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1 Sumário RIO GRANDE DO SUL... 3 Laticínios do Sul do país querem formar associação... 3 Produção/RS... 4 A Produção de leite no sul do País continua a crescer e se mantém à frente de MG... 4 SANTA CATARINA... 5 Preços do leite melhoram para produtor rural... 5 Produtores de leite do vale pedem apoio na SDR... 6 PARANÁ... 7 Maringá ganha Centro de Excelência em Tecnologia do Leite... 7 BRASIL... 8 Preços seguem em alta, mas mercado sinaliza estabilidade para dezembro... 8 Leite vindo do Uruguai deixa preço 20% mais barato no noroeste paulista... 9 Leite/PE...10 Convênio/AL...10 Feira/MS...11 Produtos lácteos ficaram mais caros no varejo em novembro...11 Produtividade da mão-de-obra do leite no Brasil, um fator limitante à competitividade nacional Resultados...12 Conclusões...14 MERCOSUL...15 Boas perspectivas para o mercado leiteiro do Mercosul Argentina: Brasil nos limita a venda de leite em pó por motivos políticos É provável que o setor leiteiro do Uruguai reduza ritmo de crescimento...17 Boas perspectivas para o mercado leiteiro do mercosul...18

2 Colômbia...19 Colombia: senado analizó blindaje al sector lácteo...19 Venezuela: con MiGurt esperan duplicar consumo de yogur...20 Mundo...21 Americanos se opõem aos limites de produção de leite estabelecidos pelo Governo...21 Leite nas Escolas/NZ...22 Grecia: la leche ya es un lujo...23 Informações...24 Selo da agricultura familiar conquista consumidores:...24 Companhia lança leite com vodka sabor morango para adultos...25 Incra simplifica regras para certificação de imóveis rurais...25 Variados tipos de queijo chamam atenção no Brasil Rural Contemporâneo...26 Queijo de leite de cabra...27 Grupo alerta para quantidades excessivas de sal no queijo...27 Novo Queijo Gran Capitán...28

3 RIO GRANDE DO SUL Laticínios do Sul do país querem formar associação As indústrias de laticínios da região Sul pretendem criar uma associação para ganhar maior poder de barganha nas negociações com as grandes redes de supermercados. A nova entidade também vai buscar a criação de um "marco regulatório" para evitar distorções de preços no setor e já pediu a realização de uma audiência pública sobre o assunto na Câmara dos Deputados, disse Darlan Palharini, secretário executivo do Sindilat-RS, que representa o setor no Rio Grande do Sul. De acordo com ele, os sindicatos das indústrias de Santa Catarina (Sindileite-SC) e do Paraná (Sindileite-PR) já fazem parte do movimento. O próximo passo será buscar a adesão de representantes dos produtores nas reuniões de dezembro do Conselho Estadual do Leite (Conseleite) de cada um dos três Estados, explicou. A principal queixa do setor, conforme Palharini, é que os grandes supermercados forçam as indústrias a baixar as tabelas do leite longa-vida (UHT), em alguns casos a níveis até inferiores aos custos de produção, para fazer promoções agressivas com o produto e estimular a venda de outros lácteos. Com isso, as indústrias não conseguem repassar os aumentos dos preços dos insumos e das matérias-primas e muitas delas estão com a situação financeira "comprometida", explicou o executivo. Palharini não revelou valores absolutos, mas acrescentou que os preços do leite UHT vendido pela indústria para o atacado e o varejo permaneceram estáveis ao longo deste ano no Rio Grande do Sul, mesmo na entressafra de janeiro a abril. Já o preço médio por litro in natura ao produtor subiu 8,6% de janeiro a novembro, para R$ 0,70, enquanto nos supermercados o valor médio por litro cobrado do consumidor passou de R$ 1,70 para R$ 1,83 no mesmo período, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). Conforme o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, se a nova associação tiver como único objetivo "forçar o aumento de preços" do leite, ela vai se "frustrar" porque valores são estabelecidos de acordo com "a oferta e a procura". De acordo com ele, neste caso os primeiros a "furar" o objetivo da futura associação serão provavelmente as próprias indústrias que estiverem com estoques elevados. A estimativa do Sindilat-RS é que a produção de leite in natura na região Sul deve crescer 9% neste ano, para quase 12 bilhões de litros, enquanto em todo o país o volume deve avançar 4,5%, para 33,4 bilhões de litros. Nos três Estados do Sul, onde existem cerca de 500 indústrias e cooperativas de laticínios em operação, cerca de 50% da matéria-prima captada é transformada em leite longa-vida, calcula a entidade. Fonte: Valor Econômico

4 Produção/RS O governo do Estado faz os ajustes finais no Programa Mais Leite, que criará mecanismos de incentivo à produção, afirmou o coordenador técnico da Câmara Setorial do Leite, João Milton Cunha. Segundo ele, o leite é um dos 22 produtos considerados prioritários pelo governo, por envolver mais de 100 mil famílias na produção de 9,5 milhões de litros/dia, em um setor que responde por 2,7% do PIB gaúcho. Os números poderiam ser maiores. Dados do Sindilat-RS apontam um potencial produtivo de 14 milhões de litros/dia, que poderia ser atingido em cinco anos com o estímulo à exportação de excedentes, já que o Rio Grande do Sul absorve apenas 40% da produção local. Fonte: Canal do Produtor A Produção de leite no sul do País continua a crescer e se mantém à frente de MG Segundo Leite Brasil, os estados da região sul cresceram 6,4% em 2011, enquanto os mineiros registraram 4,4% Minas Gerais continua na segunda posição no ranking nacional dos maiores produtores de leite. É o que mostra recente levantamento feito pela Leite Brasil, associação que representa os produtores nacionais, com base nos resultados da Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os estados do sul mantêm a liderança desde 2007, quando tinham participação de 28,7% na produção brasileira, contra 27,8% do estado mineiro. Em 2011, a participação foi de 31,9% em comparação aos 27,3% registrados por Minas Gerais. De acordo com a associação, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estados que compõem a região sul do País, registraram crescimento na produção de leite de 6,2%, 6,3% e 6,8%, respectivamente, o que fez com que a região chegasse à marca de 6,4% em Com o índice, mantêm-se à frente de Minas Gerais (4,4%). Os números do sul superam, inclusive, a média nacional, que no período registrou aumento de 4,5%. O crescimento nos números estende-se também ao consumo de leite na região. Os estados do sul detêm os maiores níveis de consumo domiciliar de produtos lácteos, de acordo com a última edição da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo IBGE, em Enquanto o consumo de leite por pessoa ao ano atingiu 81 litros em Minas Gerais, a média nos estados do sul foi de 105 litros.

5 Para Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil, outro fato relevante da estatística é a produção média de leite por cabeça de gado. Na região sul, são produzidos cerca de litros vaca/ano, enquanto que em Minas Gerais, cada animal produz cerca de litros vaca/ano. Outro fator que justifica o forte desempenho dos estados é o investimento em tecnologia para a produção do leite e a preocupação com bons indicadores zootécnicos, afirma. Fonte: CDN Comunicação Corporativa SANTA CATARINA Preços do leite melhoram para produtor rural O aumento do consumo e a redução da produção - em razão da estiagem que atingiu o centro-oeste brasileiro e o sul do País - provoca, agora, elevação do preço pago aos produtores rurais pelo leite entregue nos laticínios catarinenses. O Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado de Santa Catarina (Conseleite) projetou em R$ 0,7042/litro o preço de referência para o leite padrão, mas o mercado está pagando acima de R$ 0,8430 em razão da escassez do produto. O Conselho definiu neste mês os três valores de referência para o leite: R$ 0,8098 para aquele acima do padrão; R$ 0,7042 para o padrão e R$ 0,6402 para o leite abaixo do padrão. Em relação ao mês anterior, os preços cresceram em 1,1% e a tendência é permanecerem estáveis. O presidente do Conseleite e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Nelton Rogério de Souza, explica que os preços estão aquecidos porque a demanda das indústrias está forte. A seca que assolou o território catarinense neste ano não reduziu a produção estadual que, ao contrário, registra 9% de crescimento, mesma taxa de expansão verificada em A ampliação da base produtiva do leite decorre do fato de gerar renda mensal, ao contrário das lavouras e da pecuária intensiva. No mercado real, os criadores estão recebendo valores maiores que, em razão da qualidade, da quantidade e de outras condições. A atividade leiteira continua sendo uma excelente fonte de renda para os produtores rurais catarinenses. As famílias brasileiras estão ampliando o consumo de produtos lácteos de maior valor agregado e de melhor qualidade à medida que aumentam sua renda. Este cenário é observado principalmente nas classes C, D e E, que também estão

6 dispostas a pagar mais caro por estes itens, mesmo que isso resulte na elevação dos gastos. Essa tendência foi confirmada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Na classe C, o levantamento aponta que o aumento de 1% da renda gera incremento de 0,4% no consumo e uma elevação de 1,14% nas despesas com estes produtos. Nas classes D e E, o mesmo ganho de 1% na renda amplia o consumo em 0,6% e os gastos em 1%. Fonte: Milkpoint Produtores de leite do vale pedem apoio na SDR Araranguá O secretário do Desenvolvimento Regional de Araranguá, Heriberto Afonso Schmidt, acompanhado do diretor geral da SDR, Agenor Biava, recebeu na tarde desta segunda-feira, produtores de leite da comunidade de Sanga da Toca I, representantes da Associação Litoral Leite. Junto com o vice-prefeito de Araranguá e Prefeito eleito, Sandro Maciel e do engenheiro agrônomo da Uneagro (Cooperativa dos Engenheiros Agrônomos e de Profissionais em Desenvolvimento Rural e Ambiental de Santa Catarina), Zaqueu Cristiano, os produtores pediram para que o secretário regional verifique a possibilidade da cedência de um terreno de propriedade do Estado localizado às margens da BR-101, na Sanga da Toca, para a instalação de uma usina de processamento de leite. A Associação realiza um belo trabalho e iremos verificar junto ao Governo do Estado a possibilidade de cedência do terreno, para que os trabalhos dos produtores possam crescer ainda mais, disse o secretário Regional. Eles expuseram que hoje a produção de cerca de 180 mil litros é processada em outros Municípios, como Sombrio, Rio Fortuna e Braço do Norte. A instalação de uma usina no Município irá valorizar o produtor e fomentar a produção de leite em Araranguá, conta o vice-presidente da Associação, Jailson Réus. Segundo o engenheiro agrônomo da Uneagro, há cerca de 50 produtores Associados à Litoral Leite, fundada em A usina poderá ainda realizar o processamento de frutas e hortaliças e abrigar uma garagem de máquinas e uma unidades demonstrativa, relatou Zaqueu. Fonte: Portalacteo

7 PARANÁ Maringá ganha Centro de Excelência em Tecnologia do Leite No último dia 4, na Fazenda Experimental de Iguatemi (FEI), foi inaugurado o Centro Mesorregional de Excelência em Tecnologia do Leite (Bloco Z-108). Na edificação, de 476,42 m², funcionará um Laboratório de Análises de Leite, um Laboratório de Análise de Nutrição e Forragem para vaca leiteira, e um auditório para 80 pessoas, além de estufas, banheiros e copa. A UEM foi contemplada com R$ 1,8 milhão, para colocar em funcionamento um dos oito Centros Mesorregionais de Excelência em Tecnologia do Leite instalados no Paraná. Os recursos são originários do Finep e Fundo Paraná, com contrapartida da UEM. O custo final da obra ficou em R$ 385 mil, e o restante dos recursos foram utilizados para cobrir gastos com aquisição de equipamentos. Na solenidade de inauguração, o professor do Departamento de Zootecnia (DZO) e coordenador do Núcleo Pluridisciplinar de Pesquisa e Estudo da Cadeia Produtiva do Leite (Nupel), Geraldo Tadeu dos Santos, explicou que o objetivo do Centro é articular esforços de equipes de pesquisadores, extensionistas e acadêmicos de pós-graduação e de graduação, para produzirem mais e melhores resultados em atividades organizadas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de prestar assistência direta e indireta aos produtores de leite. Tadeu ainda ressaltou que a inauguração do Centro coroa os esforços e bons resultados conquistados pelos membros do DZO e Programa de Pós-Graduação em Zootecnia (PPZ) da UEM. O diretor do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UEM, Julio César Damasceno, louvou o objetivo da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) em investir em pesquisas relacionadas à agricultura, lembrando que o estado é o segundo maior produtor de leite do Brasil. O reitor da UEM, Julio Santiago Prates Filho, agradeceu o empenho e compromisso com o ensino superior por parte da Seti, que soube enxergar a produção do conhecimento como uma maneira de alavancar o potencial econômico do Paraná e gerar bem-estar para a sociedade. O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Alípio Santos Leal Neto, foi enfático ao dizer que os investimentos feitos na UEM pela Seti são resultado do grande esforço e determinação que a Universidade vem demonstrando em continuar crescendo. O secretário ainda ressaltou que o governo tem a obrigação de aproximar a academia do setor produtivo, para que ambos trabalhem juntos em prol do desenvolvimento. Fonte: Bem Paraná

8 BRASIL Preços seguem em alta, mas mercado sinaliza estabilidade para dezembro No mês de novembro, o preço recebido por produtores pelo leite entregue em outubro teve aumento de 1,5% (ou 1,3 centavo por litro) frente ao mês anterior, indo para a média de R$ 0,8221/litro (valor líquido), segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O preço bruto foi de R$ 0,8952/litro. Essas médias são ponderadas pela produção de leite nos estados do RS, PR, SC, SP, MG, GO e BA. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o preço médio ficou praticamente estável, apresentando leve recuo de 0,1% em termos reais (ou seja, descontando-se a inflação do período - IPCA até outubro/12). Pesquisas do Cepea, no entanto, mostram que os custos de produção estão quase 20% maiores. Os preços do milho continuam subindo, enquanto o preço do farelo de soja, mesmo em queda no mês de outubro, vale quase o dobro que há um ano. Além disso, no início de 2013, deve haver novo aumento dos custos em função do reajuste do salário mínimo. Pesquisadores do Cepea observam que o comportamento dos preços recebidos pelo leite em novembro foi atípico para o período. Normalmente, com a chegada das chuvas na primavera, em outubro, já é maior a disponibilidade de leite, o que tende a pressionar as cotações. Neste ano, entretanto, o volume mais baixo de chuvas combinado aos custos mais elevados da produção de leite têm limitado o avanço da produção. A oferta diminuiu nos três estados do Sul. De acordo com o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP- Leite), entre setembro e outubro, a captação média diária naquela região caiu quase 5%. A redução ocorreu devido ao atraso das pastagens de verão, ocasionado pelo frio intenso e chuvas insuficientes nos últimos meses. Já em Goiás, houve aumento em torno de 4% (principalmente na região sul do estado); em Minas Gerais, houve alta de quase 3% e, em São Paulo, o índice permaneceu praticamente estável. No balanço dos sete estados desta pesquisa, o ICAP/Cepea recuou 0,4%. No segmento de derivados lácteos, agentes consultados pelo Cepea já relatam aumento da oferta de leite em novembro. Até o final deste mês, entretanto, os preços permanecem firmes. No atacado paulista, o preço médio do leite UHT em novembro (cotado até o dia 29) teve aumento de 2,2% em relação a outubro, passando para a média de R$ 1,93/litro (valor inclui frete e impostos cobrados no estado). No caso do queijo muçarela, houve alta de 4,7% na comparação mensal, com média de R$ 11,67/kg em novembro. Essa

9 pesquisa é feita diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL). A maior parte dos laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea (54% dos entrevistados, que representam 63% do volume de leite amostrado) acredita que os preços do leite ao produtor permanecerão estáveis em dezembro (produção entregue em novembro). Para 29% dos agentes (que respondem por 21% do volume da amostra), deve haver alta de preços e 16% dos consultados (responsáveis por 16% do volume de leite amostrado) acha que deve haver queda. AO PRODUTOR De acordo com os levantamentos do Cepea, o estado de Goiás apresentou aumento de 1,8% no preço líquido do leite, que foi para R$ 0,8731/litro em novembro o maior valor entre os estados da média nacional. Em Minas Gerais, o acréscimo foi de 1,7%, com a média a R$ 0,8374/litro. No estado paulista, a média foi de R$ 0,8498/litro, aumento de 0,9% frente a outubro. No Sul do País, o preço médio líquido do Paraná aumentou 1,4%, com a média chegando a R$ 0,7967/litro. No Rio Grande do Sul, com acréscimo de 1,2%, o litro teve média de R$ 0,7548 e, em Santa Catarina, houve alta de 0,8%, com média de R$ 0,7946/litro. O Espírito Santo foi o único estado a ter diminuição de preço, entre os 11 atualmente acompanhados pelo Cepea. A queda foi de 1,2% entre outubro e novembro, com a média (valor líquido) passando para R$ 0,7908/litro. No Rio de Janeiro, houve acréscimo de 1,8%, com o litro a R$ 0,9026. Em Mato Grosso do Sul, a alta foi de 2,2%, com média de R$ 0,7247/litro. Na Bahia, o preço médio foi de R$ 0,8110/litro em novembro, leve aumento de 0,3% frente a outubro. No Ceará, a variação foi semelhante, de 0,4%; a média esteve em R$ 0,8550/litro. Fonte: CEPEA Leite vindo do Uruguai deixa preço 20% mais barato no noroeste paulista Em agosto de 2011, litro custava em média R$ 1,99; agora sai por R$ 1,49.Produtores do país vizinho conseguem vender o produto mais em conta. Depois que o Uruguai começou a exportar leite para o Brasil, o preço está em média 20% mais barato na região noroeste paulista. A novidade, que animou as donas de casa, desagradou os produtores da região. Na casa da empresária Suzi Concenza, de São José do Rio Preto (SP), o café da manhã sem leite não tem graça. Os quatro filhos adoram. Resultado: são três litros consumidos todos os dias. Essa diminuição de custo foi interessante para a gente que consome bastante, diz a empresária. O leite é um alimento que faz parte do dia a dia. A boa notícia é que está mais barato colocar ele na mesa. Em agosto de 2011, o litro custava em média R$ 1,99. E este ano a situação é bem diferente. O produto está

10 até R$ 0,50 mais barato. Em alguns supermercados de Rio Preto o leite de saquinho pode ser encontrado por até R$ 1,49. A explicação para essa queda nos preços é a entrada de leite do Uruguai no Brasil. Os produtores do país vizinho conseguem vender o produto mais em conta e as indústrias de alimento do noroeste paulista preferem comprar de lá e não do mercado interno. Os grãos no mundo todo subiram, principalmente o milho e a soja, isso faz o custo de produção aumentar para o produtor brasileiro. Em contrapartida, a gente sabe que entra discriminadamente leite do Uruguai de produtores que são subsidiados pelo governo do Uruguai. Então é uma concorrência desleal, diz Carlos Frederico Mansor, presidente da Associação dos Produtores de Leite. Fonte: G1 Leite/PE A seca que atinge o Nordeste vem fazendo suas vítimas. Pequenos e grandes pecuaristas estão lidando como podem com o prejuízo. Houve uma queda de 60% na produção de leite, o que obriga alguns fazendeiros a buscar o sustento de outra forma. Em Pernambuco, eram produzidos 2,3 milhões de litros de leite/ dia. Atualmente, são apenas 900 mil. Postos de recebimento e resfriamento de leite estão fechando as portas. Luciente Celestina é funcionária de uma fazenda que antes, chegava a produzir litros de leite/dia. Hoje, está abandonada. O dono, Reginaldo Barros de Oliveira, precisou vender 430 animais. As dívidas não paravam de crescer. Só de ordenhadeiras e tanques de resfriamento de leite são mais de R$ 300 mil. Dos 60 funcionários ficaram apenas seis. Ele diz que ainda sofre muito por isso, mas tem certeza que vai superar. Fonte: G1/PE Convênio/AL O fortalecimento da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados de Alagoas é o objetivo do novo convênio firmado entre a Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), o Sebrae/AL e a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA). Através dessa parceria, os esforços serão concentrados para criar um ambiente favorável ao estabelecimento de acordos de cooperação técnica e comercial entre instituições públicas e privadas, com ênfase no desenvolvimento da cadeia produtiva do leite, garantiu o secretário, Luiz Otavio Gomes. O superintendente do Sebrae/AL, Marcos Vieira, afirma que o convênio beneficiará, principalmente, os pequenos produtores de leite e laticínios de pequeno porte, visto que estas são as duas categorias mais numerosas. Fonte: Primeira Edição/AL

11 Feira/MS A cidade de Iguatemi, no extremo sul do Estado, será entre os dias 6 e 9 de dezembro, a capital sul-matogrossense do leite, com a realização da IV Feira do Leite do Território da Cidadania Cone Sul. Iniciada no primeiro ano da administração do prefeito José Roberto Arcoverde (PSDB), a Feira do Leite já faz parte dos calendários oficiais de eventos do Município e do Estado e reúne milhares de pessoas que de uma forma ou de outra participam da cadeia produtiva do leite. Uma extensa programação foi organizada para acontecer durante os quatro dias da festa. Segundo o prefeito o evento é a vitrine de produtos e novidades tecnológicas, com exposições e comercializações de máquinas e equipamentos, além de serem ofertados cursos de qualificação para a produção de derivados do leite. Fonte: Sul News/MS Produtos lácteos ficaram mais caros no varejo em novembro Grupo dos queijos puxou para cima os preços dos lácteos, com alta de 8,5% em relação ao começo do mês. Na segunda quinzena de novembro, o preço dos produtos lácteos subiu 0,6%, considerando a média de todos produtos lácteos pesquisados, na comparação com a primeira quinzena do mês. Os maiores ajustes foram para o grupo dos queijos, cuja alta foi de 1,7%, segundo levantamento da Scot Consultoria. O quilo do queijo prato ficou cotado em R$ 27,81, valor 8,5% maior em relação ao começo de novembro. Esse preço, no entanto, é 1,4% menor ao que o consumidor pagava no mesmo período de A captação de leite já apresenta elevação em algumas das principais bacias produtoras, como em Minas Gerais e São Paulo, o que tende a ser um fator baixista para as próximas cotações. Fonte: Scot Consultoria Vaca Louca Exames realizados em uma vaca morta aos 13 anos no Paraná poderão causar sérios problemas à cadeia produtiva de carne bovina brasileira. Suspeitava-se que o animal tivesse morrido de raiva, mas as primeiras análises obtidas pelo Ministério da Agricultura identificaram a presença do príon, uma forma de proteína que é o agente patogênico do mal da "vaca louca" (encefalopatia espongiforme bovina), moléstia neurodegenerativa que pode ser transmitida ao homem na forma da doença de Creutzfeldt-Jakob. O ministério deverá se pronunciar oficialmente nesta sexta-feira sobre o caso. Os técnicos da Pasta aguardavam uma contraprova do tecido do cérebro do animal para tirar quaisquer dúvidas sobre a ocorrência da doença e adotar as providências necessárias, uma vez que a doença costuma provocar barreiras comerciais amplas e duradouras à carne bovina do país no exterior. Fonte: Valor Econômico

12 Produtividade da mão-de-obra do leite no Brasil, um fator limitante à competitividade nacional. Resultados A pesquisa teve grande participação da região Centro-Sul do Brasil, Minas Gerais (34,3%), Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo (com 11,4% de participação cada um) e Paraná (9,6%) sendo os cinco estados com o maior número de respostas de produtores. O sistema de produção majoritariamente utilizado foi o de pastejo (44,6% do total), no entanto, a cada aumento no nível de produção em litros/dia, os sistemas de semiconfinamento e confinamento obtiveram maior importância, chegando a não haver propriedades utilizando o sistema de pastejo no maior estrato produtivo (produção acima de 5.000l/dia). Também houve a predominância de fazendeiros com menor volume de produção, 44,6% afirmaram produzir menos que 500l/dia. A tabela abaixo apresenta os dados sobre produtividade obtidos na pesquisa em litros/homem/dia: A produtividade geral (ponderada pela produção) da mão-de-obra contratada nas fazendas participantes foi de 592,6l/h/dia. No entanto, a amplitude entre as faixas extremas de produtividade (Fazendas com produções menores que 500l/dia comparadas às com produção maior que 5000l/dia) foi de 539,9 l/h/dia, ou seja, tal amplitude foi próxima ao próprio índice de produtividade observado no pesquisa, o que demonstra a discrepância da eficiência do trabalho nos estratos mais produtivos. Ao considerarmos a mão-de-obra familiar no cálculo da produtividade, o índice geral cai 28,3%, demonstrando o peso desta variável no cálculo da produtividade da mão-de-obra. A tabela abaixo apresenta a queda da produtividade por estrato de produção ao considerarmos a mão-de-obra familiar na análise. É nítida a importância deste parâmetro nas propriedades de menor escala, chegando a causar uma queda de 41,3% na produtividade da mão-de-obra

13 nas fazendas com produção entre l/dia. Este impacto é mais expressivo até a faixa de 2.500l/dia, havendo uma grande redução do efeito da mão-de-obra familiar acima desta faixa. Segundo dados de 2009 da IFCN (International Farm Comparison Network) publicados no "Panorama do Leite" da Embrapa Gado de Leite, a produtividade da mão-de-obra (com a mão-de-obra familiar inclusa) no Brasil foi de 486 l/homem/dia. Considerando a diferença de metodologias (o IFCN utiliza fazendas típicas das regiões Sul e Sudeste a partir de determinado número de vacas, ao passo que em nossa amostragem foram os leitores que voluntariamente participaram), é possível inferir que a ordem de grandeza foi semelhante. Já segundo a pesquisadora da Embrapa, Rosangela Zoccal, em comentário feito no artigo relativo aos custos da mão-de-obra, os valores gastos com mão-de-obra representam 31% do custo total de produção em uma fazenda com produção diária de 82 litros; 18% em uma com produção de 545 litros/dia e 12% em um sistema que produza litros/dia. A produtividade do trabalho observada, segundo ela, foi de, respectivamente, 82 litros/homem/dia; 182 litros/homem/dia e 324 litros/homem/dia, valores sensivelmente mais baixos do ue os nossos e os do IFCN, indicando que a realidade pode ser ainda pior. A comparação com os outros países demonstra a baixa produtividade da mão-de-obra brasileira: Alemanha, Argentina e EUA apresentam eficiência entre 90 e 110% maior no trabalho, quando comparadas aos dados resultantes de nossa pesquisa. Já a Nova Zelândia, maior exportador de lácteos do mundo, possui produtividade quase 5 vezes maior que os 425,1 l/homem/dia encontrados na pesquisa.

14 Conclusões A análise dos dados obtidos mostra que temos dois "Brasis" em termos de produção de leite: um voltado à produção de subsistência e baixa profissionalização da atividade e outro com eficiência muito maior, voltado à comercialização em maior escala. No entanto, a conclusão geral é uma só: estamos um passo (ou mais) atrás dos demais países produtores de leite, inclusive de países do Cone Sul. Nossas fazendas mais eficientes - com produção diária maior que litros - apresentaram um índice de produtividade 20% menor que o apresentado pela Argentina, um dos principais países que vem ganhando espaço no mercado brasileiro de lácteos. A baixa eficiência do trabalho torna-se ainda mais importante se considerarmos a valorização do salário mínimo na última década, muito acima da valorização do preço do leite. A profissionalização da atividade, buscando maiores índices de mecanização, produtividade da mão-de-obra, sistemas produtivos adequados à realidade nacional e modelos de gestão eficientes, deve ser a meta do produtor de leite nacional para competir no mercado. Caso contrário, os baixos índices de rentabilidade observados contribuirão para que o setor lácteo tenha dificuldades não só de recuperar a competitividade internacional, como também garantir a elevação desejada da produção interna, uma vez que atividades concorrentes podem se tornar mais rentáveis.

15 MERCOSUL Boas perspectivas para o mercado leiteiro do Mercosul. Diante do crescimento sustentado e da solidez da produção de leite, alguns países do mercosul, como Chile, Uruguai e Argentina teriam grandes possibilidades de êxito no setor leiteiro, de acordo com o engenheiro agrônomo e diretor da Infortambo Alejandro Sanmartino. Sanmartino destacou que o Chile tem um sistema produtivo ordenado e ideias claras sobre crescimento. Creio que Uruguai, Argentina e Chile têm perfis muito similares e grandes possibilidades de serem protagonistas do mercado leiteiro da região. Com relação ao setor leiteiro do Uruguai, ele explicou que está se encaminhando à exportação e ao crescimento. Em 2011 o país aumentou sua produção em mais de 20% com relação ao ano anterior, quando apenas se esperava um aumento de 10% a 12%. Sobre a Argentina, ele disse que embora o país esteja com um modelo cada vez mais intensivo, possui muitas incertezas no cenário político, o que torna ainda mais desafiadora sua produção leiteira. O Brasil, por sua vez, estaria fazendo outro caminho, segundo Sanmartino. O Brasil é hoje um mercado com custos muito desfavoráveis, não conseguindo ser competitivo para exportar seus excedentes. De fato, não têm excedentes. Quanto ao mercado dos Estados Unidos, ele disse que possui um modelo altamente competitivo e uma grande escala que assusta nossas realidades. Para Sanmartino, o mercado leiteiro estaria exibindo uma mudança em seu modelo. É um modelo que já está instalado, em maior escala, com maior produção e maior intensificação, porque tem que competir com outros usos intensivos da terra, como produção de soja ou cana de açúcar. Há uma clara tendência a um maior uso de recursos por unidade de superfície. Não vejo os produtores produzindo a mesma quantidade de leite por hectare nos próximos anos. Vejo-os produzindo mais por uma necessidade de progredir e de crescer. Não imagino que cheguem a ter um sistema com a mesma quantidade de vacas, devem se tornar mais eficientes, pela lógica do que está ocorrendo a nível mundial. As fazendas leiteiras, ou crescem ou vão para trás.

16 San martino disse que o mercado mundial se torna cada dia mais complexo e desafiador devido às mudanças climáticas, à volatilidade dos mercados ou as eventuais complicações para inserir o recurso humano em modelos cada vez mais intensivos. Ele prevê que a atividade leiteira é o ouro branco dessa época, considerando que o mundo demandará cada vez mais alimentos e leite, em particular. O setor leiteiro é uma atividade que combina recursos humanos, animais, vegetais, tecnologia, biotecnologia, especialistas e muito mais. Não há atividade no mundo que integre tantas áreas e disciplinas como o setor leiteiro. Fonte: Portalechero Argentina: Brasil nos limita a venda de leite em pó por motivos políticos. Em 31 de outubro venceu o último acordo que estabelece um número máximo de toneladas mensais de exportação de leite em pó ao país vizinho. A Argentina quer aumentar esse número para toneladas, mas o Brasil tem outro plano: o licenciamento de compras a alguns importadores para concentrar a demanda e gerenciar os preços. Depois de tantas idas e vindas em 2011, Argentina e Brasil aceitaram estabelecer toneladas por mês para a exportação de leite em pó. A proposta nacional foi de toneladas, mas os brasileiros deixaram claro que seu limite era inferior a esse número, posição que eles mantem até hoje. Eles temem que, por Argentina ser um grande produtor de laticínios junto com o Uruguai e com o Chile, tomaremos uma parte muito forte do seu mercado e, consequentemente, prejudique seus produtores locais. Em 31 de outubro venceu este último acordo e mesmo que tenha sido prorrogado até o fim do mês, apenas esta semana começaram a mover as licenças de importação no Brasil. Paulón detalhou que a Confederação de Agricultura e Pecuária (CNA), a Organização das Cooperativas de Leite do Brasil (OCB) e a Federação de Cooperativas Brasileiras de leite, pediram um prazo para dialogar com o Ministério do desenvolvimento de indústria e comércio Exterior do Brasil sobre as suas condições para chegar a um novo acordo com a Argentina. Eles querem ser os que concedem aos exportadores os números. Dessa maneira, as licenças teriam pouquíssimos importadores que terminariam concentrando a demanda e gerenciando obviamente os preços, assegurou Paulón. Afirmou também que a Argentina se opõe a essa condição e que este ano buscará subir o número a toneladas mensais de exportação ao Brasil. O certo é que hoje já não somos seu principal provedor de leite em pó. Ao longo do ano, nosso país vendeu ao Brasil cerca de toneladas de leite em pó, enquanto o Uruguai superou toneladas. Em 2009, quando o nosso maior sócio do MERCOSUL começou a impor as taxas para a exportação, chegamos a vender cerca de toneladas. Esse mesmo ano, o Uruguai apenas

17 superava toneladas. Nem Chile nem Uruguai estão presos a nenhum acordo. Querem-nos limitar cada vez mais por motivos políticos. Fonte: Portalacteo. É provável que o setor leiteiro do Uruguai reduza ritmo de crescimento O setor leiteiro do Uruguai continuará crescendo, mas possivelmente a um ritmo anual menor. Nos últimos 24 meses, o volume de leite produzido aumentou quase 25% e o crescimento foi quase sem endividamento. O setor leiteiro uruguaio é hoje o exemplo de integração e crescimento produtivo por excelência na agropecuária local. Grande parte do crescimento é apoiado pelas denominadas mega fazendas. Para muitos analistas, esse tipo de produtor está com uma taxa de crescimento que manterá os dois dígitos. Porém, também há outro tipo de produtor que há algum tempo estão com a produção parada e não estão dispostos seja por sua idade avançada ou pela falta de liquidez a seguir o ritmo que demanda sustentar um crescimento como o que vem ocorrendo. Até agora, o setor leiteiro cresceu sem endividamento, mas, esse último segmento de produtores seria o que está consumindo capital próprio e, se tem dívidas, é a curto prazo. Nos anos 80 e 90, cresceram com créditos mais brandos, com dois anos de graça, com quatro ou cinco amortizações que permitiram uma mudança no sistema de produção. Hoje, para mudar o sistema de produção, como exige o momento, esses créditos não estão na praça e não está no ânimo de muitos produtores de leite fazer empréstimos convencionais, disse o presidente da Câmara Uruguaia de Produtores de Leite, Horacio Leániz. É provável que o ritmo de crescimento se desacelere, disse o assessor da Associação Nacional de Produtores de Leite, Daniel Zorrilla. Há duas razões fundamentais para que isso ocorra. Financeiramente, a coisa começará a complicar e custará mais seguir nesse caminho ao ritmo que vínhamos crescendo. Em segundo lugar, porque esse crescimento ocorreu, praticamente com aumento na produção individual das vacas e por meio de incorporação de concentrados nas dietas. Esse processo está chegando a um limite. Certamente, de agora em diante, terá que crescer aumentando o número de vacas em ordenha, que é o que não ocorreu nos últimos anos. É provável que o crescimento seja mais lento, ainda que superando a média anual que vinha sendo registrada até o momento (8%). Há alguns limitantes do ponto de vista reprodutivo para seguir crescendo. Há de melhorar os indicadores e há limitantes quanto à intensidade com que se faz a recria, disse Zorrilla. Esse é um elemento que precisa se resolver, mas que certamente não se fará com a velocidade com que se fez essa incorporação de concentrados na alimentação de vacas leiteiras, admitiu ele.

18 Segundo dados do Instituto Nacional de Leite (Inale), até o mês de agosto foram enviadas às plantas 169,5 milhões de litros, um volume que já é 12,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Fonte: El País Digital Boas perspectivas para o mercado leiteiro do mercosul Diante do crescimento sustentado e da solidez da produção de leite, alguns países do mercosul, como Chile, Uruguai e Argentina teriam grandes possibilidades de êxito no setor leiteiro, de acordo com o engenheiro agrônomo e diretor da Infortambo Alejandro Sanmartino. Sanmartino destacou que o Chile tem um sistema produtivo ordenado e ideias claras sobre crescimento. Creio que Uruguai, Argentina e Chile têm perfis muito similares e grandes possibilidades de serem protagonistas do mercado leiteiro da região. Com relação ao setor leiteiro do Uruguai, ele explicou que está se encaminhando à exportação e ao crescimento. Em 2011 o país aumentou sua produção em mais de 20% com relação ao ano anterior, quando apenas se esperava um aumento de 10% a 12%. Sobre a Argentina, ele disse que embora o país esteja com um modelo cada vez mais intensivo, possui muitas incertezas no cenário político, o que torna ainda mais desafiadora sua produção leiteira. O Brasil, por sua vez, estaria fazendo outro caminho, segundo Sanmartino. O Brasil é hoje um mercado com custos muito desfavoráveis, não conseguindo ser competitivo para exportar seus excedentes. De fato, não tem excedentes. Quanto ao mercado dos Estados Unidos, ele disse que possui um modelo altamente competitivo e uma grande escala que assusta nossas realidades. Para Sanmartino, o mercado leiteiro estaria exibindo uma mudança em seu modelo. É um modelo que já está instalado, em maior escala, com maior produção e maior intensificação, porque tem que competir com outros usos intensivos da terra, como produção de soja ou cana de açúcar. Há uma clara tendência a um maior uso de recursos por unidade de superfície. Não vejo os produtores produzindo a mesma quantidade de leite por hectare nos próximos anos. Vejo-os produzindo mais por uma necessidade de progredir e de crescer. Não imagino que cheguem a ter um sistema com a mesma quantidade de vacas, devem se tornar mais eficientes, pela lógica do que está ocorrendo a nível mundial. As fazendas leiteiras, ou crescem ou vão para trás. Sanmartino disse que o mercado mundial se torna cada dia mais complexo e desafiador devido às mudanças climáticas, à volatilidade dos mercados ou as eventuais complicações para inserir o recurso humano em

19 modelos cada vez mais intensivos. Ele prevê que a atividade leiteira é o ouro branco dessa época, considerando que o mundo demandará cada vez mais alimentos e leite, em particular. O setor leiteiro é uma atividade que combina recursos humanos, animais, vegetais, tecnologia, biotecnologia, especialistas e muito mais. Não há atividade no mundo que integre tantas áreas e disciplinas como o setor leiteiro. Fonte: Portalechero Colômbia O ministro da Agricultura da Colômbia, Juan Camilo Restrepo Salazar chamou a atenção para o aumento das importações de lácteos, no cumprimento de acordos comerciais firmados com diversos países. Destaca as importações procedentes do Chile, Argentina e Equador, que subiram de três mil toneladas, em 2011, para fechar 2012, com 16 mil toneladas. Esta importação excessiva está distorcendo o mercado de produtos lácteos, e pode pressionar para baixo o preço ao produtor e causar desempregos no país, lembrou Salazar. O ministro pede maior controle na alfândega para equilibrar o mercado e proteger a renda das famílias rurais do país. Fonte: The Dairy Colombia: senado analizó blindaje al sector lácteo Según informó la presidenta de la célula legislativa, Myriam Paredes, la reunión de ayer fue el resultado de una iniciativa aprobada la semana pasada en el Congreso y en la que se comprometieron a evaluar la situación del sector lechero en el país con miras a blindarlo ante una eventual aprobación del Tratado de Libre Comercio con la Unión Europea, además se revisó el avance y ejecución del Conpes 7536, que pasó a segundo debate, y que está relacionado con ese TLC. Los senadores que participaron en esta primera mesa técnica de trabajo solicitaron al Ministerio de Agricultura adoptar políticas que garanticen la disminución de los precios de los insumos para el sector lácteo. El Gobierno Nacional se comprometió, de otra parte, a incluir al sector lácteo dentro del Contrato Plan para proporcionarle mayores recursos económicos y planes técnicos especiales que permitan su fortalecimiento y desarrollo. El acuerdo de compromisos derivado de esta mesa de trabajo contempla, igualmente, una política de reactivación del sector lácteo mediante programas de asociatividad y capacitación y un plan de acción de renovación de pastos y de genética con la puesta en marcha y refinanciación de centros de investigación y experimentación como el de Obonuco, Nariño.

20 El plan de internacionalización del sector lechero será complementado con acciones gubernamentales, como por ejemplo el fortalecimiento del Puerto de Buenaventura dentro de la estrategia trazada de convertirlo en el primer puerto de exportación del Pacífico colombiano. Fonte: El Nuevo Siglo, Colombia. Venezuela: con MiGurt esperan duplicar consumo de yogur Este mes sale al mercado de la Gran Caracas el primer yogur de larga duración que no requiere refrigeración para conservarse por lo menos durante 6 meses. Se trata de MiGurt, producto elaborado por Empresas Polar en alianza con el Grupo Leche Pascual y para lo cual inauguraron recientemente una planta con una inversión de 630 millones de bolívares, en Valencia, en una extensión de metros cuadrados. La fábrica tiene una capacidad para procesar 53 millones de kilos y en una primera fase producirá 14 millones de kilos. El mercado venezolano de yogur es de 60 millones de kilos y con MiGurt, Polar y Pascual esperan en 3 años ser los líderes en la categoría y duplicar el consumo por persona al año, que está actualmente en 3 kilos. Venimos a competir con MiGurt en un mercado que tiene mucha expectativa de crecimiento, donde el consumo per cápita de yogur puede llegar a duplicarse en poco tiempo. Estoy convencido de que llegaremos a liderar el mercado de yogures en Venezuela, expresó Lorenzo Mendoza, presidente de la junta directiva de Empresas Polar. Dijo que MiGurt es un producto de excelente calidad y asequible al presupuesto del venezolano. Se colocará en bodegas, tiendas, panaderías, supermercados independientes y de cadena, autofarmacias y en más de puntos de venta, con un precio que será 20% más económico que el resto de los productos que hay en el mercado. Esperan que para el 21 de enero se comercialice en todo el país. La idea es lograr a mediano plazo un portafolio de 40 productos distintos de yogur de larga duración, agregó Mendoza.La presentación en vaso de 125 gramos de yogur batido costará 5 bolívares más IVA y el yogur con trozos de frutas 5,54 bolívares y vendrá en los sabores de fresa, durazno, piña, fresa con cambur, piña con cambur. Posteriormente se lanzará al mercado la variedad ligera y combinada con cereales tradicionales, hojuelas azucaradas y para niños. También se conseguirá la presentación de 750 gramos. Fonte: El Nacional, Venezuela

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