Primeiro trimestre está perdido e crescimento de 4,5% é incerto

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1 mobile.brasileconomico.com.br TERÇA-FEIRA, 17 DE ABRIL, 2012 ANO 4 N O 664 R$ 3,00 PUBLISHER RICARDO GALUPPO DIRETOR JOAQUIM CASTANHEIRA DIRETOR ADJUNTO RAMIRO ALVES Jarbas Oliveira Outros sabores Ypióca, de Everardo Telles, que há 166 anos produz cachaça, está diversificando com o lançamento da vodca Hypnose. P16 Um drink com seu ídolo Vender lugares vips para shows de artistas como Madonna é negócio lucrativo que cresce no Brasil. P28 Primeiro trimestre está perdido e crescimento de 4,5% é incerto A divulgação do Índice de Atividade Econômica do BC prévia do PIB, apontando retração de 0,23% em fevereiro, faz a missão da equipe econômica de terminar 2012 com crescimento de 4,5% muito difícil, afinal foi o segundo mês seguido de queda. P6 País pode ter lei para controlar metas ambientais Evaristo Sá/AFP A proposta vai ser apresentada na Rio +20 e obriga os governantes a objetivos pré-estabelecidos. P10 Cristina Kirchner decide expropriar petroleira Repsol Presidente da Argentina radicaliza e alega falta de investimentos para ficar com 51% da espanhola. P36 Ambev vai às compras e passa dominar Caribe Depois de desembolsar US$ 1,2 bi, a gigante passa a liderar venda de cerveja em toda a região. P17 INDICADORES TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar comercial (R$/US$) Euro (R$/ ) 1,8420 2,4000 1,8440 2,4010 JUROS META EFETIVA Selic (ao ano) 9,75% 9,65% BOLSAS VAR. % ÍNDICES Bovespa São Paulo Dow Jones Nova York FTSE 100 Londres -0,24 0,56 0, , , ,28 Hillary propõe parcerias com a Petrobras e quer atrair turistas Na sua rápida passagem por Brasília, a secretária de Estado, Hillary Clinton, não perdeu tempo: elogiou a economia e manifestou interesse de empresas americanas firmarem parcerias com a Petrobras para explorar o pré-sal. P4 Estratégias para atrair a atenção de um headhunter Uma dica dos caçadores de talentos é dar mais destaque aos resultados obtidos do que cursos e históricos. P34 BNDES vai investir R$ 1 bi em fundos Nos próximos três anos, o banco estatal investirá em fundos de private equity e venture capital com foco na inovação. No total, devem atrair R$ 5 bi. P30 Hipercard é arma de pressão do Itaú Presidente do Itaú, Roberto Setubal, agora fala em transformar Hipercard em credenciadora se não conseguir fechar o capital da Redecard. P32

2 2 Brasil Econômico Terça-feira, 17 de abril, 2012 CARTAS Avanço OPINIÃO Depois de ler a reportagem Após denúncias, Demóstenes anuncia saída do DEM publicada pelo BRASIL ECONÔMICO ON-LINE (em 3/4/12), cheguei à conclusão de que se a Polícia Federal pudesse grampear esses políticos imaginem só quantos Demóstenes não iriam aparecer... Temos que acabar com esse fórum privilegiado para os parlamentares. Marcelo Luiz Santos (SP) A leitura da entrevista com Erik Peterson, sob o título Brasil pode ser nova potência e definir rumos do globo (publicada em 3/4/2012), deixou-me otimista. Realmente espero que o Brasil entre em um processo de crescimento sustentado e aproveite todas as oportunidades de investimento, proporcionando maior desenvolvimento para o país e consequentemente maior evolução em outras questões como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Rafael Menezes Barañano Pelotas (RS) Curioso o nome do programa adotado pelo Banco do Brasil, informado na reportagem "Banco do Brasil reduz juros e aumenta crédito em R$ 43,1 bi" (publicado em 4/4/12). BomPraTodos? Bem, para todos, menos para os acionistas... Por que o Sr. Bendine não fecha o capital do banco antes de querer reinventar a roda? Por que o governo captou dinheiro de milhares de investidores para depois jogar fora a técnica e tratar o Banco do Brasil como uma repartição pública? Quero ver a CVM fiscalizar uma empresa do Novo Mercado em que o controlador adota medidas contra si. Fechem o capital do banco e façam o que quiserem. Que país é esse? Leandro Soares Belo Horizonte (MG) ERRATA Diferentemente do publicado na matéria ABIT promove capacitação para indústrias têxteis, de 13/04/2012, o nome do gerente de infraestrutura e capacitação da ABIT é Sylvio Napoli e não Silvio Mattos CONECTADO Ferramentas do mundo digital que facilitam seu dia a dia Workout Trainer O programa pretende ser uma espécie de personal trainer virtual. Nele, o usuário registra seus dados pessoais como peso, idade e intensidade desejada do treino e logo recebe um plano individual de exercícios. Com auxílio de imagens e orientações em áudio, o aplicativo ainda tenta motivar, utilizando frases de incentivo (em inglês). Grátis Para Android Kuanto é Cristovam Buarque Senador PDT-DF Esse aplicativo é bem útil para quem gosta de economizar e não compra nada sem fazer uma prévia pesquisa de preços. Com interface limpa e sem mistérios, basta digitar o nome e a marca do produto que ele faz o levantamento automático, trazendo a comparação de valores entre as lojas. O programa também apresenta ofertas de ocasião. Grátis Para Windows Phone O ex-governador do DF figura no ranking dos perfis no Twitter com maior influência na política do Brasil, elaborado pela Burson Marsteller. A lista traz cinco políticos e cinco jornalistas. Retrocesso Enrique Huerta Gonzalez Presidente da Zara no Brasil A Justiça determinou que a rede de roupas Zara tire a marca do raio das vitrines de suas lojas brasileiras, depois que a Zoomp entrou com ação alegando o uso indevido de seu símbolo. Big Lens Fotógrafos iniciantes e iniciados vão se render aos recursos desse aplicativo capaz de transformar o celular em uma câmera SLR profissional. Com ele é possível criar ótimas imagens, utilizando efeitos de filtro, brilho e foco. Para tanto, basta capturar a imagem, selecionar os detalhes que se quer valorizar e testar os recursos disponíveis com a ponta dos dedos. US$ 0,99 Para iphone Ag.Senado Roberto Navarro Murillo de Aragão Cientista político e presidente da Arko Advice Pesquisas Guerra dos portos Entre as medidas para incentivar a economia nacional anunciadas no início do mês, o governo incluiu a necessidade de aprovação do projeto de resolução que uniformiza as alíquotas do ICMS nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior (PRS 72/10). A alegação do governo é de que o projeto acaba com a guerra dos portos, que provoca distorções em favor dos produtos importados. A aprovação da Resolução 72 pode ser mais efetiva para a indústria paulista do que o conjunto de medidas que compõem o Brasil Maior (política industrial do governo). A opinião é do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini. Nesta terça-feira, o projeto será votado pela Comissão de Assuntos Econômicos. Amanhã, poderá ser votado pelo plenário do Senado. Por se tratar de matéria de competência exclusiva do Senado, uma vez aprovada, ela segue direto para promulgação.o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), relator da matéria na Comissão de Assuntos Econômicos CAE, propôs a adoção de uma alíquota única de ICMS de 4% para operações interestaduais para produtos importados. A alíquota entraria em vigor a partir de 1º de janeiro de O relator incluiu em seu parecer que a medida não se aplica às operações que envolvam gás natural importado. O debate em torno do PRS 72 contribuiu para retomar a discussão sobre um novo pacto federativo Foram apresentadas quatro emendas ao parecer de Braga: três do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e uma do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Aécio apresentou emenda prevendo uma regra de transição de cinco anos para os estados que perderem arrecadação com o ICMS interestadual para importados. Pelo seu texto, caberia ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) fazer os cálculos das perdas dessas unidades da Federação e compensá-las com desconto do pagamento dos serviços da dívida dos estados com a União. Em uma de suas emendas, o senador Valadares propõe que a alíquota de ICMS tenha redução de um ponto percentual de 2013 até 2020, quando atingiria a alíquota de 4%. Em outra emenda, propõe que seja criado um Comitê de Representantes da União e dos Estados com receita potencialmente diminuída por efeito da Resolução para discutir que itens deverão incidir sobre a alíquota de 4%. A lista deveria ser definida em um prazo de 90 dias, a contar da data da publicação do projeto. A terceira emenda do senador Valadares diz que a adoção de uma alíquota única de ICMS de 4% para operações interestaduais para produtos importados não poderá retroagir para contratos em vigor. Ela valeria apenas a partir da publicação da resolução. Esta semana pode ser estabelecido um período de transição para essas mudanças. Tal definição depende da negociação de outras questões, como a alteração no indexador que corrige a dívida dos estados com a União. O debate em torno do PRS 72 contribuiu para retomar a discussão sobre um novo pacto federativo. Foi instalada no Senado uma Comissão Especial de Notáveis para discutir o assunto. A criação da Comissão é muito positiva e deveria merecer atenção especial por parte do Congresso. NESTA EDIÇÃO Startups estrangeiras ganham incubadora Anderson Criativo, sócio-fundador da MobMob, lança em maio a Tropicalization que vai pegar carona no crescente interesse de empreendedores internacionais no mercado brasileiro. P12 Texto alinhado à sfdfesquerda, sem hifenização, Cartas para a Redação: Avenida das Nações Unidas, , 8º andar, CEP , Brooklin, São Paulo (SP). falso, alinhado esquerda, sinha o à esquerda, texto alinhado à esquerda, sem hifenização, texto As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. Em razão de falso, alinhado esquerdafhlação. PXX espaço ou clareza, BRASIL ECONÔMICO reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em Asics quer ampliar exposição de marca Fabricante japonesa de material esportivo, líder no segmento de running, pretende investir em nova modalidade esportiva no país, além do vôlei, handebol e tênis. P27

3 Terça-feira, 17 de abril, 2012 Brasil Econômico 3 MOSAICO POLÍTICO Cândido Vaccarezza Deputado federal pelo PT-SP PEDRO VENCESLAU Rastreamento de armas Em 2006, o Comando Militar do Leste desencadeou uma grande operação militar no Rio de Janeiro para localizar fuzis roubados de um quartel. O desvio de armas do Estado para o crime organizado é um dos ingredientes do aumento da violência urbana, mas não é o único. Pesquisa do Viva Rio indica que 90% das armas no país (15 milhões) estão em poder da sociedade civil. Desse total, 50% são ilegais. Para ampliar o controle sobre as armas, apresentamos proposta que obriga os fabricantes a colocarem chip de rastreamento nas armas vendidas no Brasil. Depois do Estatuto do Desarmamento, o número de homicídios caiu 11%, a partir de Mesmo assim, estimativas do Ministério da Saúde indicam que no ano passado pessoas foram assassinadas por armas de fogo mais de 70% dos homicídios cometidos no Brasil. É preciso fazer mais. A Lei de Controle de Armas brasileira previu a criação de um banco de dados nacional para integrar as bases da Polícia Federal, Polícia Civil e Exército. Até hoje o sistema não foi integrado. O Ministério Público Militar investigou mais de 223 casos de roubo de pistolas, fuzis e metralhadoras de 2004 a 2008 em unidades das Forças Armadas. Descobriu que mais de 30 mil itens foram furtados em vários estados brasileiros a metade no Rio de Janeiro. Outro problema grave diz respeito ao controle das armas das empresas de segurança privada. As empresas do setor registradas no Brasil detêm 223 mil armas de fogo. A CPI do Tráfico de Armas da Câmara Federal, que funcionou em 2005 e 2006, revelou que 17% das armas apreendidas com criminosos e analisadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro tinham sua origem numa empresa de segurança privada. Na Alemanha, o Departamento de Polícia de Hamburgo decidiu usar um sistema de identificação de rádio frequência (RFID). Etiquetas pequenas e chip RFID são incorporados em coletes à prova de balas e armas de fogo usados pelos policiais. Um software é usado para controlar e gerenciar os itens. O sistema identifica automaticamente e registra cada equipamento durante a entrada e saída dos policiais e também rastreia as armas e coletes à prova, enquanto os policiais estão de plantão. O projeto propõe o uso de chips eletrônicos em todas as armas, nacionais ou importadas, no prazo de quatro anos O projeto em discussão obriga o uso de chips eletrônicos em todas as armas, nacionais ou importadas, no prazo de quatro anos. No chip, que é um circuito eletrônico miniaturizado para armazenamento de dados, deverão conter informações como nome do órgão ou da agência a qual a arma está vinculada, o calibre e a capacidade dos cartuchos, a espécie, a marca, o modelo e o número de série. O texto inclui, ainda, uma multa diária de R$ 200 mil para os fabricantes que, ao final do prazo, não tiver se adaptado à inclusão do chip. Os recursos das multas deverão ser revertidos de forma complementar para instituições públicas que tratam de vítimas alvejadas por armas de fogos. Se aprovada, a nova lei permitirá que, caso uma arma seja roubada, a polícia terá mais facilidade para rastreá-la de acordo com as informações passadas. O objetivo é que as autoridades tenham um maior controle sobre a movimentação das armas e seja mais um instrumento para reduzir a violência no país. Com uma maior restrição no acesso a armas, tragédias como o massacre de crianças numa escola em Realengo, no Rio de Janeiro, poderiam ser evitadas. Officer entra no mercado de reciclagem Distribuidora de marcas como Apple, HP e IBM cria nova área de negócios para lucrar com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, recolhendo e descartando aparelhos eletroeletrônicos. P28 Lição deixada pela agonia e fim da Pan Am Em artigo, Antoninho Marmo Trevisan reflete sobre a extinção da memorável companhia aérea referência mundial de inovação no setor de aviação, que não resistiu aos problemas de gestão. P39 JBS e Greenpeace em pé de guerra Está cada vez mais belicoso o clima entre a JBS, presidida por Wesley Batista, e a ONG Greenpeace. Os ambientalistas acusam o frigorífico de ter descumprido um acordo de não comprar carne de fornecedores que utilizam trabalho escravo, terras indígenas e desmatam a Amazônia. A gota d água foi uma carta enviada recentemente pela ONG para clientes da JBS em todo mundo dizendo que o frigorífico está em uma lista negra no Brasil. Há dois meses, nós convidamos o Greenpeace para uma reunião em nossa sede. Apresentamos a eles todos os nossos relatórios de auditoria, as ferramentas utilizadas para controlar os processos de aquisição de matéria-prima e nos certificarmos que todos nossos fornecedores estão enquadrados nas regras de defesa do meio ambiente. Nesse mesmo dia, o Greenpeace se recusou a atender um convite nosso de fazer uma visita aos elos da cadeia, disse à coluna o diretor executivo de Relações Institucionais da JBS, Francisco de Assis. ONG diz que JBS "não presta contas" O Greenpeace alega que está "há três meses" se reunindo com a JBS, mas a empresa não estaria conseguindo prestar contas sobre os critérios de seu sistema de auditoria. Eles não prestam contas com um sistema monitorável e transparente", afirma o diretor da ONG, André Mugiatti. CURTAS A escolha do economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea, como candidato do PT em Campinas pode atrapalhar a aproximação entre o PSB e Fernando Haddad na campanha pela prefeitura de São Paulo. Ocorre que o PSB conta com um candidato competitivo na cidade, o deputado federal Jonas Donizette. Os socialistas, que estão sendo assediados pelo PT para apoiar Haddad na capital paulista, esperavam que o partido de Lula e o próprio apoiassem seu prefeiturável em Campinas. O tenista e presidente da Tetra Pak, Paulo Nigro, será o anfitrião de um café com empresários do Lide e o diretor de incentivo ao esporte do Ministério dos Esportes, Ricardo Capelli. Sexta, em São Paulo. PRONTO, FALEI Entramos em contato com os companheiros do MST dizendo para eles que qualquer diálogo implica na desocupação do ministério (do Desenvolvimento Agrário) Gilberto Carvalho, Secretário Geral da Presidência Lula contraria médicos para homenagear fonoaudiólgos Contrariando seus médicos e a esposa, o ex-presidente Lula gravou e divulgou ontem um vídeo agradecendo os fonoaudiólogos que o atendem desde o começo do tratamento de quimioterapia e radioterapia. O motivo? Ontem foi o Dia Mundial da Voz. Divulgação O presidente do Conselho de Ética do Senado, Antonio Carlos Valadares, visita hoje o STF. Vou pedir ao ministro (Ricardo) Lewandowski que haja compartilhamento de informações entre a Comissão e o STF no caso Demóstenes, disse o senador à coluna. Para sensibilizar o STF, o senador argumentará que existe um antecedente de compartilhamento: o caso do ex-senador Luiz Otávio. Murillo Constantino Mais uma para a série coincidências da vida. Os EUA vetaram a participação de Cuba na Cúpula das Américas, que terminou domingo na Colômbia. Mas depois de uma dia tenso no evento, Hillary Clinton foi tomar cerveja em Cartagena em um bar chamado "Café Havana". Hay que endurecer?

4 4 Brasil Econômico Terça-feira, 17 de abril, 2012 DESTAQUE RELAÇÕES COM OS EUA Editora: Elaine Cotta Hillary defende parceria com Petrobras na busca do pré-sal Secretaria de Estado elogia a economia brasileira e quer atrair mais turistas para gastar nos Estados Unidos Ruy Barata Neto, de Brasília Depois de dizer que a exploração do pré-sal é complicada, cara e difícil, Hillary Clinton defendeu a união de esforços Os Estados Unidos reforçaram o interesse em participar da exploração do petróleo da camada pré-sal em parceria com a Petrobrás. Em visita ao Brasil, a secretária de estado americana, Hillary Clinton, disse ontem, que as empresas americanas estão prontas para participar dos investimentos que o Brasil demandará para intensificar a exploração de petróleo em águas profundas. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, acenou com a ideia de criação de um grupo de trabalho formado por representantes do setor privado americano e técnicos brasileiros da Petrobrás. Hillary deixou clara a possibilidade de empresas americanas se associarem a estatal nos projetos de exploração. O assunto também foi discutido mais cedo em reunião às portas fechadas, com a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster. O que o Brasil está fazendo é complicado, difícil e caro. E há maneira com os quais nossas empresas poderiam se associar com a Petrobrás, de acordo com condições definidas pelo governo brasileiro, disse Hillary. Ela (Graça) sabe que vai necessitar de investimentos e nossas empresas estão prontas a participar. Hillary praticamente ignorou as investigações e processos judiciais movidos no Brasil contra a empresa Chevron, a segunda maior do setor nos Estados Unidos, acionada criminalmente pela Justiça por causa de vazamento de óleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Quando questionada, disse que a exploração em águas profundas tem problemas que são conhecidos pelo Brasil e pelos EUA e que os países podem trabalhar em conjunto para superar os desafios. Segundo a chefe de estado, o encontro com Graças Foster abriu agenda concreta sobre o tema com o objetivo de viabilizar investimentos americanos no país. Faremos que os investimentos estejam disponíveis. Hillary também aproveitou para elogiar publicamente Graças Foster. Eu sai da reunião muito impressionada do ponto de vista pessoal e com o empenho da Petrobrás em maximizar os benefícios para o povo brasileiro que podem decorrer das jazidas de exploração, disse Hillary, referindo-se ao projeto de distribuição dos royalties do petróleo para viabilizar mais investimentos sociais. Biocombustíveis A secretária de estado americano também mencionou a parceria do Brasil para o desenvolvimento de novas tecnologias para o uso de biocombustíveis à base de cana-de-açúcar. Os dois países querem reforçar parceria para viabilizar aviões movidos a etanol. Os dois países são os maiores produtores mundiais de biocombustíveis. Essa é uma questão crucial sobre a qual precisamos avançar, disse Hillary em palestra a empresários promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Bitributação A eliminação da bitributação foi tema de destaque no encontro de Hillary com empresários. O presidente da CNI, Robson Andrade, aproveitou o evento para pedir avanços nos acordos bilaterais para por fim a dupla cobrança de impostos que incidem sobre empresas com operações comerciais nos dois países. Na avaliação da CNI, os acordos que existem atualmente sobre o tema não são suficientes e continuam a impedir o crescimento das relações comerciais entre os dois países. Houve ainda aprofundamento de acordos de cooperação em áreas da economia, educação, e segurança online. Agenda Hillary se encontrará com a presidente Dilma Rousseff hoje, na reunião anual da Open Government Parthership (OGP), que terá delegações de 53 países. A Parceria para o Governo Aberto, na tradução para o português, é uma iniciativa internacional para difundir e incentivar práticas de transparência governamental. Chevron: Empresa teve dificuldades para atuar Secretária não fala do desastre causado pela companhia, mas admite problemas na exploração Jacquelyn Martin/Reuters Hillary Clinton com Graça Foster: A Petrobras sabe que vai necessitar de investimentos e nossas empresas estão prontas a participar A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, admitiu ontem que a empresa americana Chevron tem dificuldades em atuar na exploração de petróleo em águas profundas. Com isso, a secretária de Estado tentou ressaltar a importância de Brasil e Estados Unidos manterem parcerias na área de exploração de petróleo e de desenvolvimento de fontes alternativas de energia como o etanol. Segundo Hillary, há desafios que devem ser superados, mas que não podem impedir as negociações entre os dois países nessa área. Queremos ser um bom parceiro. Há problemas em águas profundas e sabemos os desafios que isso apresenta, mas sabemos também que é importante para o Brasil levar isso adiante, disse a secretária, depois de se reunir por cerca de uma hora com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ontem, em Brasília. Hillary ainda afirmou que o trabalho de exploração de petróleo desenvolvido no Brasil é muito caro e difícil. A secretária não mencionou, todavia, o desastre ecológico provocado pela perfuração de um poço exploratório feito pela Chevron Brasil no Campo de Frade, na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, em novembro Por causa do derramamento de óleo, considerado um dos piores desastres ambientais em alto mar do país, a empresa foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por crimes ambientais e danos ao patrimônio público e multada em mais de R$ 100 milhões valor que inclui processos movidos pela Justiça e pelo Ibama. ABr

5 Terça-feira, 17 de abril, 2012 Brasil Econômico 5 Jim Yong Kim, o novo presidente do Banco Mundial, vestido para performance em show de Rap Cláudia Bredarioli e Simone Cavalcanti A escolha do novo presidente do Banco Mundial (Bird) o asiático-americano Jim Yong Kim foi recebida com rejeição pelo governo brasileiro. Tanto que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou ontem que o Brasil não injetará mais recursos no Fundo Monetário Internacional (FMI), enquanto não houver sinais de avanço nas reformas das instituições para aumentar a participação de países emergentes no processo de decisões. Não senti um comprometimento firme do candidato dos Estados Unidos, Jim Yong Kim, em levar adiante as reformas de vozes e de votos dentro do Bird, disse Mantega, para quem o banco tem andado muito lentamente no processo de aumento da participação de membros em sua diretoria. Pouco antes de o Bird escolher o candidato dos EUA, o ministro explicou que o governo brasileiro havia decidido apoiar a candidata nigeriana, representada pela ministra das Finanças, Ngozi Okonjo-Iweala. Dartmouth College/AFP Brasil nega recursos se avanços não forem vistos no FMI e Bird Mantega declarou que novo presidente no Banco Mundial não mostrou compromentimento firme para realizar reformas na instituição Para especialistas, países emergentes perderam a oportunidade de se articular em torno de candidatura comum Para especialistas, os países emergentes perderam a oportunidade de se articular em torno de uma candidatura comum e, finalmente, brigar para que a representatividade econômica dessas nações começasse a se refletir nos organismos internacionais. Os emergentes perderam essa batalha por falta de articulação, mas não perderam a guerra da governança global, afirma Marcus Vinicius de Freitas, professor de Relações Internacionais da Faap. Os Estados Unidos nunca precisaram tanto do mundo quanto agora. Não iriam perder essa oportunidade, diz o economista José Pio, especialista do Instituto Millenium e reitor da Universidade Positivo. Talvez, se tivesse sido indicado um banqueiro, a escolha do Bird não pesasse para o lado americano. Por isso foi inteligente a indicação de alguém com biotipo e nome asiático, além da formação médica voltada para políticas públicas. Apesar de o cargo ter ficado com um candidato indicado pelos Estados Unidos mantendo a tradição de a instituição ser comandada por um americano desde sua criação, depois da Segunda Guerra Mundial, essa foi a primeira eleição em que não houve unanimidade. Os candidatos receberam apoio de diversos países-membros, o que reflete o alto calibre dos candidatos, minimizou o Bird. Mas a justificativa não convencenceu a todos. A votação depende de peso político (...) e por esta razão os Estados Unidos ganharam, disse a ministra nigeriana de Finanças. A presidência do Banco Mundial está em mãos de americanos desde 1946, graças a um acordo tácito com os europeus, que implica também na presidência europeia do FMI. Deus nos dotou de bom senso para saber que (os americanos) empregaram todo seu peso para vencer, disse a respeitada economista, de 57 anos, que foi diretora-geral do Bird de 2007 a Com Reuters e AFP Apertos de mão são econômicos e não apenas políticos Aproximação com os Estados Unidos reforça importância econômica do Brasil no mundo Desde o começo do ano passado, a presidente Dilma Rousseff viajou duas vezes aos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, já foi para lá cinco vezes. Em contrapartida, o presidente Barack Obama veio ao Brasil em maio do ano passado e, agora, a secretaria de Estado Hillary Clinton está em visita oficial ao país. Ao todo, representantes dos dois governos já se encontraram nove vezes em 16 meses, de acordo com levanto feito pelo BRASIL ECONÔMICO. A aproximação entre os dois governos oscila ao longo das décadas de acordo com interesses políticos e econômicos. Mas, desta vez, a proximidade se deve à consistente conjuntura econômica brasileira, diz João Paulo Peixoto, professor de ciências políticas da Universidade de Brasília (UNB). Tanto o Brasil quanto os Estados Unidos querem aumentar a cooperação em diversas áreas. Já foram firmados acordos nos setores de biocombustíveis, defesa e educação. Há um amadurecimento da agenda política e o Brasil está menos subserviente, diz Paulo José dos Reis Pereira, professor de ciências políticas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Indicado em março pelo presidente Barack Obama para substituir Robert Zoellick na presidência do Banco Mundial, Jim Yong Kim, presidente do Dartmouth College, assumirá o posto em 1º de julho com a promessa de dar mais voz aos emergentes na instituição. Vou buscar um novo alinhamento do Banco Mundial com um mundo em rápida transformação, afirmou o coreano-americano em comunicado emitido do Peru, sua última parada em um tour global que teve início logo após a indicação ao cargo. Juntos, com parceiros novos e antigos, vamos promover uma instituição que responda O Brasil tem assumido uma postura mais assertiva diante da comunidade internacional porque quer evitar que o aumento de circulação de dinheiro no mundo comprometa a estabilidade financeira do país. Os governos dos países ricos têm inserido mais dinheiro em suas economias para estimular o crescimento e evitar a recessão. Os brasileiros também estão com mais dinheiro no bolso e passaram a viajar mais para os Estados Unidos, ajudando na lenta recuperação da economia americana. Visivelmente, essa proximidade entre os dois países é maior do ponto de vista econômico do que político", diz João Paulo Peixoto. No governo Fernando Henrique Cardoso ( ), a aproximação entre os países foi mais intensa e teve um perfil mais político do que econômico. O importante é que ao longo dos anos, as relações diplomáticas nunca foram interrompidas e sempre foram pacíficas, diz João Paulo Peixoto. Chrystiane Silva. Kim promete dar mais voz a emergentes no Banco Mundial Médico e antropólogo, novo presidente do Bird também já imitou Michael Jackson Em 16 meses, representantes dos dois governos já se reuniram nove vezes para tratar de novos acordos bilaterais efetivamente às necessidades de seus diversos clientes e doadores; ofereça resultados mais fortes no apoio ao crescimento sustentável; priorize soluções baseadas em evidências por cima da ideologia; amplifique as vozes dos países em desenvolvimento; e se baseie na experiência das pessoas que atendemos, acrescentou Kim. Diferentemente de outros presidentes do Banco Mundial, Kim não é político, banqueiro nem diplomata. Ele é médico e antropólogo que trabalhou para garantir tratamento aos pobres em países em desenvolvimento, seja combatendo a tuberculose no Haiti e em Pequim. O novo presidente do Banco Mundial se destaca também por sua intimidade com os palcos, onde já imitou Michael Jackson e Black Eyed Peas. Agências

6 6 Brasil Econômico Terça-feira, 17 de abril, 2012 BRASIL Editora: Elaine Cotta Subeditora: Ivone Portes Crescer 4,5% em 2012 será tarefa árdua para a Fazenda IBC-Br, do BC, colocou em xeque as ações do governo federal para lidar com o desaquecimento da economia Gustavo Machado Mal começou o ano, e o Ministério da Fazenda já está sendo obrigado a constatar o que muitos economistas já alarmavam e que os deu um ar de eu já sabia durante toda a segundafeira: fazer o Brasil crescer 4,5% será das tarefas mais árduas que a equipe chefiada por Guido Mantega terá neste ano. Ontem o Banco Central (BC) divulgou seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia mensal do Produto Interno Bruto, o qual apontou retração em fevereiro. No segundo mês de 2012, a queda foi de 0,23% na comparação com janeiro. O indicador veio acompanhado pelo sinal negativo em ambos os períodos, fato que está inviabilizando a conta proposta pela Fazenda. O IBC-Br divulgado um dia antes do início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou os dados ruins que se alternaram entre janeiro e fevereiro de produção industrial e vendas no varejo, os principais componentes da prévia do Banco Central sobre os rumos da economia. O entendimento agora é de que, caso a atividade econômica não mostre recuperação em março, o primeiro trimestre de 2012 será mais um a integrar a lista de períodos perdidos iniciada a partir do terceiro trimestre de A desaceleração ainda é muito forte. No final das contas, o cenário do Banco Central se confirmou de forma muito mais contundente do que se previa, afirma o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Guilherme Perfeito. Os dados do IBC-Br acendem a luz amarela na Fazenda e colocam em xeque os instrumentos da equipe econômica para lidar com o desaquecimento. As medidas para estimular a indústria e o crescimento não estão tendo efeito significativo, afirma Rafael Bacciotti, economista da consultoria Tendências. Nas últimas semanas, o governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, anunciou medidas de desoneração de diversos Índice do Banco Central que antecipa a movimentação do PIB apontou retração de 0,23% na economia no mês de fevereiro setores produtivos, articulou uma baixa dos juros partindo dos bancos estatais e tenta promover o crescimento da renda por meio do aumento acima da inflação do salário mínimo nos próximos três anos. Com tanto movimento, por parte do governo, algumas pesquisas subjetivas têm indicado melhora da confiança de industriais e varejistas, o que está sendo absorvido por importantes setores produtivos da economia. Segundo Sérgio Leme, presidente da Dedini Indústria de Base, o ano se apresenta melhor que o anterior. Temos visto um movimento maior, com mais consultas por nossos produtos. Temos feitos mais orçamentos, participado de mais processos. Mas, de qualquer maneira, isso ainda não se reverteu em receitas, explica. Jorge Ramos, presidente da Sociedade Internacional de Automação (ISA, na sigla em inglês), afirma que os industriais acreditam no discurso da retomada econômica no segundo semestre, a qual ainda está na promessa. O setor está voltando a planejar investimentos, mas nada está acontecendo de concreto. Os empresários precisam de uma segurança maior. Precisam saber que o governo, pelo menos, não irá atrapalhar, diz. Também otimista, Marcelo Prado, presidente do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), acredita na aceleração prometida e na recuperação das perdas do último ano. Nossas primeiras posições trazem algo positivo, que podemos ter um processo de retomada. O que já conseguimos não é grande coisa, mas pode nos ajudar a recuperar o que perdemos em De qualquer forma, muitos setores continuarão abaixo do nível de Rodrigo Capote Agronegócio: setor é um dos poucos que mantém crescimento e ajuda na expansão econômica Jorge Ramos Presidente da Sociedade Internacional de Automação O setor está voltando a planejar investimentos, mas nada acontece de concreto. É preciso uma segurança maior Henrique Manreza Sérgio Leme Presidente da Dedini Indústria de Base Temos recebido mais consultas e feito mais orçamentos. Mas isso ainda não se reverteu em receitas para a empresa Divulgação Marcelo Prado Paulo Whitaker/Reuters Presidente do Instituto de Estudos e Marketing Industrial Pode ter uma retomada. O que conseguimos não é grande coisa, mas pode ajudar a recuperar o que perdemos em 2011

7 Terça-feira, 17 de abril, 2012 Brasil Econômico 7 Ricardo Stuckert/Instituto Lula Lula faz visita de 20 minutos a Sarney O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebeu na tarde de ontem, uma visita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que durou cerca de 20 minutos. O senador, que recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, deve ficar internado por, pelo menos, mais uma semana. Quando deixar o hospital, Sarney deverá ainda ficar mais uma semana em recuperação, para só então retornar às atividades parlamentares. Com agências ANÁLISE INVESTIMENTO Empresários aguardam sinal verde Investimentos de gigantes e estatais, que ainda não vieram, são um norte para o setor Os investimentos, prometidos pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em 2011, ainda não saíram do papel e industriais começam a reclamar da lentidão de algumas estatais e do próprio governo para colocar a mão no bolso literalmente e dar o pontapé inicial nos investimentos necessários para que o país cresça num ritmo sustentado. Segundo os executivos, algumas companhias, consideradas gigantes do setor produtivo são tidas como um norte para os empresários, que veem suas ações como uma sinalização para o mercado. Costumamos dizer que existem os cabeças de chave, que são Petrobras, Vale, Braskem, etc. Elas dão o tom para muitos setores. O problema é que ainda não saíram do discurso do investimento; elas ainda não se movimentaram, afirma Sérgio Leme, presidente da Dedini Indústria de Base. Os setores de base da economia aguardam um sinal das grandes estatais para investir Jorge Ramos, presidente da Sociedade Internacional de Automação (ISA, na sigla em inglês), setores de base, os mais importantes na cadeia produtiva, dependem demasiadamente das grandes companhias. Siderurgia, química e petroquímica não se movem se não vislumbrarem pelo menos um sinal verde das grandes companhias, diz. Leme afirma que setores, como o sucroalcooleiro, teme a conjuntura econômica atual, e posterga investimentos. Grandes investidores estão parados. Falam sobre aportes futuros, mas quando olhamos para hoje, e comparamos com o nível de investimentos de 2006 e 2007, percebemos que o setor está com a metade do nível daqueles anos, afirma. Investi nos últimos anos e agora estou esperando meus clientes investirem. Agora quero mercado para vender meu produto, complementa o presidente da Dedini. G.M Para mercado, só com juro a 8% a retomada econômica seria possível Para crescer 4,5%, o governo teria que apostar também em reforma tribútária ampla Com um início de ano pior do que previa a equipe comandada por Guido Mantega, o Ministério da Fazenda terá de rever sua estimativa de crescimento ou promover estímulos mais agressivos do que parecia disposto para manter a economia crescendo no ritmo esperado. É o dizem economistas consultados pelo BRASIL ECONÔMICO. Segundo Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), há um processo de estrangulamento da renda, restringindo a demanda e o consumo em alta é uma das apostas do governo para manter o ritmo da economia. Por trás dessa restrição, diz Tingas, está o nível de emprego estabilizado e um orçamento familiar comprometido pelo endividamento adquirido nos últimos anos. O governo quer movimentar todas as frentes possíveis para alavancar o consumo, mas a renda do brasileiro não cresce no ritmo de antes. O consumo não vai puxar a economia como em 2010, prevê. Para Jason Vieira, economistachefe da corretora Cruzeiro do Sul, o desejo de Guido Mantega de fazer o país crescer 4,5% neste ano não é impossível, mas o governo teria de fazer algo que pode ser considerado ousado pelo mercado financeiro: pressionar o Banco Central a reduzir a taxa básica de juros (Selic) para menos de 8% ao ano, e rapidamente. Sem isso, o país não crescer mais de 4,5%, diz. ATÉ QUANDO? Para alcançar a meta de crescer 4,5% este ano, a expansão da economia teria de ser de 1,6% em todos os trimestres de 2012 No entanto, o Comitê de Política Monetária já afirmou que a taxa Selic não ultrapassará o mínimo histórico, de 8,5% ao ano. Vieira critica também a morosidade do governo em realizar a reforma tributária e a desindexação de contratos problemas estruturais que impedem a redução da Selic. Se reduzir para esta faixa teremos muitos problemas inflacionários, primordialmente, mas se continuarmos a empurrar com a barriga, continuaremos querendo crescer e não conseguindo; querendo consumir e não consumindo; querendo não ter inflação e temendo-a. Segundo Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria, a conta do governo para crescer 4,5% é muito difícil de fechar. Antes do início do ano, era necessário que o país registrasse expansão de 1,6% em todos os trimestres para alcançar a meta de Mantega, algo que não acontece desde Com a perspectiva de que o primeiro trimestre termine abaixo de 0,5%, os outros três teriam de compensar. Não dá pra dizer que não vai acontecer, mas crescer a essa taxa é incompatível com a atividade atual, afirma. Ritmo de expansão do PIB, em %, no acumulado em 12 meses e no trimestre 7,5 4º/2010 6,3 1º/2011 4,9 2º/2011 3,7 3º/2011 2,7 4º/2011 PIB em 12 meses 1º/2012* ESTIMATIVAS 2º/2012 PIB trimestral 1,1 0,6 0,5-0,1 0,3 0,5 1,7 1,8 1,9 Fonte: IBGE, Tendências, LCA, Banco Fator e Brasil Econômico 2,2 3º/2012 4,5? 4º/2012 *Expectativa dos consultores Com a divulgação do PIB do primeiro trimestre, caso a projeção de 0,5% se confirme, o avanço em doze meses da economia será de 2,2%, abaixo dos 2,7% registrados ao final de Para Bacciotti, esta queda aponta para a contínua desaceleração brasileira. Murillo Constantino Nicolas Tingas: consumo não vai puxar a economia como em 2010 AGROINDÚSTRIA Diferente de outros anos, agronegócio começou o ano patinando. Além da morosidade do mercado internacional, Brasil sofreu com problemas climáticos INDÚSTRIA Setor produtivo continua com dificuldades. Era esperada recuperação mais elevada no início de 2012, mas setores automotivo e de eletrônicos permanecem em marcha lenta É uma trajetória de queda que vem desde o segundo trimestre de Precisávamos que estes primeiros meses fossem mais fortes. Havia impactos econômicos como o aumento do salário mínimo, mas não surtiram efeito. A meta de 4,5% ficou comprometida. G.M. SERVIÇOS E COMÉRCIO A maior preocupação. Quem estava segurando as taxas de crescimento já não possui o mesmo fôlego de antes. Mesmo com aumento do salário mínimo, varejo e serviços diminuem ritmo

8 8 Brasil Econômico Terça-feira, 17 de abril, 2012 BRASIL EMPREGO No ano, Brasil criou vagas de emprego formal, diz Ministério do Trabalho O Brasil gerou empregos formais em março, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. Na comparação com o mês de fevereiro, houve uma redução no saldo de empregos de 25,8%. Na comparação com março de 2011, o aumento foi de 20,5%. No primeiro trimestre, o saldo é de postos formais, queda de 24% na comparação com o primeiro trimestre de ABr Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr CORRUPÇÃO Explicações de Ideli Salvatti serão analisadas pela Comissão de Ética da Presidência A Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu procedimento preliminar para analisar as explicações apresentadas pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, sobre irregularidades apontadas no pagamento de 28 lanchas-patrulha, entre entre dezembro de 2008 e março de 2011, pelo Ministério da Pesca. O PSDB entrou com uma representação na comissão no último dia 2. ABr Governo aciona todas as armas para acabar com guerra dos portos Planalto tenta aprovar hoje a resolução 72, o último ponto da reforma tributária fatiada proposta pela Fazenda Simone Cavalcanti, de Brasília O governo vai acionar o rolo compressor para tentar aprovar hoje a resolução 72/2010 na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e no Plenário do Senado. Esse é o último ponto da Reforma Tributária fatiada que se quer ver aprovada no primeiro semestre deste ano. Não houve acordo com os governadores dos estados de Santa Catarina, Raimundo Colombo, Espírito Santo, Renato Casagrande, e Goiás, Marconi Perillo, que se reuniram ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e sua equipe. Segundo relataram, Mantega se mostrou irredutível principalmente na possibilidade de adotar um período de transição para reduzir de 12% a 4% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrada na venda de produtos importados a outros estados. De acordo com o substitutivo apresentado na última quinta-feira (12) pelo líder do governo e novo relator da Resolução, Eduardo Braga (PMDB-AM), a redução e uniformização começa a valer a partir do próximo ano. Assim toda mercadoria vinda do exterior que, mesmo tendo sido transformada dentro do país, ainda apresente mais de 40% de conteúdo importado na venda para outro estado terá alíquota de 4%. Para os produtos nacionais, com até 39% de conteúdo externo, a alíquota interestadual do tributo varia de zero a 18%. Nas negociações, que ocorreram separadamente, Colombo estava apostando mais fichas em um acordo, pois seu estado poderia ser mais beneficiado com a troca do indexador da dívida do estado com a União proposta feita há 15 dias para viabilizar politicamente o fim da chamada guerra dos portos. Pelas contas da secretaria de Fazenda catarinense, seria possível economizar R$ 600 milhões ao ano com a mudança sugerida no projeto do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), MOEDA DE TROCA Dívida dos Estados com a União, em R$ bilhões ESTADOS 2011 SÃO PAULO MINAS GERAIS RIO DE JANEIRO RIO GRANDE DO SUL GOIÁS SANTA CATARINA BAHIA 12,7 9, ,9 67,7 57,2 46,8 157, É elemento que faz parte das negociações e ajuda compensar as perdas de Santa Catarina, estimadas em R$ 1 bilhão se a resolução for aprovada no Senado RAIMUNDO COLOMBO Governador de Santa Catarina Fontes: Tesouro Nacional e Banco Central que prevê a revisão do estoque da dívida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o reajuste das parcelas com juros de 3% ao ano. Considerando que em 2011 o estado teve de arcar com R$ 1,2 bilhão do compromisso, uma vez que seu endividamento é corrigido pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) mais juros de 6% ao ano, o desembolso cairia à metade. É um elemento que faz parte das negociações e ajuda a compensar as perdas estimadas em R$ 1 bilhão anual, somada arrecadação do estado e dos municípios, disse o governador Colombo. A dívida de Santa Catarina com o Tesouro Nacional é de R$ 9,98 bilhões. Coincidência ou não, mas apenas na reunião com este governador é que participaram também a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e Eduardo Braga, além do secretário-executivo de Mantega, Nelson Barbosa, e o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. No entanto, Colombo saiu se dizendo frustrado e triste e mostrando que tem na mão apenas a possibilidade de crédito no valor de R$ 3 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 0,9% ao ano. Mesma proposta recebeu Casagrande que prometeu para hoje um apelo aos senadores chamando-os à solidariedade federativa pela não aprovação da nova regra. Não é a política que está comandando e isso é muito ruim, lamentou o governador capixaba. INDEXADOR Alessandro Shinoda/Folhapress Guido Mantega defende a troca do índice de correção da dívida dos estados para a Selic ao invés do IGP Fazenda rejeita proposta do Confaz de reduzir serviço da dívida dos estados com a União O Ministério da Fazenda rejeitou a sugestão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) de reduzir a parcela que os Estados pagam todos os meses para quitar a dívida com a União. Segundo o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, não foi possível chegar a um acordo para a compensação dos estados afetados pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual para mercadorias importadas. A alteração do indexador da dívida dos estados foi oferecida pelo governo como uma das formas de compensar os estados afetados pela diminuição das alíquotas do ICMS interestadual. Na semana passada, o Confaz, apoiou a mudança do índice, mas também reivindicou a redução da parcela da Receita Líquida Real (RLR) comprometida com o pagamento da dívida. Atualmente, os entes públicos consomem entre 11,5% e 15% da RLR todos os meses para pagar as dívidas com a União. O Confaz defende que o percentual seja reduzido para 9% a fim de não comprometer a capacidade de investimento dos estados. Apesar de consenso em relação à mudança do indexador, o índice que será usado ainda está em negociação no Senado. ABr

9 Terça-feira, 17 de abril, 2012 Brasil Econômico 9 COMÉRCIO EXTERIOR Enviado da Líbia está no Brasil na tentativa de restabelecer relações e acordos Na tentativa de reaproximar o Brasil da Líbia por meio de acordos em várias áreas, o vice primeiro-ministro líbio, Omar Abdelkarim, está em Brasília para reuniões hoje com a presidenta Dilma Rousseff e os ministros de Relações Exteriores, Antonio Patriota; de Minas e Energia, Edison Lobão; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. ABr Elza Fiuza/ABr AEROPORTOS Governo deve lançar este ano programa para aumentar número de aeroportos regionais O governo federal deve lançar este ano um programa para ampliar o número de aeroportos regionais no país. De acordo com o ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Wagner Bittencourt, a meta é que, até 2014, existam no país 210 terminais. Atualmente, há 130. Bittencourt explicou que o programa será implementado com recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil. ABr Indústria de petróleo e gás na mira dos estrangeiros Divulgação Desenvolvimento do setor pós descoberta do pré-sal é tema de seminários no Rio de Janeiro Érica Ribeiro, do Rio O desenvolvimento do setor de petróleo no Brasil com a descoberta das jazidas do pré-sal e as oportunidades de investimentos de empresas internacionais no país serão os temas centrais do seminário Accelarate Oil & Gas, que acontece nos dias 15 e 16 de maio, no Rio de Janeiro. Chama a atenção das empresas estrangeiras os números relacionados ao setor. De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, o Plano Decenal de Expansão da Energia , prevê US$ 550 bilhões em investimentos, sendo que somente para o setor de óleo, biocombustíveis e gás, o montante é de US$ 428,5 bilhões. O objetivo do evento é facilitar o diálogo da indústria com fornecedores e prestadores de serviço e instituições de financiamento, em busca do desenvolvimento de novos projetos e geração de novas tecnologias. A expectativa dos organizadores é que um relevante volume de protocolos de entendimento entre petrolíferas internacionais e brasileiras sejam firmados. Para isso, além das palestras e áreas de convivência, reuniões pré-agendadas foram possíveis usando um software que ajuda a cruzar informações entre potenciais parceiros de negócios. O Plano Decenal de Expansão da Energia, do Ministério de Minas e Energia, prevê, entre 2010 e 2019, um total de US$ 550 bilhões em investimentos em energia no país. O Accelarate Oil & Gas acontece entre os dias 15 e 16 de maio e terá como tema o desenvolvimento do setor no país Executivos da indústria internacional de óleo e gás em busca de novas oportunidades de negócios ou parcerias e alianças estratégicas com a Petrobras, profissionais dos setores de infraestrutura, naval, logística e de funções correlatas,além de fabricantes de equipamentos, fornecedores de soluções tecnológicas e prestadores de serviços estão entre os participantes do encontro. Também engrossa a lista de visitantes do evento, importadoras, distribuidoras, fabricantes de conteúdo nacional e montadoras interessadas em firmar parcerias. A organização do evento também confirma a presença de executivos de estaleiros, empresas de transporte e engenharia em busca de alianças internacionais. A criação do evento tem origem em um projeto anterior da Faircount, o Accelerate Brazil, realizado em maio do ano passado, com foco na área de infraestrutura. O resultado do trabalho levou a empresa de mídia, que atua nas áreas de eventos e gestão, a organizar este A INDÚSTRIA DE PETRÓLEO E GÁS CRESCE E ATRAI INVESTIMENTOS Plano de energia Combustíveis Inovação Dos mais de US$ 550 bilhões em investimentos previstos, cerca de US$ 428,5 bilhões serão destinados para o setor de óleo, biocombustíveis e gás natural. Elos da cadeia de petróleo, como os estaleiros que constroem plataformas, vão participar de evento ano o Accelerate Oil&Gas. A Faircount tem escritórios na Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia. De acordo com os organizadores, foi identificada a necessidade de um debate mais amplo sobre o mercado brasileiro de óleo e gás, diante dos vastos investimentos que o setor está implementando a partir da descoberta do pré-sal. A previsão é de um grande volume de negócios fechados já que há o apetite de executivos estrangeiros em investir pesado no Brasil e fechar importantes parcerias comerciais com indústrias nacionais. Entre os países que vão desembarcar no Rio para participar do evento estão Noruega, França, Reino Unido, Alemanha, China, Estados Unidos e países do Oriente Médio como os Emirados Árabes e o Catar. Além de negócios no Rio, as empresas também avaliam como mercado-alvo para os negócios São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Espírito Santo e Paraná. O objetivo desses investimentos é buscar o desenvolvimento de novos projetos de geração e estimular a descoberta de novas tecnologias e de inovação. Tendências para o mercado de etanol estão na pauta Accelerate Oil & Gas vai discutir o papel do governo e as novas rodadas de licitação do pré-sal Além das reuniões de negócios e ações de relacionamento entre empresas, o Accelerate Oil& Gas terá uma série de palestras sobre o tema. Na abertura do seminário, serão apresentadas as tendências e oportunidades futuras nas indústrias de petróleo e de etanol no Brasil, o trabalho dos governos em torno do assunto e as rodadas de licitação nas áreas do pré-sal. O tema será discutido por representantes da Petrobras, da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), da World Petroleum Council e da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustível (ANP), além do secretário estadual de Desenvolvimento do Rio, Julio Bueno. Palestras relacionadas aos desafios do pré-sal e os financiamentos para exploração também estão na pauta. Para o secretário Julio Bueno, a descoberta das reservas do pré-sal são uma excelente oportunidade para atração de novos investimentos para o estado do Serão apresentadas tendências e oportunidades futuras nas indústrias de petróleo e etanol no Brasil Rio. Pelo menos 70% das reservas já descobertas estão na costa fluminense e o Rio tem vocação natural para receber fornecedores de todos os elos da cadeia que venham dar suporte à exploração. Isso vai gerar milhares de empregos e melhorar a renda, já que esta cadeia é a que tem a renda per capita mais alta do país, em torno de R$ 8 mil mensais. É um processo que vai exigir qualificação de mão de obra e melhoria na infraestrutura portuária, desafios que o Rio está preparado para enfrentar. Eventos como este contribuem para a integração entre os elos da cadeia produtiva e aumentam o nível de discussão em torno das melhorias necessárias para atender as demandas criadas pelo advento do pré-sal, conclui Bueno. E.R.

10 10 Brasil Econômico Terça-feira, 17 de abril, 2012 BRASIL CRÉDITO Inadimplência do consumidor sobe 4,9% em março e registra a primeira alta do ano O número de consumidores brasileiros que atrasaram o pagamento de suas contas subiu 4,9% em março na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados pela empresa de consultoria Serasa Experian. Essa foi a primeira alta na relação mensal, após três meses de quedas consecutivas. Segundo o levantamento, no comparativo com março de 2011, houve aumento de 19,8% na inadimplência. ABr Divulgação INVESTIGAÇÃO ConselhodeÉticapedeinformaçõesaoministro Pimentelsobrelucro com consultorias O Conselho de Ética Pública da Presidência da República decidiu ontem por pedir mais informações ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, sobre consultorias prestadas por sua empresa. De acordo com reportagens publicadas no final do ano passado, Pimentel teria obtido R$ 2 milhões em serviços de consultoria de sua empresa entre 2009 e Reuters Governos poderão ter de mostrar planos de metas sustentáveis Comissão da Câmara dos Deputados analisará a proposta que poderá ser apresentada durante a Rio+20 Gabriela Murno, do Rio RIO FALTAM dias Presidentes, governadores e prefeitos brasileiros podem ter que apresentar um plano de metas sustentáveis, noventa dias após tomarem posse. É o que prevê a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 52, de 2011, que terá seus debates iniciados esta semana. Uma comissão na Câmara dos Deputados será formada amanhã para analisar o texto elaborado por diversas organizações não governamentais, entre elas o Instituto Ethos, comandado pelo empresário Oded Grajew. Ele, que é um dos colaboradores da proposta, afirmou que a PEC pode ser apresentada na Rio +20 (Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável), que será realizada entre os dias 13 e 22 de junho, no Rio. Seria uma grande contribuição do Congresso Nacional para a Conferência. A ONU (Organização das Nações Unidas) tem feito muito pouco para o desenvolvimento sustentável e para combater crises econômicas, sociais e ambientais. A ONU depende do posicionamento de muitos países, mas o Brasil pode mostrar que é possível seguir esse modelo, disse. Para ele, as metas são essenciais para uma gestão de qualidade, driblando a falta de informação dos gestores públicos para aplicação de medidas neste sentido. Desde o ano passado, com a revisão de um dos artigos da Lei de Licitações, a sustentabilidade passou a ser um dos critérios para a seleção de compras dos governos, além dos baixos preços e da isonomia. Fernanda Daltro, gerente de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, lembra que o Poder Público é o maior comprador em qualquer país. No Brasil, as compras públicas representam entre 15% e 20% do Produto Interno Bruto (PIB), índice que reflete uma significativa capacidade de indução do mercado. Se o governo está sinalizando que só compra sustentáveis, o mercado vai se movimentar. A gente pode demandar e a indústria correr atrás para atender, ou a indústria pode se adiantar e conseguir alguma vantagem quando sinalizarmos o interesse, explicou. Pnuma em debate A governança ambiental foi tema de debate entre a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner. Para Steiner, o momento pede que o meio ambiente ganhe peso similar ao de outros temas. A maioria dos países deu sinal de que a criação de uma agência especializada em meio ambiente se justifica. Por isso essa discussão é legítima. Por que não dar para a agenda ambiental a mesma autoridade que já é dada a agência de saúde, por exemplo? Segundo o diretor, cerca de 140 países já reivindicaram a transformação do Pnuma em agência especializada da ONU. A União Europeia (UE) e a União Africana (UA) defendem esta posição. O órgão possui sede no Quênia, o que explicaria o apoio africano. Já o governo americano é contra. Entretanto, o diretor disse não acreditar que tornar-se uma agência seja a única alternativa para o Pnuma. Na ONU, a governança se dá de acordo com o status da instituição. Atualmente, apenas 58 países fazem parte do programa, mas podem somente discutir temas. Não dá para termos apenas um clube de discussões. Mas essa (o fortalecimento do programa) é uma decisão política. Uma ambiciosa reforma é necessária, disse. A ministra do Meio Ambiente afirmou que o ministério não tem posição sobre a forma de fortalecimento do Pnuma, mas declarou que sua importância é indiscutível. Defendemos o fortalecimento da plataforma ambiental. Não há como avançar em uma agenda de desenvolvimento sustentável sem fortalecer o pilar ambiental, afirmou Teixeira. Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, se reuniu com membros da ONU para falar de Rio + 20 Orçamento anual do Pnuma, da ONU, é de US$ 80 milhões Responsáveis pelo Programa de Meio Ambiente da organização querem que ele vira agência Os Estados Unidos têm se manifestado contra transformar o Pnuma em uma agência independente Luiz Pinguelli Rosa, secretárioexecutivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, se o Brasil se posicionar contra a criação do Pnuma estaria tomando uma decisão equivocada. Acho que o Pnuma deve ser fortalecido, como todas as agências da ONU. Minha visão é que ele seja transformado em agência. Mas, minha posição é pessoal. Sou contra o Brasil ser contra. Eu não vejo porque ser contra fortalecer um programa da ONU. Ainda mais nesse assunto (meio ambiente) que é de interesse geral. O Pnuma teria mais status e, provavelmente, maior obtenção de recursos, que são escassos, disse. O programa possui hoje um orçamento anual de US$ 80 milhões, considerado baixo. O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, disse que a diplomacia brasileira e sua influência mundial pode motivar os demais países a adotar metas mais ambiciosas e concretas para que a Rio+20 não fracasse. Ele disse ainda que a diplomacia brasileira e sua influência mundial podem motivar os demais países a adotar metas mais ambiciosas. O Brasil pode inspirar os demais a construir uma agenda que traduza o futuro que queremos, disse. G.M. CRIAÇÃO DA AGÊNCIA ESPECIALIZADA DA ONU O que Brasil e outros países pensam sobre o Pnuma Mais recursos, hoje orçamento anual é de US$ 80 milhões Maior representatividade dos países, hoje apenas 58 participam do programa Maior poder de decisão política dentro das Nações Unidas Europa e África são a favor Governo americano é contra Governo brasileiro também tem se posicionado contra Fonte: Brasil Econômico Elza Fiúza/ABr

11 Terça-feira, 17 de abril, 2012 Brasil Econômico 11 PARALISAÇÃO Reunião entre trabalhadores e consórcio construtor de Belo Monte acontece hoje Foi adiada para hoje, às 14h, a reunião entre trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e os representantes do consórcio responsável pela obra. O adiamento foi feito a pedido do consórcio que alegou que o novo prazo servirá para apresentar uma resposta mais completa às reivindicações. Uma reunião feita na última sexta-feira (13) definiu e encaminhou algumas pautas dos trabalhadores. ABr Marcela Beltrão BALANÇA COMERCIAL Exportações superaram importações, mas saldo do mês de abril ainda está deficitário As exportações brasileiras somaram US$ 4,848 bilhões na semana passada, aumento de 14,8% em relação à semana imediatamente anterior. As importações atingiram US$ 4,836 bilhões, com aumento de 5,4%, informou o Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Apesar do superávit obtido na semana passada, o desempenho da balança comercial em abril segue negativo em US$ 268 milhões. ABr Karime Xavier/Folhapress Planalto só negocia Código com relatório Ministra do Meio Ambiente diz que o fato de não haver ainda um texto final sobre o que será o novo Código Florestal inviabiliza qualquer conversa Hélio Bicudo: discussões abrangem direitos humanos em geral Ambientalistas querem apoio da sociedade civil Seminário para discutir temas do evento diz que americanos e europeus centralizam os debates Com a aproximação da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), são crescentes as discussões em relação à sua abrangência e aos resultados práticos que se obterão após o encontro que será realizado em junho, no Rio de Janeiro. Entre as iniciativas que colocam o evento em questão está o seminário Desconstruindo a Crise Civilizacional Um Olhar Sobre a Rio+20, que reuniu representantes de entidades e acadêmicos para debater as ações positivas e negativas ao meio ambiente nas últimas décadas, além de avaliar as diretrizes da reunião de líderes mundiais que ocorrerá na capital fluminense. No evento, um dos pontos questionados em relação a Rio+20 foi a falta de uma maior participação da sociedade nos temas debatidos. O ideal é que todos tenham a oportunidade de participar, falar e debater em prol de um meio ambiente mais equilibrado, diz Paulo Affonso Leme Machado, presidente da Sociedade Brasileira de Direito do Meio Ambiente (Sobradima). A principal avaliação é de que as discussões da Rio+20 são encabeçadas pelos Estados Unidos e países europeus, e que os pontos colocados em questão para o encontro são insuficientes para abranger as necessidades de todo o globo. As políticas idealizadas pelos países do Hemisfério Norte não condizem com a realidade de todos os povos. A sociedade como um todo tem que ter uma participação mais efetiva, diz o ambientalista Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), entidade realizadora do seminário. Por sua vez, o ex-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Unidos, Hélio Bicudo, afirma que a questão vai além das discussões ambientais. Abrange os direitos humanos em geral, comenta ele. Sem resultados Os participantes comentaram também as medidas que foram tomadas desde o encontro Eco-92, realizado no Rio de Janeiro. E a avaliação não foi positiva. Lamentavelmente, os resultados não apareceram e os problemas em relação ao meio ambiente só se intensificaram desde então, diz Bernardo Zentilli, presidente da entidade chilena Comitê de Defesa da Flora e Fauna (Codeff), ao citar a aceleração do aquecimento global nas duas últimas décadas oriunda da maior emissão de gases no período. Fábio Suzuki Rodrigo Viga, da Reuters no Rio O governo federal não vai negociar com congressistas os termos do Código Florestal enquanto o relatório sobre o tema não for apresentado, afirmou ontem a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A votação do texto polêmico está prevista para o próximo dia 24 na Câmara dos Deputados. Não tem relatório na mesa e sem relatório na mesa o governo não negocia nem dialoga com o Congresso, disse a ministra à Reuters no Rio de Janeiro, onde participou de evento relativo à conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20. Só vamos falar com relatório na mesa, acrescentou. Na semana passada o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), também pressionou pela entrega antecipada do relatório, afirmando que do contrário a votação do Código Florestal seria prejudicada. Maia, quando anunciou a data marcada para a votação, determinou que o relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), apresentasse o texto com uma semana de antecedência. O governo negou que a presidente Dilma Rousseff negociado acordo com ruralistas para viabilizar a votação do código Bastidores De acordo com fontes próximas à discussão, no entanto, o governo tem participado de reuniões sobre o tema. A última delas ocorreu na quinta-feira passada, dia 12, da qual teriam participado a própria Izabella Teixeira, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o relator do projeto e o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), entre outros. O relator já havia participado de reunião no Planalto antes do feriado de Páscoa. De acordo com a assessoria de Piau, o parecer sobre a atualização das leis ambientais deve ser apresentado ao Congresso ainda hoje. Vai e vem A data da votação do Código Florestal foi anunciada pelo presidente da Câmara no começo deste mês, após um período de tensão entre parlamentares ligados ao setor agropecuário, que pressionavam por uma celeridade na votação, e governo federal, que temia uma derrota e trabalhava para que a matéria fosse votada após a realização da Rio +20, que ocorre em junho, no Rio de Janeiro. Parlamentares do bloco ruralistas chegaram a ameaçar obstruir votações consideradas importantes pelo governo na Câmara, mas recuaram após o acordo que definiu uma data para apreciação do novo Código. Durante o fim de semana, o governo negou que a presidente Dilma Rousseff teria recuado em algumas posições para fazer acordo com ruralistas e viabilizar a votação do código informação veiculada no sábado por um jornal de São Paulo. O governo usou o mesmo argumento, que o relator Paulo Piau, de que não havia apresentado parecer. Portanto, não há nenhum acordo entre o governo e o relator no sentido de anistiar agricultores que tenham desmatado áreas preservadas, disse a nota da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Com Maria Carolina Marcelllo, em Brasília José Cruz/ABr Marco Maia, presidente da Câmara: pressão para entrega do relatório e definição de data para votação

12 12 Brasil Econômico Terça-feira, 17 de abril, 2012 INOVAÇÃO & EMPREENDEDORISMO Editor executivo: Gabriel de Sales QUARTA-FEIRA EDUCAÇÃO/GESTÃO QUINTA-FEIRA SUSTENTABILIDADE Empreendedores estrangeiros ganham incubadora no Brasil Anderson Criativo, fundador da MobMob, startup criada há três anos para atuar em redes de networking profissional, lança a Tropicalization, para estimular a chegada de empresas iniciantes internacionais Thais Moreira Empreendedor quer aproveitar o bom momento da economia para atrair investimentos para o país, sejam de pessoas físicas ou jurídicas Os holofotes de investidores internacionais voltados para empresas iniciantes brasileiras chamaram a atenção do empreendedor Anderson Criativo, sóciofundador da MobMob, startup criada em 2009 com o foco em redes profissionais que trouxe ao país o Social Media Day, evento anual realizado em São Paulo. Agora, o plano de Anderson será acaba de lançar, no próximo dia 2 de maio, uma incubadora batizada de Tropicalization, para trazer startups de outros países interessadas em desembarcar no Brasil. Segundo o empreendedor, o objetivo é aproveitar o bom momento da nova economia brasileira para abrir os caminhos para empresas que ainda não sabem de que forma chegar, além de trazer investimentos, sejam de pessoas físicas ou jurídicas para cá. Pela participação em eventos, sabemos de muitas empresas lá fora que querem vir ao país, e através deste boom das redes sociais, queremos finalizar o ano de 2012 representando dez empresas da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina. Para isso, a estratégia de Criativo é começar em território internacional, e o ponto de partida da Tropicalization será a TNW Conference Latin América, evento de redes profissionais que será realizado na próxima semana e organizado pela MobMob em Amsterdã, na Holanda, cujo blog tem audiência mensal de seis mil visitantes. Queremos nos posicionar como a maior empresa de eventos de tecnologia para networking profissional, afirma o empreendedor. Formado em Propaganda e Marketing pela Universidade Mackenzie e MBA pela Fundação Getúlio Vargas, Criativo, de 34 anos, fechou sua empresa de representação comercial em 2004, quando conheceu seu sócio, Leandro Palmieri, de 29 anos. O empreendedor conta que a ideia da Tropicalization surgiu da troca de ideias com empreendedores e investidores. Identificamos um número grande de de startups interessadas em vir ao país, diz. Além dos dois sócios, integram a equipe Luiz Watanabe, área jurídica, e Heitor Kabsuda, da financeira. Democracia Criativo ressalta que o objetivo é criar uma democracia. Muitos empreendedores recebem investimentos por terem estudado no exterior. Na nossa incubadora, seremos democráticos, onde o valor do projeto será baseado em uma ideia, complementa. O Social Media Day, idealizado pelo blog norte-americano Marshable e comemorado em cerca de mil cidades de 90 países, tem o objetivo de levar profissionais e empresas para a troca de experiências com as ferramentas de mídias sociais, marketing digital e mobile. No ano passado, o evento físico registrou um movimento de cerca de 700 pessoas. O idealizador da Tropicalization conta que no Brasil o evento começou em 2010, mas ganhou força, de fato, no ano passado, quando atingiu recorde de público, com 1,2 mil pessoas e movimentou R$ 150 mil. Acreditamos que iniciativas como essa mostram que as redes sociais têm uma força ainda maior, não só de reunir as pessoas na internet, mas de organizar grupos. Para este ano, o Social Media Day São Paulo, que acaba de ser anunciado, e terá como tema Não seja conduzido, conduza, vai acontecer no Expo Center Norte no dia 30 de junho. O objetivo, segundo Anderson Criativo, será estimular os participantes a não absorverem passivamente o conteúdo das palestras, mas usá-los como matériaprima para o desenvolvimento de novos projetos, modelos de negócios e comunicação. Já confirmaram a presença palestrantes como Fabiano Coura, diretor de planejamento da Agência R/GA, André Matarazzo, presidente da Possible Worldwide São Paulo e Ignácio Costa, coordenador de redes colaborativas do Fórum de Inovação da FGV/AESP. A apresentação será de Rafael Losso, ex-vj e atual gerente do Livestream do Brasil. Rodrigo Capote Criativo(esq.) epalmieri: Hámuitasstartupsinteressadas no país ENTENDA O PROCESSO Taxa de mortalidade de empresas incubadas é quase zero 1 Projeto da empresa chega à incubadora 3 Tempo médio de 4 Custos startups incubadas: 5 3 a 4 anos normalmente, o empreendedor paga um condomínio mensal, que varia de R$ 700 a R$ e pode utilizar toda a infraestrutura da incubadora, como telefone, internet, consultorias, cursos, etc Os investimentos dependem do nível de maturidade da empresa Investimento Semente até R$ 100 mil investimento Anjo de R$ 100 mil a R$ 500 mil Venture Capital a partir de R$ 500 mil, podendo chegar a R$ 8 milhões 2 O projeto é avaliado e desenvolvido para o mercado. A incubadora procura formas de realizá-lo através de investidores potenciais Private Equity para empresas já consolidadas no mercado, a partir de R$ 10 milhões Fonte: Cietec

13 Terça-feira, 17 de abril, 2012 Brasil Econômico 13 SEXTA-FEIRA TECNOLOGIA SEGUNDA-FEIRA ECONOMIA CRIATIVA Cietec acompanha os projetos dos primeiros passos até a graduação MARCELO NAKAGAWA Professor e Coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper Uma das maiores incubadoras do país, instituição contabiliza certidão de nascimento de 104 empresas Tim Boyle/Bloomberg Há três anos, o empreendedor Paulo Cruz colocou em prática o ousado plano de mudar de ramo e criou a Temusados Divulgação Divulgação Sérgio Risola Diretor-executivo do Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia) Paulo Cruz Fundador do site Temusados As 384 incubadoras existentes hoje no Brasil são o caminho mais fácil para empreendedores que têm boas ideias. No Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), que montou sua incubadora há 14 anos, os investimentos em startups atingiram R$ 10 milhões no ano passado. Segundo Sérgio Risola, diretor-executivo da associação que reúne essas empresas, fisicamente hospedada no campus da USP (Universidade de São Paulo), o mote corresponde a aportes vindos de empresas privadas e agências de fomento, como Finep, Sebrae, CNPQ, entre outras. Nosso objetivo é organizar as empresas iniciantes para que elas tenham transparência financeira e governança tributária, afirma. Segundo o especialista, 95% das startups chegam à incubadora com a propriedade intelectual definida. Ele exemplifica isso com a recente compra do Instagram pelo Facebook por US$ 1 bilhão na semana passada. O Facebook pagou este valor porque a patente estava bem resolvida, afirma. Risola conta que o Cietec, que completou 14 anos de vida no último dia 14 de abril, comemora o sucesso das empresas que ficaram incubadas, em média de 3 a 4 anos. Das quase 200 empresas que ficaram incubadas nos 14 anos, 104 foram graduadas com saúde financeira, diz. Nesse tempo de vida, a Cietec registrou investimentos que totalizam R$ 170 milhões, sendo R$ 30 milhões de investidores privados e o restante das agências federais. Seleção de projetos Três vezes ao ano, o Cietec faz o processo de seleção de empresas. A estrutura começa com o edital e a inscrição. A partir daí, os projetos são pré-selecionados e os escolhidos passam por 40 horas do Workshop para a elaboração do plano de negócios, etapa em que os proponentes consolidem suas propostas num plano de negócios. Este ano, o Cietec aprovou 18 novos projetos, marco recorde de incubados, considerando a média de 10 a 12 novas empresas por processo. T.M. Empresário de Lins troca frigorífico pela venda de carros e caminhões pela internet Existem atualmente em todo o território nacional 384 incubadoras Nosso objetivo é organizar as empresas iniciantes para que elas tenham transparência financeira e governança tributária Fechamos 2011 com 170 mil acessos por mês. Agora já estamos chegando na casa de 1 milhão O advento da internet definitivamente chegou para trazer oportunidades a empreendedores. É o caso de Paulo Cruz, empresário que há três anos decidiu vender seu frigorífico, no Mato Grosso, área em que trabalhou por 20 anos, para montar seu site batizado de Temusados, que oferece carros, caminhões, motos e aviões, usados, novos ou seminovos para compra ou venda. Paulo conta que a ideia surgiu quando precisou vender três caminhões em um site regional. Imaginei que esse estilo de empresa na internet poderia ser uma boa aposta, comenta o empreendedor. Os caminhões do empreendedor de Lins, no interior de São Paulo, não foram vendidos, mas a ousadia de mudar e inovar em uma área até então totalmente desconhecida trouxe bons resultados para ele, que no ano passado vendeu R$ 600 milhões pelo Temusados, resultado 200% maior que o do ano anterior. Paulo, na verdade, criou um formato diferente dos sites de vendas virtuais. O empresário criou a possibilidade de ter páginas de diversas cidades em formatos de franquias e a central faz todo o processo de faturamento, anúncios, contratos, entre outros. Das vendas dos franqueados, 15% dos royalties são de Cruz. Hoje, a Temusados possui unidades em várias cidades e estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Ceará, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia e Acre. Patrocínio de fabricantes também é o plano do empreendedor, que hoje conta com a General Motors e está em conversas com outros fabricantes. T.M. Virada Empreendedora Boas ideias não devem ser copiadas. Devem ser expandidas! Pense na São Paulo Fashion Week, uma semana dedicada ao mundo da moda, iniciativa do empreendedor Paulo Borges. Hoje é a quinta do mundo. Só fica atrás das semanas de Paris, Milão, Nova York e Londres. A ideia pegou e hoje temos o Restaurant Week, Spa Week e até a Balada Week. Mas nenhum destes atinge tanta gente no Brasil quanto o Entrepreneurship Week. Em 2011, 1, 7 milhão de pessoas participaram de atividades da semana. A Virada Cultural, 24 horas de atividades culturais, também foi outra grande ideia. Lançada em 2005 na cidade de São Paulo se tornou referência para outras cidades brasileiras. A Virada Esportiva, 24 horas de atividades esportivas, também lançada em São Paulo vem obtendo o mesmo nível de sucesso. Mas considerando o êxito da Semana de Empreendedorismo no Brasil, pensar em algo como uma virada para empreendedores também poderia ser uma boa ideia. Mas será que empreendedores topariam ficar 24 horas ininterruptas participando de atividades de planejamento estratégico, redes sociais, web services, direito trabalhista, captação de recursos de investidores ou finanças? Ana Lúcia Fontes, empreendedora do MyJobSpace, um espaço de coworking, já tem a resposta. Ela lançou a primeira edição da Virada Empreendedora neste último final de semana e teve lotação máxima. Conversando com diversos empreendedores no evento, a ideia fazia Será que empreendedores topariam ficar 24 horas ininterruptas participando de atividades de planejamento estratégico, redes sociais, web services e direito trabalhista? todo o sentido para empresários que não conseguem fazer um curso tradicional com várias aulas durante meses. Fazer diversos cursos intensivos, discutir a estratégia de negócio com consultores e mentores, fazer networking com parceiros estratégicos, conhecer pessoas com os mesmos dilemas e desafios e relaxar assistindo a filmes com mensagens empreendedoras, tudo em 24 horas, agradaram os presentes. No evento, havia estudantes com ideias mais ou menos formuladas na cabeça e que precisam elaborar um plano de negócio para a faculdade. É o exemplo típico da educação empreendedora que avança rapidamente em todas as principais instituições de ensino superior. Tinha estudantes que não pensam no plano de negócio, mas só em como colocar a empresa em funcionamento o mais rápido possível e os estudantes que já estavam com o negócio em funcionamento e buscavam clientes e investidores. Mas também tinha os empreendedores já graduados, se é que isto é possível. Havia os que estavam empregados e flertavam com a iniciativa de criar startup, os que pensavam em trazer uma representação do exterior, os que já estavam com empresa em paralelo, os que já tiveram um negócio, quebraram e iniciaram outro, e os que já tiveram sucesso no primeiro empreendimento e planejam criar outros. Simbolicamente, no evento também estavam presentes Cassio Spina, co-fundador da Anjos do Brasil, entidade que reúne pessoas físicas interessadas em investir em novos empreendimentos e Diego Remus, co-fundador da Associação Brasileira de Startups, organização que reúne estes novos empreendimentos. Tudo isto em um momento em que o Governo Federal inicia os trabalhos de formulação da Política Nacional de Empreendedorismo. Mais do que o nome do evento, a Virada Empreendedora representa, literalmente, a virada do empreendedorismo no Brasil.

14 14 Brasil Econômico Terça-feira, 17 de abril, 2012 O Brasil Brasil Rumo à Copa precisa de craques. Dentro e fora do campo. SEMINÁRIO BRASIL RUMO À COPA Participe de um importante debate sobre os desafios da formação de mão de obra especializada para a Copa de 2014, com ênfase no talento e na liderança. Conheça as experiências internacionais de sucesso e as melhores práticas já adotadas no Brasil. E M M A I O D E A G U A R D E INSCRIÇÕES GRATUITAS E LIMITADAS Acesse:

15 ENCONTRO DE CONTAS Terça-feira, 17 de abril, 2012 Brasil Econômico 15 MARCADO Patrick Hruby, executivo do Google, será um dos destaques do 3º Fórum Internacional de Franquias e Negócios, no Shopping Eldorado, em São Paulo, nos dias 24 e 25 de abril. Entre os dias 24 e 26 de abril, o Transamérica Expo Center, em São Paulo, hospeda a Airport Infra Expo 2012, Feira Internacional de Infraestrutura Aeroportuária. Acompanhada de rodadas de negócios, a feira deve ter a participação de mais de 100 empresas de 18 países e atrair mil pessoas. LURDETE ERTEL Novo vizinho da Sapucaí O terreno da antiga fábrica da Ambev ao lado do Sambódromo do Rio de Janeiro vai ganhar novo destino. A Prosperitas, uma das maiores gestoras de private equity imobiliário do país, lança hoje, em dobradinha com a empresa Hochtief do Brasil, o empreendimento corporativo REC Sapucaí, que ocupará a famosa área no centro da capital fluminense. A concepção arquitetônica do prédio leva a assinatura de Oscar Niemeyer, também Fotos: Divulgação responsável pela vizinha Marques de Sapucaí. O empreendimento terá 19 pavimentos, com lajes de cerca de metros quadrados. A estrutura permite oferecer soluções múltiplas para hotelaria, salas comerciais e clientes corporativos. O novo prédio ao lado do Sambódromo mais famoso do mundo receberá investimento estimado em R$ 550 milhões. Suas unidades devem estar disponíveis para locação em julho de Socorro nos boxes Profissionais do Hospital Paulistano passaram por treinamento para o atendimento de urgência a pilotos e equipes da Fórmula Indy 300, que vai roncar em São Paulo no dia 29 de abril. Profissionais das várias especialidades estarão a postos para lidar com situações de emergência da corrida. Além disso, a ala VIP ficará reservada para eventuais internações. Cabides conceituais A grife italiana Ermenegildo Zegna prepara a abertura de nova flagship concept store no Brasil. A loja ocupará área no andar térreo do Shopping JK, empreendimento que o grupo Iguatemi está acabando de construir em São Paulo. Será a primeira unidade da marca na América Latina com o novo conceito de layout da empresa. A loja do JK será a quarta unidade da marca na cidade e a sexta no Brasil. Toque famoso Uma bateria do ex-the Police Stewart Copeland (foto) está entre os objetos de famosos que serão leiloados hoje, em São Paulo, pela comunidade de Paraisópolis. O Leilão Escola do Povo terá ainda atraçõs com uma gravura de Pelé, feita pelo artista sul-africano Athol Moult, e uma gravata do cantor Julio Iglesias. A venda vai arrecadar fundos para a entidade dedicada a alfabetizar os 12 mil jovens e adultos que moram na segunda maior comunidade carente de São Paulo. GIRO RÁPIDO Por tabela O Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou ação proposta por um matemático que pedia indenização superior a R$ 2 milhões da CBF e da Rede Globo. O profissional argumentava que teria havido uma utilização irregular da tabela do Brasileirão, sem pagamento de royalties e direitos autorais. O processo se referia às tabelas elaboradas anos depois de cessado o contrato feito com a Globo, em Axé social Recém nomeada madrinha da Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA), o portal de doações da BM&Bovespa, a cantora Daniela Mercury será uma das estrelas da 11ª edição do Fórum de Comandatuba, que o Lide promove no fim do mês na Bahia. A estrela, que também é embaixadora do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e presidente do Instituto Sol Liberdade, vai levar sua experiência aos debates sobre educação e crescimento econômico sustentável, que estão na pauta do evento no Hotel Transamérica. Aula de alfabetização Durante o leilão de hoje no Instituto Escola do Povo (IEP), de Paraisópolis, o presidente da rede de varejo Riachuelo, Flávio Rocha, vai anunciar uma doação no valor de R$ 1 milhão para a comunidade. A cifra será aplicada em dois projetos um deles, prevê a reforma da sede do instituto, que fez do Paraisópolis a primeira favela do Brasil a erradicar o analfabetismo. Vaga para estacionar Garagem de estilo A francesa Citroën inaugura nesta semana, em São Paulo, um inédito espaço conceitual da marca no Brasil. Inspirado na famosa C42, vitrine da montadora na Avenida Champs-Élysées, em Paris, o empreendimento foi estacionado na confluência de duas das ruas mais emblemáticas da capital paulista: Oscar Freire, esquina com a Consolação. O Citroën Oscar Freire será mais do que uma loja: o espaço terá programação cultural com exposições temáticas e de carros conceito, cursos e apresentações musicais. Terá ainda uma boutique, uma brasserie e uma livraria. Esta última será parceria com a Freebook, especializada em títulos importados. Novo alvoroço automotivo no Sul: são ruidosos os rumores de que a indústria indiana Mahindra by Bramont estaria negociando a instalação de uma linha de montagem no Rio Grande do Sul. Mais exatamente, no município de Dois Irmãos. A planta seria inicialmente destinada à fabricação de tratores, passando, no futuro, a produzir também camionetes e utilitários. FRASE Acho que não vai ter tempo hábil para se fazer aeroportos. Vai ser melhorado, mas vai ter puxadinho Andres Sanchez, diretor de seleções da CBF, prevendo problemas com os aeroportos durante a Copa Espalhando A LHH/DBM, consultoria internacional líder em gestão de mudança, transição de carreira e desenvolvimento de talentos e carreira, está expandindo suas operações na Região Sul. Nesta semana, a empresa inaugura escritório em Porto Alegre (RS). Com bases em São Paulo (SP), Rio (RJ), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR), a LHH/DBM pretende abrir novas unidades em Brasília, Recife e Salvador ainda neste ano.

16 16 Brasil Econômico Terça-feira, 17 de abril, 2012 EMPRESAS Editora: Eliane Sobral Subeditoras: Rachel Cardoso Patrícia Nakamura Jarbas Oliveira Femsa quer crescer fora da América Latina O império da cachaça se rende à vodca Maior engarrafadora da Coca-Cola na região está prestes a comprar unidade na Ásia Receita da Ypióca para se manter há 166 anos no mercado é a diversificação Everardo Telles, diretor-presidente da Ypióca Participações: grupo tem sete empresas em áreas que vão de bebidas a pesquisas médicas Michele Loureiro De dose em dose, a Ypióca se tornou referência no mercado brasileiro de cachaças. Com 166 anos e o título de empresa mais antiga do país, a companhia cearense aposta na diversificação de negócios. Entre uma cachaça e outra, a família Telles se dedica a agropecuária, transportes, tem um parque de diversão e se arrisca até mesmo na área médica, ao patrocinar pesquisas em busca da cura para o câncer e a aids. Mas desta vez, a aposta da Ypióca está em um segmento novo: o império da cachaça se rendeu à vodca. A Hypnose surge com a meta de incrementar o faturamento do grupo em 10% para chegar aos R$ 330 milhões ainda este ano. Há três anos a companhia trabalha para inserir o produto destinado ao público jovem no portfólio e cerca de R$ 1 milhão foi investido na empreitada. Eu não provei o resultado final, mas tenho certeza que o produto é bom, diz Everardo Telles, diretor-presidente da Ypióca. Apesar de comandar a companhia, o executivo diz que não consome bebidas alcoólicas. É como dizem: em casa de ferreiro o espeto é de pau, brinca Telles, afirmando que acredita no trabalho da equipe. Trinta mil litros da Hypnose são produzidos diariamente na fábrica de Ceará Mirim (RN) e engarrafados em Fortaleza (CE). Desde o início deste mês, a vodca é comercializada no Norte e Nordeste, mas, até meados de maio os estabelecimentos de todo país já devem ter o produto nas prateleiras. Segundo Telles, há capacida- O REI DA CACHAÇA Negócios da família Telles vão além da indústria de bebidas 70% da receita Ypióca 30% da receita de para triplicar a fabricação. Se a demanda for alta, vamos ampliar os números. Somente na primeira semana de vendas da Hypnose no Ceará, 90 mil garrafas da bebida foram comercializadas, diz. Além da tradição da Ypióca, Telles acredita que o preço da vodca também vai impulsionar as vendas. Cada garrafa de um litro é vendida a cerca de R$ 12, valor bem abaixo das concorrentes. Ao menos inicialmente a Hypnose não será exportada. Porém, a remessa de produtos ao exterior deve aumentar agora que a cachaça foi reconhecida pelos Estados Unidos como um produto brasileiro. Atualmente 5% da produção é exportada. Para este ano, a meta é fabricar cerca de 70 milhões de litros de cachaça, alta de 15% em relação a Saúde com cachaça Pecém agroindustrial Pecuária Naturágua Água Mineral Halley transportadora Logística Fortaleza Importação e Exportação Comércio Exterior Boticário agropecuária Cana-de-açúcar, e industrial caprinos e suínos, milho e feijão Amazônia Fitomedicamentos Fonte: Empresa Pesquisas medicinais Para Telles os negócios fora do país são importantes, mas sua verdadeira paixão é nacional. O executivo de 69 anos faz parte da quarta geração da empresa e cultiva um carinho especial pela área médica. Em 2003 a holding da família Telles criou a Amazônia Fitomedicamentos, empresa que faz parcerias com faculdades para desenvolver medicamentos com base em plantas amazônicas com potencial para curar o câncer e até mesmo a aids. Quero deixar minha contribuição, diz o executivo que já trabalha com seis filhos e pretende se aposentar em breve. MERCADO Diageo ronda a empresa cearense Everardo Telles, diretor-presidente da Ypióca, desconversa quando o assunto é a possível venda de parte da companhia de bebidas. Questionado sobre a possibilidade de dividir o comando da empresa, o executivo não confirma nem nega interesse de concorrentes. O contrato de sigilo me impede de falar, diz o executivo dando pistas sobre uma possível negociação em andamento. Com resultados positivos e grande aceitação no mercado brasileiro, a Ypióca pode ser alvo de grandes companhias multinacionais. Uma das possíveis interessadas seria a Diageo. A empresa inglesa detém marcas como o uísque escocês Johnnie Walker, a vodca Smirnoff e o rum Captain Morgan. Jornais cearenses afirmam que os executivos ingleses da Diageo já estiveram no estado diversas vezes, mas Telles não confirma a informação. O último encontro teria sido no fim do mês passado. Caso o negócio seja concretizado, a Diageo teria sob custódia cerca de 10% do mercado brasileiro de cachaças. M.L. Bem posicionada na América Latina, onde possui fábricas em nove países (sendo oito apenas no Brasil), a Fomento Mexicano SAB - Femsa mira agora seus esforços na Ásia. A empresa, inclusive, está prestes a concluir sua primeira operação fora do continuente. A estratégia da companhia, engarrafadora de bebidas é garantir sua presença em mercados de rápido crescimento, de acordo com José Antonio Fernandez, presidente-executivo da companhia. A Femsa, vale lembrar, é dona da maior engarrafadora de CocaCola da América Latina e também é responsável por marcas como Sol, Kaiser e Heineken. Recentemente, a Femsa assinou com a Coca-Cola Company um termo que garante a negociação exclusiva, nos próximos 12 meses, da unidade que a gigante americana de bebidas possui nas Filipinas. Apesar de declarar que que as conversas ainda estão em estágio inicial, Fernandez se mostra bem otimista com a futura compra, que considera muito interessante. No ano passado, companhia mexicana gastou US$ 2,1 bilhões em aquisições Devemos analisar se nossa experiência na América Latina pode ser aplicada em operações em outros países, desconversa o presidente da Femsa. No ano passado, a companhia concluiu três aquisições que, juntas, exigiram investimentos de US$ 2,1 bilhões. A engarrafadora não revelou quanto deve desembolsar em aquisições neste ano. As vendas totais da Femsa somaram US$ 15,4 bilhões no ano passado, um aumento de 21% em relação a De acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg, a receita da companhia sediada em Monterrey deve crescer outros 16% em A Femsa também está pensando em levar suas lojas de conveniência Oxxo para outros países da América Latina. Só na Colômbia, existem 9,5 mil unidades da rede. Bloomberg

17 Terça-feira, 17 de abril, 2012 Brasil Econômico 17 Paolo Fridman/Bloomberg VP de Finanças da Tam deixa o cargo O vice-presidente de Finanças, Gestão e Tecnologia da Informação da TAM Linhas Aéreas, Ricardo Froes, deixará a companhia no final deste mês. A informação foi divulgada pelo companhia aérea em comunicado ontem. De acordo com a Tam, o executivo decidiu deixar a companhia para buscar novos desafios profissionais e será substituído interinamente pelo executivo Egberto Vieira Lima, diretor executivo da TAM S.A.. Reuters Carlos Brito, CEO da Companhia de Bebidas das Américas Ambev vai às compras e conquista o Caribe Fusão da operação dominicana com a CND cria a cervejeira líder das Antilhas José Gabriel Navarro Após semanas de disputa com a holandesa Heineken, a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) entrou em acordo com o Grupo León Jimenes, dono de 83,5% da Cervecería Nacional Dominicana (CND). A brasileira vai desembolsar US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,2 bilhões) na parceria para criar a Tenedora CND, holding que abrigará a porcentagem da CND pertencente à León Jimenes e 100% das operações da Ambev no mercado dominicano. Indiretamente, a Ambev controlará 41,76% da CND. A participação indireta, porém, deve aumentar. A companhia de Carlos Brito vai comprar também os 9,3% da CND detidos pela Heineken, numa operação paralela de US$ 237 milhões. Esse segundo movimento eleva a fatia da Ambev Indiretamente, a participação da Ambev na CND será de 51%, após comprar a fatia da Heineken no negócio para 51%. O acordo torna a Tenedora CND líder em cervejas no Caribe. Para os primeiros 12 meses da nova empresa, as companhias esperam reter lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (índice referência para estimar os avanços operacionais) da ordem de US$ 190 milhões. Em 2011, as receitas líquidas de CND e Ambev Dominicana, somadas, foram de aproximadamente US$ 570 milhões. CIFRAS Craig Ruttle/Bloomberg US$ 190 mi é quanto as empresas esperam de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização para o primeiro ano juntas. R$ 8,64 bi foi o lucro líquido da Ambev em todo o no ano passado 14,3% a mais que o valor mensurado a partir dos doze meses de ,4% foi o quanto aumentou a receita líquida da empresa em 2011, alcançando a marca dos R$ 8,378 bilhões, segundo o balanço de março. Trajetória centenária O Grupo León Jimenes começou quando Eduardo León Jimenes abriu uma fábrica de charutos em Santiago de los Caballeros, no interior da República Dominicana, em 1903, quando a charutaria cubana dominava a demanda global. O negócio ingressou no mercado de cigarros por meio de uma parceria com a Philip Morris no fim dos anos 1960, após anos de impedimento sob a ditadura de Rafael Trujillo ( ). Em 1980, o grupo comprou uma cervejaria no Alasca, Estados Unidos, e a trouxe até o Caribe. A aquisição foi fundamental para começar a fabricar a cerveja Presidente, à época já tida como uma marca tradicional. Nos anos 2000, a León Jimenes começou a operar serviços financeiros. Com o acordo recém-selado, a Ambev leva da CND operações de cerveja, malta e refrigerantes na República Dominicana, na Dominica, em Antígua e Barbuda e em São Vicente e Granadinas, além de exportações para outros 16 países caribenhos, mais EUA e Europa. De Longhi pode trazer Braun ao país Fabricante italiana anunciou ontem acordo para compra de licença da marca da P&G Françoise Terzian A De Longhi, fabricante italiana de Treviso que produz máquinas de café entre outros eletrodomésticos, anunciou ontem que fechou um acordo para licenciamento perpétuo da marca Braun, pertencente à americana P&G, em eletrodomésticos de pequeno porte para cozinha, ferro e outras categorias de produtos para casa. O acordo também prevê a compra de ativos como plantas na Alemanha e o inventário de várias categorias de produtos. Parte dos funcionários da Braun, como consta o acordo, passarão a responder para a De Longhi. A Braun fabrica barbeadores elétricos, depiladores femininos, escovas de cabelo e equipamentos para cozinha, como juicers e mixers para fazer sucos e tem receita anual da ordem de 200 milhões a maior parte advinda da Europa. A P&G continuará a deter a marca. Fabricante italiana quer mais espaço nas casas, além da máquina de café Atualmente, os produtos da Braun não são vendidos no grande varejo brasileiro. A expectativa do mercado é que, diante deste acordo e dos planos de expansão da De Longhi no país, a Braun desembarque em solo brasileiro. A direção da filial brasileira diz não ter, ainda, informações sobre planos pós-compra. Desembolso Pelo acordo, a De Longhi desembolsará 50 milhões ao final do acordo, 90 milhões ao longo dos próximos 15 anos e mais 74 milhões sobre as vendas da Braun após cinco anos do acordo. "Esta marca nos ajudará a aprimorar nossa história no segmento high-end do mercado de pequenos eletrodomésticos, afirmou Fabio De Longhi, CEO da empresa que leva seu sobrenome, em comunicado. Seu negócio, que fechou 2010 com vendas de 1,6 bilhão, deve ganhar peso nas residências que buscam itens com foco maior em design e inovação.

18 18 Brasil Econômico Terça-feira, 17 de abril, 2012 EMPRESAS ENERGIA GDF Suez fecha acordo para comprar os 30% restante da IPR por US$ 10,8 bilhões A companhia francesa de energia GDF Suez acertou acordo para comprar os 30% que ainda não possui da britânica International Power por 6,8 bilhões de libras (US$ 10,8 bilhões). A oferta de 4,18 libras por ação avalia a IPR em cerca de 22,8 bilhões de libras (US$ 36,2 bilhões). A GDF completou a compra de 70% da IPR em fevereiro de 2011, criando a maior produtora mundial independente de energia. Reuters Scott Eells/Bloomberg ESTRATÉGIA Toshiba comprará unidade de terminais de ponto de venda para varejo da IBM A Toshiba comprará o negócio de terminais de pontos de venda da IBM, que inclui caixas registradoras e dispositivos relacionados, por US$ 871 milhões. A IBM lidera o mercado desses terminais, com 22% de participação e clientes como Wal-Mart e Toys R Us. A tecnologia da Big Blue vai reforçar as ofertas em nuvem da Toshiba, que permite a lojas, clientes e fabricantes trocar dados e oferecer serviços. Reuters Darling abre lojas fora de SP e quer dobrar de tamanho Rede pretende expandir marca própria pelo sistema de franquias; 45 das 50 unidades que serão inauguradas em três anos estarão espalhadas fora do território paulista Érica Polo Todos os dias, os seis empresários que comandam a confecção de lingeries Darling se reúnem na sede da companhia, na capital paulista. Diretor industrial na empresa familiar, dona de uma estrutura de gestão incomum, Ronald Masijah é um dos participantes dos encontros diários. Somos uma empresa sem presidente. Ninguém manda, mas todos mandamos, brinca Masijah, filho de Iso Masijah, um dos fundadores (ver matéria ao lado). Foi nesses encontros que um pacote de decisões fundamentais para a sobrevivência da marca foram traçadas recentemente. Uma delas é a de expandir, a partir deste ano, a rede de lojas da marca para fora do estado de São Paulo. Com as mudanças, queremos dobrar de tamanho até 2015, diz o empresário. A expansão, somada a um ritmo maior de lançamentos de coleções, são as grandes apostas da companhia para brigar com concorrentes como Hope, Valisere, DeMillus, Liz e, também, com as redes que vendem itens importados, em um mercado que movimenta cerca de US$ 3,7 bilhões anuais, segundo dados mais recentes da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). As lojas Darling devem chegar às cidades de Salvador e Porto Alegre ainda neste ano. No total, o plano é inaugurar 50 unidades em até três anos, via sistema de franquias. Desse total, 45 AO GOSTO DAS BRASILEIRAS Principais números da Darling RECEITA TOTAL ESTIMADA/2011* R$ 30 milhões FUNCIONÁRIOS 400 LOJAS DA MARCA 9 Fonte: Darling *também considera as vendas em lojas multimarcas delas estarão fora de território paulista. São locais onde as lingeries da marca ainda estão presentes apenas na rede de clientes multimarcas. Segundo Masijah, estar no varejo com esse perfil, hoje, é como esconder o produto. Há cerca de oito mil marcas de lingeries no país atualmente, diz. A variedade foi uma das causas que levaram à aposta na loja Darling. Outras concorrentes, inclusive, vêm se movimentando de forma similar. A Hope, por exemplo, deu o primeiro passo rumo ao varejo em Foi nessa mesma época que a Darling deu início à experiência como varejista. Segundo Masijah, na época, a decisão foi tomada sobretudo porque os shoppings passaram a não aceitar mais a presença de lojas multimarcas. E com isso começamos a perder mercado nesses locais, onde está o público A e B, nosso foco. Hoje, a empresa detém nove lojas da marca - oito delas próprias - e seus produtos estão em dois mil pontos-de-vendas multimarcas, com receita estimada em R$ 30 milhões. Alexandre Rezende Masijah: empresa agora lança dez coleções ao ano, em vez de seis Investimento dobrado Antes de expandir a rede, a companhia deu mais velocidade ao lançamento de coleções. A Darling passou a lançar dez coleções por ano em vez de seis - o ritmo padrão há até dois anos. O aporte praticamente dobrou de R$ 1,8 milhão para R$ 3 milhões anuais, números estimados. Para ganhar a consumidora que busca preço, a empresa está nas redes sociais realizando promoções. GESTÃO Modelo deve ser alterado no futuro Fundada na década de 1940, a confecção Darling é comandada pelos seis filhos dos dois fundadores da empresa - Iso Masijah e Moisés Castro Nahum. Em mais de seis décadas, a companhia jamais teve um presidente. Sempre funcionou bem, diz Ronald Masijah, diretor industrial da empresa. Mas a próxima geração será profissionalizada. Daqui por diante aumenta o número de descendentes, o que pode acarretar problemas nesse modelo de gestão. O primeiro alto executivo pode surgir, quem sabe, do movimento de expansão via franquias. Masijah conta que a companhia deve buscar um profissional no mercado para coordenar esse braço do negócio, que deverá ganhar força nos próximos três anos. Não serão poucos os desafios para o novo executivo, que deverá tocar as parcerias com interessados em um mercado cada vez mais disputado, num setor que tem enfrentado dificuldades. Mesmo as alterações propostas pelo governo federal há poucas semanas não são suficientes para tornar as indústrias nacionais competitivas com o produto estrangeiro, diz Masijah. Paralelamente às discussões tributárias, a Darling tem encontrado franqueados entre seus próprios clientes, donos de lojas multimarcas. Terceira geração A primeira herdeira da terceira geração a trabalhar na Darling foi a filha de Ronald, Nurit Masijah. No entanto, ela foi contratada como gerente de vendas no Rio Grande do Sul. É nesse estado que a Darling vai abrir uma das três primeiras franquias fora de São Paulo. E.P. BALANÇO Vendas da BR Malls sobem 25% no trimestre As vendas totais nos shoppings da BR Malls somaram R$ 4,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 25,1% acima do verificado no mesmo período no ano passado. As vendas mesmas lojas (abertas há mais de um ano) da BR Malls apresentaram expansão de 9,1% nos três primeiros meses deste ano, contra 8,7% apuradas em igual período de O desempenho foi beneficiado pela expansão de lojas satélite e de lazer, que tiveram aumento de vendas de 9,5% e 10,7%, respectivamente. Já o crescimento de aluguéis das mesmas lojas foi de 11,3 por cento no primeiro trimestre, contra 9,7% um ano antes. IMÓVEIS Receita da Brookfield cai 18% Os lançamentos da Brookfield Incorporações somaram R$ 380 milhões no primeiro trimestre, queda de 18,5% em relação ao mesmo período em As vendas contratadas foram de R$ 795 milhões no período, com alta alta de 24,6%. Segundo a empresa, do total de vendas, 64,4% foram empreendimentos em lançamento. Outros 24% estão em construção e 11,5% já foram concluídos. Reuters

19 A demanda por voos da Gol recuou em março na comparação com o mesmo mês de 2011, confirmando momento de desaceleração do setor diante do aumento nos preços das passagens aéreas. A companhia registrou queda 10,1% na demanda por voos nacionais em março sobre um ano antes, enquanto no mercado internacional houve tombo de 21,1%. Incluindo os dados da Webjet, que segue operando separadamente enquanto a compra de julho de 2011 não é aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a demanda total da Gol caiu 7 %. No período, o yield, indicador do preço cobrado por passagens, ficou praticamente estável no mês passado na comparação anual, entre 18 e 18,5 centavos de real, informou a empresa em comunicado. O anúncio dos números acontece depois que a empresa divulgou na sexta-feira promoção de passagens aéreas para todos os destinos, exceto Caribe, entre 17 de abril e 28 de junho. No primeiro trimestre houve alta de 4% no yield na comparação anual, enquanto a demanda recuou 5,7%. Incluindo a Webjet, a procura por voos do grupo recuou 2,3%. Em março, Gol devolveu três aeronaves Boeing 767 que operavam fretamentos internacionais. Reuters A discussão sobre a oferta da Camargo Corrêa pelo controle da Cimpor se transformou numa espécie de jogo de apostas sobre o valor a ser pago pela cimenteira. Depois de o conselho de administração da Cimpor ter considerado baixo o valor de 5,5 por ação proposto pelo grupo brasileiro, a imprensa portuguesa divulgou ontem informações sobre o que seria considerado preço justo pelos gestores da empresa": 6,50. A alternativa apresentada pelo empresário português Pedro Queiroz Pereira, dono da Semapa, não é comparável, porque não se trata de uma ofeta pública de aquisições (OPA), como a que foi lançada pela Camargo Corrêa. Pereira propõe a criação de uma holding, que juntaria à Cimpor os ativos da sua cimenteira Secil. O valor de 6,5 18,2% maior que a oferta feita pela Camargo Corrêa levaria em consideração o prêmio pago em ofertas públicas com a aquisição de controle de empresas na Europa e no setor de cimentos e agregados nos últimos anos, acima do patamar de 30%. O jogo de apostas não se deve apenas, porém, ao valor da Cimpor. A dúvida que paira sobre os investidores é se os principais acionistas da cimenteira vão pressionar a Camargo Corrêa para fazer uma nova oferta. O banco estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD), assim como o fundo de pensão BCP ambos detêm 19,6% juntos já tinham manifestado intenção de vender suas participações, mas nada os impede de mudar de ideia diante da recomendação dos gestores da Cimpor, que rechaçaram a venda das ações ao grupo brasileiro. A outra dúvida é como se portará o grupo Votorantim, dono de 21,9% da Cimpor. Interessaria ao grupo vender sua participação na cimenteira portuguesa para não ter problemas cmo o Cade no Brasil. Procura por voos da Gol cai até 21% LOGÍSTICA Capital Realty investe R$ 200 milhões para lançar Mega Intermodal Canoas no sul Preço justo para Cimpor seria 6,5 Valor, indicado pelos gestores da cimenteira, considera os preços pagos em aquisições na Europa Balanço de março mostra queda brusca no mercado internacional e confirma desaceleração Denise Carvalho A Capital Realty, especializada na implantação de condomínios logísticos, lança empreendimento no Rio Grande do Sul. O Mega Intermodal Canoas estará localizado na região metropolitana de Porto Alegre, a apenas 12 km da capital gaúcha. Com mais de 172 mil metros de área construída e oito armazéns, será o maior condomínio logístico da região Sul. O investimento previsto é de R$ 200 milhões. Cotação é 18,2% maior que a oferta de 5,5 proposta pelo grupo brasileiro Camargo Corrêa Concessionária Rodovias do Tietê S.A. CNPJ/MF nº / NIRE nº Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 02 de abril de 2012 Data, Hora e Local: aos 02 dias de abril de 2012, às 8:30 horas, na sede social da Companhia, na Rua Rafael de Campos, n.º 615, na cidade de Tietê, estado de São Paulo. Convocação e Presença: nos termos do artigo 124, 4º, da Lei n.º 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada ( Lei das Sociedades por Ações ), foram dispensadas as formalidades de convocação, tendo em vista a presença da totalidade dos acionistas da Companhia, ficando regularmente instalada a presente Assembleia Geral Extraordinária. Composição da Mesa: os trabalhos foram presididos pelo Sr. Alexandre Tujisoki e secretariados pelo Sr. Rafael Negrão Rossi. Ordem do Dia: (i) examinar, discutir e votar a proposta apresentada pelo Conselho de Administração da Companhia, em reunião realizada em 29 de março de 2012, de realização da 1ª (primeira) emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária a ser convolada em espécie com garantia real, em série única, da Companhia, no valor limite total de até R$ ,00 (seiscentos e cinquenta milhões de reais), as quais serão objeto de distribuição pública com esforços restritos de colocação nos termos da Instrução CVM n.º 476, de 16 de janeiro de 2009, conforme alterada; (ii) examinar, discutir e votar a outorga das garantias a serem prestadas pela Companhia no âmbito da 1ª (primeira) emissão de debêntures da Companhia; e (iii) autorizar a Diretoria da Companhia a praticar todos os atos necessários para a formalização das deliberações acima mencionadas. Deliberações: após discutirem as matérias constantes da ordem do dia, os acionistas, por unanimidade e sem reservas ou oposições, deliberaram: (i) aprovar a realização da 1ª (primeira) emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária a ser convolada em espécie com garantia real, em série única, da Companhia, no valor limite total de até R$ ,00 (seiscentos e cinquenta milhões de reais) ( Emissão ), as quais serão objeto de distribuição pública com esforços restritos de colocação nos termos da Instrução CVM n.º 476, de 16 de janeiro de 2009, conforme alterada ( Instrução CVM 476 e Oferta, respectivamente), a qual terá as seguintes características e condições: (a) Número da Emissão: a presente Emissão constitui a 1ª (primeira) emissão de debêntures da Companhia; (b) Número de Séries: a Emissão será realizada em série única; (c) Valor Total da Emissão: o valor total da Emissão será de até R$ ,00 (seiscentos e cinquenta milhões de reais) ( Debêntures ); (d) Quantidade de Debêntures: serão emitidas até (sessenta e cinco mil) Debêntures; (e) Data de Emissão: para todos os efeitos legais, a data de emissão das Debêntures será o dia 15 de abril de 2012 ( Data de Emissão ); (f) Valor Nominal Unitário: o valor nominal unitário das Debêntures será de R$10.000,00 (dez mil reais) na Data de Emissão ( Valor Nominal Unitário ); (g) Forma e Comprovação de Titularidade: as Debêntures serão nominativas e emitidas sob a forma escritural, sem a emissão de cautelas ou certificados. Para todos os fins de direito, a titularidade das Debêntures será comprovada pelo extrato da conta de depósito emitido pelo Escriturador (conforme abaixo definido). Adicionalmente, será reconhecido como comprovante de titularidade das Debêntures o extrato emitido pela CETIP S.A. - Mercados Organizados ( CETIP ) em nome do titular da Debênture ( Debenturista ), quando as Debêntures estiverem custodiadas eletronicamente no SND Módulo Nacional de Debêntures ( SND ); (h) Espécie: as Debêntures serão da espécie quirografária e serão convoladas em espécie com garantia real; (i) Destinação dos Recursos: os recursos obtidos por meio da Emissão serão destinados a projetos de investimento para a manutenção, restauração e duplicação de trechos de malha rodoviária estadual do Corredor Marechal Rondon Leste objeto da Concessão (conforme abaixo definido), dentre os quais a duplicação de 31 quilômetros da Rodovia SP 101 e a duplicação de mais de 50 quilômetros da Rodovia SP 308, observado o disposto no artigo 1º, inciso VI, parágrafo 1º, da Lei n.º , de 24 de junho de (j) Prazo das Debêntures: o prazo de vencimento das Debêntures será de 12 (doze) anos ou 144 (cento e quarenta e quatro) meses contados da Data de Emissão, vencendo-se, portanto, em 15 de abril de 2024 ( Data de Vencimento das Debêntures ), data em que será devida a totalidade do saldo do Valor Nominal Unitário Atualizado das Debêntures ainda não amortizado, juntamente com o valor da Remuneração(conforme abaixo definida) relativa ao último Período de Capitalização das Debêntures (conforme abaixo definido), em moeda corrente nacional; (k) Atualização Monetária das Debêntures: as Debêntures terão o seu Valor Nominal Unitário ou saldo do Valor Nominal Unitário, conforme o caso, atualizado a partir da Data de Emissão, pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo IPCA, apurado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE ( IPCA e Atualização Monetária, respectivamente), sendo o produto da Atualização Monetária automaticamente incorporado ao Valor Nominal Unitário das Debêntures e, imediatamente após a primeira data de amortização, ao saldo do Valor Nominal Unitário das Debêntures ( Valor Nominal Unitário Atualizado ); (l) Amortização Programada: o Valor Nominal Unitário Atualizado das Debêntures será amortizado semestralmente, a partir de 15 de abril de Cada parcela de amortização do Valor Nominal Unitário das Debêntures será acrescida da respectiva Atualização Monetária apurada no menor período permitido pela legislação em vigor, desde a Data de Emissão até a respectiva data de amortização, e será paga nas seguintes datas: 15 de abril de 2014, 15 de outubro de 2014, 15 de abril de 2015, 15 de outubro de 2015, 15 de abril de 2016, 15 de outubro de 2016, 15 de abril de 2017, 15 de outubro de 2017, 15 de abril de 2018, 15 de outubro de 2018, 15 de abril de 2019, 15 de outubro de 2019, 15 de abril de 2020, 15 de outubro de 2020, 15 de abril de 2021, 15 de outubro de 2021, 15 de abril de 2022, 15 de outubro de 2022, 15 de abril de 2023, 15 de outubro de 2023 e 15 de abril de (m) Registro para Distribuição no Mercado Primário e Negociação no Mercado Secundário: as Debêntures serão registradas para distribuição no mercado primário e negociação no mercado secundário por meio do SDT - Módulo de Distribuição de Títulos e do SND, respectivamente, ambos administrados e operacionalizados pela CETIP, sendo a distribuição e as negociações liquidadas e as Debêntures custodiadas eletronicamente na CETIP; (n) Preço de Subscrição: as Debêntures serão subscritas no mercado primário por seu Valor Nominal Unitário Atualizado acrescido da Remuneração, calculada pro rata temporis, desde a Data de Emissão até a data da efetiva integralização ( Preço de Subscrição ), utilizando- -se para tal o Valor Nominal Unitário Atualizado acrescido da Remuneração arredondado com duas casas decimais; (o) Integralização: a integralização das Debêntures será à vista, na data de subscrição, em moeda corrente nacional, pelo Preço de Subscrição; (p) Oferta de Resgate Antecipado: as Debêntures não estarão sujeitas à oferta de resgate antecipado; (q) Aquisição Facultativa: após o prazo de 2 (dois) anos contados da Data de Emissão, a Companhia poderá, a qualquer tempo, adquirir as Debêntures em circulação ( Debêntures em Circulação ), por preço não superior ao saldo do Valor Nominal Unitário Atualizado acrescido da Remuneração, calculada pro rata temporis, desde a Data de Emissão ou da data de último pagamento da Remuneração, até a data do seu efetivo pagamento, devendo o fato constar do relatório da administração e das demonstrações financeiras, ou por valor superior ao Valor Nominal Unitário Atualizado acrescido da Remuneração, calculada pro rata temporis, desde a Data de Emissão ou da data de último pagamento da Remuneração, até a data do seu efetivo pagamento, desde que observe as regras expedidas pela CVM, conforme o disposto no parágrafo 3º, do artigo 55, da Lei das Sociedades por Ações. As Debêntures objeto de tal aquisição poderão ser canceladas a qualquer momento, permanecer em tesouraria da Companhia, ou ser colocadas novamente no mercado. As Debêntures adquiridas pela Companhia para permanência em tesouraria, quando recolocadas no mercado, farão jus à mesma Remuneração das demais Debêntures em Circulação; (r) Remuneração: as Debêntures farão jus a juros remuneratórios a serem definidos de acordo com o procedimento de coleta de intenções de investimento a ser conduzido pela instituição intermediária líder da Oferta ( Procedimento de Bookbuilding ). Os juros remuneratórios aplicáveis às Debêntures observarão a taxa máxima equivalente a 8,750% (oito inteiros e setecentos e cinquenta milésimos por cento) ao ano acima do IPCA ( Remuneração ). A taxa final a ser utilizada para cálculo da Remuneração incidirá sobre o Valor Nominal Unitário Atualizado ou sobre o saldo do Valor Nominal Unitário Atualizado, calculada por dias úteis decorridos, com base em um ano de 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias úteis, a partir da Data de Emissão, e, observada a periodicidade do pagamento da Remuneração, paga ao final de cada Período de Capitalização das Debêntures, ou na data da liquidação antecipada resultante do vencimento antecipado das Debêntures em razão da ocorrência de um dos Eventos de Inadimplemento (conforme definidos abaixo), calculada em regime de capitalização composta de forma pro rata temporis por dias úteis. A taxa final a ser utilizada para fins de cálculo da Remuneração será ratificada por meio de aditamento à Escritura Particular da Primeira Emissão de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ações, da Espécie Quirografária a ser convolada em Espécie com Garantia Real, em Série única, da Concessionária Rodovias do Tietê S.A. ( Escritura de Emissão ). Define-se Período de Capitalização das Debêntures como sendo o intervalo de tempo que se inicia na Data da Emissão (inclusive), no caso do primeiro Período de Capitalização das Debêntures, ou na data do efetivo pagamento de Remuneração imediatamente anterior (inclusive), no caso dos demais Períodos de Capitalização das Debêntures, e termina na data do pagamento da Remuneração para o período em questão (exclusive). Cada Período de Capitalização das Debêntures sucede o anterior sem solução de continuidade até a Data de Vencimento das Debêntures; (s) Periodicidade do pagamento da Remuneração: o pagamento da Remuneração das Debêntures será feito semestralmente, em 24 (vinte e quatro) parcelas consecutivas, e será incidente sobre o Valor Nominal Unitário Atualizado ou sobre o saldo do Valor Nominal Unitário Atualizado, conforme aplicável, a partir da Data de Emissão ou da data do pagamento da Remuneração imediatamente anterior, conforme aplicável, sendo o primeiro pagamento devido em 15 de outubro de 2012 e o último na Data de Vencimento das Debêntures; (t) Repactuação: as Debêntures não estarão sujeitas a repactuação; (u) Garantias: as Debêntures terão como garantias, sob condição suspensiva, nos termos do artigo 125 da Lei , de 10 de janeiro de 2002, conforme alterada ( Código Civil ), (i) penhor de ações ordinárias representativas da totalidade do capital social da Companhia, quer existentes ou futuras, bem como, inclusive, mas não se limitando, todos os frutos, rendimentos e vantagens que forem a elas atribuídos, a qualquer título, inclusive lucros, dividendos, juros sobre o capital próprio e todos os demais valores de qualquer outra forma vierem a ser distribuídos pela Companhia, sendo certo que, em observância às disposições do artigo 27 da Lei Federal 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, conforme alterada ( Lei n.º 8.987/85 ), a excussão do penhor aqui tratado dependerá de prévia autorização da ARTESP; e (ii) cessão fiduciária de(ii.1) todos os direitos creditórios da Companhia, presentes e futuros, decorrentes da prestação dos serviços de exploração, operação, conservação e construção da malha rodoviária estadual do Corredor Marechal Rondon Leste, constituído por trecho da Rodovia SP-300 e acessos, totalizando 417 quilômetros, correspondente ao Lote 21 do Programa Estadual de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo ( Concessão ), nos termos do Contrato de Concessão (conforme definido abaixo), deduzidos dos valores dos pagamentos essenciais para o cumprimento pela Companhia de suas obrigações nos termos do Contrato de Concessão Rodoviária nº 004/ ARTESP/2009, celebrado em 23 de abril de 2009 entre o Estado de São Paulo, por intermédio da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo - ARTESP ( Poder Concedente ) e a Companhia ( Contrato de Concessão ), incluindo, sem limitação, as receitas de pedágio e todas e quaisquer indenizações a serem recebidas nos termos das garantias e apólices de seguro contratadas nos termos do Contrato de Concessão; (ii.2) todos os direitos emergentes do Contrato de Concessão, inclusive, sem limitação, os direitos relativos a eventuais indenizações a serem pagas pelo Poder Concedente em decorrência da extinção, caducidade, encampação ou revogação da concessão objeto do Contrato de Concessão, conforme disposto no artigo 35 da Lei n.º 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, conforme alterada; e (ii.3) todos os direitos creditórios detidos pela Companhia sobre todos os valores a serem depositados e mantidos nas contas vinculadas que serão criadas para receber os valores de que tratam os itens (ii.1) e (ii.2) acima, deduzidos dos valores dos pagamentos essenciais para o cumprimento pela Companhia de suas obrigações nos termos do Contrato de Concessão, observado que a cessão aqui tratada, em conformidade com o artigo 28, da Lei n.º 8.987/85, dar-se-á sem prejuízo para a operação do sistema rodoviário. Caso seja necessária a excussão da garantia, os recursos oriundos do Contrato de Concessão deverão ser direcionados ao atendimento das obrigações da Companhia abaixo listadas, na seguinte ordem de prioridade: (a) tributos incidentes sobre a receita das praças de pedágio da Companhia; (b) despesas de operação e manutenção de rotina da Concessão, observado o valor total mensal máximo de R$ ,00 (cinco milhões de reais) corrigido pelo IPCA data base de julho de 2008, como limite total mensal máximo para tais despesas referentes ao Contrato de Concessão; (c) pagamento, pela Companhia ao Poder Concedente, do valor mensal variável correspondente a 3% (três por cento) da receita bruta efetivamente obtida pela Companhia no mês imediatamente anterior a tal pagamento; (d) outras despesas previamente aprovadas, sempre que aplicável, pelos Debenturistas, bem como a remuneração dos prestadores de serviço da Emissão; e (e) pagamento das Debêntures. As garantias de que trata este item (u) poderão ser compartilhadas na sua totalidade de acordo com o disposto na Escritura de Emissão. (v) Vencimento Antecipado: na ocorrência de qualquer dos eventos listados abaixo, o agente fiduciário da Emissão poderá declarar antecipadamente vencidas todas as obrigações relativas às Debêntures e exigirá o imediato pagamento, pela Companhia, dos valores devidos aos titulares das Debêntures nos termos da Escritura de Emissão, sendo que, especificamente em relação às Debêntures, o agente fiduciário exigirá o imediato pagamento, pela Companhia, do saldo devedor do Valor Nominal Unitário Atualizado e da Remuneração devida desde a Data de Emissão ou do último Período de Capitalização das Debêntures, até a do saldo devedor do Valor Nominal Unitário Atualizado e da Remuneração devida desde a Data de Emissão ou do último Período de Capitalização das Debêntures, até a data do efetivo pagamento, calculada pro rata temporis, e demais encargos, independentemente de aviso, interpelação ou notificação judicial ou extrajudicial: (i) decretação de falência da Companhia; (i.1) pedido de autofalência pela Companhia; (i.2) pedido de falência da Companhia formulado por terceiros não elidido no prazo legal; ou (i.3) liquidação, dissolução ou extinção da Companhia; (ii) propositura, pela Companhia, de plano de recuperação extrajudicial a qualquer credor ou classe de credores, independentemente de ter sido requerida ou obtida homologação judicial do referido plano, ou ainda, ingresso, pela Companhia, em juízo, com requerimento de recuperação judicial, independentemente de deferimento do processamento da recuperação ou de sua concessão pelo juiz competente; (iii) protestos legítimos de títulos contra a Companhia, de acordo com os procedimentos legais aplicáveis, cujo valor, individual ou em conjunto, seja superior a R$ ,00 (três milhões de reais) com relação à Companhia, atualizado mensalmente, a partir da Data de Emissão, pela variação positiva do IPCA, ou seu equivalente em outras moedas, e que não sejam sanados, declarados ilegítimos ou comprovados como tendo sido indevidamente efetuados, no prazo de 05 (cinco) dias úteis, contados da data em que a Companhia tiver ciência da respectiva ocorrência, à exceção do protesto efetuado por erro ou má-fé de terceiro, desde que validamente comprovado pela Companhia no prazo legal; (iv) pagamentos aos acionistas da Companhia de dividendos, incluindo dividendos a título de antecipação e/ou rendimentos sob forma de juros sobre capital próprio, acima do mínimo legal obrigatório antes que a Companhia atinja uma relação de dívida líquida versus EBITDA de 3 (três) vezes (ou menor) o seu montante e, cumulativamente, um Índice de Cobertura do Serviço da Dívida superior a 1.50, sem a prévia anuência dos Debenturistas; (v) falta de cumprimento pela Companhia de quaisquer obrigações pecuniárias previstas na Escritura de Emissão, no contrato de distribuição, nos contratos de garantia e no contrato de administração de contas (conjuntamente, Contratos da Oferta ); (vi) falta de cumprimento pela Companhia de quaisquer obrigações constantes da Escritura de Emissão e dos Contratos da Oferta, exceto as previstas no item (v) acima, que não seja sanada no prazo de 05 (cinco) dias úteis, contados de notificação neste sentido; (vii) se a Companhia inadimplir qualquer dívida financeira em valor unitário ou agregado igual ou superior a R$ ,00 (três milhões de reais) atualizado mensalmente, a partir da Data de Emissão, pela variação positiva do IPCA, ou seu contra-valor em outras moedas, se tal inadimplemento não for sanado no prazo de cura de 30 (trinta) dias, salvo se o não pagamento da dívida na data de seu respectivo vencimento: (vii.1) tiver a concordância do credor correspondente; ou, ainda (vii.2) estiver amparado por decisão judicial vigente obtida pela Companhia; (viii) declaração de vencimento antecipado de qualquer dívida e/ou obrigação da Companhia em valor unitário ou agregado igual ou superior a R$ ,00 (três milhões de reais) atualizado mensalmente, a partir da Data de Emissão, pela variação positiva do IPCA, ou seu contra-valor em outras moedas; (ix) as declarações e garantias prestadas pela Companhia e/ou pelas partes intervenientes anuentes da Escritura de Emissão, e as obrigações da Companhia e/ou das intervenientes anuentes da Escritura de Emissão, constantes dos Contratos da Oferta e/ou do financiamento que a Companhia poderá obter do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e instituição financeira provedora de financiamento a longo prazo ( Instituição Financeira ) definido na Escritura de Emissão ( Financiamento ), forem descumpridas e/ou provarem-se falsas, incorretas ou enganosas; (x) a Companhia transferir ou por qualquer forma ceder ou prometer ceder a terceiros os direitos e obrigações para si decorrentes da Escritura de Emissão, dos contratos de garantia e/ou do Financiamento, sem a prévia e expressa anuência dos Debenturistas; (xi) desapropriação, confisco ou qualquer outra medida de qualquer entidade governamental brasileira que resulte na incapacidade de gestão de seus negócios, pela Companhia, desde que tal desapropriação, confisco ou outra medida afete substancialmente e de forma adversa, a possibilidade de a Companhia continuar a desenvolver regularmente suas atividades e/ou a capacidade de pagamento pela Companhia de suas obrigações relativas às Debêntures; (xii) descumprimento, pela Emissora, de decisão ou sentença judicial condenatória transitada em julgado ou decisão arbitral, todas contra a Companhia, em valor unitário ou agregado igual ou superior a R$ ,00 (cinco milhões de reais), atualizado mensalmente, a partir da Data de Emissão, pela variação positiva do IPCA, ou seu contra-valor em outras moedas; (xiii) ocorrência de alteração societária relacionada à liquidação, dissolução, cisão, fusão, incorporação, alienação da Companhia ou reorganização societária envolvendo o controle acionário de, sem a prévia e expressa autorização dos Debenturistas; (xiv) se a Companhia criar ou permitir a existência de quaisquer ônus ou gravames sobre suas propriedades, receitas e ativos e qualquer forma de cessão ou promessa de cessão de suas receitas ou recebíveis, no presente ou no futuro, que, a critério dos Debenturistas, possa afetar as atividades desenvolvidas pela Companhia na exploração da Concessão e/ou as garantias, exceto: (i) penhores judiciais, que a Companhia terá a obrigação de liberar em 30 (trinta) dias da data em que forem constituídos; (ii) ônus ou gravames sobre as propriedades, ativos ou receitas exigidos pelo Poder Concedente, nos termos do Contrato de Concessão celebrado pela Companhia; (iii) ônus ou gravames sobre as propriedades, ativos ou receitas já existentes na Data de Emissão das Debêntures e (iv) ônus ou gravames atualmente existentes sobre as Ações Empenhadas e as Garantias Reais, que deverão ser liberados impreterivelmente até 15 de junho de 2012; (xv) a Companhia tomar mútuos, empréstimos ou adiantamentos para ou de quaisquer sociedades do seu grupo econômico (intercompany), que, durante o prazo da presente Emissão, impliquem endividamento global da Companhia em valor unitário ou agregado igual ou superior ao montante de R$ ,00 (dez milhões de reais), exceto se as operações tiverem prazo de vencimento de principal e juros mais longo e forem expressamente subordinadas às obrigações descritas na Escritura de Emissão; (xvi) a Companhia conceder empréstimos ou adiantamentos, exceto: (i) se os adiantamentos estiverem relacionados a contratação, pela Companhia, de serviços de engenharia e construção para sociedades do seu grupo econômico (intercompany) ou (ii) pelos empréstimos ou adiantamentos feitos aos acionistas da Emissora até o limite de duas vezes o Índice Dívida Líquida/EBITDA, desde que sejam respeitadas as obrigações financeiras previstas na Escritura de Emissão; (xvii) alteração do objeto social disposto no estatuto social da Companhia realizada sem o prévio e expresso consentimento dos Debenturistas, exceto se tal alteração for determinada pelo Poder Concedente; (xviii) transformação da Companhia em sociedade limitada; (xix) qualquer das partes intervenientes anuentes da Escritura de Emissão deixar de deter o controle direto da Companhia; (xx) anulação, nulidade ou inexequibilidade quanto à Emissão e/ou às garantias prestadas no âmbito da Emissão, ressalvada a proposta da Companhia para substituição de garantia(s) aprovada em Assembleia Geral de Debenturistas; (xxi) se a Companhia captar novos empréstimos, financiamentos, adiantamento de recursos ou qualquer outra forma de tomada de recursos que, de forma individual ou agregada, superem o montante de R$ ,00 (três milhões de reais), exceto pelo Financiamento, na modalidade direta ou indireta, a partir da data de integralização das Debêntures e/ou por eventuais linhas de crédito para capital de giro a serem contratadas pela Emissora com instituições financeiras, desde que não excedam o montante global de R$ ,00 (quinze milhões de reais); (xxii) não observância das obrigações financeiras previstas na Escritura de Emissão, todas a serem apuradas trimestralmente a partir de 15 de outubro de 2012, exceto se sanado em prazo inferior a 90 (noventa dias) da verificação da referida não observância; (xxiii) se a Companhia alienar ou onerar, direta ou indiretamente, total ou parcialmente, quaisquer equipamentos ou outros bens de seu ativo sem a anuência prévia e expressa dos Debenturistas, excetuando-se (xiii.1) alienações ou onerações no curso ordinário dos negócios incluindo, mas não se limitando a, operações na modalidade leasing operacional, em valor individual ou agregado em cada exercício social da Companhia, não superior a R$ ,00 (cinco milhões de reais); (xiii.2) alienações ou onerações decorrentes de leis, medidas judiciais ou administrativas, em valor individual ou agregado, não superior a R$ ,00 (três milhões de reais); ou (xiii.3) alienações ou onerações com a finalidade de atender exigências previstas no Contrato de Concessão; (xxiv) não renovação, cancelamento, revogação ou suspensão das autorizações, concessões, subvenções, alvarás ou licenças, inclusive as socioambientais: (xxiv.1) que acarretem o início, pelo Poder Concedente, de procedimento administrativo com o objetivo de intervenção pelo Poder Concedente, encampação, caducidade, extinção ou revogação da concessão objeto do Contrato de Concessão, desde que tal procedimento não seja contestado no menor prazo dentre o prazo legal aplicável ou em 30 (trinta) dias, conforme o caso; (xxiv.2) que impliquem interrupção ou suspensão total ou de parte relevante da operação da Concessão ou (xxiv.3) autuações por órgãos governamentais de caráter socioambiental, de qualquer valor, desde que não sejam razoável e tempestivamente esclarecidas, além de outros, inclusive de caráter fiscal; (xxv) a decretação de intervenção pelo Poder Concedente, tendo por objeto o término do Contrato de Concessão, desde que tal evento não tenha seus efeitos suspensos ou seja revertido em um prazo de 90 (noventa) dias a contar do decreto ou ato normativo de natureza similar do Poder Concedente declarando a intervenção; (xxvi) apresentação, pela(s) agência(s) de classificação de risco contratada(s) pela Companhia, de classificação de risco atribuída às Debêntures em nível inferior a bra pela Standard & Poor s, ou A2.br pela Moody s ou A(bra) pela Fitch Ratings; (xxvii) se qualquer documento da Emissão ou qualquer uma de suas disposições substanciais forem revogados, rescindidos, se tornarem nulos, de forma a subtrair qualquer direito dos Debenturistas, a validade ou eficácia da Emissão, e tal efeito não for revertido no prazo de 10 (dez) dias úteis contados do recebimento pela Companhia de notificação nesse sentido; (xxviii) não atendimento, pela Companhia, dos requisitos e exigências estabelecidos pelos Princípios do Equador, conjunto de critérios socioambientais disponíveis no site ou, na versão em português, shtml e/ou não encaminhamento, ao Agente Fiduciário, do relatório de avaliação ambiental e eventuais atualizações, bem como do plano de ação respectivo e/ou atualizações, no prazo de até 45 (quarenta e cinco) dias da Emissão das Debêntures; (xxix) fragilização das garantias constituídas por imposição do Poder Concedente; (xxx) alocação de recursos em despesas não relacionadas à atividade operacional da Companhia superior a R$ ,00 (um milhão de reais) por ano, exceto se oriunda de imposição regulatória ou judicial; (xxxi) realização por qualquer autoridade governamental de ato com o objetivo de sequestrar, nacionalizar, desapropriar, expropriar ou, de qualquer modo, adquirir compulsoriamente a totalidade ou parte substancial dos ativos, propriedades ou ações representativas de seus capitais sociais; (xxxii) execuções judiciais de qualquer natureza ou inclusão da Companhia ou das partes intervenientes anuentes da Escritura de Emissão em qualquer cadastro de proteção ao crédito em valor superior, em conjunto ou isoladamente, a R$ ,00 (três milhões de reais), que não seja sanado ou declarado ilegítimo no prazo de até 3 (três) dias úteis contados da referida execução judicial ou inclusão cadastral; (xxxiii) concessão de preferência a outros créditos, realização de amortização de ações ou emissão de debêntures ou partes beneficiárias sem que haja anuência prévia dos Debenturistas; (xxxiv) realização de redução de capital social da Companhia, após a data de liquidação da Emissão, sem que haja anuência prévia dos Debenturistas; (xxxv) decretação de vencimento antecipado ou descumprimento de qualquer obrigação referente ao Financiamento, observadas as disposições do contrato de compartilhamento de garantias a ser celebrado no âmbito do Financiamento; (xxxvi) caso as garantias não estejam devidamente autorizadas pela ARTESP, válidas e registradas perante Cartórios de Títulos e Documentos competentes, bem como, no caso do penhor de ações, devidamente averbada no Livro de Registro de Ações da Emissora ou nos livros da instituição financeira prestadora dos serviços de ações escriturais, nos termos do disposto no artigo 39 da Lei das Sociedades por Ações em até 15 de junho de 2012; (xxxvii) não apresentação para registro na Junta Comercial de São Paulo - JUCESP do aditamento à Escritura de Emissão para formalizar a convolação da espécie das Debêntures nos termos e no prazo previsto na Escritura de Emissão; (xxxiii) caso as Debêntures deixem de gozar do tratamento tributário previsto no artigo 1º da Lei /11; e (xxxix) caso as contas reserva da Companhia ( Contas Reserva ) deixem de conter a qualquer momento até a Data de Vencimento os montantes estabelecidos na Escritura de Emissão, sendo certo que a Emissora poderá substituir as Contas Reserva por fiança bancária, em termos aceitáveis aos Debenturistas, caso o Índice dívida líquida/ebitda ajustado torne-se menor que 1,75 (um inteiro e setenta e cinco centésimos). (w) Encargos Moratórios: sem prejuízo da Remuneração, ocorrendo atraso imputável à Companhia no pagamento de qualquer quantia devida aos Debenturistas, os débitos em atraso, independente de qualquer aviso, notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial, ficarão sujeitos à multa moratória de 2% (dois por cento) e juros de mora pro rata temporis de 1% (um por cento) ao mês, ambos incidentes sobre os valores em atraso desde a data de inadimplemento até a data do seu efetivo pagamento; (x) Local de Pagamento: os pagamentos a que fizerem jus os Debenturistas serão efetuados pela Companhia no dia de seu respectivo vencimento, utilizando-se os procedimentos adotados pela CETIP, para as Debêntures custodiadas eletronicamente no SND; (ii) aprovar a outorga das garantias a serem prestadas pela Companhia no âmbito da Emissão; e (iii) Delegação de Poderes à Diretoria da Companhia: fica a Diretoria da Companhia autorizada a: (a) contratar a instituição intermediária líder da Oferta para realizar a distribuição pública das Debêntures junto aos investidores; (ii) contratar os prestadores de serviços da Emissão, tais como, banco mandatário, agente escriturador, agente fiduciário, auditores, assessores legais e agência classificadora de risco; (iii) aprovar a remuneração das Debêntures, de acordo com a demanda pelas Debêntures, apurada por meio do Procedimento de Bookbuilding, observado o limite de remuneração estabelecido no item q acima; e (iv) celebrar todos os documentos e praticar todos os atos necessários à efetivação da Emissão e à outorga da garantias. Encerramento: nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia Geral Extraordinária e lavrada a presente ata que, depois de lida e aprovada, foi assinada pelos presentes. Presidente: Sr. Alexandre Tujisoki; Secretário: Sr. Rafael Negrão Rossi. Esta ata é cópia fiel da lavrada em livro próprio. 02 de abril de Alexandre Tujisoki - Presidente - Rafael Negrão Rossi - Secretário. Jucesp /12-2 em 11/04/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral. Terça-feira, 17 de abril, 2012 Brasil Econômico 19

20 20 Brasil Econômico Terça-feira, 17 de abril, 2012 EMPRESAS ENERGIA Iberdrola pede à Aneel autorização para reestruturar suas operações no Brasil A espanhola Iberdrola, por sua subsidiária brasileira, pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorização para a reestruturação de algumas das empresas brasileiras do grupo, disse a Elektro Eletricidade, uma de suas subsidiárias. Uma das operações para a qual foi pedida autorização da Aneel é a incorporação da EPC - Empresa Paranaense Comercializadora pela Elektro. Michael Nagle/Bloomberg INTERNET Yahoo contrata ex-executivo do Pay Pal para comandar nova área de comércio O Yahoo anunciou ontem a contratação de Sam Shrauger para a recém-criada área de comércio da empresa. Shrauger, que antes trabalhou no PayPal, vai comandar a área em conjunto com Mollie Spilman, um executivo que já fazia parte dos quadros da empresa. A nova área faz parte dos planos de reestruturação do Yahoo, que anunciou recentemente o corte de mais de 2 mil empregos. Brazil Pharma se associa à Arcangeli Para crescer, rede varejista de farmácias comprou 40% da fabricante Beauty in Gabriel Ferreira A guerra no varejo farmacêutico continua quente. E o último movimento, anunciado ontem pela Brazil Pharma, acrescentou novos elementos ao processo de consolidação do setor. Se até agora as redes de farmácia se uniam ou compravam as menores para ganhar terreno, a Brazil Pharma, controlada pelo banco de investimentos BTG Pactual, resolveu seguir outro caminho e investir na compra de 40% da Beauty'in, uma fabricante de bebidas e alimentos funcionais para incrementar o mix de produtos, aumentar a fidelização dos clientes e o crescimento orgânico da rede. A aquisição da Beaty'in é a quarta da Brazil Pharma em seis meses, mas a primeira fora do varejo farmacêutico. Até então, o foco da empresa estava na aquisição de companhias fortes em mercados onde a holding queria entrar, como a paraense Big Ben. Com as compras realizadas ao longo de 2011, a empresa chegou ao quarto lugar em faturamento no ranking das farmácias. Os movimentos da Brazil Pharma, contudo, sempre fizeram parte de uma tendência de mercado e estavam ligados às ações do maiores rivais, como a Raia Drogasil. Segundo fato relevante encaminhado ontem à CVM, a Brazil Pharma busca, com o novo investimento, firmar uma parceria com a empresária Cristiana Arcangeli, dona da Beauty'in, para desenvolver novos produtos. "A presente parceria será desenvolvida por meio de veículo específico, a Beauty'in, de forma que a companhia continue a manter o foco na integração de suas atividades", diz o texto. Expansão Para a Beauty'in, a nova sociedade é uma forma de ganhar musculatura. "Não encaramos a entrada do BTG apenas como um sócio investidor, mas sim como uma sócio estratégico, por conta da capilaridade da rede farmacêutica deles", afirmou ao BRASIL ECONÔMICO Cristiana Arcangeli. Hoje, a Beauty'in está presente em seis mil pontos de venda e tem o objetivo de chegar a 20 mil até o final do ano. Antes de fechar negócio com a Brazil Pharma, a empresária negociava a venda de participação para outros investidores. Em conjunto, as duas empresas trabalharão no desenvolvimento de novos produtos na áreas de cosmético e suplementos, tanto para linhas próprias das redes da Brazil Pharma, como para serem distribuídos em outros pontos de vendas. Com o negócio, a Brazil Pharma, além de se tornar dona de 40% da Beauty'in, ganha o direito de indicar dois dos cinco conselheiros da empresa. Dependendo do desempenho da Beauty'in, Cristiana Arcangeli pode receber mais uma parcela de R$ 7 milhões ou ter o direito de readquirir a totalidade da empresa por R$ 15 milhões. O negócio ainda precisa ser aprovado pelo Cade para que entre definitivamente em vigor. Divulgação Cristiana Arcangeli: parceria para chegar a 20 mil pontos de venda NA CONTRAMÃO Aquisições da Brazil Pharma NOV/2011 DROGARIA BIG BEN R$ 500 milhões por 100% do negócio DROGARIA ESTRELA GALDINO R$ 18 milhões por 10 unidades e um centro de distribuição FEV/2012 FARMÁCIAS SANT ANA R$ 247 milhões por 70% da empresa ABR/2012 BEAUTY INN R$ 30,6 milhões por 40% da empresa Fonte: Empresa Receita trimestral da OHL deve subir 6% Operadora informou movimento de suas concessionárias à CVM, mas não tem data para balanço A Obrascon Huarte Lain Brasil (OHL) informou que o movimento em suas concessionárias estaduais e federais cresceu 6% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. A operadora registrou a passagem de 170,6 milhões de veículos, por uma conta ponderada pelo número de eixos de caminhões e ônibus. As informações foram enviadas ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa, porém, não informou a data de publicação de seu balanço financeiro dos três primeiros meses do ano. Em março, o conselho de administração da OHL decidiu realizar o desdobramento de ações da companhia - cada papel será transformado em cinco, com as mesmas características. A decisão, porém, deverá ser discutida em breve em assembleia. A OHL Brasil é uma das maiores administradoras do setor de concessões de rodovias do Brasil em quilômetros, com mais de 3,2 mil quilômetros em operação. Através de suas nove concessionárias, a OHL Brasil administra rodovias localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná. Atualmente, detém 100% do capital das seguintes concessões estaduais: Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte; e das concessões federais: Autopista Fernão Dias, Autopista Regis Bittencourt, Autopista Litoral Sul, Autopista Planalto Sul e Autopista Fluminense. Coty obtém apoio financeiro para comprar Avon Fundo de private equity BDT e JPMorgan ajudam companhia de cosméticos a levantar recursos A fabricante de cosméticos Coty disse estar confiante na obtenção de financiamento de US$ 10 bilhões, montante que será usado para adquirir a Avon. Representantes da companhia já estão em contato com acionistas da Avon desde a semana passada Há duas semanas, a Coty fez uma oferta não solicitada pela gigante da venda porta a porta, que foi rechaçada. A BDT Capital e um dos proprietários da Coty, John Benckiser, levantaram o equivalente a US$ 5 bilhões para dar prosseguimento à aquisição, de acordo com comunicado enviado pela Coty ao mercado. A empresa também recebeu uma carta do JPMorgan Chase & Co., que mostrava interesse no financiamento da dívida da Avon caso a venda saia do papel. A Coty está trabalhando para construir o apoio para sua tentativa de comprar Avon, que resultaria numa empresa que ameçaria gigantes como a francesa L Oreal. A oferta, apesar de boa, não vai durar para sempre. Os acionistas devem decidir pelo negócio agora, afirmou ontem o presidente da empresa, John Becht. Bloomberg

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