Bloco K no SPED FISCAL Registro de Controle da Produção e do Estoque
Bloco K no SPED Fiscal - Registro de Controle da Produção e do Estoque Obrigatoriedade Cronograma Estrutura Bloco K e SPED Fiscal: entenda a relação Mas o que muda? O que deve ser informado? Quais são os principais desafios? Como se preparar? O que estamos fazendo? 03 03 03 04 06 07 07 08 09 10 2
O Ato Cotepe nº 52/2013 estabelece que o Livro Registro de Controle da Produção e do Estoque será transmitido mensalmente, de forma digital, através do SPED FISCAL. O bloco K destina-se ao controle quantitativo da produção e do estoque de mercadorias. Obrigatoriedade A obrigatoriedade se aplica aos estabelecimentos industriais ou a eles equiparados pela legislação federal e pelos atacadistas, podendo, a critério do Fisco, ser exigido de estabelecimento de contribuintes de outros setores. Cronograma A escrituração do Livro Registro de Controle da Produção e do Estoque é obrigatória, a partir de 1º de janeiro de 2016. 3
Estrutura Por se tratar de um dos blocos que compõem o SPED, o bloco K é uma estrutura hierárquica, ou seja, possui registros pai e filhos. O bloco K está dividido da seguinte forma: Registro Descrição Detalhes 0200 0210 Identificação do Produto Consumo Específico Padronaizado Tem por objetivo informar mercadorias, serviços, produtos ou quaisquer outros itens concernentes às transações fiscais e aos movimentos de estoque em processos produtivos, bem como a sua composição. Deve ser informado o consumo específico padronizado e a perda normal percentual de um insumo/componente para se produzir uma unidade do produto resultante. K001 Abertura do bloco K Deve ser gerado para abertura do bloco K, indicando se há registros de informação no bloco. K100 K200 Período de apuração do ICMS/IPI Estoque escriturado Tem o objetivo de informar o período de apuração do ICMS ou do IPI. Informa o estoque final escriturado do período de apuração informado no registro K100, por tipo de estoque e por participante. 4
Registro Descrição Detalhes K220 Outras movimentações internas entre mercadorias Tem o objetivo de informar a movimentação interna entre mercadorias de tipo: 00 - Mercadoria para revenda 01 - Matéria-Prima 02 - Embalagem 03 - Produtos em processo 04 - Produto Acabado 05 - Subproduto 10 - Outros Insumos K230 Itens produzidos Informa a produção acabada de produto em processo e produto acabado. K235 K250 K255 K990 Insumos consumidos Industrialização efetuada por terceiros - itens produzidos Industrialização em terceiros - Insumos consumidos Encerramento do bloco K Apresenta o consumo de mercadoria no processo produtivo, vinculado ao produto resultante informado no registro de itens produzidos. Apresenta os produtos que foram industrializados por terceiros e sua quantidade. Tem o objetivo de informar a quantidade de consumo do insumo que foi remetido para ser industrializado em terceiro, vinculado ao produto resultante. Destina-se a identificar o encerramento do bloco K e a informar a quantidade de linhas (registros) existentes no bloco.
Bloco K e Sped Fiscal: entenda a relação A partir de janeiro de 2016, o envio dos livros de das indústrias e atacadistas fará parte do SPED FISCAL; esse, na verdade, é o tão comentado Bloco K. Isso significa que, a partir desse novo registro, o governo aumentará a fiscalização e o controle sobre o processo de produção das empresas. O bloco K dificultará bastante o processo de emissão de notas adulteradas com o propósito de sonegar, pois relaciona informações das notas fiscais com o estoque das empresas. O bloco K é instituído para trazer uma mudança desafiadora para as empresas, assim como para os profissionais contábeis, visto que, todos os produtos utilizados na fabricação deverão ser informados, bem como as perdas no processo produtivo. 6
Mas o que muda? A fiscalização será muito mais severa, já que o Fisco terá acesso ao processo produtivo completo das empresas, podendo cruzar os dados e facilmente achar inconsistências que configurem sonegação fiscal. O ideal seria que as empresas já tivessem o livro físico de controle de produção e estoque, mas, como quase nunca ele era exigido, muitos o deixaram de lado e agora serão obrigados a fazê-lo. O que deve ser informado? Todas as empresas industriais e atacadistas, com excessão daquelas enquadradas no Simples Nacional, deverão gerar o bloco K dentro do SPED Fiscal. Quando já se possui um sistema ERP que contemple a gestão financeira, contábil e produtiva, torna-se menos doloroso o processo de geração das informações para alimentar o bloco K. Abaixo, identificamos as informações que irão compor os dados para o bloco K: Ficha técnica dos produtos; Perdas do processo de produção; Ordem de produção; Insumos utilizados; Produtos finalizados (inclusive os terceirizados). 7
Quais são os principais desafios? Certamente, levantar os dados, assim como sua consistência, é um desafio para as empresas e principalmente, para profissionais contábeis, já que atualmente, são eles os responsáveis em gerar o SPED Fiscal. O novo sistema não identifica as particularidades de cada cadeia produtiva, já que cada empresa é responsável por montar a estrutura que melhor atende a si mesma de acordo com seus recursos. O SPED Fiscal parte do princípio da igualdade no envio das informações, mas também na forma como esses dados são gerados, ou seja, independentemente do tipo de produção que a empresa possua, o Fisco terá condições de visualizar os dados sem distinção. 8
Como se preparar? A principal questão é a conscientização do empresariado para esse novo sistema, visando a adequação, reestruturação de processos e até mesmo da equipe. É um ótimo momento para reavaliar sistemas e métodos e, quem sabe, conseguir se reinventar no mesmo cenário. Os contadores devem estimular os empresários industriais e comerciários para essa mudança, começando a fazer um levantamento da situação da sua cadeia produtiva e estimulando a utilização da tecnologia para controle de estoque e produção. Os profissionais contábeis devem ser uma importante fonte de apoio, conduzindo o processo e dando os inputs necessários à fluidez das informações. É o momento de se preparar e não de se desesperar! Na verdade, trata-se de uma revolução que não tem volta e que envolve a digitalização e a unificação de grande parte das obrigações das empresas brasileiras. Desde o início do projeto SPED, o país está vivendo momentos de transformações que colocam o Brasil no caminho da modernidade, mas também deixam as empresas cada vez mais sujeitas a penalidades, exigindo um esforço de todos na conformidade de todos os trâmites legais. 9
O que estamos fazendo? Estamos trabalhando em paralelo com duas frentes: Sistema ERP Estão sendo efetuadas adaptações no nosso sistema de gestão empresarial, fazendo as adequações para que seja possível gerenciar todo o processo de geração dos registros do bloco K, que posteriormente poderá ser incorporado ao SPED Fiscal. Sistema Fiscal Estamos adaptando nosso sistema fiscal para possibilitar as entradas de dados necessárias para correta geração do SPED Fiscal com o bloco K. Isso inclui a alteração nas funcionalidades de importação, digitação e análises fiscais, o que garantirá maior desempenho, segurança e qualidade. 10
Fique atento a novas comunicações sobre o bloco K 11