Agende-se já para o XXXV Congresso SOCESP

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1 em destaque PUBLICAÇÃO BIMESTRAL DA SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO ANO VIII N 0 4 JULHO/AGOSTO 2013 Agende-se já para o XXXV Congresso SOCESP Cardiologistas foram anjos da guarda da visita do Papa Francisco ao Brasil

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3 ÍNDICE 4 XXXV Congresso SOCESP 6 Entrevista Renato Azevedo Jr 8 Turismo: Amsterdã 9 Cidadania 10 Direto da fonte 11 Sua Carreira 12 Opinião 13 Regionais: Piracicaba 14 Jornada da Juventude 15 Inglês para médicos 16 Multidisciplinar 17 Gestão pública 18 Esclarecimento sobre lei do ato médico 19 Agenda 20 Perguntas e respostas Um por todos e todos por um Vivemos um momento extremamente delicado em termos de políticas públicas de saúde. O clamor das ruas por assistência de qualidade, entre outras reivindicações, colocou governantes de todas as instâncias contra a parede, exigindo respostas rápidas e eficazes. O problema é que até agora elas não vieram. Algumas autoridades se omitiram totalmente, como se não fossem alvo dos protestos. Deram uma de Pôncio Pilatos, viraram as costas e lavaram as mãos. Outras, até se mexeram rapidamente, talvez em virtude de seus índices de popularidade despencarem. Entretanto, recorreram a estratégias estapafúrdias que colocam em risco a saúde dos cidadãos. Um exemplo típico é o Programa Mais Médicos, do Governo Federal. Criado às pressas, sem debate com as entidades médicas, com a academia, com gestores ou pacientes, é iminente ameaça de colapso do Sistema Único de Saúde. Criado por intermédio da Assembleia Constituinte de 1988 para universalizar o atendimento de forma integral e com qualidade, o SUS é uma proposta avançadíssima. Mas, para funcionar adequadamente, necessita de financiamento adequado, estrutura, recursos humanos capacitados, etc. O Programa Mais Médicos, em vez de atacar as debilidades que o sistema apresenta há anos (falta de verbas, valorização dos recursos humanos, investimentos em estrutura), faz justamente o contrário. Começa a trazer médicos formados fora do Brasil sem pedir que os mesmos comprovem sua qualificação, expondo a população mais vulnerável e necessitada a prejuízos em sua saúde. Na falta de uma política consistente para interiorizar a assistência, também ameaça obrigar residentes a uma espécie de trabalho civil obrigatório em áreas remotas, sem preceptoria. Ou melhor, com preceptoria à distância. Como se desse para esperar a conexão à internet funcionar adequadamente nos confins de nosso país com um paciente à beira da morte. Não bastasse, ainda contrata médicos sem direitos trabalhistas, como férias e 13º, confinando-os em localidades A ou B, algo como uma escravidão pré-moderna. A Sociedade de Cardiologia não compactuará com tais absurdos e chama você a protestar também. A hora é agora: somos um por todos e todos por um. Carlos Magalhães, Presidente da SOCESP editorial 3

4 científ ico XXXV Congresso SOCESP: agende-se desde já O XXXV Congresso da SOCESP será realizado excepcionalmente em março, nos dias 21, 22 e 23, no Transamerica Expo Center, na cidade de São Paulo. A antecipação deve-se às atividades da Copa do Mundo da FIFA. Em 2015, o maior encontro científico da cardiologia brasileira voltará a acontecer durante o feriado de Corpus Christi. Com o tema central "As Inovações da Cardiologia na Prática ClÍnica", todos os aspectos da especialidade serão discutidos de forma prática, objetiva e sintonizada com as inovações de ontem, hoje e amanhã. As atividades consagradas das últimas edições serão mantidas, com aumento do número de sessões interativas. Destaque para o hands on, que oferece aprendizado em ambiente interativo e de simulação, e para o Centro de Treinamento em Emergências Cardiovasculares, que mais uma vez promoverá instrução das manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Os pôsteres, como tradicionalmente ocorrem, terão tratamento diferenciado com uma ampla área de apresentação, com discussão e premiação. O Transamérica Expo Center oferece infraestrutura, conforto e segurança adequados para receber cerca de dez mil pessoas, entre cardiologistas e outros profissionais da saúde, representantes da indústria de equipamentos e de laboratórios e equipe de apoio, que estarão circulando no Congresso. A diretoria da SOCESP e a Comissão Organizadora já iniciaram os trabalhos para oferecer um encontro científico ainda melhor do que os de anos anteriores, com uma programação científica atual e de alta qualidade, além de contar com o melhor em conforto e segurança aos congressistas. TEMAS LIVRES O sistema para envio de trabalhos está disponível, sendo que a data limite para o envio é 21 de outubro de 2013, impreterivelmente. O preenchimento e o encaminhamento de temas livres são feitos exclusivamente por meio eletrônico. Saiba mais no site do Congresso: 4

5 Empresas e outros parceiros já confi rmaram presença Em 1º de agosto de 2013, na capital paulista, a SOCESP realizou a reunião de comercialização da trigésima quinta edição de seu Congresso. Marcaram presença dezenas de representantes da indústria de equipamentos médicos, de laboratórios farmacêuticos e de outras empresas, que já trataram de garantir espaços na área de exposição. Em suas boas-vindas aos parceiros, Carlos Magalhães, presidente da SOCESP, relembrou o sucesso de 2013, destacando que cerca de 6 milhões de pessoas foram atingidas apenas pelas notícias divulgadas pela televisão. Miguel Moretti, presidente do Congresso 2014, aproveitou para antecipar uma das novidades: como o encontro começa em uma sexta-feira normal de trabalho, quando o trânsito em geral é pesado, serão programadas atividades de confraternização e entretenimento para antes e depois das científicas com o objetivo de estimular os "É com prazer que convido os cardiologistas do Estado de São Paulo e de todo País, bem como enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, educadores físicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, farmacologistas e dentistas que atuam na Cardiologia, para o XXXV Congresso da SOCESP. Depois de participar da organização de várias edições, é uma honra presidir o maior evento médico de especialidade do País, reconhecido pela qualidade de sua programação científica, cada vez mais prática, clara, objetiva e sintonizada com os interesses e necessidades dos profissionais da especialidade, sendo que, em 2014, terá como tema central as 'Grandes Inovações na Cardiologia e a Prática Clínica'. Para atingir o objetivo de organizar um Francisco Fonseca, Miguel Moretti e Carlos Magalhães Palavra de presidente Miguel Antonio Moretti Presidente do Congresso da SOCESP 2014 congressistas a chegarem cedo e saírem tarde, evitando o congestionamento. Destacou ainda a importância do tema central Grandes Inovações na Cardiologia e a Prática Clínica, segundo ele, uma viagem por tudo o que já foi e é inovação na especialidade. Congresso de qualidade, foram formadas comissões com alguns dos melhores cardiologistas do estado, com experiência e capacidade científica incontestáveis. Além disso, garanto que serão realizadas, além das atividades já consagradas e de interesse dos congressistas, outras inovações. Uma das preocupações da SOCESP é garantir conforto e segurança aos congressistas, por isso, mais uma vez, o evento acontecerá no Transamérica, adequado para receber as cerca de dez mil pessoas que participam do evento, sendo mais de 6 mil cardiologistas. Aproveito para agradecer a todos e reitero o convite para participar da trigésima quinta edição do Congresso de nossa Sociedade que, com certeza, será um sucesso." COMISSÃO EXECUTIVA Presidente: Miguel Antonio Moretti Membros: Antonio Carlos Palandri Chagas Ari Timerman Romeu Sergio Meneghelo José Francisco Kerr Saraiva Alberto Francisco Picoloto Naccarato COMISSÃO CIENTÍFICA Coordenador: Márcio Jansen de O. Figueiredo 5

6 entrevista Querem condenar os mais sem qualidade e de ris Renato Azevedo Jr., presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, fala sobre o Programa Mais Médicos e os riscos que representa para a assistência aos cidadãos Qual sua avaliação da Medida Provisória 621, por meio da qual o Governo Federal institui o Programa Mais Médicos? O Programa Mais Médicos representa grave risco à assistência à saúde da população. Piora a qualidade dos cursos de medicina e ainda burla a legislação vigente ao negar direitos trabalhistas aos médicos que pretende contratar. A MP prevê enviá- -los para regiões distantes ou para a periferia de centros urbanos sem oferecer a mínima condição de exercício da medicina. Faz anos que entidades como o Cremesp, a SOCESP, entre outras, denunciam o descaso com a saúde e a falta de unidades de emergência, hospitais, medicamentos, exames laboratoriais ou radiológicos, em particular, nas remotas e fronteiriças. E se os médicos não se dispuserem a ir pela falta de condição adequada ao exercício da medicina? Caso os médicos brasileiros não aceitem estas condições serão trazidos profissionais do exterior, sem passar por um exame para verificar se estão em condições de exercer a medicina em nosso meio. O Ministério da Saúde, aliás, já selecionou 751 desses profissionais, virando as costas para o alerta de médicos de que é temerário colocá-los na linha de frente da assistência sem conhecer se estão, de fato, capacitados. Existe um motivo para os médicos formados fora evitarem um exame de revalidação? Não. Mas podemos intuir que o governo pretende evitar que isso ocorra. Talvez porque nas últimas provas realizadas a reprovação foi em torno de 90%, o que significa que a população mais vulnerável será exposta a atendimento por profissionais não capacitados. Fala-se também em aumento das vagas dos cursos de medicina. Como aconteceria? É verdade. A MP 621 também propõe a abertura de grande número de escolas médicas, sabendo-se que faltam docentes e hospitais para tanto. Isso levaria a uma piora gradativa da qualidade de formação do médico nos próximos anos. Mas essas medidas todas não foram tomadas depois de longa consulta às entidades e à academia? Os médicos não estiveram com a presidente Dilma discutindo essas questões? De forma alguma. Fomos, sim, recebidos pela presidente, mas ela só fez ouvir. Levamos um dossiê comprovando que os problemas da saúde são outros, e não a falta de médicos. Ela ouviu, ouviu e disse que não tomaria qualquer atitude sem nos consultar. Só que não foi o que ocorreu. Não debateu com ninguém e desenhou a MP às pressas, em tentativa desesperada de responder aos protestos das ruas e à insatisfação da população, particularmente com a saúde, a medida provisória nada mais é do que uma ação midiática e oportunista. Tivesse o mínimo de consistência, o governo não começaria a esquartejá-la dias após sua apresentação. Esquartejá-la? Como? Um exemplo é o recuo da ideia de aumentar o curso de medicina de seis para oito anos, sendo que nos dois ciclos adicionais o aluno prestaria uma espécie de serviço civil obrigatório em áreas remotas e periferias das grandes metrópoles. O recuo, certamente, veio da pressão de entidades médicas nacionais, estaduais, de especialidades como a SOCESP, academia e outras instituições democráticas. Agora, os ministérios da Educação e da Saúde propõem a criação do serviço obrigatório para residentes apenas. Mas os médicos têm alguma proposta para melhorar o SUS? Ou hoje só são críticas? Temos, sim. Mas antes de mais nada, registro que o SUS é uma das maiores conquistas do povo brasileiro, consagrado pela Constituição como 6

7 vulneráveis a uma medicina co. Não permitiremos direito do cidadão e dever do Estado. A garantia de acesso à assistência médica de qualidade, universal e integral, sempre foi preocupação dos médicos. Esta meta nunca foi alcançada, principalmente pela falta de financiamento adequado e de um gerenciamento ineficaz, com desperdício dos parcos recursos já destinados à Saúde Pública. Pode explicar melhor essa questão de subfinanciamento? O Brasil investe muito pouco na Saúde de seus cidadãos, como comprovam inúmeros indicadores. É inaceitável que o País continue a destinar menos de 4% do PIB em saúde pública, percentual inferior ao de muitos países com menor desenvolvimento, sendo esta a principal causa dos problemas do SUS, como falta de leitos hospitalares, de recursos diagnósticos, escassez de materiais e medicamentos e o descaso com a política de recursos humanos. O que explica o fato de o governo não atacar o problema do financiamento e persistir na tecla da falta de médicos? Afirmar que o problema principal do SUS é a simples falta de médicos é demagogia, um reducionismo de quem não tem capacidade de encontrar soluções para os reais problemas do setor. Pior, é colocar a opinião pública contra os médicos, que são tão vítimas deste sistema quanto os outros profissionais de saúde e quanto a própria população, esta sim, a maior vítima. Então, a avaliação é que os médicos estão sendo discriminados? Virou prática no mundo político a marginalização de médicos, prestadores de serviços e pacientes. Tem sido assim na saúde pública e na suplementar, em virtude de interesses escusos, econômicos e eleitoreiros, que unem maus empresários a governantes sem consistência política e compromisso social. Bom, vamos falar das propostas da classe. Quais são? Há muito tempo os médicos têm apresentado ao Governo Federal propostas sérias de soluções para melhorar a assistência à saúde, como a aplicação de 10% da receita bruta da união para a saúde, aprovação de Lei de Responsabilidade sanitária e criação de uma Escola Superior de Gestão para o SUS. Também se ouve falar muito em carreira do médico. Seria mais um caminho? Com certeza. Propomos a criação da Carreira de Estado para o médico, com ingresso por concurso, dedicação exclusiva e remuneração compatível com o seu tempo de formação e responsabilidade. Isso é um caminho sustentável para a interiorização da assistência. E quanto à abertura de novas escolas médicas? Condenamos a abertura de escolas sem condições de ensinar medicina, como tem acontecido com frequência, sendo necessário garantir acesso à residência médica a todos os recém-formados. Já sobre os médicos formados no exterior, é indispensável a revalidação de diploma por meio do Revalida, em seus moldes atuais, para comprovar a competência profissional. Considera a MP inconstitucional? Sim, é um ataque frontal à Constituição Federal, que consagra, ao menos no campo teórico, a assistência integral e de qualidade como direito de todos os brasileiros. Isso faz parte da estratégia recorrente do governo federal de criar dois tipos de medicina no país. Os políticos, as classes mais abastadas, os financeiramente privilegiados continuariam a receber atendimento em uma rede de excelência, com médicos gabaritados, equipamentos de ponta e estrutura de primeiro mundo. Já a população mais carente, portanto mais vulnerável e dependente do sistema público de saúde, seria condenada a um arremedo de assistência prestada por profissionais formados no exterior sem comprovação de capacidade, por residentes sem preceptoria adequada, em localidades sem estrutura para o atendimento, sem enfermeiros, dentistas, nutricionistas e outros agentes de saúde, e sem, ao menos, medicamentos básicos. E o que os médicos se propõem a fazer neste momento de crise? Estamos dispostos a contribuir com o melhor da nossa capacidade para a Saúde Pública brasileira, porém, não iremos compactuar com propostas demagógicas, inexequíveis e que não solucionarão os graves problemas do SUS, conquista maior da sociedade brasileira. 7

8 turismo Amsterdã: roteiro vip Aproveite o próximo Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia para desfrutar do melhor que a capital holandesa oferece da fina coleção da época mais abastada do artista. Guias dentro do local explicam sobre as técnicas utilizadas em suas obras. Há também um espaço reservado para a apreciação dos quadros do pintor. A arte e a história holandesa se encontram dentro de suntuosa construção e podem ser conferidas no Rijksmuseum, museu nacional da Holanda. Lá é possível conferir exposições com luxuosas casas de bonecas, obras de artistas conceituados do país e outras peças que enriquecem a bagagem cultural do visitante. Para a sorte do congressista, o museu, que havia sido fechado, já foi reaberto justamente este ano, em abril. Pubs são atrativos da bela cidade Para ambientar o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia ESC Congress 2013, de 31 de agosto a 4 de setembro, foi escolhido um dos destinos mais procurados do mundo: Amsterdã. Cortada por mais de cem canais, a capital holandesa conta com atrações belíssimas, além de ricas culturalmente. Quem caminha pelas ruas estreitas, se engana ao pensar se tratar de mais uma pequena e simples cidade da Europa. Seu tamanho, de fato, contrasta com a grandiosidade da arquitetura e conteúdo histórico que abriga. A mistura de contemporaneidade com antiguidades bem conservadas oferece o melhor de cada tempo para todo tipo de público. MUSEUS Tem a maior densidade de museus do mundo, com fama internacional por sua importância histórica e artística. A casa em que Anne Frank escreveu seu diário, enquanto ela e sua família escondiam-se dos nazistas, tornou-se um museu aberto à visitação. O edifício foi salvo da demolição pelo pai, Otto Frank, único membro da família a sobreviver ao holocausto, que alegou que os objetivos do local eram fortalecer o contato e a comunicação entre jovens de diferentes culturas, religiões e raças, em oposição à intolerância e a discriminação racial. Para os apreciadores das belas artes, há atrações incríveis. O museu de Van Gogh, pintor pós-impressionista holandês, é uma delas, onde se podem apreciar as obras mais importantes do artista, como os autorretratos, Os Girassóis, Os comedores de batatas e O quarto em Arles. A casa de Rembrandt, pintor e gravador holandês, é outra boa pedida, com peças raras e móveis CANAIS Conhecida como Veneza do Norte, Amsterdã tem vários canais e diversas opções de passeios à noite por suas paisagens deslumbrantes, privilegiadas pela iluminação das pontes e casas ao redor. São belíssimos atrativos da região, com a opção de arranjos especiais de velas nos barcos, o que torna o momento ainda mais especial e romântico. É uma ocasião imperdível para qualquer visitante, que não será facilmente esquecida. GASTRONOMIA Já que não há muitos pratos reconhecidos como tradicionais da Holanda, os restaurantes da cidade têm o cardápio variado, com culinária tailandesa, francesa e de outros lugares do mundo. Para quem quiser degustar uma gastronomia refinada, que aguça o paladar para os mais diversos sabores, a dica é o restaurante Envy Delicacies. O local já recebeu menção honrosa no guia Michelin e tem o design moderno e estilo europeu. Lá o cliente pode pedir o Tasting Menu, em que o chef escolhe os pratos que serão servidos para cada pessoa. A experiência é bem interessante e, apesar de serem servidas em pequenas porções, como as conhecidos tapas, não deixam nada a desejar. Para quem optar por algo mais característico da região, há as tortas de maçã com nata encontradas nos cafés e os salgadinhos que ficam em gavetas, disponíveis após o depósito de moedas. Amsterdã é também repleta de bares e pubs que animam as noites de descontração. Vários locais destes foram frequentados por lendas da resistência durante a segunda guerra mundial, como o café Eylders, no qual aparecem celebridades literárias até hoje. Já o café De Pels era ponto de encontro dos jornalistas importantes da cidade. 8

9 SOCESP doa Eletrocardiograma à prefeitura de Campos do Jordão A SOCESP, em parceria com o Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração (HCor) e a empresa ITMS Telemedicina do Brasil, entregou à prefeitura de Campos do Jordão (SP), em junho, um Eletrocardiograma Wincardio. O equipamento, instalado no Pronto Socorro da Vila Abernéssia, permite análise e diagnóstico de exames pela equipe médica do HCor, via internet, com retorno de resultado em menos de cinco minutos. Graças à iniciativa, a turística cidade do Vale do Paraíba, que já sediou várias edições do Congresso da SOCESP, terá a assistência aos pacientes cardiológicos otimizada, com considerável redução do tempo de espera. Através do sistema, mesmo que não haja um cardiologista presente na unidade no momento, o atendimento poderá prosseguir normalmente. Os testes realizados no PS são gravados em um software e enviados à Central de Telemedicina do HCor, onde são submetidos à avaliação de cardiologistas em plantão 24h, todos os dias. O tempo máximo de resposta é de 3 a 4 minutos, nas urgências, ou de até 24h nos procedimentos de rotina. Por meio do laudo, podem ser diagnosticados imediatamente arritmias graves, infarto agudo do miocárdio, distúrbios metabólicos, bloqueios cardíacos e todas as potenciais alterações eletrocardiográficas mais graves detectadas pelo ECG de 12 derivações habitual. Também há a possibilidade de consulta de uma segunda opinião, pois o profissional pode discutir o traçado eletrocardiográfico com os plantonistas da central por telefone. Segundo Hélio Penna Guimarães, médico intensivista cardiologista e coordenador do projeto de telemedicina do Ministério da Saúde e HCor, poder oferecer esse serviço ao cidadão jordanense é muito gratificante. Esse trabalho foi fruto do comprometimento do presidente da SOCESP, Carlos Magalhães, que gentilmente procurou o Serviço de Telemedicina do HCor e empenhou-se pessoalmente na implantação do sistema em Campos do Jordão. É um prazer participar. Ficamos muito felizes e gratos por nossa cidade ter sido escolhida para receber este benefício" Federico Guidoni O prefeito de Campos do Jordão, Frederico Guidoni, também ressalta a importância da ação. A parceira com as entidades sociais e a iniciativa privada é o que há de mais moderno na administração pública. Ficamos muito felizes e gratos por nossa cidade ter sido escolhida para receber este benefício. O presidente da SOCESP evidencia que a tecnologia pode ser uma grande aliada no atendimento médico. Sempre falamos da importância do rápido atendimento a cardiopatas, pois muitas vezes a demora acarreta graves complicações. Portanto, foi uma grande satisfação realizar essa parceria, que vai reduzir bastante o tempo de espera e, certamente, terá um reflexo positivo na qualidade de vida da população. TELEMEDICINA NO BRASIL Cada vez mais instituições de saúde passam a adotar a telemedicina como ferramenta no auxílio diagnóstico e terapêutico de diversas especialidades. Na Cardiologia, além do Eletrocardiograma Wincardio, existem outros aparelhos de telemedicina semelhantes que funcionam basicamente dentro do mesmo conceito. Segundo dados da ITMS, o recurso está presente em aproximadamente 2 mil pontos do território brasileiro e em mais de 5 mil municípios na América Latina. No entanto, infelizmente, muitos locais ainda não usufruem da vantagem. Para nós é uma honra estar junto da SOCESP e do HCor nesse projeto em Campos do Jordão. Em um país de dimensões continentais e com uma população ainda muito carente no acesso à saúde, soluções oriundas de parcerias como essa podem beneficiar muitas pessoas, diz Márcio Sanches, gerente médico da ITMS do Brasil. Antonio Passoni, Márcio Sanches, Elisabete Simabuco, José Everaldo Piedade Malheiros, Hélio Penna Guimarães, Luiz Pedro Nathan, Carlos Costa Magalhães e o prefeito Frederico Guidoni cidadania 9

10 direto da fonte Café e saúde: pesquisas do Incor apontam benefícios do cafezinho ao coração O tradicional cafezinho é uma das bebidas mais consumidas e apreciadas no Brasil e no exterior. Mesmo com essa popularidade, as propriedades nutracêuticas do café ainda são vítimas de desinformação. No entanto, estudos recentes mostram que a bebida, se consumida com moderação, é saudável para o ser humano. De acordo com o médico e pesquisador Luiz Antonio Machado César, do Instituto do Coração - InCor, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC FMUSP), o café não faz mal à saúde se tomado em quantidades moderadas e habituais, ou seja, até quatro xícaras ao dia. Ele avalia os efeitos do café sobre variáveis que envolvem o sistema cardiovascular para saber os efeitos da bebida na pressão arterial e no coração de pacientes que já têm doenças coronárias. Diz que, considerando os estudos recentes, não há evidências de que o café seja ruim para pessoas com problemas no coração. Os estudos vêm sendo desenvolvidos há quatro anos na Unidade Café e Coração, instalada no InCor, por meio de parceria com o Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Já foram analisados o comportamento de mais de cem pessoas por meio de diferentes baterias de exames realizados periodicamente com pacientes que tomam café. O café de torra clara tem leve tendência a aumentar a pressão arterial. Já o café de torra escura não causou nenhuma alteração na pressão. Houve discreto aumento no colesterol ruim e também no colesterol bom. Observou-se, também, que depois de ingerir café, as pessoas normalmente conseguiam andar mais na esteira. Além disso, estudos epidemiológicos realizados pelo Instituto do Câncer americano avaliaram mais de 400 mil pessoas, durante o período de 20 anos. Os resultados, publicados no New England Journal of Medicine, uma das revistas de maior impacto na América, mostram que a mortalidade entre os pacientes com hábito de tomar café foi menor do que naqueles que não ingeriam a bebida. Também ficou evidenciado que não existe restrição para a ingestão de café por pessoas com problemas de hipertensão, problemas nas válvulas mitrais ou pessoas que já passaram por cirurgias cardiovasculares, como ablação e cateterismo. Entretanto, alguns indivíduos são mais sensíveis a determinados tipos de alimento ou bebida. Há quem consuma cafeína e tenha taquicardia. Nesses casos, não é recomendado ingerir. No passado, um grande número de cardiologistas julgava que o café possuía apenas cafeína, desconhecendo que a bebida contém também maiores quantidades de sais minerais (2%-4%), ácidos clorogênicos e quinídeos (2%-4%), niacina ou vitamina PP (B3 ou ácido nicotínico) (1%) além da cafeína (1%-2%) e centenas de óleos voláteis responsáveis pelo aroma e sabor da bebida. Hoje, evidências comprovam que tomar café pode ser benéfico para a saúde, mas também não é obrigatório. Pesquisas sérias concluíram que a cafeína e o ácido clorogênico induzem o indivíduo a responder melhor à sua própria insulina. Pesquisas também têm mostrado que a bebida tem ação estimulante sobre o sistema nervoso e aumenta a atenção, a concentração e a memória de curto e médio prazos, sendo recomendada, inclusive, para estudantes de todas as idades. O café pode atuar na prevenção do câncer de cólon e reto, doença de Parkinson e de Alzheimer, apatia e depressão, obesidade infantil, diabetes tipo II, cálculos biliares e câncer de fígado, além de aumentar o estado de vigília do cérebro e diminuir a sonolência. 10

11 A escolha de nossos jovens Uma limousine para diante de uma escola de classe média, média alta. Para causar boa impressão nas colegas, nove jovens entre 10 e 11 anos, uma delas a aniversariante, embarcam no veículo de luxo e se dirigem a um spa. Só nove amigas são escolhidas para compartilhar o natalício, enquanto o resto vira auditório da retirada, em grande estilo, na limousine. No spa, primeiro, mergulham em "ofurô" cheio de água com chocolate. Depois de se divertirem, vão passar o resto da tarde fazendo a unha, os cabelos e recebendo massagens. O aniversário com todos em um bufê foi excluído da lista. Ir a um local aberto da cidade, com toda a turma, nem se pensou. Wilson Levy é um mestre em Direito pela USP, assistente-jurídico do Tribunal de Justiça, que fará doutorado em Direito Urbanístico, na contramão da maioria, que prefere outras áreas. Poucos se dedicam a cuidar dos direitos das pessoas nas cidades. Ele observou que seus colegas jovens preferem morar mais distante do trabalho, mesmo com o caos do trânsito, desde que se instalem em apartamentos novos, com apresentação das dependências em inglês e francês, onde se destaca o ascendente "espaço gourmet", local para se "fazer comida" para um grupo de amigos. Fui checar com o mercado imobiliário que confirmou tal preferência. Jovens, no início de carreira, que já podem comprar seus imóveis, optam por mais trânsito, mais horas no carro ou no transporte, para ter um apartamento mais bonito e com espaço social. Tanto as meninas, que preferem a exposição, quanto a turma do espaço gourmet, na prática, estão fugindo da rua, do convívio em bares, parques e locais de lazer, para se enfurnar em locais cada vez mais restritos. É a tendência. Infelizmente. A ideia é que a rua é perigosa e que aproveitar a vida, além de ser melhor em lugares fechados, passa direto por estar com grupos restritos. É a negação da ideia das cidades. As cidades foram criadas para aproximar as pessoas. Para facilitar o emprego, estimular o compartilhamento. O tal "Triunfo das cidades", decantado em prosa e verso pelo acadêmico de Harvard, Edward Glaeser, repousa nessa aproximação que facilita a qualidade de vida. Ele é uma espécie de tese de que a consolidação das cidades deu mais progresso e felicidade ao homem. Pois é, estamos nos encaminhando na direção contrária. As ruas tornam-se grandes vias só de passagem. O prazer é curtido, cada vez mais, a quatro paredes. Quanto menos gente, selecionada a dedo, melhor. Ao não enxergar o tamanho dessa grave patologia, sem perceber, aceleramos o processo. Duvido que esses jovens, no fundo, tenham se dado conta do movimento que estão ajudando a catalisar. Para entender isso (e Wilson Levy está na direção certa), é preciso entender: mais que equipamentos e uma enorme legislação, em grande parte não respeitada, é preciso direitos que garantam a posse e o usufruto da cidade. São questões intangíveis, fundamentais, como andar sem susto pelas ruas. E poder permanecer nelas sem arrastões, sem riscos. É mais escolher uma forma de viver do que se adequar a equipamentos. Não é fácil fazê-lo quando se atinge o estágio a que chegamos. Por isso, é primordial que se faça rápido, correndo. Com determinação. Para não acabarmos todos em um espaço gourmet mais perto de Sorocaba, Diadema, Mogi ou Jundiaí, em vez de em um bar em calçada da Avenida Paulista. Texto publicado na Folha.com José Luiz Portella é engenheiro, ex-secretário estadual e municipal em São Paulo, comentarista/articulista da Folha.com Jovens preferem se encontrar em espaços gourmet SXC sua carreira 11

12 opinião Paulo Manuel Pêgo Fernandes Professor titular de Cirurgia Torácica do Departamento de Cardiopneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Qual o estágio atual da cirurgia robótica na cardiologia? A introdução de novas tecnologias à medicina, em especial à cardiologia, tem ocorrido com grande ênfase nos últimos 35 anos. Várias dessas tecnologias mudaram a prática médica até então existente, enquanto outras se mostraram passageiras. A robótica em cirurgia cardíaca é mais uma inovação que em um primeiro momento encarece o tratamento aos pacientes e, portanto, necessita mostrar-se melhor que os tratamentos prévios. Até o momento, a incorporação da robótica em cirurgia cardíaca não se consolidou como um real benefício aos nossos pacientes. O desenvolvimento da robótica em cirurgia tem sido alvo de grandes investimentos da indústria nos últimos 15 anos. Pude participar de vários cursos e treinamentos em centros que incorporaram progressivamente a visão 3D e a melhora do movimento dos Braços do robô. Atualmente, há apenas uma indústria produzindo equipamentos robóticos para cirurgia cardiovascular. Como a maioria dos investimentos financeiros vultosos necessária para o desenvolvimento de tecnologias complexas, como robôs, há também uma demanda dos acionistas pelo retorno desses investimentos. Esse fato leva a uma grande ação de divulgação explícita de mídia, junto a médicos e hospitais, ou implícita, sugerindo que um hospital é melhor do que outro porque adquiriu a tecnologia. Isso pode nos levar a acreditar que o novo método se torna imprescindível para o progresso da especialidade. Notei há 10 anos um enorme investimento da indústria na disseminação desse método. Este fato resultou em grande venda destes equipamentos nos serviços de cirurgia cardíaca de todo o mundo e, em especial, nos Estados Unidos. Em editorial publicado em 2008 por Robicsek (J Thorac Cardiovasc Surg 2008; 135: 243-6), o autor relata que 25% dos programas de cirurgia cardíaca nos Estados Unidos adquiriram o robô Da Vinci, produzido pela Intuitive. Apesar disso, o número de operações cardíacas realizadas mostrava um aumento discreto, perfazendo uma média de 7,3 operações por robô por ano, ou apenas 0,5% do total das cirurgias cardíacas realizadas naquele país. O autor descreve também que apenas 10 instituições realizavam operações cardíacas com o uso de robô em número considerável e a maioria dos programas havia cessado o uso do robô ou o utilizava apenas esporadicamente. Há vários problemas com a incorporação dessa tecnologia, como o preço inicial, em torno de US$ 1 a 1,5 milhão, o alto custo de manutenção, em torno de US$ 2 mil por instrumentos descartáveis, por procedimento (N Engl J Med 2010; 363 (8): 701-4). No Brasil, esse custo ainda é mais alto devido a diversas taxas e impostos. Outro problema é a curva de aprendizado, existente na incorporação de qualquer nova técnica que, no caso do uso de robô, parece ser especialmente importante (Ann Thorac Surg 2013; 95: ). Como bem chama atenção Robicsek (JThorac Cardiovasc Surg 2008; 135: 243-6), é necessário ser um bom cirurgião cardíaco, com um bom resultado cirúrgico com o uso de técnicas convencionais para se tornar, se for o caso, um bom cirurgião com o uso de robótica. A grande expectativa inicial com o uso de robótica em cirurgia cardiovascular era a realização de revascularização do miocárdio. Este objetivo não se concretizou na grande maioria dos centros. A utilização maior nessa operação é como um procedimento híbrido, com a hemodinâmica, em que se usa a artéria mamária esquerda para revascularizar a coronária descendente anterior e a colocação de stents por via percutânea para outras coronárias (Circ J 2012; 76: ). Há algumas publicações (Circ J 2012; 76: e Ann Thorac Surg 2013; 95: ) relatando ou revisando séries de casos em que foi tratado maior número de coronárias com o uso da robótica, com bons resultados. A aplicação cirúrgica nos centros que utilizam com maior frequência o robô ocorre no tratamento da comunicação interatrial e da valvopatia mitral. (Ann Thorac Surg 2012; 94: 38-43). No caso do tratamento da comunicação interatrial, uma significativa parcela de casos pode ser tratada por via percutânea. A maior aplicação da cirurgia robótica na valvopatia mitral está nos casos passíveis de plástica mitral sem grande destruição valvar. Nos casos de etiologia reumática de endocardite, a indicação de robótica é muito mais restrita. Por outro lado, o controle clínico tem se aprimorado e as indicações de operação têm sido mais tardias. Este fato leva muitas vezes a operarmos pacientes mais idosos, com maior número de comorbidades e com maiores dilatações do ventrículo esquerdo, muitas vezes com hipertensão pulmonar secundária. Estes pacientes necessitam de intervenções precisas e rápidas para minimizar os efeitos deletérios do trauma cirúrgico e do uso de circulação extracorpórea. Neste momento da história, na maioria dos programas de cirurgia cardíaca, o uso de robótica não parece trazer benefícios, quando não malefícios. O conceito e a aplicação de incisões mais es- 12

13 téticas, em especial em mulheres jovens, têm sido realizados há muitos anos, por grande número de cirurgiões cardiovasculares. Ao que tudo indica, essa menor invasibilidade pode ser igualmente atendida sem o uso da robótica, com um tempo cirúrgico mais curto e com um custo muito menor (J Thorac Cardiovasc Surg 2008; 135: 243-6). A cardiologia tem uma particularidade em relação a outras áreas da medicina. Existem inúmeras subespecialidades, com muitos profissionais de alto gabarito em cada uma delas. Em relação à cirurgia cardiovascular, muitos avanços iniciados e padronizados pelos cirurgiões foram mais tarde incorporados com menor invasibilidade por outros especialistas. Podemos citar como exemplos as operações para tratamento de arritmias cardíacas, hoje tratadas principalmente pelos eletrofisiologistas; algumas doenças congênitas, como a persistência do canal arterial e a comunicação interatrial, muitas vezes tratadas por hemodinamicistas; a doença coronariana, com grande uso de stents; e, mais recentemente, a estenose aórtica em pacientes muito graves, que algumas vezes se beneficiam da colocação de próteses por via percutânea. A cirurgia cardiovascular tem sobrevivido devido aos seus bons resultados, à previsibilidade destes resultados a curto e longo prazos e às inovações nos cuidados peri e pós-operatório, que têm propiciado o atendimento a doentes e doenças cada vez mais graves e complexas. A cirurgia cardiovascular, assim como outras áreas cirúrgicas, tem incorporado cada vez mais o conceito de mínima agressão. Este conceito inclui menores incisões, incisões mais estéticas com eventual uso de videotoracoscopia, melhores técnicas de analgesia, extubação mais precoce e menores períodos de intubação. Dentro desse escopo de diminuir a invasibilidade, o futuro da cirurgia cardíaca robótica ainda é incerto. Deve haver investimento ainda maior em tecnologia por parte das indústrias, para tornar o tamanho dos equipamentos menores e de mais fácil utilização (J Thorac Cardiovasc Surg 2008; 135: 243-6). O próprio apelo de marketing sofreu um recente golpe pela veiculação na imprensa leiga de casos de óbitos de pacientes que poderiam estar relacionados a problemas com o uso dessa tecnologia. Acredito, que como em todo surgimento de novos tratamentos e de novas tecnologias, o que deve guiar o médico é a procura da melhor alternativa terapêutica para o seu paciente. A separação do joio do trigo muitas vezes não é fácil. Cada um de nós, com a nossa vivência clínica, com a utilização de estudos prospectivos e randomizados, a supervisão dos comitês de ética e com o acompanhamento próximo dos nossos pacientes, vamos, continuamente, aperfeiçoando a nossa prática médica. SOCESP de Piracicaba no controle do colesterol Duas mil pessoas fizeram gratuitamente exames Na quinta feira, 8 de agosto, a SOCESP Piracicaba comemorou o Dia Nacional do Controle do Colesterol, em ação conjunta com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, Associação Paulista de Medicina, Secretaria da Saúde do Município e Escola Técnica Coronel Fernando Febeliano da Costa. Na ocasião, quem passou pela Praça José Bonifácio, principal da cidade, no período da manhã, teve a possibilidade de, gratuitamente, fazer teste de glicemia, medir a pressão arterial e receber orientações sobre alimentação saudável para o controle do colesterol. Segundo Francisco Ramos Farina, presidente da Regional, a ideia era chamar a atenção da população sobre a necessidade de manter o nível de colesterol dentro da normalidade. Visto que foram atendidas cerca de duas mil pessoas, a ação se concretizou com louvor. Iniciativa teve boa receptividade da população regionais 13

14 jornada da juventude Papa Francisco no Brasil Visita a Aparecida contou com a participação da SOCESP na assistência às emergências Devoto de Nossa Senhora, o Papa Francisco aceitou apenas um convite fora da agenda da Jornada Mundial da Juventude (JMJ): visitar a cidade de Aparecida. Sua chegada à região do Vale da Paraíba, conhecido destino turístico dos católicos no Brasil, foi recebida com muito orgulho pelos mais de 200 mil fiéis que aguardavam ansiosamente pela chance de encontrar o pontífice argentino. Ainda como cardeal Jorge Mário Bergoglio, ele já havia visitado o local, em 2007, na Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (Celam), ocasião em que presidiu uma missa na Basílica da cidade. Durante a visita do Papa, a SOCESP levou 45 voluntários - entre médicos, enfermeiros e profissionais de saúde - para dar assistência às equipes das secretarias estadual e municipal. Houve a monitorização de todas as situações de mal-estar súbito que ocorreram durante e após cada encontro. A meta foi responder prontamente às emergências, ao lado de bombeiros, Defesa Civil e Forças Armadas, que auxiliaram na atenção primária. Para Agnaldo Píspico, diretor do Centro de Treinamento de Emergências da SOCESP, nem a chuva e nem o tempo frio foram capazes de desmotivar a equipe de apoio, que estava situada na parte externa da Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, pronta ao socorro àqueles que precisassem. A magnitude e a importância de um evento deste porte com certeza deixam qualquer um lisonjeado, mas tenho certeza de que a vinda do Papa não foi um episódio isolado e que teremos um trabalho voluntário de igual eficácia e prontidão na Copa do Mundo, nas Olimpíadas ou em qualquer outra situação que precise do nosso auxílio. Gostamos do que fazemos e, para nós, prestar esse tipo de assistência é um prazer, uma forma de contribuição social. 14

15 Essa não foi a primeira vez que a SOCESP teve participação em um evento grandioso. Em 2007, durante a visita do Papa Bento XVI, a equipe de profissionais da entidade também deu apoio ao Exército. Tudo o que a SOCESP programou como ação partiu de sua experiência prévia com a vinda do Papa Bento XVI, explica Píspico. Como pré-requisito para participar das ações, era necessário o amplo conhecimento dos protocolos de atendimento e triagem rápida, capacitação essencial para reconhecer paradas cardíacas ou infartos. O treinamento em suporte básico de vida e o adequado conhecimento para manusear desfibriladores externos automáticos (DEA) foram importantes para que um mínimo de procedimentos fosse realizado no local, com o intuito de não expor as vítimas a uma situação de risco. Inglês para MÉDICOS Hello folks, achei interessante alguns acrônimos de estudos clínicos com nomes de mulher, penso que vocês gostarão de revê-los. ELSA - European Lacidipine Study on Atherosclerosis EMERALD - European and Australian Multicenter Evaluative Research on Atrial Fibrilation Dofetilide ERICA - European Risk and Incidence, a Coordinated Analysis ISIS - 1, 2, 3, 4, International Study of Infarct Survival Ricky Silveira Mello Silveira.Mello Comunicações e Eventos Traduções e versões, revisão de Medical Papers, aulas de conversação e estrutura gramatical, tradução de teses Mobile: (11) serviço BALANÇO Foram atendidas cerca de 150 pessoas, especialmente em operações de consciência, hipotermia e crises de ansiedade. Os casos mais críticos foram os de duas vítimas, uma de acidente vascular cerebral (AVC) e outra de dor torácica, que foram devidamente encaminhados para o Hospital de Campanha (HCAMP) da Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo Píspico, esse é um número abaixo do esperado. Tivemos uma redução no número de pessoas que necessitaram de atendimento de aproximadamente 50% em relação ao esquema montado para a vinda do Papa Bento XVI. Acreditamos que o motivo foi o dia chuvoso, que fez com que os fiéis principalmente idosos procurassem abrigo em locais cobertos e ficassem mais protegidos. MONICA - Monitoring Trends and Determinants in Cardiovascular Disease NICE - Nitrates in Congestive Heart Failure PIAF - Pharmacological Intervention in Atrial Fibrilation RITA-2 - Second Randomised Intervention Treatment of Angina Trial Ricky pergunta... What are the drugs that can be added to a statin when necessary? Statins are the main medications prescribed worldwide to reduce cholesterol levels and prevent cardiovascular events and deaths. However there are situations when they are not enough by themselves, even in high doses, to reach all lipid profile targets (LDL-cholesterol, triglycerides and/or HDL-cholesterol). Other times their high doses are not tolerated so the targets cannot be reached. There are other available medicines that can be associated to a statin to improve the chance of reaching these goals. They are: resins, ezetimibe, fibrates, niacin and fish oils. However, till now there are no clinical studies showing that the addition of any of these medications to a statin actually can reduce cardiovascular risk. Facing this information what can the clinician do in the practical setting? Considering all the evidence relating the lipid profile to the cardiovascular risk we are authorized to associate to a statin, when necessary to obtain the recommended targets, any of these drugs in the expectation of reducing atherosclerosis events and mortality. Marcelo Chiara Bertolami, diretor de Divisão Científica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo 15

16 multidisciplinar Mary Lee Foz, Diretora Científica do Departamento de Psicologia da SOCESP O psicólogo com a equipe, família e paciente na UTI A atuação do psicólogo dentro do ambiente hospitalar tem crescido bastante nas últimas décadas, sobretudo em função do avanço da Psicologia Hospitalar, assim como a necessidade de criação de uma estrutura que ofereça apoio, acompanhamento psicológico e manejo humanizado nos hospitais. Neste sentido, sua principal função é ajudar pacientes e familiares a compreender o que significa o percurso da vida: viver, adoecer, morrer. Não obstante, ainda há algumas dificuldades, por parte de acadêmicos e profissionais, para delinear com maior precisão a área de atuação do psicólogo na equipe interdisciplinar, dentro da perspectiva de assistência integral e integrada. O presente texto procura abordar a atuação do psicólogo com a equipe, família e paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), considerada um dos setores mais tecnológicos e avançados do hospital. A UTI é uma área destinada aos cuidados do paciente crítico, de diferentes faixas etárias, com diferentes situações e possibilidades de recuperação. O estranho maquinário, as constantes limitações, interrupções e privação de sono, a superestimulação sensorial, catéteres, procedimentos invasivos, sede, dores, abstinência de alimentos comuns, a alimentação endovenosa ou naso enteral, a respiração por ventiladores e, ainda, a superlotação de equipamentos no local, são fatores desencadeantes de alterações psicopatológicas para o paciente, sua família e para a equipe de saúde. A internação nesta Unidade desperta ansiedade e temor da morte tanto no paciente, se este estiver consciente, como nos familiares, assim como uma série de outros sentimentos correlatos que as condições específicas em uma UTI podem exacerbar. Ao receber o diagnóstico, a família passa por toda uma reconfiguração em seu sistema, uma vez que este interfere nos projetos construídos por ela, os quais deverão ser mudados ou adiados. Instaura- -se claramente uma crise familiar permeada de incerteza e ansiedade que atingirá tanto o paciente quanto sua rede de suporte. Tanto a família, quanto o paciente, vivenciam uma gama de sentimentos, especialmente a angústia, a ansiedade e a culpa, cuja presença ou ausência determina a qualidade da relação com o doente e com a equipe. Diante disso, o trabalho com a família deve ser parte integrante da atuação do psicólogo, haja vista que dispensar cuidados simplesmente ao paciente não é suficiente para seu equilíbrio emocional. Ao cuidar da família, estamos cuidando automaticamente da saúde do paciente. A realidade vivenciada pela equipe multidisciplinar que atua nas Unidades de Terapia Intensiva é permeada por variados sentimentos e emoções, nos quais aspectos ligados à finitude, expectativas impostas por familiares e pacientes e tomadas de decisões conflitantes são fatores importantes para tais profissionais. Se esses sentimentos não estiverem bem equacionados podem gerar situações de estresse e distúrbios emocionais. É imprescindível que a equipe designe um espaço para refletir sobre a importância de seu papel como participante ativa no cuidado prestado aos pacientes e familiares e como potencializadora na recuperação da sua saúde. A equipe precisa observar a si mesma, refletir sobre o seu vivido e pensar intuitivamente, permitindo-se aprender a ser receptiva e atenta aos estímulos transmitidos pelas pessoas que estão à sua volta, de modo a satisfazer muitas das necessidades físicas, emocionais, espirituais e sociais do paciente e de seus familiares. Nesse sentido, é importante que o psicólogo trabalhe com a equipe sentimentos ambivalentes, como onipotência e impotência, racionalismo improdutivo e defesas que limitam o atender de forma humanizada. O psicólogo ainda é um facilitador das angústias da equipe, promovendo maior integração entre os profissionais e diminuindo o estresse. 16

17 Oportunidades de fomento do turismo A Copa das Confederações não atraiu torcedores estrangeiros na proporção que se esperava. Portanto, é interessante observar os dados divulgados pelo Ministério do Turismo, com base em estudo da FGV, indicando crescimento de 13,1% no faturamento do setor em 2012, em relação ao ano anterior. A estimativa, em 2013, é de uma expansão de 7,5%. É importante o avanço dessa atividade, uma das mais dinâmicas da economia mundial, mas cuja exploração no Brasil segue muito aquém do potencial. Sabe-se que o País recebe em torno de cinco milhões de turistas estrangeiros por ano, muito pouco se comparado a estatísticas de outras nações menores e menos aquinhoadas em termos de belezas naturais, patrimônio arquitetônico, estâncias climáticas e hidrominerais, praias, montanhas, pluralismo cultural, culinária, locais históricos, biodiversidade e clima. A despeito dessas vantagens competitivas capazes de encantar pessoas de todo o mundo, seguimos com números pequenos ante nossas reais possibilidades. Explicações para isso podem ser encontradas em numerosos problemas que ainda não conseguimos resolver, a começar pelas taxas de criminalidade e violência, cujos episódios são manchetes na mídia internacional, afugentando numerosas pessoas que gostariam de conhecer nosso paraíso tropical. Somam-se a isso as deficiências dos aeroportos e transportes em geral, a falta de padrão de qualidade nos serviços e também os preços. Este último item está claro no relatório da FGV, que constata inflação de 9,6% no setor em 2012, mais alta do que os 5,84% do IPCA. Poderíamos, portanto, ter uma fatia maior do bolo internacional dessa atividade, que é muito suculento para a economia de qualquer nação, conforme demonstra estudo do Conselho Mundial de Turismo e Viagens (WTTC) recentemente divulgado: um em cada onze postos de trabalho no mundo está ligado ao setor. Em plena crise na Zona do Euro, crescimento pífio do PIB norte-americano e da maioria dos países, o turismo mantinha, em 2012, 260 milhões de empregos em todo o mundo. Em 2013, o setor deverá ter crescimento global de 3,2%, acima da média de 2,4% estimada para a economia internacional. Ante tais dados, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 são oportunidades cruciais para darmos um grande impulso no nosso turismo, com medidas eficazes em várias frentes. A primeira delas é efetivar os investimentos na infraestrutura portuária e aeroportuária, de mobilidade e transportes, melhoria da estrutura urbana e combate eficaz à criminalidade. Não basta construir estádios padrão Fifa. Tais ações vinculam-se às políticas governamentais, envolvendo, também, as parcerias público-privadas. Outras iniciativas, também relevantes, dependem do setor privado, ou seja, qualidade nos serviços, preços adequados e um esforço grande para agradar os visitantes. O legado arquitetônico e de infraestrutura dos dois maiores eventos do calendário esportivo mundial, assim, não será apenas para a melhoria da qualidade da vida e eficiência econômica do Brasil. Deverá ser, também, um fator de atração de turistas. Do mesmo modo, receber bem os milhares de torcedores que virão ao País nos próximos anos será um grande investimento para fomentar um setor capaz de criar milhares de empregos e agregar milhões de dólares ao nosso PIB e balança de pagamentos. Antoninho Marmo Trevisan é presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do MBC (Movimento Brasil Competitivo) e do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República) gestão pública 17

18 surpreenda-se João Fernando Monteiro Ferreira O tempo não para A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo tem muitos motivos a se orgulhar. É uma referência em conhecimento científico; faz um dos mais importantes congressos da especialidade de todo o mundo; possui uma administração qualificada; gerencia seus recursos com competência e transparência; está sempre nas grades lutas em defesa dos médicos e dos cidadãos. Sei que estou falando coisas que já são consensuais. Entretanto, cito as mesmas somente para começar a falar de outra qualidade da SO- CESP poucas vezes destacada. Nossa Sociedade não para, não vive de glórias anteriores e nem se satisfaz com os bons resultados. Regozija-se, mas não se satisfaz. Na SOCESP, tenho acompanhado isso diariamente, todo o dia é dia de matar um novo leão, como se diz no jargão popular. Agora mesmo, já estamos avançando na composição do XXXV Congresso de Cardiologia. Talvez você pense: Como assim? Dias atrás estávamos juntos na edição É o que disse, o tempo não para e temos consciência de que é muito precioso para desperdiçá-lo. Além do mais, tempo é dinheiro. Como somos representantes dos cardiologistas na condução deste imenso patrimônio que é a SO- CESP, temos de geri-los (ao tempo e ao dinheiro) com eficiência. Assim, diariamente, Diretoria e equipe de apoio buscam novos serviços, benefícios, opções de educação continuada e vantagens para você. Neste momento, focamos o XXXV Congresso, antecipado para março em virtude da realização da Copa do Mundo em Será o nosso gol de placa, entrando para a história como o melhor de todos os tempos (veja nas páginas 4 e 5). Portanto, agende-se desde já. Depois, é só sair pra torcida e comemorar. Lei do Ato Médico: Esclarecimento CFM Para evitar equívocos de interpretação, assegurar o bom atendimento e informar à população sobre seus direitos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) esclarece que: 1) A manutenção dos vetos ao projeto de Lei do Ato Médico não implica em ampliação das competências e atribuições das outras 13 categorias da área da saúde; 2) Os médicos continuam a ser responsáveis pelo diagnóstico de doenças e prescrição de tratamentos, sendo que os outros profissionais atuarão unicamente dentro do escopo de suas respectivas legislações, conforme jurisprudência dos Tribunais Superiores; 3) Pessoas que realizem atos de diagnóstico de doenças e prescrição de tratamentos devem ser denunciadas às autoridades por exercício ilegal da Medicina, crime previsto no Código Penal com penas que vão de seis meses a dois anos de prisão; 4) Os pacientes devem ficar tranquilos, confiar sua saúde aos médicos, que têm assumido papel chave na assistência, e cobrar dos gestores o investimento necessário para qualificar os serviços públicos de saúde; 5) Os Conselhos de Medicina ressaltam que estão atentos às possíveis irregularidades, como parte de sua missão de defender a qualidade da assistência, a boa prática médica e a proteção e segurança da vida e da saúde dos pacientes. 18

19 PROGRAME-SE SETEMBRO 18 Atualização em Insuficiência Cardíaca e Reabilitação Cardíaca Regional Jundiaí 21 Conversando com o Especialista Departamento de Psicologia 30 Fisioterapia Cardiovascular: das evidências Departamento de Fisioterapia 21 Colóquio: Cardiologia do esporte e exercício Regional Santos 27 Síndrome de pânico no consultório cardiológico Regional Araçatuba em destaque DIRETORIA DA SOCESP BIÊNIO 2012/2013 PRESIDENTE Carlos Costa Magalhães VICE-PRESIDENTE Francisco Antonio Helfenstein Fonseca PRIMEIRO-SECRETÁRIO Rui Manuel dos Santos Povoa SEGUNDO-SECRETÁRIO José Carlos Aidar Ayoub PRIMEIRO-TESOUREIRO Rui Fernando Ramos SEGUNDO-TESOUREIRO Celso Biagi DIRETORA CIENTÍFICA Fernanda Marciano Consolim Colombo DIRETOR DE PUBLICAÇÕES João Fernando Monteiro Ferreira DIRETOR DE REGIONAIS José Luiz Aziz agenda OUTUBRO 3 a 31 (somente às quintas-feiras) Curso de Valvopatias 2013 Regional São José do Rio Preto 16 e 17 Curso de Atualização em Cardiologia Regional Botucatu 17 Cardiopatias no paciente idoso Regional Sorocaba 18 Fisiologia do Esporte Regional Bauru 19 Diabetes Melitus e infarto agudo do miocárdio Regional Araras 19 Conversando com o Especialista Departamento de Psicologia 28 Fisioterapia Cardiovascular: das evidências à prática clínica Departamento de Fisioterapia Outras informações sobre os eventos, ligue (11) DIRETOR DE PROMOÇÃO E PESQUISA Andrei C. Sposito DIRETOR DE INFORMÁTICA João Manoel Rossi Neto DIRETOR DE QUALIDADE ASSISTENCIAL Silas dos Santos Galvão Filho DIRETOR DO CENTRO DE EMERGÊNCIAS Agnaldo Pispico COORDENADORES DE PESQUISA José Luiz Ferreira dos Santos José Francisco Kerr Saraiva Ricardo Pavanello COORDENADOR DE EVENTOS Alberto Francisco Piccolotto Naccarato COORDENADOR DE POLÍTICAS DE SAÚDE Henry Abensur CONSELHO FISCAL Luiz Freitag, Bruno Mahler Mioto, Ibraim Masciarelli Pinto, Edson Stefanini EDITORES Ângela Teresa Bacelar, Beatriz Matsubara, Edson Stefanini, Moacir F. Godoy, João Carlos Hueb, Luiz Francisco Cardoso SOCESP em Destaque é editado bimestralmente pela Diretoria de Publicações da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Avenida Paulista, Horsa I, 15 o andar, cj , CEP , São Paulo, SP. Telefone: DIREÇÃO DE ARTE Giselle de Aguiar Pires IMPRESSÃO Hawaii Gráfica SOCESP NA INTERNET: 19

20 perguntas e respostas Silvia Moreira Ayub-Ferreira Médica Assistente da Unidade de Insuficiência Cardíaca e Transplante Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP Quais são as perspectivas atuais e futuras da Assistência Ventricular Mecânica? A Insuficiência Cardíaca (IC) é a principal causa de internação cardiovascular no Brasil. O envelhecimento populacional e o aumento da sobrevida de pacientes cardiopatas projeta um aumento progressivo dos casos de IC. Apesar dos avanços no arcabouço terapêutico, parte significativa destes pacientes evolui para estágio D, refratário ao tratamento padrão, onde a taxa de mortalidade alcança índices alarmantes, superiores a 50% em 1 ano. Nestes casos faz-se necessário a utilização de procedimentos avançados como o Transplante Cardíaco e os dispositivos de Assistência Circulatória Mecânica (ACM). Apesar do Transplante Cardíaco fornecer uma sobrevida média de 11 anos, nem todos os pacientes conseguem usufruir deste procedimento devido a escassez de doadores viáveis ou a presença de contraindicações. A primeira experiência com ACM desenvolvida no Brasil data de 1994, quando um paciente com Cardiopatia Chagásica recebeu um dispositivo como ponte para transplante (Arq Bras Cardiol 1994;62:23-7). Atualmente existe uma gama de dispositivos de ACM, que podem ser classificados por: 1.tempo de permanência (curta ou longa), 2.tipo de implante (paracorpóreo ou totalmente implantável), 3.pelo ventrículo assistido (esquerda, direita ou biventricular) e 4.tipo de fluxo (pulsátil ou contínuo). Os dispositivos de curta permanência são utilizados na emergência em pacientes que se apresentem em choque cardiogênico refratário como ponte para decisão, permitindo a manutenção de uma situação hemodinâmica adequada e evitando a falência de múltiplos órgãos. Nestes casos, o suporte temporário permite ao médico ter tempo de decidir qual a melhor estratégia a ser adotada. Entre os dispositivos disponíveis temos: o Balão Intra-Aórtico (BIA), o TandemHeart, o Impella e o ECMO ( Extra-corporeal Membrane Oxygenation ). O atendimento a pacientes em choque cardiogênico deve seguir uma abordagem escalonada, que se inicia com inotrópicos e vasopressores antes de considerar o implante destes dispositivos de ACM (Curr Opin Cardiol 2011;26:548-54). Já os dispositivos de longa permanência são indicados em pacientes estáveis, com um planejamento estratégico de longo prazo. Nestes casos, a estratégia de implante da ACM pode ser ponte para transplante, ponte para recuperação ou terapia de destino. Os primeiros dispositivos de longa permanência introduzidos na prática clínica foram pulsáteis e paracorpóreos. O REMATCH Trial randomizou 129 pacientes com IC classe funcional IV que não eram candidatos a transplante cardíaco para receberem o dispositivo HeartMate XVE (suporte pulsátil, paracorpóreo para o ventrículo esquerdo) ou permanecer na terapia médica padrão. O implante do dispositivo gerou uma redução de 48% do risco de óbito de qualquer causa em 1 ano (N Eng J Med 2001;345: ). Já o HEARTMATE II Trial incluiu 200 pacientes com IC CF IIIb / IV não elegíveis para transplante cardíaco que foram randomizados num desenho 2:1 para receber ACM de fluxo contínuo versus fluxo pulsátil. A sobrevida em 2 anos foi 11% no grupo pulsátil versus 46% no grupo fluxo contínuo (N Eng J Med 2009;361: ). Atualmente os dispositivos mais utilizados são de fluxo contínuo e intracorpóreos, primordialmente para suporte do ventrículo esquerdo. Segundo o INTERMACS (Interagency Registry for Mechanically Circulatory Support), em 2006 foram implantados 103 dispositivos ACM nos Estados Unidos, todos pulsáteis. Quanto à estratégia, 77% como ponte para transplante e 16% como terapia de destino. Destes pacientes, 80% estavam em situação hemodinâmica grave, com choque cardiogênico crítico ou em declínio da situação hemodinâmica, já mostrando deterioração da função de órgãos. Já no período de janeiro a junho de 2012, 896 dispositivos de ACM foram implantados, sendo 862 dispositivos de fluxo contínuo, intracorpóreos. Quanto à estratégia, 51% como ponte para transplante e 44% como terapia de destino. Quanto à situação hemodinâmica, apenas 53% dos pacientes encontrava-se em situação hemodinâmica crítica (J Heart Lung Transplant 2013;32:141-56). Tais dados demonstram que com a melhora da tecnologia destes dispositivos e da expertise das equipes e, consequentemente, o aumento da sobrevida destes pacientes, somado a escassez de doadores para transplante cardíaco, levaram a uma mudança no perfil de indicação de ACM. Atualmente se indica estes dispositivos mais precocemente, antes que o paciente já esteja em choque cardiogênico franco e disfunções orgânicas instaladas e cada vez mais como terapia de destino. 20

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