Formas de Transmissão. Fórum científico de Infecção pelo HIV/Aids

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1 Formas de Transmissão Fórum científico de Infecção pelo HIV/Aids

2 Introdução semen saliva sangue O HIV já foi identificado secreção vaginal HIV líquor lágrima leite materno urina em praticamente todos os fluidos e tecidos corpóreos geralmente nos LINFÓCITOS.

3 Transmissão documentada Sangue ou fluido contaminado por sangue Semen Secreção vaginal Leite materno Transplante de órgãos: rins, fígado, coração, pâncreas e ossos.

4 Risco versus Vulnerabilidade RISCO É a probabilidade de ocorrência de um resultado desfavorável, de um dano ou de um fenômeno indesejado. VULNERABILIDADE Conjunto de fatores de natureza biológica, epidemiológica, social e cultural cuja interação determina o risco ou a proteção de uma população, indivíduo ou grupo social frente a uma determinada doença, condição ou dano. VULNERÁVEL, no contexto da epidemia de Aids, significa uma pessoa ou população com pouco ou nenhum controle sobre o risco de adquirir o HIV.

5 Fatores relacionados à VULNERABILIDADE IDADE GÊNERO ACESSO À INFORMAÇÃO CONDIÇÕES DE VIDA ESCOLARIDADE OUTROS No caso das pessoas já infectadas são consideradas vulneráveis quando têm pouco ou nenhum ACESSO aos serviços de saúde ou cuidados em geral.

6 Vulnerabilidade Individual Relacionada aos comportamentos adotados Falta de informação e medidas educativas das formas de transmissão e prevenção; Pouca sensibilização pessoal para aceitar os riscos de infecção; Baixo poder de negociação, confiança ou auto-estima para adotar medidas preventivas Social Relacionada ao ponto de vista SOCIAL Condições de vida, como: pobreza, desemprego, falta de moradia, baixa escolaridade, violência, falta de acesso aos meios de comunicação, aos serviços de saúde e aos meios de prevenção, e que tornam as pessoas mais vulneráveis à infecção pelo HIV e outras DST.

7 Vulnerabilidade INSTITUCIONAL Relacionada ao desenvolvimento de ações voltadas para a prevenção e assistência aos portadores de Infecção pelo HIV/Aids, envolvendo instituições governamentais, não-governamentais e sociedade civil, buscando a integração desses serviços na promoção da saúde do indivíduo.

8 Formas de Transmissão Sexual Sangüínea Vertical

9 Transmissão Sexual A Infecção pelo HIV é uma DST; H M (2:1000) e M H (1:1000) Fatores de risco: sexo anal receptivo; multiplicidade de parcerias; atividades que podem causar lesão de mucosa retal (penetração manual e ducha retal); presença de outras DST; Risco relativo: sexo anal insertivo > práticas que podem levar a danos na mucosa vaginal > sexo vaginal > felação e ingestão de semen. M M: somente um caso relatado (sexo orogenital)

10 Parcerias Sexuais de RISCO Infectados pelo HIV (especialmente aqueles com carga viral elevada) Parceiros sob risco mas que não se submeteram ao exame sorológico ou não revelaram o resultado do exame Multiplicidade de parcerias Presença de úlceras genitais ou outras DST em qualquer dos parceiros

11 Práticas Sexuais X Risco de Infecção Alto Risco Sexo ANAL receptivo sem preservativo Sexo VAGINAL receptivo sem preservativo

12 Práticas Sexuais X Risco de Infecção Risco Documentado Sexo ANAL insertivo sem preservativo Sexo VAGINAL insertivo sem preservativo (RISCO pode ser maior durante a menstruação) Sexo ORAL receptivo sem preservativo (CV em secreções retais > sangue, com ou sem ARV) Sexo ORAL insertivo sem preservativo: RARO

13 Práticas Sexuais X Risco de Infecção Risco Mais Baixo Qualquer das práticas sexuais citadas anteriormente com preservativo de látex ou vinil Cunnilingus, com barreira de proteção Circuncisão [RR: 0.40 (pp<.001)] Microbicidas: estudos em desenvolvimento (Nonoxynol-9 facilita a transmissão)

14 Mais Seguro Beijo profundo Sexo com preservativo com parceria HIVnegativa Monogamia mútua Masturbação mútua Masturbação ou massagem

15 Prática Mais Segura

16 FACILITAM a Transmissão Sexual do HIV Condição Risco Relativo Contraceptivos orais Cervicite gonocóccica Candidíase vaginal Úlceras genitais Vaginose bacteriana 2.4 HSV Deficiência de vitamina A CD4 < Contraceptivo hormonal subdérmico (DMPA) 2.2

17 FACILITAM a Transmissão Sexual do HIV Condição Risco Relativo Ausência de circuncisão Úlceras genitais Sexo durante a menstruação 3.4 Herpes genital

18 FACILITAM a Transmissão Sexual do HIV Condição Risco Relativo CD4 baixo 9,6 Deficiência de vitamina A 2,6 Mucopus cervical 2,1 Infecção Aguda Aumentado Aumento de HIV-RNA plasmático Aumentado Cervicite Aumentado Pico máximo pouco antes da menstruação Aumentado

19 FACILITAM a Transmissão Sexual do HIV Condição Risco Relativo Uretrite gonocóccica 3.2 Infecção Aguda Aumentado

20 RISCOS RELATIVOS DE INFECÇÃO POR HIV SEGUNDO TIPO DE DST TRICOMONÍASE 2,7 VERRUGAS GENITAIS 4,1 CLAMÍDIA 5,7 HERPES GENITAL GONORRÉIA SÍFILIS 8,5 8,9 9,9 ÚLCERAS GENITAIS FONTE: WASSERHEIT, ,

21 HIV/AIDS/STI Initiative Modelo hipotético do impacto das DST na excreção do HIV em homens Log10 cópias 10 8 HIV RNA no plasma HIV RNA no sêmen Terapia Antimicrobiana 6 DST 4 2 Soroconversão Assintomático Progressão Aids From ISSTDR, Seville 1997; M. Cohen, plenary presentation

22 Transmissão Sangüínea Uso de drogas Transfusões de sangue e derivados Risco ocupacional Transplantes de órgãos

23 Uso de Drogas Compartilhamento de seringas e agulhas Risco aumentado entre usuários de drogas que são injetadas mais freqüentemente, como a COCAÍNA Transmissão sexual aos parceiros sexuais Transmissão heterossexual exposição perinatal

24 Uso de Drogas Risco Mais Alto Compartilhamento de seringas, agulhas e outros materiais de uso de drogas em galerias, sem lavagem e sem desinfecção Médio Risco Compartilhamento de material após lavagem e desinfecção Material usado repetidamente pela mesma pessoa

25 Menor Risco Uso único e individual de agulhas, seringas e outros materiais Agulhas e seringas esterilizadas

26 Transfusões sangüíneas MAIS ALTO RISCO Múltiplas unidades recebidas no período de Produtos sangüíneos obtidos em países que não fazem controle dos bancos de sangue MÉDIO RISCO Produtos sangüíneos heterólogos, após 1985 Seleção de doadores, após 1985 RISCO MAIS BAIXO Produtos sangüíneos autólogos Substitutos de hemoderivados feitos por engenharia genética

27 Risco Transfusional 1: : unidades transfundidas (uma única unidade) 1: após uma média de 5.4 unidades Janela imunológica (cerca de 20 dias entre a infecção e a soroconversão) 18 a 27 doações por ano estão nessa condição Detecção do Antígeno p24 de todas as unidades doadas: Redução desse período em até seis dias Diminuição das doações contaminadas em até 25%/ano (1: até 1: )

28 Risco Ocupacional ALTO RISCO Inoculação de sangue via parenteral profunda (RR 16.8) com agulha oca, de fonte com alta viremia (RR7.8) Inoculação parenteral de material contendo altas taxas de vírus, em laboratórios de pesquisa Falha no uso de Zidovudina após o acidente (RR 0.1 se uso de ZDV) ACIDENTES COM AGULHAS: 0.33% EXPOSIÇÃO DE MUCOSAS: 0.09%

29 Risco Ocupacional RISCO MAIS BAIXO Pequeno volume injetado através de agulha sólida Exposição de mucosas/ pele não intacta RISCO NÃO IDENTIFICADO Exposição da pele intacta Exposição a saliva, urina, suor e lágrimas

30 Risco Ocupacional Uso de Luvas Diminui o RISCO, ao remover >50% do sangue do local de exposição Porém microorganismos do tamanho do HIV passaram através de 1/3 das luvas de látex testadas em pesquisas Uso de duas luvas diminui o contato com sangue de 71 para 32/100 procedimentos Exposição de mucosas Risco muito baixo para ser quantificado em estudos, porém não é ZERO 90% menor do que o risco da picada de agulha RISCO pode ser maior nos casos de contato prolongado ou volumes muito grandes de fluidos corpóreos

31 Transplantes de Órgãos Testar doadores potenciais Observar o período de JANELA! Avaliação de risco dos doadores Avaliar risco X benefício do procedimento Risco após inseminação artificial com semen de HIV+ é 3.5%

32 Transmissão Vertical Intra-uterina HIV identificado em tecidos fetais de até 8 semanas Porém provavelmente a maioria dos casos de transmissão ocorre mais tarde Durante o parto Compreende 50 a 70% das transmissões Exposição ao sangue, secreções cervicais ou líquido amniótico Após o parto Aleitamento materno aumenta em 10-16% o RISCO (RISCO maior nos primeiros 4-6 meses; mastite:2 vezes maior/ abscesso mamário: 50 vezes) Maior o RISCO no caso de soroconversão da mãe durante o aleitamento

33 Carga viral do HIV-1 em gestantes soropositivas e risco de transmissão vertical Carga viral materna (cópias RNA/mL) Risco de transmissão vertical (%) <1000 Zero 1000 e < , e < , e < ,9 > ,6 (com AZT) 63,3 (sem AZT) (NEJM - August 5, 1999)

34 Situação no Brasil No Brasil, a estimativa de gestantes HIV+ é de ano (Prevalência de 0,47%).

35 Situação no Brasil - Desigualdades Regionais Taxas de transmissão do HIV, por região Região Norte No. de casos 74 TV (%) 14,86 Nordeste Centro-oeste Sudeste Sul ,26 5,63 7,54 5,5 Fonte: Succi. R, 2003

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