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3 GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO SECRETÁRIO DE ESTADO DE SAÚDE José Leôncio de Andrade Feitosa SUPERINTENDENTE DE SAÚDE Angela Cristina Aranda SUPERINTENDENTE DE SAÚDE COLETIVA Yolanda Bravim ASSESSORIA DE DST/AIDS Valdiléa Gonçalves Veloso dos Santos 3

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5 Informe S U M Á R I O Epidemiologia da Aids no Estado do Rio de Janeiro 04 Gráficos e Tabelas 12 1 o de dezembro: dia mundial de luta contra o preconceito 14 5

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7 EPIDEMIA DA AIDS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO No Estado do Rio de Janeiro foram notificados, até 30 de Março de 2002, casos de aids acumulados desde o início da epidemia no Estado em A distribuição dos casos segundo regiões geográficas e municípios, revela que aproximadamente 89% das ocorrência são em indivíduos residentes na região metropolitana, sendo o município do Rio de Janeiro responsável por 63,7% dos casos de aids do estado (tabela 1). A distribuição por sexo mostra que 72,96% dos casos de aids ocorreram em homens e 27,04% em mulheres (gráfico 1), resultando em uma razão homem/mulher que vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1988, para cada seis casos de aids em homens havia um caso em mulher, em 2001 esta relação passou a ser de 1,5 para 1 (tabela 2). Em relação à idade, 3,5% (1.241) dos casos são crianças (definidas como menores de 13 anos), sendo 2,6% (912) menores que 5 anos; 1,6% adolescentes entre 13 e 19 anos; 83,7% adultos jovens (20 a 49 anos) e 10,9% adultos com 50 anos e mais (tabela 3 e gráfico 2). Nos indivíduos adultos, a distribuição dos casos segundo categoria de exposição e ano de diagnóstico mostra que, nos casos por transmissão sexual, houve uma diminuição proporcional entre os casos em homens homo/bissexuais e um aumento proporcional da transmissão heterossexual em ambos os sexos. Nos homens, a via de transmissão heterossexual passou de 14,2% em 1991 para 30,2% em 2001 e nas mulheres de 83,9% para 98,9% no mesmo período (tabelas 4 e 5). Observação especial deve ser feita na categoria de exposição ignorada entre mulheres. Quase a totalidade dos casos nessa categoria de exposição foi reclassificada para a categoria heterossexual (vide nota explicativa). A proporção de casos por uso de drogas injetáveis (UDI) que vinha se mantendo mais ou menos constante, vem apresentando nos quatro últimos anos, uma ligeira diminuição. Embora o Rio de Janeiro seja o segundo Estado da federação com maior coeficiente de incidência de aids, a proporção de casos por esta via de transmissão é de cerca de 5%, bastante inferior ao quadro nacional onde representa aproximadamente 20% do total de casos. Entre menores de 13 anos de idade, a transmissão perinatal, a principal categoria de transmissão nessa faixa etária, apresentou, um aumento proporcional, passando de 28,4% em 1991 para 87,1% em 2000 (tabela 5 ). Os dados acima confirmam análises anteriormente realizadas que apontam para o crescimento da epidemia entre mulheres, traduzido pela diminuição da razão homem/mulher e pelo aumento da transmissão perinatal, assim como o impacto social da aids já que atinge principalmente os adultos jovens, economicamente ativos, ocasionando problemas sociais como o aumento de crianças e adolescentes órfãos. 7

8 Nota explicativa θ Com a transição do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do sistema operacional DOS para o WINDOWS, ocorreram uma série de dificuldades que ocasionaram a realização de várias versões do SINAN WINDOWS (SINAN-W). Neste período de transição, os dois sistemas foram utilizados concomitantemente, com parte dos municípios notificando pelo SINAN DOS e parte pelo SINAN-W. Devido a esses problemas de implantação do SINAN-W, houve comprometimento da transferência de dados dos municípios para o estado e do nível estadual para nacional. θ Para viabilizar a análise dos dados nacionais, a Coordenação Nacional de DST/Aids, utilizando outros programas de computação, elaborou uma base de dados única, a partir dos bancos de dados enviados pelas Coordenações estaduais na integra, ou seja, utilizando a rotina de tranferência de lotes. A Assessoria de DST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) utilizou essa base de dados para realizar as análises apresentada neste Informe Epidemilógico. θ Os casos com categoria de exposição ignorada, em maiores de 13 anos, foram recategorizados por meio de programação que identificou, se havia informação de exposição para que esses casos pudessem ser classificados em outra categoria. Grande parte dos casos com categoria de exposição ignorada foram reclassificados para a categoria heterossexual com parceria de risco indefinido. Com isso o percentual de categoria de exposição ignorada no Estado do Rio de Janeiro que era de 33,1% passou para 20,3%. θ Os casos notificados na categoria de exposição transfusão sangüínea que tinham o intervalo entre a data da transfusão e data de diagnóstico inferior a um ano, foram classificados na categoria de exposição ignorada. θ Os casos notificados na categoria de exposição homossexual e sexo feminino foram classificados na categoria de exposição ignorada, porque todos os casos nesta categoria necessitam de investigação. 8

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10 (continuação) TABELA 1: Casos notificados de aids, segundo município de residência e ano de diagnóstico. Estado do Rio de Janeiro, *. Informe 10

11 (continuação) TABELA 1: Casos notificados de aids, segundo município de residência e ano de diagnóstico. Estado do Rio de Janeiro, *. Informe 11

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18 1 O DE DEZEMBRO: DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA O PRECONCEITO A declaração de compromisso adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em junho de 2001, destacou o consenso sobre a importância de enfrentar o estigma e a discriminação associados ao HIV/Aids. Nesse sentido, a campanha mundial contra a aids para os anos de irá concentrar-se no estigma e na discriminação, considerando que estas são as maiores barreiras à prevenção de novas infecções, ao adequado apoio, assistência e tratamento e ao alívio do impacto da doença. REVENDO CONCEITOS A campanha de comunicação para o Dia Mundial de Luta Contra a aids tem o intuito de prevenir algumas das causas mais frequentes de preconceito e discriminação, que incluem: - falta de conhecimentos sobre a aids; - mitos sobre modos de transmissão do HIV; - medos espalhados na sociedade sobre a sexualidade, sobre a doença e a morte, sobre as drogas ilícitas; O foco dessa campanha é o incentivo ao respeito às pessoas vivendo com HIV/Aids e à sua reinserção social. O doente de aids carrega consigo os estigmas que marcavam grupos já marginalizados e discriminados, como os homossexuais e os usuários de drogas. Tudo isto leva o doente a um processo de clandestinização. Além de se ver afetado por uma doença grave, ter de vivê-la solitária e clandestinamente é a pior tragédia que pode ocorrer a uma pessoa com AIDS. Para combater a morte civil, o doente tem que romper com as barreiras da clandestinidade. Acredito que todos nós temos de nos curar da vergonha, da culpa e do medo. Herbert Daniel 18

19 Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro Rua México, 128 / 4º andar - Centro CEP: Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax:

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