea, made In Taiwan e Cingapura

Os Tigres Asiáticos. made in Hong Kong, made in South Korea, made In Taiwan e Cingapura Os Tigres Asiáticos made in Hong Kong, made in South Korea, made In Taiwan e Cingapura O Surgimento dos Tigres Guerra Fria 1945 Busca de Espaços de Influencias: Plano Colombo; China se torna Comunista

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK

O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK O desenvolvimento autônomo com forte base industrial, que constituiu o núcleo da proposta econômica desde a Revolução de 1930 praticamente esgotou suas

Leia mais

2003: ajuste macroeconômico, com corte substancial nos gastos públicos e aumento nas taxas reais de juro.

2003: ajuste macroeconômico, com corte substancial nos gastos públicos e aumento nas taxas reais de juro. 1 1 2 2 3 2003: ajuste macroeconômico, com corte substancial nos gastos públicos e aumento nas taxas reais de juro. 2004-06: recuperação econômica, com direcionamento do aumento da arrecadação federal

Leia mais

XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME

XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME Os desafios da Educação Infantil nos Planos de Educação Porto de Galinhas/PE Outubro/2015 Secretaria de Educação Básica CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL É direito dos trabalhadores

Leia mais

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade.

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. A educação de nível superior superior no Censo de 2010 Simon Schwartzman (julho de 2012) A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. Segundo os dados mais recentes, o

Leia mais

DESEMPENHO RECENTE DO COMÉRCIO VAREJISTA

DESEMPENHO RECENTE DO COMÉRCIO VAREJISTA ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 2 - AO2 GERÊNCIA SETORIAL DE COMÉRCIO E SERVIÇOS Data: Dezembro/98 N o 20 DESEMPENHO RECENTE DO COMÉRCIO VAREJISTA O comércio é a ponta da cadeia produtiva e é o primeiro

Leia mais

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes.

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. A ECONOMIA GLOBAL Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. O século XX marcou o momento em que hábitos culturais, passaram a ser ditados pelas grandes

Leia mais

Pesquisa realizada com os participantes do 12º Seminário Nacional de Gestão de Projetos. Apresentação

Pesquisa realizada com os participantes do 12º Seminário Nacional de Gestão de Projetos. Apresentação Pesquisa realizada com os participantes do de Apresentação O perfil do profissional de Projetos Pesquisa realizada durante o 12 Seminário Nacional de, ocorrido em 2009, traça um importante perfil do profissional

Leia mais

Negócios Internacionais

Negócios Internacionais International Business 10e Daniels/Radebaugh/Sullivan Negócios Internacionais Capítulo 3.2 Influencia Governamental no Comércio 2004 Prentice Hall, Inc Objectivos do Capítulo Compreender a racionalidade

Leia mais

Plano Brasil Maior 2011/2014. Inovar para competir. Competir para crescer.

Plano Brasil Maior 2011/2014. Inovar para competir. Competir para crescer. Plano Brasil Maior 2011/2014 Inovar para competir. Competir para crescer. Foco e Prioridades Contexto Dimensões do Plano Brasil Maior Estrutura de Governança Principais Medidas Objetivos Estratégicos e

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

M A C R O C H I N A Ano 2 Nº 4 11 de maio de 2006

M A C R O C H I N A Ano 2 Nº 4 11 de maio de 2006 M A C R O C H I N A Ano Nº 11 de maio de 6 Síntese gráfica trimestral do comércio bilateral e do desempenho macroeconômico chinês - Primeiro trimestre de 6. Para surpresa de muitos analistas, o Banco Central

Leia mais

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO 1 O sucesso do Plano Real na economia brasileira Denis de Paula * RESUMO Esse artigo tem por objetivo evidenciar a busca pelo controle inflacionário no final da década de 1980 e início da década de 1990,

Leia mais

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 INTRODUÇÃO Sobre o Relatório O relatório anual é uma avaliação do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC sobre as práticas

Leia mais

7 CONCLUSÕES A presente dissertação teve como objetivo identificar e compreender o processo de concepção, implantação e a dinâmica de funcionamento do trabalho em grupos na produção, utilizando, para isso,

Leia mais

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012 RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO Junho de 2012 Riscos e oportunidades para a indústria de bens de consumo A evolução dos últimos anos, do: Saldo da balança comercial da indústria

Leia mais

CARACTERÍSTICAS DO MERCADO DA MADEIRA DE REFLORESTAMENTO NO BRASIL. Sebastião Renato Valverde 1

CARACTERÍSTICAS DO MERCADO DA MADEIRA DE REFLORESTAMENTO NO BRASIL. Sebastião Renato Valverde 1 CARACTERÍSTICAS DO MERCADO DA MADEIRA DE REFLORESTAMENTO NO BRASIL Sebastião Renato Valverde 1 A economia do setor florestal brasileiro até o ano de 1965 era pouco expressiva, tanto que as atividades de

Leia mais

A economia brasileira e as perspectivas do investimento Luciano Coutinho Presidente do BNDES

A economia brasileira e as perspectivas do investimento Luciano Coutinho Presidente do BNDES A economia brasileira e as perspectivas do investimento Luciano Coutinho Presidente do BNDES O Brasil ingressa em um novo ciclo de desenvolvimento A economia brasileira continuarácrescendo firmemente nos

Leia mais

Tributação e Incentivos à Inovação

Tributação e Incentivos à Inovação VIII Seminário do Setor de Saúde - BRITCHAM Tributação e Incentivos à Inovação São Paulo/SP, 17 de junho de 2009 Inovação Tecnológica no Brasil 30% das empresas industriais realizam algum tipo de inovação

Leia mais

Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como "Sonho Brasileiro".(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas

Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como Sonho Brasileiro.(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como "Sonho Brasileiro".(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2009 Fórum Especial INAE Luciano

Leia mais

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia Disciplina: Economia ECN001 Macroeconomia Orçamento do Setor Público É a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem realizadas por um Governo em um determinado exercício (geralmente um ano).

Leia mais

Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade

Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade Alessandro Golombiewski Teixeira Secretário-Executivo do MDIC Rio de Janeiro, Agosto de 2011 Introdução 1 Contexto

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

China e África: Será que a lua-de-mel vai continuar?

China e África: Será que a lua-de-mel vai continuar? China e África: Será que a lua-de-mel vai continuar? Wenjie Chen e Roger Nord 21 de dezembro de 2015 A promessa recente de apoio financeiro no valor de USD 60 mil milhões ao longo dos próximos três anos

Leia mais

Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China

Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China Esta aula trata da história econômica e do processo de desenvolvimento da China, país que se tornou a segunda economia do mundo, atrás dos Estados

Leia mais

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO:

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO: O Brasil e suas políticas sociais: características e consequências para com o desenvolvimento do país e para os agrupamentos sociais de nível de renda mais baixo nas duas últimas décadas RESUMO: Fernanda

Leia mais

VI Conferência Anpei: Inovação como Estratégia Competitiva

VI Conferência Anpei: Inovação como Estratégia Competitiva REVISTA DO BNDES, RIO DE JANEIRO, V. 13, N. 26, P. 303-308, DEZ. 2006 VI Conferência Anpei: Inovação como Estratégia Competitiva Data: 5 a 7 de junho de 2006 Local: Rio de Janeiro (RJ) Representante do

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006

DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006 DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006 Conteúdo 1. O Sistema SEBRAE; 2. Brasil Caracterização da MPE; 3. MPE

Leia mais

TERMINAIS DE CONTÊINERES O que fazem pelo Brasil. Investimentos: US$ 615,4 milhões. Resultado: Eficiência, Competitividade e Confiabilidade

TERMINAIS DE CONTÊINERES O que fazem pelo Brasil. Investimentos: US$ 615,4 milhões. Resultado: Eficiência, Competitividade e Confiabilidade TERMINAIS DE CONTÊINERES O que fazem pelo Brasil. Investimentos: US$ 615,4 milhões. Resultado: Eficiência, Competitividade e Confiabilidade O Cenário O contêiner passou a ser o principal meio de transporte

Leia mais

OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2

OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2 OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2 1. Apresentação Este artigo discute as oportunidades e riscos que se abrem para a

Leia mais

Ensino Fundamental II

Ensino Fundamental II Ensino Fundamental II Valor do trabalho: 2.0 Nota: Data: /dezembro/2014 Professora: Angela Disciplina: Geografia Nome: n o : Ano: 8º Trabalho de Recuperação Final de Geografia ORIENTAÇÕES: Leia atentamente

Leia mais

Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento Inovação da Gestão em Saneamento

Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento Inovação da Gestão em Saneamento Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento Inovação da Gestão em Saneamento PNQS 2010 IGS SETEMBRO/2010 ORGANOGRAMA DA ORGANIZAÇÃO CANDIDATA Vice-presidência de GO Superintendência T Gerência Prod. e Desenvolvimento

Leia mais

AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL

AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL IMPORTÂNCIA ECONOMICA 1- Exportações em 2014: Mais de US$ 100 bilhões de dólares; 2- Contribui com aproximadamente 23% do PIB brasileiro; 3- São mais de 1 trilhão de Reais e

Leia mais

Administrando o Fluxo de Caixa

Administrando o Fluxo de Caixa Administrando o Fluxo de Caixa O contexto econômico do momento interfere no cotidiano das empresas, independente do seu tamanho mercadológico e, principalmente nas questões que afetam diretamente o Fluxo

Leia mais

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil Davi Almeida e Rodrigo Ventura Macroplan - Prospectiva, Estratégia & Gestão Artigo Publicado em: Sidney Rezende Notícias - www.srzd.com Junho de 2007 Após duas décadas

Leia mais

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO As condições para o financiamento do desenvolvimento urbano estão diretamente ligadas às questões do federalismo brasileiro e ao desenvolvimento econômico. No atual

Leia mais

A ESTRELA QUE QUEREMOS. Planejamento Estratégico de Estrela

A ESTRELA QUE QUEREMOS. Planejamento Estratégico de Estrela Planejamento Estratégico de Estrela 2015 2035 O planejamento não é uma tentativa de predizer o que vai acontecer. O planejamento é um instrumento para raciocinar agora, sobre que trabalhos e ações serão

Leia mais

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli Unidade II Mercado Financeiro e de Capitais Prof. Maurício Felippe Manzalli Mercados Financeiros Definição do mercado financeiro Representa o Sistema Financeiro Nacional Promove o fluxo de recursos através

Leia mais

Os bancos públicos e o financiamento para a retomada do crescimento econômico

Os bancos públicos e o financiamento para a retomada do crescimento econômico Boletim Econômico Edição nº 87 outubro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Os bancos públicos e o financiamento para a retomada do crescimento econômico 1 O papel dos bancos

Leia mais

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS ANEXO 1 MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS Este documento serve como base orientadora para a apresentação de propostas de Arranjos Produtivos Locais para enquadramento no

Leia mais

A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS

A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS www.observatorioasiapacifico.org A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS Ignacio Bartesaghi 1 O debate na América Latina costuma focar-se no sucesso ou no fracasso dos processos

Leia mais

Produção de Commodities e Desenvolvimento Econômico O Esforço Empresarial Brasileiro Instituto de Economia UNICAMP 29 de março de 2010

Produção de Commodities e Desenvolvimento Econômico O Esforço Empresarial Brasileiro Instituto de Economia UNICAMP 29 de março de 2010 Produção de Commodities e Desenvolvimento Econômico O Esforço Empresarial Brasileiro Instituto de Economia UNICAMP 29 de março de 2010 A produção de commodities e a transformação econômica do Brasil João

Leia mais

A Mobilização Empresarial pela Inovação: 25/05/2011

A Mobilização Empresarial pela Inovação: 25/05/2011 A Mobilização Empresarial pela Inovação: Desafios da Inovação no Brasil Rafael Lucchesi Rafael Lucchesi 25/05/2011 CNI e vários líderes empresariais fizeram um balanço crítico da agenda empresarial em

Leia mais

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Capítulo 1: América: Um continente de Contrastes Capítulo 2: Estados Unidos e Canadá Apresentação elaborada pelos alunos do 8º Ano B Montanhas Rochosas

Leia mais

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 CAP. 02 A Dinâmica dos espaços da Globalização. (9º ano) *Estudaremos a difusão do modo capitalista de produção, ou seja, do modo de produzir bens e

Leia mais

Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China

Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China Esta aula tratará da análise comparativa do processo de desenvolvimento da China e da Índia, países que se tornaram

Leia mais

VII Encontro de Propriedade Intelectual e Comercialização de Tecnologia. Angela Uller

VII Encontro de Propriedade Intelectual e Comercialização de Tecnologia. Angela Uller VII Encontro de Propriedade Intelectual e Comercialização de Tecnologia Angela Uller P&D Invenção Saber C&T Descoberta Conhecimento Um dos maiores problemas para se tratar da Inovação, seja para o estabelecimento

Leia mais

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Fernando Veloso IBRE/FGV Book Launch of Surmounting the Middle Income Trap: The Main Issues for Brazil (IBRE/FGV e ILAS/CASS) Beijing, 6 de Maio

Leia mais

PRIORIDADES E DESAFIOS PARA POLÍTICAS EM NÍVEL SUB-NACIONAL

PRIORIDADES E DESAFIOS PARA POLÍTICAS EM NÍVEL SUB-NACIONAL Políticas de Inovação para o Crescimento Inclusivo: Tendências, Políticas e Avaliação PRIORIDADES E DESAFIOS PARA POLÍTICAS EM NÍVEL SUB-NACIONAL Rafael Lucchesi Confederação Nacional da Indústria Rio

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais IMF Survey PERSPECTIVAS ECONÓMICAS REGIONAIS África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais Por Jesus Gonzalez-Garcia e Juan Treviño Departamento da África, FMI 24 de Abril de 2014

Leia mais

MARKETING INTERNACIONAL

MARKETING INTERNACIONAL MARKETING INTERNACIONAL Produtos Ecologicamente Corretos Introdução: Mercado Global O Mercado Global está cada dia mais atraente ás empresas como um todo. A dinâmica do comércio e as novas práticas decorrentes

Leia mais

Desafios da Indústria e da Política de Desenvolvimento Produtivo

Desafios da Indústria e da Política de Desenvolvimento Produtivo Desafios da Indústria e da Política de Desenvolvimento Produtivo Josué Gomes da Silva IEDI Seminário Internacional: A Hora e a Vez da Política de Desenvolvimento Produtivo BNDES / CNI CEPAL / OCDE 22/09/2009

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Canadá Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios De acordo com a nomenclatura usada pelo Ministério da Indústria do Canadá, o porte

Leia mais

Descrição do Sistema de Franquia. Histórico do Setor. O Fórum Setorial de Franquia

Descrição do Sistema de Franquia. Histórico do Setor. O Fórum Setorial de Franquia Descrição do Sistema de Franquia Franquia é um sistema de distribuição de produtos, tecnologia e/ou serviços. Neste sistema uma empresa detentora de know-how de produção e/ou distribuição de certo produto

Leia mais

O impacto da expansão do setor de mineração, metalurgia e de materiais no Espírito Santo na Academia

O impacto da expansão do setor de mineração, metalurgia e de materiais no Espírito Santo na Academia 1 O impacto da expansão do setor de mineração, metalurgia e de materiais no Espírito Santo na Academia Eng. Maristela Gomes da Silva, Dr. 1 Os objetivos desta primeira intervenção são apresentar a situação

Leia mais

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE. DA REPRODUÇÃO DA VIDA E PODE SER ANALISADO PELA TRÍADE HABITANTE- IDENTIDADE-LUGAR. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A. Caracterizar o fenômeno da urbanização como maior intervenção humana

Leia mais