GRÁFICOS DE CONJUNTURA Volume I. Por João Sicsú e Ernesto Salles

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1 GRÁFICOS DE CONJUNTURA Volume I Por João Sicsú e Ernesto Salles

2 1. O trabalhador perdeu rendimento porque houve inflação? É possível aferir o valor do ganho médio (ou habitual) de um trabalhador. A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE investiga esse valor. Em janeiro de 2003, era R$ 739,30. Passados mais de dez anos, este valor alcançou R$ 1.664,70 em maio de Houve um aumento expressivo. Entretanto, é preciso descontar a inflação, já que o rendimento do trabalhador aumentou, mas também houve elevação de preços. A diferença entre o valor nominal do rendimento e a inflação expressa o ganho ou a perda real de poder de compra do salário do trabalhador. O gráfico mostra que, entre janeiro de 2003 e maio de 2013, a variação acumulada do rendimento do trabalhador foi superior a inflação. Houve aumento real, que foi significativo. O rendimento cresceu 125,2% e a inflação no mesmo período foi de 77,7%. A diferença expressa o ganho real. Mais ainda: o gráfico mostra que os ganhos reais dos trabalhadores estão aumentando a cada mês. Desde 2006, a inflação acumulada é inferior ao aumento do rendimento dos trabalhadores. Conclusão: não está havendo perda dos ganhos gerados nos últimos tempos. Pelo contrário, os ganhos continuam aumentando.

3 2. Os preços dos alimentos subiram mais que o salário mínimo? O item alimentação e bebidas tem grande peso no orçamento familiar. Segundo o IBGE, para os indivíduos que ganham de 1 a 40 salários mínimos, o peso de alimentos e bebidas é, em média, de 24%. Para aqueles que ganham de 1 a 6 salários, é de quase 30%. Quanto menos ganha um trabalhador, mais ele gasta proporcionalmente em alimentos. Os preços dos alimentos têm tido um comportamento maligno nos últimos tempos. A inflação dos alimentos tem sido causada por problemas climáticos que quebram safras. Além disso, especuladores e atravessadores comercializam alimentos visando obter lucros extraordinários. Apesar das adversidades, quem ganha salário mínimo ficou protegido contra a inflação de alimentos. Conclusão: Como mostra o gráfico, no período que vai de janeiro de 2003 a maio de 2013, o item alimentação e bebidas aumentou 97,9% e o salário mínimo, 239%.

4 3. O gasto público provoca inflação? Quando uma economia está crescendo no ritmo do seu pleno potencial, qualquer gasto adicional, público ou privado, poderá provocar inflação. É simples: se a produção não pode ser ampliada porque já está no seu limite máximo, novas demandas provocarão elevação de preços. Este não é o caso brasileiro. Nossa economia tem crescido a taxas modestas desde O gasto público brasileiro não provoca inflação. Pelo contrário, impede a economia de desacelerar ainda mais. Nossa inflação não vem do excesso de compras, mas sim de problemas na produção. O nosso maior problema tem sido na produção e na comercialização de alimentos. Problemas climáticos quebram safras e atravessadores obtêm lucros extraordinários. Além disso, alguns alimentos são cotados no mercado internacional que está sujeito a volatilidades e voracidades especulativas. O gráfico mostra que as variações dos preços dos alimentos são muito semelhantes aos movimentos da inflação. Em outras palavras, grande parte da nossa inflação é explicada pela elevação (ou queda) dos preços dos alimentos - e não pela variação do gasto público.

5 4. SAIU A INFLAÇÃO DE JULHO: 0,03%!!! Descontrole inflacionário? A inflação de julho confirmou a tendência do ano. De janeiro a julho a trajetória tem sido de queda. No mês de abril houve um repique devido à forte variação dos preços dos alimentos. Naquele mês, alimentos e bebidas foram responsáveis por aproximadamente 40% da inflação de 0,55%. A inflação acumulada do ano é de 3,18%. O limite máximo da meta de inflação é de 6,5% para o ano. Era dito que a inflação estava descontrolada. Trata-se de erro ou de tentativa de manipulação. A inflação de 2013 será provavelmente a menor dos últimos três anos. A maioria das previsões indica que a inflação do ano será de 5,75%.

6 5. Distribuição de Renda

7 6. Distribuição Funcional da Renda É importante analisar a chamada distribuição funcional da renda: rendas do capital versus rendas do trabalho. Houve redução da razão salários/pib de 1995 a 2003, quando caiu a um piso de 46,26%. A partir de então, houve uma inflexão na trajetória que se tornou ascendente. O último número divulgado pelo IBGE é de Neste ano, a participação dos salários alcançou 51,4% do PIB superando a melhor marca do período , que foi de 49,16%.

8 7. Pobreza e Desigualdade

9 8. As Contas Públicas A relação dívida do setor público com o PIB revela, em grande medida, a solidez da administração fiscal. Mostra a capacidade do Estado de pagar aos credores. O rigoroso Tratado de unificação monetária da Europa sugere um limite máximo de 60%. Mais importante que o nível da relação dívida/pib é a sua trajetória. Ela ascende com característica explosiva no período , apesar das privatizações, que foram feitas em nome do abatimento da dívida pública. A boa administração fiscal do período é inquestionável. A solidez fiscal não foi alcançada com o uso de planos de austeridade do FMI. As contas do governo melhoraram em decorrência do aumento da receita pública motivado pelo crescimento econômico e pela geração de milhões de empregos formais.

10 9. Inflação de Agosto

11 10. Gasto Social Federal O investimento social per capita cresceu 32% em termos reais entre 1995 e De 2003 a 2010 cresceu mais que 70%. Os investimentos sociais do governo federal englobam os gastos nas áreas da saúde, educação, assistência social, previdência, seguro desemprego etc.

12 11. Comparando Inflação nos BRICS

13 12. Renda per capita

14 13. Investimentos da Petrobras

15 14. Trabalhadores na Petrobras

16 15. Taxa de Desemprego

17 16. Aumento de Vagas no Ensino Superior Federal

18 17. Formalização do Trabalho

19 18. Inflação em 2013 Os economistas João Sicsú e Ernesto Salles demonstram que a inflação acumulada em 12 meses é descendente. Está controlada e em patamar moderado.

20 19. Dívida Líquida do Setor Público do Brasil e dos Estados Unidos Os economistas João Sicsú e Ernesto Salles comparam as trajetórias da Dívida Líquida do Setor Público do Brasil e dos Estados Unidos entre 2003 e 2012.

21 20. Índice de vendas do comércio varejista IBGE divulgou a Pesquisa Mensal do Comércio de agosto. O volume de vendas do comércio varejista aumentou 6,23% em relação a julho. Em relação a agosto do ano passado, subiu 5,11%. De 2003 a agosto de 2013, o índice tem aumentado de forma consistente.

22 21. Taxa de Desemprego em Setembro de 2013 O IBGE divulgou o desemprego de setembro: 5,4%. Em agosto, havia sido 5,3%. A taxa de desemprego continua baixa.

23 22. Inflação acumulada em 12 meses INFLAÇÃO MODERADA e CONTROLADA. Divulgada a inflação de outubro: 0.57%. Pelo 4 mês consecutivo a inflação acumulada em 12 meses apresentou queda.

24 23. Comparativo de indicadores econômicos brasileiros entre 2002 e 2012

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