UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CARINA PIROLLI CELSO FELIPE BORA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CARINA PIROLLI CELSO FELIPE BORA"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CARINA PIROLLI CELSO FELIPE BORA RECUPERAÇÃO DE LEITURAS E MAPEAMENTO GEOESTATÍSTICO DO NÍVEL DE ÁGUA SUBTERRÂNEO DE UMA BARRAGEM DE TERRA NO ESTADO DO PARANÁ CURITIBA 2009

2 CARINA PIROLLI CELSO FELIPE BORA RECUPERAÇÃO, PREVISÃO E MAPEAMENTO GEOESTATÍSTICO DE LEITURAS DO NÍVEL DE ÁGUA SUBTERRÂNEO DE UMA BARRAGEM DE TERRA NO ESTADO DO PARANÁ Trabalho de conclusão de curso apresentado à disciplina Trabalho Final de Curso como requisito parcial à conclusão do Curso de Engenharia Civil, Setor de Tecnologia, Exatas, Universidade Federal do Paraná. Orientadora: Prof. a Dr. a Eng. Andrea Sell Dyminski. Co-orientadora: Dr. a Eng. Roberta Bomfim Boszczowski CURITIBA 2009

3 Este trabalho é dedicado a todos aqueles que possuem ideais. Alessander C. M. Kormann

4 iv AGRADECIMENTOS A Deus, pelas suas realizações em nossas vidas. A nossa família pelo apoio e amor incondicional. A nossa orientadora, Andrea Sell Dyminski, pela orientação, pelo incentivo constante, pela dedicação, pelos conhecimentos transmitidos, pela confiança depositada em nosso trabalho, os quais foram fundamentais para o alcance dos objetivos do trabalho. A nossa co-orientadora e companheira de trabalho, Roberta Bomfim Boszczowski, sempre com disposição em ajudar e sanar dúvidas no decorrer do trabalho. Aos nossos colegas de Laboratório do LAME, Alex, Ida, Pablo, Rafael, Thierry, Thais e Valdevan que mesmo tendo seus objetivos individuais, mostraramse dispostos a ajudar nesse trabalho. As quatro pessoas que contribuíram fortemente, Maiko Buzzi, Neile Andraos, Paulo Justiniano e Ricardo Del Moro. Ao Departamento de Engenharia da Copel, pelo apoio e por permitir total acesso aos dados instrumentais da barragem apresentados neste trabalho. Aos funcionários do LAME e do CESEC. Aos colegas de curso de Engenharia Civil, os quais nos apoiaram no desenvolvimento deste trabalho.

5 v RESUMO O monitoramento de barragens obtido através da correta análise dos dados de instrumentação é ferramenta essencial para a avaliação das suas condições de segurança, podendo as mesmas variar ao longo de vida útil. Para tanto é necessário que esse monitoramento seja contínuo desde o término da construção até o descomissionamento da barragem. Neste trabalho propõe-se uma metodologia baseada na união de resultados de correlação estatística entre instrumentos, envolvendo recuperação de dados perdidos através de análise de séries temporais, e utilizando-se também a geoestatística como ferramenta para o mapeamento dos níveis de água registrados pela instrumentação. A correlação estatística entre os instrumentos foi obtida através do software MatLab e para análise geoestatística utilizou-se o software R. O mapeamento do nível de água do corpo e ombreiras da Barragem Gov. Parigot de Souza foi realizado para três condições específicas - maior e menor nível do reservatório e nível normal. Para comprovar a eficiência dos métodos empregados, que envolve a combinação de correlações e geoestatística, os métodos foram testados usando-se dados de instrumentação que não haviam sido aplicados na calibração dos modelos, para que se estimassem valores desconhecidos. Os resultados mostraram-se bastante próximos dos reais, atestando que os métodos usados consistem em boas ferramentas de auxílio à recuperação e à previsão de leituras de instrumentação de uma barragem. Palavras-chaves: segurança de barragens, geoestatística, séries temporais, barragem de terra, instrumentação geotécnica.

6 vi Saber onde encontrar a informação e saber usá-la, este é o segredo do sucesso. (Albert Einstein) A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará a seu tamanho original. (Albert Einstein)

7 vii SUMÁRIO AGRADECIMENTOS... IV RESUMO... V SUMÁRIO... VII LISTA DE FIGURAS... IX 1. INTRODUÇÃO ESCOPO GERAL OBJETIVOS JUSTIFICATIVAS ESTRUTURA DO TRABALHO REVISÃO BIBLIOGRÁFICA BARRAGENS Definição de Barragens Finalidades principais Tipos Principais Barragens homogêneas de terra Barragens zoneadas de terra-enrocamento Barragem de enrocamento com face de concreto Barragens de concreto SEGURANÇA DE BARRAGENS INSTRUMENTAÇÃO GEOTÉCNCA Piezômetros Medidores de nível d água Freqüência de leituras dos instrumentos ANÁLISE DE CORRELAÇÃO COM TESTES DE SIGNIFICÂNCIA Conceito Básico de Correlação Linear Coeficiente de Correlação de Pearson Coeficiente de Correlação Amostral Teste de hipótese nula Teste de hipótese não nula REGRESSÃO LINEAR MÚLTIPLA GEOESTATÍSTICA Aspectos Gerais Variogramas Parâmetros do semivariograma Modelos Teóricos de Ajustes Esquema Esférico (de Matheron) Esquema Exponencial (de Formery) Esquema de Gauss (parabólico) Krigagem MATERIAIS E MÉTODOS MATERIAIS Barragem Governador Parigot de Souza... 33

8 viii Informações Técnicas Dados gerais do aproveitamento Medidores de Nível d água Software MATLAB Software Statgraphics Software R MÉTODOS Cálculo de Correlações Correlação direta entre dois instrumentos Recuperação dos dados Mapeamento Geoestatítico Modelo Modelo Modelo Modelo Modelo Modelo Modelo RESULTADOS ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS Introdução Análise de Correlação Grupo Análise de Correlação Grupo MAPEAMENTO GEOESTATÍSTICO Introdução Mapas por geoestatística Menor nível do reservatório Nível normal do reservatório Maior nível do reservatório Discussão dos resultados da geoestatística REFERÊNCIAS...74 APÊNDICES...78

9 ix LISTA DE FIGURAS FIGURA 1A - COCAL PIAUÍ FIGURA 1B BARRAGEM DE ALGODÕES FIGURA 1C - DESABRIGADOS FIGURA 1D - DESTRUIÇÃO FIGURA 2 BARRAGEM DE TERRA HOMOGÊNEA FIGURA 3 BARRAGEM ZONEADA DE TERRA-ENROCAMENTO FIGURA 4 BARRAGEM DE ENROCAMENTO COM FACE DE CONCRETO FIGURA 5 BARRAGEM DE CONCRETO FIGURA 6 ESQUEMA PIEZÔMETRO TIPO CASAGRANDE FIGURA 7 ESQUEMA MEDIDOR DE NÍVEL D ÁGUA FIGURA 8 ESPALHAMENTO DE PONTOS E CORRELAÇÃO LINEAR FIGURA 9 CORRELAÇÃO POSITIVA FIGURA 10 CORRELAÇÃO NEGATIVA FIGURA 11 SEM CORRELAÇÃO FIGURA 12 SEMIVARIOGRAMA FIGURA 13 MODELO ESFÉRICO FIGURA 14 MODELO EXPONENCIAL FIGURA 15 MODELO DE GAUSS FIGURA 16 BARRAGEM GPS FIGURA 17 LOCALIZAÇÃO DA BARRAGEM GPS FIGURA 18 LOCALIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS FIGURA 19 DIVISÃO DAS SUB-ÁREAS DE KRIGAGEM FIGURA 20 VARIÁVEL INDEPENDENTE NA FIGURA 21 VARIÁVEL INDEPENDENTE NA FIGURA 22-VARIÁVEL INDEPENDENTE NA FIGURA 23 VARIÁVEL INDEPENDENTE NA FIGURA 24 NA2 RECUPERADOS/ NA2 REAIS FIGURA 25 MEDIDORES NA3, NA4, NA5, NA FIGURA 26 PREDIÇÃO VRS OBSERVADO FIGURA 27 SÉRIE TEMPORAL NA FIGURA 28 SÉRIE TEMPORAL NA2 RECUPERADO FIGURA 29 RECUPERADOS NA2 / REAIS NA FIGURA 30 VARIÁVEL INDEPENDENTE NA FIGURA 31 VARIÁVEL INDEPENDENTE NA FIGURA 32 VARIÁVEL INDEPENDENTE NA FIGURA 33 MEDIDORES NA26, NA28, NA FIGURA 34 - NA27 RECUPERADOS/ NA27 REAIS FIGURA 35 SÉRIE TEMPORAL NA FIGURA 36 SÉRIE TEMPORAL NA27 RECUPERADO FIGURA 37- RECUPERADOS NA27 / REAIS NA FIGURA 38 MAPA - MENOR NÍVEL DO RESERVATÓRIO COTA 831, FIGURA 39 MAPA - MENOR NÍVEL DO RESERVATÓRIO SEM AS ISOLINHAS COTA 831, FIGURA 40 MAPA - NÍVEL NORMAL DO RESERVATÓRIO COTA 840, FIGURA 41 MAPA - NÍVEL NORMAL DO RESERVATÓRIO SEM ISOLINHAS COTA 840, FIGURA 42 MAPA - MAIOR NÍVEL DO RESERVATÓRIO COTA 845,

10 FIGURA 43 - MAPA - MAIOR NÍVEL DO RESERVATÓRIO SEM ISOLINHAS COTA 845, FIGURA 44 REPRESENTAÇÃO DAS TRÊS SEÇÕES EM PLANTA FIGURA 45 SEÇÃO TRANSVERSAL A-A FIGURA 46 SEÇÃO TRANSVERSAL B-B FIGURA 47 SEÇÃO TRANSVERSAL C-C x

11 1 1. INTRODUÇÃO 1.1 ESCOPO GERAL Identificar riscos inerentes em barragens é aspecto fundamental na garantia do correto funcionamento do empreendimento, desde a fase de construção e funcionamento até o seu descomissionamento. Assim, a avaliação de segurança fornece um diagnóstico do comportamento dos elementos da obra, devendo-se envolver aspectos de natureza geotécnica, estrutural, hidráulica, operacional e ambiental. (SARÉ et al., 2006). Para avaliar as condições de segurança de uma barragem, a principal ferramenta é o seu monitoramento, o qual assume diferentes características e finalidades dependendo da obra a qual se deseja analisar. Ao longo de sua vida útil a barragem pode ter algumas características alteradas, sejam elas resultantes do processo de envelhecimento ou de condições ambientais. Através desse acompanhamento é possível, caso sejam notadas alterações nas condições de segurança da barragem, definir um conjunto de ações a serem realizadas a fim de se mitigar os riscos envolvidos. (SARÉ et al., 2006). Apesar de a instrumentação não se constituir como solução para todos os problemas, quando projetada, instalada e interpretada corretamente ela aparece como ferramenta essencial na avaliação das condições de segurança de um empreendimento em todas as suas fases. Aliado a isso, a instrumentação pode ser utilizada para a verificação das hipóteses adotadas em projeto, com o objetivo de trazer economia às obras, dentro das necessárias condições de segurança (CRUZ, 2005). No ano de 1979, durante o XIII Congresso do ICOLD (Internacional Commission on Large Dams), em Nova Delhi, decidiu-se dar maior atenção à segurança de barragens, já que se notava ocorrência de diversos incidentes com graves conseqüências, além do aumento das dimensões das barragens que vinham sendo construídas, do envelhecimento das existentes e do crescimento das novas

12 2 estruturas em construção em países com pouca ou nenhuma experiência na área. Esse conjunto de acontecimentos trazia à tona a necessidade de normas e diretrizes que regulamentassem as barragens existentes e as futuras. Em 1996 e 1997, o Comitê Brasileiro de Grandes Barragens - CBGB, através da Comissão de Deterioração e Reabilitação de Barragens, elaborou minuta de portaria nº 739, do Ministério de Minas e Energia, propondo a criação do Conselho Nacional de Segurança de Barragens. Após isso, o Ministério criou um grupo de trabalho objetivando elaborar um documento para normalização dos procedimentos preventivos e de manutenção com relação à segurança das diversas barragens existentes. Até 2009, encontrou-se em trâmite no Congresso Nacional o Projeto de Lei PL 1181/03 BRASIL (2003), de autoria do deputado Leonardo Monteiro, que define diretrizes de segurança para construção de barragens de água e de aterros para contenção de resíduos líquidos industriais. E no dia 23/06/2009, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou a proposta que obriga o Poder Executivo a instituir uma Política Nacional de Segurança de Barragens, substituindo o texto do PL 1181/03. O objetivo deste texto foi dotar o Poder Público de um instrumento permanente de fiscalização das mais de 300 mil barragens existentes no País. (VILLWOCK, 2009). 1.2 OBJETIVOS Este trabalho tem por objetivo, através da análise de séries temporais de trinta e dois medidores de nível de água da barragem da Usina Gov. Parigot de Sousa, determinar a correlação existente entre os instrumentos e as possíveis justificativas de ocorrência dessa correlação linear, podendo assim se fazer a estimativa de leituras faltantes, a identificação de leituras errôneas ou mau funcionamento de instrumentos, além de detecção de anomalias na barragem. Como objetivo secundário pode ser citado a idéia de avaliar a aplicabilidade do método desenvolvido por BUZZI (2007), na realização de rotinas computacionais capazes de localizar e agrupar dados automaticamente de forma rápida e segura, sejam eles de mesma natureza ou não.

13 3 Com as séries completas, é possível se atingir ainda um objetivo adicional, que consiste na realização do mapeamento geoestatístico do nível de água subterrâneo da barragem e suas ombreiras, com o qual se pretende avaliar as variações de nível de água em diversas situações, como maior e menor nível do reservatório e níveis normais. 1.3 JUSTIFICATIVAS As discussões acerca de construções de barramentos tomaram dimensão mundial. Levando-se em conta a quantidade de massa de água que armazenam, as barragens podem ser consideradas como sendo fontes de perigo potencial, pois expõem vidas e propriedades que se localizam a jusante a uma constante situação de risco. Atrelado a isso, não se sabe ao certo a quantidade de barragens existentes no Brasil, se forem consideradas todos os tamanhos e tipos. A decisão de construir uma barragem, como qualquer outra obra de Engenharia Civil está associada à decisão de correr riscos e à gestão dos recursos hídricos disponíveis (FRANCO, 2008). Historicamente, o Brasil possui grande experiência com barragens e, felizmente, não tem sido registrados muitos acidentes graves. Entretanto, eles ocorrem e causam danos emocionais, econômicos e financeiros à população, além de prejudicar os demais seres vivos. Para evitar os riscos maiores, há a necessidade de se estar sempre atento quanto às condições de segurança estrutural e operacional das barragens, identificando os problemas e recomendando reparos, restrições operacionais e/ou modificações quanto às análises e estudos para determinação de soluções adequadas (MI, 2002). Em contrapartida à experiência e aos poucos registro de acidentes graves, no início deste ano ficou registrado um fato histórico à segurança de barragens no país: o rompimento da barragem de Algodões I, localizada no município de Cocal no Piauí (FIGURA 1A), o qual vitimou 11 pessoas (UOL NOTÍCIAS). Fotografias mostrando algumas das consequências deste grave acidente (FIGURAS 1B a 1D) dão uma idéia do sofrimento causado por este evento. A necessidade de evitar

14 4 esses acidentes para garantir a qualidade desse tipo de empreendimento acaba motivando a realização de trabalhos como este. FONTE: UOL NOTÍCIAS. FIGURA 1A - COCAL PIAUÍ. FONTE: UOL NOTÍCIAS. FIGURA 1C DESABRIGADOS. FONTE: UOL NOTÍCIAS. FIGURA 1B BARRAGEM DE ALGODÕES 1. FONTE: UOL NOTÍCIAS. FIGURA 1D DESTRUIÇÃO. Felizmente é mais comum o rompimento de pequenos barramentos, como foi o caso do rompimento de uma barreira na região metropolitana de Campinas, ocorrido em setembro deste ano, deixando cerca de 40% da população sem água. (UOL NOTÍCIAS). Pode-se citar ainda o transbordamento da Represa da SABESB em Carapicuíba que alagou 50 casas em outubro de (GAZETA DO POVO ONLINE).

15 5 1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO Este trabalho está apresentado em 5 capítulos. O presente capítulo traz uma breve introdução do trabalho, bem como seus objetivos e justificativa. A revisão bibliográfica, na qual são abordados aspectos como conceito de barragens, instrumentação, segurança e descrição dos métodos estatísticos, encontra-se no capítulo 2. O capítulo 3 descreve os materiais e métodos utilizados na obtenção dos resultados, apresentando em detalhes todos os passos seguidos até a convergência dos melhores resultados. O capítulo 4 apresenta os resultados obtidos na previsão das leituras faltantes através do método utilizado, bem como a apresentação dos mapeamentos geoestatísticos gerados. As conclusões bem como sugestões de estudos futuros estão descritos no capítulo 5.

16 6 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 BARRAGENS Sendo a água um elemento fundamental para o desenvolvimento da humanidade, e a demanda por ela vem apenas aumentando, deve-se armazená-la para garanti-la em períodos e seca. Também se pode utilizá-la para geração de energia elétrica, outro bem essencial para a sociedade. Há milhares de anos que se constroem barragens. Os primeiros registros que se têm conhecimento datam da época dos faraós no Egito, que ao longo do Rio Nilo se utilizavam de pequenos barramentos como alternativa para restringir os efeitos da seca. Ao longo do século XX, grande parte do mundo recorreu a tais obras para atender à crescente demanda pela água. Aliado ao conceito de que a construção de barragens conduzia ao desenvolvimento e progresso econômico, entre as décadas de 1930 e 1970 no Brasil, registrou-se um significativo aumento destas construções (BASTOS, 2007). O Brasil detém aproximadamente 1% das grandes barragens do cenário mundial. No entanto, o país detém uma das maiores disponibilidades hídricas do planeta, representando grandes possibilidades de crescimento com a construção de novas barragens. A construção de barragens no Brasil chegou ao seu apogeu entre os anos de 1950 e 1970, sobretudo no que diz respeito às obras de usinas hidrelétricas. A primeira barragem construída e que se tem registro, no Brasil, foi à barragem de Ribeirão do Inferno, no ano de 1883 no Estado de Minas Gerais, utilizada para o aproveitamento hidroelétrico (MI, 1982).

17 Definição de Barragens Diversas são as definições encontradas para o termo Barragem. Segundo Ministério da Integração Social (2002), a definição de barragem é uma estrutura construída transversalmente a um rio ou talvegue com a finalidade de se obter a elevação do seu nível d água e/ou de criar um reservatório de acumulação de água ou de outro fluido Finalidades principais Segundo o BUREAU OF RECLAMATION (1987), as barragens podem ser classificadas de acordo com o seu uso, seu projeto hidráulico ou de acordo com os materiais pelos quais elas são construídas. Sua classificação, de acordo com as finalidades de armazenamento, de desvio ou de retenção, pode ser descrita como sendo: Barragens de armazenamento: captam água durante períodos de cheia, objetivando seu uso no período de estiagem ou seca, podendo servir também para geração de energia elétrica e irrigação. Barragens de desvio: são construídas para proverem de água os diques, canais ou outros sistemas de abastecimento. São mais usuais nos sistemas de irrigação e para abastecimento da rede municipal e industrial. Barragens de retenção: são construídas para o controle de enchentes, sendo constituídas de dois tipos principais: aquelas em que a água é represada temporariamente e liberada através de uma estrutura de escoamento, em uma vazão que não exceda à capacidade do canal a jusante, e aquelas em que a água é retida, tanto quanto possível, para se infiltrar no subsolo.

18 Tipos Principais Segundo FRANCO (2008), o corpo da barragem é o responsável pela contenção do volume de água represada. No projeto da obra, portanto, deve ser considerado que a construção deste corpo pode ser feita com uso de diferentes tipos de materiais. Dependendo dos materiais utilizados em sua construção, pode-se classificar o barramento. Dentre os principais tipos, destacam-se as barragens de: concreto, terra, enrocamento e mistas. Conforme CIRILO (2003), cada um destes tipos pode, por sua vez, ser subdividido em diversos outros distintos, com características próprias. As mais utilizadas na construção civil brasileira são as barragens homogêneas de terra, as zoneadas de terra-enrocamento, as de enrocamento com face de concreto e as barragens de concreto. Apresentam-se nos itens seguintes as características dessas barragens Barragens homogêneas de terra As barragens de terra têm boa aceitação técnica se houver disponibilidade de solos em abundância e com propriedades geotécnicas adequadas que facilitam a adaptação perfeita aos terrenos de fundação. Hoje são as mais comuns e as mais utilizadas, dadas as facilidades para obtenção do material de sua construção. Caracterizam-se por permitir a utilização de equipamentos mais simples e disponíveis na região. Em relação ao custo são bem mais competitivas do que os outros tipos (CIRILO, 2003) apenas possuem limitações em médias e grandes obras, pois necessitam de maior tempo de construção e consequentemente apresentam maior custo. A representação esquemática de uma barragem de terra encontra-se abaixo na FIGURA 2.

19 9 FIGURA 2 BARRAGEM DE TERRA HOMOGÊNEA Barragens zoneadas de terra-enrocamento As barragens zoneadas de terra-enrocamento, como demonstrado na FIGURA 3 foram destaques e predominaram até a década de 1980, pela sua versatilidade, segurança e economia (SILVEIRA, 2005). Utilizam mais de um tipo de aterro na sua seção transversal, permitindo a utilização de diferentes aterros disponíveis no canteiro de obra e com características geotécnicas diversas. FIGURA 3 BARRAGEM ZONEADA DE TERRA-ENROCAMENTO.

20 Barragem de enrocamento com face de concreto Estas utilizam pedras de todos os tamanhos para prover estabilidade à sua estrutura, e uma camada de concreto armado à montante com a função de impermeabilização e a formação do reservatório. Elas são adequadas para lugares onde o suprimento de pedra é amplo e cujos solos não possuem propriedades geotécnicas adequadas para uma barragem de terra. Outro fato relevante é que o tempo de construção da barragem é menor se comprado a barragens de terra. Um esquema de barragem de enrocamento com face de concreto encontra-se na FIGURA 4. FIGURA 4 BARRAGEM DE ENROCAMENTO COM FACE DE CONCRETO Barragens de concreto As barragens de concreto são estruturas rígidas, construídas totalmente em concreto. Podem ser subdivididas de acordo com seu projeto estrutural: gravidade, arco e contraforte, podendo utilizar várias tecnologias para a construção. A representação de uma barragem de concreto, à gravidade, está disposta na FIGURA 5, a seguir.

21 11 FIGURA 5 BARRAGEM DE CONCRETO. 2.2 SEGURANÇA DE BARRAGENS A principal finalidade das barragens é trazer grandes benefícios à sociedade, pois possibilitam o acumulo de água, garantido que não falte em épocas de estiagem, além de possibilitar a geração de energia. Espera-se que a construção, operação e desativação das mesmas aconteçam de forma segura. A ruptura de uma barragem pode causar grande destruição, com perda de vidas humanas, danos ambientais e enormes prejuízos materiais. Desta forma, o projeto seguro, a construção adequada e a correta operação de barragens é uma preocupação de âmbito mundial (AIEVC, 2005). Segundo GUTIÉRREZ (2003), o histórico de rupturas de barragens revelou que um longo período de operação normal das obras não é garantia de condições futuras de segurança, uma vez que tem havido casos de ruptura brusca após 10 ou 20 anos de operação normal. Este fato mostra a importância do monitoramento das barragens ao longo da sua vida útil. Segundo CARDIA (2004), os principais tipos de acidentes que ocorrem em barragens são devido ao galgamento, à erosão interna e aos sismos. O galgamento (overtopping) é a situação onde o nível de água do reservatório sobe muito por algum motivo, normalmente por vazão afluente elevada, e provoca a passagem da água por cima do topo da estrutura da barragem, de montante para jusante. A erosão interna (internal erosion) é a formação de vazios no interior de solo ou rocha mole, causada por efeito mecânico ou químico, de remoção de material por

22 12 percolação. Também é conhecida como piping, que é o desenvolvimento progressivo da erosão tubular interna por percolação, surgindo à jusante na forma de cavidade, descarregando água turva por carreamento de partículas. Os sismos provocam vibrações intensas e podem interferir estruturalmente na barragem, caso não sejam considerados em projetos. Como a evolução da ciência e o surgimento de novas tecnologias, os projetos de barragens ficaram cada vez mais ousados e maiores. Desta forma, em 1928, foi criado o ICOLD International Comission on Large Dams, uma instituição não governamental que visa promover um fórum permanente de discussão e troca de conhecimento e experiências entre profissionais do mundo todo a respeito de engenharia de barragens. Atualmente, o ICOLD tem Comitês Nacionais em 83 países, incluindo o Brasil, onde é representado pelo Comitê Brasileiro de Grandes Barragens (CBGB). Desde a década de 60, dentre os temas de maior ênfase que o ICOLD tem abordado encontram-se a segurança de barragens, o seu monitoramento, reanálise da estabilidade de obras antigas, estudo de efeitos de envelhecimento e impactos ambientais gerados por barragens (ICOLD, 2006). O tema segurança de barragens, avaliações de riscos e programas de ações emergenciais vem sem sendo bastante estudado por diversos fatores, alguns citados por CARDIA (2004) como: O envelhecimento das barragens, não satisfazendo as condições de fluxo correntes, critérios sísmicos e os procedimentos atuais de engenharia; O desenvolvimento de comunidades e de atividades a jusante das barragens combinado com o aumento das expectativas da sociedade por medidas de proteção às intempéries naturais e riscos gerados pelo homem; A ênfase em justificar gastos, mostrando a relação custo-benefício da aplicação de recursos públicos, adotado pelo Governo. Para a avaliação de segurança de uma barragem, dispõe-se de vários métodos, desde a avaliação visual, até mesmo o acompanhamento da instrumentação instalada na barragem, se for o caso. Segundo SANCHEZ (2009), para poder avaliar a segura operação de uma barragem deve-se contar com uma equipe treinada, a qual deve monitorar a estrutura, procurando sempre que o valor estimado para o risco seja menor que o

23 13 valor de risco tolerável pela obra. Este gerenciamento pode ser realizado com o auxílio de sistemas de tomada de decisão. Em geral, estes sistemas são baseados em informações advindas de inspeções periódicas na barragem e de dados de instrumentos instalados no corpo da mesma e em locais estratégicos da área de influência da obra. 2.3 INSTRUMENTAÇÃO GEOTÉCNCA O monitoramento de barragens, através da instrumentação, é a principal ferramenta de avaliação contínua de sua segurança. O monitoramento pode detectar variações nas condições de segurança, como resultado de processos de envelhecimento e alterações ambientais (SARÉ et al., 2006). A instrumentação geotécnica envolve a união das capacidades dos instrumentos de medida e das qualidades de leituras. A prática da instrumentação não se restringe apenas à seleção de instrumentos, sendo na verdade um processo que começa com a definição do objetivo e termina com a análise rigorosa dos dados coletados. Cada passo neste processo é relevante para o sucesso do programa de instrumentação. Para cada tipo de barragem são estabelecidos instrumentos específicos, sempre buscando monitorar as principais características da estrutura e do maciço com o qual a mesma está interagindo. As principais grandezas a serem medidas em barragens de terra e fundações, conforme CRUZ (2005) são: nível de água, medido por medidores de nível de água; subpressão, medida por piezômetros; tensões efetivas, detectadas por célula de tensão total; deslocamentos, medidos por medidores de recalques, inclinômetros, extensômetros de hastes e fios; vazão, medida por medidores de vazão; e deslocamento cisalhante, detectado por pêndulos invertidos. Isso nos mostra a importância do desenvolvimento de um projeto de instrumentação antes da construção da barragem, para definição dos instrumentos que serão instalados assim como a sua localização. Segundo SILVEIRA (2003), os principais pontos sobre a avaliação da segurança de barragens são:

24 14 Todas as barragens devem ser classificadas quanto às conseqüências de uma ruptura em potencial, onde devem ser considerados fatores como população a jusante, danos materiais, danos ao meio ambiente, danos à infra-estrutura, etc; Devem ser inspecionadas periodicamente, para detectar eventuais deteriorações; Devem ser instrumentadas de acordo com seu porte e riscos associados, e terem seus dados analisados, através das leituras; Todos os instrumentos devem ser dotados de valores de controle ou limites; Todas as barragens devem ser submetidas periodicamente a uma reavaliação de suas condições de segurança, segundo sua classificação quanto às conseqüências de ruptura; As barragens deverão ser dotadas de um plano de emergência, objetivando a preservação das pessoas residentes à jusante, em caso de acidente. Apesar da instrumentação não constituir a solução para todos os problemas, é inegável sua utilidade quando corretamente projetada, instalada e interpretada, não só para a avaliação das condições de segurança de um empreendimento, em todas as suas fases, mas também para verificação das hipóteses adotadas em projeto, com o objetivo principal de tornar as obras mais econômicas, dentro das necessárias condições de segurança (CRUZ, 2005). A instrumentação deve ser monitorada, analisada e mantida, para garantir a operação segura da barragem. O instrumento ideal deve oferecer uma série de características e, normalmente, as mais importantes referem-se à confiabilidade e à durabilidade. A seguir são apresentadas as características de piezômetros e medidores de nível de água, dois instrumentos de monitoramento bastante comuns em barragens homogêneas de terra e utilizados na barragem em estudo neste trabalho.

25 Piezômetros A determinação de subpressões nas barragens de terra e fundações é realizada através dos piezômetros. Existem diversos tipos de piezômetros. Os mais comuns são os de tubo aberto (standpipe), elétrico, de corda vibrante, pneumático e hidráulico. Na Usina Governador Parigot de Souza são utilizados os de tubo aberto (Casagrande), como mostrado na FIGURA 6. Este piezômetro é constituído por uma tubulação de 0,375 (aproximadamente 1cm) conectada a um elemento poroso cilíndrico feito de material cerâmico e é o piezômetro de tubo aberto mais utilizado. Foi desenvolvido por Casagrande durante a construção do aeroporto de Logan, Boston (DUNNICLIFF, 1988). A leitura é feita introduzindo no tubo uma trena com sensor elétrico (pio) na extremidade, que acusa o encontro com a água através da variação brusca de leitura de um dispositivo analógico. Após a detecção da presença de água, é realizada a leitura da trena (SANCHEZ, 2009). FIGURA 6 ESQUEMA PIEZÔMETRO TIPO CASAGRANDE.

Recuperação de Leituras e Mapeamento Geoestatístico do Nível de Água Subterrâneo de uma Barragem de Terra no Estado do Paraná

Recuperação de Leituras e Mapeamento Geoestatístico do Nível de Água Subterrâneo de uma Barragem de Terra no Estado do Paraná Recuperação de Leituras e Mapeamento Geoestatístico do Nível de Água Subterrâneo de uma Barragem de Terra no Estado do Paraná Carina Pirolli COPEL - Companhia Paranaense de Energia, Curitiba, Brasil, carina.pirolli@copel.com

Leia mais

P. P. G. em Agricultura de Precisão DPADP0803: Geoestatística (Prof. Dr. Elódio Sebem)

P. P. G. em Agricultura de Precisão DPADP0803: Geoestatística (Prof. Dr. Elódio Sebem) Considerações Iniciais É impossível saber, antes de amostrar, de que maneira os valores das variáveis irão se comportar: se dependente ou independente uma da outra. Devido as limitações da estatística

Leia mais

POÇOS DE ALÍVIO PARA RESTABELECER OS CRITÉRIOS DE SEGURANÇA NA BARRAGEM DE SOBRADINHO

POÇOS DE ALÍVIO PARA RESTABELECER OS CRITÉRIOS DE SEGURANÇA NA BARRAGEM DE SOBRADINHO GGH/006 21 a 26 de Outubro de 2001 Campinas - São Paulo - Brasil GRUPO I GRUPO DE ESTUDO DE GERAÇÃO HIDRÁULICA - GGH POÇOS DE ALÍVIO PARA RESTABELECER OS CRITÉRIOS DE SEGURANÇA NA BARRAGEM DE SOBRADINHO

Leia mais

Métodos computacionais

Métodos computacionais Métodos computacionais Métodos Computacionais: Dependem de computadores para o cálculo de recurso/reserva e fazem uso de funções matemática de interpolação, as quais são aplicadas para o cálculo de teor

Leia mais

BARRAGENS DE TERRA E DE ENROCAMENTO AULA 1. Prof. Romero César Gomes - Departamento de Engenharia Civil /UFOP

BARRAGENS DE TERRA E DE ENROCAMENTO AULA 1. Prof. Romero César Gomes - Departamento de Engenharia Civil /UFOP BARRAGENS DE TERRA E DE ENROCAMENTO AULA 1 Prof. Romero César Gomes - Departamento de Engenharia Civil /UFOP Conceitos Gerais As barragens convencionais são estruturas construídas transversalmente aos

Leia mais

CAPÍTULO I DO OBJETIVO E DAS DEFINIÇÕES

CAPÍTULO I DO OBJETIVO E DAS DEFINIÇÕES RESOLUÇÃO N o 143, DE 10 DE JULHO DE 2012. Estabelece critérios gerais de classificação de barragens por categoria de risco, dano potencial associado e pelo seu volume, em atendimento ao art. 7 da Lei

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.334, DE 20 DE SETEMBRO DE 2010. Estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens destinadas à acumulação de água

Leia mais

AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão

AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão 1 AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão Ernesto F. L. Amaral 23, 28 e 30 de setembro de 2010 Metodologia de Pesquisa (DCP 854B) Fonte: Triola, Mario F. 2008. Introdução à estatística. 10 ª ed. Rio de

Leia mais

Reabilitação de barragens de aterro. Barragem do Roxo. Anomalias, Diagnóstico e Reabilitação

Reabilitação de barragens de aterro. Barragem do Roxo. Anomalias, Diagnóstico e Reabilitação Reabilitação de barragens de aterro Barragem do Roxo Anomalias, Diagnóstico e Reabilitação Caraterísticas Gerais da Barragem do Roxo > Vale assimétrico Forte inclinação na margem esquerda Suave na margem

Leia mais

2 problemas principais podem requerer tratamento: Permeabilidade / Fluxo na Fundação e Ombreiras Conceitos e critérios diferentes para:

2 problemas principais podem requerer tratamento: Permeabilidade / Fluxo na Fundação e Ombreiras Conceitos e critérios diferentes para: IBC BRASIL Prof. Dr. Roberto Kochen Diretor Técnico Dezembro/2009 55 11 4195- FUNDAÇÔES DE BARRAGENS 2 problemas principais podem requerer tratamento: Deformabilidade Permeabilidade / Fluxo na Fundação

Leia mais

AHE SIMPLÍCIO QUEDA ÚNICA* Luiz Antônio Buonomo de PINHO Gerente / Engenheiro Civil Furnas Centrais Elétricas S. A.

AHE SIMPLÍCIO QUEDA ÚNICA* Luiz Antônio Buonomo de PINHO Gerente / Engenheiro Civil Furnas Centrais Elétricas S. A. AHE SIMPLÍCIO QUEDA ÚNICA* Luiz Antônio Buonomo de PINHO Gerente / Engenheiro Civil Furnas Centrais Elétricas S. A. Rogério Sales GÓZ Gerente / Engenheiro Civil Furnas Centrais Elétricas S. A. Brasil RESUMO

Leia mais

Considerando o contido no Relatório à Diretoria 114/2015/C, que acolhe,

Considerando o contido no Relatório à Diretoria 114/2015/C, que acolhe, Decisão CETESB nº 279 DE 18/11/2015 Norma Estadual - São Paulo Publicado no DOE em 20 nov 2015 Dispõe sobre procedimentos relativos à segurança de barragens de resíduos industriais. A Diretoria Plena da

Leia mais

INE 7001 - Procedimentos de Análise Bidimensional de variáveis QUANTITATIVAS utilizando o Microsoft Excel. Professor Marcelo Menezes Reis

INE 7001 - Procedimentos de Análise Bidimensional de variáveis QUANTITATIVAS utilizando o Microsoft Excel. Professor Marcelo Menezes Reis INE 7001 - Procedimentos de Análise Bidimensional de variáveis QUANTITATIVAS utilizando o Microsoft Excel. Professor Marcelo Menezes Reis O objetivo deste texto é apresentar os principais procedimentos

Leia mais

2 INSTRUMENTAÇÃO E SEGURANÇA DE BARRAGENS

2 INSTRUMENTAÇÃO E SEGURANÇA DE BARRAGENS 2 INSTRUMENTAÇÃO E SEGURANÇA DE BARRAGENS 2.1. Introdução O interesse crescente pela segurança de barragens tem levado, em um número apreciável de países, à implementação de normas e critérios específicos

Leia mais

* Desvio - Critérios de Projeto. * Tipos de Desvios: Exemplos. * Casos históricos importantes

* Desvio - Critérios de Projeto. * Tipos de Desvios: Exemplos. * Casos históricos importantes MARÇO/2011 EXPERIÊNCIA BRASILEIRA EM DESVIO DE GRANDES RIOS ERTON CARVALHO COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS - CBDB PRESIDENTE * Desvio - Critérios de Projeto * Etapas de Desvio * Tipos de Desvios: Exemplos

Leia mais

A INTEGRAÇÃO ENTRE ESTATÍSTICA E METROLOGIA

A INTEGRAÇÃO ENTRE ESTATÍSTICA E METROLOGIA A INTEGRAÇÃO ENTRE ESTATÍSTICA E METROLOGIA João Cirilo da Silva Neto jcirilo@araxa.cefetmg.br. CEFET-MG-Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais-Campus IV, Araxá Av. Ministro Olavo Drumonnd,

Leia mais

AGENCIA NACIONAL DE ÁGUAS ANA ITAIPU BINACIONAL FUNDAÇÃO PARQUE TECNOLÓGICO ITAIPU CURSO SEGURANÇA DE BARRAGENS PLANO DE ENSINO

AGENCIA NACIONAL DE ÁGUAS ANA ITAIPU BINACIONAL FUNDAÇÃO PARQUE TECNOLÓGICO ITAIPU CURSO SEGURANÇA DE BARRAGENS PLANO DE ENSINO Versão 12/07/13 AGENCIA NACIONAL DE ÁGUAS ANA ITAIPU BINACIONAL FUNDAÇÃO PARQUE TECNOLÓGICO ITAIPU CURSO SEGURANÇA DE BARRAGENS PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Curso: SEGURANÇA DE BARRAGENS Público:

Leia mais

Processos em Engenharia: Modelagem Matemática de Sistemas Fluídicos

Processos em Engenharia: Modelagem Matemática de Sistemas Fluídicos Processos em Engenharia: Modelagem Matemática de Sistemas Fluídicos Prof. Daniel Coutinho coutinho@das.ufsc.br Departamento de Automação e Sistemas DAS Universidade Federal de Santa Catarina UFSC DAS 5101

Leia mais

Previsão de demanda em uma empresa farmacêutica de manipulação

Previsão de demanda em uma empresa farmacêutica de manipulação Previsão de demanda em uma empresa farmacêutica de manipulação Ana Flávia Brito Rodrigues (Anafla94@hotmail.com / UEPA) Larissa Pinto Marques Queiroz (Larissa_qz@yahoo.com.br / UEPA) Luna Paranhos Ferreira

Leia mais

INSTRUÇÃO TÉCNICA DPO Nº 5, de 10/11/2011

INSTRUÇÃO TÉCNICA DPO Nº 5, de 10/11/2011 INSTRUÇÃO TÉCNICA DPO Nº 5, de 10/11/2011 1. Objeto. 2. Referências. OUTORGA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS UHE / PCH / CGH 3. Obtenção de outorgas junto ao. 4. Fluxograma dos procedimentos para uso

Leia mais

Implantação de Monitoramento da Barragem de Salto Caxias através de Auscultação Geodésica

Implantação de Monitoramento da Barragem de Salto Caxias através de Auscultação Geodésica Implantação de Monitoramento da Barragem de Salto Caxias através de Auscultação Geodésica Pedro Luis Faggion, Luis A. Koenig Veiga, Silvio Rogério Correia de Freitas, Carlos Aurélio Nadal Universidade

Leia mais

INTRODUÇÃO 12 1 INTRODUÇÃO. 1.1 O despacho hidrotérmico centralizado

INTRODUÇÃO 12 1 INTRODUÇÃO. 1.1 O despacho hidrotérmico centralizado INTRODUÇÃO 12 1 INTRODUÇÃO 1.1 O despacho hidrotérmico centralizado No sistema elétrico brasileiro, assim como em outros países, como Chile, Argentina e Bolívia, a produção de energia de cada usina (termelétrica,

Leia mais

INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL 1. INTRODUÇÃO / DEFINIÇÕES

INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL 1. INTRODUÇÃO / DEFINIÇÕES 1 INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL 1. INTRODUÇÃO / DEFINIÇÕES 1.1 - Instrumentação Importância Medições experimentais ou de laboratório. Medições em produtos comerciais com outra finalidade principal. 1.2 - Transdutores

Leia mais

Ensaio de Emissão Acústica Aplicado em Cilindros sem Costura para Armazenamento de Gases

Ensaio de Emissão Acústica Aplicado em Cilindros sem Costura para Armazenamento de Gases Ensaio de Emissão Acústica Aplicado em Cilindros sem Costura para Armazenamento de Gases Pedro Feres Filho São Paulo, Brasil e-mail: pedro@pasa.com.br 1- Resumo Este trabalho teve como objetivo apresentar

Leia mais

Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal.

Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal. Capítulo Controle de Enchentes e Inundações 10 1. DEFINIÇÃO Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal.

Leia mais

PROPAGAÇÃO DO RUÍDO DE UM TRATOR AGRÍCOLA DE PNEUS

PROPAGAÇÃO DO RUÍDO DE UM TRATOR AGRÍCOLA DE PNEUS PROPAGAÇÃO DO RUÍDO DE UM TRATOR AGRÍCOLA DE PNEUS Camilla Missio 1 ; Jorge Wilson Cortez 3 ; Wellytton Darci Quequeto 2 ; Leonardo Maldaner 2 ; Anamari Viegas de Araujo Motomiya 3 UFGD/FCA Caixa Postal

Leia mais

MODELAGEM DIGITAL DE SUPERFÍCIES

MODELAGEM DIGITAL DE SUPERFÍCIES MODELAGEM DIGITAL DE SUPERFÍCIES Prof. Luciene Delazari Grupo de Pesquisa em Cartografia e SIG da UFPR SIG 2012 Introdução Os modelo digitais de superficie (Digital Surface Model - DSM) são fundamentais

Leia mais

Gerenciamento de Drenagem de Mina. Soluções e Tecnologias Avançadas. www.water.slb.com

Gerenciamento de Drenagem de Mina. Soluções e Tecnologias Avançadas. www.water.slb.com Gerenciamento de Drenagem de Mina Soluções e Tecnologias Avançadas www.water.slb.com Buscando sempre desenvolver solução inovadoras, eficientes e econômicas. A Schlumberger Water Services é um segmento

Leia mais

Previsão de Vida Útil da Terceira Ponte de Vitória (ES) O estudo de determinação da vida útil das estruturas de concreto da Terceira

Previsão de Vida Útil da Terceira Ponte de Vitória (ES) O estudo de determinação da vida útil das estruturas de concreto da Terceira Previsão de Vida Útil da Terceira Ponte de Vitória (ES) O estudo de determinação da vida útil das estruturas de concreto da Terceira Ponte de Vitória (ES) é um trabalho pioneiro no Brasil, principalmente

Leia mais

NOTA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MURO DE ARRIMO EM PORTO GRANDE

NOTA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MURO DE ARRIMO EM PORTO GRANDE PLANO BÁSICO AMBIENTAL DA AHE CACHOEIRA CALDEIRÃO NOTA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MURO DE ARRIMO EM PORTO GRANDE Licença Prévia 0112/2012 Condicionante Específica Nº 2.26 Elaborar um estudo específico

Leia mais

U H E S Ã O S A LVA D O R

U H E S Ã O S A LVA D O R SÃO SALVADOR Estudo de impacto ambiental U H E S Ã O S A LVA D O R Anexos Volume IV Anexo A A-1 Anexo A. Capítulo I Caracterização do empreendimento Anexo A A-2 A1. Fases de Desvio do rio Tocantins para

Leia mais

PCH SANTA LAURA CONTROLE DO PLANEJAMENTO. Giorgia Zomer Fenili GASPARETTO Engenheira Civil ENGEVIX ENGENHARIA S.A.

PCH SANTA LAURA CONTROLE DO PLANEJAMENTO. Giorgia Zomer Fenili GASPARETTO Engenheira Civil ENGEVIX ENGENHARIA S.A. COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS VI SIMPÓSIO BRASILEIRO SOBRE PEQUENAS E MÉDIAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS BELO HORIZONTE MG, 21 A 25 DE ABRIL DE 2008 T23 A01 PCH SANTA LAURA CONTROLE DO PLANEJAMENTO Giorgia

Leia mais

3º BOLETIM MENSAL DE MONITORAMENTO DA FASE DE ENCHIMENTO (MC-02 EC-10)

3º BOLETIM MENSAL DE MONITORAMENTO DA FASE DE ENCHIMENTO (MC-02 EC-10) (Contrato Copel SLS/DCSE N o 45858/2009) 3º BOLETIM MENSAL DE MONITORAMENTO DA FASE DE ENCHIMENTO (MC-02 EC-10) PERÍODO SETEMBRO DE 2012 PROGRAMA DE MONITORAMENTO SISMOGRÁFICO DA USINA HIDROELÉTRICA DE

Leia mais

PROPOSTA DE CURSO DE EXTENSÃO EM TECNOLOGIAS DE LAVRA DE MINAS

PROPOSTA DE CURSO DE EXTENSÃO EM TECNOLOGIAS DE LAVRA DE MINAS PROPOSTA DE CURSO DE EXTENSÃO EM TECNOLOGIAS DE LAVRA DE MINAS Objetivos: Apresentar noções básicas atualizadas das principais tecnologias e conhecimentos técnico-científicos aplicados nas operações de

Leia mais

1. 2 Ocorrência de Água Subterrânea. b) - Solos Pedogênicos (Lateríticos):

1. 2 Ocorrência de Água Subterrânea. b) - Solos Pedogênicos (Lateríticos): b) - Solos Pedogênicos (Lateríticos): Evolução Pedogênica ou Pedogenética - por esse nome se agrupa uma complexa série de processos físico-químicos e biológicos que governam a formação de alguns solos.

Leia mais

APRESENTADOR: ENG. ADEMAR SÉRGIO FIORINI CURSO: SEGURANÇA DE BARRAGENS

APRESENTADOR: ENG. ADEMAR SÉRGIO FIORINI CURSO: SEGURANÇA DE BARRAGENS MINI-CURSO: SEGURANÇA DE BARRAGENS APRESENTADOR: ENG. ADEMAR SÉRGIO FIORINI CURSO: SEGURANÇA DE BARRAGENS VI SPMCH ABRIL/2008 OBJETIVO Apresentar uma abordagem sobre as melhores práticas brasileiras de

Leia mais

TENDÊNCIAS ACTUAIS DA LEGISLAÇÃO DE BARRAGENS. Laura Caldeira

TENDÊNCIAS ACTUAIS DA LEGISLAÇÃO DE BARRAGENS. Laura Caldeira TENDÊNCIAS ACTUAIS DA LEGISLAÇÃO DE BARRAGENS Laura Caldeira Índice 1. Conceitos de segurança estrutural 2. Conceitos de risco 3. Utilização de sistemas de classificação 4. Considerações finais 2 1. Conceitos

Leia mais

Utilização de Software Livre no Controle Estatístico de Processo

Utilização de Software Livre no Controle Estatístico de Processo Utilização de Software Livre no Controle Estatístico de Processo Wagner André dos Santos Conceição (UEM) wasconceicao@bol.com.br Paulo Roberto Paraíso (UEM) paulo@deq.uem.br Mônica Ronobo Coutinho (UNICENTRO)

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Escola de Minas DECIV Patologia das Construções. Patologia das Fundações

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Escola de Minas DECIV Patologia das Construções. Patologia das Fundações UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Escola de Minas DECIV Patologia das Construções Patologia das Fundações ETAPAS IMPORTANTES: Determinar o número de furos de sondagem, bem como a sua localização; Analisar

Leia mais

MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS. São Carlos, 25 de fevereiro de 2010

MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS. São Carlos, 25 de fevereiro de 2010 MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS São Carlos, 25 de fevereiro de 2010 A BACIA HIDROGRÁFICA COMO UNIDADE DE PLANEJAMENTO OCUPAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA O DESMATAMENTO DAS BACIAS OCUPAÇÃO DA BACIA

Leia mais

COMENTÁRIO AFRM/RS 2012 ESTATÍSTICA Prof. Sérgio Altenfelder

COMENTÁRIO AFRM/RS 2012 ESTATÍSTICA Prof. Sérgio Altenfelder Comentário Geral: Prova muito difícil, muito fora dos padrões das provas do TCE administração e Economia, praticamente só caiu teoria. Existem três questões (4, 45 e 47) que devem ser anuladas, por tratarem

Leia mais

Monitoramento Sismológico da UHE São José, RS. 4º Relatório Trimestral. Monitoramento Sismológico. Período: Outubro a Dezembro

Monitoramento Sismológico da UHE São José, RS. 4º Relatório Trimestral. Monitoramento Sismológico. Período: Outubro a Dezembro Monitoramento Sismológico da UHE São José, RS 4º Relatório Trimestral Monitoramento Sismológico Período: Outubro a Dezembro 2009 I. Introdução Seguindo as recomendações especificadas para o monitoramento,

Leia mais

IMES Catanduva. Probabilidades e Estatística. no Excel. Matemática. Bertolo, L.A.

IMES Catanduva. Probabilidades e Estatística. no Excel. Matemática. Bertolo, L.A. IMES Catanduva Probabilidades e Estatística Estatística no Excel Matemática Bertolo, L.A. Aplicada Versão BETA Maio 2010 Bertolo Estatística Aplicada no Excel Capítulo 3 Dados Bivariados São pares de valores

Leia mais

4º BOLETIM MENSAL DE MONITORAMENTO DA FASE DE ENCHIMENTO (MC-02 EC-11)

4º BOLETIM MENSAL DE MONITORAMENTO DA FASE DE ENCHIMENTO (MC-02 EC-11) (Contrato Copel SLS/DCSE N o 45858/2009) 4º BOLETIM MENSAL DE MONITORAMENTO DA FASE DE ENCHIMENTO (MC-02 EC-11) PERÍODO OUTUBRO DE 2012 PROGRAMA DE MONITORAMENTO SISMOGRÁFICO DA USINA HIDROELÉTRICA DE

Leia mais

1 LCE - ESALQ/USP. e-mail: iabita.fabiana@gmail.com 2 Agradecimento a CAPES e ao Cnpq pelo apoio financeiro. 3 UFPR. 4 Embrapa Meio-Norte.

1 LCE - ESALQ/USP. e-mail: iabita.fabiana@gmail.com 2 Agradecimento a CAPES e ao Cnpq pelo apoio financeiro. 3 UFPR. 4 Embrapa Meio-Norte. Variabilidade espacial de parâmetros físico-químicos de condutividade elétrica e dureza total em cálcio e magnésio da água de poços subterrâneos do semi-árido piauiense Iábita Fabiana de Sousa 1 2 Valiana

Leia mais

PLANO DIRETOR PARA COMBATE ÀS PERDAS EM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO PÚBLICO DE ÁGUA

PLANO DIRETOR PARA COMBATE ÀS PERDAS EM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO PÚBLICO DE ÁGUA PLANO DIRETOR PARA COMBATE ÀS PERDAS EM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO PÚBLICO DE ÁGUA A PERDA DE ÁGUA NO ABASTECIMENTO PÚBLICO O índice de perdas é um dos principais indicadores da eficiência da operação dos

Leia mais

VI-004 MONITORAMENTO EM TEMPO REAL DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS MANANCIAIS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO - RMSP

VI-004 MONITORAMENTO EM TEMPO REAL DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS MANANCIAIS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO - RMSP VI-004 MONITORAMENTO EM TEMPO REAL DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS MANANCIAIS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO - RMSP Armando Perez Flores (1) Bacharel em Química pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras

Leia mais

Análise de Regressão. Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho. Cleber Moura Edson Samuel Jr

Análise de Regressão. Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho. Cleber Moura Edson Samuel Jr Análise de Regressão Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho Cleber Moura Edson Samuel Jr Agenda Introdução Passos para Realização da Análise Modelos para Análise de Regressão Regressão Linear Simples

Leia mais

GERENCIANDO INCERTEZAS NO PLANEJAMENTO LOGÍSTICO: O PAPEL DO ESTOQUE DE SEGURANÇA

GERENCIANDO INCERTEZAS NO PLANEJAMENTO LOGÍSTICO: O PAPEL DO ESTOQUE DE SEGURANÇA GERENCIANDO INCERTEZAS NO PLANEJAMENTO LOGÍSTICO: O PAPEL DO ESTOQUE DE SEGURANÇA Eduardo Saggioro Garcia Leonardo Salgado Lacerda Rodrigo Arozo Benício Erros de previsão de demanda, atrasos no ressuprimento

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO DE ILHAMENTO ELÉTRICO EM REDES DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA

IDENTIFICAÇÃO DE ILHAMENTO ELÉTRICO EM REDES DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELETROTÉCNICA CURSO DE ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA ELETROTÉCNICA ANA CARLA CORDEIRO MICHEL ADOLPHO SLEDER ROSS IDENTIFICAÇÃO DE ILHAMENTO

Leia mais

Recomendações para elaboração de projetos estruturais de edifícios em aço

Recomendações para elaboração de projetos estruturais de edifícios em aço 1 Av. Brigadeiro Faria Lima, 1685, 2º andar, conj. 2d - 01451-908 - São Paulo Fone: (11) 3097-8591 - Fax: (11) 3813-5719 - Site: www.abece.com.br E-mail: abece@abece.com.br Av. Rio Branco, 181 28º Andar

Leia mais

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL Documento(s) Orientador(es): Programa de Física 12.º ano homologado em 21/10/2004 ENSINO SECUNDÁRIO FÍSICA 12.º ANO TEMAS/DOMÍNIOS

Leia mais

Estatística Aplicada ao Serviço Social

Estatística Aplicada ao Serviço Social Estatística Aplicada ao Serviço Social Prof a. Juliana Freitas Pires Departamento de Estatística Universidade Federal da Paraíba - UFPB juliana@de.ufpb.br Introdução O que é Estatística? Coleção de métodos

Leia mais

2 Método sísmico na exploração de petróleo

2 Método sísmico na exploração de petróleo 16 2 Método sísmico na exploração de petróleo O método sísmico, ou sísmica de exploração de hidrocarbonetos visa modelar as condições de formação e acumulação de hidrocarbonetos na região de estudo. O

Leia mais

SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS PROJETO, IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DA ETE - ROTEIRO DO ESTUDO

SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS PROJETO, IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DA ETE - ROTEIRO DO ESTUDO SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS PROJETO, IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DA ETE - ROTEIRO DO ESTUDO Projetos de interceptor, emissário por gravidade, estação elevatória de esgoto e linha de recalque,

Leia mais

ESTABILIZAÇÃO DA BARRAGEM DAS CODORNAS. Jorge Felippe da Silva Filho e Alexandre José de Carvalho

ESTABILIZAÇÃO DA BARRAGEM DAS CODORNAS. Jorge Felippe da Silva Filho e Alexandre José de Carvalho XXIII Seminário Nacional de Grandes Barragens - Belo Horizonte, 1999 - Pág. 165 a 174 ESTABILIZAÇÃO DA BARRAGEM DAS CODORNAS Jorge Felippe da Silva Filho e Alexandre José de Carvalho RESUMO Durante as

Leia mais

PASSIVOS AMBIENTAIS EM PPP s

PASSIVOS AMBIENTAIS EM PPP s Prof. Dr. Roberto Kochen Tecnologia, Engenharia e Meio Ambiente 4435 Novembro/2005 Passivo Ambiental É o acumulo de danos infligidos ao meio natural por uma determinada atividade ou pelo conjunto das ações

Leia mais

AUTOMAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE BARRAGEM, UM SISTEMA CADA VEZ MAIS NECESSÁRIO

AUTOMAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE BARRAGEM, UM SISTEMA CADA VEZ MAIS NECESSÁRIO SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GGH - 30 16 a 21 Outubro de 2005 Curitiba - Paraná GRUPO I GRUPO DE ESTUDO DE GERAÇÃO HIDRÁULICA - GGH AUTOMAÇÃO DOS INSTRUMENTOS

Leia mais

Elevatórias de Esgoto Sanitário. Profª Gersina N.R.C. Junior

Elevatórias de Esgoto Sanitário. Profª Gersina N.R.C. Junior Elevatórias de Esgoto Sanitário Profª Gersina N.R.C. Junior Estações Elevatórias de Esgoto Todas as vezes que por algum motivo não seja possível, sob o ponto de vista técnico e econômico, o escoamento

Leia mais

Técnicas de Mineração de Dados Aplicadas a Reservatórios visando à Gestão Ambiental na Geração de Energia

Técnicas de Mineração de Dados Aplicadas a Reservatórios visando à Gestão Ambiental na Geração de Energia Técnicas de Mineração de Dados Aplicadas a Reservatórios visando à Gestão Ambiental na Geração de Energia Aluno: Gabriel Leite Mariante Orientador: Marley Maria Bernardes Rebuzzi Vellasco Introdução e

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA VILA CARÁS NO MUNICIPIO DE FARIAS BRITO-CE

MEMORIAL DESCRITIVO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA VILA CARÁS NO MUNICIPIO DE FARIAS BRITO-CE MEMORIAL DESCRITIVO OBJETIVO: SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA VILA CARÁS NO MUNICIPIO DE FARIAS BRITO-CE RESERVATÓRIO ELEVADO Estrutura - Toda a estrutura do reservatório será em concreto armado utilizando

Leia mais

EDITAL DE TOMADA DE PREÇOS Nº

EDITAL DE TOMADA DE PREÇOS Nº ANEXO I EDITAL DE TOMADA DE PREÇOS Nº 006/2015 PROJETO DE VIABILIDADE TÉCNICA PARA ALTEAMENTO DO NIVEL NOMAL DO RESERVATÓRIO DO CIPÓ E AMPLIAÇÃO DAS USINAS BORTOLAN E VÉU DAS NOIVAS 1 - INTRODUÇÃO Esta

Leia mais

Núcleo Regional de Minas Gerais: o desafio de se tornar um fórum de discussão sobre barragens

Núcleo Regional de Minas Gerais: o desafio de se tornar um fórum de discussão sobre barragens Núcleo Regional de Minas Gerais: o desafio de se tornar um fórum de discussão sobre barragens Reportagem: CLÁUDIA RODRIGUES BARBOSA Newsletter CBDB - O que diferencia o Núcleo Regional de Minas Gerais

Leia mais

MODELO ESTATÍSTICO DE CONTROLE DO DESLOCAMENTO MONITORADO NA BARRAGEM CASCA DA UHE FUNIL

MODELO ESTATÍSTICO DE CONTROLE DO DESLOCAMENTO MONITORADO NA BARRAGEM CASCA DA UHE FUNIL COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS XXVII SEMINÁRIO NACIONAL DE GRANDES BARRAGENS BELÉM PA, 03 A 07 DE JUNHO DE 2007 T101 A08 MODELO ESTATÍSTICO DE CONTROLE DO DESLOCAMENTO MONITORADO NA BARRAGEM CASCA DA UHE

Leia mais

2.1.2 Definição Matemática de Imagem

2.1.2 Definição Matemática de Imagem Capítulo 2 Fundamentação Teórica Este capítulo descreve os fundamentos e as etapas do processamento digital de imagens. 2.1 Fundamentos para Processamento Digital de Imagens Esta seção apresenta as propriedades

Leia mais

8º Relatório Trimestral. Monitoramento Sismológico

8º Relatório Trimestral. Monitoramento Sismológico Monitoramento Sismológico da UHE São José, RS 8º Relatório Trimestral Monitoramento Sismológico Período: Outubro-Novembro-Dezembro 2010 I. Introdução Seguindo as recomendações especificadas para o monitoramento,

Leia mais

Introdução aos Sistemas de Informação Geográfica

Introdução aos Sistemas de Informação Geográfica Introdução aos Sistemas de Informação Geográfica Mestrado Profissionalizante 2015 Karla Donato Fook karladf@ifma.edu.br IFMA / DAI Análise Espacial 2 1 Distribuição Espacial A compreensão da distribuição

Leia mais

INSPEÇÃO FORMAL DE GEOLOGIA DE ENGENHARIA DA BARRAGEM, ESTRUTURAS CIVIS ANEXAS E TALUDES

INSPEÇÃO FORMAL DE GEOLOGIA DE ENGENHARIA DA BARRAGEM, ESTRUTURAS CIVIS ANEXAS E TALUDES INSPEÇÃO FORMAL DE GEOLOGIA DE ENGENHARIA DA BARRAGEM, ESTRUTURAS CIVIS ANEXAS E TALUDES UHE ROSAL CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO S.A. GERÊNCIA DE SEGURANÇA DE BARRAGENS AG/SB 1. OBJETO Realização de inspeção

Leia mais

PROJETO CONCEITUAL DE APROVEITAMENTO ECONÔMICO DE CAMADAS DE CARVÃO UM ESTUDO DE CASO

PROJETO CONCEITUAL DE APROVEITAMENTO ECONÔMICO DE CAMADAS DE CARVÃO UM ESTUDO DE CASO PROJETO CONCEITUAL DE APROVEITAMENTO ECONÔMICO DE CAMADAS DE CARVÃO UM ESTUDO DE CASO Sarah Ribeiro Guazzelli Taís Renata Câmara Rodrigo de Lemos Peroni André Cezar Zingano Gustavo Steffen Daniel Fontoura

Leia mais

PEF 2303 ESTRUTURAS DE CONCRETO I INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DAS ESTRUTURAS

PEF 2303 ESTRUTURAS DE CONCRETO I INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DAS ESTRUTURAS PEF 2303 ESTRUTURAS DE CONCRETO I INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DAS ESTRUTURAS Conceito de Segurança Métodos de Verificação da Segurança Método das Tensões Admissíveis Métodos Probabilísticos Método Semi-Probabilístico

Leia mais

PORTARIA FEPAM N.º 127/2014.

PORTARIA FEPAM N.º 127/2014. PORTARIA FEPAM N.º 127/2014. Estabelece os critérios e as diretrizes que deverão ser considerados para execução das auditorias ambientais, no Estado do Rio Grande do Sul. O DIRETOR PRESIDENTE da FUNDAÇÃO

Leia mais

EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS. Definições Básicas. Definições Básicas. Definições Básicas. Introdução à Estatística. Dados: valores de variáveis observadas.

EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS. Definições Básicas. Definições Básicas. Definições Básicas. Introdução à Estatística. Dados: valores de variáveis observadas. Definições Básicas Introdução à Estatística ESTATÍSTICA: estudo dos métodos para coletar, organizar, apresentar e analisar dados. População: conjunto constituído por todos os indivíduos que apresentem

Leia mais

READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL DO ATERRO SANITÁRIO DE SÃO GIÁCOMO

READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL DO ATERRO SANITÁRIO DE SÃO GIÁCOMO READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL DO ATERRO SANITÁRIO DE SÃO GIÁCOMO Autores Rafael Rivoire Godoi Navajas, Engenheiro Civil graduado pela UFRGS (Universisade Federal do Rio Grande do Sul) 1998.

Leia mais

Módulo 2. Identificação dos requisitos dos sistemas de medição, critérios de aceitação e o elemento 7.6 da ISO/TS.

Módulo 2. Identificação dos requisitos dos sistemas de medição, critérios de aceitação e o elemento 7.6 da ISO/TS. Módulo 2 Identificação dos requisitos dos sistemas de medição, critérios de aceitação e o elemento 7.6 da ISO/TS. Conteúdos deste módulo Discriminação Decomposição da variação do sistema de medição Variação

Leia mais

SEGURANÇA DE BARRAGENS

SEGURANÇA DE BARRAGENS SEGURANÇA DE BARRAGENS A Lei 12.334/09/2010 estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens. Entende-se por barragem: qualquer estrutura em um curso permanente ou temporário de água para fins

Leia mais

4 Gráficos de controle

4 Gráficos de controle 4 Gráficos de controle O gráfico de controle é uma ferramenta poderosa do Controle Estatístico de Processo (CEP) para examinar a variabilidade em dados orientados no tempo. O CEP é composto por um conjunto

Leia mais

MÉTODOS DE CALIBRAÇÃO

MÉTODOS DE CALIBRAÇÃO MÉTODOS DE CALIBRAÇÃO Sinais obtidos por equipamentos e instrumentos devem ser calibrados para evitar erros nas medidas. Calibração, de acordo com o INMETRO, é o conjunto de operações que estabelece, sob

Leia mais

Análise Exploratória de Dados

Análise Exploratória de Dados Análise Exploratória de Dados Profª Alcione Miranda dos Santos Departamento de Saúde Pública UFMA Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva email: alcione.miranda@gmail.com Introdução O primeiro passo

Leia mais

Teoria das Descargas Parciais

Teoria das Descargas Parciais Teoria das Descargas Parciais Quando uma tensão é aplicada aos terminais de um equipamento elétrico que possui isolamento elétrico (dielétricos - ar, SF 6, óleo isolante, fenolite, resinas, vidros, etc.)

Leia mais

CRM e Prospecção de Dados

CRM e Prospecção de Dados CRM e Prospecção de Dados Marília Antunes aula de 11 de Maio 09 6 Modelos de regressão 6.1 Introdução No capítulo anterior foram apresentados alguns modelos preditivos em que a variável resposta (a variável

Leia mais

ESTRATÉGIA PARA AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL SEGUNDO A

ESTRATÉGIA PARA AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL SEGUNDO A ESTRATÉGIA PARA AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL SEGUNDO A AIHA (AMERICAN INDUSTRIAL HYGIENE ASSOCIATION) O problema básico na avaliação da exposição ocupacional é reconhecer todas as exposições, avaliar

Leia mais

PROBABILIDADES E PROBABILIDADES CONDICIONAIS EM HIDROGEOLOGIA. Luís RIBEIRO 1

PROBABILIDADES E PROBABILIDADES CONDICIONAIS EM HIDROGEOLOGIA. Luís RIBEIRO 1 PROBABILIDADES E PROBABILIDADES CONDICIONAIS EM HIDROGEOLOGIA Luís RIBEIRO 1 RESUMO Nos problemas de poluição de águas subterrâneas, interessa mais a detecção dos valores anormais e o estudo da sua conectividade

Leia mais

Carga dos alimentadores

Carga dos alimentadores 50 Análise de consumo de energia e aplicações Capítulo V Carga dos alimentadores Por Manuel Luís Barreira Martinez* Em continuidade ao capítulo anterior, Locação de cargas métodos para a locação de carga

Leia mais

Curso Básico. Mecânica dos Fluidos. Unidade 3

Curso Básico. Mecânica dos Fluidos. Unidade 3 164 Curso Básico de Mecânica dos Fluidos Curso Básico de Mecânica dos Fluidos Unidade 3 Raimundo Ferreira Ignácio 165 Curso Básico de Mecânica dos Fluidos Unidade 3 - Conceitos Básicos para o Estudo dos

Leia mais

Ivan Guilhon Mitoso Rocha. As grandezas fundamentais que serão adotadas por nós daqui em frente:

Ivan Guilhon Mitoso Rocha. As grandezas fundamentais que serão adotadas por nós daqui em frente: Rumo ao ITA Física Análise Dimensional Ivan Guilhon Mitoso Rocha A análise dimensional é um assunto básico que estuda as grandezas físicas em geral, com respeito a suas unidades de medida. Como as grandezas

Leia mais

O uso da geoestatística na caracterização de áreas com instabilidade no Município de Campos dos Goytacazes - RJ

O uso da geoestatística na caracterização de áreas com instabilidade no Município de Campos dos Goytacazes - RJ O uso da geoestatística na caracterização de áreas com instabilidade no Município de Campos dos Goytacazes - RJ Farias, R.N.S Pontifícia Universidade Católica, Rio de Janeiro, Brasil, nonato@rdc.puc-rio.br

Leia mais

Revisão de Estatística Básica:

Revisão de Estatística Básica: Revisão de Estatística Básica: Estatística: Um número é denominado uma estatística (singular). Ex.: As vendas de uma empresa no mês constituem uma estatística. Estatísticas: Uma coleção de números ou fatos

Leia mais

Sistema de Alarme para Monitoramento Estrutural da Barragem de Itaipu. Airton Bordin Junior

Sistema de Alarme para Monitoramento Estrutural da Barragem de Itaipu. Airton Bordin Junior Sistema de Alarme para Monitoramento Estrutural da Barragem de Itaipu Presented by Adriano Coutinho da Silva Airton Bordin Junior Copyright 2014-15 OSIsoft, LLC. Agenda Sobre nós; Desafio de negócio; PI

Leia mais

PORTARIA Nº 416, DE 03 DE SETEMBRO DE 2012

PORTARIA Nº 416, DE 03 DE SETEMBRO DE 2012 PORTARIA Nº 416, DE 03 DE SETEMBRO DE 2012 Cria o Cadastro Nacional de Barragens de Mineração e dispõe sobre o Plano de Segurança, Revisão Periódica de Segurança e Inspeções Regulares e Especiais de Segurança

Leia mais

A1.2 Águas subterrâneas. A1.2.0 Introdução 1

A1.2 Águas subterrâneas. A1.2.0 Introdução 1 A1.2 Águas subterrâneas Os objetivos desta seção consistem em avaliar o potencial e as disponibilidades das águas subterrâneas, bem como determinar suas principais limitações e áreas mais favoráveis à

Leia mais

TALUDES DE MONTANTE E JUSANTE

TALUDES DE MONTANTE E JUSANTE TALUDES DE MONTANTE E JUSANTE Karl Terzaghi em seu discurso de abertura, referindo-se aos solos residuais brasileiros, disse que os nossos técnicos estavam em condições de pesquisar e experimentar nas

Leia mais

Curso de formação: Análise de Risco, Segurança Operacional e Confiabilidade

Curso de formação: Análise de Risco, Segurança Operacional e Confiabilidade CETESB Companhia Ambiental do Estado de São Paulo FDTE Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia LabRisco Laboratório de Análise, Avaliação e Gerenciamento de Risco da USP Curso de formação:

Leia mais

BOAS PRÁTICAS NA GESTÃO DE PROJETOS DE BARRAGENS DE REJEITOS

BOAS PRÁTICAS NA GESTÃO DE PROJETOS DE BARRAGENS DE REJEITOS SEMINÁRIO SOBRE A GESTÃO DA SEGURANÇA DE BARRAGENS EM MINERAÇÃO DNPM/IBRAM/SINDIEXTRA/FEAM/CREA-MG BOAS PRÁTICAS NA GESTÃO DE PROJETOS DE BARRAGENS DE REJEITOS ENG. JOAQUIM PIMENTA DE ÁVILA ENG. RICARDO

Leia mais

3 Metodologia de Previsão de Padrões de Falha

3 Metodologia de Previsão de Padrões de Falha 3 Metodologia de Previsão de Padrões de Falha Antes da ocorrência de uma falha em um equipamento, ele entra em um regime de operação diferente do regime nominal, como descrito em [8-11]. Para detectar

Leia mais

ESGOTAMENTO ESPECIFICAÇÕES OBJETIVO... 2 CONSIDERAÇÕES GERAIS... 2 CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS... 2

ESGOTAMENTO ESPECIFICAÇÕES OBJETIVO... 2 CONSIDERAÇÕES GERAIS... 2 CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS... 2 1/7 SUMÁRIO OBJETIVO... 2 CONSIDERAÇÕES GERAIS... 2 CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS... 2 01 ESGOTAMENTO COM BOMBAS... 3 02 REBAIXAMENTO DE LENÇOL FREÁTICO COM PONTEIRAS FILTRANTES... 3 03 REBAIXAMENTO DE LENÇOL

Leia mais

Reservatório de controle de enchentes na Praça da Bandeira: projeto e execução

Reservatório de controle de enchentes na Praça da Bandeira: projeto e execução Reservatório de controle de enchentes na Praça da Bandeira: projeto e execução Francisco Marques Terratek, Rio de Janeiro, Brasil, francisco.marques@terratek.com.br Alberto Ortigão Terratek, Rio de Janeiro,

Leia mais

Validação Experimental do Modelo Matemático de 3ª. Ordem para um Atuador Pneumático

Validação Experimental do Modelo Matemático de 3ª. Ordem para um Atuador Pneumático Trabalho apresentado no CMAC-Sul, Curitiba-PR, 2014. Validação Experimental do Modelo Matemático de 3ª. Ordem para um Atuador Pneumático Claudio da S. dos Santos, Sandra E. B. Viecelli, Antonio C. Valdiero,

Leia mais

Permeabilidade dos Solos. Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin

Permeabilidade dos Solos. Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin Permeabilidade dos Solos Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin Permeabilidade É a propriedade que o solo apresenta de permitir o escoamento de água através dele. (todos os solos são mais ou menos permeáveis)

Leia mais

NORMA DE FISCALIZAÇÃO CONJUNTA DA CÂMARA DE ENGENHARIA CIVIL E QUÍMICA N 001/09 DE ABRIL DE 2009.

NORMA DE FISCALIZAÇÃO CONJUNTA DA CÂMARA DE ENGENHARIA CIVIL E QUÍMICA N 001/09 DE ABRIL DE 2009. NORMA DE FISCALIZAÇÃO CONJUNTA DA CÂMARA DE ENGENHARIA CIVIL E QUÍMICA N 001/09 DE ABRIL DE 2009. Esclarece a competência dos Engenheiros: Civis, de Fortificações, Sanitaristas e Químicos quanto projetos,

Leia mais