PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE SÃO JOSÉ CENTRO UNIVERSITÁRIO MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ - USJ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

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1 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE SÃO JOSÉ CENTRO UNIVERSITÁRIO MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ - USJ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO CÉSAR EDUARDO ZIMATH ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO: Estudo de caso na empresa Cosme Comércio Ltda. São José Julho/2011

2 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE SÃO JOSÉ CENTRO UNIVERSITÁRIO MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ - USJ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO CÉSAR EDUARDO ZIMATH ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO: Estudo de caso na empresa Cosme Comércio Ltda. Trabalho de Conclusão de Curso elaborado para o Curso de Administração do Centro Universitário Municipal de São José USJ. Prof. MSc. Lissandro Wilhelm São José Julho/2011

3 CÉSAR EDUARDO ZIMATH ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO: Estudo de caso na empresa Cosme Comércio Ltda. Trabalho de Conclusão de Curso elaborado como requisito parcial para obtenção do grau de bacharel no curso de Administração do Centro Universitário Municipal de São José USJ. Avaliado pela seguinte banca examinadora: Orientador: Prof. Lissandro Wilhelm, MSc. Prof. Ivan Ivanqui, Dr. Prof. Paulo Bastos, MSc. São José, 06 de julho de 2011.

4 Dedico este trabalho a minha família, especialmente meus pais, James Zimath e Isolete Custodio Zimath, por todo apoio e incentivo que me fora dado.

5 AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a Deus e a meus pais, pois por muitas vezes foram eles que me deram força e coragem para seguir em frente. À minha supervisora de estágio, Cristiany Damian Preve, por colaborar direta ou indiretamente para a conclusão deste trabalho. Ao meu professor Lissandro Wilhelm, que me orientou com extrema dedicação e paciência. Não poderia deixar de mencionar o apoio que tive de Camila, minha namorada, que sempre me incentivou para mais esta caminhada em minha vida.

6 A persistência é o caminho do êxito. Charles Chaplin É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota. Theodore Roosevelt

7 RESUMO O presente trabalho tem como objetivo analisar a gestão do capital de giro da empresa Cosme Comércio Ltda, destacando a gestão das disponibilidades, a gestão das duplicatas a receber e a gestão do estoque. A metodologia aplicada quanto aos objetivos é exploratória, quanto aos procedimentos é um estudo de caso, quanto a sua abordagem é qualitativa, tendo como sujeito de pesquisa a gerente da empresa. As informações foram obtidas através de questionário, entrevista e observação. Os resultados obtidos em relação às disponibilidades mostraram: a necessidade de separar as finanças da empresa das finanças pessoais. Em relação às duplicatas a receber, observou-se como funciona a política de crédito, como são utilizados os 5C's do crédito, de que forma se concede crédito ao cliente, como são dados os descontos por pagamentos antecipados e de que maneira atua a política de cobrança. No controle de estoque, observou-se o sistema de previsão de demanda dos produtos, os custos de manutenção de estoques e a diferença entre o inventário físico e o registro do controle de estoques. Palavras-chave: Capital de giro. Gestão das disponibilidades. Gestão das duplicatas a receber. Gestão do estoque.

8 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Funções da administração financeira Quadro 2: Atividades financeiras Quadro 3: Contas circulantes Quadro 4: Capital de giro Quadro 5: Alterações nos padrões de crédito Quadro 6: Análise ABC Quadro 7: Gestão das disponibilidades Quadro 8: Gestão das duplicatas a receber Quadro 9: Gestão dos estoques Quadro 10: Sugestões... 52

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Organograma Comfrio Figura 2: Fluxograma Comfrio Figura 3: Representação do fluxo de caixa Figura 4: Representação do ciclo operacional e ciclo de caixa... 30

10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Distribuição de Trabalhadores atuantes nas MPEs Gráfico 2: Curva dente de serra Gráfico 3: Estoque de segurança Gráfico 4: Ponto de pedido... 40

11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO TEMA PROBLEMA DE PESQUISA OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos específicos JUSTIFICATIVA CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Instrumentos do administrador financeiro PLANEJAMENTO FINANCEIRO Planejamento financeiro a longo prazo Planejamento financeiro a curto prazo CAPITAL DE GIRO Gestão das disponibilidades Conceito de disponibilidade Importância das disponibilidades Técnicas para a gestão das disponibilidades Duplicatas a receber Conceito de duplicatas a receber Políticas de crédito O processo de concessão de crédito Gestão de estoques Conceito de estoque Classificação do estoque Importância dos estoques Custos de estoque Técnicas para a administração de estoques METODOLOGIA... 42

12 4.1 TIPO DE PESQUISA QUANTO AOS OBJETIVOS TIPO DE PESQUISA QUANTO AOS PROCEDIMENTOS TIPO DE PESQUISA QUANTO À ABORDAGEM DO PROBLEMA SUJEITOS DE PESQUISA COLETA DE DADOS ANÁLISE DE DADOS ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS ANÁLISE GERAL DO CAPITAL DE GIRO DA EMPRESA ANÁLISE DA GESTÃO DAS DISPONIBILIDADES ANÁLISE DA GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER ANÁLISE DA GESTÃO DOS ESTOQUES SUGESTÕES CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICE - Questionário aplicado à gerente da Comfrio... 60

13 12 1 INTRODUÇÃO Tanto o diretor financeiro de uma grande empresa quanto o proprietário de um pequeno comércio se deparam com as mesmas escolhas fundamentais: ambos têm que decidir se devem investir na ampliação de seu negócio, como levantar o dinheiro para tal investimento e quanto do que se obtém sobre seus investimentos deve ser passado aos acionistas ou reinvestido em seu negócio. (DAMODARAN, 2004). Carmona (2009) atribui tanta importância às finanças das organizações que não admite ser possível que uma empresa alcance o sucesso sem uma administração financeira bem estruturada. Esta compreende ações organizadas desde a elaboração de orçamento e administração de caixa, até a análise de investimento e a preocupação com a gestão da empresa. A crescente complexidade do mundo dos negócios obrigou a área financeira a ampliar seus conhecimentos restritos às técnicas e aos instrumentos da administração financeira para o desenvolvimento de uma visão mais integrativa da empresa e de seu relacionamento com o meio externo. (ASSAF NETO, 2003) Além disso, as altas taxas de juros exercidas no mercado, o acirramento da concorrência determinado pela abertura de mercado e das políticas de ampliação seguidas pelas empresas levaram a administração financeira a procurar administrar melhor seu capital de giro. (ASSAF NETO, 2003) Para o Ribeiro (2004), a má formação do capital de giro é um dos principais motivos da mortalidade das empresas. Se o empresário não estabelece como primordial a necessidade de constituir capital de giro com recursos próprios, acabará tendo de recorrer a linhas de financiamento de instituições financeiras. Como a maioria das empresas não consegue trabalhar com recursos próprios, o número de negócios que acaba aderindo à informalidade continua crescendo. Para evitar essa fuga de empresas da situação formal, deve-se ter atenção, principalmente, na formação de estoques e nas opções de crédito. Para Braga (1991), a administração do capital de giro constitui um processo de planejamento e controle dos recursos financeiros aplicados no ativo circulante das empresas.

14 13 Por esse motivo, a presente pesquisa empenha-se na análise da gestão do capital de giro da empresa Cosme e Comércio Ltda, que busca manter-se no mercado, o qual se torna cada dia mais competitivo e exige um esforço e aperfeiçoamento maior. 1.1 TEMA A Cosme Comércio Ltda é uma pequena empresa, existente há quase 30 anos, que inicialmente só atuava na venda de balcões de um único fornecedor. Com o passar do tempo, expandiu sua carteira de fornecedores e diversificou seu estoque. Atende desde clientes que tenham envolvimento direto ou indireto no ramo alimentício. A empresa aumentou consideravelmente os recursos investidos com produtos comercializados. Isso elevou o nível de estoque e como conseqüência encareceu o valor das duplicatas a pagar. Para conseguir honrar com seus compromissos, a Cosme Comércio Ltda necessita administrar com eficácia seu caixa, seu estoque, contas a receber e contas a pagar. Ou seja, dar mais importância a gestão do capital de giro. O capital de giro tem participação relevante no desempenho operacional das empresas, pois cobre geralmente mais da metade de seus ativos totais investidos. Deste modo, a administração inadequada do capital de giro resulta normalmente em sérios problemas financeiros, contribuindo assim para a formação de uma situação de insolvência. 1.2 PROBLEMA DE PESQUISA A gestão do capital de giro da empresa Cosme Comércio Ltda é adequada com o preconizado na literatura? 1.3 OBJETIVOS A seguir serão apresentados os objetivos geral e específicos do trabalho.

15 Objetivo geral Analisar a gestão do capital de giro na empresa Cosme Comércio Ltda Objetivos específicos Buscando atingir o objetivo geral exposto, são sugeridos os seguintes objetivos específicos: Analisar a gestão das disponibilidades; Analisar a gestão de contas a receber; Analisar a gestão de estoques; Propor sugestões, se necessário, à gestão de capital de giro. 1.4 JUSTIFICATIVA Esta pesquisa se justifica por se tratar de assunto de interesse do acadêmico, devido ao grande período de atuação na área financeira. Trata-se de um tema relevante, pois proporcionará melhorias na gestão financeira da empresa em estudo, tornando-a mais competitiva. A melhor utilização dos recursos presentes no ativo circulante (disponibilidades, estoques e duplicatas a receber) é uma importante fonte interna de financiamento da gestão de capital de giro, aumentando e até mesmo garantindo a sustentabilidade financeira da empresa. A análise teórica sobre gestão do capital de giro pode contribuir para o desenvolvimento da empresa, uma vez que pode ocasionar melhor otimização dos recursos. Consequentemente, esta otimização acarretará resultados positivos para a empresa, gerando assim lucro. O estudo é considerado viável, pois o acadêmico tem livre acesso às informações e contato direto com os responsáveis pela gestão financeira da empresa. Por fim, é importante ressaltar que possibilitará confrontar a teoria apresentada com a prática, no caso a empresa Cosme e Comércio Ltda. Esta teoria versus prática contribuirá para o enriquecimento teórico do meio acadêmico e empresarial, bem como servirá de avaliação do processo gerencial financeiro do capital de giro da empresa.

16 15 2 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA A empresa Cosme Comércio Ltda, mais conhecida como Comfrio (nome fantasia), apesar de contar com apenas onze colaboradores está classificada como Empresa de Pequeno Porte devido a sua receita bruta anual ultrapassar os duzentos e quarenta mil reais. Os conceitos de missão, visão e valores ainda não estão bem definidos dentro da organização. Isso mostra que os conceitos definidos no passado não condizem com seus propósitos e ideais. A estrutura organizacional da empresa pode ser ilustrada, como mostra a figura a seguir: Gerência Contabilidade CPD Compras Vendas Financeira Expedição Vendedores Contas a pagar Contas a receber Figura 1: Organograma Comfrio Fonte: Manual Comfrio, 2010 A empresa se organiza no modelo linha-staff, que resulta da combinação da organização linear e da organização funcional, buscando explorar as vantagens desses dois tipos. Na área de linha, a autoridade é absoluta e total e se faz mediante

17 16 uma relação hierárquica e linear entre chefe e subordinado, enquanto no staff a autoridade é relativa e parcial e se faz mediante uma relação funcional e de consultoria. Como se pode observar, a empresa tem uma estrutura linear (representada pela hierarquia entre gerência e os departamentos de CPD, Compras, Vendas e Financeiro). A participação funcional está representada pelo departamento contábil. A gerência é exercida por um dos sócios da empresa. Neste nível, tomam-se as decisões sobre toda a organização e suas estratégias. Também tem a responsabilidade da contratação de funcionários. A contabilidade é terceirizada e exerce um papel de assessoria para a gerência. O CPD é responsável pela alimentação dos dados do sistema. O departamento de compras é responsável pela negociação com os fornecedores. O departamento de vendas tem apenas a responsabilidade de vender. Já o departamento financeiro, que se divide em contas a pagar e contas a receber, faz o controle financeiro da empresa. O fluxo de atividades da empresa ocorre de acordo com a figura : Recepção do ciente Atendimento personalizado Demonstração de equipamentos Demonstração de projetos (depende do que o cliente deseja adquirir) Orçamento, se solicitado pelo cliente Realização da venda Entrega do produto ao cliente Pós-venda através da assistência técnica Figura 2: Fluxograma Comfrio Fonte: Manual Comfrio, 2010

18 17 A empresa utiliza o fluxograma vertical para o processo de vendas, onde são efetivados os negócios, bem como, recebe seus clientes e amigos para visita na empresa. A Cosme Comércio Ltda vende mercadorias diretamente ao consumidor, ou seja, é uma empresa comercial, mais precisamente, uma empresa varejista. Os produtos caracterizam-se pelo seu auxílio na transformação, transporte, exposição e conservação de alimentos. Alguns deles são: preparadores de alimentos, cortadores de frios, extrusoras de massas, amassadeiras, caixas para congelamento, bebedouros, balcões, geladeiras comerciais, fogões industriais, caldeirões, caçarolas, copos, pratos, travessas, formas, assadeiras, talheres, batedeiras industriais, balanças, assadores de frango, fornos industriais, mesas térmicas, ventiladores, peças de reposição dos principais produtos e demais utensílios para cozinha. Os principais clientes cadastrados no banco de dados da empresa são restaurantes, hotéis, colégios, igrejas, padarias, lanchonetes, açougues, supermercados, cozinhas industriais, universidades, condomínios e pessoas que, de alguma maneira, tenham o hábito de cozinhar. O quadro de funcionários é composto por onze colaboradores além da sócia majoritária. No departamento financeiro tem-se uma gerente, uma pessoa para o controle de duplicatas a pagar e outra para duplicatas a receber. Já no departamento de vendas, além da gerente comercial encontram-se três vendedores e uma operadora de caixa. Para a entrega dos produtos a empresa conta com um motorista. Além desses, foram contratados dois estagiários, trabalhando em períodos diferentes, para a organização e exposição dos produtos no interior da loja. A primeira razão social que a empresa recebeu surgiu da necessidade de relacionar o nome com o produto, que deu origem à denominação de Comprefrio Comércio de Máquinas e Equipamentos Ltda, uma empresa familiar, fundada em Na época, revendia balcões de um único fornecedor e também oferecia outros produtos. Posteriormente, ainda com a loja, passou a fabricar balcões sob medida, surgindo a Comfrio Indústria e Comércio Ltda. Mais tarde, com a entrada de novas tecnologias, a madeira das peças fabricadas foi substituída por poliuretano injetável, matéria-prima mais leve e durável. Sem condições de acompanhar tal tecnologia, a empresa optou por investir na loja, a qual foi ampliada para seiscentos metros quadrados.

19 18 Atualmente, a Cosme Comércio Ltda encontra-se no mercado de revenda varejista, oferecendo equipamentos e utensílios gastronômicos. Apresentou grande crescimento e, assim, aumentou sua loja para novecentos metros quadrados. A constante busca por lançamentos do setor fez com que o número de produtos chegasse num número aproximado de quinze mil. O horário de atendimento da Cosme Comércio Ltda é de segunda à sexta das oito horas às dezoito e trinta, e aos sábados das oito horas ao meio dia.

20 19 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Este capítulo fornecerá o referencial teórico sobre capital de giro e informações relacionadas ao tema. Inicialmente, será feita a classificação econômica da empresa em estudo para em seguida, abordar os conceitos de administração financeira, planejamento financeiro, capital de giro e suas principais contas. 3.1 MICRO E PEQUENAS EMPRESAS A participação das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) representam 98% do total das empresas formais no Brasil e desempenham importante papel na criação de novos empregos que chegam a 53% da força de trabalho. (SEBRAE/SP, 2011) Koteski (2004, p.16) aponta os diferentes fatores que contribuem para a crescente participação desse tipo de empresa na economia brasileira: Globalização, já que este fenômeno exige que as grandes empresas, ao buscarem uma maior eficiência, terceirizem as atividades de apoio ao negócio principal; Absorção de mão-de-obra demitida das grandes empresas em decorrência de avanços tecnológicos; Constatação de gradual redução nas taxas de mortalidade de micro e pequenos estabelecimentos e uma expressiva taxa de natalidade de micronegócios; Estruturas flexíveis que permitem responder melhor e mais rapidamente às crises econômicas; Exigência da modernidade, que requer empresas mais enxutas, menores e com maior índice de produtividade; Espírito empreendedor do brasileiro: o país está em sexto lugar entre os 31 países mais empreendedores do mundo, segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM). No gráfico 1, pode-se observar a importância das MPEs na vida do trabalhador brasileiro:

21 Indústria Comércio Serviços MPE Média Grande Gráfico 1: Distribuição de Trabalhadores atuantes nas MPEs Fonte: Revista FAE, adaptado pelo autor, 2011 Na área industrial, as MPEs representam mais da metade dos trabalhadores deste setor, atingindo 51%. Nos serviços, as MPEs estão com menor representação, com apenas 26% dos trabalhadores. Porém, é no comércio que o percentual de trabalhadores tem grande representação, correspondendo a 78% dos seus colaboradores. Segundo o SEBRAE, os critérios adotados para conceituar Micro e Pequena Empresa são: a receita bruta anual e o número de funcionários da empresa. Esta classificação serve de auxílio às organizações, através de benefícios e incentivos previstos na legislação. Critérios relacionados à receita bruta: Microempresa: receita bruta anual igual ou inferior a R$ ,14; Empresa de pequeno porte: receita bruta anual superior a R$ ,14 e igual ou inferior a R$ ,00. Pelo regime simplificado de tributação SIMPLES os limites são: Microempresa: receita bruta anual igual ou inferior a R$ ,00; Empresa de Pequeno Porte: receita bruta anual superior a R$ ,00 e igual ou inferior a R$ ,00. Critérios em relação ao número de funcionários nas empresas:

22 21 Microempresa: na indústria e construção, até 19 funcionários; no comércio e serviços, até 09 funcionários. Pequena empresa: na indústria e construção, de 20 a 99 funcionários; no comércio e serviços, de 10 a 49 funcionários. Ottoboni e Pamplona (2001) destacam o papel sócio-econômico das micro e pequenas empresas. Assim, mais do que sua receita, torna-se relevante a sua capacidade de gerar empregos e seu papel desempenhado na cadeia produtiva. 3.2 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Finanças é a aplicação de vários princípios financeiros e econômicos buscando elevar ao máximo a riqueza de um negócio. (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2002) Já Gitman (2002, p. 4) define finanças como a arte e a ciência de administrar fundos. Cherobim et al (2005, pg. 4) vão além, afirmam que administração financeira é a arte e a ciência de administrar recursos financeiros, para maximizar a riqueza dos acionistas. A administração financeira tem como objetivo garantir um melhor e mais eficiente processo empresarial de captação e alocação de recursos de capital. Desta forma, a administração financeira relaciona-se tanto com a problemática da falta de recursos, quanto com a realidade operacional e prática da gestão financeira das empresas. (ASSAF NETO, 2003) Cherobim et al (2005) dividem as funções financeiras entre tesouraria e controladoria. As funções de tesouraria são exercidas pelo gerente financeiro e as funções de controladoria pelo controller. Esta divisão pode ser visualizada no quadro 1.

23 22 TESOURARIA Administração de caixa Administração de crédito e cobrança Administração de risco Administração de câmbio Decisão de financiamento Planejamento e controle financeiro Proteção de ativos Relações com acionistas e investidores Relações com bancos CONTROLADORIA Administração de custos e preços Auditoria interna Contabilidade Orçamento Patrimônio Planejamento tributário Relatórios gerenciais Desenvolvimento e acompanhamento de sistemas de informação financeira Quadro 1: Funções da administração financeira Fonte: Cherobim et al, 2005 Essas funções, dependendo do ramo de atividade e porte da empresa, podem se expandir ou desaparecer. Elas ainda são classificadas em curto e a longo prazo. As funções de curto prazo estão relacionadas a administração de caixa, do crédito, das contas a pagar e receber, dos estoques e dos financiamentos a curto prazo. Já as funções de longo prazo se referem às decisões estratégicas. (CHEROBIM et al, 2005) Instrumentos do administrador financeiro Damodaran (2004) coloca como atividades principais do administrador financeiro a decisão de investimento e a decisão de financiamento. Decisão de investimento Conhecido também por orçamento de capital, na decisão de investimento é analisada a aplicação de recursos da organização. (CARMONA, 2009). O processo de planejamento e gestão dos investimentos a longo prazo numa empresa é denominado orçamento de capital. Nessa função, o administrador financeiro procura identificar as oportunidades de investimento cujo valor para empresa é superior ao seu custo de aquisição. Em termos amplos, isto significa que o valor do fluxo de caixa gerado por um ativo supera o custo desse ativo. (ROSS et al, 1998, p. 29) Devido ao impacto da decisão ser de longo prazo, o risco envolvido, dificuldades de conhecer o momento adequado, orçamento de capital ser um processo que proporciona a melhoria da decisão e também possibilita melhorar a decisão de financiamento, faz com que o orçamento de capital seja considerado a

24 23 função financeira mais importante da administração financeira. (CHEROBIM et al, 2005) Decisão de financiamento São desenvolvidas variáveis que influenciam na ação de financiamento. As decisões de financiamento formam a estrutura de capital. (CARMONA, 2009). A estrutura de capital de uma empresa é a combinação específica de capital de terceiros de longo prazo e capital próprio que a empresa utiliza para financiar suas operações. O administrador financeiro precisa decidir exatamente como e onde os recursos devem ser captados. As despesas associadas à captação de financiamento a longo prazo podem ser consideráveis, o que significa que possibilidades diferentes devem ser avaliadas cuidadosamente. Além disso, as empresas tomam recursos emprestados de uma variedade de fontes e de uma série de maneiras distintas. A escolha da fonte e do tipo apropriado de recurso emprestado é outra tarefa que cabe ao administrador financeiro. (ROSS et al, 1998, p. 30) Para uma escolha adequada da estrutura de capital, além de envolver as decisões de financiamento, são envolvidas também as decisões de investimento e da remuneração dos acionistas, visando maximizar o valor das ações dos acionistas. (CHEROBIM et al, 2005) Gitman (2002) atribui uma terceira atividade ao administrador financeiro: Análise e planejamento financeiro Esta atividade objetiva avaliar o fluxo de caixa da empresa e desenvolver planos que assegurem que os recursos adequados estarão disponíveis para o alcance dos objetivos. (GITMAN, 2002) Resumidamente é possível identificar as atividades do administrador financeiro no balanço patrimonial através dos ativos e passivos da empresa, de acordo com o quadro 2. BALANÇO PATRIMONIAL Ativos Circulantes Passivos Circulantes Ativos Permanentes Passivos Permanentes Quadro 2: Atividades financeiras Fonte: Gitman, 2002 As decisões de investimento estão relacionadas com o lado esquerdo do

25 24 quadro, ou seja, os ativos. Já as decisões de financiamento, relacionam-se com as atividades do lado direito do quadro, isto é, os passivos. A análise e o planejamento financeiro são feitos tanto sobre os ativos quanto os passivos. 3.3 PLANEJAMENTO FINANCEIRO O planejamento financeiro é um dos aspectos importantes para funcionamento e sustentação de uma empresa, pois fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar suas ações na consecução de seus objetivos. (GITMAN, 2002) O planejamento financeiro direciona a empresa e estabelece o modo pelo qual os objetivos financeiros podem ser alcançados. Um plano financeiro é, portanto, uma declaração do que deve ser feito no futuro. Em sua maioria, as decisões numa empresa demoram bastante para serem implantadas. Numa situação de incerteza, isso exige que as decisões sejam analisadas com grande antecedência. (CHEROBIM, 2005, p.243) O planejamento financeiro pode ser classificado de duas formas distintas, que se diferenciam quanto ao tempo e ao seu conteúdo, o planejamento financeiro de longo prazo, ou estratégico e o de curto prazo, também denominado de operacional. (SILVA NETO E ALMEIDA, 2009) Planejamento financeiro a longo prazo Planos financeiros de longo prazo planejam as ações financeiras e o impacto antecipado dessas ações em períodos que vão de 2 a 10 anos. Porém, empresas sujeitas a altos graus de incerteza operacional, ciclos operacionais relativamente curtos, ou ambos, tendem a usar horizontes de planejamentos mais curtos. (GITMAN, 2002) Segundo Silva Neto e Almeida (2009), nesse tipo de planejamento assuntos relacionados à estratégia e posicionamento no mercado da empresa, gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos, fontes de financiamento, aquisição de ativos permanentes, investimentos em marketing, são levado em consideração. Ele objetiva determinar os resultados futuros de longo prazo decorrentes de decisões tomadas no presente. (CHEROBIM et al, 2005, p. 407) Cherobim et al (2005) afirmam ainda que o planejamento financeiro de longo prazo se propõe a definir e projetar o orçamento de capital, os lucros futuros e a

26 25 geração de recursos financeiros ou de caixa Planejamento financeiro a curto prazo No planejamento financeiro de curto prazo, são analisadas e previstas situações e planos de um curto espaço de tempo, no período de um a dois anos no máximo. Nesse planejamento estão inclusos os orçamentos de caixa, as previsões de vendas do período e de gastos com matéria-prima, etc. (GITMAN, 2002) Nesse planejamento, são levados em consideração os ativos e passivos circulantes da empresa, por isso ele também pode ser chamado de administração do capital de giro. Ross et al (2008) dizem que questões como a do nível mínimo de caixa a ser mantido, do montante de empréstimos de curto prazo e concessão de crédito a clientes, são algumas das que situam-se na categoria de administração financeira de curto prazo. É a administração do capital de giro que determina a solvência da empresa, ou seja, a capacidade dela honrar suas dívidas, por esse motivo, a administração do capital de giro é uma ferramenta fundamental para a saúde financeira da empresa e de sua sobrevivência. 3.4 CAPITAL DE GIRO O termo capital de giro vem do lucro obtido através do processo operacional circulante, ou seja, compra de estoques, produção, vendas, recebimentos, novamente compra de estoques, produção, vendas e recebimentos. (PADOVEZE e BENEDICTO, 2004) Segundo Assaf Neto (2005), o capital de giro deve observar os recursos que circulam diversas vezes em determinado período independentemente do conceito adotado. Esses recursos são observados no balanço patrimonial representado no quadro 3, onde aparecem destacadas as contas caixa, duplicatas a receber, estoques, duplicatas a pagar e outros.

27 26 ATIVO CIRCULANTE Caixa Duplicatas a Receber Estoques PASSIVO CIRCULANTE Duplicatas a Pagar Outras Contas a Pagar Quadro 3: Contas circulantes Fonte: Gitman, 2002 Segundo Braga (1991, p.1), a administração do capital de giro constitui um processo de planejamento e controle dos recursos financeiros aplicados no ativo circulante das empresas. Assim podemos dizer que: Capital de Giro = Ativo Circulante Quadro 4: Capital de giro Fonte: Braga, 1991 Augustini (1999) identifica três situações possíveis de capital de giro: Capital de giro nulo: relação em que o ativo circulante é igual ao passivo circulante, ou seja, os haveres, bens e direitos conversíveis no prazo de até um ano são iguais às dívidas ou obrigações exigíveis no mesmo prazo; Capital de giro próprio: relação em que o ativo circulante é maior que o passivo circulante, ou seja, os haveres, bens e direitos conversíveis no prazo de até um ano são maiores do que as dívidas ou obrigações exigíveis no mesmo prazo; Capital de giro de terceiros: relação em que o ativo circulante é menor do que o passivo circulante, ou seja, os haveres, bens ou direitos conversíveis no prazo de até um ano são menores que as dívidas ou obrigações exigíveis no mesmo prazo. Essa relação entre ativos e passivos circulantes tem grande importância nas políticas da administração de capital de giro, pois apesar de não ser um índice financeiro, o capital de giro é utilizado para mensurar a liquidez global da empresa, isto é, informa a capacidade que a empresa tem em honrar seus compromissos referentes às contas circulantes. (GITMAN, 2002) Segundo Padoveze e Benedicto (2004), o capital de giro constitui-se como

28 27 requisito essencial para a avaliação do equilíbrio financeiro de uma empresa. Pela análise de seus elementos patrimoniais são identificados os prazos operacionais, o volume de recursos permanentes (longo prazo) que se encontra financiado, o giro e as necessidades de investimento operacional. Deste modo, Cherobim et al (2005) colocam que as políticas de gerenciamento do capital circulante objetivam definir: o volume de investimentos necessários no total do capital circulante; a distribuição desses investimentos em caixa; valores a receber e estoques; e como serão financiados esses investimentos. Como forma de gerenciamento, utiliza-se o tripé da administração do capital de giro que são: a gestão das disponibilidades, a gestão de estoques e a gestão de contas a receber Gestão das disponibilidades Neste tópico será apresentado o conceito de disponibilidade, sua importância e algumas técnicas de gestão Conceito de disponibilidade Segundo Cherobim et al (2005) a disponibilidade ou caixa são valores em moeda, mantidos na tesouraria da empresa ou depositados em contas correntes bancárias, que possuam liquidez imediata e, em sua maior parte, livres para serem usados a qualquer momento. Representam os ativos com liquidez imediata, devido a sua independência financeira de ações de terceiros. Caixa e títulos negociáveis representam as disponibilidades das empresas com maior liquidez, sendo extremamente úteis na redução do risco de insolvência técnica, pois podem ser utilizados tanto nas ocasiões de saídas de caixa planejadas quanto inesperadas. (GITMAN, 2002) Importância das disponibilidades Os saldos de caixa, segundo Gitman (2002), são influenciados significativamente pelas técnicas de produção e vendas, bem como pelos procedimentos adotados para a cobrança das duplicatas a receber e o pagamento das duplicatas a pagar. Ross et al (2008, p. 437) colocam algumas razões para a manutenção dos saldos de caixa e de títulos negociáveis. Mais precisamente são três os motivos:

29 28 Motivo de especulação: a necessidade de manter caixa para tirar proveito de oportunidades de investimento; Motivo de precaução: a necessidade de manter caixa como margem de segurança ou reserva financeira; Motivo de transação: a necessidade de manter caixa para realizar as atividades normais de desembolso e recebimento associadas às operações cotidianas da empresa. A determinação do saldo de caixa deve ser feita de modo que contribua para a elevação do valor da empresa, pois os níveis de caixa interferem diretamente na lucratividade da mesma. (GITMAN, 2002) Cherobim et al (2005) afirmam que muitas organizações não dão tanta importância na determinação do saldo mínimo de caixa. Elas direcionam praticamente todo o caixa para as atividades operacionais, caracterizando seu Capital de Giro como insuficiente. Portanto, para determinar o saldo de caixa é aconselhável seguir alguns aspectos: Peculiaridades de cada setor de atividade; Previsibilidade das entradas e saídas de caixa; Exigências de reciprocidade bancária; Capacidade de captar recursos, próprios ou de terceiros. Segundo Assaf Neto (2003), o ideal seria que o saldo de caixa de uma empresa fosse zero. Porém fatores como, inflação, alto custo do dinheiro e incertezas, fazem com que essa situação ideal seja impossível Técnicas para a gestão das disponibilidades Na gestão de caixa, a empresa precisa elaborar procedimentos para cobrar seus clientes, pagar seus fornecedores, e aplicar qualquer excesso disponível. Abaixo segue algumas técnicas: Fluxo de caixa Ross et al (2008) definem o fluxo de caixa como à diferença entre o valor

30 29 monetário que entrou no caixa e o valor monetário que saiu. José Netto (1999, p. 92) afirma que: "fluxo de caixa é o saldo aritmético entre entradas e saídas de moeda no caixa a cada instante, realizado ou projetado durante um determinado período, proveniente do movimento operacional da empresa". A figura 3 demonstra a movimentação de caixa relacionada às principais contas envolvidas. Figura 3: Representação do fluxo de caixa Fonte: José Netto, 1999 Segundo Zdanowicz (1998), devem-se conhecer quais são os tipos de recursos que, normalmente, ingressam no caixa e de que forma eles são

31 30 desembolsados, pois somente através desse conhecimento pode-se realizar as análises do fluxo de caixa destes recursos. Zdanowicz (1998, p.19) afirma que o fluxo de caixa é o instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, dirigir e controlar os recursos financeiros de sua empresa para um determinado período. Ciclo operacional e ciclo de caixa Segundo Ross et al (2008, p. 415), "o ciclo operacional é o período desde a aquisição de estoque até o recebimento de caixa. E o ciclo de caixa é o período desde o pagamento até o recebimento em dinheiro". Esses ciclos podem ser observados na figura 4. Figura 4: Representação do ciclo operacional e ciclo de caixa Fonte: Estevam, 2011 O primeiro trecho do ciclo operacional, período médio de estoques, corresponde ao tempo que se leva para comprar e vender a mercadoria. O segundo trecho, período médio de cobrança, é o tempo necessário para receber a venda. O ciclo de caixa é a diferença entre o ciclo operacional e o prazo médio de pagamento das duplicatas aos fornecedores. O ideal para qualquer empresa é possuir um ciclo de caixa negativo, pois teria

32 31 um período médio de pagamento maior que o seu ciclo operacional. Porém, grande parte das empresas trabalha com um ciclo de caixa positivo, ou seja, necessitam de financiamentos para cumprir com suas obrigações. (GITMAN, 2002) Cherobim et al (2005) apresentam várias estratégias para a redução do ciclo de caixa da empresa. As principais são: retardar os pagamentos de valores a pagar, acelerar o giro de estoques e acelerar o recebimento de valores a receber. Na utilização dessas estratégias, as empresas poderão apresentar ciclos de caixa mais baixos, podendo até ser negativo, na medida em que os prazos médios de pagamentos sejam maiores que os ciclos operacionais. (GITMAN, 2002) Porém, Gitman (2002) alerta para alguns cuidados que as empresas devem tomar com a combinação das estratégias citadas acima: evitar um grande número de faltas de estoque, evitar perdas de vendas devido às técnicas de cobrança que pressionem demais os clientes e não prejudicar o conceito de crédito da empresa, retardando em demasia o pagamento de suas contas. Adiamento de desembolsos Que procura não somente postergar os pagamentos aos fornecedores, como também retardar a liberação do dinheiro. (GITMAN, 2002) Relação com bancos Gitman (2002) dá grande importância a um forte relacionamento com bancos, pois estes a muito tempo deixaram apenas de ser um local para abertura de contas e obtenção de empréstimos. Hoje, eles possuem uma ampla variedade de serviços voltados para a administração de caixa Duplicatas a receber Neste tópico será apresentado o conceito de duplicatas a receber, as políticas de crédito e o processo de concessão de crédito Conceito de duplicatas a receber Segundo Cherobim et al (2005), crédito é a disposição de alguém ceder temporariamente parte de seu patrimônio ou prestar serviços a terceiros, com a expectativa de receber de volta, decorrido o período de tempo estipulado, na sua integralidade ou em valor correspondente. É a troca de bens presentes por bens futuros.

33 32 As duplicatas a receber são resultado da concessão de crédito de uma empresa para seus clientes. Essa concessão faz parte do custo de fazer negócio, pois ao manterem recursos comprometidos em duplicatas a receber, as empresas perdem o poder aquisitivo, além de correr riscos de inadimplência. Entretanto, ao incorrer nesses custos, as empresas têm condições de ser competitivas, atraindo e mantendo clientes, e com isso melhoram e mantêm as vendas e lucros. (GITMAN, 2002) A concessão de crédito atua como elemento do processo de oferecimento de um produto ou serviço não só porque afeta diretamente o preço da aquisição, distribuindo os pagamentos no tempo, como também proporciona maior flexibilidade operacional ao comprador, que ganha tempo para gerar recursos com vistas a efetuar os pagamentos devidos (SANVICENTE, 1997) Políticas de crédito As políticas de crédito definem como será a concessão de crédito baseados nas condições atuais e expectativas futuras da situação econômico-financeira da empresa. Essas políticas são a base da eficiente administração de valores a receber, pois orientam a forma que o crédito é concedido, definindo padrões de crédito, prazos, riscos, garantias exigidas e diretrizes de crédito. (CHEROBIM et al, 2005) Padrões do crédito Definem as condições mínimas que o pretendente deve possuir para receber crédito da empresa. Prazo É o período de tempo concedido ao cliente para efetuar o pagamento do compromisso assumido. Garantias Mecanismo utilizado para reduzir o risco nas vendas a crédito. Risco de crédito Representa a possibilidade de não recebimento do todo ou parte da venda realizada a crédito. Depois de identificar as políticas de crédito utilizadas pelas empresas, será

34 33 visto de que forma se concede o crédito aos clientes O processo de concessão de crédito Para a análise de concessão de crédito, a administração financeira utiliza frequentemente os chamados 5 "Cs" do crédito para clientes solicitantes: o caráter, a capacidade, o capital, o colateral e as condições. (GITMAN, 2002) Caráter Refere-se ao histórico do cliente quanto ao cumprimento de suas obrigações financeiras, contratuais e morais. Capacidade Potencial do cliente para quitar o crédito solicitado. Capital A solidez financeira do solicitante. Colateral O montante de ativos colocados à disposição pelo solicitante para garantir o crédito. Condições As condições econômicas e empresariais vigentes, bem como circunstâncias particulares que possam afetar qualquer das partes envolvidas na negociação. Segundo Gitman (2002), o analista de crédito na maioria das vezes dá maior relevância ao caráter e capacidade. A consideração para os demais (capital, colateral e condições) é importante para o acordo de crédito e tomada de decisão final, a qual depende da experiência do analista. Cherobim et al (2005) ordenam o processo de concessão de crédito da seguinte maneira: Obtenção de informações sobre o cliente A empresa deve ter procedimentos muito bem estruturados para coletar informações sobre o pretendente a crédito. Tais procedimentos serão diferentes para pessoas físicas e jurídicas e, ao mesmo tempo, para clientes atuais e futuros. O nível de profundidade das informações a serem utilizadas está relacionado ao valor

35 34 do limite de crédito pretendido. Confirmação das informações De posse das informações, os analistas de crédito da empresa devem verificar sua veracidade. Análise das informações A partir da confirmação das informações sobre o cliente, a empresa dispõe dos elementos necessários para elaborar a análise dessas informações, que preferencialmente será realizada com o auxílio de programas de processamento de dados específicos para essa função. Tomada de decisão sobre o crédito pretendido A análise configurará as bases para a definição de um limite do crédito ao cliente, estabelecendo linha de crédito, com valor definido, que ficará a disposição do cliente para ser utilizada em período determinado. No caso de pessoas físicas, é possível utilizar uma tabela de classificação de crédito. Informação da decisão ao cliente A informação ao cliente deve ser formal. Na impossibilidade de concessão de crédito nas condições normais, deve ser aberta possibilidade de reforço de garantias, como a utilização de avalista ou fiador, por exemplo. Os padrões de crédito de uma empresa refletem os requisitos mínimos exigidos para a concessão de crédito a um cliente. O conhecimento de algumas variáveis dará uma ideia geral sobre os tipos de decisão envolvidas no momento em que a empresa pensa em afrouxar ou arrochar seus padrões de crédito. As variáveis são: volume de vendas, investimento em duplicatas a receber e perdas com devedores incobráveis. (CHEROBIM et al, 2005) Volume de vendas Em geral, padrões de crédito afrouxados aumentam as vendas afetando os lucros de maneira positiva. Em contra partida, com o aumento do rigor nos padrões de crédito, há a diminuição nas vendas produzindo efeitos negativos. Investimento em duplicatas a receber Se a empresa afrouxar seus padrões de crédito, o volume de duplicatas a receber deve crescer, assim como seu custo relativo. O inverso deve ocorrer se os

36 35 padrões de crédito sofrerem arrocho. Portanto, uma flexibilização dos padrões de crédito afeta os lucros negativamente, em virtude de maiores custos, ao passo que um arrocho traz conseqüências positivas, por reduzir custos. Perdas com devedores incobráveis A probabilidade de uma conta tornar-se incobrável aumenta com a maior flexibilização dos padrões de crédito, afetando os lucros negativamente. Com o arrocho, reduz perdas com contas incobráveis. Pode-se esperar que, com maior flexibilização dos padrões de crédito, ocorram as seguintes alterações básicas e efeitos sobre o lucro: Variável Direção da Variação Efeito sobre o Lucro Volume de Vendas Aumenta Diminui Investimento Duplicatas. A Receber Aumenta Aumenta Perdas com Devedores Incobráveis Aumenta Aumenta Quadro 5: Alterações nos padrões de crédito Fonte: Gitman, 2002 Se os padrões de crédito forem arrochados, podem-se esperar efeitos contrários. A política de cobrança da empresa abrange os processos adotados para cobrar as duplicatas a receber quando elas vencem. A eficiência da política de cobrança pode ser mensurada parcialmente, observando-se o nível de inadimplentes. Parcialmente porque depende também da política em que se baseou a concessão de crédito. (GITMAN, 2002) Cobrança é o ato de concretização do recebimento de valores representativos de vendas, à vista ou a prazo, de forma oportuna. Cobrar é tão importante quanto vender, pois o ciclo operacional só se completa quando o valor da venda é recebido. (CHEROBIM et al, 2005, p.368) Atualmente, as organizações contam com várias formas de realização de cobrança. Os principais fatores para a escolha no tipo de cobrança são eficiência e custo. Entre elas, via bancária, via carteira e via representante.

37 Gestão de estoques Neste tópico será apresentado o conceito de estoque, os tipos de estoque, sua importância, seus custos e técnicas para sua manutenção e controle Conceito de estoque Gitman (2002) define o estoque como ativo circulante necessário que permite o funcionamento dos procedimentos de produção e vendas com um mínimo de distúrbio. Além disso, representa um investimento significativo na maioria das empresas. Francischini e Gurgel (2002) definem estoque como: "quaisquer quantidades de bens físicos que sejam conservados, de forma improdutiva, por algum intervalo de tempo". Cherobim et al (2005) afirmam que a administração de estoques envolve o controle dos ativos circulantes que são utilizados nos procedimentos de prestação de serviços, na comercialização ou na produção, para serem vendidos no curso normal das operações da empresa. Portanto, a administração de estoques deve saber: Quando comprar; Em que momento comprar ou produzir; Quais itens de estoque merecem maior atenção. É importante lembrar que os estoques não são administrados apenas pelo administrador financeiro. Normalmente, também são de responsabilidade da área de compras ou logística. (CHEROBIM et al, 2005) Classificação do estoque Gitman (2002) classifica os estoques de três maneiras: estoques de matériasprimas, que correspondem a itens adquiridos pela empresa, para uso na elaboração de seus produtos; estoque de produtos em elaboração, o qual engloba todos os itens que estão passando pelo processo de produção; e estoque de produtos acabados, que correspondem aos itens que foram produzidos, porém ainda não vendidos. Francischini e Gurgel (2002, p.81) fragmentam um pouco mais essa

38 37 classificação de estoques: Estoques de matérias-primas: materiais ou componentes comprados de fornecedores, armazenados na empresa compradora e que não sofreram nenhum tipo de processamento; Estoques de materiais em processo: materiais e componentes que sofreram pelo menos um processamento no processo produtivo da empresa compradora e aguardam utilização posterior; Estoque de produtos auxiliares: peças de reposição, materiais de limpeza, materiais de escritório, etc; Estoques de produtos acabados: produtos prontos para a comercialização Importância dos estoques Atualmente o relacionamento do cliente e fornecedor é o de parceria, no qual ambos se ajudam na procura de soluções eficazes buscando trazer mais benefícios aos consumidores finais. (MARTINS e ALT, 2009) Ballou (2006) cita algumas finalidades para a manutenção dos inventários: Melhorar o serviço ao cliente; Economia de escala; Proteção contra mudanças de preços em tempo de inflação alta; Proteção contra incertezas na demanda e no tempo de entrega; Proteção contra contingências Custos de estoque Como a gestão de estoques envolve mais áreas da empresa e não apenas a financeira, é compreensível que existam divergências nessa gestão. Por exemplo, o gerente de marketing gostaria que houvesse grandes estoques, afim de que os pedidos fossem atendidos rapidamente. Porém, o administrador financeiro busca manter os níveis de estoques em níveis baixos, assegurando que o dinheiro da empresa não esteja sendo investido inadequadamente em excesso de recursos. (GITMAN, 2002) Portanto, do ponto de vista do administrador financeiro, o estoque é um investimento. Por isso, ao avaliar alterações planejadas nos níveis de estoque, deve-

39 38 se considerá-las do ponto de vista de custo versus benefício. (GITMAN, 2002) Cherobim et al (2005) justificam a existência de estoques nas empresas de três maneiras: estoque operacional, de segurança e especulativo. O primeiro representa a quantidade necessária de estoque destinada a garantir o desenvolvimento e a operacionalização da produção. O segundo, são estoques de materiais e produtos definidos como importantes para o processo produtivo, que são mantidos para superar os imprevistos que possam acontecer nos processos de fornecimento, produção e vendas. O último é mantido para se beneficiar ou reduzir os efeitos negativos de variações de preços no mercado. Ross et al (2008) argumentam que os custos de estoques podem ser classificados em três categorias: Custos de manter: que são os custos com investimento aplicado, armazenagem, transferência, impostos, seguros, perdas, controle e desuso/obsolescência; Custos de comprar: os custos com a pesquisa de preços, comunicações (correio, telefone, fax, internet, plataforma de comunicação de dados), negociação com fornecedores de bens e serviços, emissão das ordens de compra, recepção e conferência dos produtos comprados, devoluções ocasionais, ou seja, são os custos relacionados à compra ou reposição dos produtos; Custos de faltar: a falta de estoques pode trazer conseqüências negativas sérias à empresa: atraso na produção/entrega do produto ao cliente, quando todo o pedido do cliente não pode ser atendido; custo de compra eventual, fora de programação e com reduzido poder de negociação; custos de reemissão de faturamento, embalagem e despacho de mercadoria, quando parte do pedido é atendido e os produtos em falta seguem posteriormente; custo de venda perdida, quando o cliente vai comprar o produto no concorrente; custo do cliente perdido, quando o cliente vai comprar o produto no concorrente e troca de fornecedor. Além dos custos, para estipular os níveis de estoques são levados ainda em consideração a velocidade de reposição, duração do ciclo de produção, hábitos de compra dos clientes e durabilidade dos produtos estocados Técnicas para a administração de estoques Cherobim et al (2005) afirmam que os altos valores econômicos aplicados na

40 39 gestão de estoques provocaram o surgimento de várias técnicas para a diminuição de estoques sem prejuízo nas atividades operacionais da empresa. Os principais métodos são: Curva dente de serra Francischini e Gurgel (2002) citam o gráfico de estoques para representar a evolução do estoque em uma empresa. Nesse gráfico observa-se dois períodos diferentes: o período de consumo de estoque e o período de reposição de estoque. Gráfico 2: Curva dente de serra Fonte: Argenton et al, 2008 O gráfico representa a variação do estoque de um ou mais itens em função do tempo e é chamado de "dente de serra" por causa da semelhança com os dentes de uma serra. (MARTINS E ALT, 2009) Estoque de segurança Segundo Martins e Alt (2009), o estoque de segurança tem a função de diminuir a probabilidade de faltar itens no estoque devido a eventualidades que possam ocorrer. Os principais motivos para que ocorra falha na reposição do estoque são: aumento repentino da demanda, demora no procedimento do pedido de compra e atrasos de entrega pelo fornecedor.

41 40 Gráfico 3: Estoque de segurança Fonte: Oliveira et al, 2008 O gráfico 3 apresenta o estoque em função do tempo, destacando o número de itens mínimo que a empresa deve manter em seu estoque para evitar uma possível falha na reposição. Ponto de pedido Francischini e Gurgel (2002, p. 159) afirmam que o ponto de pedido é: "a quantidade em estoque que, quando atingida, deve acionar um novo processo de compra ou fabricação. Gráfico 4: Ponto de pedido Fonte: Silva et al, 2005 Com a demanda, o tempo de reposição e o estoque de segurança é possível calcular o ponto de pedido representado no gráfico 4. Estoque médio Estoque médio é um parâmetro útil que resume as transações de entradas e saídas de determinado item no estoque. (Francischini e Gurgel, 2002, p. 160)

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