Educação e trabalho em saúde

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1 Educação e trabalho em saúde Dra. Celia Regina Pierantoni, MD, DSc Professora Associada do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva do IMS/UERJ. Coordenadora Geral do ObservaRH. Diretora do Centro Colaborador da OPAS/OMS para Planejamento e Informação da Força de Trabalho em Saúde ObservaRH Estação de Trabalho IMS/UERJ Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Ministério da Saúde

2 Blocos de discussão Panorama da formação Mercado de trabalho Políticas públicas

3 Formação para o trabalho em saúde Agenda Agenda Sistema educacional Corporações e legislação Sistema de saúde Sociedade

4 Dinâmica do mercado de trabalho em saúde Fonte: Fiocruz et al. A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. 2012

5 Formação em saúde o Modelo educacional: relação entre atenção, serviços e trabalho; o Educação permanente focada no processo de trabalho e para trabalhadores; o Qualidade do ensino; o Regulação para a qualidade.

6 Panorama nacional da formação superior em saúde O sistema de ensino superior em saúde no país é predominantemente privado. Das Instituições de Ensino Superior que ofertam cursos na área da saúde, 916 (83%) são privadas e 187 (17,0%) são públicas (estadual, federal e municipal). Instituições de Ensino Superior que ofertam cursos de graduação em saúde segundo instância administrativa. Brasil, 2012 Fonte: INEP/MEC, SIGRAS/Estação de Trabalho IMS/UERJ do ObservaRH, 2013.

7 Ciências Biológicas Educação Física Enfermagem Farmácia Fisioterapia Fonoaudiologia Medicina Nutrição Odontologia Psicologia Serviço Social Terapia Ocupacional Veterinária Ciências Biológicas Educação Física Enfermagem Farmácia Fisioterapia Fonoaudiologia Medicina Nutrição Odontologia Psicologia Serviço Social Terapia Ocupacional Veterinária Evolução de vagas e egressos dos cursos de graduação da área da saúde. Brasil, 2003, 2012 Vagas Egressos Fonte: INEP/MEC, SIGRAS/Estação de Trabalho IMS/UERJ do ObservaRH, 2013.

8 Evolução de vagas e egressos dos cursos de graduação da área da saúde. Brasil, 2003, Vagas Egressos Vagas Egressos Ciências Biológicas Educação Física Enfermagem Farmácia Fisioterapia Fonoaudiologia Medicina Nutrição Odontologia Psicologia Serviço Social Terapia Ocupacional Veterinária Fonte: INEP/MEC, SIGRAS/Estação de Trabalho IMS/UERJ do ObservaRH, 2013.

9 Evolução de vagas e egressos dos cursos de medicina, enfermagem e odontologia. Brasil, 2003 a 2012 Vagas Egressos Medicina Enfermagem Odontologia Medicina Enfermagem Odontologia Fonte: INEP/MEC, SIGRAS/Estação de Trabalho IMS/UERJ do ObservaRH, 2013.

10 Panorama nacional da formação médica Dos cursos de medicina ofertados no país (n=206), 55% (n=155) pertencem ao setor privado; 93 (45%) cursos pertencem ao setor público (estadual, municipal e federal). Distribuição dos cursos de medicina por dependência administrativa da IES. Brasil, 2012 Fonte: INEP/MEC, SIGRAS/Estação de Trabalho IMS/UERJ do ObservaRH, 2013.

11 Distribuição e crescimento do curso de graduação em medicina segundo grandes regiões. Brasil, 2003, % % 17% ,1% 8% 48% Centro oeste Nordeste Norte Sudeste Sul % 114% 41,7% 40% % 6% 19% 46% 10% Centro oeste Nordeste Norte Sudeste Sul A região Sudeste mantém o maior número de cursos (n=94) que representam 46% em 2012; as regiões Nordeste e Norte foram as que obtiveram um maior crescimento de cursos. Fonte: INEP/MEC, SIGRAS/Estação de Trabalho IMS/UERJ ObservaRH, 2013.

12 Distribuição e crescimento de vagas de medicina segundo grandes regiões na década. Brasil, % 56% 6% 15% 7% Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul 15% 49% % 22% 8% Norte Nordeste Sudeste Sul Centro- Brasil Oeste Crescimento % 60,3 117,6 28,4 37,2 43,4 25,5 As vagas por região indicam maior crescimento nas regiões Nordeste, Norte e Centro-oeste. As regiões Sul e Sudeste com menor crescimento no período. A região Sudeste concentra 49% do total de vagas em medicina do país. Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Fonte: INEP/MEC, SIGRAS/Estação de Trabalho IMS/UERJ do ObservaRH, 2012.

13 Número e evolução de municípios, de cursos e de vagas de medicina por região. Brasil, Região Municípios Cursos Vagas Norte , , ,3 Nordeste , , ,6 Sudeste , , ,4 Sul , , ,2 Centro-Oeste , , ,4 Brasil , , ,0 Fonte: INEP/MEC, SIGRAS/Estação de Trabalho IMS/UERJ do ObservaRH, Destaque: crescimento do número de municípios das regiões Nordeste e Norte que passaram a ofertar cursos de medicina.

14 Distribuição de vagas de medicina segundo estado. Brasil, 2012 Santa Catarina Rio Grande do Sul Paraná São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Espírito Santo Tocantins Roraima Rondônia Pará Amazonas Amapá Acre Sergipe Rio Grande do Norte Piauí Pernambuco Paraíba Maranhão Ceará Bahia Alagoas Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Distrito Federal Vagas Fonte: INEP/MEC, SIGRAS/Estação de Trabalho IMS/UERJ do ObservaRH, 2013.

15 Dinâmica do mercado de trabalho em saúde Agenda Fonte: Fiocruz et al. A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. 2012

16 Panorama do mercado de trabalho do setor saúde Agrupa 5,9% do total de ocupados (IBGE, 2008); Agrega mais de 5 milhões de pessoas; Razão de 1,5 profissional da saúde para cada outro trabalhador ; Razão de 2,8 profissionais para cada trabalhador de outra área na administração pública; Representa mais de 11% do mercado formal brasileiro (RAIS, 2010). Fonte: Fiocruz et al. A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. 2012

17 Cenário prospectivo de densidade per capita de médicos Mantidas as tendências atuais de formação e mercado de trabalho, a projeção é de crescimento da oferta e da densidade per capita de médicos. O número de médicos tende a crescer dos atuais 1,7 para um valor entre 2,3 e 3,5 por habitantes, no ano Fonte: Fiocruz et al. A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. 2012

18 Projeção da densidade per capita de médicos por habitantes. Brasil, Fonte: Fiocruz et al. A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. 2012

19 Evolução do número de matriculados na faculdade e estoques de vínculos formais de empregos para Medicina. Brasil, Fonte: Fiocruz et al. A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. 2012

20 Panorama do mercado de trabalho médico Considerada a tendência entre a demanda por empregos formais e a oferta futura de graduados medida pelo número total de matriculados no sistema de formação, pode-se projetar que até 2030 os graduados em medicina terão demanda por emprego muito superior à capacidade atual de oferta pelo sistema formador. Fonte: Fiocruz et al. A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. 2012

21 Dinâmica do mercado de trabalho em saúde Agenda Fonte: Fiocruz et al. A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. 2012

22 SGTES: formação CIGES PNEPS PRO-SAUDE PROVAB TELESSAUDE UNASUS PET-SAUDE RMS RETSUS Regulatória Estrutural Gerencial

23 Gestão da educação 2012 Cooperação entre as secretarias e as instituições de ensino 40,8% das secretarias de saúde estão vinculadas a algum Pólo de Educação Permanente no SUS; Principais formas de cooperação: transferência de recursos financeiros (27,3%) e investimento direto em infraestrutura e financiamento (19,3%), embora os gestores acreditem ser insuficientes; 40% dos gestores desconhecem as iniciativas de políticas e programas de educação na saúde: Pró-Saúde, PET-Saúde e outros. Fonte: ObservaRH/IMS-UERJ. Avaliação de Políticas e Programas Nacionais da Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde no SUS. Brasil, 2012.

24 Principais aspectos positivos e dificuldades enfrentadas pelos PEPS no estado/município, segundo respondentes. Brasil, 2012 Dificuldades 27,4%: financiamento insuficiente para muitos projetos; 25,9%: liberação de recursos financeiros. Pontos positivos 35%: existência da portaria nº. 198/GM/MS, de 13/02/2004, que instituiu a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde; 21%: articulação de uma equipe local. Fonte: ObservaRH/IMS-UERJ. Avaliação de Políticas e Programas Nacionais da Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde no SUS. Brasil, 2012.

25 Considerações Demanda por profissionais para a saúde pode ser entendida em diferentes dimensões, desde seus aspectos quantitativos e qualitativos, na distribuição regional dos profissionais, na busca da diminuição das desigualdades de acesso aos serviços e ações de saúde; Necessidade de diminuir os desequilíbrios regionais, tanto para incentivar a abertura de vagas quanto para criar postos de trabalho, observando-se a capacidade instalada e desejada (estudos de dimensionamento); Compreensão de mecanismos de fixação do médico (estudos de preferência declarada); Busca pela aproximação entre serviços de saúde e instâncias formadoras de profissionais de nível superior; Fortalecimento parceria entre o MEC e o MS, desde a formação inicial até os processos de educação permanente; Busca de novos modelos/perfis profissionais/escopos de prática para o trabalho em saúde.

26 Considerações Regulação Profissional: tendências futuras Revisão do quadro legal da regulamentação profissional; Revisão das formas institucionais e das estruturas de regulamentação profissional; Revisão dos escopos de prática das profissões regulamentadas e das novas que atualmente lutam por reconhecimento; Avaliação do modelo de autorregulação brasileira e propor alternativas a este modelo.

27 Resumo Esse é o livro que será lançado lá.

28 Contato Celia Regina Pierantoni (Coordenação geral) Resumo Esse é o livro que será lançado lá. Acesse

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