Por uma mudança cultural

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Por uma mudança cultural"

Transcrição

1 Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos Brasil Por uma mudança cultural 27% das empresas brasileiras relataram ter sofrido algum tipo de crime econômico 17% delas registraram crimes digitais, em comparação com um percentual de 24% no mundo 44% das vítimas de crimes econômicos no Brasil sofreram fraudes no processo de compras

2

3 Conteúdo Apresentação Destaques Principais tipos de crimes econômicos Tendências Os danos As motivações De onde vêm os ataques O perfil do fraudador Identificação da fraude Como as empresas reagem Como vencer o problema Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos

4 2 PwC

5 Apresentação As empresas brasileiras parecem estar mais atentas ao combate aos crimes econômicos, sobretudo às fraudes eletrônicas. Essa é a conclusão que se pode tirar da 7ª Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos, realizada pela PwC. Os dados sobre o nosso país mostram que a parcela de empresas que relataram ter sofrido crimes econômicos nos 24 meses anteriores à pesquisa caiu de 33% em 2011 para 27% em 2014, apesar de, globalmente, os casos terem subido de 34% para 37%. Outro destaque significativo foi a redução dos crimes digitais (17%) em relação à última pesquisa (32%), a despeito de um leve aumento na ocorrência de fraudes eletrônicas no mundo (de 23% para 24%). Nesse caso, no entanto, a aparente boa notícia pode estar escondendo uma falsa sensação de segurança. Os outros tipos de delitos econômicos continuam a preocupar. Chama atenção, em especial, a fraude em compras, que aparece pela primeira vez na pesquisa e já com um índice de 44% no Brasil. Suborno e corrupção também são uma ameaça crescente. Sua incidência aumenta a cada edição da nossa pesquisa. A Lei Anticorrupção brasileira, que entrou em vigor recentemente, deverá estimular a implantação de programas de compliance nas nossas empresas, a exemplo do que já ocorre em outros países, e provocar uma transformação cultural no ambiente corporativo brasileiro. Uma providência necessária, pois as perdas com fraudes cresceram: 62% dos casos são crimes com prejuízos superiores a US$ 100 mil, em comparação com 47% em O aumento da detecção das fraudes por meio de auditoria interna, procedimentos de segurança corporativa e de medidas como a rotatividade dos membros de determinadas equipes revela reforço nos controles corporativos. Por outro lado, os 74% que responderam ser a oportunidade o fator preponderante para cometer uma fraude confirmam que a prevenção é a chave para o combate ao crime econômico. Sendo assim, surpreende que, entre as empresas que não avaliam seu risco de fraude, 33% se justifiquem alegando não ter conhecimento adequado sobre o assunto e que outras 17% nem sequer entendam a necessidade de fazer essa avaliação. Isso mostra que ainda há muito a ser feito no combate ao crime econômico. Esperamos que este relatório ajude a despertar a consciência das empresas brasileiras para os riscos que elas estão enfrentando, além de fornecer informações úteis para reforçar o combate a esse problema. Otavio Maia Sócio e líder da Consultoria em Negócios PwC Brasil Martin Whitehead Sócio e líder de Forensic Services PwC Brasil Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos

6 4 PwC

7 Metodologia Para realizar esta pesquisa, entrevistamos executivos de mais de 95 países, sendo 132 deles no Brasil. Em nossas comparações, consideramos América Latina a região formada por Argentina, Bahamas, Barbados, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Peru, República Dominicana e Venezuela. Já o grupo de mercados emergentes é constituído por Brasil, China (sem Hong Kong), Hong Kong/Macau, Índia, Indonésia, México, Rússia e Turquia. Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos

8 Destaques Para realizar esta pesquisa, foram ouvidos mais de 5 mil entrevistados de 95 países, 132 deles no Brasil. No total, 4 dos brasileiros têm cargos na alta administração das empresas. No Brasil, o percentual de empresas que relataram ter sofrido algum tipo de crime econômico voltou a cair, após uma alta em Em 2014 foram 27%, contra 33% em 2011 e 24% em No mundo, o índice continua aumentando 37%, contra 34% em Antes incluída na categoria de roubo de ativos, a fraude em compras foi adicionada pela primeira vez na Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos de forma destacada e já ocupa o segundo lugar entre os tipos de crimes econômicos relatados no Brasil. Foram 44% de citações, atrás apenas de roubo de ativos (72%). No mundo, o percentual foi de 29%. Outro tipo de crime que vem aumentando significativamente é o de suborno e corrupção. Em cinco anos, passou a ser o terceiro tipo mais comum de fraude financeira no Brasil, saltando de 7% em 2009, e 18% em 2011, para 28% em As fraudes contábeis, que haviam diminuído de 2009 (27%) para 2011 (11%), voltaram em 2014 aos patamares de cinco anos atrás, com 2 das empresas vítimas de crimes econômicos relatando ter sofrido uma ocorrência desse tipo. Depois de uma forte elevação em 2011, quando passou a ser o segundo principal crime econômico registrado pelas empresas do país (afetando quase um terço das vítimas desses crimes), a fraude digital caiu quase pela metade em 2014, representando 17% dos tipos de crimes informados e recuando para a quinta posição. 74% dizem que a oportunidade é o fator principal para se cometer um crime econômico 44% das empresas vítimas de crimes econômicos afirmam ter sofrido fraudes em compras Para 64% dos entrevistados, o fraudador interno é o responsável pelos crimes econômicos. No resultado global, esse percentual é de 56%. Com 74%, a oportunidade segue sendo o principal fator que leva o fraudador a cometer o crime, seguido da pressão e da racionalização, ambas com 13%. Entre as empresas que não avaliam o risco de fraude em seu negócio, o pouco conhecimento a respeito do assunto é a principal razão para não fazê-lo (33%). Razões para não avaliar o risco de fraude 41% 33% 29% % 21% 17% 19% 17% 19% 14% 1 12% 12% 16% 19% 18% 13% 9% Falta de conhecimento exato sobre a avaliação do risco de fraude Aparente falta de necessidade Outros Custo Não sabe Brasil Emergentes América Latina Global Obs.: Ao longo do relatório, nem sempre os percentuais indicados nos gráficos somam 10, por questões de arredondamento, e os dados coletados se referem a PwC

9 Principais tipos de crimes econômicos Em todas as pesquisas sobre crimes econômicos, três tipos de fraudes têm se mantido consistentemente na liderança de acordo com nossas entrevistas roubo de ativos (a maior por larga margem), suborno e corrupção e fraude contábil. Em 2011, o crime digital foi adicionado como uma categoria isolada, surgindo imediatamente com 23% e ocupando a quarta posição na pesquisa global (no Brasil, com 32%, foi a segunda). Este ano, uma nova categoria foi incluída a fraude em compras. Possivelmente impulsionada pela megatendência do outsourcing e da interconectividade organizacional, a fraude em compras recebeu uma resposta elevada (29%), tornando-se o segundo tipo de crime mais comunicado no mundo. Como esse tipo de fraude estava incorporado na categoria de roubo de ativos, isso pode explicar a redução de quatro pontos percentuais (de 72% em 2011, para 69% em 2014) registrada por esse crime na pesquisa global, que identificou ainda aumentos em suborno e corrupção (de 24% para 27%) e crimes digitais (de 23% para 24%). Tipos de fraude - Resultados globais* Roubo de ativos Fraude em compras Suborno e corrupção Crimes digitais Fraude contábil Fraude de recursos humanos Lavagem de dinheiro Violação de propriedade intelectual Fraude na hipoteca Fraude fiscal Insider trading Concorrência desleal/lei antitruste Espionagem Outros % 9% 8% 7% 7% 1 6% 4% 4% 6% 7% 3% 2% 14% 4% 29% 27% 24% 24% 23% 22% 24% 69% 72% *Grupo de respondentes: Participantes que responderam Sim à questão A sua organização sofreu algum crime econômico nos últimos 24 meses? Os percentuais não somam 10, pois algumas empresas registraram mais de um tipo de crime Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos

10 No Brasil, porém, a entrada da categoria fraude em compras provocou um rearranjo diferente. Além de surgir com um peso bem maior (44% dos tipos registrados por vítimas de crimes econômicos), ela não afetou o resultado dos outros crimes tradicionais, que subiram: roubo de ativos aumentou de 68% para 72%; suborno e corrupção, de 18% para 28%; e fraude contábil, de 11% para 2. A surpresa ficou por conta dos crimes digitais, que caíram quase pela metade (de 32% para 17%). Em meio ao surgimento dos crimes ligados aos processos de compras (ou procurement) na percepção dos executivos, a pesquisa Brasil mostra ainda que 69% das vítimas detectaram fraudes durante a seleção do fornecedor, 63% na sua contratação e 56% no convite para participação em processos de licitação. Martin Whitehead, sócio e líder de Forensic Services da PwC Brasil, explica que o aumento desse tipo de crime havia sido percebido até mesmo pela própria PwC, que registrou uma alta na demanda por investigações ligadas a fraude em compras. Foi exatamente esse fenômeno que justificou a criação de uma classificação em separado. Tipos de fraude - Brasil* Roubo de ativos 72% 68% Fraude em compras 44% Suborno e corrupção 18% 28% Fraude contábil Crime digital 11% 17% 2 32% Violação de propriedade intelectual Insider Trading 14% 14% 16% Fraude fiscal 8% Fraude em Recursos Humanos Concorrência desleal/lei antitruste Lavagem de dinheiro Espionagem Outros 6% 6% 11% 3% 3% 11% 11% *Grupo de respondentes: Participantes que responderam Sim à questão A sua organização sofreu algum crime econômico no Brasil nos últimos 24 meses? Os percentuais não somam 10, pois algumas empresas registraram mais de um tipo de crime. 8 PwC

11 A entrada em vigor da Lei Anticorrupção deve estimular o compliance nas empresas brasileiras Martin Whitehead, sócio e líder de Forensic Services da PwC Brasil Compras é uma área tradicional de fraude, porque, graças a uma série de regras de compliance, é cada vez mais difícil tirar dinheiro das empresas. E a área de Procurement oferece muitas oportunidades para se fazer isso, afirma Whitehead. Para ele, como a maneira tradicional de se garantir uma compra transparente três cotações é facilmente manipulável, a melhor forma de uma empresa se defender de crimes em compras é uma combinação de medidas, que inclui segregação de funções (nas etapas do processo e nos perfis de acesso aos sistemas), controles de revisão e monitoramento, procedimentos de due diligence para fornecedores envolvendo pesquisas reputacionais e visitas on-site e rotação periódica dos compradores. Em suma, é procurar garantir que profissionais da área de Compras não acumulem funções conflitantes entre si. Ao receber um pedido de uma área para fazer uma cotação, por exemplo, Compras escolheria os fornecedores, mas devolveria a lista tríplice para a área interessada realizar uma investigação (due diligence) sobre os fornecedores, checando se eles são compatíveis com a demanda, quem são seus responsáveis e se têm qualificação para o serviço. Após esse due diligence, a área conduziria a negociação. No entanto, ficaria a cargo exclusivo da área de Finanças inserir dados bancários de quaisquer empresas contratadas. Isso evitaria que uma só pessoa tratasse de todo o processo, o que gera inúmeras oportunidades para fraude. Leonardo Lopes, diretor de Forensic Services da PwC Brasil, entende que, no Brasil, muitas empresas de pequeno e médio porte, assim como subsidiárias regionais de empresas de grande porte, tendem a enfrentar alguns desafios para implantar esse tipo de política, já que as estruturas costumam ser mais enxutas. A entrada em vigor da Lei Anticorrupção (nº ) ajudará a acelerar o amadurecimento dos controles internos do processo de compras e pagamentos, com foco na prevenção de atos de corrupção, diz Lopes. A nova lei é resultado do compromisso com o pacto anticorrupção da OCDE, do qual o Brasil é signatário, e segue legislações semelhantes em vigor nos EUA (FCPA) e no Reino Unido (UK Bribery Act). Ocorrência da fraude em compras Seleção do fornecedor Contratação/manutenção do fornecedor Convite para processo de licitação/cotação Processo de pagamento Avaliação de qualidade Seguindo o exemplo americano, a lei brasileira será aplicada a empresas e governos, mas não chegará a punir intenções de corrupção, como a FCPA, apenas casos concretos, dado o conceito da responsabilidade objetiva previsto na lei. (Mais detalhes no artigo da página 8.) Além de prever atenuantes para companhias que comprovadamente tiverem programas de compliance, a nova lei preenche uma lacuna na legislação brasileira, que até então não previa punições para empresas, apenas para pessoas físicas. Agora, além dos responsáveis pelas fraudes, as companhias podem receber multas de até 2 da sua receita bruta anual, além de outras penalidades. As empresas já estão se preparando, mas como há também um forte componente cultural envolvido, estima-se que sejam necessários cerca de três anos para um amadurecimento do ambiente de controle corporativo Outros 12% 6% Brasil Emergentes América Latina Global 19% 19% 22% 44% 39% % 51% 43% 38% 43% 54% 56% 56% 69% 7 67% 61% 63% Nesse sentido, a implantação de programas de treinamento seria de grande utilidade, pois eles de fato contribuem para que os profissionais detectem sinais de alerta de fraudes e possam denunciá-las, desde que contem com um canal estruturado e confiável para isso. Empresas em setores de alto risco devem também avaliar o uso de seus recursos de data mining no processo de compras para levantar sinais de alerta quando necessário. Com a quantidade de informação digitalizada disponível atualmente, as relações entre fornecedores, profissionais e outros envolvidos podem ser exploradas no que se refere aos contratos estabelecidos. Lei Brasileira Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos

12 Anticorrupção exigirá programas robustos de compliance O ano de 2014 começou com uma mudança significativa na legislação que disciplina as atividades das empresas nacionais. Com a entrada em vigor, em 29 de janeiro, da Lei n , informalmente chamada de Lei Anticorrupção brasileira, as pessoas jurídicas sediadas no país passarão a responder objetivamente pela prática de atos lesivos contra a administração pública, seja a do Brasil ou as de países estrangeiros. Mas, ao contrário do que determinam o Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), dos Estados Unidos, e o UK Bribery Act, do Reino Unido, que responsabilizam empresas criminalmente, aqui a punição será aplicada apenas nos âmbitos civil e administrativo. As penas previstas, severas, incluem multa de até 2 do faturamento bruto da organização, publicação da decisão condenatória na imprensa e proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de entidades públicas. Violações mais graves resultarão, ainda, na suspensão parcial ou total das atividades e até na dissolução das companhias. Embora cause apreensão na liderança das empresas por introduzir mudanças importantes, a lei não aparece no cenário jurídico do país de forma súbita ou surpreendente. Foi longo o seu processo de maturação. Mais precisamente, esse trabalho começou em dezembro de 1997, quando a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) que reúne 30 países-membros, além de 70 países parceiros, ONGs e a sociedade civil aprovou a Convenção sobre o Combate da Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais, um esforço integrado de combate à corrupção. Como signatário do documento, o Brasil assumiu o compromisso de fazer a sua própria cruzada contra a corrupção. Começou em 30 de novembro de 2000, com o Decreto n 3.678, que exigiu o cumprimento dos termos do tratado. Depois, no primeiro trimestre de 2010, o Poder Executivo apresentou o Projeto de Lei n 6.826, que resultou na minuta aprovada e sancionada pela Presidência da República em 1 de agosto do ano passado, dando às empresas 180 dias para se preparar. Como, além de uma alteração jurídica importante, se trata de uma mudança cultural há muito ainda por fazer para que as empresas se adaptem totalmente às novas exigências. Os esforços se concentram em desenvolver ou aprimorar as práticas existentes, por meio de investimentos em programas de compliance (ou integridade) que envolvam auditoria, códigos de ética e conduta, treinamento de profissionais, entre outras iniciativas não apenas para cumprir a legislação, mas também para acompanhar uma transformação social em curso. Há um movimento de quebra de paradigmas em andamento, e acreditamos que ele não terá volta. Aquela cultura do jeitinho brasileiro, sobretudo nos grandes centros, está começando a se dissipar, pois as pessoas agora percebem que a corrupção é nociva à sociedade e ao mundo como um todo, aponta Juliana Breno, gerente da área de Forensic Services da PwC. As manifestações de rua que vimos em outros países e, mais recentemente, aqui no Brasil, mostram que os cidadãos estão cada vez mais atentos e intolerantes a práticas espúrias, inclusive na forma de se fazer negócios. As empresas não podem se dar ao luxo de ficar fora dessa tendência. A mudança, sugerem reguladores e especialistas, estará na pauta de prioridades das companhias em 2014 e deverá ser conduzida por seus líderes. Para isso, será preciso descrever os atos lesivos no próprio mapa de riscos das organizações e criar eficientes sistemas de monitoramento, investigação e denúncia. O esforço é crucial: afinal, além de os programas de compliance constituírem a única arma para mitigar ocorrências de fraudes, em caso de investigação realizada pelos órgãos competentes, a pessoa jurídica que colaborar efetivamente com o processo administrativo pode celebrar um acordo de leniência, atenuando até dois terços das penalidades. É importante destacar ainda que a nova lei prevê culpabilidade não apenas por atos praticados no âmbito corporativo, coletivo, como também por aqueles cometidos por pessoas físicas. Mais: estabelece a sucessão das responsabilidades e penalidades, em caso de fusão ou aquisição. Ou seja, é um assunto que exige atenção das organizações. É certo que a corrupção ainda constitui um mal que trava o desenvolvimento do Brasil. Em 2013, o país caiu três posições passou da 69ª para a 72ª no ranking mundial da Transparência Internacional, que classifica a percepção sobre o tema. Um desempenho não esperado, já que se trata da sétima economia global e da quinta maior nação em extensão territorial. Mais do que investir para apenas garantir a conformidade com a nova legislação, as empresas, compreendendo as desvantagens da corrupção, podem aproveitar a oportunidade para atuar como agentes transformadores da própria sociedade e contribuir para mudar rankings como esse. Para tanto, precisarão alavancar seu desempenho e sua competitividade com base em métodos profissionais, justos, éticos e transparentes, e eliminar as abordagens menos convencionais. 10 PwC

13 Para um ataque ser bem-sucedido, bastam algumas horas. Mas, para a empresa perceber esse ataque, pode levar meses ou até anos, e 82% das detecções são feitas por terceiros Fernando Carbone, diretor de Forensic Technology Services da PwC Brasil Tendências Na contramão do mundo e da América Latina, os dados brasileiros e dos países emergentes na pesquisa deste ano apontam para uma redução dos crimes digitais, de 2011 para Enquanto os números globais apresentam uma leve alta, de 23% para 24%, no Brasil ocorreu um forte recuo, de 32% para 17%. No entanto, em outra pergunta da pesquisa, sobre a percepção dos entrevistados em relação aos riscos do crime digital para suas empresas nos últimos dois anos, 52% dos respondentes brasileiros disseram que ela aumentou. Para Fernando Carbone, diretor de Forensic Technology Services da PwC Brasil, essa aparente contradição pode confirmar um cenário de falta de consciência sobre a situação real das empresas em relação ao problema. Ele explica que, hoje, as ameaças digitais estão bem diferentes e muito mais sofisticadas que as de alguns anos atrás, quando um de origem desconhecida era enviado para toda a empresa com um link suspeito. Hoje, esses perigos são diferentes, muito mais camuflados. São as chamadas Advanced Persistent Threats (APT, Ameaças Persistentes Avançadas). Para um ataque ser bem-sucedido, bastam algumas horas. Mas, para a empresa perceber esse ataque, pode levar meses ou até anos, e 82% das detecções são feitas por terceiros, 1 diz Fernando, salientando que isso explica por que, no geral, os executivos consideram que o ambiente está mais perigoso, mas, paradoxalmente, não percebem que a sua empresa está sendo atacada. Para complicar ainda mais esse cenário, mesmo quando é detectado, o crime digital com frequência não é divulgado. É o caso, por exemplo, do que acontece com roubos de propriedade intelectual talvez existam razões de concorrência para que a empresa mantenha esses prejuízos em sigilo. Evolução dos principais tipos de crimes econômicos (Brasil) % 7% 11% 18% 9% 8% 2 28% 17% 13% 27% 32% 36% 72% 68% Roubo de ativos Fraude contábil 87% Suborno e corrupção Crime eletrônico Lavagem de dinheiro Data Breach Investigation Report. Verizon Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos

14 Acreditamos que essas perdas elevadas podem estar associadas ao aumento relatado de incidentes de suborno e corrupção Renata Fernandes, diretora de Forensic Services da PwC Brasil Os danos Apesar da queda nas ocorrências de crimes econômicos, o custo das fraudes aumentou desde 2011: 62% dos casos relatados geraram prejuízos maiores que US$ 100 mil. Na pesquisa de 2011, 47% dos crimes se situavam acima desse patamar. A faixa que mais cresceu foi a dos crimes com prejuízos entre US$ 101 mil e US$ 5 milhões, que saltou de 39% para 53% em apenas três anos. Em seguida, vêm os crimes com custos de até US$ 100 mil, que caíram de 47% para 31%. Acreditamos que essas perdas elevadas podem estar associadas ao aumento relatado de incidentes de suborno e corrupção fraudes com custos especialmente altos para as organizações, já que as despesas com pagamento de multas, custas legais e remediação podem facilmente ultrapassar centenas de milhões, diz Renata Fernandes, diretora de Forensic Services da PwC Brasil. Mas o prejuízo econômico não é a única preocupação que as empresas devem ter no combate a fraudes. Os participantes da pesquisa identificaram também outros tipos de danos. Para os entrevistados brasileiros, o maior impacto dos crimes econômicos é sobre a reputação da marca, com 46% de citações. Ele aparece inclusive à frente das perdas financeiras, com 27%. Em seguida, está o rompimento de relacionamentos de negócios (8%). Na pesquisa anterior, os resultados haviam sido diferentes: a motivação dos profissionais (24%), as relações de negócios (16%) e as relações com órgãos reguladores (11%) foram os impactos mais citados. Em termos globais, o efeito sobre a reputação também é o impacto mais sentido (36%), seguido de perdas financeiras (28%) e da alienação de bens por cumprimento da lei (7%). Já com relação aos riscos que correm ao fazer negócios globalmente, as empresas entendem que a principal ameaça é se verem envolvidas em casos de suborno e corrupção (6 consideram esse um alto risco). Para 21% dos entrevistados, a maior preocupação é ferir a legislação antitruste e, para 17%, é a lavagem de dinheiro. Evolução do custo dos crimes econômicos no Brasil 31% 47% Menos de U$ 100 mil % 39% De U$ 101 mil a 5 mi Reputação corporativa Perda financeira Rompimento das relações de negócios por cumprimento da lei Alienação de bens por cumprimento da lei Perda de capital humano Implementação de políticas, procedimentos e ferramentas para se adequar Não sabe 6% 8% 9% 7% 8% 4% 8% 4% 8% 4% 7% 6% 3% De U$ 5 mi a U$ 100 mi 11% 11% 11% Brasil Emergentes América Latina Global 3% Mais de U$ 101 mi Principal impacto dos crimes econômicos nas organizações 27% 24% 32% 28% 8% 37% 34% 36% Não sabe 46% 12 PwC

15 As motivações O Triângulo da Fraude, desenvolvido pelo criminologista Donald Cressey, descreve três condições geralmente encontradas na ocorrência da fraude. Os criminosos experimentam alguma Pressão (ou incentivo) para adotar a má conduta. Os autores encontram também uma Oportunidade para cometer a fraude e, em geral, são capazes de Racionalizar (ou justificar) suas ações. Em nossa pesquisa, a oportunidade é o principal fator que contribuiu para a prática criminosa, com 74% das respostas. Pressão e Racionalização aparecem ambos com 13%. Em âmbito global, a Oportunidade registra 73%; a Racionalização, 12%; e a Pressão, 12%. Esses resultados mostram que o meio mais eficaz para combater as fraudes é, sem dúvida alguma, a prevenção e a mitigação de riscos em processos e métodos. Tanto aqui como em qualquer parte do mundo. Pressão Oportunidade Triângulo da Fraude Racionalização Em muitos casos, verificamos que os controles estão presentes, mas a pessoa que comete a fraude os conhece bem e sabe como burlá-los. São profissionais com muitos anos de empresa e conhecimento para fazer isso. O que muitas vezes as empresas não têm é um código de conduta que estabeleça o que é certo e errado, programas de treinamento sobre valores éticos e as normas estabelecidas, e um canal para que os empregados denunciem o que estão vendo de errado. Quando esses três controles preventivos e detectivos estão presentes, é possível reduzir a incidência de fraudes, afirma Cintia Silva, gerente de Forensic Services da PwC Brasil. Embora, à primeira vista, essa notícia possa parecer desanimadora, é importante ter em mente que, dos três fatores, a oportunidade é a mais controlável do ponto de vista da organização. Afinal, enquanto as pressões da vida e a capacidade de racionalizar envolvem questões pessoais, a oportunidade pode ser limitada pela organização para que ela impeça a fraude antes que aconteça. Mesmo assim, quando perguntado por que a empresa não realizou uma avaliação sobre os riscos de fraude, o executivo entrevistado respondeu, na maioria dos casos (33% no Brasil e 3 na pesquisa global), não ter conhecimento sobre a avaliação de risco de fraude ou não ver necessidade de realizá-la (17% no Brasil e 3 no global). No Brasil, o custo desse trabalho é um fator importante para 13% dos entrevistados. Fatores que contribuíram para o crime econômico 74% 77% 72% 73% 13% 12% 12% 13% 12% 14% 12% 4% 4% 4% Oportunidade Pressão Racionalização Não sabe Brasil Emergentes América Latina Global Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos

16 De onde vêm os ataques Na opinião da maioria dos entrevistados (64%), os crimes econômicos são cometidos por gente de dentro da empresa. Apenas 2 têm a percepção de que as fraudes se originam fora da companhia. O resultado está em linha com as outras regiões, mas é mais marcante que o da pesquisa global, que atribui 56% para o público interno e 4 para o externo. Quando o fraudador está dentro da companhia, seu perfil se equilibra entre a média gerência e os membros da equipe, ambas as fatias com 39%. Integrantes da gerência executiva respondem por apenas 17% dos casos. Os números brasileiros estão alinhados com as demais regiões pesquisadas no mundo. Perfil do fraudador interno 46% 47% 42% 39% 39% 39% 34% % 12% 4% 4% 2% 3% Gerência Membros da equipe Gerência executiva Outros Não sabe Brasil Emergentes América Latina Global Já quando o fraudador está fora da empresa, os dados do Brasil diferem dos resultados de outras regiões. Com 44%, os intermediários aparecem como os principais responsáveis por fraudes para os entrevistados brasileiros, seguidos de clientes (22%) e outros (22%). Entre os países emergentes, os clientes são o maior grupo (37%), seguido de intermediários (22%) e outros (14%). Na América Latina, outros fica com a maior fatia (3), seguido de clientes (19%), intermediários (16%) e fornecedores (11%). Perfil do fraudador externo 44% 22% 18% 16% 37% 32% 3 22% 19% 22% 24% 14% 11% 1 8% % Intermediários Clientes Outros Fornecedores Não sabe Brasil Emergentes América Latina Global 14 PwC

17 O perfil do fraudador Embora não seja possível perceber a pressão ou a racionalização específica por trás de cada ato de fraude cometido por um agente interno, podemos pelo menos traçar o perfil desse fraudador em termos de idade, sexo, tempo de serviço e nível de educação. Os resultados globais indicam poucas mudanças desde 2011 homens de meia-idade com ensino médio ou superior e de três a dez anos de casa. Nas empresas brasileiras, eles são do sexo masculino (87% das respostas), têm entre 31 e 40 anos (52%), seis a dez anos de casa (3) e possuem ensino superior completo (61%). A pesquisa aponta ainda que a faixa etária entre 41 e 50 anos também se destaca no perfil de quem comete crimes econômicos nas empresas (22%). Chama atenção também a alta porcentagem (3) de profissionais com mais de 10 anos de casa e a baixa participação (4%) de empregados com apenas o primeiro grau completo no grupo de fraudadores. Embora menos acentuados, os resultados globais e regionais seguem na mesma linha dos brasileiros. As exceções ficam por conta do tempo de serviço, já que o grupo com três a cinco anos de casa é o maior entre os criminosos na América Latina (3), na pesquisa global e entre os países emergentes (ambos com 29%). Outra diferença entre o Brasil e o resto do mundo é a escolaridade do fraudador, sobretudo em relação à pesquisa global e latino-americana, em que se percebe claramente um equilíbrio maior entre os anos de estudo. Na pesquisa global, fraudadores com ensino superior, primeiro grau e pós-graduação respondem por 3, 26% e 19%, respectivamente. Na América Latina, esse equilíbrio é ainda maior: 31%, 3 e 27%. Perfil do fraudador (tempo de serviço) % 3 29% 26% 26% 24% 19% 21% 24% 18% 1 17% 13% 9% 9% 8% 1 7% Até 2 anos De 3 a 5 anos De 6 a 10 anos Mais de 10 anos Não sabe Brasil Emergentes América Latina Global Perfil do fraudador (escolaridade) 61% 5 27% 31% 3 22% 17% 17% 16% 12% 11% 4% 3 26% 19% 2 Brasil Emergentes América Latina Global Pós-graduação Graduação Primeiro grau Não sabe Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos

18 Identificação da fraude Como interromper um crime econômico em andamento ou melhor, antes que ele aconteça? Os métodos de detecção de fraude geralmente são classificados em três categorias: controles corporativos, cultura corporativa ou fatores independentes da vontade da gestão. A figura a seguir mostra qual foi o mecanismo de detecção do principal caso de fraude descoberto nas empresas participantes da pesquisa. No Brasil, a boa notícia foi o aumento da participação dos métodos sob controle da corporação na identificação desses crimes. Métodos de detecção de fraude - Brasil Notificação de transações suspeitas e análise de dados* Auditoria interna Rotatividade de pessoal Segurança corporativa % 7% 13% 16% 17% 21% Na comparação com os dados globais, destacamos a importância relativamente maior da auditoria interna no país (17%, contra 12% da média global) e a influência cada vez menor da gestão de riscos de fraudes, que sequer foi citada este ano pelos participantes brasileiros, mas teve 11% de menções na pesquisa global. Gestão de risco de fraude Denúncia (interna) Sistema formal de denúncia Denúncia (externa) 14% 13% 1 13% 1 Acidentalmente 7% 7% Mídia investigativa Não sabe Pelas autoridades competentes Outros métodos 3% 2% 3% 4% 3% As dimensões de cultura e controles internos são essenciais para um programa efetivo de gestão de risco de fraudes Leonardo Lopes, diretor de Forensic Services da PwC Brasil 16 PwC

19 Como as empresas reagem Ao se depararem com um fraudador interno, 87% dos entrevistados brasileiros relatam ter demitido o profissional, 3 dizem ter aberto uma ação civil (o que inclui pedidos de recuperação de perdas) e outros 3 informaram as forças de segurança pública. Esses números só diferem dos resultados globais no que se refere à informação das forças de segurança, providência que é adotada mundialmente por 49% dos entrevistados. Em relação à pesquisa anterior, diminuiu o percentual das empresas brasileiras que relatam demitir o profissional, que era de 96% em 2011, e aumentou expressivamente os que notificam as forças de segurança pública (18% em 2011). Ações realizadas com agentes internos causadores de crimes econômicos Demissão Ação civil Informação às forças de segurança pública Advertência Notificação para as autoridades regulatórias 4% 14% 13% 16% 1 17% 21% 22% 23% % 49% 42% 44% 49% 87% % Nenhuma ação Transferência Não sabe Outros 4% 6% 6% 2% 3% 2% 1% 2% 4% 4% Brasil Emergentes América Latina Global Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos

20 Quando o fraudador é externo, 44% dos entrevistados informam optar pela advertência legal, enquanto a ação civil, a notificação das autoridades regulatórias e a cessação de relações econômicas ficam com 22% cada. Ações realizadas com agentes externos causadores de crimes econômicos 44% 53% Advertência legal 21% 61% Em 2011, 4 notificavam as autoridades regulatórias, enquanto 3 optavam pela advertência legal e outros 3 iniciavam uma ação civil. Apenas 1 cortavam relações econômicas, percentual que subiu para 22% na pesquisa atual. Globalmente, a advertência legal é adotada em 61% dos casos, seguida da ação civil (42%), da notificação das autoridades regulatórias (39%) e da cessação de relações econômicas (37%). Ação civil Notificação para as autoridades regulatórias Cessação das relações econômicas Outros 22% 28% 22% 22% 19% 33% 13% 28% 1 39% 42% 42% 42% 39% 4 37% Não sabe 11% 3% 7% 2% Nenhuma ação 7% 7% Brasil Emergentes América Latina Global 18 PwC

Como melhorar o valor dos ativos de geração

Como melhorar o valor dos ativos de geração www.pwc.com.br Como melhorar o valor dos ativos de geração Modelo de Margem de Contribuição de Geração da PwC Como medir o desempenho de operações de geração de energia e gestão de carteiras para melhorar

Leia mais

Um panorama da gestão de capital humano no Brasil

Um panorama da gestão de capital humano no Brasil Um panorama da gestão de capital humano no Brasil Destaques do Benchmarking de Capital Humano 2014 PwC Saratoga www.pwc.com.br Apresentação As práticas de gestão de pessoas desempenham, cada vez mais,

Leia mais

o inimigo na mesa ao lado Crimes digitais: Recursos Humanos

o inimigo na mesa ao lado Crimes digitais: Recursos Humanos Gestão Recursos Humanos Crimes digitais: o inimigo na mesa ao lado Quem está preparado para evitar os chamados crimes digitais, que já ocupam a segunda posição da lista de crimes econômicos mais identificados,

Leia mais

Compliance e a Lei Anticorrupção

Compliance e a Lei Anticorrupção Compliance e a Lei Anticorrupção 25 de Julho de 2013 Erica Sarubbi Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil O que é Compliance? 2 Definição Compliance é a prática relacionada ao cumprimento das

Leia mais

10 Minutos sobre a segurança da informação

10 Minutos sobre a segurança da informação 10Minutos Segurança da Informação 10 Minutos sobre a segurança da informação Dezembro 2012 Ameaças emergentes exigem estratégias sofisticadas e novas competências técnicas Destaques Os orçamentos têm crescido

Leia mais

FID - Fraudes, Investigações e Disputas A Nova Lei Brasileira Anticorrupção 12.846/13 Câmara de Com. e Ind. Japonesa do Brasil

FID - Fraudes, Investigações e Disputas A Nova Lei Brasileira Anticorrupção 12.846/13 Câmara de Com. e Ind. Japonesa do Brasil FID - Fraudes, Investigações e Disputas A Nova Lei Brasileira Anticorrupção 12.846/13 Câmara de Com. e Ind. Japonesa do Brasil Page 1 BDO Brazil TÓPICOS BDO Brazil Valores BDO no Brasil Serviços Departamento

Leia mais

Compliance e Anticorrupção

Compliance e Anticorrupção www.pwc.com.br Compliance e Anticorrupção Instituto Brasileiro de Governança Corporativa Maio de 2015 Agenda Conceitos e Reflexões sobre Compliance Contexto normativo e aplicação das leis anticorrupção

Leia mais

1 Introdução... 2. 2 Definições... 3. 3 Compromisso e adesão... 5. 4 Indícios que podem caracterizar corrupção... 6

1 Introdução... 2. 2 Definições... 3. 3 Compromisso e adesão... 5. 4 Indícios que podem caracterizar corrupção... 6 Manual Anticorrupção Versão 1 Abr/2015 SUMÁRIO 1 Introdução... 2 2 Definições... 3 3 Compromisso e adesão... 5 4 Indícios que podem caracterizar corrupção... 6 5 Violações e Sanções Aplicáveis... 6 6 Ações

Leia mais

CONTADOR JOSE LUIZ VAILATTI. Lei 12. 846/2013 LEI ANTI CORRUPÇÃO EMPRESARIAL

CONTADOR JOSE LUIZ VAILATTI. Lei 12. 846/2013 LEI ANTI CORRUPÇÃO EMPRESARIAL CONTADOR JOSE LUIZ VAILATTI Lei 12. 846/2013 LEI ANTI CORRUPÇÃO EMPRESARIAL Atender às exigências internacionais de combate a corrupção Estimular a prática do compliance. Ética corporativa na administração.

Leia mais

Advisory FORENSIC NO BRASIL. Forensic. kpmg.com/br

Advisory FORENSIC NO BRASIL. Forensic. kpmg.com/br 1 Advisory FORENSIC NO BRASIL Forensic kpmg.com/br 2 A área de Forensic da KPMG no Brasil oferece serviços completos de assessoria em investigação, compliance, gerenciamento de riscos e suporte técnico

Leia mais

CONBRAI 2015. Nome proposta. O papel da Auditoria Interna. combate à Fraude e Corrupção

CONBRAI 2015. Nome proposta. O papel da Auditoria Interna. combate à Fraude e Corrupção CONBRAI 2015 Nome proposta O papel da Auditoria Interna Nome no atual clientecenário de combate à Fraude e Corrupção Data Fernando Fleider Sócio -Diretor Alessandro Gratão Marques Executivo Líder de Auditoria

Leia mais

Índice de Percepção da Corrupção 2013

Índice de Percepção da Corrupção 2013 A Lei Anticorrupção A Lei Anticorrupção Um ambiente de negócios no qual empresas se relacionam com órgãos públicos e agentes do governo de forma transparente, lícita e ética é importante para o aumento

Leia mais

Código de conduta de parceiros de negócios da Pearson

Código de conduta de parceiros de negócios da Pearson Código de conduta de parceiros de negócios da Pearson Finalidade e escopo Na Pearson (incluindo suas subsidiárias e empresas com controle acionário), acreditamos fortemente que agir de forma ética e responsável

Leia mais

POLÍTICA ANTISSUBORNO E ANTICORRUPÇÃO DA UL

POLÍTICA ANTISSUBORNO E ANTICORRUPÇÃO DA UL Setor jurídico N. do documento: 00-LE-P0030 Edição: 5.0 Data da publicação: 09/04/2010 Data da revisão: 16/09/2013 Data de entrada em vigor: 16/09/2013 Página 1 de 8 POLÍTICA ANTISSUBORNO E ANTICORRUPÇÃO

Leia mais

www.pwc.com.br Gerenciamento de capital e ICAAP

www.pwc.com.br Gerenciamento de capital e ICAAP www.pwc.com.br Gerenciamento de capital e ICAAP Como desenvolver uma abordagem eficaz de gerenciamento de capital e um processo interno de avaliação da adequação de capital (ICAAP) A crise financeira de

Leia mais

Nossas soluções para o setor sucroenergético

Nossas soluções para o setor sucroenergético www.pwc.com.br Nossas soluções para o setor sucroenergético Centro PwC de Serviços em Agribusiness Outubro de 2013 Agrícola Gestão de fornecedores de cana Revisão da estrutura de relacionamento entre usina

Leia mais

POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO DA ALCOA INC.

POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO DA ALCOA INC. POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO DA ALCOA INC. a JUSTIFICATIVA: A Alcoa Inc. ( Alcoa ) e sua administração têm o compromisso de conduzir todas as suas operações em todo o mundo com ética e em conformidade com todas

Leia mais

RESPONSABILIDADE DOS ADMINISTRADORES/ACIONISTAS À LUZ DA NOVA LEI ANTICORRUPÇÃO. Caroline B. Brandt

RESPONSABILIDADE DOS ADMINISTRADORES/ACIONISTAS À LUZ DA NOVA LEI ANTICORRUPÇÃO. Caroline B. Brandt RESPONSABILIDADE DOS ADMINISTRADORES/ACIONISTAS À LUZ DA NOVA LEI ANTICORRUPÇÃO Caroline B. Brandt LACAZ MARTINS, PEREIRA NETO, GUREVICH & SCHOUERI ADVOGADOS SUMÁRIO CONTEXTO INTERNACIONAL E NACIONAL VISÃO

Leia mais

LEI ANTICORRUPÇÃO E PRÁTICAS DE COMPLIANCE PARA PESSOAS JURÍDICAS

LEI ANTICORRUPÇÃO E PRÁTICAS DE COMPLIANCE PARA PESSOAS JURÍDICAS LEI ANTICORRUPÇÃO E PRÁTICAS DE COMPLIANCE PARA PESSOAS JURÍDICAS Objeto da Lei n.º12.846, de 2013 A Lei Anticorrupção dispõe sobre: a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas. pela

Leia mais

Lei 12.846 Anticorrupção CMI- SINDUSCON RJ - 09/09/14

Lei 12.846 Anticorrupção CMI- SINDUSCON RJ - 09/09/14 Lei 12.846 Anticorrupção CMI- SINDUSCON RJ - 09/09/14 Aprovada em agosto de 2013 Lei de âmbito Federal, entrou em Vigor em janeiro de 2014, prevendo punições para as empresas que cometerem atos de Corrupção

Leia mais

Mesa-redonda "Governança Corporativa" - IFHC e Grant Thornton

Mesa-redonda Governança Corporativa - IFHC e Grant Thornton Mesa-redonda "Governança Corporativa" - IFHC e Grant Thornton Instituto Fernando Henrique Tópicos 1. Lei anticorrupção americana - pionera 2. Breve comparação entre leis 3. Tendencias globais Contexto

Leia mais

Nardello Em Resumo. Apenas Os Fatos NOSSAS LINHAS DE NEGÓCIO

Nardello Em Resumo. Apenas Os Fatos NOSSAS LINHAS DE NEGÓCIO Nardello Em Resumo Apenas Os Fatos N ardello & Co. é uma agência global de investigações com profissionais experientes que lidam com uma vasta gama de assuntos, incluindo investigações relacionadas com

Leia mais

Escolhendo a melhor opção para sua empresa

Escolhendo a melhor opção para sua empresa www.pwc.com.br Escolhendo a melhor opção para sua empresa Auditoria Interna Auditoria Interna - Co-sourcing atende/supera as expectativas da alta administração? A função de Auditoria Interna compreende

Leia mais

Compliance e Gestão de Terceiros A Importância para as Organizações. São Paulo, 22/09/15

Compliance e Gestão de Terceiros A Importância para as Organizações. São Paulo, 22/09/15 Compliance e Gestão de Terceiros A Importância para as Organizações São Paulo, 22/09/15 Nossa Agenda 1. Preocupações atuais no ambiente corporativo 2. Gestão de riscos e controles internos 3. Terceiros

Leia mais

POL 004 Rev. A POP, Código de Conduta

POL 004 Rev. A POP, Código de Conduta Página 1 de 7 A LDR é uma empresa de equipamentos médicos comprometida com o desenvolvimento, marketing, distribuição e venda de implantes vertebrais para implantação em seres humanos no tratamento de

Leia mais

A LEI ANTICORRUPÇÃO E AS POLÍTICAS DE COMPLIANCE. Agosto, 2014

A LEI ANTICORRUPÇÃO E AS POLÍTICAS DE COMPLIANCE. Agosto, 2014 A LEI ANTICORRUPÇÃO E AS POLÍTICAS DE COMPLIANCE Agosto, 2014 Lei Anticorrupção Brasileira: Lei 12.846/2013 Aspectos Gerais: Vigência: Entrou em vigor em 29/01/2014; Será regulamentada. Objetivo: Responsabilizar

Leia mais

POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO EVEN

POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO EVEN POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO EVEN 1 Introdução A EVEN conduz seus negócios de acordo com os altos padrões éticos e morais estabelecidos em seu Código de Conduta, não tolerando qualquer forma de corrupção e suborno.

Leia mais

Política Antissuborno e Anticorrupção

Política Antissuborno e Anticorrupção Política Antissuborno e Anticorrupção Agosto 2015 1 de 8 Sumário 1. Objetivo... 1 2. Âmbito de Aplicação... 1 3. Considerações Gerais... 1 4. Suborno e Pagamento de Propina... 1 5. Brindes, Presentes,

Leia mais

LEI ANTICORRUPÇÃO [LEI NO. 12.846, DE 1º. DE AGOSTO DE 2013]

LEI ANTICORRUPÇÃO [LEI NO. 12.846, DE 1º. DE AGOSTO DE 2013] LEI ANTICORRUPÇÃO [LEI NO. 12.846, DE 1º. DE AGOSTO DE 2013] PROGRAMA DE COMPLIANCE E ACORDO DE LENIÊNCIA SÃO PAULO RIO DE JANEIRO BELO HORIZONTE BRASÍLIA SALVADOR www.scbf.com. br SUMÁRIO A Lei Anticorrupção

Leia mais

14º Congresso de Auditoria Interna e Compliance

14º Congresso de Auditoria Interna e Compliance O Compliance e as metodologias para monitorar riscos de não conformidade 14º Congresso de Auditoria Interna e Compliance 11 de novembro 2014 14 horas Agenda Os principais objetivos do nosso encontro 1.

Leia mais

10 Minutos sobre o desempenho da função financeira

10 Minutos sobre o desempenho da função financeira 10Minutos Conquistando vantagem competitiva 10 Minutos sobre o desempenho da função financeira Fevereiro 2013 O segredo está em investir mais em pessoas, sistemas e estruturas, não em gastar menos O papel

Leia mais

Visão geral anticorrupção. Guia de treinamento para empresas que fazem negócios com a Abbott

Visão geral anticorrupção. Guia de treinamento para empresas que fazem negócios com a Abbott Visão geral anticorrupção Guia de treinamento para empresas que fazem negócios com a Abbott Objetivo A Abbott tem o compromisso de fazer negócios de maneira ética e com conformidade legal, e adere à Lei

Leia mais

"FCPA e a Lei 12.846/2013 - Lei Anticorrupção" São Paulo, 05 de setembro de 2013. Fabyola Emilin Rodrigues Demarest Advogados

FCPA e a Lei 12.846/2013 - Lei Anticorrupção São Paulo, 05 de setembro de 2013. Fabyola Emilin Rodrigues Demarest Advogados "FCPA e a Lei 12.846/2013 - Lei Anticorrupção" São Paulo, 05 de setembro de 2013 Fabyola Emilin Rodrigues Demarest Advogados CORRUPÇÃO, O MALDOSÉCULO http://www.transparency.org/ http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/12/ranking-do-indice-de-percepcao-da-corrupcao-no-mundo.html

Leia mais

Princípios Gerais para a Prevenção dos Riscos Penais Endesa Brasil

Princípios Gerais para a Prevenção dos Riscos Penais Endesa Brasil Princípios Gerais para a Prevenção dos Riscos Penais Endesa Brasil Introdução 5 INTRODUÇÃO A seguir, são descritos os comportamentos e princípios gerais de atuação esperados dos Colaboradores da Endesa

Leia mais

sobre as transações no setor de saúde

sobre as transações no setor de saúde 10 Minutos sobre as transações no setor de saúde Valor global de fusões e aquisições cresce e reverte tendência Destaques O valor total das transações no setor de saúde aumentou 4% em relação à segunda

Leia mais

Segurança de Dados. Relatório de Segurança de Dados, Inteligência de Mercado

Segurança de Dados. Relatório de Segurança de Dados, Inteligência de Mercado Segurança de Dados Segurança de dados e sigilo de informações ainda é um tema longe de ser solucionado no Brasil e no Mundo. A cada novo dispositivo lançado, cada nova transação bancária ou a cada novo

Leia mais

POLÍTICA DE PREVENÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO E OUTROS ATOS LESIVOS

POLÍTICA DE PREVENÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO E OUTROS ATOS LESIVOS POLÍTICA DE PREVENÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO E OUTROS ATOS LESIVOS 1. Introdução A presente Política, aplicável à WEG S/A e todas as suas controladas, representa uma síntese das diretrizes existentes na

Leia mais

Legislação Anticorrupção

Legislação Anticorrupção O que muda com a Lei nº 12.846/2013 e com o Decreto nº 8.420/2015 gsga.com.br São Paulo Rio de Janeiro Curitiba Belo Horizonte Brasília Introdução 2 oooa partir da edição da chamada Lei Anticorrupção (Lei

Leia mais

Presidente sanciona Nova Lei Anticorrupção

Presidente sanciona Nova Lei Anticorrupção Compliance Presidente sanciona Nova Lei Anticorrupção A Presidente Dilma Rousseff sancionou, no dia 1º de agosto de 2013, a nova Lei Anticorrupção do país. A nova lei (Lei No. 12,846/2013) foi publicada

Leia mais

Rumo a novos patamares

Rumo a novos patamares 10Minutos Auditoria Estudo sobre a Situação da Profissão de Auditoria Interna Rumo a novos patamares Destaques Os stakeholders estão menos satisfeitos com a contribuição da auditoria interna em áreas de

Leia mais

Política Mundial Anticorrupção

Política Mundial Anticorrupção Política Mundial Anticorrupção I. OBJETIVO A legislação da maioria dos países considera crime o pagamento, oferta de pagamento, ou mesmo o recebimento de suborno, propina, ou outro pagamento corrupto,

Leia mais

Cenário Mundial - Corrupção

Cenário Mundial - Corrupção Cenário Mundial - Corrupção Pesquisa aponta 10 práticas de corrupção comuns no dia a dia do brasileiro 1. Não dar nota fiscal 2. Não declarar Imposto de Renda 3. Tentar subornar o guarda 4. Falsificar

Leia mais

Inovação revolucionária

Inovação revolucionária 10Minutos Pesquisa Estratégia de crescimento Inovação revolucionária Destaques Quase metade dos entrevistados (43%) vê a inovação como uma necessidade competitiva para a sua organização. Em um horizonte

Leia mais

Pesquisa: Maturidade do Compliance no Brasil

Pesquisa: Maturidade do Compliance no Brasil Pesquisa: Maturidade do Compliance no Brasil Desafio das empresas no processo de estruturação da função e programa de compliance na prevenção, na detecção e no monitoramento dos riscos Emerson Melo Sócio-diretor

Leia mais

COMPLIANCE NO BRASIL

COMPLIANCE NO BRASIL COMPLIANCE NO BRASIL C OMPLIANCE NO A existência de um programa de compliance demonstra comprometimento com a ética e integridade na prática de negócios O Que É Compliance Compliance, termo em inglês muito

Leia mais

Política de Integridade

Política de Integridade Política de Integridade 1. INTRODUÇÃO Os procedimentos aqui descritos são complementares às diretrizes do Código de Conduta da empresa, e são norteados pelo compromisso assumido junto ao Pacto Empresarial

Leia mais

Lei Anticorrupção nº 12.846/13 Aspectos Operacionais de Compliance e Gestão de Riscos

Lei Anticorrupção nº 12.846/13 Aspectos Operacionais de Compliance e Gestão de Riscos Lei Anticorrupção nº 12.846/13 Aspectos Operacionais de Compliance e Gestão de Riscos Brasília, 22 de Maio de 2014 Para Começar Quem somos? Por que estamos aqui? Quais as expectativas? Quais as preocupações?

Leia mais

CONTEÚDOS PARA TREINAMENTOS, CURSOS DE CAPACITAÇÃO, PALESTRAS

CONTEÚDOS PARA TREINAMENTOS, CURSOS DE CAPACITAÇÃO, PALESTRAS CONTEÚDOS PARA TREINAMENTOS, CURSOS DE CAPACITAÇÃO, PALESTRAS Os conteúdos listados abaixo são uma prévia dos temas e podem ser adequados ao cliente de acordo com o perfil e demanda da empresa/instituição.

Leia mais

Código de Princípios de Negócios e Ética BTG Pactual

Código de Princípios de Negócios e Ética BTG Pactual Código de Princípios de Negócios e Ética BTG Pactual Nossa Visão e Nossos Valores Compartilhar uma única ambição é a chave para a história de sucesso do BTG Pactual. Ela só poderá ser atingida através

Leia mais

PERFIL ÉTICO DOS PROFISSIONAIS DAS CORPORAÇÕES BRASILEIRAS RELATÓRIO BIENAL 2010/2012

PERFIL ÉTICO DOS PROFISSIONAIS DAS CORPORAÇÕES BRASILEIRAS RELATÓRIO BIENAL 2010/2012 PERFIL ÉTICO DOS PROFISSIONAIS DAS CORPORAÇÕES BRASILEIRAS RELATÓRIO BIENAL 2010/2012 FRAUDE Vantagem sobre outro por meio de sugestões falsas ou omissão da verdade COMPLIANCE Estar em conformidade e fazer

Leia mais

MEMORANDO AOS CLIENTES ANTICORRUPÇÃO E COMPLIANCE FEVEREIRO/2014. Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 Lei Anticorrupção.

MEMORANDO AOS CLIENTES ANTICORRUPÇÃO E COMPLIANCE FEVEREIRO/2014. Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 Lei Anticorrupção. MEMORANDO AOS CLIENTES ANTICORRUPÇÃO E COMPLIANCE FEVEREIRO/2014 Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 Lei Anticorrupção. Entrou em vigor no dia 29 de janeiro a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013,

Leia mais

Nossa política requer que todos os parceiros comerciais revejam este Código de Conduta e aceitem obedecê-lo.

Nossa política requer que todos os parceiros comerciais revejam este Código de Conduta e aceitem obedecê-lo. 7459 South Lima Street Englewood, Colorado 80112 Agosto de 2013 P 303 824 4000 F 303 824 3759 arrow.com CÓDIGO DE CONDUTA E ÉTICA PARA PARCEIRO COMERCIAL Prezado fornecedor, O sucesso da Arrow tem sido

Leia mais

Agenda. PwC Compliance e Anticorrupção. 2 (DC0) Informação Pública

Agenda. PwC Compliance e Anticorrupção. 2 (DC0) Informação Pública www.pwc.com.br II Seminário Lei Anticorrupção Amcham São Paulo Julho de 2015 Leonardo Lopes Agenda 1. Contexto normativo 2. Programa de Integridade/ Compliance Anticorrupção 3. Histórico e tendências na

Leia mais

ICTSI CÓDIGO DE CONDUTA NOS NEGÓCIOS

ICTSI CÓDIGO DE CONDUTA NOS NEGÓCIOS ICTSI CÓDIGO DE CONDUTA NOS NEGÓCIOS MENSAGEM DO PRESIDENTE A ICTSI tem crescido de forma sólida ao longo dos anos, tornando-se uma empresa líder na gestão de portos, com um alcance global que se estende

Leia mais

Compliance Leis estrangeiras e a nova lei anti-corrupção nr. 12.846/13

Compliance Leis estrangeiras e a nova lei anti-corrupção nr. 12.846/13 Compliance Leis estrangeiras e a nova lei anti-corrupção nr. 12.846/13 AGENDA 1. Introdução: pirâmide de valores, bens jurídicos e leis; 2. Evolução histórica do assunto; 3. Apresentação das principais

Leia mais

FORENSIC SERVICES. Lei Brasileira Anticorrupção Lei nº 12.846/13 e atualizações Responsabilidades da Administração e do Contador

FORENSIC SERVICES. Lei Brasileira Anticorrupção Lei nº 12.846/13 e atualizações Responsabilidades da Administração e do Contador FORENSIC SERVICES Lei Brasileira Anticorrupção Lei nº 12.846/13 e atualizações Responsabilidades da Administração e do Contador Introdução 1974: Caso Watergate 1977: Aprovação FCPA 1997: OCDE - Convenção

Leia mais

LEI ANTICORRUPÇÃO FLEXIBILIDADE ÉTICA & RISCOS DE PESSOAS QUAL O PAPEL DO RH? ÉTICA

LEI ANTICORRUPÇÃO FLEXIBILIDADE ÉTICA & RISCOS DE PESSOAS QUAL O PAPEL DO RH? ÉTICA LEI ANTICORRUPÇÃO FLEXIBILIDADE ÉTICA & RISCOS DE PESSOAS QUAL O PAPEL DO RH? 10 REVISTA RI Abril 2014 Dois meses após a entrada em vigor da Lei de Combate à Corrupção (no 12.846), pesquisas de mercado

Leia mais

DEALBREAKERS: ALÉM DAS CONTIGÊNCIAS

DEALBREAKERS: ALÉM DAS CONTIGÊNCIAS DEALBREAKERS: ALÉM DAS CONTIGÊNCIAS Alguns Temas Recentes em Negócios Internacionais Carlos Augusto Derraik cderraik@ssd.com www.derraik.com.br Dealbreakers Alguns Temas Recentes Dealbreakers são basicamente

Leia mais

Norma Permanente Assunto: Política de Combate à Corrupção Código da Norma: NAD-41 Data da publicação: 01/09/2015

Norma Permanente Assunto: Política de Combate à Corrupção Código da Norma: NAD-41 Data da publicação: 01/09/2015 Página 1 de 7 Resumo: Estabelecer os princípios de combate à corrupção no relacionamento da Organização com os agentes da Administração Pública, seguindo as diretrizes estabelecidas na Lei nº 12.846/13

Leia mais

Decreto Federal Regulamentador da Lei Anticorrupção

Decreto Federal Regulamentador da Lei Anticorrupção Decreto Federal Regulamentador da Lei Anticorrupção Em 19 de março de 2015, foi publicado o Decreto Federal nº 8.420, de 18 de março de 2015 ( Decreto ), que regulamenta a Lei Federal nº 12.846, de 1º

Leia mais

www.pwc.com.br Como melhorar a gestão da sua empresa?

www.pwc.com.br Como melhorar a gestão da sua empresa? www.pwc.com.br Como melhorar a gestão da sua empresa? Como melhorar a gestão da sua empresa? Melhorar a gestão significa aumentar a capacidade das empresas de solucionar problemas. Acreditamos que, para

Leia mais

Lei Anticorrupção: principais aspectos e como se preparar para este novo cenário

Lei Anticorrupção: principais aspectos e como se preparar para este novo cenário Lei Anticorrupção: principais aspectos e como se preparar para este novo cenário Marcelo Leonardo Cristiano Helena Marques de Souza Fernandes Como um dos resultados do compromisso assumido pelo Brasil

Leia mais

LEI ANTICORRUPÇÃO - RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL E ADMINISTRATIVA DAS PESSOAS JURÍDICAS.

LEI ANTICORRUPÇÃO - RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL E ADMINISTRATIVA DAS PESSOAS JURÍDICAS. LEI ANTICORRUPÇÃO - RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL E ADMINISTRATIVA DAS PESSOAS JURÍDICAS. LEI ANTICORRUPÇÃO LEI 12.846 de 1º de agosto de 2013 (publicada em 02/08/2013) LEI ANTICORRUPÇÃO BRASILEIRA LEI ANTICORRUPÇÃO

Leia mais

HILLENBRAND, INC. E SUBSIDIÁRIAS. Anticorrupção Global Declaração de Política e Manual de Conformidade

HILLENBRAND, INC. E SUBSIDIÁRIAS. Anticorrupção Global Declaração de Política e Manual de Conformidade HILLENBRAND, INC. E SUBSIDIÁRIAS Anticorrupção Global Declaração de Política e Manual de Conformidade A Hillenbrand, Inc., incluindo todas suas subsidiárias (referidas em conjunto como a Empresa ), mantém

Leia mais

Jurídico (Setor de Ética e Conformidade) Laurel Burke, Advogado Responsável Conformidade, laurel.burke@regalbeloit.com

Jurídico (Setor de Ética e Conformidade) Laurel Burke, Advogado Responsável Conformidade, laurel.burke@regalbeloit.com Função/ Unidade de Negócios: Especialista no assunto: Data da primeira versão: Julho de 2011 Revisão nº: 3 Periodicidade de revisão: Anual Autor (Departamento, título e e-mail): Equipe de análise multidisciplinar:

Leia mais

Um programa de compliance eficiente para atender a lei anticorrupção Lei 12.846/2013

Um programa de compliance eficiente para atender a lei anticorrupção Lei 12.846/2013 Um programa de compliance eficiente para atender a lei anticorrupção Lei 12.846/2013 FEBRABAN Arthur Lemos Jr Promotor de Justiça Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos Compliance A LEI PROVOCA

Leia mais

POLÍTICA ANTI-CORRUPÇÃO. Política Anti-corrupção Versão 02 1/9

POLÍTICA ANTI-CORRUPÇÃO. Política Anti-corrupção Versão 02 1/9 POLÍTICA ANTI-CORRUPÇÃO Política Anti-corrupção Versão 02 1/9 RESUMO Resumo dos princípios fundamentais A Securitas acredita num mercado livre para a prestação dos seus serviços, e num ambiente competitivo

Leia mais

Manual Anticorrupção

Manual Anticorrupção Manual Anticorrupção pág. 2 Estrutura do Manual Anticorrupção 1. Introdução pág. 04 2. Definições pág. 06 3. Regras e Procedimentos pág. 08 4. Violações e Sanções Aplicáveis pág. 16 pág. 3 1. Introdução

Leia mais

INTRODUÇÃO. Este Manual servirá como guia e descreverá alguns conceitos como:

INTRODUÇÃO. Este Manual servirá como guia e descreverá alguns conceitos como: I. INTRODUÇÃO A integridade é um dos valores da Marfrig Global Foods, sendo assim, tal princípio exclui qualquer hipótese de corrupção e exige uma atuação com retidão, legalidade, honestidade e que busque

Leia mais

Código de Conduta de Fornecedor

Código de Conduta de Fornecedor Código de Conduta de Fornecedor www.odfjelldrilling.com A Odfjell Drilling e suas entidades afiliadas mundialmente estão comprometidas em manter os mais altos padrões éticos ao conduzir negócios. Como

Leia mais

FCPA, UK Bribery Act e Lei 12.846/13 Avanços e desafios AMCHAM Rio Novembro de 2013

FCPA, UK Bribery Act e Lei 12.846/13 Avanços e desafios AMCHAM Rio Novembro de 2013 www.pwc.com FCPA, UK Bribery Act e Lei 12.846/13 Avanços e desafios AMCHAM Rio Novembro de 2013 Contexto normativo 2 FCPA, OCDE, UK Bribery Act e Lei 12.846/13 Com base na FCPA (1977) 1997 - OCDE elaborou

Leia mais

People Analytics: Estágio atual da análise de dados aplicada à gestão de pessoas no Brasil

People Analytics: Estágio atual da análise de dados aplicada à gestão de pessoas no Brasil People Analytics: Estágio atual da análise de dados aplicada à gestão de pessoas no Brasil Resultados da pesquisa sobre maturidade da prática de People Analytics Agosto de 2015 Conteúdo Sobre a pesquisa

Leia mais

Qual o seu plano para dar vida à sua estratégia?

Qual o seu plano para dar vida à sua estratégia? www.pwc.com.br Qual o seu plano para dar vida à sua estratégia? Alinhamento de Performance Alinhamento do desempenho organizacional Conectando a estratégia à execução A necessidade de alinhar pessoas,

Leia mais

Guia de Prevenção e Combate à Corrupção

Guia de Prevenção e Combate à Corrupção Guia de Prevenção e Combate à Corrupção Objetivo Estabelecer diretrizes e definir o que são práticas de corrupção, bem como reiterar qual é a conduta e a postura da Brasil Kirin frente a este tema, reafirmando

Leia mais

Auditoria Externa e Avaliação de Ativos

Auditoria Externa e Avaliação de Ativos A IAUDIT é uma consultoria empresarial com sede em São Paulo e atuação em todo o território nacional, que se diferencia pelo atendimento personalizado e comprometido, identificando e solucionando as necessidades

Leia mais

POLÍTICA. COLABORADORES Referem-se a todos os empregados da empresa, independentemente do nível hierárquico.

POLÍTICA. COLABORADORES Referem-se a todos os empregados da empresa, independentemente do nível hierárquico. Página: 1 de 7 TÍTULO: ANTICORRUPÇÃO DOCUMENTOS REFERENCIADOS: Termo de Adesão à Política Anticorrupção Empresarial (GRC.COR.FOR.001), Formulário de Relacionamento com Agentes Públicos (GRC.COR.FOR.002)

Leia mais

Garrastazu Advogados

Garrastazu Advogados PROGRAMA DE INTEGRIDADE CORPORATIVA Garrastazu Advogados Constituída a partir de uma história profissional de trinta e cinco anos de experiência na advocacia, a Garrastazu Advogados foi criada em 1999

Leia mais

POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO DA CORPORAÇÃO DANAHER

POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO DA CORPORAÇÃO DANAHER I. PROPÓSITO POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO DA CORPORAÇÃO DANAHER A corrupção é proibida pelas leis de quase todas as jurisdições do mundo. A Danaher Corporation ( Danaher ) está comprometida em obedecer as leis

Leia mais

MMK EDITORIAL. Ética Corporativa e Compliance CGU LANÇA DIRETRIZES SOBRE PROGRAMAS DE INTEGRIDADE PARA EMPRESAS PRIVADAS

MMK EDITORIAL. Ética Corporativa e Compliance CGU LANÇA DIRETRIZES SOBRE PROGRAMAS DE INTEGRIDADE PARA EMPRESAS PRIVADAS EDITORIAL CGU LANÇA DIRETRIZES SOBRE PROGRAMAS DE INTEGRIDADE PARA EMPRESAS PRIVADAS EQUIPE: Thiago Jabor Pinheiro tjabor@mmk.com.br Maria Cecilia Andrade mcandrade@mmk.com.br Em 22.9.2015, a Controladoria-Geral

Leia mais

Princípios básicos nas relações com terceiros:

Princípios básicos nas relações com terceiros: Princípios básicos nas relações com terceiros: Checkup de reputação/responsabilidade quando utilizando terceiros em todo o mundo Marjorie W. Doyle, JD, CCEP-F com a contribuição de Diana Lutz 6500 Barrie

Leia mais

Sumário Executivo. Conclusões

Sumário Executivo. Conclusões Mar çode2011 Sumário Executivo A intensificação no uso do regime de substituição tributária do ICMS pelos governos estaduais nos últimos anos tem causado distorções no ambiente econômico e conseqüentemente

Leia mais

O desafio da governança

O desafio da governança 10Minutos Empresas Familiares Pesquisa Global sobre Empresas Familiares 2014 O desafio da governança Destaques As empresas familiares tornaram-se muito mais pragmáticas desde a última pesquisa, em 2012:

Leia mais

Life Sciences Cyber Security

Life Sciences Cyber Security Life Sciences Cyber Security Março de 2015 kpmg.com/br 2X ORGANIZAÇÕES DE SAÚDE RELATAM PERDA DE DADOS E INCIDENTES DE ROUBO A DUAS VEZES A TAXA DE OUTRAS INDÚSTRIAS Fonte: Verizon s 2014 Data Breach Investigations

Leia mais

Trade Compliance na Lei Brasileira Anticorrupção

Trade Compliance na Lei Brasileira Anticorrupção Trade Compliance na Lei Brasileira Anticorrupção Ibrac Agosto/2014 Barretto Barretto Ferreira Ferreira, e Brancher Kujawski e Brancher Sociedade Sociedade de Advogados de Advogados R. Dr. R. Eduardo Dr.

Leia mais

Experian plc. Código de Conduta Global. Versão 1.2. Fazendo negócios com integridade

Experian plc. Código de Conduta Global. Versão 1.2. Fazendo negócios com integridade Experian plc Código de Conduta Global Versão 1.2 Fazendo negócios com integridade Adotado em 13 de maio de 2010 Corrigido em 15 de maio de 2011 Código de Conduta Global v 1.2 15 de Maio 2011 Experian Restrito

Leia mais

Código. de Conduta do Fornecedor

Código. de Conduta do Fornecedor Código de Conduta do Fornecedor 03/2014 Índice 1. Considerações... 03 2. Decisões... 04 3. Diretrizes... 05 3.1. Quanto à Integridade nos Negócios... 05 3.2. Quanto aos Direitos Humanos Universais... 06

Leia mais

ADVISORY FORENSIC NO BRASIL. Forensic. kpmg.com/br

ADVISORY FORENSIC NO BRASIL. Forensic. kpmg.com/br 1 ADVISORY FORENSIC NO BRASIL Forensic kpmg.com/br 2 A área de Forensic da KPMG no Brasil oferece serviços completos de assessoria em investigação, compliance, gerenciamento de riscos e suporte técnico

Leia mais

POLÍTICA CORPORATIVA DE PREVENÇÃO À CORRUPÇÃO

POLÍTICA CORPORATIVA DE PREVENÇÃO À CORRUPÇÃO POLÍTICA CORPORATIVA DE PREVENÇÃO À CORRUPÇÃO 1. OBJETIVO A Política Corporativa de Prevenção à Corrupção ( Política ) tem o objetivo de reforçar o compromisso do Conglomerado Itaú Unibanco de cooperar

Leia mais

Código de Conduta do Fornecedor. Em vigor a partir de 2 de julho de 2012. Ethics. Matters

Código de Conduta do Fornecedor. Em vigor a partir de 2 de julho de 2012. Ethics. Matters Código de Conduta do Fornecedor Em vigor a partir de 2 de julho de 2012 Ethics Matters Mensagem do CPO [Chief Procurement Officer - Diretor de Compras] A Duke Energy está comprometida com a segurança,

Leia mais

www.pwc.com.br Criação de valor duradouro para empresas de controle familiar

www.pwc.com.br Criação de valor duradouro para empresas de controle familiar www.pwc.com.br Criação de valor duradouro para empresas de controle familiar Índice Introdução 2 Ampliação e financiamento 4 Avaliação 6 Conformidade contábil e tributária 7 Gestão de riscos 8 Planejamento

Leia mais

Declaração de Segurança Corporativa

Declaração de Segurança Corporativa www.pwc.com.br Declaração de Segurança Corporativa Fevereiro 2013 Índice 2 Visão Geral 3 Aviso 4 4 5 6 Política de Segurança Organização de Segurança Gestão de Ativos Segurança de Recursos Humanos 7 Segurança

Leia mais

LEI 12.846/2013 (Lei Anticorrupção LAC)

LEI 12.846/2013 (Lei Anticorrupção LAC) 14 DE MARÇO DE 2014 LEI 12.846/2013 (Lei Anticorrupção LAC) FABIO VALGAS Chefe Regional Controladoria Regional da União no Estado do Rio de Janeiro Lei 12.846/2013 Lei Anticorrupção - LAC A Lei n.º 12.846/13

Leia mais

Código de Conduta. Data [12-01-2014] Responsável pela política: Departamento de Auditoria Interna Global. Stephan Baars Diretor Financeiro (CFO)

Código de Conduta. Data [12-01-2014] Responsável pela política: Departamento de Auditoria Interna Global. Stephan Baars Diretor Financeiro (CFO) Código de Conduta Data [12-01-2014] Responsável pela política: Departamento de Auditoria Interna Global John Snyder Presidente e Diretor Executivo (CEO) Mike Janssen Diretor de Operações (COO) Stephan

Leia mais

Visão geral anticorrupção. Guia de treinamento para empresas que fazem negócios com a Abbott

Visão geral anticorrupção. Guia de treinamento para empresas que fazem negócios com a Abbott Visão geral anticorrupção Guia de treinamento para empresas que fazem negócios com a Abbott Objetivo A Abbott compromete-se a conduzir os negócios de forma ética e juridicamente compatível e adere ao Foreign

Leia mais

I. PROGRAMA GLOBAL DE COMPLIANCE

I. PROGRAMA GLOBAL DE COMPLIANCE POLÍTICA DE COMPLIANCE Revisado em Março de 2013 I. PROGRAMA GLOBAL DE COMPLIANCE A The Warranty Group, Inc. (corporação) e suas empresas subsidiárias têm o compromisso de realizar seus negócios de modo

Leia mais

POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO COMBRASCAN

POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO COMBRASCAN O CONTEÚDO DESTA POLÍTICA É DE PROPRIEDADE DA COMBRASCAN E DESTINADO AO USO E DIVULGAÇÃO INTERNA, NÃO SENDO PERMITIDA A REPRODUÇÃO POR MEIO ELETRÔNICO OU FÍSICO, SEM PRÉVIA A AUTORIZAÇÃO DO DEPARTAMENTO

Leia mais

Manual Anticorrupção & FCPA

Manual Anticorrupção & FCPA Manual Anticorrupção & FCPA pág. 1 Manual Anticorrupção & FCPA Índice 01. Introdução pág. 03 02. Abrangência pág. 07 03. Definições pág. 09 04. FCPA Informações Preliminares pág. 13 pág. 17 06. Sinais

Leia mais

D&O e LEI ANTICORRUPÇÃO. Tiradentes, 01 de julho de 2015

D&O e LEI ANTICORRUPÇÃO. Tiradentes, 01 de julho de 2015 0 D&O e LEI ANTICORRUPÇÃO Tiradentes, 01 de julho de 2015 D&O O SEGURO NO BRASIL HISTÓRICO DO SEGURO DE D&O Após o crash de 1929 foi criado nos anos 30 pelo Lloyd s o seguro de D&O 1 1 2 Final dos Anos

Leia mais