Unidade: Prevenção em Pacientes Soropositivo, AIDS. Unidade I:

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1 Unidade: Prevenção em Pacientes Soropositivo, AIDS Unidade I: 0

2 Unidade: Prevenção em Pacientes Soropositivo, AIDS PREVENÇÃO DA AIDS E SAÚDE BUCAL Desde o início dos anos 80, a AIDS ocupa um espaço importante no interesse da ciência. Foi conhecido como peste gay, no início da epidemia, o vírus atingia 14 homens para uma mulher, já foi considerada como uma doença letal. Não sendo hoje mais encarada desta forma, é uma doença que deve ser controlada dentro de algumas limitações, utilizam coquetéis de drogas para inibir a replicação do HIV, a sobrevida era de quatro anos, hoje superior a vinte anos. A transmissão se dava basicamente por relações homossexuais e afetava somente os homens, atualmente o perfil modificou-se em vista da transmissão heterossexual, atingindo também as mulheres, no estado de São Paulo, dados apontam uma contaminação de uma mulher para um homem, no mundo de forma geral a doença vem se alastrando em mulheres casadas e adolescentes. Expectativas da OMS, para o século XXI haverá mais mulheres infectadas que os homens. Considerada uma doença crônica e não mais terminal. Tratamos hoje de uma pandemia. A doença AIDS, além de gerar medo da contaminação, está repleta de preconceito, pois, quando falamos em HIV, estaremos necessariamente falando de drogas, sexo, prostituição, homossexualismo, traição. Trazendo ao portador o que ele tem de mais oculto, mais velado, seus segredo e tabus. Fazendo em sua vida uma verdadeira devassa na sua vida particular, social e psicológica. De forma geral os profissionais de saúde, principalmente o dentista tem bastante informação sobre a doença, meios de infecção, sabe como se proteger, como agir. Porém diante de um portador de HIV sabidamente, muitos ainda se deparam com seus próprios medos. E infelizmente vigora ainda hoje uma visão empobrecida sobre a doença. Recusando o atendimento, de forma velada ou não com desculpas que o consultório não esta adequadamente preparado, que ele não tem especialização, ou hiper valorizando o orçamento como forma de afastar o paciente por problemas financeiros. Muitos estudos relatam a dificuldade dos pacientes com HIV ou AIDS em conseguir atendimento odontológico quando revelam seu estado de 1

3 soropositividade ao profissional, ou quando apresentam sinais clínicos da doença. Segundo relato de indivíduos infectados, a recusa de atendimento por parte de cirurgiões-dentistas é mascarada por argumentos técnicos ou outro tipo de esquiva. Muitos profissionais criam situações que impedem o início ou a continuidade do tratamento ou encaminham o paciente a outro profissional sem motivo justificável. O orçamento com valores aviltantes é outro recurso utilizado para inviabilizar o atendimento. Este tipo de comportamento é absurdo, pois o paciente pode ser um soro positivo e não saber, ou não quis contar com medo da recusa no tratamento. E mesmo que feito um pedido um exame sorológico, e ele for negativo, existe a possibilidade da janela Imunológica (de duas a seis semanas em média). Logo a sorologia negativa não significa nada. Não podemos basear na aparência física, aparência saudável do paciente Nosso código de ética Odontológica, diz que temos a obrigação de mantermos atualizados, evitando assim possíveis processos contra o dentista. Os cirurgiões-dentistas brasileiros são desinformados, temerosos e despreparados para atender pacientes HIV soropositivos. Recentemente, estudos conduzidos na Cidade de Belo Horizonte também concluíram que ainda é grande o número de cirurgiões-dentistas que não se mostram dispostos a atender portadores de HIV ou AIDS. Discacciati (2001) Estudos, com 151 cirurgiões-dentistas, 48% concordavam que o cirurgião-dentista deveria ter o direito de negar atendimento aos portadores de HIV ou AIDS. Além disso, 76% afirmaram que deveriam existir clínicas especializadas no atendimento a tais pacientes; 53% preferiam encaminhar portadores de HIV ou AIDS a outros profissionais; e 42% não se mostraram dispostos a atender pacientes com AIDS. Os principais motivos alegados por esses profissionais foram falta de preparo psicológico. De forma geral o portador do HIV tem em sua biografia histórias de discriminação no atendimento odontológico. Mesmo em serviços especializados é bastante comum que o CD, queira utilizar duas luvas, duas máscaras. Ao recusar o atendimento estamos diante a um risco de processo judicial. As normas de biossegurança devem ser uma rotina nos consultórios. Pois todo e qualquer portador de qualquer doença infectocontagiosa, deve ser 2

4 visto como um ser, um sujeito, um paciente como alguém com direitos de ser atendido com dignidade e respeito. Devemos deixar para lá rótulos tipo aidético, e passar chamar de portador de HIV, ou doente de AIDS, deixando bastante claro que todos nós poderemos um dia se tornar um HIV- Positivo. Atendimento Odontológico Especializado Estima-se hoje, no Brasil mais de dez milhões de portadores do HIV. Logo os cirurgiões dentista estão trabalhando com pacientes portadores do vírus, sabendo ou não. Razão importante para medidas de biossegurança a ser adotada universalmente a qualquer paciente. Avaliação Odontológica do Paciente com HIV. 1- Determinar a queixa principal. 2- Conhecer o Estado Geral do paciente 3- Proceder exame extra oral, avaliando cabeça e pescoço, pacientes soropositivos pode desenvolver linfadenopatia cervical e algumas lesões de pele; 4- Examinar a mucosa bucal, se necessário citologia esfoliativa ou biópsia, o aparecimento de certas lesões bucais podem ser a progressão da infecção do vírus; 5- Exame detalhado do periodonto, evitando gengivites e periodontites; 6- Exame dos dentes, restaurações e prótese, o soropositivo pelo uso constante de medicamentos podem levar à xerostomia e o desenvolvimento da cárie dental; 7- Utilizar de radiografias complementares; 8- Planejar e discutir com o paciente o plano de tratamento Fica bastante evidente que o procedimento detalhado acima deve ser realizado a qualquer paciente. 3

5 Plano de Tratamento Odontológico As modificações no tratamento do HIV é baseada na situação clínica e não no estado sorológico, utilizamos antibióticos no caso com válvula cardíaca, febre reumática, com finalidade de evitar a endocardite bacteriana, independente do fato de ser soropositivo. Alguns pacientes portadores podem ter alguns sangramentos após cirurgias, importante solicitar a contagem de plaquetas, é bastante comum doenças oportunistas das vias biliares alterando o tempo de coagulação. Transmissão ocupacional do hiv durante o atendimento A transmissão pode ocorrer por intermédio de sangue, derivados de sangue e secreções genitais, é quase nula a probabilidade de se contaminar com HIV durante um tratamento odontológico, trabalhos diversos mostram a possibilidade de 38 casos em acidentes, praticamente igual a zero (0,00038). Os instrumento que causam acidentes são: (38%) brocas, (37%) lima endodôntica, (30%) de agulha descartável, (6%) materiais ortodônticos, (3%) lâmina de bisturi e (1%) outros. Caso ocorra um ferimento, deve-se tirar as luvas, lavar o local com água e sabão e aplicar tintura de Iodo como antisséptico. Deve-se comunicar imediatamente o paciente, levando-o junto a um centro de referência, onde lá será colhido amostra de sangue, paciente, profissional e na possibilidade de transmissão, a equipe médica poderá entrar com o coquetel no profissional. Manifestações Bucais do HIV HIV é um vírus que possui a capacidade de invadir células do organismo, porém com maior eficiência os linfócitos CD4, responsáveis pela coordenação das respostas imunológicas, tornando o individuo susceptível a infecções por inúmeros microorganismos. Sua transmissão ocorre através de relações sexuais, exposição parenteral a sangue e hemoderivados e em decorrência da passagem da mãe para o filho, durante o período pré-natal. A 4

6 transmissão de HIV pela transfusão de sangue e hemoderivados levou à contaminação maciça de hemofílicos e pacientes politransfundidos Manifestações Orais: As principais manifestações serão por: 1. Fungos Candidíase é uma infecção por fungo, Cândida albicans associada a imunossupressão relativa à AIDS, são placas esbranquiçadas em qualquer parte do corpo para o seu diagnóstico deve-se raspar a lesão e se aparecer um fundo vermelho, com ardência e desconforto utilizar antifúngicos. 2. Doenças Bacterianas Gengivite associada ao HIV. 3. Doenças por vírus É bastante comum a infecção pelo herpes simplex, aparece sob a forma de vesículas que se rompem dando lugar a uma crosta, as lesões labiais são encontradas de 10 a 15% dos soropositivo, com ciclo na média de um mês, em pacientes normais o ciclo dura no máximo sete dias. 4. Neoplasias - Sarcoma de Kaposi. Tumor maligno causado por crescimento de células dos vasos sangüíneos aparecem predominante no palato e gengiva, utilizamos a biópsia como método diagnóstico. Controle da Infecção no Consultório A desinfecção e a esterilização adequada deve ser perseguido no consultório, algumas medidas universais são necessárias. A. Lavar as mãos trocando luvas a cada atendimento, descartando-a após a utilização B. Utilização obrigatória máscara, gorro e protetores oculares; C. Utilizar sempre o avental, evitando contaminação da roupa, retirando o avental todas as vezes que sair do consultório; D. A cada paciente desinfetar as peças de mão com glutaraldeído a 2% e o equipamento, cadeira, cuspideira, sugador, refletor, com hipoclorito de sódio a 1%; 5

7 E. O sugador deve aspirar uma solução desinfectante a cada paciente; F. Higienização da boca do paciente com soluções antissépticas; G. Desinfectar embalagens dos filmes periapicais, pré e pós radiografias; H. Gotas de sangue em superfície ou piso, usar detergente em seguida hipoclorito de sódio a 1%; I. Os materiais perfuro cortantes devem ser acondicionados em caixas especiais; J. Não lavar o instrumento sujo na sala de atendimento; K. Acondicionar o lixo do atendimento odontológicos em sacos plásticos. Esterilização Só consideramos a autoclave. 6

8 Referências CENTRO DE ESTUDOS DO GENOMA HUMANO - Fissuras palatais e labiopalatais- Disponível em (acesso em abril/2010) PEREIRA, A.C. et al. (2005) Odontologia em saúde coletiva, planejando ações e promovendo ações. São Paulo, Artmed Editora. PINTO, V.G. (2006) Saúde Bucal Coletiva, São Paulo, Santos Editora. MATERIAL COMPLEMENTAR Para saber mais sobre o assunto, leia: O que é Fissura Labial/Palatina? edcondoralhealth/cleftlippalate/whatiscleftlippalate.cvspn Fissuras palatais e labiopalatais Gengivite: Novidades sobre inflamações e doenças periodontais. Doenças Periodontais - Fundef 7

9 8 Responsável pelo Conteúdo: Prof Ms José Fernandes Revisão Textual: Prof Ms João Paulo Magalhães Campus Liberdade Rua Galvão Bueno, São Paulo SP Brasil Tel: (55 11)

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