BENTO GONÇALVES RELATÓRIO EPIDEMIOLÓGICO SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA - SIDA SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO SINAN

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3 BENTO GONÇALVES RELATÓRIO EPIDEMIOLÓGICO SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA - SIDA SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO SINAN 7ª REVISÃO 1986 a 2012 Rio Grande do Sul Bento Gonçalves Secretaria Municipal da Saúde Serviço de Vigilância Epidemiológica 3

4 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL BENTO GONÇALVES Secretaria Municipal de Saúde Serviço de Vigilância Epidemiológica Colaboradores José Antônio Rodrigues da Rosa (coordenador e organizador) Fabiane Giacomello Márcia Dal Pizzol Letícia Biasus Jakeline Galski Rosiak Maio de 2013 Rua Goiânia, nº 590, Bairro Botafogo, CEP Os dados desta publicação são de domínio público e podem ser utilizados, desde que citadas as fontes. 4

5 SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO (SINAN) O Ministério da Saúde tem estabelecido uma lista composta por doenças e agravos à saúde de interesse nacional e cuja notificação é obrigatória às autoridades públicas de saúde. Estas notificações geram informações que são digitalizadas em um banco de dados denominado de Sistema de Informação de Agravos de Notificação SINAN. A utilização efetiva deste sistema possibilita a geração de informações que têm grande utilidade para a elaboração do diagnóstico de saúde da população, podendo fornecer subsídios para explicações causais de diferentes doenças, indicando potenciais riscos aos quais as pessoas estão sujeitas e ajudando na elaboração de estratégias de prevenção e contenção de doenças. É, portanto, um instrumento relevante para auxiliar o planejamento da saúde, definir prioridades de intervenção, além de permitir que seja avaliado o impacto das intervenções. Em Bento Gonçalves, o SINAN é coordenado pelo Serviço de Vigilância Epidemiológica (SVE) da Secretaria Municipal da Saúde. O SVE recebe as informações referentes a doenças transmissíveis e demais agravos à saúde de interesse epidemiológico através das fichas de notificação e/ou de investigação. A partir das informações recebidas, o SVE faz o acompanhamento e monitoramento dos casos, intervindo através de ações voltadas a assistência, educação da população e dos profissionais de saúde, qualificação do diagnóstico, tratamento das doenças, interrupção da cadeia de transmissão (vacinação, por exemplo) e prevenção do agravamento das doenças. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) encontra-se entre os agravos de notificação obrigatória ao SINAN. Paralelamente ao SINAN, existem outros três sistemas que também recebem registros de casos de SIDA: o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM) e o Sistema de Informação de Exames Laboratoriais (SISCEL) [4]. A fim de qualificar o registro da doença, o Ministério da Saúde tem feito o relacionamento das suas bases de dados. Como resultado, o número de casos de SIDA que era de entre 1980 a junho de 2007, aumentou para casos, demonstrando uma subnotificação em torno de 15% ao SINAN no país [4]. Este achado revela a existência de lacunas no processo de notificação e demonstra a necessidade de estratégias que melhorem o fluxo de informações entre os sistemas de registro de SIDA. Outro aspecto relevante para a análise da SIDA, é que a estatística do Ministério da Saúde é feita considerando o ano em que a infecção pelo HIV foi diagnosticada e não o ano em que o paciente foi notificado como SIDA. Por exemplo, os pacientes que desenvolveram SIDA e que foram notificados em 2010, 2011 ou 2012, mas cujo diagnóstico de HIV ocorreu em 2008, são contabilizados como casos novos de No Boletim Epidemiológico de DST AIDS do Ministério da Saúde publicado no ano de 2007, o número de casos de SIDA do RS nos anos 2000, 2001, 2002 e 2003 era, respectivamente, de: 2.947, 2.862, e No Boletim publicado em 2012, estes números passaram para: 3.059, 3.002, e 3.450, gerando um aumento global de 6,5%. Em outras palavras, utilizar o ano do diagnóstico do HIV leva a alterações retroativas na incidência da doença, mudando constantemente as suas séries históricas. Para fazer a análise estatística da doença no município, optou-se pelo ano de notificação da SIDA, sem considerar o ano em que a infecção foi diagnosticada. Também é necessário que se diga que os dados de SIDA apresentados nos relatórios publicados pela Secretaria Estadual da Saúde diferem dos apresentados pelo Ministério da Saúde em seu Boletim Epidemiológico. Por essas razões, recomenda-se que as análises aqui apresentadas sejam vistas com certa relatividade, uma vez que podem conter imprecisões estatísticas resultantes da dificuldade em se obter dados precisos sobre a doença. A cada ano, a equipe da Vigilância Epidemiológica procura qualificar as informações prestadas em seus relatórios. O relatório municipal sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida apresentado a seguir representa a 7ª revisão feita, desde sua primeira publicação no ano de Ele atualiza os dados sobre a doença até o ano de

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7 SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA SIDA A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA ou AIDS - Acquired Immune Deficiency Syndrome) foi reconhecida em meados de 1981, nos Estados Unidos, a partir da identificação de um número elevado de pacientes que apresentavam sarcoma de Kaposi, pneumonia por Pneumocystis carinii e comprometimento do sistema imune [2]. No Brasil, os primeiros casos notificados da doença datam de A SIDA é uma doença caracterizada por uma disfunção grave do sistema imunológico do indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) [1]. A primeira fase da doença caracteriza-se por sintomas de infecção aguda que podem surgir algumas semanas após a infecção inicial (entre 5 a 30 dias) [2], com manifestações como: febre, calafrios, sudorese, mialgias, cefaléias, dor de garganta, sintomas gastrintestinais, linfadenopatias generalizadas e erupções cutâneas [1]. A maior parte dos indivíduos apresenta sintomas autolimitados. Seu diagnóstico é pouco realizado devido ao baixo índice de suspeisão. Na segunda fase, o paciente entra em um período de infecção assintomática, de duração variável que pode demorar alguns anos [1]. A última fase da doença é sintomática, caracterizada pelas manifestações da SIDA. Ocorre na medida em que o paciente vai apresentando alterações da imunidade, com o surgimento de febre prolongada, diarréia crônica, perda de peso importante (superior a 10% do peso anterior do indivíduo), sudorese noturna, astenia e adenomegalia. As infecções oportunistas passam a surgir ou recidivar, tais como, tuberculose, pneumonia por Pneumocistis carinii, toxoplasmose cerebral, candidíase e meningite por criptococos, dentre outras. Tumores raros em indivíduos imunocompetentes, como o sarcoma de Kaposi, também podem surgir [1]. As principais formas de transmissão do vírus HIV incluem [1, 2] : relações sexuais com indivíduo infectado, contato com sangue contaminado e através da mãe infectada para o filho, no curso da gravidez, durante ou após o parto e pelo leite materno. São fatores de risco associados aos mecanismos de transmissão do HIV: variações freqüentes de parceiros sexuais sem uso de preservativos; utilização de sangue ou seus derivados sem controle de qualidade; uso de seringas e agulhas não esterilizadas (como acontece entre usuários de drogas injetáveis); gravidez em mulher infectada pelo HIV; e recepção de órgãos de doadores infectados. Com os testes laboratoriais atualmente disponíveis, o tempo médio necessário para a detecção (janela imunológica) do vírus HIV é de 6 a 12 semanas. Em 95% dos casos a soroconversão ocorre nos primeiros seis meses após a contaminação da pessoa [2]. 1. Atendimento e Notificação dos Casos de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida em Bento Gonçalves Até 1997, todos os casos da doença residentes no município eram atendidos e notificados pelo Centro de Testagem Anônima e Aconselhamento (à época denominado COAS - Centro de Orientação e Apoio Sorológico), em Porto Alegre. Em 1998, o COAS do município de Caxias do Sul passou a ser a referência regional (na Serra Gaúcha) para o acompanhamento dos pacientes portadores do vírus HIV e para o fornecimento dos medicamentos para os doentes de SIDA, inclusive os residentes em Bento Gonçalves. Em 1999, a Secretaria Municipal da Saúde de Bento Gonçalves implantou o seu Serviço de Atendimento Especializado / Serviço de Aconselhamento e Testagem (SAE/SAT), inicialmente, fornecendo a testagem anônima para a doença. A partir de 2003, o SAE/SAT passou a prestar o acompanhamento clínico e o tratamento dos pacientes, tornando-se a referência para os municípios vizinhos. O SAE também promove a distribuição gratuita de preservativos e medicamentos, realiza atividades preventivas e oferece apoio às vítimas de estupro ou abuso sexual e acompanha os casos de acidente com material biológico expostos a sangue e secreções humanas potencialmente contaminadas. Em 2006, o SAE/SAT passou a ser denominado de SAE/CTA (Serviço de Atendimento Especializado / Centro de Testagem e Aconselhamento), sendo referência, também para os pacientes infectados pelos vírus das hepatites B e C. A Coordenação de Imunizações do SVE fornece suporte técnico para o SAE/CTA, fornecendo vacinas e outros imunobiológicos, como a vacina antipneumocócica, a vacina antipólio injetável, a vacina contra a hepatite B e a vacina contra a gripe para os seus pacientes. Os casos de SIDA são compulsoriamente notificados ao Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN). A rigor, os pacientes com SIDA são pessoas HIV positivas com algum critério de definição de caso, como, por exemplo: CD4 baixo (menor de 350) ou presença de doenças oportunistas [6] que aparecem como conseqüência da imunodeficiência. Em 2012, o Ministério da Saúde publicou o consenso para o tratamento precoce dos pacientes infectados pelo HIV com contagem de CD4 <500 células/mm 3[14]. 7

8 Os pacientes HIV positivos (ou soropositivos) sem manifestações da imunodeficiência não são classificados como SIDA, razão pela qual o número de portadores da infecção é maior do que o de doentes. Os dados dos pacientes com SIDA são registrados na ficha de investigação de caso pelas unidades notificadoras (UBS, SAE/CTA, hospital, etc.). O Serviço de Vigilância Epidemiológica (SVE) recebe essas fichas e processa as informações. Eventualmente, a notificação de casos da doença ocorre através da Declaração de Óbito, ou por associação com outras doenças, como a tuberculose ou as hepatites B e C. Os dados de SIDA, até 2002, têm como principal fonte o SINAN da Secretaria Estadual da Saúde e do Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde. O SINAN do município passou a receber e a processar as informações sobre os casos de SIDA no ano de Desde 2006, a equipe do SVE tem revisado todos os dados de SIDA residentes, notificados ao SINAN municipal. Os dados são cruzados e comparados com os de outros sistemas de informação: SINAN da Secretaria Estadual da Saúde, Unidades Básicas de Saúde; Serviço de Saúde Mental; Serviço de Aconselhamento Especializado para HIV/SIDA; Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM); laboratório da Secretaria Municipal da Saúde, Sistema de Informação sobre Intoxicações (SININTOX-BG) e sistema de Gestão Municipal de Saúde (GEMUS). Sempre que possível, as informações das fichas de investigação que estão duvidosas, incompletas ou incorretas são recuperadas e corrigidas. Da mesma forma, os casos identificados como duplo registro verdadeiro são excluídos da análise. Algumas das inferências deste relatório foram feitas utilizando-se os dados a partir do ano 2000, por serem mais consistentes. 2. SIDA em Bento Gonçalves Ao elaborar o relatório de SIDA de Bento Gonçalves, a equipe do SVE tem utilizado diversas referências bibliográficas, a fim de fundamentar seus achados e melhorar suas análises. Além disso, a Vigilância Epidemiológica também tem utilizado estudos e dados sobre SIDA publicados pela Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul e pelo Ministério da Saúde. Assim, sempre que possível, os indicadores municipais são comparados aos estaduais e nacionais, permitindo avaliar qual a situação do município em relação ao RS e ao Brasil. Em Bento Gonçalves, os primeiros casos de SIDA foram notificados no ano de 1986 (2 casos masculinos). Nos 27 anos que correspondem ao período de 1986 a 2012, foram notificados 353 casos novos de SIDA residentes no município, resultando em cerca de 13 casos a cada ano (ver Tabela 1), e numa incidência média de 14,6 casos por habitantes (ver Tabela 2). Considerando apenas o período de 2000 a 2012, a incidência média resultou em 25,2 casos por habitantes (cerca de 25 casos novos por ano) (ver Tabelas 1 e 2). A incidência da doença no município apresentou seus maiores picos em 2001 e 2008 (34,1 e 44,5/ habitantes, respectivamente) (ver Gráfico 1). Para a primeira década dos anos 2000, os dados do SINAN [4, 6] indicam uma incidência média de 29,4 casos por habitantes para o Rio Grande do Sul, e de 14,8/ para o Brasil [4]. A incidência média do país tem sido inferior a do estado e a do município. Segundo o Ministério da Saúde (Boletim Epidemiológico da AIDS [4] ) o estado do RS que em 1993 detinha o 6º maior coeficiente de incidência no país (11,9 por habitantes), passou a apresentar o terceiro maior coeficiente em 2000 (28,9). Desde 2002, o RS vem apresentando os maiores coeficientes de SIDA do Brasil. O segundo estado brasileiro com maior incidência de SIDA tem sido Santa Catarina. 3. SIDA em Bento Gonçalves Qüinqüenal Um dos problemas de avaliar a distribuição de casos de SIDA no nível municipal, é que podem existir grandes flutuações de um ano para outro. Um pequeno aumento no número de notificações pode elevar consideravelmente as taxas desse ano, reduzindo-se bruscamente no ano seguinte. Para facilitar a visualização do comportamento da doença, foram calculadas as incidência médias a cada cinco anos, a partir de Importante lembrar que os primeiros casos de SIDA do RS foram diagnosticados em 1983 (3 casos). O primeiro caso do Brasil foi diagnosticado em De acordo com o Gráfico 2, o estado e o país vinham experimentando um crescimento das taxas de SIDA até o qüinqüênio , período em que a doença atingiu suas maiores incidências. Em , houve uma redução da incidência tanto na esfera estadual como na nacional. Já em Bento Gonçalves, a incidência média qüinqüenal da SIDA vem crescendo continuamente desde (1,0/ ), fazendo com que as taxas municipais ultrapassassem as taxas do RS e do Brasil no qüinqüênio (27,6/ ). Os dados do triênio demonstram um pequeno aumento em relação ao qüinqüênio anterior (27,7/ ). 8

9 4. SIDA em Bento Gonçalves Decenal O Gráfico 2 também demonstra as incidências médias da SIDA calculadas a cada 10 anos. Nas últimas três décadas, pode-se observar um crescimento das taxas de SIDA nas três esferas. No estado e no país, a maior variação ocorreu na década de 90. No município, a década de 80 marcou o início da epidemia, com uma incidência de 1,1 casos para cada habitantes. Na década de 90, essa incidência passou para 2,3/ A primeira década de 2000 caracterizou-se pela implementação e qualificação do diagnóstico e das notificações o que se traduziu num expressivo crescimento da doença, atingindo uma incidência de 24,3/ (ou 938,2% de aumento em relação a década anterior). Para os três primeiros anos da década de 2010 também tem se observado um aumento (13,7%) da incidência da doença, com um resultado de 27,7/ SIDA por Sexo No período de 1986 a 2012, o município registrou 219 casos de SIDA no sexo masculino (62,0%) e 134 casos no sexo feminino. Entre 2000 a 2012, a incidência média da doença em Bento Gonçalves foi de 31,1/ homens, contra 19,3 casos/ mulheres (ver Tabela 2). No RS, a incidência masculina da SIDA tem sido mais elevada que a feminina em todos os anos [4]. No período de 2000 a 2011, a incidência média da doença entre os homens gaúchos foi de 34,2 casos por homens, e a feminina de 24,7 casos por mulheres. Da mesma forma que o RS, a incidência brasileira da SIDA no grupo masculino tem sido maior que a feminina em todos os anos, desde que os primeiros casos da doença surgiram no país. Em 1998, o grupo masculino apresentou sua maior incidência no país (25,1/ ), caindo progressivamente ao longo dos anos seguintes, até alcançar o valor de 16,3/ em 2010 [4]. A incidência média dos homens brasileiros, entre 2000 a 2010, foi de 18,5/ homens, e a feminina de 11,1/ mulheres [4]. 5.1 SIDA e Razão Entre os Sexos no Brasil e no RS Os homens constituem o grupo mais afetado pela SIDA, tanto na esfera municipal, como estadual e federal. Apesar disso, tem se observado um aumento progressivo no número de mulheres diagnosticadas com a doença nas três esferas. Entre a década de 90 e a primeira década de 2000, por exemplo, o país registrou um aumento de 82,2% no número de mulheres brasileiras doentes. Entres os homens brasileiros, este aumento foi na ordem de 13,5%. A razão entre os sexos (M:F) é calculada dividindo-se o número de casos de SIDA registradas entre homens pelo número de casos em mulheres, diagnosticados em um determinado período. Ela possibilita avaliar em qual sexo a doença é predominante. No Brasil, a razão entre os sexos tem diminuído consideravelmente desde o início da epidemia até os dias atuais. Em 1986, a razão de sexo era de 15,1:1 (para cada 15 casos em homens, havia um caso em mulheres). Entre 2002 e 2008, a razão estabilizou-se em 1,5:1 (15 homens para cada 10 mulheres), voltando a crescer em 2010: 1,7:1 [4, 13]. No RS, ao final da década de 80, existiam 14 casos masculinos para cada caso feminino da doença (14,3:1). Em 2007, essa relação diminuiu, chegando a 1,4:1 [6]. 5.2 SIDA e Razão Entre os Sexos em Bento Gonçalves O Gráfico 5 apresenta a incidência média decenal da SIDA por sexo e a razão entre os sexos em Bento Gonçalves. É importante lembrar que no início da epidemia, na década de 80, havia apenas doentes do sexo masculino. Na década de 90, a razão entre os sexos era de 2,8:1 (28 homens para cada 10 mulheres), caindo para 1,6:1 entre 2000 a 2009 (16 homens para cada 10 mulheres) (ver Gráfico 5). No início da década de 2010 (triênio ), a razão entre os sexos manteve-se estável (1,6:1). Estes dados têm demonstrado a feminização da doença em todo o país e a necessidade de estratégias para o enfrentamento da questão. Neste sentido, o Ministério da Saúde tem proposto o Plano Integrado para o Enfrentamento da Feminização da Epidemia da AIDS e outras DST [5] que tem como objetivos: promover o acesso universal à atenção integral em DST/AIDS para as mulheres; reduzir a morbidade das mulheres relacionadas as DST; reduzir os índices de violência sexual e doméstica contra as mulheres; 9

10 reduzir a Transmissão Vertical do HIV e da sífilis; promover a qualidade de vida das mulheres vivendo com HIV/AIDS, no âmbito dos direitos humanos, direitos sexuais e direitos reprodutivos. 6. SIDA por Faixa Etária Para a análise da faixa etária, foram construídas duas tabelas: a Tabela 3 mostrando o número de casos de SIDA no município por ano (1986 a 2012), em ambos os sexos, distribuídos em dez faixas etárias; e a Tabela 4 mostrando o total de casos da doença (1986 a 2012), no sexo masculino e feminino, distribuídos em oito faixas etárias, conforme o modelo existente no Boletim Epidemiológico AIDS e DST do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Em Bento Gonçalves, a faixa etária (ambos os sexos) com a maior proporção e a maior incidência da SIDA tem sido a de 30 a 39 anos (55,4 casos por habitantes [média 2000 a 2012]) (ver Tabela 3). No Rio Grande do Sul [4, 6] (70,8/ , período 2000 a 2012) e no Brasil [4] (35,4/ , período 2000 a 2010), os adultos de 30 a 39 anos também têm apresentado as incidências mais elevadas da doença (ver Gráfico 3). Nas três esferas (federal, estadual e municipal), as maiores incidências encontram-se entre 13 a 59 anos de idade. É importante considerar que o intervalo de tempo entre a infecção com o vírus HIV e o aparecimento dos primeiros sinais e sintomas da SIDA costuma ser prolongado (até 10 anos). Por essa razão, pode-se supor que, embora as altas taxas de doentes estejam ocorrendo em adultos de 30 a 39 anos, a infecção (isto é, momento em que o indivíduo adquire o HIV) esteja ocorrendo durante a juventude. Nesse sentido, vários estudos [8, 9, 10] têm apontado que o consumo de drogas ilícitas (como a cocaína e crack), umas das principais formas de transmissão do vírus HIV, têm ocorrido prevalentemente entre adolescentes e adultos jovens. 6.1 SIDA na Terceira Idade e Entre Crianças Menores de 5 Anos Segundo dados do Ministério da Saúde [4], entre 1999 a 2009, também tem se verificado um importante aumento no número de casos da doença nos indivíduos com 60 anos e mais. Os idosos têm respondido por 2,9% do total de notificações do país e por 3,2% no RS. Em nosso município, os casos de SIDA na população da 3ª idade têm representado apenas 2,0% dos doentes (7 casos), e nenhum aumento importante tem sido observado nesta faixa etária, até 2012 (ver Tabela 3). Em relação às crianças menores de 5 anos, a detecção de casos no país vem diminuindo desde 2002, passando de 6,2/ para 3,5/ em 2010 [4, 13]. Essa queda é o resultado do decréscimo observado nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, uma vez que as regiões Norte e Nordeste têm apresentado um aumento desta taxa [13]. Em termos proporcionais, a população menor de 5 anos tem respondido por 1,8% dos casos no Brasil (período 2000 a 2010) e por 2,0% no RS (período 2000 a 2012). Em Bento Gonçalves, o último caso de SIDA em crianças menores de 5 anos foi registrado no ano de Cerca de 1,1% dos casos encontra-se nesta faixa etária (incidência média de 2,2/ ). Segundo o relatório da UNAID [11], o número de crianças (<15 anos) que vivem com o HIV na América Latina permanece baixo e, aparentemente, vem caindo. Esta tendência vem se mantendo apesar da baixa cobertura de serviços de prevenção da transmissão do HIV em crianças e da, ainda, baixa cobertura de tratamento das gestantes infectadas pelo HIV. 6.2 SIDA por Faixa Etária e Sexo A Tabela 4 apresenta o número de casos notificados e a incidência média da doença em Bento Gonçalves para o grupo masculino e feminino. Foram calculadas as incidências médias levando-se em conta os dados de 1986 a 2012 e de 2000 a Os cortes etários seguem o modelo do Boletim Epidemiológico [4] do Ministério da Saúde e permitem uma melhor comparação dos dados municipais com os do país. O maior número de casos e a maior incidência da doença têm ocorrido na faixa etária de 30 a 39 anos, tanto entre os homens (68,3/ ), como entre as mulheres bentogonçalvenses (42,4/ ) (ver Tabela 4 e Gráfico 4). Em ambos os sexos, a incidência da doença cresce consideravelmente a partir dos 13 a 19 anos, até atingir seu pico aos 30 a 39 anos (ver Gráfico 4). A principal diferença entre os sexos se verifica na faixa etária dos 40 a 49 anos, com 2,3 casos masculinos para cada caso feminino. Na faixa etária de 60 anos e mais, foram notificados 6 casos em homens e um entre as mulheres. Segundo dados do MS [4], 78,2% do total de casos identificados em homens brasileiros encontra-se na faixa etária de 25 a 49 anos. Para as mulheres, essa proporção corresponde a 83,0%. 10

11 No município, entre 2000 a 2012, a proporção de homens com SIDA na faixa etária de 25 a 49 anos tem sido de 76,1%, contra 68,2% no grupo feminino. 7. SIDA e Escolaridade dos Doentes Para analisar a escolaridade dos pacientes, os dados foram agrupados em dois períodos distintos: 1986 a 1999 e 2000 a Isso, porque a partir do ano 2000, os campos da ficha de investigação relativos aos anos de estudo dos doentes passaram a ser adequadamente preenchidos num número maior de vezes, reduzindo, sensivelmente, os casos em que a escolaridade era considerada ignorada. Nos anos 90, a proporção de pacientes com escolaridade ignorada representava 40,9% do total das notificações do município, o que dificultava uma melhor avaliação desta questão (ver Tabela 5). No período de 2000 a 2012, entretanto, com a progressiva qualificação das informações prestadas na ficha de investigação, a escolaridade ignorada começou a reduzir-se, chegando a 23,0% dos casos. Como os dados deste período têm uma melhor consistência, a equipe do SVE preferiu utilizá-los para avaliar a variável escolaridade. Assim, os pacientes com 4 a 7 anos de escolaridade têm respondido pela maior proporção de casos (32,9%), seguidos pelos de 8 a 11 anos (20,8%). Os doentes sem nenhuma escolaridade são os que somam a menor proporção de casos (2,1%). Segundo os dados do SINAN do Ministério da Saúde [13], 27,4% dos doentes notificados em 2010 no país, teriam entre a 5ª e a 8ª série. Aproximadamente 2,4% dos doentes seriam analfabetos. No país, vem se observando uma tendência de aumento da escolaridade entre os indivíduos notificados. 8. SIDA e Orientação Sexual dos Pacientes Na atual ficha de investigação do SINAN, existem campos nos quais deve-se informar a natureza das relações sexuais do doente, havendo as seguintes opções: (1) só com homens, (2) só com mulheres, (3) com homens e mulheres, (4) não se aplica e (9) ignorado. Os doentes do sexo masculino que relataram ter relações sexuais só com homens, e as pacientes do sexo feminino que informaram ter relações sexuais só com mulheres foram classificados como tendo parceria homossexual. Os doentes do sexo masculino que relataram ter relações sexuais só com mulheres, e as do sexo feminino que informaram ter relações sexuais só com homens foram classificados como tendo parceria heterossexual. Os doentes do sexo masculino, bem como, as do sexo feminino que relataram ter relações sexuais tanto com homens, como com mulheres foram classificados como tendo parceria bissexual. A variável não se aplica foi utilizada para os doentes menores de 13 anos (bebês e crianças), nas situações em que se constatou a transmissão vertical do vírus HIV. Dos 353 casos de SIDA residentes em Bento Gonçalves, notificados entre 1986 a 2012, a grande maioria (75,9%) informou ser heterossexual (ver Tabela 6). Os pacientes homo/bissexuais corresponderam a 8,2% do total. A categoria não se aplica correspondeu a 2,5%. Em 13,3% dos casos, a informação sobre a orientação sexual foi classificada como ignorada. No grupo masculino, a proporção de homens doentes que admitiu ser homo/bissexual foi de 11,9%. A maioria dos homens informou ser heterossexual (68,0%). Entre as mulheres, a proporção de homo/bissexual foi de 2,2%, contra 88,8% heterossexual. No estado do RS, houve uma mudança em termos de perfil epidemiológico da doença [6]. No grupo masculino, o perfil homo e bissexual principal categoria de risco no início da epidemia manteve-se semelhante até No ano 2000, 17,4% dos homens gaúchos afirmaram manter relações homo/bissexuais, passando para 20,2% no ano Apesar disso, a maior proporção de casos masculinos da doença se mantém entre os heterossexuais média de 39,2% dos casos. 9. SIDA e Fatores de Risco de Exposição dos Pacientes Ao analisar as formas de exposição ao HIV, é necessário lembrar que um único paciente pode apresentar, ao mesmo tempo, mais de uma situação de exposição ao longo da sua vida: ele pode ser bissexual, usuário de drogas e, simultaneamente, manter relações sexuais desprotegidas com múltiplos parceiros, condição, esta, que pode ser encontrada entre muitos drogaditos que se prostituem para poder comprar drogas. Outro problema, é que, durante o preenchimento das fichas de investigação, podem ocorrer erros de informação por parte dos pacientes, devido a lapsos de memória sobre as possíveis situações de risco para 11

12 a infecção, ou mesmo, vergonha em informar certos tipos de atividade sexual de risco (não utilização de preservativos, relação sexual anal, prostituição, etc.) ou uso de drogas, por exemplo. Assim, muito embora uma boa parte dos pacientes informe que a prática heterossexual seja a sua principal forma de exposição, isso não significa, necessariamente, que esta seja a única situação de risco (ou a situação determinante) para a infecção. Por essas razões, é difícil definir com segurança qual a exata situação que causou a infecção do paciente. Daí, porque, os dados relativos a exposição dos pacientes devem ser vistos com cautela. Para este relatório, os fatores de risco de exposição foram agrupados didaticamente em três categorias: 1) exposição de natureza sexual, que inclui os pacientes que informaram: manter ou ter mantido relações sexuais (hetero/homo/bissexual) com parceiro sabidamente HIV positivo; manter ou ter mantido relações sexuais com parceiro bissexual; manter ou ter mantido relações sexuais com múltiplos parceiros (hetero/homo/bissexual); ter sido vítima de abuso sexual; manter relações exclusivamente heterossexuais ou homo/bissexuais; 2) exposição associada ao uso de drogas, que inclui os pacientes que informaram: ser usuário ou conviver com parceiros usuários de drogas injetáveis ou inaláveis; 3) outras formas de exposição, que inclui os pacientes: que informaram ter história ou conviver com parceiro que tem história de transfusão de sangue ou hemoderivados ou com história de hemofilia; nascidos de mãe HIV positiva em transmissão vertical. Para cada paciente incluído nesta análise foi contabilizada apenas uma única forma de exposição, mesmo que o paciente tivesse relatado mais de uma situação de risco (usuário de drogas com múltiplos parceiros, por exemplo). A exposição sexual foi considerada como a provável forma de contaminação pelo vírus HIV somente quando nenhuma outra forma foi identificada. A exposição sexual foi descartada como a provável forma de exposição ao vírus HIV sempre que havia uma história de uso de drogas ou de outras formas de exposição (isto é, transmissão vertical, hemofilia, transfusão de sangue e acidente com material biológico). O uso de drogas sempre foi considerado como a provável forma de exposição, mesmo que o paciente tivesse relatado outras situações de risco Exposição de Natureza Sexual Para este relatório, a exposição sexual foi considerada como a provável forma de exposição apenas, quando o paciente não tinha relato de outras situações de risco. Nesta categoria, foram incluídos os pacientes que relataram, ao menos, uma das seguintes situações: (1) relação com parceiro HIV positivo; (2) relação com múltiplos parceiros sexuais; (3) relação com parceiro bissexual; (4) abuso sexual; (5) relações heterossexuais; (6) relações homossexual/bissexual. Do total de bentogonçalvenses com SIDA contabilizados entre 1986 a 2012, 64,9% foram classificados dentro do grupo exposição de natureza sexual (ver Tabela 7). As relações heterossexuais foram relatadas por 36,5% dos pacientes como a sua principal forma de exposição. A múltipla parceria sexual foi a segunda forma de exposição mais relatada, 15,6% dos casos. As relações homo/bissexuais (paciente ou parceiro) responderam por 3,7% das exposições. Os dados do relatório do MS [4] também demonstram que na categoria exposição sexual há maior transmissão entre os heterossexuais, tanto no grupo masculino, como no feminino e uma estabilização entre homo/bissexuais. Estes resultados sugerem que as relações sexuais heterossexuais têm se constituído na principal forma de exposição e contágio do vírus HIV. Também apontam para a necessidade de implementar e intensificar ações contínuas voltadas a educação e conscientização da população sobre as práticas sexuais seguras, bem como, garantir o acesso e a distribuição universal de preservativos. Relatório da UNAID [11] tem apontado a importância do combate a infecção entre os grupos com atividade sexual vulnerável. Países que estão incentivando o uso de preservativos entre as profissionais do sexo, por exemplo, têm experimentado uma redução da prevalência da infecção neste grupo. Os dados da UNAID também demonstram a existência de altas taxas de infecção pelo HIV nos grupos urbanos de homens que fazem sexo com outros homens nos países da América Latina, em comparação com a Europa e a América do Norte. Neste sentido, são poucos os países que têm desenvolvido programas de atenção e prevenção destinados a este público. Devido ao estigma social, ainda não se conhece a real extensão da epidemia no grupo de homens que fazem sexo com homens. Outro aspecto é o fato de que, com medo de serem discriminados socialmente, muitos destes homens também mantém relações sexuais com mulheres, expondo-as, potencialmente, ao risco de infecção. 12

13 9.2 - Exposição Associada ao Uso de Drogas Cabe observar que o uso comum de equipamentos de injeção constitui um dos meios mais eficientes de transmissão do HIV e demais patógenos de transmissão sangüínea [12]. Na medida em que os usuários de drogas são, em sua maioria, homens, jovens, sexualmente ativos e com um uso sistemático de preservativos bastante reduzido (Telles et al., 1997), eles desempenham um papel relevante na disseminação subseqüente da infecção para suas companheiras (UDI ou não, havendo no primeiro caso duplo risco de infecção, já que, freqüentemente, as mulheres que injetam drogas o fazem em comum com seus parceiros - Friedman et al., 1998) e prole, especialmente nas comunidades em que a população de UDI é de tamanho substancial [12]. Por essas razões, este relatório sempre considerou o uso de drogas como a provável forma de exposição, mesmo que o paciente tivesse relatado outras situações de risco. Nesta categoria, foram incluídos os pacientes que relataram, ao menos, uma das seguintes situações: (1) relação com parceiro usuário de drogas, (2) paciente usuário de drogas. Como resultado, 22,7% do total de doentes do município informou ser usuário de drogas e 1,7% afirmou manter relações com um parceiro usuário de drogas (ver Tabela 7). O número de doentes que admitiu usar drogas aumentou em 69,6% entre o primeiro e o segundo qüinqüênio da década de O aumento de doentes com SIDA pode estar associado ao progressivo aumento dos usuários de drogas e de crack em todo o país [16]. Em Bento Gonçalves, por exemplo, estudo realizado pela Vigilância Epidemiológica, constatou um importante crescimento no número de usuários de drogas atendidos nos serviços de urgência do município, entre 2000 a 2012 [17]. Cerca de 51,3% destes usuários foram atendidos em decorrência do abuso de crack. Dados do SINAN [4] demonstram que, na primeira década de 2000, do total de gaúchos com SIDA 16,6% também era usuário de drogas. Segundo a avaliação da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS) [6], o perfil de transmissão sangüínea que sempre esteve associado ao uso de drogas injetáveis vem mostrando uma modificação importante nos últimos 5 anos. Verifica-se uma diminuição proporcional de casos em UDI tanto para os homens como para as mulheres. Apesar da tendência de diminuição dos UDI entre os casos, a SES/RS atenta para o fato de que não se pode desconsiderar o papel importante das drogas na transmissão do HIV, pois, o uso de substâncias pode levar à diminuição da capacidade de raciocínio, podendo dificultar, ou impedir, a decisão de se proteger na hora da relação sexual. Como no estado, o país apresenta uma redução proporcional de casos entre UDI. De acordo com o relatório da UNAID [11], o uso de drogas injetáveis constitui uma das principais vias de transmissão do HIV na região do cone sul da América do Sul. Estima-se que mais de um quarto dos usuários de drogas estejam infectados pelo HIV na América Latina Outras Formas de Exposição Numa proporção de 3,6%, o grupo outras formas de exposição foi o menos implicado como provável situação de risco de exposição. Neste grupo encontram-se as crianças e bebês infectados como conseqüência da infecção materna (transmissão vertical) e os pacientes com história pessoal ou de parceiros com hemofilia ou transfusão de sangue ou hemoderivados (ver Tabela 7). 10. SIDA e Fatores de Risco de Exposição Segundo a Faixa Etária dos Pacientes Os fatores de risco de exposição também foram avaliados considerando-se a idade dos pacientes. Como resultado, verificou-se que a exposição de natureza sexual predominou entre os doentes bentogonçalvenses na faixa etária 20 anos (66,9%). Neste grupo etário, as relações sexuais heterossexuais responderam por 37,3% dos casos e as relações homo e bissexuais por 3,6%. Para 16,4% destes doentes foi informada a múltipla parceria sexual como provável forma de exposição (ver Tabela 7). Entre os adolescentes de 13 a 19 anos do município, a exposição de natureza sexual tem sido a provável forma de exposição em 55,6% dos doentes. Dados do SINAN apontam que a exposição de natureza sexual também tem predominado entre os doentes 20 anos no Rio Grande do Sul (68,0%, período 2000 a 2009). A transmissão vertical (isto é, de mãe para filho) foi a principal forma de contágio entre as crianças bentogonçalvenses menores de 5 anos e de 5 a 12 anos. 13

14 11. SIDA por Unidades de Notificação e Bairro de Residência Na maioria dos casos (84,7%) a notificação foi feita pelos Serviços de Atendimento Especializado (SAE) de Bento Gonçalves, Caxias do Sul e de Porto Alegre (ver Tabela 8). Como mencionado anteriormente, o município passou a prestar assistência terapêutica para os pacientes em 2003, tornando-se a referência para os municípios vizinhos. A partir daí, os casos da doença que, anteriormente, eram notificados em Caxias do Sul e Porto Alegre, passaram a ser notificados no próprio município. Dos 69 bairros e localidades existentes em Bento Gonçalves, 7 têm concentrado 49,6% do total de casos notificados: Centro (8,2%), Zatt (5,4%), Borgo (5,1%), Progresso (5,1%), Eucaliptos, Maria Goretti e S. Roque (4,5%), Municipal (4,2%), Conceição e Vila Nova II (4,0%). 12. Gestantes Infectadas pelo HIV Com o objetivo de monitorar a disseminação da infecção pelo HIV em gestantes no país e reduzir a transmissão vertical do HIV, o Ministério da Saúde instituiu, por meio da portaria nº 0993 de 4 de setembro de 2000, a vigilância epidemiológica da gestante com sorologia positiva para o vírus da imunodeficiência humana (HIV+) [4]. Em Bento Gonçalves, o primeiro caso de gestante infectada pelo HIV foi notificado no ano Até 2011, foram contabilizadas 39 gestantes HIV+ residentes (ver Tabela 9). Os anos de 2006, 2009, 2011 e 2012 foram os que registraram o maior número de casos (n= 5 casos). Do total de gestantes HIV+ registradas, 7 engravidaram por duas vezes durante a infecção e uma engravidou três vezes. Para o cálculo do coeficiente de detecção da infecção pelo HIV em gestantes, foi utilizado o ano do parto ao invés do ano de diagnóstico, já que o objeto de notificação é o evento gestação e não a mulher infectada pelo HIV. Esta opção permite comparabilidade entre o número de gestantes estimado pelos estudos de prevalência em parturientes e o número de gestantes notificadas. O denominador foi constituído pelo número de nascidos vivos (NV). As mulheres inicialmente notificadas como gestantes HIV+, mas que não levaram a gravidez a termo, foram excluídas da análise. No município, o coeficiente de detecção atingiu seu maior valor em 2006 (4,3/1.000 NV), resultando numa média de 2,7/1.000 NV no período de 2001 a 2012 (ver Gráfico 6). No país, observa-se incremento do número anual de notificações, que pode ser reflexo da capacidade operacional do sistema de vigilância nas diversas regiões do país. Desde sua implantação, em 2000, foram notificados no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN), gestantes infectadas [4], resultando num coeficiente médio de 2,1/1.000 NV ( ). Segundo os dados do Ministério da Saúde, o estado do Rio Grande do Sul tem apresentado os maiores coeficientes de gestantes infectadas pelo HIV do país, desde 2002 [3, 4], em média 7,8/1.000 NV ( ). 13. SIDA e Mortalidade Os dados de mortalidade por SIDA foram avaliados através do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), coordenado pela equipe da Vigilância Epidemiológica. O primeiro caso de óbito por SIDA residente no município ocorreu no ano de A cada ano tem ocorrido cerca de 6 óbitos por SIDA em Bento Gonçalves (período 2000 a 2012). Até 2012, foram contabilizados 87 óbitos residentes em decorrência da doença (ver Tabela 10), resultando numa taxa de letalidade de 24,6% para SIDA no município. A SES estimou para o Rio Grande do Sul uma taxa de letalidade de 7,3% para o período A incidência média da mortalidade por SIDA (2000 a 2012) no município tem sido de 6,1/ habitantes. O ano de 2001 apresentou a maior incidência de morte até agora, com 9,9/ bentogonçalvenses (ver Gráfico 7). De acordo com os dados do Sistema de Mortalidade (SIM) [7] a incidência média da mortalidade por SIDA nos gaúchos (1996 a 2012) tem sido de 12,1/ No país, esta incidência tem sido de 6,5/ (1996 a 2010). Tanto no estado, como no país, há uma aparente estabilização da mortalidade nos últimos anos. Para a SES/RS, a melhora na prevenção secundária, com o controle das complicações da infecção por HIV e das doenças oportunistas faz com que a SIDA tenda a se tornar uma doença crônica. Isso aumenta o tempo de vida dos pacientes e acaba se refletindo sobre o controle dos óbitos. 14

15 Mortalidade por SIDA por Sexo e Faixa Etária Em relação ao sexo, observa-se que os homens bentogonçalvenses têm morrido mais do que as mulheres (incidência média de 8,1 óbitos/ homens contra 3,0/ mulheres) em quase todos os anos da série histórica, com pico nos anos 2001 e 2008: 15,6 e 19,1 óbitos/ homens (ver Gráfico 8). A partir de 2008, tem ocorrido um aumento nas mortes femininas e uma redução nos óbitos masculinos. No município, as faixas etárias com a maior incidência de mortes têm correspondido àquelas com a maior incidência da doença (isto é 30 a 59 anos). Na população de 30 a 39 anos, o coeficiente de mortalidade tem sido de 11,1/ ; enquanto que entre as pessoas de 40 a 49 anos, a mortalidade tem sido de 9,2/ (ver Gráfico 9). No RS e no Brasil, as taxas de mortalidade por SIDA têm se concentrado entre 30 a 49 anos SIDA e Sobrevida dos Doentes Para estimar a sobrevida dos doentes de SIDA, o SVE avaliou o tempo de vida dos doentes que morreram (óbitos por SIDA) e dos doentes que ainda continuavam vivos e em acompanhamento até o ano de Para os óbitos, o tempo de vida dos doentes foi estimado considerando o período decorrido entre o diagnóstico laboratorial da infecção (sorologia do HIV) e a data do óbito. Para os doentes vivos em acompanhamento, o tempo de vida dos doentes foi estimado considerando o período decorrido entre o diagnóstico laboratorial da infecção e a data da última consulta no SAE-CTA no ano de Sobrevida dos Óbitos Entre os pacientes que morreram devido a SIDA, foi contabilizado um total de 87 óbitos. Neste grupo, o tempo estimado de sobrevida foi de zero dia para 33,3% dos casos, ou seja, a data do diagnóstico laboratorial foi igual a data do óbito (ver Tabela 11). Para os doentes com zero dia de sobrevida, não foi encontrado nenhum registro de sorologia anterior ao óbito, não sendo possível determinar há quanto tempo estas pessoas estavam infectadas antes de morrerem. Estes pacientes também não estavam fazendo nenhum tratamento para a doença. Para outros 33,3% dos doentes que morreram devido a SIDA, a sobrevida estimada foi menos de 1 ano após o diagnóstico da infecção ( 1 dia a <1 ano). Uma pequena parcela dos doentes (6,9%) conseguiu viver por mais de 7 anos após o diagnóstico da infecção. Excluídos os casos com tempo de sobrevida igual a zero, o tempo médio de sobrevida (após o diagnóstico da infecção) dos pacientes residentes que morreram devido a SIDA é de cerca de 2 anos e 8 meses (mínimo: 1 dia; máximo 11 anos). Até 2007, essa média era de 1 ano e 10 meses. Segundo o Ministério da Saúde, na década de 80, a sobrevida dos pacientes com SIDA no Brasil era de 5,1 meses. Na década de 90 essa sobrevida aumentou, variando de 16 a 58 meses (isto é, 1 ano e 4 meses a 4 anos e 10 meses), considerando o ano do diagnóstico [3] Sobrevida dos Doentes Vivos em Acompanhamento Entre os casos notificados no SINAN de Bento Gonçalves até o final de 2012, 179 continuavam vivos e em acompanhamento no SAE-CTA até Neste grupo, foram encontrados 2 pacientes vivos com 13 anos de acompanhamento, 6 com 12 anos de acompanhamento e 10 com 11 anos de acompanhamento. No total, 11,2% dos doentes continuavam vivos e em acompanhamento por mais de 10 anos; 34,1% com 6 a 10 anos de acompanhamento (diagnóstico do HIV realizado entre 2002 e 2006) e 54,7% com 5 anos ou menos de acompanhamento (diagnóstico realizado entre 2007 e 2012). A aderência (adesão) dos pacientes ao tratamento da SIDA tem sido considerado um ponto chave para a redução da carga viral e prevenção e redução das complicações da doença. Diversos estudos chamam a atenção para a necessidade de desenvolver ações que estimulem a adesão dos pacientes ao acompanhamento e tratamento da doença. Estratégias como o tratamento antirretroviral diretamente administrado, avaliação e educação feita por enfermeiros no domicílio dos pacientes, compartilhamento de responsabilidades para casais convivendo com o HIV, envio de mensagens por telefone celular para promover a adesão, o desenvolvimento de medicamentos antirretrovirais menos tóxicos e com menor risco de reações adversas, o envolvimento comunitário nos programas de prevenção e tratamento (encorajam a testagem e a adesão), o controle das reações adversas nos pacientes e outras comorbidades, bem como, o combate a situações que dificultem o acesso aos serviços, ajudam a reduzir as perdas de seguimento e melhoram a adesão ao tratamento [11, 15, 16, 17, 18]. 15

16 15. SIDA em Bento Gonçalves Principais Resultados Este relatório constitui a 7ª revisão dos dados municipais e tem como proposta descrever as principais características da Síndrome da Imunodeficiência (SIDA) no município de Bento Gonçalves e situá-la em relação ao estado e ao país. Para tanto, foram utilizados os dados do Sistema de Informações sobre Agravos de Notificação (SINAN) do período de 1986 a ) Desde o início da epidemia da SIDA na década de 80, a incidência da doença no município tem aumentado progressivamente. Nos anos 80, quando foram confirmados os três primeiros casos em Bento Gonçalves, a incidência era de apenas 1,1 caso para cada habitantes. Nos anos 90, a incidência passou para 2,3/ ) Com o natural crescimento da epidemia em todo o país, e com a qualificação do diagnóstico do vírus HIV e das notificações, o município viu o seu número de doentes passar de 19 casos na década de 90 para 241 casos na primeira década de 2000, o que resultou num coeficiente de 24,3 casos por habitantes (um aumento de 938% em 10 anos). 3) O município iniciou a década de 2010 com um coeficiente médio de 27,7 casos por habitantes, um aumento de apenas 13,7% em relação a década anterior. 4) Anualmente, espera-se que 26 casos novos da SIDA sejam confirmados em Bento Gonçalves. 5) Os homens ainda representam o grupo com o maior número de casos e a maior incidência da doença. Na década de 90, existiam 28 homens para cada 10 mulheres com SIDA no município. Essa razão caiu para 16 homens para cada 10 mulheres na primeira década de No início da década de 2010, também existiam 16 homens para cada 10 mulheres doentes, demonstrando a tendência de feminização da doença. 6) A população de 30 a 39 anos tem apresentado a maior incidência de SIDA no município (55,4 casos por habitantes), semelhantemente ao que ocorre no estado e no país. 7) Ao serem questionados sobre a sua parceria sexual, a grande maioria dos pacientes informou ser heterossexual (75,9%) e a minoria homo ou bissexual (8,2%). 8) Os dados sugerem que a principal forma de transmissão do vírus HIV entre os bentogonçalvenses tem sido através das relações sexuais (64,9% do total). Cerca de 22,7% dos doentes admitiu usar drogas. 9) A transmissão vertical (isto é, de mãe para filho) é a principal forma de infecção das crianças menores de 12 anos. 10) O coeficiente de detecção de HIV em gestantes atingiu seu maior valor em 2006 (4,3/1.000 NV), resultando numa média de 2,6/1.000 NV no período de 2001 a ) Anualmente, um quarto dos doentes residentes (24,6%) morre em conseqüência das complicações associadas ao vírus HIV. Os homens morrem cerca de 3 vezes mais que as mulheres em virtude da doença. 12) A sobrevida média dos pacientes (entre a data do diagnóstico da infecção e a data da morte) que era de 1 ano e 10 meses (até 2007), passou para 2 anos e 8 meses, resultando num ganho de 10 meses de vida. Em resumo, a análise dos dados da SIDA sugerem a necessidade de continuar estimulando as estratégias voltadas a: - educação e conscientização da população sobre as práticas sexuais seguras (uso de preservativos); - garantir o acesso da população e a distribuição de preservativos (condons) masculinos e femininos; - atendimento integral de grupos com comportamentos de risco para a infecção (por exemplo, profissionais do sexo, usuários de drogas, homens que fazem sexo com homens, portadores de doenças sexualmente transmissíveis); - educação e conscientização da população sobre o risco de uso de drogas e as práticas seguras de uso de substâncias injetáveis e inaláveis; - promover o diagnóstico e o tratamento precoces da infecção; - aumentar a aderência dos doentes ao acompanhamento e tratamento da doença, bem como, de suas comorbidades. 16

17 Tabela 1. Número de Casos de SIDA Por Ano de Notificação, Bento Gonçalves, 1986 a Nº Tabela 1 (Continuação) Total Nº Médio Nº Médio Nº ,1 25,5 Em 1999, foi implantado o SAE/SAT no município, inicialmente, fornecendo a testagem anônima para a doença. Em 2003, o SAE/SAT passou a prestar o acompanhamento clínico e o tratamento dos pacientes. Tabela 2. SIDA por Sexo e Ano de Notificação, Bento Gonçalves, 1986 a Total (%) Inc. Média* Inc. Média* Masc ,0 18,4 31,1 Fem ,0 11,0 19,3 Total ,0 14,6 25,2 *Por habitantes Tabela 3. SIDA por Faixa Etária Por Ano de Notificação, Ambos os Sexos, Bento Gonçalves, 1986 a Inc. Inc. Total (%) Média* Média* < ,3 2,8 6,0 1 a ,8 2,1 4,4 5 a ,6 1,1 2,2 10 a ,4 3,0 4,7 20 a ,2 16,7 30,1 30 a ,7 31,9 55,4 40 a ,5 25,3 40,1 50 a ,2 16,6 25,4 60 a ,4 3,8 6,5 70 e ,8 3,0 4,9 Total ,0 - - *Por habitantes Tabela 4. SIDA por Faixa Etária Simplificada Segundo o Sexo, Bento Gonçalves, 1986 a *Por habitantes 17

18 Tabela 5. SIDA e Escolaridade do Paciente por Anos de Estudo, Bento Gonçalves, 1986 a 1999 e 2000 a Sem Ignorados Nº (%) Nº (%) Nº (%) Nenhum 0 0,0 7 2,1 7 2,7 1 a , , ,7 4 a , , ,7 8 a , , ,1 12 e ,6 30 9, ,8 Não se aplica* 0 0,0 5 1,5 5 2,0 Ignorado 9 40, ,0 - - Total , , ,0 *Refere-se às crianças menores de 5 anos. Tabela 6. SIDA por Parceria Sexual dos Pacientes Segundo Sexo, Bento Gonçalves, 1986 a Masculino Feminino Total N (%) N (%) N (%) Heterossexual , , ,9 Homossexual 16 7,3 3 2,2 19 5,4 Bissexual 10 4,6 0 0,0 10 2,8 Ignorado 39 17,8 8 6, ,3 Não se aplica 5 2,3 4 3,0 9 2,5 Total , , ,0 Tabela 7. SIDA por Prováveis Formas de Exposição ao Vírus HIV Segundo Faixa Etária, Bento Gonçalves, 1986 a Tabela 8. SIDA por Unidade Notificadora, Bento Gonçalves, 1986 a Unidade Nº (%) Hospital Tacchini 11 3,1 SAE/CTA Bento Gonçalves* ,4 SAE Caxias do Sul 52 14,7 SAE Porto Alegre 16 4,5 Serviço de Vigilância Epidemiológica da SMS 36 10,2 Outros 7 2,0 Total ,0 *Em 1999, a Secretaria Municipal da Saúde de Bento Gonçalves implantou o seu Serviço de Atendimento Especializado (SAE), inicialmente, fornecendo a testagem anônima para a doença. A partir de 2003, o SAE passou a prestar o acompanhamento clínico e o tratamento dos pacientes, tornando-se a referência para os municípios vizinhos. Consultório privado, outros municípios. Tabela 9. Gestantes Infectadas pelo HIV Notificadas ao SVE Por Ano do Nascimento do Recém-Nascido, Bento Gonçalves, 2000 a Total Nº

19 Tabela 10. Número de Óbitos por SIDA Por Ano, Bento Gonçalves, 1997 a Total Nº Fonte: Sistema de Informações sobre Mortalidade Tabela 11. Tempo Estimado de Vida dos Pacientes que Morreram Devido a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Entre a Data do Diagnóstico e a Data do Óbito, Bento Gonçalves, 1986 a Tempo de Vida N (%) 0 dia 29 33,3 <1 mês 8 9,2 1 mês-1 ano 21 24,1 1 a 2 anos 8 9,2 3 a 4 anos 5 5,7 5 a 6 anos 10 11,5 7 anos e + 6 6,9 Total ,0 Gráfico 1. Incidência da SIDA por Habitantes por Ano, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul e Brasil*, 1986 a *Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) do MS (Boletim Epidemiológico - Aids e DST, 2010) Os valores numéricos dos coeficientes apresentados no gráfico referem-se a Bento Gonçalves Gráfico 2. Incidência Qüinqüenal e Decenal da SIDA por Habitantes, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul e Brasil, 1980 a Obs.: Os retângulos amarelos representam a incidência média calculada para cada 10 anos (decenal) 19

20 Gráfico 3. Incidência Média da SIDA por Faixa Etária Simplificada por Habitantes, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul e Brasil *. *Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) do MS (Boletim Epidemiológico - Aids e DST, 2010) Os coeficientes apresentados no gráfico referem-se a Bento Gonçalves Gráfico 4. Incidência Média da SIDA por Faixa Etária e Sexo por Habitantes, Bento Gonçalves, 2000 a Gráfico 5. Incidência Média Decenal da SIDA por Sexo por Habitantes e Razão Entre os Sexos, Bento Gonçalves, 1986 a

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