O Vanguardismo Cinematográfico Transposto nas Séries de Televisão: Um Breve Estudo Sobre o Canal HBO e a Série True Detective 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O Vanguardismo Cinematográfico Transposto nas Séries de Televisão: Um Breve Estudo Sobre o Canal HBO e a Série True Detective 1"

Transcrição

1 O Vanguardismo Cinematográfico Transposto nas Séries de Televisão: Um Breve Estudo Sobre o Canal HBO e a Série True Detective 1 Prof. Me. Fernanda FRIEDRICH 2 Universidade Federal de Santa Catarina RESUMO O presente artigo visa enfatizar o processo de vanguardismo artístico em ficções seriadas da televisão. Destacando aspectos da vanguarda cinematográfica, o artigo debate o processo do cinema aplicado para a produção de séries de televisão. Para ilustrar o vanguardismo das ficções seriadas, o artigo ressalta o canal HBO conhecido por ousar nas séries que produz e a série True Detective - uma ficção que propõe uma busca por uma linguagem inovadora. PALAVRAS-CHAVE: Televisão, Séries, Vanguarda, True Detective, HBO TEXTO DO TRABALHO Não é novidade que o cinema de vanguarda trouxe uma nova perspectiva para o cinema convencional. De fato, é de senso comum dentro do campo das artes analisar os vanguardistas como aqueles que ousam primeiro, os que tomam a dianteira de novas tendências e mostram ao mundo novos olhares. No cinema, o vanguardismo segue o rumo do movimento nas outras artes. O campo contou e ainda conta - com cineastas de vanguarda como referenciais para outros do campo. Ainda que muitos filmes não tenham um interesse de provocar ou que possuam interesses comerciais mais intensos que artísticos, a avant-garde do cinema continua influenciando todo o mundo cinematográfico. Quando Dziga Vertov, precursor do cinema de vanguarda, afirmou que até agora, violentávamos a câmera de filmar e obrigávamos a copiar o trabalho do nosso olho (XAVIER, 1983, p. 41) ele expunha uma característica marcante do cinema até então. Vertov questionou o papel do filme e a função do cineasta dentro deste sistema ousando e incentivando mais produtores e diretores a pensarem o cinema fora do padrão que estava a ser criado. As indagações de Vertov foram além do papel de formar novos 1 Trabalho apresentado no DT 4 Comunicação Audiovisual, no XVI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul, em Joinville, SC de 04 a 06/06/ Professora de Cinema na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Jornalista, mestre em Literatura Inglesa com ênfase em Cinema pela UFSC, Doutoranda do Curso de Literatura da UFSC. 1

2 vanguardistas, chegou até os convencionais cineastas que até hoje continuam a utilizar referências da vanguarda da primeira parte do século passado. Neste contexto de aplicar nas produções cinematográficas da atualidade os desafios propostos pela vanguarda há décadas atrás, outros formatos de audiovisual cada vez mais se apropriam deste discurso para sua próprias produções. A Music Television, conhecida como MTV 3, considerada precursora no segmento televisivo, deu inicio nos anos 80 a um movimento de experimentação na televisão. Para Charisse L Pree, PHD 4 em Identidade Social, a MTV pode ser considerada tanto de vanguarda como experimental, já que o canal foi feito e integrado de ideias que nunca haviam sido testadas e de técnicas ainda não estabelecidas. A MTV estabeleceu um ponto de partida para a televisão também buscar o vanguardismo e hoje através das ficções seriadas, a busca continua. As séries de televisão têm se mostrado grandes aprendizes do cinema convencional ao longo dos últimos anos. Apropriando-se do estilo cinematográfico, as séries também busca em movimentos vanguardistas uma nova face, trazendo a tona questionamentos, problemas e sugestões. Como o propósito deste artigo é analisar o movimentos de vanguarda na produção de ficções seriadas televisivas, é importante destacar o pulo na qualidade dos conteúdos produzidos recentemente. A busca pelo cinema faz com que a ficção televisiva esteja se aproximando extraordinariamente ao padrão cinematográfico imposto pelo cinema padrão. Alguns creditam o crescimento no gênero das séries televisivas à competição do mercado contra filmes, outros à padronização da qualidade do audiovisual. Independente das razões, observamos que o conteúdo seriado está se aprimorando em busca de uma qualidade cinematográfica. Em sua jornada de crescimento, o conteúdo seriado para televisão tem apresentado diversas adaptações de estilo, narrativa, entre outros, antes presentes apenas no meio cinematográfico. A apropriação de características pertencentes ao mundo fílmico sinalizam uma aproximação das limitações do cinema padrão e a busca pelo cinema experimental como inspiração para uma vanguarda televisiva. De tal modo, o presente artigo apresentará a temática da apropriação de aspectos da vanguarda cinematográfica para a produção do conteúdo de séries televisivas, enfatizando a forma 3 A Music Television, MTV, fundada em agosto de 1981, é um canal de música, que lançou a moda dos videoclipes na televisão. 4 Trabalho entitulado One world, One Image, One Channel: A history of MTV One world, One Image, One Channel: A history of MTV, disponível em https://sites.google.com/site/charisselpree2/research/mit-cms/mtv/oneworld-one-image-one-channel 2

3 que a mesma está sendo feita e as consequências desta aproximação. Para exemplificar a utilização e a criação de referencias vanguardistas, a série True Detective 5, exibida no começo de 2014, será analisada, referenciando propostas e métodos utilizados em artes especialmente o cinema - de vanguarda. A televisão e a influência da vanguarda Durante os últimos anos, o gênero televisivo vem buscando formas de melhorar o conteúdo trazendo referências do cinema para tal. Quando Jean Vigo afirma que O cinema sofre mais de um vício de pensamento do que da ausência de todo e qualquer pensamento (ROCHA, 1981, p.114) ele destaca a falta de ousadia como um problema maior do que a falta de criatividade do âmbito audiovisual. Por mais que houvesse um pensamento, houvesse uma criação, a semelhança com um estilo, um padrão imposto pelos produtores era uma ameaça à qualidade do que era produzido. Na televisão podemos observar uma tendência semelhante. Durante muitos anos a busca por formatos inovadores foi esquecida perante ao ideal de produzir o mais do mesmo, o garantido que agradava aos interesses comerciais. Como um meio dependente economicamente, a televisão ainda se mantém fortemente atrelada a números relacionados a vendas. A independência da televisão é algo ainda utópico, mas que já é avaliado em iniciativas precursoras, como o Netflix. 6 Porém, o vínculo com anunciantes ainda é dominante e este fator acaba derivando muitas criticas enquanto ao conteúdo oferecido. Para agradar a tudo e a todos, há uma variedade muito grande de conteúdos, a maioria explorada de forma rasa, visando a quantidade mais do que a qualidade. No livro Cultura das Mídia, Santaella aponta que a TV se caracteriza como uma mídia das mídias, isto é, tem um caráter antropofágico. Ela absorve e devora todas as outras mídias e formas de cultura. (SANTAELLA, 2000, p.42) O debate de televisão como reprodutor de obras de arte foi levantado nos anos 50 por Walter Benjamin, em um artigo amplamente debatido no meio acadêmico e ainda referencial no assunto, A Obra de Arte em sua reprodutibilidade técnica. No próprio texto Benjamin (1987) inclusive destaca o posicionamento de Duhamel contra o cinema, que chama de um passatempo para a ralé considerando o movimento não 5 True Detective é uma série baseada na peça The King in Yellow, de Robert W. Chambers. 6 Netflix é um serviço de Televisão pela Internet que disponibiliza um vasto catálogo de filmes e séries. O serviço já tem cerca de 44 milhões de assinantes em mais de 40 países. 3

4 artístico. Considerações sobre o acesso irrestrito da televisão e a repercussão das obras de arte não estão no mérito do presente artigo, que pretende focar em outras características vanguardistas da televisão. Assim, aprofundamos no exemplo de como o cinema influenciou toda a produção para a televisão. Programas que nunca passarão nem passaram pelas telas de cinema, adquirirem através de inspiração e de um certo tipo de osmose a qualidade que antes era reservada a produtos de cinema artístico. A qualidade da produção para televisão, seja em aspectos narrativos ou tantos outros, ganhou muito com o advento da mistura de referências do meio, que inclusive trouxe o cinema vanguardista a ser exposto através de um meio de massa, chegando a um público mais amplo. Com a possibilidade do acesso mesmo que escasso a vanguarda do audiovisual, há um campo maior para a inspiração das narrativas tradicionais nas ousadas premissas do filmes vanguardistas. John Ellis (1992), menciona diferenças entre ambos os meios, denotando o que se sobressai entre as suas semelhanças e desavenças. De diferenças de recepção como a experiência causada ao expectador do cinema contrastada com o modo mais simples da televisão até a forma em que explora os dramas de uma forma serial e seqüencial, o autor projeta os meios como diferentes campos que entram em fusão em determinados pontos (ELLIS, 1992, p. 25). No caso, a televisão se espelha no cinema para prover certos tipos de inovação (ELLIS, 1992, p. 226). Essa inspiração, é a que nos leva encontrar nas novas produções traços do cinema vanguardista, que trazem à um meio popular um novo olhar. Voltando a nossa atenção ao tema principal deste artigo, podemos considerar a influência do cinema de vanguarda na televisão como um passo em direção a uma democratização da informação, repensando posturas e principalmente, fugindo do formato óbvio. Em O Discurso Cinematográfico, Ismail Xavier levanta o debate sobre o retrato do real pela vanguarda. No debate, há uma convergência de visões que classificam o discurso vanguardista de várias perspectivas. Entre elas, há um ponto que destaca o uso do real de forma abstrata, obtendo devido a sua realidade uma camada mais verdadeira da representação do nosso mundo. Não obstante, Xavier nos leva a conclusão que Todo e qualquer realismo é sempre uma questão de ponto de vista, e envolve a mobilização de uma ideologia cuja perspectiva diante do real legitima ou condena certo método de construção artística (XAVIER, 2005, p.100). Logo, tomando a mobilização vanguardista como base, o leque de possibilidades de expressar o real que 4

5 a televisão possui tem seu potencial multiplicado devido ao meio em que está inserido. A possibilidade de experimentar através de influências de vanguardas assume um novo e importante papel dentro deste grande meio de massas. Há uma ligação com o cinema social que pode ser criada a partir da experimentação e da recriação de tendências fixas. Jean Vigo questiona o papel do filme social e coloca A nossa indiferença, que nos permite aceitar todas as monstruosidades dos homens abandonados na terra é submetida a uma dura prova quando não aguentamos a visão no écran e um olho e mulher cortado em dois por uma lamina de barba. (ROCHA, 1981, p. 115) Vigo questiona o nossa interpretação e nossa recepção do que é mostrado, evidenciando a importância de experimentos vanguardistas como o de Luís Buñuel em Un Chien Andalou para levantar perguntas sobre o real conteúdo dos filmes. Aplicado diretamente às séries de televisão, notamos a importância de uma estética ousada e de uma narrativa permissiva que não imponha tantas limitações aos que assistem. O contato com uma série sem tantas amarras narrativas convencionais traz uma nova perspectiva sobre o conteúdo que está no ar e uma nova forma do espectador ter contato com a forma com que vê o programa. Xavier pontua nosso papel de espectadores como pessoas que devem elevar a sua sensibilidade de modo a superar a leitura convencional da imagem e conseguir ver, para além do evento imediato focalizado, a imensa orquestração do organismo natural e a expressão do estado da alma (XAVIER, 2005, p.103-4). O autor faz uma ressalva importante ao considerar que tendo uma interpretação mais ampla do conteúdo conseguimos extrair signos mais complexos e mais pessoais de situações mais generalizadas, potencializando o alcance do cinema. Com uma extensão mais abrangente, há uma democratização no que é exposto, já que há uma relação pessoal íntima com cada um dos que lê a informação passada. Por conseguinte, uma relação sensorial mais integral com o mundo e a apreensão de sua poesia tornar-se-ia possível graças à nova arte e seu poder de purificação do olhar (XAVIER, 2005, p.104). Como alocado na introdução do presente artigo, para demonstrar a forma na qual a produção de séries ficcionais para televisão está sofrendo cada vez mais a influência de vanguardas do cinema, o específico caso da série True Detective será mencionada para provar a influência. O experimentalismo no canal HBO 5

6 Antes de mencionar os aspectos de vanguarda televisiva que a série True Detective apresenta, é interessante apresentar o canal em que a mesma é veiculada. O HBO (Home Box Office) é um canal estadunidense, privado, de filmes, presente via televisão paga em mais de 60 países, sendo um deles o Brasil. Apesar da grade de programação do canal ser composta majoritariamente por filmes de grandes estúdios, nas últimas duas décadas o canal começou a se destacar pela produção de séries e filmes originais, produzidos para serem exibidos exclusivamente no canal. Entre os nomes mais famosos The Wire ( ) 7, The Sopranos ( ) 8, Six Feet Under ( ) 9 Sex and The City ( ) 10 e Game of Thrones (2011-) 11. As produções da HBO vem se destacando pela originalidade, narrativa, cinematografia e ousadia nos temas tratados nas séries e filmes. Sally Munt, destaca a capacidade do canal de produzir um novo estilo de drama critico, destacando a HBO como [...] reconhecível pela grande qualidade nas produções, inovações nos roteiros, estrutura original e complexa de trama, sexo e violência explícitos, tendências ideológicas liberais/democráticas, narrativa e caracterização inteligente e por retratar temas políticos contemporâneos de forma séria. (MUNT, 2008, p. 67) Munt ainda enfatiza em seu estudo que a HBO trabalha em suas séries e filmes originais aspectos experimentais e avant-garde na estrutura formal (MUNT, 2008, p. 67). Para Munt, o canal ousa e possibilita uma nova tendência para o mercado fílmico, já que com a sua visão criativa e inovadora consegue ousar mais do que os estúdios tradicionais. Seguindo a linha de Munt, a HBO serviu como inspiração para outros canais também começarem a produzir um conteúdo mais ousado e fora do tradicional. Do canal AMC com a série Breaking Bad ( ) 12 às produções originais e independentes do Netflix, há uma tentativa maior de buscar inovações no meio televisivo, respeitando a diversidade do público e apresentando alternativas ao conteúdo usual da televisão. Embora apresente interesse em utilizar uma linguagem diferenciada, há um contraponto importante a ser feito. A televisão busca a audiência, afinal, o meio sobrevive desta forma. Ao contrário dos movimentos experimentais de vanguarda que buscam a inovação como principal pauta sem interesse comercial que sobressaia aos 7 Série sobre rede de tráfico de drogas em Baltimore, Estados Unidos, pela visão dos traficantes. 8 A série narra a máfia italiana em Nova Jersey, Estados Unidos. Com fortes cenas de violência. 9 Série mistura o drama com o humor negro no retrato do cotidiano de uma família com dramas homossexuais. 10 Série com protagonistas femininas em que há uma forte abordagem sobre sexo. 11 Série que retrata a briga por poder em reinos fictícios, com traços de incesto e forte violência. 12 Série que mostra a transformação de um homem comum em um grande traficante de metanfetamina. 6

7 experimentos, a televisão ainda está contida em uma perspectiva de ordem mercadológica. outra ordem mercadológica. Contudo, o protagonismo de um canal televisivo em busca de uma nova linguagem cinematográfica aplicada ao meio precisa ser observado além das aparências, é necessário um acompanhamento que avalie os interesses submersos no contexto. Todavia, é claro que a iniciativa por si só se destaca como um movimento que visa iniciar uma nova linha de conteúdo. O vanguardismo em True Detective True Detective é uma série produzida especialmente para o canal HBO que estreou em Janeiro de 2014 e foi exibida logo em diversos países, entre eles o Brasil. A trama conta a história de dois detetives que em 2012 são interrogados sobre uma investigação que fizeram em Nos primeiros cinco dos oito episódios (de aproximadamente uma hora cada), a narrativa é alternada constantemente entre o passado e o presente, da época em que Martin Hart (Woody Harrelson) e Rustin Cohle (Matthew McConaughey) investigaram crimes que levaram a prisão de um assassino serial ao dia em que são interrogados e investigados como possíveis responsáveis pelos crimes então resolvidos. A partir do quinto episódio começamos acompanhar a história de uma forma narrativa mais convencional, com o presente como tempo apresentado e com o passado sendo proporcionado apenas em flashbacks. A narrativa quebrada está presente durante toda a série, porém principalmente nos primeiros episódios ela é colocada de forma com que não é claro o tempo que estamos situados. Primeiramente, analisando a vinheta da série, podemos ter uma visão mais clara dos referenciais que aparecem durante a primeira temporada. Entre símbolos religiosos e ligações ao paganismo, a própria trajetória dos protagonistas e da investigação é referenciada na vinheta de True Detective. No estilo da vinheta, vemos imagens projetadas nas sombras dos personagens, alguns se sobressaindo da sombra. Inicialmente, as imagens são urbanas lentamente aparentando mais rurais. Ao longo da vinheta vemos cada vez mais as referências religiosas, que ligam a símbolos de fé e de luxúria. A fé, a religião, o sobrenatural, o pecado e a punição, são temas centrais na série, retratados na vinheta de formas concisas. 7

8 Intercom Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XVI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul Joinville - SC 04 a 06/06/2015 Figura 1- Vinheta True Detective, Foto: Printscreen quadro 39s. Os personagens principais Martin e Rustin aparecerem algumas vezes como sobras com projeções. Mais perto do fim, suas figuras abrigam projeções mais sombrias, com uma transformação em chamas. Figura 2 - Vinheta True Detective, Foto: Printscreen quadro 70s. 8

9 Intercom Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XVI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul Joinville - SC 04 a 06/06/2015 Figura 3- Vinheta True Detective, Foto: Printscreen quadro 72s. Figura 4- Vinheta True Detective, Foto: Printscreen quadro 45s. Figura 5- Vinheta True Detective, Foto: Printscreen quadro 47s. 9

10 A transformação da vinheta antecipa o que ocorre na série, onde aos poucos uma investigação simples começa a ter elementos que ligam o mundo real à um mundo imaginário, onde a realidade começa a ser questionada diante de crenças e magias. O real não tem o mesmo peso na narrativa da série que tinha no começo, assim como a clareza da vinheta no seu começo se diferencia do seu final. A transposição de imagens combinadas a música criam uma sensibilidade maior para o que virá na série. Se prestarmos atenção, notamos os principais conflitos dos personagens introduzidos na vinheta. A casa na sombra de Martin um homem que convive com a culpa de trair a sua família-, o homem solitário na sobra de Rustin o detetive perdeu a filha e a esposa - introduz os problemas dos protagonistas. A utilização da vinheta como uma forma de localizar a narrativa não é notada imediatamente, é algo que exige conhecimento da narrativa para a interpretação da mesma. Ainda assim, a interpretação é livre, é pessoal, afinal a compreensão do significado do filme é tarefa a ser efetuada pelo receptor (...) é o espectador que decodifica as cine-frase e percebe seu significado (MACHADO, 1989, p.152) Nota-se uma tendência vanguardista no uso da vinheta como algo além do estético, da obvia apresentação dos nomes da equipe técnica da série. Há uma utilização artística do espaço para introduzir a narrativa de uma forma enigmática, a apresentação do conteúdo realmente toma a forma de introdução, ao levar a vinheta para um nível narrativo bem mais avançado que que a forma plenamente estética com que a mesma geralmente é apresentada. Entre a abstração visual puramente linear (e um jogo de sombras e reflexos é como um jogo de linhas) e o filme de fundamento psicológico que relata o desenvolvimento de uma história, dramática ou não, há lugar para um esforço em direção ao cinema verdadeiro (ARTAUD, 1995,p.159) Entre o papel comercial da televisão e a arte, a vinheta, como um reflexo da série, busca uma linguagem mais complexa, mais artística, menos óbvia, mas que ainda caiba no meio televisivo. Ao analisar o conteúdo dos episódios, verificamos um padrão semelhante, o que nos traz à busca mencionada em Linguagem e Vida de Antonin Artaud (1995). Observamos ao longo da temporada uma confusão temporal e de sentimentos, saindo da zona de conforto tradicional das narrativas apresentadas na televisão. Como Ismail Xavier aponta, para buscar o novo É preciso introduzir a ruptura no próprio nível de estruturação das imagens, no nível da construção do espaço, quebrando a tranquilidade do olhar submisso às regras (XAVIER, 2005, p.113). 10

11 Através do rompimento do padrão é possível chegar a um formato diferente, a obra alcança um novo patamar, um esboço de vanguarda. Assim, podemos inclusive relacionar sequências fílmicas da série com a obra expressionista, já que em muitas a incerteza espacial e temporal é o que rege a mesma. Logo na primeira cena, observamos através de uma fotografia escura e sem muito foco o que aparentemente é alguém colocando fogo em um campo. Na próxima cena, já somos jogados em um interrogatório que, de acordo com uma legenda informativa, acontece no dia 1 o de maio de Na continuidade, não temos nenhuma referência à primeira cena mostrada. Ao longo da narrativa e dos episódios podemos relacionar aquele inicio com um crime que ocorreu, mas ainda não há evidência sequencial que localize exatamente o que acontece. A cena permite propositalmente um interpretação livre no começo da série, que pode ter significados ou não, depende das conclusões que o expectador tira. Quebras como a que acontece logo entre a primeira e a segunda sequência do primeiro episódio de True Detective fazem parte do estilo de narrativa desconstruído que a série apresenta. Identificamos na tendência do expressionismo cinematográfico uma descrição comparável ao que acontece na narrativa da série, quando o estilo fílmico é definido com a quebra da continuidade do espaço, ao instituir suas dobras e suas sombras, (como se) o drama expressionista (quisesse) reintroduzir as marcas do invisível, desmascarar o mundo visível (XAVIER, 2005, p.102). Na série a sequência não precisa fazer parte de uma continuidade para ter significação. A quebra de informações ou a forma com que as mesmas não são claramente identificadas aparece com uma qualidade narrativa que permite o invisível ser enxergado, validando pequenos gestos e trazendo múltiplas interpretações do que poderia ser descartado se a sequência obedecesse às regras mais padronizadas da edição Griffitiana 13. O expressionismo conta com a identificação do herói pelo público, com a quebra da expectativa como uma forma de tornar aquilo mais próximo de quem assiste, como se o filme exteriorizasse a visão interior, possível com a quebra do correto concreto. Há uma aplicação das visões do entorno, fugindo do realismo absoluto em busca da imaginação particular. Trabalhando contra a superfície clara, a decupagem clara, contra o gesto natural e o grama inteligível segundo leis naturais, a obra expressionista privilegia o comportamento obscuro, de seres humanos que se deslocam estranhamente num 13 Edição Grifithiana é baseada em no conceito de continuidade, disseminado por W. Griffith, considerado um dos pais da montagem cinematográfica. 11

12 espaço cheio de dobras e, desta forma, instaura um espaço dramático regulado por forças distintas (XAVIER, 2005, p. 101) Próximo ao minuto cinco do primeiro episódio há a interação entre os detetives Martin e Rustin chegando a cena de um crime. Antes disso vimos os personagens separados, sendo questionados, no que seria o presente, sobre os acontecimento no entorno da investigação. A nossa timeline de acontecimentos tem mais fatos soltos do que fatos propriamente amarrados em uma continuidade. As dobras fazem com que consigamos observar mais atentamente aos comportamentos, medindo os significados mais por seus signos em si do que pela localização temporal. Na busca de um retrato menos objetivo e mais confuso do real, a narrativa de True Detective segue outros padrões baseados em outros movimentos vanguardistas além do expressionismo. Com protagonistas densos, complexos e inconstantes, há uma fuga do padrão de herói. Com isso, a série novamente acaba criando uma possibilidade de aproximação entre o público e a história maior. O perfeito perde para os defeitos, um espelho que destaca vaidades é aberto e o público se enxerga muito mais na ruptura de um padrão temporal e narrativo do que na organização de uma história que busca o verossímil. É possível identificar também traços da vanguarda do cinema estrutural, já que sabemos que o filme deste gênero busca através da montagem, produzir um padrão de relações capaz de remeter a platéia a uma discussão sobre a organização da linguagem do cinema e suas relações com o discurso falado (...) o novo filme de vanguarda busca a apresentação de uma estrutura simples, capaz de construir uma metáfora para certas operações de consciência e especialmente para atividade de percepção. Neste sentido, culmina, num projeto de tendência intelectual, a inclinação geral da vanguarda americana para a proposição de um cinema voltado para a subjetividade e para a projeção dos mundos interiores na tela. (XAVIER, 2005, p.123-4) Existe uma intensificação nos conflitos internos que acontece com a estruturação dos personagens como peças em um tabuleiro. Dentro dos seus conflitos os personagens criam motivações que instituem uma maior identificação o ser complexo que o personagem se torna. Os heróis da série são personagens misteriosos que alternam as suas personalidades ao longo das histórias contadas nas aproximadamente oito horas. Martin Hart alterna seu papel de mulherengo e funcionário público incompetente para um amigo leal e um detetive dedicado enquanto e Rustin passa de um drogado, com problemas pessoais para um detetive dos mais competentes (de tão dedicado chamado 12

13 de Tax Man 14 pelos colegas), mudanças que acontecem ao longo de toda série e visíveis inclusive em uma mesma cena. O herói vilanizado ou o vilão heróico são muito utilizados no meio fílmico, que tende a explorar mais a fundo a psique dos protagonistas. As séries aprofundavam nos personagens principais de forma mais superficial ou com conflitos mais levados ao gênero de soap operas 15. A busca por personagens mais complexos está se tornando um padrão nas séries televisivas que buscam a qualidade do cinema. Por conseguinte, no estruturalismo mexemos nas estruturas, debatemos a organização da linguagem apresentada. O próprio formato de True detective tenta fugir de uma padronização imposta pelo mercado televisivo. Ao contrário de outras séries, não há uma história continua que se arrasta durante anos em longas temporadas anuais. Cada temporada é uma história isolada, sem conexão com a que acontece depois, a história de Martin e Rustin não se repetirá na segunda temporada e nem será continuada. O formato é o equivalente a filme de oito horas, fracionados em episódios de aproximadamente uma hora. A primeira temporada de True Detective assim como as seguintes estão planejadas para acontecer foi produzida e dirigidas pela mesma equipe, diferenciando-se do padrão utilizado no meio em que há diversos escritores e diretores ao longo de uma temporada. Em termos narrativos, a série ganha unidade como se realmente fosse apenas uma unidade fílmica, que mesmo dividida e utilizando os recursos do formato fragmentado não exibe uma diferença de continuidade como outras do mesmo gênero demonstram. Assim a vinheta antecipa, há uma transição de espaço entre o claro e o escuro, o bom e o ruim, com o dualismo entre os personagens e o sofrimento aparecendo ao longo da narrativa. Se há a antecipação da penalização com a presença do fogo na vinheta, na série pequenos detalhes fazem com que o dualismo esteja sempre presente. Quando acompanhamos a narrativa pelos olhos de Rustin, observamos alguns devaneios que não ficam claros serem alucinações ou efeitos sobrenaturais. Como Rustin tem um histórico com drogas, temos uma base que nos leva a crer que há uma máscara fantasiosa no que enxergamos. Porém, como a narrativa trata de fanatismo religioso e paganismo a dúvida sobre o sobrenatural é vivida. 14 Tax Man (Homem dos Impostos) é o apelido que Rustin ganha por ser muito correto em seu trabalho. Em tradução livre, seria similar a gíria brasileira Professor Caxias. 15 Soap Opera é um estilo que conta com um drama pouco profundo, que busca o emocional raso, baseado em vontades o protagonista sofre por não ter o que quer, mas não há uma profundidade maior para entender a motivação interna das vontades do personagem. 13

14 Durante a investigação, há diversos símbolos plantados na vítima do crime do primeiro episódio. Chifres, cruzes, redes do diabo 16, posicionamento de penitência, todos são símbolos com significados externos ligados ao paganismo e que aparecem em diversos momentos da série. Um deles é um espiral tatuado nas costas da mulher. Ao longo da série observamos vários sinais que remetem ao espiral. Conclusão Não obstante, é complicado falar de experimentalismo em televisão, pelo estereotipo realista que o meio tem e o estereotipo anti-realista que o vanguardismo apresenta. Seria a vanguarda de todo irreal e a televisão de todo realista? Falar das propostas de vanguarda significa falar de uma estética que, a rigor, somente é anti-realista porque vista por olhos enquadrados na perspectiva constituída da Renascença ou porque, no plano narrativo, julgada com critérios de uma narração linear cronológica, dominada pela lógica do senso comum (XAVIER, 2005, p.100) Xavier desafia a lógica do senso comum, buscando um olhar que veja além das molduras fixas, que separem o real do cronológico ou do seqüencial. É possível que por trás da busca por um novo formato esteja uma procura por uma aproximação mais convergente da realidade. A descaracterização da representação do real de forma clara, objetiva e fácil para uma forma muito mais complexa de abranger os defeitos da realidade. Talvez a ficção para a televisão não tenha o potencial para ser tão inovadora quanto as vanguardas fílmicas conseguiram ser. Porém, é necessário entender que com os meios diferentes, as limitações e as possibilidades também se diferenciam. É possível existir um movimento de vanguarda que não seja idêntico aos anteriores, que perante os olhos das artes tenha mais limitações, mas que aos olhos do próprio meio a televisão, no caso- também seja revolucionário. Notamos que os trabalhos exibidos na HBO incluindo True Detective estão apenas inicializando uma nova etapa na produção de ficção para a televisão. Um movimento que poderá ser mais surrealista no futuro, mas que com certeza tem o potencial para trazer novidades à um meio de massa, trazendo a experiência televisiva cada vez mais perto à experiência fílmica e revivando o espírito vanguardista da TV, revelado nos anos 80 através da MTV. 16 Uma espécie de toca feita em miniatura com galhos. 14

15 REFERÊNCIAS BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In:. Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo: Brasiliense, (Obras Escolhidas v.1) ELLIS, John. Visible Fictions: Cinema, Television, Vídeo. London : Routledge, SANTAELLA, Lúcia. Cultura das mídias. 2.ed. Sao Paulo: Experimento, SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica: multiculturalismo e representação. São Paulo, SP: Cosac & Naify Edições, MACHADO, Arlindo (org.). Made in Brazil: Três décadas do vídeo Brasileiro. São Pauolo: Iluminuras/Itaú Cultural, MUNT, Sally. The cultural politics of shame. Hamshire: Ashgate, VERTOV, Dziga. Dziga Vertov. Org. Vasco Granja. Lisboa: Horizonte, VIGO, Jean. Jean Vigo. Org. Luis Felipe Rocha. Lisboa: Horizonte, XAVIER, Ismail (org.). A experiência do cinema Antologia. Rio de Janeiro: Graal/Embrafilme, XAVIER, Ismail. A opacidade e a transparência. São Paulo: Paulo: Paz e Terra, Videografia: TRUE DETECTIVE. Direção de Cary Joji Fukunaga. Roteiro: Nic Pizzolatto Son., color. Primeira temporada. 15

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO 1. AUDIOVISUAL NO ENSINO MÉDIO O audiovisual tem como finalidade realizar-se como crítica da cultura,

Leia mais

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA TÍTULO: CINEMA E PUBLICIDADE: RELAÇÕES INTERTEXTUAIS E MERCADOLÓGICAS. CURSO: Programa de Mestrado em Comunicação

PROJETO DE PESQUISA TÍTULO: CINEMA E PUBLICIDADE: RELAÇÕES INTERTEXTUAIS E MERCADOLÓGICAS. CURSO: Programa de Mestrado em Comunicação PROJETO DE PESQUISA TÍTULO: CINEMA E PUBLICIDADE: RELAÇÕES INTERTEXTUAIS E MERCADOLÓGICAS CURSO: Programa de Mestrado em Comunicação LINHA DE PESQUISA: Inovações na Linguagem e na Cultura Midiática PROFESSOR

Leia mais

FACULDADE DE ARTES DO PARANÁ CURSO DE BACHARELADO EM CINEMA E VÍDEO Ano Acadêmico de 2008 MATRIZ CURRICULAR

FACULDADE DE ARTES DO PARANÁ CURSO DE BACHARELADO EM CINEMA E VÍDEO Ano Acadêmico de 2008 MATRIZ CURRICULAR MATRIZ CURRICULAR Carga Horária Semestral por Disciplina Disciplinas 1º semestre 2º semestre 3º semestre 4º semestre 5º semestre 6º semestre 7º semestre 8º semestre Total Obrigatórias Optativas Fundamentos

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

Composição fotográfica

Composição fotográfica Composição fotográfica É a seleção e os arranjos agradáveis dos assuntos dentro da área a ser fotografada. Os arranjos são feitos colocando-se figuras ou objetos em determinadas posições. Às vezes, na

Leia mais

Guia de como elaborar um Projeto de Documentário

Guia de como elaborar um Projeto de Documentário Guia de como elaborar um Projeto de Documentário Prof. Dr. Cássio Tomaim Departamento de Ciências da Comunicação Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)/Cesnors Adaptação: Prof. Claudio Luiz Fernandes

Leia mais

Cadê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Cinema; curta-metragem; ficção; roteiro; visão.

Cadê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Cinema; curta-metragem; ficção; roteiro; visão. Cadê? 1 Mirielle Katarine do Nascimento CAHUHY 2 Claudilma Marques Mendes da SILVA 3 Karen Alves de LIMA 4 Sara Raquel REIS 5 Anaelson Leandro de SOUSA 6 Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, BA RESUMO

Leia mais

Cinema como ferramenta de aprendizagem¹. Angélica Moura CORDEIRO². Bianca da Costa ARAÚJO³ Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB.

Cinema como ferramenta de aprendizagem¹. Angélica Moura CORDEIRO². Bianca da Costa ARAÚJO³ Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB. Cinema como ferramenta de aprendizagem¹ Angélica Moura CORDEIRO² Bianca da Costa ARAÚJO³ Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB. RESUMO Este artigo pronuncia o projeto Criancine que

Leia mais

Vinheta Sala de Cinema 1. Felipe Bruno 2 Graciene Silva de SIQUEIRA 3 Universidade Federal do Amazonas, Parintins, AM

Vinheta Sala de Cinema 1. Felipe Bruno 2 Graciene Silva de SIQUEIRA 3 Universidade Federal do Amazonas, Parintins, AM Vinheta Sala de Cinema 1 Felipe Bruno 2 Graciene Silva de SIQUEIRA 3 Universidade Federal do Amazonas, Parintins, AM RESUMO Esse trabalho surgiu a partir das atividades de um projeto de extensão (Pibex)

Leia mais

O HOMEM COM A CÂMERA: BANCO-DE-DADOS E CINE-OLHO Lev Manovich 1 (tradução de Sérgio Basbaum 2 )

O HOMEM COM A CÂMERA: BANCO-DE-DADOS E CINE-OLHO Lev Manovich 1 (tradução de Sérgio Basbaum 2 ) O HOMEM COM A CÂMERA: BANCO-DE-DADOS E CINE-OLHO Lev Manovich 1 (tradução de Sérgio Basbaum 2 ) Ao lado de Greenaway, Dziga Vertov pode ser considerado um dos grandes "cineastas de banco-de-dados" do século

Leia mais

Sumário. PARTE 1 A arte do cinema e a realização cinematográfica 1 CAPÍTULO O cinema como arte: Criatividade, tecnologia e negócios...

Sumário. PARTE 1 A arte do cinema e a realização cinematográfica 1 CAPÍTULO O cinema como arte: Criatividade, tecnologia e negócios... Sumário APRESENTAÇÃO DA EDIÇÃO BRASILEIRA... 13 PREFÁCIO... 19 PARTE 1 A arte do cinema e a realização cinematográfica 1 CAPÍTULO O cinema como arte: Criatividade, tecnologia e negócios... 29 Decisões

Leia mais

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior.

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior. Cotas Pra Quê? 1 Sarah Rocha MARTINS 2 Luan Barbosa OLIVEIRA 3 Camilla Alves Ribeiro PAES LEME 4 Instituto de Ensino Superior de Rio Verde, Rio Verde, Goiás RESUMO Este documentário foi planejado e desenvolvido

Leia mais

Fig. 247 Storyboard 2

Fig. 247 Storyboard 2 173 Fig. 247 Storyboard 2 174 Fig. 248 Storyboard 2 Fig. 249 Storyboard 2 175 176 3.2.5 Edição visual e sonora Foram realizadas algumas etapas: análise, seleção e edição da imagem (correção de cor, luz,

Leia mais

Quando o historiador deixa de assistir e começa a analisar: Reflexões sobre a relação história e cinema

Quando o historiador deixa de assistir e começa a analisar: Reflexões sobre a relação história e cinema 1 Quando o historiador deixa de assistir e começa a analisar: Reflexões sobre a relação história e cinema Carlos Adriano F. de Lima Quando os irmãos Augusthe e Lois Lumiere apresentaram seu cinematógrafo

Leia mais

Jogo, imagem e tecnologia possibilidades de ludicidade 1

Jogo, imagem e tecnologia possibilidades de ludicidade 1 Jogo, imagem e tecnologia possibilidades de ludicidade 1 Lynn Alves 2 A presença dos jogos na história da humanidade tem início com a própria evolução do homem, antes até de serem estabelecidas normas

Leia mais

UM CAMINHO DE UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL

UM CAMINHO DE UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL UM CAMINHO DE UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Existem infinitas maneiras de organizar, produzir e finalizar uma obra audiovisual. Cada pessoa ou produtora trabalha da sua maneira a partir de diversos fatores:

Leia mais

João Canijo e a Tragédia Grega: adaptação da trilogia Oresteia ao cinema português contemporâneo 1 Daniel Ribas

João Canijo e a Tragédia Grega: adaptação da trilogia Oresteia ao cinema português contemporâneo 1 Daniel Ribas João Canijo e a Tragédia Grega: adaptação da trilogia Oresteia ao cinema português contemporâneo 1 Daniel Ribas Nas entrevistas que se sucederam à estreia nacional de Noite Escura, em 2004, João Canijo

Leia mais

RESENHA DO LIVRO - INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS A Teoria na Prática Howard Gardner

RESENHA DO LIVRO - INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS A Teoria na Prática Howard Gardner RESENHA DO LIVRO - INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS A Teoria na Prática Howard Gardner Introdução Histórico Inteligência Múltipla X Educação Avaliação A Pluralidades das Inteligências INTRODUÇÃO A principal idéia

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

Filmes com muitas vontades

Filmes com muitas vontades Filmes com muitas vontades Clarisse Alvarenga Desde a década de 1970, vêm sendo empreendidas algumas tentativas ainda autorais e incipientes, partindo de cineastas brasileiros, como Andrea Tonacci e Aluysio

Leia mais

RESENHA DANTO, Arthur. Andy Warhol. Tradução de Vera Pereira. São Paulo: Editora Cosac Naify, 2012, 208 páginas. Juliana Araújo

RESENHA DANTO, Arthur. Andy Warhol. Tradução de Vera Pereira. São Paulo: Editora Cosac Naify, 2012, 208 páginas. Juliana Araújo RESENHA DANTO, Arthur. Andy Warhol. Tradução de Vera Pereira. São Paulo: Editora Cosac Naify, 2012, 208 páginas. Juliana Araújo Para reconhecer a emblemática figura de Andy Warhol não é necessário deter

Leia mais

Resumo expandido CONPEEX 2011. A Construção da Narrativa Fílmica Através do Discurso Fotográfico na Obra de Chris Marker.

Resumo expandido CONPEEX 2011. A Construção da Narrativa Fílmica Através do Discurso Fotográfico na Obra de Chris Marker. Resumo expandido CONPEEX 2011 TÍTULO A Construção da Narrativa Fílmica Através do Discurso Fotográfico na Obra de Chris Marker. NOMES DOS AUTORES, UNIDADE ACADÊMICA E ENDEREÇO ELETRÔNICO Luciana Miranda

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

Maria Beatriz, 12ºA, nº23

Maria Beatriz, 12ºA, nº23 Estes dois irmãos sofrem, obviamente, com os acontecimentos do passado, uma nãoinfância : duas crianças que tiveram de crescer sozinhos, cuidar um do outro e, juntos do irmão mais novo, lidar com uma mãe

Leia mais

REPRESENTAÇÃO FEMININA NO AUDIOVISUAL BRASILEIRO: UMA ANÁLISE DO FILME LOUCAS PRA CASAR

REPRESENTAÇÃO FEMININA NO AUDIOVISUAL BRASILEIRO: UMA ANÁLISE DO FILME LOUCAS PRA CASAR REPRESENTAÇÃO FEMININA NO AUDIOVISUAL BRASILEIRO: UMA ANÁLISE DO FILME LOUCAS PRA CASAR Ana Karolyne Florencio Amorim (1); Anderson Klisnmann Costa Dantas (1) Francicléia Lopes Silva (2); Kamilla de Fátima

Leia mais

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual.

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual. Apresentação Este projeto é simples e pretende levar para o público algo de elevado conteúdo artístico. O orçamento da pré-produção e da produção é pequeno, já que a peça será encenada por dois atores

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN GRÁFICO

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN GRÁFICO 1 CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN GRÁFICO EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) Consuni nº. 63/14, 2011 de 10 de dezembro de 2014. 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 3 01 INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO TECNOLÓGICO...

Leia mais

NÖOS RESFEST é o festival da cultura pop de vanguarda em suas várias formas: cinema digital, música, design gráfico, arte e moda.

NÖOS RESFEST é o festival da cultura pop de vanguarda em suas várias formas: cinema digital, música, design gráfico, arte e moda. 2 NÖOS RESFEST é o festival da cultura pop de vanguarda em suas várias formas: cinema digital, música, design gráfico, arte e moda. Na sua 5ª edição no Brasil o NÖOS RESFEST tem duração de 3 dias e será

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE HISTÓRIA NAS ESCOLAS E SUAS IMPLICAÇÕES NA VIDA SOCIAL

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE HISTÓRIA NAS ESCOLAS E SUAS IMPLICAÇÕES NA VIDA SOCIAL A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE HISTÓRIA NAS ESCOLAS E SUAS IMPLICAÇÕES NA VIDA SOCIAL Alex Silva Costa 1 Resumo O artigo procura analisar o desenvolvimento do ensino da disciplina de História na educação brasileira,

Leia mais

Universidade Federal da Bahia

Universidade Federal da Bahia + Universidade Federal da Bahia Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos UFBA NOVA BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES 2010 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO EM XXXXXXXX + IDENTIFICAÇÃO DA PROPOSTA

Leia mais

ALVES, Giovanni. MACEDO, Felipe. Cineclube, Cinema e Educação etrópolis: Vozes,

ALVES, Giovanni. MACEDO, Felipe. Cineclube, Cinema e Educação etrópolis: Vozes, ALVES, Giovanni. MACEDO, Felipe. Cineclube, Cinema e Educação etrópolis: Vozes, 2009. Editora Práxis, 2010. Autêntica 2003. 11 Selma Tavares Rebello 1 O livro Cineclube, Cinema e Educação se apresenta

Leia mais

A CENA SE FEZ OVO E HABITOU ENTRE NÓS

A CENA SE FEZ OVO E HABITOU ENTRE NÓS A CENA SE FEZ OVO E HABITOU ENTRE NÓS Ismael Scheffler Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR Processo de criação, dramaturgia, pesquisa sonora e corporal. Introdução Em março de 2006, estreou

Leia mais

AS CRIANÇAS E SUAS NARRATIVAS AUDIOVISUAIS: UMA PESQUISA EM PROCESSO Renata Gazé UNIRIO

AS CRIANÇAS E SUAS NARRATIVAS AUDIOVISUAIS: UMA PESQUISA EM PROCESSO Renata Gazé UNIRIO AS CRIANÇAS E SUAS NARRATIVAS AUDIOVISUAIS: UMA PESQUISA EM PROCESSO Renata Gazé UNIRIO Resumo Hoje muitas crianças convivem com narrativas audiovisuais na tv, no cinema e na Internet. Como se relacionam

Leia mais

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE Literatura Infantil aspectos a serem desenvolvidos A natureza da Literatura Infanto-Juvenil está na Literatura e esta é uma manifestação artística. Assim,

Leia mais

A ARTE DE PRODUZIR ARTE Professora: Márcia Roseli Ceretta Flôres professora de artes marciacerettaflores@yahoo.com.br ESCOLA MUNICIPAL FUNDAMENTAL

A ARTE DE PRODUZIR ARTE Professora: Márcia Roseli Ceretta Flôres professora de artes marciacerettaflores@yahoo.com.br ESCOLA MUNICIPAL FUNDAMENTAL A ARTE DE PRODUZIR ARTE Professora: Márcia Roseli Ceretta Flôres professora de artes marciacerettaflores@yahoo.com.br ESCOLA MUNICIPAL FUNDAMENTAL JOÃO GOULART INTRODUÇÃO A arte apresenta uma forma de

Leia mais

QUESTÃO 04 QUESTÃO 05

QUESTÃO 04 QUESTÃO 05 QUESTÃO 01 Arte abstrata é uma arte: a) que tem a intenção de representar figuras geométricas. b) que não pretende representar figuras ou objetos como realmente são. c) sequencial, como, por exemplo, a

Leia mais

PROPOSTA PEDAGÓGICA. Elaborada por Ana Carolina Carvalho

PROPOSTA PEDAGÓGICA. Elaborada por Ana Carolina Carvalho PROPOSTA PEDAGÓGICA Elaborada por Ana Carolina Carvalho PROPOSTA PEDAGÓGICA Crianças do Brasil Suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos elaborada por ANA CAROLINA CARVALHO livro de JOSÉ SANTOS ilustrações

Leia mais

Pré-requisito: Conhecimentos básicos de língua inglesa.

Pré-requisito: Conhecimentos básicos de língua inglesa. Pare de assistir e comece a escrever, criar e produzir para a televisão! A arte de contar histórias é a força cultural dominante no mundo contemporâneo, e as séries televisivas são o meio mais atraente

Leia mais

Constelação 1 RESUMO. PALAVRAS-CHAVE: haicai; minimalismo; poesia; imaginação INTRODUÇÃO

Constelação 1 RESUMO. PALAVRAS-CHAVE: haicai; minimalismo; poesia; imaginação INTRODUÇÃO Constelação 1 Bruno Henrique de S. EVANGELISTA 2 Daniel HERRERA 3 Rafaela BERNARDAZZI 4 Williane Patrícia GOMES 5 Ubiratan NASCIMENTO 6 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN RESUMO Este

Leia mais

Palavras-chave: 1. Artes; 2. Audiovisual 3. Educação; 4. Rádio; 5. Vídeo

Palavras-chave: 1. Artes; 2. Audiovisual 3. Educação; 4. Rádio; 5. Vídeo Artes Audiovisuais: Estratégia cooperativa na modalidade Educação Jovem e Adulta - EJA STEFANELLI, Ricardo 1 Instituto Federal de Educação Tecnológica de São Paulo RESUMO O presente trabalho na disciplina

Leia mais

Articulando saberes e transformando a prática

Articulando saberes e transformando a prática Articulando saberes e transformando a prática Maria Elisabette Brisola Brito Prado Na sociedade do conhecimento e da tecnologia torna-se necessário repensar o papel da escola, mais especificamente as questões

Leia mais

Análise Cinematográfica do Curta Metragem Ilha das Flores¹ Jaderlano de Lima JARDIM² Shirley Monica Silva MARTINS³

Análise Cinematográfica do Curta Metragem Ilha das Flores¹ Jaderlano de Lima JARDIM² Shirley Monica Silva MARTINS³ Análise Cinematográfica do Curta Metragem Ilha das Flores¹ Jaderlano de Lima JARDIM² Shirley Monica Silva MARTINS³ RESUMO O premiado Ilha das Flores exibe o percurso de um tomate até chegar a um lixão

Leia mais

A Visão. Uma Introdução

A Visão. Uma Introdução 1 A Visão Uma Introdução Muitas pessoas sabem, já desde a infância ou juventude, o que querem ser na vida quando forem adultos, como, por exemplo, médico(a), enfermeiro (a), músico (a), advogado (a), ou

Leia mais

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio 1º ANO - ENSINO MÉDIO Objetivos Conteúdos Expectativas - Conhecer a área de abrangência profissional da arte e suas características; - Reconhecer e valorizar

Leia mais

COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 3

COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 3 COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 3 Índice 1. Semiótica...3 1.1. Conceito... 3 1.2. Objetivos da Semiótica... 4 1.3. Conceitos Básicos... 4 1.3.1. Signo... 4 1.3.2. Índices... 4 1.3.3. Símbolo... 4 1.4. Conceito...

Leia mais

Desenho animado: um brinquedo ou uma arma na formação da criança?

Desenho animado: um brinquedo ou uma arma na formação da criança? Desenho animado: um brinquedo ou uma arma na formação da criança? Karen Kohn 1 Resumo Esta resenha foi elaborada a partir da análise de alguns desenhos animados, veiculados pela televisão aberta, e posterior

Leia mais

O CINEMA COMO EXPERIÊNCIA CRÍTICA NA SALA DE AULA- PALMELO-GO

O CINEMA COMO EXPERIÊNCIA CRÍTICA NA SALA DE AULA- PALMELO-GO O CINEMA COMO EXPERIÊNCIA CRÍTICA NA SALA DE AULA- PALMELO-GO REZENDE,Liberalina Teodoro 1 Resumo Este trabalho se traduz na descrição e análise acerca de algumas experiências ocorridas no ano de dois

Leia mais

ESTRUTURA IDEOLÓGICA E POÉTICA NO TEATRO DE GRUPO: QUAL RAZÃO PARA QUE SE CONTINUE? 1 Vinicius Pereira (IC)

ESTRUTURA IDEOLÓGICA E POÉTICA NO TEATRO DE GRUPO: QUAL RAZÃO PARA QUE SE CONTINUE? 1 Vinicius Pereira (IC) 009 ESTRUTURA IDEOLÓGICA E POÉTICA NO TEATRO DE GRUPO: QUAL RAZÃO PARA QUE SE CONTINUE? 1 Vinicius Pereira (IC) André Carreira (Orientador) (UDESC - CNPq) RESUMO: Esta pesquisa busca compreender como a

Leia mais

Análise Semiótica de Anúncio de TV

Análise Semiótica de Anúncio de TV Análise Semiótica de Anúncio de TV DADOS TÉCNICOS: Título: Segredos; Anunciante: Etti ; Criação: Fábio Fernandes e Renata Flori; Agência: F/Nazca; Produto: Molho de Tomate Salsaretti; Ano de veiculação

Leia mais

CINEMA COMO PROPOSTA EDUCATIVA

CINEMA COMO PROPOSTA EDUCATIVA CINEMA COMO PROPOSTA EDUCATIVA Lucia Fernanda da Silva Prado (UFAL) RESUMO O Cinema é um meio de comunicação que tem poder criativo, de curiosidade e pesquisa científica, pois além de divertir e entreter

Leia mais

Salve o cinema II: um apelo e uma louvação em nome da arte cinematográfica

Salve o cinema II: um apelo e uma louvação em nome da arte cinematográfica Salve o cinema II: um apelo e uma louvação em nome da arte cinematográfica Cláudio Bezerra 1 Resenha MEDEIROS, Fábio Henrique Nunes e MORAES, Taiza Mara Rauen (Org.). Salve o Cinema II: leitura da linguagem

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO MCH0181 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA BAKHTINIANA

Leia mais

Plano de Trabalho Docente - 2014. Ensino Médio

Plano de Trabalho Docente - 2014. Ensino Médio Plano de Trabalho Docente - 2014 Ensino Médio Código: 0262 ETEC ANHANQUERA Município: Santana de Parnaíba Área de Conhecimento: Linguagens, códigos e suas tecnologias. Componente Curricular: Artes Série:

Leia mais

A Pobreza tem Cor no Brasil: Precisamos Reverter este Quadro 1

A Pobreza tem Cor no Brasil: Precisamos Reverter este Quadro 1 A Pobreza tem Cor no Brasil: Precisamos Reverter este Quadro 1 Andrey Scariott FILIPPI 2 Lucas Paiva de OLIVEIRA 3 Marcelo Barbosa CORRÊA 4 Virgínia FEIX 5 Centro Universitário Metodista do IPA, Porto

Leia mais

5 Considerações finais retomando o problema

5 Considerações finais retomando o problema 5 Considerações finais retomando o problema A análise dos dados, dividida nos eixos critérios de avaliação, interpretação e juízo moral, tentou responder as perguntas formuladas no início da pesquisa como

Leia mais

DIÁLOGOS Comparação Semiótica entre o Cinema e a Literatura Luciana Lima Alves da Silva Garrit

DIÁLOGOS Comparação Semiótica entre o Cinema e a Literatura Luciana Lima Alves da Silva Garrit COMPARAÇÃO SEMIÓTICA ENTRE O CINEMA E A LITERATURA Luciana Lima Alves da Silva Garrit 1 UERJ INTRODUÇÃO Este trabalho monográfico é uma análise comparativa entre dois tipos de linguagem: O livro Memórias

Leia mais

Evolução Filmes e Processo Multiartes Grafo Audiovisual, Par ou Ímpar e Off Beat apresentam

Evolução Filmes e Processo Multiartes Grafo Audiovisual, Par ou Ímpar e Off Beat apresentam Evolução Filmes e Processo Multiartes Grafo Audiovisual, Par ou Ímpar e Off Beat apresentam direção_adriano Esturilho e Fábio Allon Longa-metragem digital de ficção contemplado pelo Prêmio Estadual de

Leia mais

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 FORMAÇÃO

Leia mais

Mestres 1 RESUMO. 4. Palavras-chave: Comunicação; audiovisual; documentário. 1 INTRODUÇÃO

Mestres 1 RESUMO. 4. Palavras-chave: Comunicação; audiovisual; documentário. 1 INTRODUÇÃO Mestres 1 Tiago Fernandes 2 Marcelo de Miranda Noms 3 Mariane Freitas 4 Tatiane Moura 5 Felipe Valli 6 Bruno Moura 7 Roberto Salatino 8 Conrado Langer 9 Prof. Msc. Luciana Kraemer 10 Centro Universitário

Leia mais

Currículo Referência em Música Ensino Médio

Currículo Referência em Música Ensino Médio Currículo Referência em Música Ensino Médio 1º ANO - ENSINO MÉDIO Objetivos Conteúdos Expectativas - Conhecer a área de abrangência profissional da arte e suas características; - Reconhecer e valorizar

Leia mais

Inovação e o Telejornalismo Digital

Inovação e o Telejornalismo Digital Inovação e o Telejornalismo Digital Prof. Antonio Brasil Cátedra UFSC - RBS 2011 Telejornalismo Digital Novas práticas, desafios e oportunidades O que é Telejornalismo Digital Inovação tecnológica Interatividade

Leia mais

A POESIA E O CINEMA EM TARKOVSKI

A POESIA E O CINEMA EM TARKOVSKI A POESIA E O CINEMA EM TARKOVSKI Roberto Acioli 1 O meu mais fervoroso desejo sempre foi o de conseguir me expressar nos meus filmes, de dizer tudo com absoluta sinceridade, sem impor aos outros os meus

Leia mais

Crack: o drama de uma escolha 1. Isadora Nicastro Schwanke JULIÃO 2 Ana Paula MIRA 3 Universidade Positivo, PR

Crack: o drama de uma escolha 1. Isadora Nicastro Schwanke JULIÃO 2 Ana Paula MIRA 3 Universidade Positivo, PR Crack: o drama de uma escolha 1 Isadora Nicastro Schwanke JULIÃO 2 Ana Paula MIRA 3 Universidade Positivo, PR RESUMO Esse trabalho se propõe a explicar o processo de produção da reportagem Crack: o drama

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO DIRETORIA DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL PORTAL DIA A DIA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO DIRETORIA DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL PORTAL DIA A DIA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO DIRETORIA DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL PORTAL DIA A DIA EDUCAÇÃO Sequência de Aulas de Língua Portuguesa Produção de uma Fotonovela 1. Nível de

Leia mais

Testemunha 4. Sinopse. Apresentação. Rio de Janeiro, Brasil 2011 documentário 70 min HD cor

Testemunha 4. Sinopse. Apresentação. Rio de Janeiro, Brasil 2011 documentário 70 min HD cor Testemunha 4 Rio de Janeiro, Brasil 2011 documentário 70 min HD cor Sinopse Uma personagem, uma atriz e o passar das horas em um interrogatório do Holocausto. Apresentação O documentário acompanha a trajetória

Leia mais

TÍTULO / TÍTULO: TV EXPERIMENTAL DE COMUNICAÇÃO: PROJETO INTEGRADO DE EXTENSÃO E COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA

TÍTULO / TÍTULO: TV EXPERIMENTAL DE COMUNICAÇÃO: PROJETO INTEGRADO DE EXTENSÃO E COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA TÍTULO / TÍTULO: TV EXPERIMENTAL DE COMUNICAÇÃO: PROJETO INTEGRADO DE EXTENSÃO E COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA AUTOR / AUTOR: Ruy Alkmim Rocha Filho INSTITUIÇÃO / INSTITUCIÓN: Universidade Federal do Rio Grande

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. TÍTULO DO PROGRAMA As Letrinhas Mágicas. 2. EPISÓDIO TRABALHADO Uma viagem de balão. 3. SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO O Senhor Borracha fica sabendo de uma competição

Leia mais

A CRIANÇA E O TEATRO - DE QUE CRIANÇAS FALAMOS?

A CRIANÇA E O TEATRO - DE QUE CRIANÇAS FALAMOS? A CRIANÇA E O TEATRO - DE QUE CRIANÇAS FALAMOS? É uma contradição, ainda pouco comentada, o fato de a ação educativa e cultural visando a infância e adolescência não serem, como deveriam, prioridade nas

Leia mais

Pesquisa Qualitativa Campanha Brasil 2010. Regional

Pesquisa Qualitativa Campanha Brasil 2010. Regional Pesquisa Qualitativa Campanha Brasil 2010 Regional Julho de 2010 Pesquisa de Avaliação Campanha Brasil 2010 - Regional No período entre 28 de junho e 02 de julho de 2010 foram realizados os Grupos Focais

Leia mais

Tocando coisas: a impressão como registro de existência, ampliada em outras experiências. Por Carolina Rochefort

Tocando coisas: a impressão como registro de existência, ampliada em outras experiências. Por Carolina Rochefort APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS E PROVOCAÇÕES PERMANENTES Tocando coisas: a impressão como registro de existência, ampliada em outras experiências. Por Carolina Rochefort - Conceito da Obra/Apresentação. Em minha

Leia mais

CANAL SAÚDE REDE DE PARCEIROS OFICINAS DE MULTIPLICAÇÃO

CANAL SAÚDE REDE DE PARCEIROS OFICINAS DE MULTIPLICAÇÃO 1. Oficina de Produção CANAL SAÚDE REDE DE PARCEIROS OFICINAS DE MULTIPLICAÇÃO Duração: 03 dias Público ideal: grupos de até 15 pessoas Objetivo: Capacitar indivíduos ou grupos a produzirem pequenas peças

Leia mais

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL Josiane Lima Zanata (Seduc) josianezanata@hotmail.com Ivani Souza Mello (UFMT) ivanimello1@hotmail.com

Leia mais

Uma história para a arte hoje

Uma história para a arte hoje Uma história para a arte hoje Arte parece constituir o princípio de sua própria história ou pelo menos de uma história cujas relações com a outra não estão fixadas por um determinismo estrito. 1 Apresentamos

Leia mais

Centro Educacional Juscelino Kubitschek

Centro Educacional Juscelino Kubitschek Centro Educacional Juscelino Kubitschek ALUNO: N.º: DATA: / / ENSINO: Fundamental II 8ª série) DISCIPLINA: Artes PROFESSOR (A): Equipe de Artes TURMA: TURNO: Roteiro e Lista de estudo para recuperação

Leia mais

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Meu nome é Maria Bonita, sou mulher de Vírgulino Ferreira- vulgo Lampiãofaço parte do bando de cangaceiros liderados por meu companheiro.

Leia mais

O Pós-Moderno: A cultura pop e a subversão de gênero no cinema de Quentin Tarantino

O Pós-Moderno: A cultura pop e a subversão de gênero no cinema de Quentin Tarantino O Pós-Moderno: A cultura pop e a subversão de gênero no cinema de Quentin Tarantino Raquel de Paula RIBEIRO 1 Lisandro NOGUEIRA 2 Universidade Federal de Goiás Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia

Leia mais

TV Analógica e TV Digital: como conviver com os dois formatos?

TV Analógica e TV Digital: como conviver com os dois formatos? 1 TV Analógica e TV Digital: como conviver com os dois formatos? Willians Cerozzi Balan Setembro/2009 Autores, pesquisadores e profissionais da área de produção em televisão reconhecem que a imagem exerce

Leia mais

Anexo I Ementário das Modalidades conforme Categorias DA EXPOCOM

Anexo I Ementário das Modalidades conforme Categorias DA EXPOCOM Anexo I Ementário das Modalidades conforme Categorias DA EXPOCOM JORNALISMO JO 01 Agência Jr. de Jornalismo (conjunto/ série) Modalidade voltada a agências de jornalismo experimentais, criadas, desenvolvidas

Leia mais

CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS

CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS CTCH Centro de Teologia e Ciências Humanas CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS Cíntia dos Santos Gomes, 1 Rosália Maria Duarte. 2 Departamento de Educação PUC-RIO 2007 1 Aluno de Graduação

Leia mais

Considerações sobre sonho e lembrança em A dança da realidade

Considerações sobre sonho e lembrança em A dança da realidade Considerações sobre sonho e lembrança em A dança da realidade Ana Carolina Ribeiro 1 RESUMO Com base nos conceitos imagem-sonho e imagem-lembrança apresentados na teoria de Gilles Deleuze sobre o cinema,

Leia mais

A intrínseca relação entre a música e a mídia Gilberto André Borges

A intrínseca relação entre a música e a mídia Gilberto André Borges A intrínseca relação entre a música e a mídia Gilberto André Borges Refletir sobre a questão da mídia é tarefa fundamental a todos que direta ou indiretamente sofrem a sua influência em seu campo de trabalho.

Leia mais

Missão. Objetivo Geral

Missão. Objetivo Geral SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO Curso: CINEMA E AUDIOVISUAL Missão O Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estácio de Sá tem como missão formar um profissional humanista, com perfil técnico e artístico

Leia mais

ESTRUTURAS NARRATIVAS DO JOGO TEATRAL. Prof. Dr. Iremar Maciel de Brito Comunicação oral UNIRIO Palavras-chave: Criação -jogo - teatro

ESTRUTURAS NARRATIVAS DO JOGO TEATRAL. Prof. Dr. Iremar Maciel de Brito Comunicação oral UNIRIO Palavras-chave: Criação -jogo - teatro ESTRUTURAS NARRATIVAS DO JOGO TEATRAL 1 Prof. Dr. Iremar Maciel de Brito Comunicação oral UNIRIO Palavras-chave: Criação -jogo - teatro I - Introdução O teatro, como todas as artes, está em permanente

Leia mais

Considerações sobre Walter Benjamin e a Reprodutibilidade Técnica. mais possível. Com efeito, uma certeza acerca do conceito de arte é sua indefinição

Considerações sobre Walter Benjamin e a Reprodutibilidade Técnica. mais possível. Com efeito, uma certeza acerca do conceito de arte é sua indefinição Considerações sobre Walter Benjamin e a Reprodutibilidade Técnica Danilo L. Brito (UFRJ) A arte tem sido alvo de discussões de diferentes teóricos ao longo da história, desde os gregos, com sua concepção

Leia mais

imediato, a magia (o âmbito da comunhão) da participação onde se tem a distância.

imediato, a magia (o âmbito da comunhão) da participação onde se tem a distância. A CRIANÇA EM WALTER BENJAMIN E FLORESTAN FERNANDES FLORES, Zilá Gomes de Moraes - UNIJUÍ GT: Educação de Crianças de 0 a 6 anos/ n.07 Agência Financiadora: Não contou com financiamento. Na atualidade muitos

Leia mais

IMAGENS EM SALA DE AULA 1

IMAGENS EM SALA DE AULA 1 IMAGENS EM SALA DE AULA 1 Reinaldo Nishikawa 2 (UNOPAR) reinaldo1@unopar.br Continuidade de palavras não significa necessariamente continuidade de significados. (Carlo Ginzburg) Vivemos numa sociedade

Leia mais

JUSTIFICATIVA PEDAGÓGICA DA PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS DIGITAIS NA FORMATAÇÃO DA SÉRIE DE PROGRAMAS AÍ TEM QUÍMICA!

JUSTIFICATIVA PEDAGÓGICA DA PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS DIGITAIS NA FORMATAÇÃO DA SÉRIE DE PROGRAMAS AÍ TEM QUÍMICA! JUSTIFICATIVA PEDAGÓGICA DA PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS DIGITAIS NA FORMATAÇÃO DA SÉRIE DE PROGRAMAS AÍ TEM QUÍMICA! De acordo com o Edital da produção de conteúdos digitais, alguns aspectos devem ser considerados.

Leia mais

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA Kellen Millene Camargos RESENDE (Faculdade de Letras UFG; kellenmil@gmail.com); Zênia de FARIA (Faculdade de Letras UFG; zenia@letras.ufg.br).

Leia mais

Projeto gráfico The Ultimate Tarantino Collection 1

Projeto gráfico The Ultimate Tarantino Collection 1 Projeto gráfico The Ultimate Tarantino Collection 1 Renan ROSENDO 2 Joaquim SOBREIRA 3 Ramon SALES 4 Gustavo PINHEIRO 5 Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE RESUMO Aproveitando-se da grande inspiração

Leia mais

PROGRAMA REALIDADES- DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA TVU RECIFE. UM ESPAÇO PRIVILEGIADO DE CRÍTICAS, REFLEXÕES E GRANDES DEBATES SOBRE TEMAS SOCIAIS.

PROGRAMA REALIDADES- DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA TVU RECIFE. UM ESPAÇO PRIVILEGIADO DE CRÍTICAS, REFLEXÕES E GRANDES DEBATES SOBRE TEMAS SOCIAIS. PROGRAMA REALIDADES- DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA TVU RECIFE. UM ESPAÇO PRIVILEGIADO DE CRÍTICAS, REFLEXÕES E GRANDES DEBATES SOBRE TEMAS SOCIAIS. Jadiewerton Tavares da Silva (Autor); Marcelo Luiz Pelizzoli

Leia mais

CURRÍCULO E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES. Palavras-Chave: Currículo, Escolas democráticas, Multiculturalismo, Formação de professores.

CURRÍCULO E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES. Palavras-Chave: Currículo, Escolas democráticas, Multiculturalismo, Formação de professores. CURRÍCULO E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES Sérgio Donizeti Mariotini (Faculdades Integradas FAFIBE) Resumo: O presente artigo levanta reflexões sobre a formação do currículo no Brasil a partir da influência

Leia mais

JORNALISMO CULTURAL ONLINE: EXPERIÊNCIAS DE COBERTURA JORNALÍSTICA DO SITE CULTURA PLURAL

JORNALISMO CULTURAL ONLINE: EXPERIÊNCIAS DE COBERTURA JORNALÍSTICA DO SITE CULTURA PLURAL 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( x ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA JORNALISMO

Leia mais

artigos . Luís Edegar de Oliveira Costa Professor da Faculdade de Artes Visuais da UFG

artigos . Luís Edegar de Oliveira Costa Professor da Faculdade de Artes Visuais da UFG artigos PAULO FOGAÇA nas Artes Plásticas em Goiás: Indícios de Contextualização. Luís Edegar de Oliveira Costa Professor da Faculdade de Artes Visuais da UFG A aparição da arte moderna em Goiás, sua formulação

Leia mais

é um a pro d u ç ã o cu lt u r a l i n d e p e n d e n t e.

é um a pro d u ç ã o cu lt u r a l i n d e p e n d e n t e. é um a pro d u ç ã o cu lt u r a l i n d e p e n d e n t e. Uma sessão semanal de cinema, gratuita onde serão exibidos 96 filmes em 48 semanas (sessão dupla, projetada em DVD), todas as quartas feiras.

Leia mais

Jornalismo cultural na internet e a proposta do site Movamente 1

Jornalismo cultural na internet e a proposta do site Movamente 1 Jornalismo cultural na internet e a proposta do site Movamente 1 Letícia BARROSO 2 Thaís PEIXOTO 3 Centro Universitário Fluminense Campus II- Campos/RJ RESUMO: A falta de espaço nos veículos convencionais

Leia mais

ampliação dos significados. conhecedor fruidor decodificador da obra de arte

ampliação dos significados. conhecedor fruidor decodificador da obra de arte Comunicação O ENSINO DAS ARTES VISUAIS NO CONTEXTO INTERDISCIPLINAR DA ESCOLA ALMEIDA, Maria Angélica Durães Mendes de VASONE, Tania Abrahão SARMENTO, Colégio Hugo Palavras-chave: Artes visuais Interdisciplinaridade

Leia mais

A diagramação é o ato de distribuir os elementos gráficos pontos, linhas, formas, textos, cores, em uma representação gráfica ou digital.

A diagramação é o ato de distribuir os elementos gráficos pontos, linhas, formas, textos, cores, em uma representação gráfica ou digital. Elementos de Diagramação Comunicação Visual A diagramação é o ato de distribuir os elementos gráficos pontos, linhas, formas, textos, cores, em uma representação gráfica ou digital. É construir, estruturar

Leia mais