Inovação no Brasil nos próximos dez anos

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1 Inovação no Brasil nos próximos dez anos XX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas XVIII Workshop ANPROTEC Rodrigo Teixeira 22 de setembro de /9/

2 Inovação e produtividade empresarial Empresas que atuam nos mercados internacionais investem mais em inovação Empresas que introduzem novos produtos e processos de inovação, e investem mais em inovação, obtém maiores retornos Empresas com maior intensidade de inovação nas vendas apresentam maiores níveis de produtividade Empresas inovadoras estão atentas à fronteira global da tecnologia O apoio público faz a diferença para as empresas que estão mais distantes da fronteira tecnológica

3 Inovação precisa ocupar o centro da política industrial Transição para economia de alta renda dependerá de mais esforço em inovação INOVAÇÃO Diversificação de produtos Agregação de valor GANHO DE PRODUTI- VIDADE Mais exportações Mais empregos Mais produção CRESCIMENTO ECONÔMICO Aumento da renda per capita 30/9/

4 Investimento em inovação é a base para o desenvolvimento dos países mais ricos Investimento em P&D e Renda Per capita US$ PPP milhares 50,00 45,00 40,00 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 10,00 5,00 - Fonte: OCDE e FMI Polônia Turquia Portugal Russia Brasil China França EUA Alemanha Suécia Japão Coréia 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 Ivestimento em P&D/PIB

5 Desafios para a agenda de inovação Aumentar o número de empresas inovadoras ElevarogastoprivadoemP&D Brasil precisa dobrar o gasto privado em P&D para se aproximar dos níveis dos países desenvolvidos Gasto Privado em P&D em relação ao PNB (%) 2,6 2,3 2,0 1,8 1,7 1, ,4 1,3 1,2 1,1 0,6 1,0 0,8 0,7 0,5 0,5 0,4 0,4 0,3 0,1 0,1 0,1 Japão EUA Alemanha França Reino Unido Fonte: OCDE e MCT 30/9/ China Rússia África do Sul Brasil México Índia

6 Dispêndio nacional em P&Dcomo razão do PIB (%) 1,40% % PIB 1,20% 1,00% 1,02% 1,04% 0,98% 0,96% 0,90% 0,97% 1,00% 1,07% 1,09% 1,18% 1,22% Total 0,80% 0,60% 0,55% 0,57% 0,53% 0,52% 0,48% 0,48% 0,50% 0,57% Público 0,59% 0,64% 0,66% 0,40% 0,47% 0,47% 0,46% 0,44% 0,42% 0,49% 0,50% 0,50% 0,50% 0,54% 0,56% Empresarial 0,20% 0,00% MCT 6

7 Apoio governamental Incentivos fiscais e subvenções à inovação totalizam 0,16% do PIB Sem os incentivos da Lei de Informática (regime tributário específico da ZFM), o apoio cai a 0,05% do PIB, percentual muito inferior às economias desenvolvidas Apoio Governamental ao Gasto Privado em P&D em relação ao PNB ,22% 0,18% 0,15% 0,14% 0,10% 0,05% 0,05% EUA França Japão Reino Unido Espanha Brasil México Fonte: OCDE

8 Baixo apoio para P&D privado Apoio Governamental ao Gasto Privado em P&D em relação ao PIB Países Selecionados 2005 (%) Incentivos Fiscais Subvenções Total EUA 0,04 0,18 0,22 França 0,05 0,12 0,18 Brasil (1) 0,14 0,02 0,16 Japão 0,12 0,03 0,15 Reino Unido 0,05 0,09 0,14 Espanha 0,03 0,08 0,10 Brasil (2) 0,03 0,02 0,05 México 0,04 0,01 0,05 Brasil (2007) com (1) e sem (2) a renúncia fiscal da Lei de Informática

9 É preciso chegar à base industrial Instrumentos públicos de apoio à inovação atendem a poucas empresas Empresas com financiamento à P&D e à máquinas e equipamentos Empresas com apoio do governo Empresas inovadoras Base industrial (empresas com 10 ou mais empregados) Fonte: IBGE, PINTEC 2005

10 É preciso melhorar a Gestão da Inovação eficiência dos instrumentos de apoio à inovação Instrumentos da política de inovação concentrados no topo P&D&I dificulta Base frágil Serviços tecnológicos Gestão

11 Deficiências na formação de recursos humanos Percentual da População de 25 a 34 anos com curso superior Países Selecionados 2007 (%) Percentual de egressos em cursos de nível superior em ciências e engenharia em relação ao total de egressos Países selecionados 2005 (%) País Escolaridade (%) País Ciências + Engenharia (%) Coréia do Sul 56 Rússia 55 Japão 54 França 41 EUA 40 Espanha 39 Reino Unido 37 Alemanha 23 México 19 Brasil 10 China 39 Alemanha 31 França 27 México 26 Japão 25 Rússia 25 Reino Unido 24 África do Sul 16 EUA 16 Brasil 11

12 Investimento em ativos fixos e intangíveis como proporção do PIB, 2006 % Máquinas e equipamentos Investimento intangível Rep Eslováquia Itália Rep Checa Japão (2005) Austrália Espanha Canadá (2005) Portugal Áustria Suécia França Dinamarca Alemanha Finlândia Estados Unidos Reino Unido Fonte: OECD

13 Contribuição da CNI

14 Mobilização Empresarial pela Inovação MEI sensibilizar as empresas e sua alta direção para o desafio de inovar e realizar atividades de P&D maior protagonismo privado na inovação, porque a empresa é seu ator fundamental trabalhar, em parceria com o governo no aprimoramento das políticas públicas

15 Mobilização Empresarial pela Inovação MEI Frentes de Atuação Mobilização de lideranças empresariais Disseminação de informações e difusão de metodologias Capacitação e treinamento Apoio à consultoria especializada Apoio à gestão da inovação Apoio a centros de serviços e de P&D empresarial Estímulo à organização de iniciativas estaduais

16 INOVAÇÃO: Uma agenda consensuada de trabalho Compensar as desvantagens: a política de inovação precisa ir além do que fazem outros países, em função de nossos entraves sistêmicos à competitividade Alinhar a política comercial e de inovação: favorecer a inserção internacional a as exportações de manufaturados Internacionalização: fortalecer a capacidade de competir globalmente, levando mais empresas nacionais a operar no mercado internacional Apoiar as empresas: Políticas orientadas para o posicionamento competitivo das empresas e não para projetos

17 INOVAÇÃO: Uma agenda consensuada de trabalho Política Industrial Seletiva: elencar e estimular setores intensivos em tecnologia, mudando o perfil da indústria, com projetos estratégicos Quadro legal e políticas de compra: aprimorar o quadro legal de apoio à P&D com políticas que incentivem desenvolvimento tecnológico Gestão da inovação: a política de inovação precisa dar ênfase à melhoria da gestão da inovação nas empresas Incentivos fiscais à inovação (Lei do Bem): simplificar e aprimorar os benefícios fiscais de forma a ampliar a base de empresas beneficiadas e os investimentos em P&D

18 INOVAÇÃO: Uma agenda consensuada de trabalho Mão-de-obra: ações de curto e longo prazo que reforcem a formação em larga escala de engenheiros e cientistas e ressaltem a importância do ensino técnico profissionalizante Regulação: aprimorar os marcos regulatórios, eliminando barreiras e utilizando normas técnicas e regimes de concorrência como estímulos à inovação Atrair atividades de P&D: criar mecanismos que atraiam centros de pesquisa e estimulem as empresas estrangeiras a intensificar suas atividades de P&DE no país

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