EJA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

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1 PREFEITURA MUNICIPAL DE COLINA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E.M.E.F. CEL. JOSÉ VENÂNCIO DIAS EJA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Ninguém educa ninguém. Ninguém se educa sozinho. Os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. Apresentação Paulo Freire A Prefeitura Municipal de Colina, por meio da Secretaria Municipal de Educação, busca oferecer às pessoas que vivem no mundo adulto do trabalho, com responsabilidades sociais e familiares, com valores éticos e morais, a oportunidade de concluírem a educação básica. Acredita na alfabetização de jovens e adultos como sendo um processo que exige continuidade e sedimentação, e oferece a esses alunos metodologias e práticas pedagógicas capazes de respeitar e valorizar suas especificidades. Esse olhar voltado para o aluno como o sujeito de sua própria aprendizagem, que traz para a escola um conhecimento vasto e diferenciado, contribui, efetivamente, para sua permanência na escola obtendo uma aprendizagem de qualidade. Afinal, a escola é um espaço privilegiado para a busca do conhecimento, e para o jovem ou adulto, é antes de tudo, um desafio, um projeto de vida. A história da EJA Educação de Jovens e Adultos em nosso município não é recente. De 1991 a 2006 os alunos foram atendidos na E.M.E.F. Antonio Daher. Em 2007, a EJA foi transferida para a E.M.E.F. Cel. José Venâncio Dias. Neste ano letivo, encontram-se matriculados na E.M.E.F. Cel. José Venâncio Dias aproximadamente 55 jovens e adultos, de diferentes faixas etárias distribuídos nos termos I e II, de acordo com a escolaridade anterior e o ritmo de aprendizagem.

2 A História da EJA no Brasil A ação educativa junto aos jovens e adultos no Brasil não é recente. Já no Brasil Colônia, os jesuítas dedicaram grande parte do seu trabalho na educação dos índios e escravos negros, visando difundir o evangelho, transmitir normas de comportamento e ensinar os ofícios necessários à economia colonial. Até serem expulsos do Brasil, em 1759, os jesuítas atuaram intensamente junto aos jovens e adultos e implantaram um sistema de ensino que foi se desorganizando gradativamente. O sistema implantado pelos jesuítas, abandonado após 1759, não foi nessa época substituído por nenhuma nova proposta de organização do ensino que tivesse a sistematicidade e a organicidade anteriormente existente. No Império, a primeira Constituição Brasileira de 1824 garantiu a instrução primária para todos os cidadãos, incluindo-se, portanto, os jovens e adultos, mas essa garantia legal não foi acompanhada pela implementação de ações concretas neste setor. Desse forma, as preocupações liberais, expressas na legislação imperial, não conseguiram diminuir a distância entre o direito proclamado e sua efetiva realização, fato que se repete na Primeira República, apesar da grande quantidade de reformas educacionais que buscavam normatizar e dar qualidade ao ensino básico. As reformas educacionais propostas dificilmente poderiam atingir os objetivos esperados, visto que não havia dotação orçamentária destinada para esse fim. Na Primeira República, a discussão do ensino básico englobava a educação das crianças e a educação dos jovens e adultos sem distingui-las como fonte de pensamento pedagógico e sem prever a implementação de políticas públicas específicas. Essa distinção só passou a existir a partir de 1940, quando o Estado brasileiro aumentou suas atribuições e responsabilidades em relação à educação de jovens e adultos, vinculando verbas públicas para o atendimento em nível nacional. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) passou, então, a figurar entre as reivindicações por mais e melhores condições de vida da população recém-urbanizada. O período de 1959 a 1964 é considerado como um período de luzes para a educação de adultos por confrontar velhas idéias e preconceitos com a busca da renovação dos métodos e processos educativos. Dessa forma, as características peculiares da EJA passaram a ser reconhecidas, conduzindo a um tratamento específico nos planos pedagógico e didático. Incorporando o pensamento de Paulo Freire, discutia-se a necessidade de substituir o discurso pela reflexão sobre o social e, também, a necessidade de entender que a educação da população adulta deveria prepará-la para participar ativamente da vida política do país. Dessa forma, a educação de adultos passou a ser reconhecida como um poderoso instrumento de ação política que tinha, também, o papel de resgatar e valorizar a cultura popular. O golpe militar de 1964, como não poderia deixar de ser, rompeu com os movimentos de educação e resgate da cultura popular existentes, reprimindo ações de natureza política e programas de educação de adultos que contrariavam os interesses impostos pelo regime militar. Como alternativa aos baixos níveis de escolaridade existentes no país sem, contudo ignorar os

3 interesses hegemônicos do modelo socioeconômico implantado, foi criado o MOBRAL Movimento Brasileiro de Alfabetização. O MOBRAL, criado através da Lei n⁰ 5379/67 por uma equipe interministerial, visava, por um lado, a responder aos marginalizados do sistema educacional e, por outro, atender aos objetivos políticos dos governos militares. Assim, a educação de adultos passou a representar a chance individual de ascensão social em um regime de exceção, onde o sistema educacional se encarregaria de corrigir as desigualdades socioeconômicas existentes. Após 1985, o processo de redemocratização da sociedade brasileira representou a retomada da democratização das relações sociais e das instituições políticas brasileiras e, consequentemente, o alargamento do campo dos direitos sociais. Esse processo de reorganização da sociedade civil resultou na consolidação de importantes instrumentos jurídicos Constituição Federal de 1988 e seus desdobramentos nas constituições dos estados e nas leis orgânicas dos municípios, que reconheciam a responsabilidade do Estado na oferta pública, gratuita e universal de escolarização básica para os jovens e adultos. A ruptura simbólica com a política de educação de adultos do período militar deu-se com a extinção do MOBRAL que, estigmatizado como modelo de educação domesticadora e de baixa qualidade, já não encontrava condições políticas de acionar com eficácia os mecanismos que utilizara anteriormente, motivo pelo qual, foi substituído em 1985, pela Fundação Nacional para Educação de Jovens e Adultos Educar. A partir de 1986, a Fundação Educar assumiu, prioritariamente, o papel de articuladora de uma política nacional para a EJA, apoiando técnica e financeiramente iniciativas inovadoras realizadas pelas prefeituras municipais e organizações da sociedade civil, que passaram a deter maior autonomia para definir seus projetos político-pedagógicos. Em março de 1990, como parte de um pacote de medidas que visavam enxugar a máquina administrativa e a retirar subsídios estatais, o governo de Fernando Collor extinguiu a Fundação Educar. Esta medida representou um marco no processo de descentralização da escolarização básica de jovens e adultos, transferindo diretamente a responsabilidade pública dos programas de alfabetização de jovens e adultos para os municípios.

4 Quem são nossos alunos São pessoas que não tiveram acesso ou não concluíram a vida escolar por diferentes motivos e que trazem consigo um sentimento de desprestígio, responsabilizando-se pelo insucesso de sua vida escolar. Elas chegam à escola sentindo-se incapazes e negando seu saber. A visão de mundo de uma pessoa que retorna aos estudos depois de adulta, após um tempo afastada da escola, ou mesmo daquela que inicia sua trajetória escolar nessa fase da vida, é bastante peculiar. Protagonistas de histórias reais e ricos em experiências vividas, os alunos jovens e adultos configuram tipos humanos diversos. São homens e mulheres que chegam à escola com crenças e valores já constituídos, trazendo consigo uma visão de mundo influenciada por seus traços culturais de origem e por sua vivência social, familiar e profissional. Podemos dizer que eles trazem uma noção de mundo mais relacionada ao ver e ao fazer. Eles vem para a sala de aula abertos à aprendizagem, com um olhar que é, por um lado, receptivo e sensível, e, por outro, um olhar ativo, curioso, explorador, que investiga e pensa. É fundamental o acolhimento desses alunos nessa nova relação com a aprendizagem escolar, em um trabalho de resgate de sua autoestima e da conscientização de sua identidade por meio da valorização de suas origens. Solenidade de encerramento do ano letivo 2008

5

6 Coquetel de confraternização - encerramento do ano letivo/2008

7 Equipe da E.M.E.F. Cel José Venâncio Dias que atuou na EJA/2008

8 Alunos da EJA/2009 Sala Termo I

9 Alunos da EJA/2009 Sala Termo II

10 Projetos desenvolvidos pela EJA / 2009 Termos:- I e II Projetos são situações nas quais alunos e professor se encontram, comprometidos com um propósito e um produto final. Permitem que alunos com diferentes habilidades e competências atuem juntos com vistas a um objetivo comum. As ações propostas nos projetos guardam entre si relações necessárias e ganham sentido em função daquilo que se deseja produzir. No transcorrer da realização de um projeto, todos os procedimentos necessários a aquisição da aprendizagem ganham um sentido positivamente diferente para os alunos, pois aprendem a fazer, melhoram esse fazer e a sua aprendizagem de modo geral, em função da concretização que é, ao mesmo tempo, individual e coletiva. 1⁰ SEMESTRE Projeto:- O TRABALHO NOSSO DE CADA DIA Duração:- todo o mês de maio Justificativa: Este projeto está relacionado à importância do trabalho na vida do homem. Foi proposto reflexões sobre as dificuldades que o trabalhador encontra na sua atividade diária, além de abordar assuntos de ordem prática como: a importância da carteira profissional, a segurança no trabalho e outros direitos trabalhistas. Além da erradicação do trabalho infantil, a posição da mulher no mercado de trabalho, e o lugar que ela ocupa na sociedade atual. A discussão amplia-se para os problemas sociais e econômicos como, o desemprego, a recessão e a inflação, e a posição do trabalhador perante as dificuldades que enfrenta. Objetivos:- - Levar o aluno jovem e adulto a reconhecer e identificar diferentes tipos de texto, analisando sua organização e suas características; - Utilizar a linguagem oral expressando sentimentos e opiniões, e assim defender pontos de vista com argumentos coerentes; - Reconhecer seus direitos e deveres como cidadãos, trabalhadores aluno, sentindo que fazem parte da comunidade em que vivem, sabendo de seus direitos e deveres como trabalhador e cidadão.

11 Atividades desenvolvidas: - Leitura de textos informativos:- A Carteira de Trabalho, Direitos Trabalhistas, A Segurança no Trabalho, Mulheres no Mercado de Trabalho, O Trabalho Infantil; - - Interpretação oral e escrita; - Debates; - Produção de texto:- Meu primeiro emprego ; - Pesquisas em jornais classificados de empregos; - Confecção de cartazes (os diferentes trabalhos) atividade em equipe; - Produto final:- exposição de um mural. FO- TOS Atividade de alfabetização Sala:- Termo I

12 Atividade de alfabetização desenvolvida em equipe Sala:- Termo I

13 Atividade desenvolvida em sala de aula Sala:- Termo II

14 Atividade desenvolvida em equipe confecção de cartazes Sala:- Termo II

15 Exposição de cartazes

16 Exposição de cartazes Projeto:- MEIO AMBIENTE CONHECER PARA PRESERVAR Justificativa:- Duração:- início no mês de junho até o final do ano letivo O conceito Meio Ambiente vem sendo construído e é utilizado para indicar o espaço em que um ser vive e se desenvolve (no caso do ser humano, ao espaço físico e biológico soma-se o espaço sócio-cultural ). A educação ambiental está diretamente ligada ao exercício da cidadania e podemos intervir para melhorar o nosso meio. Objetivos:- - Aprender a valorizar o meio ambiente adquirindo hábitos de preservação; - Reconhecer a interferência incorreta do homem no equilíbrio ambiental; - Conscientização das inter-relações do homem com os recursos naturais.

17 Atividades desenvolvidas: - Músicas relacionadas ao tema; - Leitura de imagens conhecendo o Planeta Terra; - Produção de textos redação; - Leitura de textos informativos e interpretação oral e escrita; - Exibição de filmes educativos; - Debates; - Pesquisas em jornais e revistas sobre a degradação do meio ambiente; - Confecção de cartazes; - Produto final:- exposição de cartazes e maquetes atividade em equipe. Justificativa:- Projeto:- A ORIGEM DAS FESTAS JUNINAS Duração:- 2ª semana de junho Este projeto é amplo, contextualizado e interdisciplinar, pois se trata de uma festa originária da tradição popular, e possibilita um enfoque enriquecedor que envolve toda a comunidade escolar. Visa também resgatar, em conjunto com os alunos, a cultura vivenciada por eles em relação às Festas Juninas, a partir de diversas leituras que se pode fazer deste contexto, como por exemplo, a origem e os valores de cunho religioso. A idéia de resgatar valores que as Festas Juninas têm, vem da necessidade de não deixar cair no esquecimento a nossa cultura, pois a escola deve incentivar o aluno a conservar e repensar nossas raízes culturais. Objetivos:- - Incentivar o desenvolvimento de manifestações sócio-educativas e culturais no âmbito escolar; - Interagir com textos relacionados às Festas Juninas com a finalidade de satisfazer a curiosidade a respeito das origens das Festas Juninas e seu valor religioso; - Reconhecer as Festas Juninas como um acontecimento que faz parte do nosso folclore regional proporcionando envolvimento social; - Promover a interação da comunidade escolar; - Identificar os trajes, pratos típicos e os ritmos musicais das Festas Juninas.

18 Atividades desenvolvidas: - Pesquisa sobre a origem das Festas Juninas; - Músicas típicas; - Textos instrucionais receitas de comidas típicas; - Confecção de cartazes com as receitas típicas; - Textos informativos - leitura; - Interpretação oral e escrita de diversos textos relacionados ao tema; - Dança quadrilha; - Produto final:- confraternização:- Festa Junina e quadrilha;

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