Paulo do Carmo Martins Economista (UFJF) Mestre em Economia Aplicada (UFV) Doutor em Economia Aplicada (USP) Pesquisador Embrapa Gado de Leite

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1 Tendências para o Setor Lácteo do Brasil e da América Latina Paulo do Carmo Martins Economista (UFJF) Mestre em Economia Aplicada (UFV) Doutor em Economia Aplicada (USP) Pesquisador Embrapa Gado de Leite 1

2 LUCRO D E N T R O F O R A

3 LUCRO D E FI CI ÊN CI A E N T R O F O R A COM PE TI TI VI DA DE

4 Olhando o Presente

5 TERRA, SOMOS COMPETITIVOS

6 Preço da Terra, variação percentual, valores nominais. Série Fonte: Hemme et al (2007) - IFCN Dairy

7 900 Disponibilidade de Terras (milhões de hectares). 800 Pastagens e áreas não utilizadas Agricultura África América Latina Ásia América do Norte Europa 49 Oceania Fonte: FAO. Elaboração: Embrapa Gado de Leite.

8 (Milhões de hectares) Pastagens e áreas não utilizáveis Agricultura Brasil EUA Rússia Índia China Austrália Ucrânia França Polônia Alemanha Inglaterra Itália Nova Zelândia Holanda

9 PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NO TOTAL DE TERRAS DO MUNDO (%) 6,5 93,5 BRASIL Resto do Mundo

10 PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NO TOTAL DE TERRAS AGRICULTÁVEIS (%) 19,0 81,0 BRASIL Resto do Mundo

11 PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NO TOTAL DE TERRAS AGRICULTÁVEIS EM USO (%) 3,7 96,3 BRASIL Resto do Mundo

12 PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NO TOTAL DE TERRAS AGRICULTÁVEIS DISPONÍVEIS E NÃO USADAS (%) 35,4 64,6 BRASIL Resto do Mundo

13 PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NO TOTAL DE TERRAS AGRICULTÁVEIS DISPONÍVEIS, NÃO USADAS E SEM FLORESTAS (%) 40,0 60,0 BRASIL Resto do Mundo

14 ÁGUA, SOMOS COMPETITIVOS

15 Disponibilidade e consumo de água no mundo Disponibilidade Consumo Fonte: United Nations Environment Programme

16 CRESCIMENTO ECONÔMICO NÃO É GARGALO

17 12500 Crescimento no século XX da população e produção: Brasil x Mundo (Indice 1900 = 100) PIB Brasil População Brasil Fonte: Brasil: IBGE. Mundo FMI (2000)

18 Brasil: comportamento do PIB (%) , ,1 5,7 5, ,2 3,3 3,4 4,3 2,7 3,2 4 2,7 2 2, ,3 1,1-0,3 0,9-1 MÉDIA: 3,1% 9

19 MAIS CONSUMIDORES

20 Distribuição da População Brasileira por Classe de Renda (milhões) 105,4 118 Classe C 65,9 Classe C 13,3 Classes A,B 22,5 29,1 Classes A,B

21 Distribuição da População Brasileira por Classe de Renda (milhões) Classes D,E 96,2 105,4 118 Classe C 65,9 Classe C 63,5 Classes D,E 48,9 13,3 Classes A,B 22,5 29,1 Classes A,B

22 Participação dos cinco principais grupos de consumo por Classe Social Classe C (R$ 1,6 mil) Cigarros (50%) Carnes e Derivados (48%) Mercearia (48%) Matinais (48%) Outros Alimentos (46%)

23 Participação dos cinco principais grupos de consumo por Classe Social Classe C (R$ 1,6 mil) Classe D/E (R$ 0,83 mil) Cigarros (50%) Carnes e Derivados (48%) Mercearia (48%) Matinais (48%) Outros Alimentos (46%) Mercearia (13%) Cigarro (13%) Calçado Infantil (12%) Matinais (12%) Carnes e Derivados (12%)

24 Consumo domiciliar per capita (litros/ano) Consumo domiciliar per capita de lácteos e renda per capita Santa Catarina 100 Rio Grande do Sul 80 Pernambuco Paraná São Paulo Piauí Ceará Maranhão Espírito Santo Menor Elasticidade-renda 20 Maior Elasticidade-renda 0 2,0 7,0 12,0 17,0 22,0 Renda per capita (R$ 1000) Fonte: IBGE (2008b); IBGE (2004). Elaboração: Embrapa Gado de Leite.

25 Consumo Per Capita. Brasil a 2012

26 Consumo Per Capita. Brasil a

27 Variação Consumo Per Capita de Lácteos 2005 e 2011

28 Variação Consumo Per Capita de Lácteos 2005 e 2011 Longa Vida Queijos Leite em Pó Outros Lácteos Mercado Informal 12,1 % 52,0 % 54,5 % 1300 % 10,0 %

29 Variação Consumo Per Capita de Lácteos 2005 e 2011 Longa Vida Queijos Leite em Pó Outros Lácteos 12,1 % 52,0 % 54,5 % 1300 % Mercado Informal 10,0 % ,5% ,1% ,0% ,9% ,7%

30 POPULAÇÃO, MELHOR MOMENTO

31 Brasil. Taxa de Fecundidade Variação (%) BRASIL 2,4% 1,9% -21.9% NORTE 3,2% 2,4% -23.5% NORDESTE 2,7% 2,0% -25.2% SUDESTE 2,1% 1,7% -21.0% SUL 2,2% 1,8% -21.7% C. OESTE 2,3% 19% -16,3% 31

32 População de 15 a 65 anos (Milhões) Razão de Dependência (%) População de 15 a 65 anos e Razão de Dependência Fonte: IBGE Elaboração: Idéias Consultoria 32

33 33

34 Evolução Estrutural da População Brasileira e ,4% 40 anos ou mais Até 40 anos ou mais 59,9% 39 Até 79,6% anos 39 anos 40,1% Fonte: IBGE (2007)

35 NOSSA PRODUÇÃO CONTINUA A CRESCER 35

36 Produção de leite em Números ìndices Brasil (1989 = 100) 4,5% ao ano BILHÕES DE LITROS

37 2008 5,5% ,6% ,5% ,5% PRODUÇÃO ,9% P ,2% ,3% ,1% ,0% ,6% PRODUTIVIDADE

38 Distribuição da produção de leite no Brasil em 1990 e 2007 em mil litros

39 PRODUÇÃO LEITE

40 MAS, A PRODUÇÃO CRESCE EM RITMO DIFERENTE ENTRE AS REGIÕES DO BRASIL 40

41 Brasil Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná crescem mais que Brasil

42 Brasil Minas Gerais São Paulo Goiás Minas Gerais, São Paulo e Goiás crescem menos que Brasil

43 PRODUTORES, MUDANDO O PERFIL

44 QUANTOS PRODUTORES? Litros/ dia Brasil Censo 95/96 Brasil Censo 2006 Produtores (mil) % Produtor % Produção N (mil) % Produtor % Produção até ,6 36, ,4 26,7 50 a ,5 35, ,6 53,2 > ,9 28,0 14 1,0 20,1 Total ,0 100, ,0 100,0 44

45 Número de Produtores Estabelecimentos Por (mil) Região, 1996 e Sul Nordeste Sudeste Centro-Oeste Norte

46 SUL: mil ( -32%) NORDESTE: -132 mil (- 24%) NORTE: - 31 mil (- 26 %) BRASIL 1996: mil 2006: mil mil (-26%) SUDESTE: - 90 mil (22,7%) CENTRO-OESTE: - 23 mil (-15,4%)

47 SUL: mil ( -32%) NORDESTE: -132 mil (- 24%) NORTE: - 31 mil (- 26 %) SUDESTE: - 90 mil (22,7%) CENTRO-OESTE: - 23 mil (-15,4%) BRASIL 1996: mil 2006: mil mil (-26%) A cada 11 minutos uma propriedade deixou de produzir leite no Brasil

48 Classes Muito pobres Produtores são pobres! Classes, Estabelecimentos, Salário Mínimo Produtore s (mil) % % renda bruta total SLM/mês ,3 3,4 0,5 Pobres ,8 10,2 4,7 Médios ,3 35,4 34,4 Ricos 27 0,6 51,0 860,6 Total ,0 100,0 8,0

49 Produtores e Captação Média entre os 14 maiores Laticínios do Brasil Numero Produtores 6035 Litros Por Produtor/dia 200

50 Produtores e Captação Média entre os 14 maiores Laticínios do Brasil Variação (%) Numero Produtores ,9% Litros Por Produtor/dia ,5%

51 INDUSTRIA EM TRANSFORMAÇÃO 51

52 Processo de concentração industrial no Brasil Eleva

53 Processo de concentração industrial no Brasil

54 Processo de concentração industrial no Brasil

55 Outros players importantes no país...

56 VAREJO AUMENTA PARTICIPAÇÃO 56

57 Percentual de participação por segmento da cadeia produtiva na formação do preço ao consumidor do Leite Longa Vida. São Paulo a /05/2011

58 Olhando o Futuro

59 E P R E S E N T E F U T U R O

60 E P R E S E N T E EFICIÊNCIA COMPETITIVIDADE F U T U R O

61 EFICIÊNCIA

62 EFICIÊNCIA PRODUTIVIDADE QUALIDADE

63 EFICIÊNCIA PRODUTIVIDADE QUALIDADE MÃO DE OBRA CARA

64 *SM real deflacionado pelo IPCA Aumento REAL do SM

65 EFICIÊNCIA PRODUTIVIDADE QUALIDADE MÃO DE OBRA CARA Mecanização

66 EFICIÊNCIA PRODUTIVIDADE QUALIDADE Tecnologia MÃO DE OBRA CARA Mecanização

67 EFICIÊNCIA PRODUTIVIDADE QUALIDADE MÃO DE OBRA CARA Tecnologia Assistência Técnica e Econômica Mecanização

68 COMPETITIVIDADE

69 COMPETITIVIDADE Coordenação da cadeia

70 COMPETITIVIDADE Coordenação da cadeia Interlocução com o Governo

71 COMPETITIVIDADE Coordenação da cadeia Interlocução com o Governo Tributação

72 COMPETITIVIDADE Coordenação da cadeia Interlocução com o Governo Tributação Crédito

73 Strengths-Forças Weaknesses-Fraquezas Opportunities-Oportunidades Threats-Ameaças Fonte: Jeremy Casey (Interleite 2011)

74 Strengths-Forças Weaknesses-Fraquezas Grande mercado interno/próximo Preço do leite é 25% maior Mão de Obra disponível Combustível e fertilizantes produzidos internamente Sistema Leite Verde replicável Terra barata e disponível Opportunities-Oportunidades Threats-Ameaças Fonte: Jeremy Casey (Interleite 2011)

75 Strengths-Forças Weaknesses-Fraquezas Grande mercado interno/próximo Preço do leite é 25% maior Mão de Obra disponível Combustível e fertilizantes produzidos internamente Sistema Leite Verde replicável Terra barata e disponível Opportunities-Oportunidades Infra-estrutura: estradas/energia Financiamento bancário caro Mudança de preços sazonais Gado de qualidade é escasso Mão de obra qualificada é escassa Cultura não é baseada em pastagem Donos não moram nas fazendas Falta de estímulo para entrada de novos produtores e manter-se na atividade leiteira. Threats-Ameaças Fonte: Jeremy Casey (Interleite 2011)

76 Strengths-Forças Weaknesses-Fraquezas Grande mercado interno/próximo Preço do leite é 25% maior Mão de Obra disponível Combustível e fertilizantes produzidos internamente Sistema Leite Verde replicável Terra barata e disponível Opportunities-Oportunidades Infra-estrutura: estradas/energia Financiamento bancário caro Mudança de preços sazonais Gado de qualidade é escasso Mão de obra qualificada é escassa Cultura não é baseada em pastagem Donos não moram nas fazendas Falta de estímulo para entrada de novos produtores e manter-se na atividade leiteira. Threats-Ameaças Produtividade em pastagem, vacas e trabalho pode crescer Mercado Consumidor Educação dos jovens Contract milking Equity partnerships Investimento para estrangeiros Fonte: Jeremy Casey (Interleite 2011)

77 Strengths-Forças Weaknesses-Fraquezas Grande mercado interno/próximo Preço do leite é 25% maior Mão de Obra disponível Combustível e fertilizantes produzidos internamente Sistema Leite Verde replicável Terra barata e disponível Opportunities-Oportunidades Produtividade em pastagem, vacas e trabalho pode crescer Mercado Consumidor Educação dos jovens Contract milking Equity partnerships Investimento para estrangeiros Infra-estrutura: estradas/energia Financiamento bancário caro Mudança de preços sazonais Gado de qualidade é escasso Mão de obra qualificada é escassa Cultura não é baseada em pastagem Donos não moram nas fazendas Falta de estímulo para entrada de novos produtores e manter-se na atividade leiteira. Threats-Ameaças Mudança de legislação Doenças/Biossegurança Empresas reduzindo o preço do leite Ausência de tarifa nas importações Fonte: Jeremy Casey (Interleite 2011)

78 Para Terminar...

79

80

81

82

83 REGRAS DA BOA GESTÃO

84

85 REGRA 1 Ter Coragem de Empreender

86 REGRA 2 É preciso mudar! Mas, mudar no sentido favorável.

87 REGRA 3 Saber liderar pessoas

88 REGRA 4 Sonhar grande! Mas, ter planejamento de metas

89 REGRA 5 Fazer Gestão de Caixa e Custos

90 REGRA DE OURO Fazer com Ciência

91 Por Sua Atenção, Muito Obrigado! Paulo do Carmo Martins (32)

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