DÍVIDA PÚBLICA E ATROFIA DO MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DÍVIDA PÚBLICA E ATROFIA DO MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL"

Transcrição

1 Bruno Bezerra Cavalcanti Godoi DÍVIDA PÚBLICA E ATROFIA DO MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL Aspectos jurídicos e econômicos 1

2 2

3 Bruno Bezerra Cavalcanti Godoi DÍVIDA PÚBLICA E ATROFIA DO MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL Aspectos Jurídicos e Econômicos Primeira Edição São Paulo

4 SOBRE O AUTOR Bruno Bezerra Cavalcanti Godoi é funcionário público federal, com formação diversificada e que busca sempre reunir os conhecimentos necessários para se compreender e buscar as soluções para os grandes problemas nacionais. O autor é mestre em economia pela Universidade de São Paulo e atualmente cursando Direito na mesma instituição. Pode ser contatado pelo 4

5 AGRADECIMENTOS Agradeço à minha esposa Alexsandra e ao meu amigo Wagner Torres, da SEFAZ-AL, pelo apoio moral e por ter redigido o prefácio. Agradeço também à equipe da PerSe, notoriamente a Tiago Campos, pelos esforços que envidou para levar adiante a publicação. 5

6 6

7 DEDICATÓRIA Dedico este livro aos meus pais, à minha esposa Alexsandra e a todos aqueles que acreditam que o Brasil pode ser próspero com as escolhas certas. 7

8 8

9 Também está claro que o ritmo do crescimento da dívida bruta, intensificado ainda mais nos últimos anos, é insustentável. Falta agora o povo e a imprensa golpista acordarem para este verdadeiro câncer da nossa economia. Enquanto isso, seguimos acumulando passivos para as futuras gerações e desperdiçando recursos escassos no pagamento de juros, até que uma nova e grave crise nos arraste novamente ao fundo do poço como na década de Milton Aquino 9

10 10

11 PREFÁCIO Wagner Cunha e Torres 1 Este livro objetiva avaliar a razão da atrofia do mercado de capitais em um contexto de estudo interdisciplinar do Direito, da Economia Política e da História Econômica. O livro aborda que a alusiva atrofia resulta no fato de a capitalização do mercado de ações representar 54% do PIB, muito inferior à média dos países de renda elevada, que possuem, em média, 86,8% do seu PIB. Nesse contexto, o livro aborda a importância do crescimento da dívida pública e o impacto na alta da taxa de juros, a partir dos anos 1980, reduzindo o apetite dos investidores no que se refere ao risco do mercado de capitais. Por outro lado, avalia a liberalização ao capital estrangeiro dos investimentos de portfólio no governo Collor, exigido como condição para a securitização da dívida externa brasileira e para que o Brasil saísse da condição de insolvência. Assim, as taxas de juros da dívida pública interna elevaram-se ainda mais, de forma a motivar a permanência dos capitais especulativos de curtíssimo prazo. Assim, o crescimento da dívida interna, hoje, em torno de 60% do PIB e crescente, tornou-se um câncer que impede o surgimento de fontes de financiamento de maior prazo. 1 Técnico em Finanças Públicas da Secretaria Estadual da Fazenda de Alagoas. Autor do livro A Política Econômica do Governo Dilma e os Limites do Crescimento e do artigo Abismo Fiscal no Estado de Alagoas, publicado em dezembro de 2014 pela Revista Tributária ASFAL, nº 1. 11

12 O Capítulo I aborda a natureza do enfoque jurídico para criar as condições para o desenvolvimento econômico. O Capítulo II analisa a importância do mercado de capitais e o crescimento econômico da década de 1970 no que se refere à publicação de leis para fomentar o mercado de capitais. O Capítulo III é o âmago para se entender como o crescimento da dívida pública, somado à abertura do mercado financeiro aos investimentos estrangeiros de curtíssimo prazo, impactou na atrofia do mercado de capitais, pois as poupanças foram desviadas do mercado bursátil para os investimentos de remuneração fácil e sem riscos de financiamento da dívida pública. Destaca-se que, ao manter a insustentabilidade da política fiscal, foi adotado o conceito do neoliberalismo no que se refere à entrada de moeda estrangeira, ou seja, o fluxo de capital especulativo poderia entrar e sair livremente com base nas resoluções do Bacen de Assim, para atrair e reter esses capitais na quantidade necessária, principalmente para criar a condição ilusória de estabilidade econômica no que se refere a interromper a dinâmica do processo de hiperinflação, foi determinante a manutenção da fixação das taxas de juros muito elevadas, impactando no crescimento da dívida pública bruta de R$ 208 bilhões (29,5% do PIB) em 1995, para R$ 3,059 trilhões (63,16% do PIB). Um elemento comum nas análises presentes neste livro é a crítica de que, sem resolver o problema da insustentabilidade da política fiscal, o Brasil continuará sendo refém da dinâmica da acumulação do capitalismo rentista, refletindo cada vez mais em 12

13 uma projeção da manutenção do cenário de atrofia do mercado de capitais e, portanto, sendo um dos fatores para que o país mantenha atualmente a projeção de um cenário de baixo crescimento do PIB, ampliando cada vez mais a desigualdade de renda. Wagner Cunha e Torres 13

14 14

15 PREFÁCIO DO AUTOR O objeto do livro que disponibilizo ao público, embora iniciado como um trabalho para o curso de graduação em Direito, foi muito além do seu objetivo inicial de ajudar a compreender os motivos do subdesenvolvimento brasileiro. Dessa vez, do ponto de vista do estudo do mercado de capitais. A Bolsa de Valores, no Brasil, é vista como um investimento arriscado, para especuladores que arriscam o dinheiro guardado pela família e que podem perder tudo. Assim, a cultura do investimento no Brasil hipervaloriza a renda fixa, que é nada mais do que financiar o governo, que gasta mais do que arrecada e precisa do dinheiro das pessoas, que compram os títulos e o repassam ao governo. No final do prazo, quem comprou o título recebe a remuneração prevista mais o valor inicial que aplicou. A aplicação de fato possui poucos riscos, pois o governo, se não puder pagar no prazo, imprime o dinheiro necessário, o que os economistas denominam de monetização da dívida. Não se pode negar que há risco na renda variável. Porém, a cultura do povo americano e do europeu não é a de colocar a poupança na renda fixa, mas na Bolsa de Valores. É o contrário do Brasil. Isso porque a Bolsa, em uma economia saudável, serve como meio para as empresas obterem capital para sua expansão, para 15

Banco de Dados Nov/10

Banco de Dados Nov/10 Banco de Dados Nov/10 Movimento mundial de desvalorização do dólar. Enfraquecimento da moeda americana. Moedas asiáticas Tailândia, Malásia, Cingapura. Moedas dos países do leste europeu: Hungria, Polônia,

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Maio 2009

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Maio 2009 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Maio 2009 A SECURITIZAÇÃO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS RESIDENCIAIS E A CRISE FINANCEIRA MUNDIAL Prof. M.Eng. Alessandro Olzon Vedrossi

Leia mais

Dimensão financeira do desequilíbrio fiscal

Dimensão financeira do desequilíbrio fiscal Dimensão financeira do desequilíbrio fiscal Geraldo Biasoto Jr I Jornada de Debates sobre a Dívida Pública 20/10/2105 Ministério Público Federal/Ministério Público de Contas SP Quando o fiscal virou financeiro?

Leia mais

Objetivos e instrumentos de política econômica, 1

Objetivos e instrumentos de política econômica, 1 Sumário Prefácio, xiii i Objetivos e instrumentos de política econômica, 1 1. Objetivo do estudo de economia, 2 2. Objetivos de política econômica, 3 2.1 Crescimento da produção e do emprego, 3 2.2 Controle

Leia mais

Boletim Conjuntural Terceiro Trimestre

Boletim Conjuntural Terceiro Trimestre 2016 Boletim Conjuntural Terceiro Trimestre Apresentação O conselho Regional de Economia do Estado do Ceará disponibiliza trimestralmente seu boletim Conjuntural, com projeções e perspectivas da economia

Leia mais

ECO Economia Brasileira

ECO Economia Brasileira Federal University of Roraima, Brazil From the SelectedWorks of Elói Martins Senhoras Winter January, 2012 ECO 112 - Economia Brasileira Eloi Martins Senhoras Available at: http://works.bepress.com/eloi/124/

Leia mais

6º SEMINÁRIO DE MERCADO DE CAPITAIS ANBIMA

6º SEMINÁRIO DE MERCADO DE CAPITAIS ANBIMA 6º SEMINÁRIO DE MERCADO DE CAPITAIS ANBIMA 05/04/2011 Carlos A.Rocca Diretor ÍNDICE 1. 2. O DESENVOLVIMENTO DO MERCADO DE RENDA PRIVADA É PRIORITÁRIO E URGENTE 3. CRESCIMENTO (4,5% a 5,0%) REQUER GRANDE

Leia mais

CICLOS DE POLÍTICA ECONÔMICA DO PÓS GUERRA Seminário Produtividade e Competitividade. Samuel Pessoa - Ibre-FGV Insper, 1º de agosto de 2013

CICLOS DE POLÍTICA ECONÔMICA DO PÓS GUERRA Seminário Produtividade e Competitividade. Samuel Pessoa - Ibre-FGV Insper, 1º de agosto de 2013 CICLOS DE POLÍTICA ECONÔMICA DO PÓS GUERRA Seminário Produtividade e Competitividade Samuel Pessoa - Ibre-FGV Insper, 1º de agosto de 2013 EVOLUÇÃO DA PTF BRASIL DOIS CICLOS DE POLÍTICA ECONÔMICA Liberalização

Leia mais

CONCEITOS BÁSICOS DE ECONOMIA. Professor:César Augusto Moreira Bergo Data: Maio 2011

CONCEITOS BÁSICOS DE ECONOMIA. Professor:César Augusto Moreira Bergo Data: Maio 2011 CONCEITOS BÁSICOS DE ECONOMIA Professor:César Augusto Moreira Bergo Data: Maio 2011 Conceito de Economia: Ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as

Leia mais

Parte IV: Transformações Econômicas nos Anos Recentes

Parte IV: Transformações Econômicas nos Anos Recentes Parte IV: Transformações Econômicas nos Anos Recentes Capítulo 20: O Brasil e o Fluxo de Capitais: Dívida Externa, sua Crise e Reinserção nos anos 90. Parte IV Capítulo 20 Gremaud, Vasconcellos e Toneto

Leia mais

Setor Externo: Panorama Internacional em Transformação

Setor Externo: Panorama Internacional em Transformação 8 análise de conjuntura Setor Externo: Panorama Internacional em Transformação Vera Martins da Silva (*) Dentro de um quadro recessivo, o setor externo continua como um fator de otimismo na economia brasileira.

Leia mais

5º Seminário Anbima de Renda Fixa e Derivativos de Balcão Investimento e Financiamento de Longo Prazo no Brasil

5º Seminário Anbima de Renda Fixa e Derivativos de Balcão Investimento e Financiamento de Longo Prazo no Brasil 5º Seminário Anbima de Renda Fixa e Derivativos de Balcão Investimento e Financiamento de Longo Prazo no Brasil Dyogo Henrique de Oliveira Secretário Executivo Ministério da Fazenda 1 Expansão do investimento

Leia mais

Perspectivas para a Política Fiscal Brasileira

Perspectivas para a Política Fiscal Brasileira Perspectivas para a Política Fiscal Brasileira Manoel Carlos de Castro Pires * 1. Introdução Em virtude da eleição para Presidente da República, o ano de 2006 é o momento adequado para se discutir os rumos

Leia mais

Políticas Comerciais, Financeiras e. Prof. Daniel M. Pinheiro

Políticas Comerciais, Financeiras e. Prof. Daniel M. Pinheiro Políticas Comerciais, Financeiras e Monetárias e Relações Norte-Sul. Prof. Daniel M. Pinheiro Objetivo Compreender o processo de desenvolvimento dos países, especialmente o caso brasileiro, com base nas

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 69 setembro de 2015 Organização técnica: Maurício José Nunes Oliveira assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 69 setembro de 2015 Organização técnica: Maurício José Nunes Oliveira assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 69 setembro de 2015 Organização técnica: Maurício José Nunes Oliveira assessor econômico Para entender o déficit orçamentário do Governo 1 Proposta de Orçamento para 2016 Diante

Leia mais

ECO Economia Brasileira

ECO Economia Brasileira Federal University of Roraima, Brazil From the SelectedWorks of Elói Martins Senhoras Winter January 1, 2012 ECO 112 - Economia Brasileira Eloi Martins Senhoras Available at: https://works.bepress.com/eloi/134/

Leia mais

Crises cambiais e ataques especulativos. Reinaldo Gonçalves

Crises cambiais e ataques especulativos. Reinaldo Gonçalves Crises cambiais e ataques especulativos Reinaldo Gonçalves reinaldogoncalves1@gmail.com Sumário 1. Crise cambial 2. Expectativas, juros e fluxos internacionais de capitais 3. Especulação cambial 4. Especulação

Leia mais

Inflação alta CAPÍTULO. Olivier Blanchard Pearson Education Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard

Inflação alta CAPÍTULO. Olivier Blanchard Pearson Education Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard Inflação Olivier Blanchard Pearson Education CAPÍTULO 23 Inflação Hiperinflação significa apenas inflação muito. A inflação, em última análise, vem do crescimento nominal. Países que sofreram hiperinflação

Leia mais

O perigo da depressão econômica

O perigo da depressão econômica Boletim Econômico Edição nº 75 dezembro de 2015 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico O perigo da depressão econômica (Estado falido, crise política, governo paralisado e país sem

Leia mais

Panorama Geral da crise grega:

Panorama Geral da crise grega: AS CONTAS PÚBLICAS DESSES PAÍSES FICARAM DESEQUILIBRADAS PORQUE ELES INTENSIFICARAM OS GASTOS A PARTIR DE 2008 PARA CONTER OS EFEITOS DA CRISE ECONÔMICA MUNDIAL AO MESMO TEMPO, A CRISE FEZ COM QUE A ARRECADAÇÃO

Leia mais

Crise X Oportunidades: Quais oportunidades o Brasil está tendo com a crise? Qual a previsão para o mercado de crédito, nos próximos anos?

Crise X Oportunidades: Quais oportunidades o Brasil está tendo com a crise? Qual a previsão para o mercado de crédito, nos próximos anos? Crise X Oportunidades: Quais oportunidades o Brasil está tendo com a crise? Qual a previsão para o mercado de crédito, nos próximos anos? Andrew Frank Storfer Vice Presidente da ANEFAC out 2009 CONJUNTURA

Leia mais

Mercados Financeiros. 25. Poupança, Investimento e o Sistema Financeiro. Instituições Financeiras. Instituições Financeiras. Mercados Financeiros

Mercados Financeiros. 25. Poupança, Investimento e o Sistema Financeiro. Instituições Financeiras. Instituições Financeiras. Mercados Financeiros 25. Poupança, Investimento e o Sistema Financeiro Mercados Financeiros Mercado que permite que a poupança de um indivíduo torne-se o investimento de outro Mercado que permite que os recursos escassos de

Leia mais

LISTA 5A FIXAÇÃO CONCEITUAL. 3) Financiamento do investimento: poupança 4) Poupança, crescimento econômico e sistema financeiro

LISTA 5A FIXAÇÃO CONCEITUAL. 3) Financiamento do investimento: poupança 4) Poupança, crescimento econômico e sistema financeiro 1 LISTA 5A Conceitos importantes: 1) Produto potencial, produto efetivo e produtividade 2) Determinantes da produção e da produtividade de um país 3) Financiamento do investimento: poupança 4) Poupança,

Leia mais

Resumo do Relatório de Política Monetária

Resumo do Relatório de Política Monetária Resumo do Relatório de Política Monetária Produto Interno Bruto real cresceu 3,9% em 2016. Previsão para 2017 aponta para o intervalo entre 3% e 4%, de acordo com o Relatório de Política Monetária do Banco

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 23 abril de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 23 abril de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 23 abril de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Perfil da economia brasileira nos governos Lula e Dilma 1 A economia brasileira no ciclo de governo

Leia mais

Fatores Determinantes do

Fatores Determinantes do Fatores Determinantes do Balanço de Pagamentos Abordagem pela Absorção Abordagem pelos Movimentos de Capital Abordagem Monetária http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Contabilidade das relações externas

Leia mais

[80] O efeito multiplicador em questão pressupõe que a economia esteja em desemprego.

[80] O efeito multiplicador em questão pressupõe que a economia esteja em desemprego. 1. (EBC, Analista de Empresa de Comunicação Pública Economia, 2011, CESPE) Considerando o fato de que um aumento do gasto governamental provoca um aumento proporcional da renda nacional e sabendo que a

Leia mais

PAINEL III - O MERCADO DE CAPITAIS CHAVE DO DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO: COMO UNIVERSALIZAR O USO DO MERCADO DE CAPITAIS PELAS EMPRESAS DO PAÍS

PAINEL III - O MERCADO DE CAPITAIS CHAVE DO DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO: COMO UNIVERSALIZAR O USO DO MERCADO DE CAPITAIS PELAS EMPRESAS DO PAÍS PAINEL III - O MERCADO DE CAPITAIS CHAVE DO DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO: COMO UNIVERSALIZAR O USO DO MERCADO DE CAPITAIS PELAS EMPRESAS DO PAÍS Rio de Janeiro, 18/05/2016 Carlos A. Rocca CEMEC Centro de

Leia mais

Apresentação de Fernando Varella Economista e Diretor da Protec

Apresentação de Fernando Varella Economista e Diretor da Protec Comprometimento dos Recursos Financeiros do Governo com os Juros da Dívida Pública X Insuficientes Recursos para Inovação e Desenvolvimento Tecnológico Apresentação de Fernando Varella Economista e Diretor

Leia mais

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A TIR DA OPERAÇÃO E A TIR DO ACIONISTA?

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A TIR DA OPERAÇÃO E A TIR DO ACIONISTA? QUAL A DIFERENÇA ENTRE A TIR DA OPERAÇÃO E A TIR O cálculo da TIR do acionista O cálculo da TIR da operação A diferença entre a TIR da operação e a TIR do acionista Francisco Cavalcante(f_c_a@uol.com.br)

Leia mais

O Mercado de Valores Mobiliários no Sistema Financeiro Angolano

O Mercado de Valores Mobiliários no Sistema Financeiro Angolano O Mercado de Valores Mobiliários no Sistema Financeiro Angolano Departamento de Comunicação e Educação Financeira 06/04/2017 O Mercado de Valores Mobiliários no Sistema Financeiro Apresentação da Agenda

Leia mais

Sistema Financeiro. Copyright 2004 South-Western

Sistema Financeiro. Copyright 2004 South-Western Sistema Financeiro 18 Sistema Financeiro O sistema financeiro é o grupo de instituições da economia que faz a intermediação entre poupança de quem guarda recursos e o investimento de quem precisa de recursos.

Leia mais

Flutuações Econômicas no Curto Prazo OA e DA CAPÍTULO 33

Flutuações Econômicas no Curto Prazo OA e DA CAPÍTULO 33 Flutuações Econômicas no Curto Prazo OA e DA CAPÍTULO 33 Segunda Prova Dia 01 de julho (quinta-feira) - 19:00 hs. Dúvidas 01/06 à tarde. Dia 24 e 25 de junho não haverá aula. Prova para os que faltaram

Leia mais

Matemática Financeira GESTÃO EMPRESARIAL

Matemática Financeira GESTÃO EMPRESARIAL Matemática Financeira GESTÃO EMPRESARIAL Prof. Lucas S. Macoris PROF. LUCAS S. MACORIS lucasmacoris@gmail.com Lucas Macoris lucasmacoris Currículo Lattes EXPERIÊNCIA & EDUCAÇÃO Graduado em Administração

Leia mais

O Desempenho de Economias Nacionais Contemporâneas nas Transações Financeiras com o Exterior em Moeda Forte

O Desempenho de Economias Nacionais Contemporâneas nas Transações Financeiras com o Exterior em Moeda Forte O Desempenho de Economias Nacionais Contemporâneas nas Transações Financeiras com o Exterior em Moeda Forte Brasil 1947-2016 Avaliação da Viabilidade Econômico-Financeira da Redução das Reservas Internacionais

Leia mais

NOTA CEMEC 02/2016 Revista e ampliada PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO E DO SETOR PRIVADO NO SALDO DE OPERAÇÕES DE DÍVIDA NO MERCADO DOMÉSTICO

NOTA CEMEC 02/2016 Revista e ampliada PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO E DO SETOR PRIVADO NO SALDO DE OPERAÇÕES DE DÍVIDA NO MERCADO DOMÉSTICO NOTA CEMEC 02/2016 Revista e ampliada PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO E DO SETOR PRIVADO NO SALDO DE OPERAÇÕES DE DÍVIDA NO MERCADO DOMÉSTICO Fevereiro - 2016 INDICE 1. APRESENTAÇÃO: METODOLOGIA E CONCEITOS...

Leia mais

- Emplacamento de Veículos / FENABRAVE - Índice Nacional de Expectativa do Consumidor. - Anúncio da taxa básica de juros americana / (INEC) / CNI

- Emplacamento de Veículos / FENABRAVE - Índice Nacional de Expectativa do Consumidor. - Anúncio da taxa básica de juros americana / (INEC) / CNI BRASÍLIA 30/10/2017 30/10 SEGUNDA-FEIRA - Boletim FOCUS/Banco Central - Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPCS)/ FGV - Notas para a imprensa Política Fiscal / Banco Central - IGP-M / FGV EDIÇÃO 0008

Leia mais

Esvaziamento do Quadro de Servidores Risco de RH

Esvaziamento do Quadro de Servidores Risco de RH Esvaziamento do Quadro de Servidores Risco de RH QUADRO ATUAL DO BANCO CENTRAL CARGO Analista QUADRO DE PESSOAL POSIÇÃO EM 31.03.2015 Cargos Fixados por Lei x Cargos Ocupados FIXAÇÃO DA LEI Nº 9.650/1998

Leia mais

Fusões e Aquisições no Brasil

Fusões e Aquisições no Brasil Corporate Finance Fusões e Aquisições no Brasil O momento da indústria de Private Equity Junho de 2009 Ambiente de M&A O início do ano de 2009 é marcado por um ambiente de turbulências e incertezas, construído

Leia mais

Dois Cenários Antagônicos para 2015

Dois Cenários Antagônicos para 2015 Dois Cenários Antagônicos para 2015 Celso L. Martone Setembro de 2014 A Herança Lula/Dilma I Taxa de inflação efetiva de 7,5%, contida a 6,5% pelo congelamento de preços administrados (energia, combustíveis,

Leia mais

Os modelos econômicos capitalistas

Os modelos econômicos capitalistas Os modelos econômicos capitalistas Maturidade do Iluminismo Liberalismo Contexto: crise do Antigo Regime Aumento do individualismo Direitos Naturais: Vida Liberdade Propriedade Constituição Laissez-faire

Leia mais

Financiamento de Desenvolvimento Seminário da RedeD IE- UNICAMP - Dia 10/05/12: 08:30 às 10:30

Financiamento de Desenvolvimento Seminário da RedeD IE- UNICAMP - Dia 10/05/12: 08:30 às 10:30 Financiamento de Desenvolvimento Seminário da RedeD IE- UNICAMP - Dia 10/05/12: 08:30 às 10:30 Fernando Nogueira da Costa Professor do IE- UNICAMP hhp://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ 1 Estrutura

Leia mais

Inflação: Causas e Custos

Inflação: Causas e Custos Inflação: Causas e Custos Capítulo 28 Copyright 2001 by Harcourt, Inc. All rights reserved. Requests for permission to make copies of any part of the work should be mailed to: Permissions Department, Harcourt

Leia mais

Paulo Rabello de Castro. Setembro 2014

Paulo Rabello de Castro. Setembro 2014 Tributos e Gastos Públicos: Proposta para Simplificar o País Paulo Rabello de Castro Setembro 2014 Produção Industrial Estagnou stagnou... 106 103 100 Índice Índice Geral - Variação anual + 0,4% - 2,3%

Leia mais

PRECISAMOS SEGUIR EXEMPLO ESPANHOL PARA INVESTIR LÁ FORA. Luiz Carlos Bresser-Pereira. Brasil Econômico,

PRECISAMOS SEGUIR EXEMPLO ESPANHOL PARA INVESTIR LÁ FORA. Luiz Carlos Bresser-Pereira. Brasil Econômico, PRECISAMOS SEGUIR EXEMPLO ESPANHOL PARA INVESTIR LÁ FORA Luiz Carlos Bresser-Pereira Brasil Econômico, 6.1.2010 Ex-ministro da Fazenda defende política industrial estratégica e alerta para questão fiscal

Leia mais

PESQUISA FEBRABAN DE PROJEÇÕES MACROECONÔMICAS E EXPECTATIVAS DE MERCADO

PESQUISA FEBRABAN DE PROJEÇÕES MACROECONÔMICAS E EXPECTATIVAS DE MERCADO PESQUISA FEBRABAN DE PROJEÇÕES MACROECONÔMICAS E EXPECTATIVAS DE MERCADO Realizada de 11 a 16 de setembro/2015 Analistas consultados: 25 PROJEÇÕES E EXPECTATIVAS DE MERCADO Pesquisa de Projeções Macroeconômicas

Leia mais

Sistema financeiro, globalização e crise internacional. Reinaldo Gonçalves

Sistema financeiro, globalização e crise internacional. Reinaldo Gonçalves Sistema financeiro, globalização e crise internacional Reinaldo Gonçalves reinaldogoncalves1@gmail.com 1 Sumário 1. Funções e atores 2. Globalização financeira 3. Crises econômica global (2008...) 4. Síntese

Leia mais

PESQUISA. Expectativa do comércio do varejo de Rio Branco/Ac, no natal Realização: 30/11 a 02/12/2011

PESQUISA. Expectativa do comércio do varejo de Rio Branco/Ac, no natal Realização: 30/11 a 02/12/2011 PESQUISA Expectativa do comércio do varejo de Rio Branco/Ac, no natal 2011 Realização: 30/11 a 02/12/2011 Rio Branco/AC, 09 de dezembro de 2011 APRESENTAÇÃO Como parte da programação operacional da Fecomercio/Ac,

Leia mais

ECONOMIA E MERCADO MBA EM CONTROLADORIA E FINANÇAS PGCF PROF. JOÃO EVANGELISTA DIAS MONTEIRO

ECONOMIA E MERCADO MBA EM CONTROLADORIA E FINANÇAS PGCF PROF. JOÃO EVANGELISTA DIAS MONTEIRO ECONOMIA E MERCADO MBA EM CONTROLADORIA E FINANÇAS PGCF PROF. JOÃO EVANGELISTA DIAS MONTEIRO 1 OBJETIVOS DA AULA 3 Dinâmica dos Mercados em Macroeconomia Contas Nacionais - Quantificando o Desempenho da

Leia mais

Paulo Rabello de Castro

Paulo Rabello de Castro Paulo Rabello de Castro 21. SETEMBRO. 2015 Os Azares de 2016 O Cisne Negro China em chamas O Cisne Cinza Juro americano O Cisne Branco Petróleo a US$ 40 / b 2 Commodities na mínima histórica 200 Pontos

Leia mais

As dores da jornada. Othon Almeida. Dezembro de Sócio-líder do CFO Program Brasil, Deloitte

As dores da jornada. Othon Almeida. Dezembro de Sócio-líder do CFO Program Brasil, Deloitte As dores da jornada Othon Almeida Sócio-líder do CFO Program Brasil, Deloitte Dezembro de 2014 O panorama econômico brasileiro mudou ao longo das décadas... 2015-2018:??????? 2011-2014: Esgotamento do

Leia mais

Economia Brasileira Ciclos do Pós-Guerra

Economia Brasileira Ciclos do Pós-Guerra Economia Brasileira Ciclos do Pós-Guerra Hildo Meirelles de Souza Filho Ciclos do crescimento 1947-1980, taxas de crescimento do PIB 15,0 10,0 5,0-1948 1950 1952 1954 1956 1958 1960 1962 1964 1966 1968

Leia mais

O novo IOF e o fim da cobertura cambial para exportadores

O novo IOF e o fim da cobertura cambial para exportadores OPINIÃO O novo IOF e o fim da cobertura cambial para exportadores Marcelo de Oliveira Passos * RESUMO - O artigo analisa a institucionalização do novo imposto sobre movimentações financeiras e das novas

Leia mais

Fala do Conselheiro Sérgio Haddad na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) - 10 de novembro de 2004.

Fala do Conselheiro Sérgio Haddad na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) - 10 de novembro de 2004. Fala do Conselheiro Sérgio Haddad na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) - 10 de novembro de 2004. Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva,

Leia mais

Produto Interno Bruto por setor de atividade

Produto Interno Bruto por setor de atividade Dezembro de 2011 Um ano de crescimento em meio a uma nova crise internacional A economia brasileira fechou o terceiro trimestre com crescimento acumulado no ano de 10,6%. Isso equivale a uma taxa de expansão

Leia mais

Plataforma para o Crescimento Sustentável. 10 de outubro de 2017

Plataforma para o Crescimento Sustentável. 10 de outubro de 2017 Plataforma para o Crescimento Sustentável 10 de outubro de 2017 1 Agenda Introdução Atual situação da Dívida Pública Portuguesa A inviabilidade de uma reestruturação com hair-cuts A sustentabilidade da

Leia mais

Finanças Públicas. Dinâmica da Dívida Pública CAP. 9 GIAMBIAGI

Finanças Públicas. Dinâmica da Dívida Pública CAP. 9 GIAMBIAGI Finanças Públicas Dinâmica da Dívida Pública CAP. 9 GIAMBIAGI 1. INTRODUÇÃO Implicações econômicas: Como a dívida afeta o funcionamento da economia? Quais as consequências de políticas fiscais passadas

Leia mais

Crise, Lucratividade e Distribuição:

Crise, Lucratividade e Distribuição: Crise, Lucratividade e Distribuição: Uma Análise da Economia Política Brasileira Adalmir Marquetti PUCRS Setembro, 2017 1. Introdução Maior crise política e econômica desde a redemocratização Divisão de

Leia mais

BNDES em uma Encruzilhada

BNDES em uma Encruzilhada BNDES em uma Encruzilhada Prof. Ernani T. Torres Filho Instituto de Economia da UFRJ Apresentação no Seminário da AFBNDES 03/2017 1 Sumário 1. Crédito Direcionado e BNDES 2. Mudanças em perspectiva: encolhimento

Leia mais

( ) e r = r( y). Arrecadação Tributária: T = 20 Exportações: X = 20 Importações: Q = 10

( ) e r = r( y). Arrecadação Tributária: T = 20 Exportações: X = 20 Importações: Q = 10 Introdução a macro 2015 lista 5: O modelo IS-LM REVISÃO: A CURVA IS E O EQUILÍBRIO NO MERCADO DE BENS E SERVIÇOS 1) O que a relação IS explica? 2) A curva IS recebe este nome para enfatizar a relação entre

Leia mais

Conjuntura Econômica

Conjuntura Econômica Programa de Aperfeiçoamento para Carreiras 2016 Curso: Conjuntura Econômica Professor: José Luiz Pagnussat Palestrantes: Pedro Jucá Maciel, Elder Linton Alves de Araujo, Rogério Dias de Araújo, Mauricio

Leia mais

Extrato de Fundos de Investimento

Extrato de Fundos de Investimento São Paulo, 02 de Janeiro de 2014 Prezado(a) FUNDO DE PENSAO MULTIPATR OAB 02/12/2013 a 31/12/2013 Panorama Mensal Dezembro 2013 O mês de dezembro foi marcado pelo início do tapering nos EUA. O FOMC, comitê

Leia mais

Transferência de renda é a principal marca da gestão Lula

Transferência de renda é a principal marca da gestão Lula Valor Econômico 27 de dezembro de 2010 Governo: Gasto adicional de 2,2% do PIB significa que foram transferidos R$ 75 bi a mais em relação a 2002 Transferência de renda é a principal marca da gestão Lula

Leia mais

CENÁRIO ECONÔMICO. Novembro 2015

CENÁRIO ECONÔMICO. Novembro 2015 CENÁRIO ECONÔMICO Novembro 2015 CENÁRIO ECONÔMICO Internacional - Destaques Mercados globais: avanço (moderado) da economia americana, bom desempenho da China e melhora (discreta) da Zona do Euro são os

Leia mais

Luciano Coutinho Presidente

Luciano Coutinho Presidente A economia brasileira e o financiamento do investimento 24 de Maio 2012 Luciano Coutinho Presidente 1 Mundo: Incertezas continuam Brasil: Indústria afeta expectativa de crescimento em 2012 Europa: risco

Leia mais

INVESTIR EM REPUBLICA DOMINICANA

INVESTIR EM REPUBLICA DOMINICANA Texto Quem Somos Missão A CCITPRD é uma Associação privada, sem fins lucrativos. A sua atividade centra-se, sobretudo, no estabelecimento de parcerias com empresas, organizações e profissionais especificamente

Leia mais

Características gerais. Características gerais. Características gerais. Crise Europeia Crise Grega. Apresentação. Características gerais

Características gerais. Características gerais. Características gerais. Crise Europeia Crise Grega. Apresentação. Características gerais Crise Europeia Crise Grega Área agricultável: 63,8% do país; Principais produtos agrícolas: trigo, milho, cevada, beterraba, azeitona, uva, tabaco, batata, tomate e banana. Recursos naturais: linhito,

Leia mais

Modelo de Desenvolvimento do Brasil: Oportunidades e Desafios. Nelson Barbosa 28 de novembro de 2011

Modelo de Desenvolvimento do Brasil: Oportunidades e Desafios. Nelson Barbosa 28 de novembro de 2011 Modelo de Desenvolvimento do Brasil: Oportunidades e Desafios Nelson Barbosa 28 de novembro de 2011 1 Oportunidades para o Brasil Comércio e financiamento externo: aumento nos termos de troca puxado pela

Leia mais

Resultados de junho 2015

Resultados de junho 2015 Resultados de junho No 1º semestre de, as micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas apresentaram queda de 11,9% no faturamento real sobre o mesmo período de 2014 (já descontada a inflação). O resultado

Leia mais

SIMPÓSIO - Fundo de Riqueza Soberano O Fundo Soberano é uma boa estratégia de política cambial?

SIMPÓSIO - Fundo de Riqueza Soberano O Fundo Soberano é uma boa estratégia de política cambial? SIMPÓSIO - Fundo de Riqueza Soberano O Fundo Soberano é uma boa estratégia de política cambial? José Luis Oreiro * Luiz Fernando de Paula ** A violenta apreciação cambial observada nos últimos dois anos

Leia mais

Renda Básica de Cidadania no Contexto Fiscal Brasileiro (Orçamento e tributação)

Renda Básica de Cidadania no Contexto Fiscal Brasileiro (Orçamento e tributação) Renda Básica de Cidadania no Contexto Fiscal Brasileiro (Orçamento e tributação) Prof. Evilasio Salvador Universidade de Brasília (UnB) Pós-Graduação em Política Social evilasioss@unb.br Fundo Público

Leia mais

INVESTIMENTOS DE EFPCS. Fortaleza, 29/11/2013 Lauro Araujo

INVESTIMENTOS DE EFPCS. Fortaleza, 29/11/2013 Lauro Araujo 1 INVESTIMENTOS DE EFPCS Fortaleza, 29/11/2013 Lauro Araujo 2 Risco e Retorno Probabilidade de ocorrência. O que você prefere? 1. Qualquer número que sair, ganho de R$100,00 (quem quer dinheiro?); 2. Números

Leia mais

Extrato de Fundos de Investimento

Extrato de Fundos de Investimento São Paulo, 01 de Abril de 2014 Prezado(a) FUNDO DE PENSAO MULTIPATR OAB 05/03/2014 a 31/03/2014 Panorama Mensal Março 2014 No mês de março o FOMC (comitê de política monetária dos EUA) mudou sua política

Leia mais

Comércio Mundial e Brasileiro

Comércio Mundial e Brasileiro EXTENSIVO 2016 Comércio Mundial e Brasileiro Camila Ferreira Década de 1990 Crise econômica mundial e brasileira Neoliberalismo Globalização Especulação Financeira Expansão do crédito fictício BOLHAS Banco

Leia mais

Taxas de Juros Elevadas e Semi-Estagnação

Taxas de Juros Elevadas e Semi-Estagnação Taxas de Juros Elevadas e Semi-Estagnação Yoshiaki Nakano Escola de Economia de São Paulo Fundação Getulio Vargas Taxa de Juros Elevada e a Tragédia Brasileira (% média móvel 10 anos) 15 13 11 9 7 5 3

Leia mais

Finanças Públicas Resultado Primário DÍVIDA PÚBLICA ENTENDER PARA AGIR. Prof. Moisés Ferreira da Cunha Colaboração: Prof. Everton Sotto Tibiriçá Rosa

Finanças Públicas Resultado Primário DÍVIDA PÚBLICA ENTENDER PARA AGIR. Prof. Moisés Ferreira da Cunha Colaboração: Prof. Everton Sotto Tibiriçá Rosa Finanças Públicas Resultado Primário DÍVIDA PÚBLICA ENTENDER PARA AGIR Prof. Moisés Ferreira da Cunha Colaboração: Prof. Everton Sotto Tibiriçá Rosa Os números que traduzem as finanças públicas decorrem

Leia mais

VICE-PRESIDENTE DA FIESP PRESIDENTE DO CONSIC CONSELHO SUPERIOR DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO PRESIDENTE DO SINPROCIM / SINAPROCIM

VICE-PRESIDENTE DA FIESP PRESIDENTE DO CONSIC CONSELHO SUPERIOR DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO PRESIDENTE DO SINPROCIM / SINAPROCIM PALESTRA: ENGº. JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA LIMA VICE-PRESIDENTE DA FIESP PRESIDENTE DO CONSIC CONSELHO SUPERIOR DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO PRESIDENTE DO SINPROCIM / SINAPROCIM 1 A FIESP REPRESENTA MAIS DE

Leia mais

BRASIL 5a. ECONOMIA DO MUNDO: CHEGAREMOS LÁ?

BRASIL 5a. ECONOMIA DO MUNDO: CHEGAREMOS LÁ? 1 Secretaria de Acompanhamento Econômico - SEAE BRASIL 5a. ECONOMIA DO MUNDO: CHEGAREMOS LÁ? Antonio Henrique P. Silveira Secretário de Acompanhamento Econômico 6 de fevereiro de 2010 1 Sumário A Estratégia

Leia mais

Introdução. à Macroeconomia. Mensuração do PIB

Introdução. à Macroeconomia. Mensuração do PIB Introdução à Macroeconomia Mensuração do PIB Microeconomia vs. Macroeconomia Microeconomia: O estudo de como famílias e empresas tomam decisões e de como interagem nos mercados. Macroeconomia: O estudo

Leia mais

Economia brasileira: Crise à vista

Economia brasileira: Crise à vista Boletim Econômico Edição nº 01 agosto de 2013 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Economia brasileira: Crise à vista Comportamento da inflação ditará o futuro político do país

Leia mais

Um programa de ajuste incompleto

Um programa de ajuste incompleto O desafio do ajuste fiscal brasileiro FGV/EESP Um programa de ajuste incompleto Felipe Salto* *Assessor econômico do senador José Serra, é economista pela FGV/EESP, mestre em administração pública e governo

Leia mais

Seminário Andifes. Brasil: Conjuntura e Perspectivas. Prof. Fernando Sarti

Seminário Andifes. Brasil: Conjuntura e Perspectivas. Prof. Fernando Sarti Seminário Andifes Brasil: Conjuntura e Perspectivas Prof. Fernando Sarti NEIT-IE-UNICAMP Fundação Desenvolvimento da Unicamp - FUNCAMP Centro Altos Estudos Brasil Século XXI Rio, IE-UFRJ, 20 fevereiro

Leia mais

Empreendedorismo. Prof. M.Sc. Sérgio Teixeira. Aula 09 Matemática Financeira. Cursos de Computação

Empreendedorismo. Prof. M.Sc. Sérgio Teixeira. Aula 09 Matemática Financeira. Cursos de Computação Cursos de Computação Empreendedorismo Prof. M.Sc. Sérgio Teixeira Aula 09 Matemática Financeira Referência: Slides do professor Jose Sergio Resende Casagrande Matemática Financeira Conceito/Objetivos Analisar

Leia mais

Os efeitos da PEC 55 na Saúde / SUS

Os efeitos da PEC 55 na Saúde / SUS Os efeitos da PEC 55 na Saúde / SUS Grazielle David Mestre em Saúde Coletiva/Economia da Saúde Assessora Política do INESC - Instituto de Estudos Socioeconômicos Diretora do CEBES Centro Brasileiro de

Leia mais

9º Congresso do GIFE: O Sentido Público do Investimento Privado

9º Congresso do GIFE: O Sentido Público do Investimento Privado 9º Congresso do GIFE: O Sentido Público do Investimento Privado Capital filantrópico apoiando o ecossistema de Negócios de Impacto: modelos inovadores de financiamento 31 de Março de 2016 (14:30 16:00)

Leia mais

Tecnologia em Gestão Financeira MERCADO DE CAPITAIS

Tecnologia em Gestão Financeira MERCADO DE CAPITAIS Tecnologia em Gestão Financeira MERCADO DE CAPITAIS Gustavo Molina Matsumoto Aula Inaugural 2014 Objetivos da aula 1) Apresentação do Docente. 2) Apresentação dos Alunos. 3) Apresentação da disciplina.

Leia mais

Luiz Augusto de Oliveira Candiota

Luiz Augusto de Oliveira Candiota Luiz Augusto de Oliveira Candiota Por que investir em ações agora?" Lacan Investimentos Índice Contexto Macroeconômico Por quê? Riscos Oportunidades Como? Gestão Ativa x Gestão Passiva [3] Contexto Macroeconômico

Leia mais

A AGENDA DE CRESCIMENTO DO BRASIL: A QUESTÃO FISCAL

A AGENDA DE CRESCIMENTO DO BRASIL: A QUESTÃO FISCAL SEMINÁRIO IBRE- EBAPE/FGV A AGENDA DE CRESCIMENTO DO BRASIL: A QUESTÃO FISCAL MANSUETO ALMEIDA Parte I O Que Aconteceu? Despesa Primária Governo Central - % do PIB 1991-2014 22,00% 20,00% 20,08% 18,00%

Leia mais

Professor. Welington

Professor. Welington Professor. Welington Uma aplicação financeira nada mais é do que a compra de um produto financeiro com o objetivo de aumentar o capital inicial. + = Espera-se uma recompensa pelo não uso do dinheiro! Ter

Leia mais

A Política Fiscal Brasileira em Tempos de Crise

A Política Fiscal Brasileira em Tempos de Crise Ministério da A Política Fiscal Brasileira em Tempos de Crise Encontro de Política Fiscal - FGV Ministro Guido Mantega Brasília, 7 de novembro de 2014 Antes de 2008, Brasil tinha Situação Fiscal Confortável

Leia mais

Crise econômica: Radiografia e soluções para o Brasil. Reinaldo Gonçalves 30 outubro 2008

Crise econômica: Radiografia e soluções para o Brasil. Reinaldo Gonçalves 30 outubro 2008 Crise econômica: Radiografia e soluções para o Brasil Reinaldo Gonçalves 30 outubro 2008 reinaldogoncalves1@gmail.com Sumário 1. Radiografia da crise internacional 2. Medidas de contenção 3. Especificidade

Leia mais

O que será visto neste tópico...

O que será visto neste tópico... FEA -USP Graduação em Ciências Contábeis EAC0511-2014/2 Turma 01 Profa. Joanília Cia 1. Introdução Tema 01 Introdução I. Evolução de Finanças II. Questões de Finanças x Oquestões Oportunidades de Carreira

Leia mais

O crescimento brasileiro é sustentável?

O crescimento brasileiro é sustentável? O crescimento brasileiro é sustentável? Adalmir Marquetti * RESUMO - O presente texto discute as condições necessárias para a continuidade da retomada do crescimento nos próximos anos. Aponta-se que há

Leia mais

Educação Financeira e Previdenciária 03 INVESTIMENTOS

Educação Financeira e Previdenciária 03 INVESTIMENTOS Educação Financeira e Previdenciária 03 INVESTIMENTOS Novembro de 2015 Educação Financeira e Previdenciária Saiba o que considerar HORA DE INVESTIR? Além de poupar para a realização dos seus sonhos, sejam

Leia mais

MOEDA, TAXAS DE JUROS E TAXAS DE CÂMBIO TÓPICOS DO CAPÍTULO

MOEDA, TAXAS DE JUROS E TAXAS DE CÂMBIO TÓPICOS DO CAPÍTULO MOEDA, TAXAS DE JUROS E TAXAS DE CÂMBIO R e f e r ê n c i a : C a p. 15 d e E c o n o m i a I n t e r n a c i o n a l : T e o r i a e P o l í t i c a, 1 0 ª. E d i ç ã o P a u l R. K r u g m a n e M a

Leia mais

Coletiva de Imprensa. Resultados de 2016 e Perspectivas para Gilberto Duarte de Abreu Filho Presidente. São Paulo, 24 de Janeiro de 2017

Coletiva de Imprensa. Resultados de 2016 e Perspectivas para Gilberto Duarte de Abreu Filho Presidente. São Paulo, 24 de Janeiro de 2017 Coletiva de Imprensa Resultados de 2016 e Perspectivas para 2017 Gilberto Duarte de Abreu Filho Presidente São Paulo, 24 de Janeiro de 2017 Índice 1. Conjuntura Econômica 2. Construção Civil 3. Financiamento

Leia mais

CENÁRIO ECONÔMICO. Outubro 2016

CENÁRIO ECONÔMICO. Outubro 2016 CENÁRIO ECONÔMICO Outubro 2016 CENÁRIO ECONÔMICO Internacional - Destaques Mercados globais: avanço (modesto) da economia americana, bom desempenho(ainda) da China e melhora (discreta) da Zona do Euro

Leia mais

Fontes de Financiamento. Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP

Fontes de Financiamento. Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP Fontes de Financiamento Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ 1 Estrutura da apresentação Funding para empréstimos Captação via Produtos Bancários

Leia mais

Brasil perde fatia da riqueza mundial

Brasil perde fatia da riqueza mundial Boletim Econômico Edição nº 32 junho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Brasil perde fatia da riqueza mundial 1 Peso econômico menor no mundo Levantamento feito com base

Leia mais

Prolagos S.A. Companhia Aberta CNPJ nº / NIRE: Código CVM

Prolagos S.A. Companhia Aberta CNPJ nº / NIRE: Código CVM Prolagos S.A. Companhia Aberta CNPJ nº 02.382.073/0001-10 NIRE: 33.300.167.285 Código CVM 2346-9 Receita líquida¹ 4T14 atinge R$47,9 milhões, alta de 29,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior

Leia mais