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1 Queridos Irmãos: No estudo de nossos Rituais, em algum lugar nos é recomendado estudar as obras de Vitrúvio e de Ramée. Vitrúvio é conhecido por seus estudos arquitetônicos, e Ramée foi um filosófo e místico profundo cuja obra é menos conhecida fora da Filosofia. Tendo sido um dos precursores do método cartesiano, discutiu em suas obras sobre Dialética a importância dessa para a disciplina da Retórica, uma das ciências que a Maçonaria indica cultivar. A Retórica, fundamentada na dialética, é, sem dúvida, de fundamental importância para o maçom, pois significa a necessidade de passar todo conhecimento -fatos, informações, opiniões políticas e religiosas, etc.- pelo crivo da Razão, o Logos, e, chegando à Verdade, saber argumentar para semear essa Verdade socialmente. Este é um texto sobre Ramée. Espero que você goste, apesar da abordagem filosófica e acadêmica. Ir.. Pucci Secr.. Adjunto para Assuntos Culturais da GLP.

2 Dialética e método em Pierre de la Ramée Resumo l O texto pretende abordar alguns aspectos da reflexão de Pierre de la Ramée ( ) sobre a dialética, em especial sua noção de método, e mostrar como o método proposto por Ramée para a exposição do conhecimento antecipa algumas das principais características do método cartesiano. Palavras-chave l Ramée, dialética, conhecimento. Title l Dialectic and Method in Pierre de la Ramée Abstract l This text intends to deal with some aspects of Pierre de la Ramée s ( ) reflection on dialectic, particularly his notion of method, as well as to demonstrate how the method proposed by Ramée for the exhibition of knowledge anticipates some of the main characteristics of the Cartesian method. Keywords l Ramée, dialectic, knowledge. Dialética é uma dessas palavras que foram adqui- rindo diferentes sentidos no decorrer da história da filosofia. Inicialmente, parece ter designado o método de argumentação característico da meta- física. Aristóteles atribuía a Zenão de Eléia o desen- volvimento da dialética como técnica argumentativa, referindo-se provavelmente ao uso da reductio ad absurdum que ele fazia ao derivar as conseqüên- cias absurdas da tese dos seus adversários. De técnica de refutação de hipóteses que impli- cam conclusões inaceitáveis (Se P então Q; ora, não- Q; logo, não-p), a dialética veio a ser considerada pelos humanistas o procedimento mais indicado para a aquisição e a exposição do conhecimento, o instrumento mais apropriado para a construção das ciências, em especial das ciências práticas: ética, política e direito. Essa transformação ocorreu evi- dentemente em razão da incorporação de outros significados que a palavra foi adquirindo no decor- rer da história da filosofia. Entre eles, destacam-se os provenientes das tradições platônica, aristotélica e ciceroniana. Os humanistas não se contentaram em conhe- cer essas tradições por meio de compêndios e traduções, como o fizeram os autores medievais, Data de recebimento: 14/01/2005. Data de aceitação: 18/03/2005. * Professor de Ética e Filosofia Política do Departamento de mas procuraram ter acesso direto aos textos de Platão, Aristóteles e Cícero. Munidos desse mate- rial, passaram a atacar o procedimento escolástico por ter transformado a dialética numa técnica extremamente formal, repleta de detalhes, desin- teressante no conteúdo e bárbara no estilo. Sabe-se que a tradução latina dos Tópicos de Aristóteles 1, realizada em 1128, deu novo vigor ao procedimento dialético e formou a base, junto com os Analíticos, do que foi chamada a nova lógica. Com o restabelecimento do trivium, principal- mente a partir da criação das universidades, a dia- lética tornou-se uma disciplina dominante no ensino medieval. Ela atendia às necessidades de um programa de estudos marcado pelos debates e pelas disputas (disputatio). Praticamente toda a filosofia, teologia e jurisprudência eram ensina- das com base nas questões (quaestiones), a partir das quais eram expostas as opiniões das autorida- des que se opunham ou pareciam opor-se sobre um determinado assunto. O mestre mostrava então o seu domínio do assunto elaborando distinções de sentido, que deveriam ser suficientes para resolver o problema e responder a todas as dificuldades. O objetivo era que o estudante adquirisse a mesma habilidade na solução de questões, sendo capaz de examinar e resolver as controvérsias entre as autoridades sobre qualquer assunto. Na qualidade de educadores orientados para a prática, os humanistas desejavam simplificar a complicada argumentação escolástica e encontrar

3 Para isso, propunham uma mudança de enfoque no procedimento dialético, a fim de torná-lo mais simples e funcional, tornando-o acessível a todos e mais adequado à atividade prática da vida social (MORTARI, 1957, pp ). Na verdade, eles acreditavam que a faculdade de alcançar o conhecimento e dispô-lo numa deter- minada ordem era inata ao espírito humano, sen- do a dialética a expressão dessa força originária do intelecto, seu meio natural de exteriorização. Seguindo a tradição estóica, que a identificava com a lógica, eles viam no procedimento dialético o processo normal do pensamento humano. Defendiam que em todos os campos do saber, especialmente os saberes práticos ética, política e direito, o pensamento desenvolvia-se de maneira dialética. No decorrer do século XV, o programa huma- nista de estudos clássicos conseguiu consolidar-se como uma alternativa ao currículo escolástico. No centro desse novo programa estava a dialética. Não se tratava evidentemente daquela dialética praticada nas escolas, mas de uma dialética mais espontânea, mais natural, mais facilmente com- preendida por todos. Havia uma clara intenção de reformulá-la, a fim de adaptá-la aos studia humanitatis. A preocupação dos medievais com a demonstração apodítica, fundamentada nos silo- gismos demonstrativos em que as premissas são absolutamente certas e necessárias, era minimizada pelo empenho dos humanistas em dar novamente à lógica seu papel de arte do raciocínio prático. A dialética, como a arte do argumento provável, passou a ser integrada aos estudos humanistas, deixando de ter um valor de disciplina indepen- dente, para tornar-se um instrumento na sistema- tização das ciências teóricas e práticas. A escola humanista, ao procurar uma forma de discurso mais eficaz na atividade prática da vida social, não apenas reavaliou o procedimento dia- lético, como também restabeleceu uma direta conexão entre o seu estudo e o da retórica, como tinha feito Cícero 2. Ambas passaram a ser consi- deradas disciplinas com idêntico valor especu- lativo. Se a dialética se ocupava da coerência interna do enunciado, a retórica fornecia as regras instrumento eficaz de expressão dos argumentos dialéticos. Ela aparecia como o meio necessário de expressão do pensamento, a única capaz de reconstruir a estrutura lógica do raciocínio. Entre os inúmeros tratados renascentistas sobre o procedimento dialético, destaca-se, sem dúvida, a Dialectique (1555), de Pierre de la Ramée 3. Dedi- cada ao cardeal Charles de Lorraine, conheceu enorme popularidade, evidenciada pelo grande número de reedições que teve até o final do século XVI. No seu prefácio, depois de fazer um breve elogio à arte dialética, Ramée elenca os seus mais importantes autores. Começa com Platão, que considera o Prometeu dessa arte, uma vez que ele teria subido aos céus e penetrado no convívio dos deuses para trazer esse fogo divino, a fim de ilu- minar o espírito humano 4. Depois, passa pelos cínicos, estóicos e acadêmicos, que teriam deixado um grande número de escritos sobre essa arte. Enfatiza, em seguida, a contribuição de Aristóteles por ter discutido a opinião de seus predecessores com grande labor e coragem, compondo dezenas de livros sobre a dialética, de tal modo que pode ser considerado o seu primeiro grande sistematizador. Comenta como, nos quatrocentos anos seguintes, a dialética passou a ser discutida em todas as esco- las filosóficas. Mas lamenta que, depois de Galeno, os filósofos tenham se limitado a repetir religiosa- mente Aristóteles, sem examinar e discutir os pre- ceitos dessa arte (cf. RAMÉE, Dialectique, prefácio ij). Ramée propõe-se a fazê-lo, apesar das dificul- dades e resistências, que ele acreditava virem prin- cipalmente do apego à tradição, espelhada na cega submissão à autoridade de alguns filósofos, em especial de Aristóteles. Ele se dispõe a buscar nos escritos sobre dialética os seus verdadeiros princí- pios, a fim de examiná-los à luz da própria razão, aprovando o que é conveniente e refutando o contrário, mesmo que isso implicasse ir contra a opinião por tanto tempo estimada. Por fim, encerrando o prefácio, rebate as críti- cas sobre sua inconstância ao longo dos anos. De fato, no início da década de 40, Ramée surgia no cenário intelectual francês como um dos mais ferrenhos adversário de Aristóteles e dos procedi- mentos escolásticos nele inspirados. Nos primei-

4 de confusa e inconsistente e defendia a necessidade de retornar aos diálogos de Platão, nos quais seria possível encontrar os verdadeiros princípios da arte dialética. Um longo debate se iniciou entre Ramée e os aristotélicos da Sorbonne. O resultado foi um decreto real, em março de 1543, no qual Ramée era condenado por sua arrogância e ignorância. Privado de ensinar lógica, teve seus livros proscri- tos e seus escritos posteriores censurados. A partir dos anos 50, Ramée mudou sua interpretação dos textos aristotélicos, que passaram a ser utilizados a favor de suas idéias, dirigindo suas críticas aos seguidores de Aristóteles, que não teriam compre- endido as idéias do mestre. Justifica a correção de suas opiniões com a máxima aristotélica de que o filósofo tem apenas dever com a verdade. Ele inicia seu texto definindo dialética como a arte de bem discutir ou discursar, ou seja, como a arte de argumentar. Identificada com a lógica Ramée remete os dois termos a logos, que ele tra- duz por razão é a disciplina responsável pelo bom uso do raciocínio. Como a gramática ensina a falar bem sobre qualquer assunto, a dialética ensina a discutir ou raciocinar bem sobre qual- quer coisa que se proponha. O seu objetivo é ensi- nar regras e preceitos para bem conduzir a razão na aquisição e exposição do conhecimento. Graças a ela, é possível encontrar a verdade e, conseqüen- temente, a falsidade de toda proposição, necessá- ria ou contingente (cf. RAMÉE, Dialectique I, p.1-2). A crítica a Aristóteles, por ter criado duas lógi- cas uma para a ciência e outra para a opinião, a partir da diferenciação entre proposições neces- sárias e contingentes, é mantida. Segundo Ramée, assim como a vista é comum para ver as cores, tanto as imutáveis como as mutáveis, assim a arte de conhecer, a dialética, é uma e única, aplicada às coisas necessárias, cujo resultado é a ciência, ou aplicada às coisas contingentes, cujo resultado é a opinião (cf. RAMÉE, Dialectique I, p.3). Na esteira de trabalhos como De inventione dialectica (1515), de Rodolphe Agricola ( ), que unia dialética e retórica num todo único, Ramée divide a dialética em duas partes: invenção e julgamento 5. A primeira, a mais desenvolvida nos tratados de dialética humanista e amplamente dis- cutida nos tratados de retórica, declara as partes separadas, das quais toda sentença é composta; a segunda mostra as maneiras e espécies de as dis- por (p. 4). A invenção trata, assim, dessas partes separadas de toda sentença, conhecidas como categorias, e dos lugares onde se alojam essas categorias, os tópicos (cf. RAMÉE, Dialectique I, pp.5-6). Como um deter- minado lugar físico oferece o espaço conveniente para o acúmulo e a sistematização do objeto mate- rial, o lugar dialético aparece como uma espécie de sede ideal, no qual podem ser postos e orga- nizados racionalmente os instrumentos argu- mentativos do pensamento. Ramée identifica, nessa primeira parte do seu texto, nove lugares em que se podem encontrar argumentos: causa, efeito, sujeito, adjunto, oposto, comparativo, nome, divi- são e definição. Para cada um desses lugares, ele ainda apresenta subdivisões: a causa, por exemplo, é dividida em eficiente, material, formal e final. A invenção é responsável por recolher o mate- rial argumentativo sob o qual se deve construir o julgamento. Ela busca estabelecer os lugares- comuns a partir dos quais são tratados os argu- mentos para interpretar, desenvolver e organizar o saber. O seu âmbito é o da pesquisa, da fixação e da ilustração desses lugares, dos quais é possível extrair argumentos. Trata-se, na realidade, muito mais de uma descoberta do que propriamente de uma invenção, uma vez que os argumentos já existem, sendo necessário apenas encontrá-los. Sobre a invenção, momento de constituição do saber, Ramée não trouxe grandes inovações, repro- duzindo os manuais de retórica e de dialética de sua época. Mas na segunda parte, que mostra as vias e os meios de bem julgar por certas regras de dis- posição (p. 71), ao lado da enunciação e do silogis- mo, ele introduziu um terceiro momento: o método. Já em obras anteriores, ele havia discorrido sobre um momento do julgamento que deveria tratar do arranjo e da ordem dos numerosos e variados argumentos conhecidos pelo próprio julgamento ou pelo julgamento de um silogismo. Em Institutiones Dialecticae (1543) e Aristotelicae Animadversiones (1543), havia reprovado a ausên- cia nos textos de Aristóteles de uma clara defini- ção desse momento. Ele foi buscar nos diálogos platônicos, na proposta de um caminho único,

5 baseado em representações dicotômicas e mate- máticas, a essência desse arranjo, a partir do qual os argumentos deveriam ser apresentados e conhe- cidos. Ramée recusava a multiplicidade de vias, pro- posta principalmente pelos aristotélicos, e defen- dia a existência de um único caminho na fixação do saber: para reunir os argumentos, a única e natural via consiste em descer do todo para as partes, definindo-as, dividindo-as e dando delas exemplos. Inspirado nos textos de Platão, acredi- tava que para desembaraçar as coisas que se apre- sentam aglutinadas, para as religar por uma razão certa, seria necessário alcançar o limite e, depois, segundo essa regra, passar do mais geral ao infini- to do individual. A partir de 1547, começou a utili- zar o termo método, para designar essa ordem a ser seguida na exposição dos argumentos (BRUYERE, 1984, pp ). O método é definido na Dialectique como a disposição pela qual, entre várias coisas, a primeira é disposta em primeiro lugar, a segunda em segun- do, a terceira em terceiro e assim conseqüentemen- te (p. 119). Depois que a matéria de uma arte foi inventada, ou seja, que as definições, as regras, as divisões e todos os outros princípios foram apreen- didos, e depois que todo esse material foi julgado, é necessário dispô-lo numa determinada ordem. Essa ordem deve partir do anterior e do mais conhecido por natureza para o posterior e menos conhecido. Os humanistas já haviam utilizado o mesmo termo no sentido de um princípio que deve ser seguido no exercício de toda arte, ou seja, de uma maneira de proceder ordenadamente, cuja ausên- cia prejudicaria a possibilidade de ensino e apren- dizagem eficazes. Eles empregavam o termo método para designar a via mais simples e rápida para o ensino das artes, o procedimento principal para analisar e resolver todo tipo de questão, uma vez que permitia pôr em ordem as coisas confusas, dispondo-as segundo uma sucessão didaticamente esclarecedora. O seu uso no sentido de caminho, ordem, disposição, procedimento simples e rápido de ensino e aprendizagem de uma arte ou de uma disciplina já era corrente entre os autores renas- centistas. Reunia o que eles desejavam exprimir com os termos via, ars, ratio, docendi, discendi; isto é, modo de organizar e expor um determinado conjunto de noções e de conhecimentos (DESAN, 1987, pp ). Ramée, na verdade, jamais deixou de reconhe- cer sua dívida para com seus antecessores, em especial para com Agricola, principalmente no que se refere à essência do método como o proce- dimento que deve partir das coisas mais gerais para as mais particulares. Mas sua ênfase nas idéias de arranjo isto é, de uma disposição matemática que supera a justaposição, pondo os elementos de uma série numa posição relativa entre eles, e de ordem entre os argumentos, de tal modo que eles se tor- nem claros e evidentes, juntamente com sua crença na existência de uma via única e universal para conduzir a razão na exposição do conhecimento deu um caráter diferenciador ao método pro- posto por ele. No discurso de Sócrates, em Filebo 16b-e, Ramée identificou a regra geral de seu método: a progressão do mais ao menos conhecido, do geral ao singular, numa marcha dedutiva a partir da noção mais absoluta e por ordem de evidências decrescentes. Essa regra exigia que o discurso expusesse inicialmente o que era mais universal, depois o que era menos, até as coisas singulares ou mal conhecidas, procedendo por divisões contí- nuas e, se possível, dicotômicas. A crença na concepção platônica da dualidade das coisas (PLATÃO, Timeu 51b-52d) levou Ramée ainda a proceder a uma distinção entre método de doutrina disposição das coisas certas e estáveis e método de prudência disposição das coisas contingentes e efêmeras. O primeiro apresenta o que é universalmente conhecido, e seu objetivo é a verdade, enquanto o segundo refere-se ao que é mais conveniente e busca o convencimento. Isso não implicava, no entanto, a existência de dois métodos. Se havia duas formas de conhecimento a ciência do imutável e o saber prudencial do contingente, o método continua sendo único e simples, indo das coisas gerais para as particulares, do todo para as partes: esse método é singular e único nas disciplinas bem instituídas, pois ele procede por coisas antecedentes do todo e absolu- tamente mais claras e notórias para esclarecer e

6 ilustrar as coisas conseqüentes, obscuras e desco- nhecidas (p. 121). O objetivo do método, essa via única e natural de disposição, era assim conduzir a razão a um conhecimento evidente da arte exposta. Essa expo- sição deveria estar submetida a dois conceitos: a definição e a disposição. Da generalidade da definição clara e precisa, lugar da compreensão maior do saber, passava-se aos elementos do detalhe, progredindo por divi- sões dicotômicas até alcançar o específico que se desejava ensinar. Somente após essa disposição eram apresenta- dos os exemplos que deveriam ilustrar o que foi compreendido graças à cadeia discursiva descen- dente do universal ao particular (BRUYERE, 1984, pp ). O método raméesta exige que o discurso pro- ceda do mais conhecido ao menos conhecido, do universal ao particular, do geral ao singular. Responsável pela ordem de exposição de um saber já constituído, ele se apresenta como uma regra única, de inspiração matemática, comum a todas as artes, que procede das evidências mais absolutas para as mais relativas e duvidosas, sem- pre que possível por divisões dicotômicas. Não podem deixar de ser conhecidas, é claro, as semelhanças entre o método ramista de dispo- sição e o método cartesiano de aquisição do conhe- cimento. Se o primeiro determina a ordem adequada na apresentação dos argumentos, o segundo pres- creve as regras a serem seguidas pela razão na pesquisa da verdade. Ambos têm em seu funda- mento os mesmos procedimentos matemáticos de ordem e medida, que são tomados como requi- sitos tanto para a exposição do saber, no caso do método raméesta, quanto para o momento de sua construção, no caso do método cartesiano. As regras cartesianas para a obtenção do conhe- cimento verdadeiro clareza e distinção, análise, ordem e enumeração sustentam-se nos mesmos procedimentos propostos por Ramée para a expo- sição de todo e qualquer conhecimento. O método raméesta parece, portanto, muito próximo daquele que será proposto, algumas dé- cadas depois, por Descartes. Referências bibliográficas BRUYERE, N. Méthode et dialectique dans l oeuvre de la Ramée. Paris: Vrin, DESAN, P. Naissance de la méthode. Paris: A. G. Nizet, MORTARI, V. P. Dialettica e Giurisprudenza: Studio sui tratatti di dialettica legale del sec.xvi. In: Annali di Storia del Diritto, nº1, pp , VASOLI C. La dialettica umanistica e la metodologia giuridica nel secolo XVI. In: La formazione storica del diritto moderno in Europa. Florença: Leo S. Olschki, Notas 1 Nos Tópicos, a dialética é apresentada como o processo de argumentação sobre um problema proposto a partir de proposições geralmente aceitas (endoxa). Nessa obra, encontra-se uma análise sobre a natureza da discussão dialética, com sugestões sobre a seleção de proposições para a discussão e para o seu exame, e um amplo inventário de lugares (topoi) apropriados a uma investigação crítica sobre as diferentes opiniões concernentes a um determinado tema. Além de ser útil como exercício mental e como recurso nos debates entre os cidadãos, o procedimento dialético também proporcionaria, segundo Aristóteles, a possibilidade da apreensão dos primeiros princípios, uma vez que é capaz de percorrer as aporias em ambos os sentidos, tornando possível identificar o verdadeiro e o falso (cf. ARISTÓTELES. Tópicos I). 2 No De oratore, Cícero sustenta que os oradores devem ser instruídos na dialética, pois necessitam dessa arte da argumentação para pronunciar seus discursos. Sem ela, eles não seriam capazes de discernir o gênero e as espécies de cada assunto, nem explicá-los pela definição, nem distribuí- los em partes, nem julgar o verdadeiro e o falso, nem perceber as contradições ou distinguir as ambigüidades. Além das técnicas de oratória, os oradores deveriam conhecer o procedimento dialético, pois, como mentores públicos, tratavam freqüentemente de temas que represen- tavam valores de ordem geral, como a religião, a ética, a política etc. (cf. CÍCERO, De oratore L.I, II-VI; XI-XII). 3 O texto de referência será o exemplar disponível na Bibliothèque Nationale (Rés. 937), publicado em Paris, no ano de 1555, por André Wechel. 4 Em alguns diálogos de Platão, dialética designa o processo de discussão de teses contrárias: o exame de proposições, tomadas como hipóteses, das quais se tiram conclusões que, mostrando-se autocontraditórias ou falsas, exigem o abandono das hipóteses iniciais (Teeteto 151e; Ménon 93e; Fedon 101e). Em outros, designa o procedimento de divisão e classificação na procura de definições por dicotomia de noções, começando com as mais gerais até alcançar as mais particulares (Fedro 266b; Sofista 218e; Político 258e). Mas o

7 sentido mais difundido, entre os humanistas, era o de via de acesso ao conhecimento das essências. Na República, por exemplo, dialética é apresentada como o procedimento mais eficaz de elevar a alma das aparências sensíveis às realidades inteligíveis, uma vez que, no debate entre opiniões contrárias, o pensamento pode passar das imagens contraditórias à idéia verdadeira da coisa investigada (República 533c). 5 Essa distinção, presente na maioria dos tratados de dialética no século XVI, estava pressuposta nos Tópicos de Aristóteles os sete primeiros livros tratariam da primeira e o oitavo da segunda sendo posteriormente afirmada nos Tópicos de Cícero e nos Differentiis Topicis de Boécio (cf. VASOLI, 1977, p.253-6).

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