Marketing e Publicidade 2ºANO 1º SEMESTRE



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Transcrição:

INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO E TECNOLOGIA DE SANTARÉM Marketing e Publicidade 2ºANO 1º SEMESTRE FINANÇAS Docente: Professor Coordenador - António Mourão Lourenço Discentes: - Ivo Vieira nº 080127020 - Edgar Carvalho nº 080127032 - João Franco nº 080127034 - Nuno Carreira nº 080127009 22 De Janeiro de 2010 1

INDICE Introdução.. Balanço Funcional e Análise do Equilíbrio Financeiro.. 3 4 Análise da Rendibilidade dos Capitais Próprios. 5 1. Análise do Risco Económico...... 2. Politica de Financiamento... 5 8 3. Politica Fiscal....... 9 Conclusão 10 Índice de Gráficos e Tabelas Gráfico 1 (GEA)..... Gráfico 2 (Ponto Crítico)....... 5 6 Gráfico 3 (Margem de Segurança)... 6 Gráfico 4 ( Rendibilidade Exploração ) Gráfico 5 (Efeito Custos Variáveis e Custos Fixos ) 7 7 Tabela 1 (Análise do Risco Económico ).... 8 Tabela 2 (Cálculo do RCP - Modelo Multiplicativo ) 9 Índice de Anexos Anexo 1 (Balanço e Demonstração de Resultados)..... 11 2

INTRODUÇÃO No âmbito da disciplina de finanças e no seguimento daquilo que nos foi leccionado durante o primeiro semestre, vamos com este trabalho elaborar um relatório acerca da situação económica financeira da sociedade ANGULUS S.A. Para que se possa verificar a situação económica - financeira de uma empresa, é fundamental recorrer a alguns indicadores, sendo que os mais utilizados são aqueles que assumem a forma de rácios. Estes apresentam a vantagem, não só de tornar mais precisa a informação, como também de facilitar análises comparativas quer dentro da mesma empresa durante determinados períodos, quer entre empresas distintas no mesmo referencial de tempo. Contudo, convém salientar, que os rácios apenas constituem um instrumento de análise, que deve ser complementado por outras técnicas, nomeadamente, análise qualitativas. Sendo assim em primeiro lugar vamos elaborar um balanço funcional para os 4 exercícios económicos e analisaremos a evolução da sociedade em termos de equilíbrio financeiro com base no indicador de tesouraria liquida. De seguida analisaremos a sociedade ANGULUS S.A no seu todo, isto é, vamos elaborar a análise de rendibilidade dos capitais próprios, ou melhor, iremos seguir o modelo multiplicativo para mostrar se esta empresa tem ou não capacidade para continuar a crescer e a ser líder de mercado dentro do seu sector de actividade. 3

Balanço Funcional da empresa ANGULUS S.A Rubricas CAPITAIS PRÓPRIOS 1706 8178 11958 16872 DÉBITOS DE MÉDIO E LONGO PRAZO 1382 3168 6360 1618 CAPITAL PERMANENTE (1+2) 3088 11346 18318 18490 IMOBILIZADO LIQUIDO 3770 9566 11648 22094 FUNDO MANEIO (3-4) -682 1780 6670-3604 NECESSIDADES FINANCEIRAS EXPLORAÇÃO 2376 14466 24318 30942 RECURSOS FINANCEIROS DE EXPLORAÇÃO 3058 12686 17648 34546 FUNDO MANEIO NECESSÁRIO DE EXPLORAÇAO (6-10) -682 1780 6670-3604 TESOURARIA LIQUIDA (5-14) 0 0 0 0 Análise funcional do equilíbrio financeiro Através da análise do balanço funcional da empresa ANGULUS S.A tendo como indicador principal a situação da tesouraria líquida, concluímos que, face à tesouraria apresentar resultados nulos em N; N+1; N+2 e N+3 a empresa não apresenta risco económico imediato, mas de futuro pode deixar a empresa exposta a ocorrências inesperadas. Demonstra também, que a empresa ao longo destes 4 anos, tem sabido agir proactivamente nas suas acções financeiras, de modo a que, todos os anos conseguiu superar as oscilações inerentes à sua actividade. Em termos futuros, como acções proactivas de forma a manter a tesouraria equilibrada ou até mesmo atingir uma tesouraria positiva (o que seria o mais indicado), a empresa pode tomar várias iniciativas, nomeadamente: Aumentar o capital permanente através de empréstimos a médio/longo prazo em cerca de 4000, de forma a fazer face ao aumento de imobilizado verificado em N+3, e visto que tem margem para isso, porque os empréstimos a médio/longo prazo desceram bastante, conseguindo desta forma um fundo maneio positivo (N+3 é negativo) e consequente tesouraria positiva, ou então, pode reduzir o imobilizado através da venda de activos não afectos à exploração. Pode também actuar ao nível do fundo maneio necessário, ou seja, actuando ao nível do recebimento de clientes, isto é, diminuição do prazo médio de recebimentos; ao nível dos fornecedores aumentando o prazo médio de pagamentos e actuar na duração média das existências. A empresa ao praticar estas acções financeiras, seguramente apresentará uma tesouraria líquida positiva no próximo ano e consequente afastamento de possível risco económico, afastando-se mesmo de exposições a ocorrências inesperadas. 4

Análise da Rendibilidade dos Capitais Próprios 1- Análise do risco económico Tabela 1 RUBRICAS GEA 9 3 2 3 Ponto Critico (v) 10854 29072 47477 72123 Margem de Segurança (V) Efeito custos variáveis Efeitos custos fixos Rendibilidade Exploração 13% 42% 70% 42% 12% 13% 12% 14% 11% 30% 41% 30% 1,3% 3,9% 4,9% 4,2% Gráfico 1 10 GEA 8 6 4 2 0 GEA GEA Indica-nos em que medida uma variação das quantidades vendidas afecta os resultados de exploração. Quanto maior for o GEA mais elevado é o risco económico, visto que os resultados da empresa serão mais sensíveis a pequenas variações de volume. A empresa ANGULUS S.A ao longo dos 4 anos tem apresentado os rácios de GEA constantemente a descer verificando-se um pequeno aumento no ano N+3. Em N, a empresa apresentava um GEA de 9 o que indica que, os custos variáveis tinham um peso considerável na margem bruta, e que a empresa apresentava algum risco económico. Nos anos seguintes melhorou bastante este rácio, acabando em N+3 com um GEA de 3. 5

Gráfico 2 80000 Ponto Critico (v) 60000 40000 20000 0 Ponto Critico (v) Ponto Crítico, corresponde à obtenção por parte da empresa de um resultado de exploração nulo num determinado nível de actividade, ou seja, para um nível de actividade equivalente ao ponto crítico, uma empresa não apresenta lucros nem prejuízos económicos de exploração. Quanto maior for o ponto critico, maior o risco económico, porque a empresa terá de desenvolver um esforço maior para conseguir alcançar o PC. A empresa ANGULUS S.A ao longo dos 4 anos tem apresentado os valores de ponto critico em constante subida, em N o valor era de 10854 e em N+3 já se encontra a 72123, um valor bastante elevado. Esta subida do ponto crítico pode ser traduzida em risco económico para a empresa porque assim, durante os próximos anos a empresa vê-se obrigada a aumentar também o seu nível de actividade para conseguir alcançar o ponto crítico. Gráfico 3 80% Margem de Segurança(V) 60% 40% 20% 0% Margem de Segurança(V) Margem de Segurança (MS) exprime a distância relativa do nível de actividade alcançado pela empresa relativamente ao ponto crítico. Quanto mais baixa for a MS, maior o risco económico, porque a empresa está a funcionar próxima do PC. Em termos de margem de segurança a empresa apresenta uma melhoria constante de N a N+2 diminuindo a possibilidade de risco económico, mas em N+3 verifica-se uma ligeira descida, à qual a empresa deve prestar alguma atenção futura, prevenindo que a empresa corra qualquer risco económico. 6

Gráfico 4 6,0% Rendibilidade Exploração 4,0% 2,0% 0,0% Rendibilidade Exploração A rendibilidade de exploração incide sobre a análise das variáveis da exploração da empresa (quantidades vendidas, preço de venda unitário, custo variável unitário e custos fixos) e do seu comportamento em determinado período. Pretende-se desta forma explicar qual a parcela dos proveitos de exploração que gerou resultado de exploração e quais os factores justificativos. A rendibilidade da empresa ANGULUS S.A teve um aumento de 3,6% de N a N+2, mas em N+3 pode-se identificar uma descida de 0,7%. O volume de vendas foi sempre aumentando ao longo dos 4 anos, tal como o resultado de exploração. A nível de resultados de exploração podemos verificar apenas uma pequena subida no ano N+3, se compararmos com os anos anteriores. O resultado de exploração e a rendibilidade de exploração em N+3 foram afectados essencialmente pelos custos fixos. Gráfico 5 Efeito Custos Variaveis e Custos Fixos 50% 40% 30% 20% 10% 0% Efeito custo variaveis Efeitos custos fixos Efeito Custos Variáveis (ECV) traduz, em percentagem, a parcela dos proveitos de exploração que gera margem bruta, após a cobertura dos custos variáveis. Assim, quanto maior for o valor deste rácio, menor será o peso dos custos variáveis nos proveitos, ou seja, maior é o distanciamento relativo entre o preço de venda unitário e o custo variável unitário. Como se pode verificar no gráfico em cima, os custos variáveis da empresa foram se mantendo estáveis ao longo dos 4 anos, não tendo gerado um grande impacto na margem bruta à medida que as vendas subiram. Efeito Custos Fixos (ECF) traduz, em percentagem, a parcela da margem bruta que gera resultado da exploração, após a cobertura dos custos fixos. Assim, quanto maior o valor deste rácio, menor o peso dos custos fixos na margem bruta, ou seja, menor a elasticidade entre o nível de actividade e o resultado de exploração. Os custos fixos em N absorviam cerca de 89% da margem bruta e libertavam 11% para resultado de exploração, diminuindo a absorção da margem bruta até N+2 (59%) e libertando mais percentagem para resultados de exploração (41%), em N+3 a absorção por parte dos custos fixos na margem bruta voltou a subir, igualando N+1 em que a absorção da margem bruta era de 70%, libertando apenas 30% para resultados de exploração. 7

Cálculo do RCP - Modelo Multiplicativo Tabela 2 RUBRICAS A) RCP (B*3*4*D*7) 0,7% 17,4% 27,7% 37,9% 1 Ef. C.Variáveis (MB/V) 0,12 0,13 0,12 0,14 2 Ef. C.Fixos (RE/MB) 0,11 0,3 0,41 0,3 B) Rend. Expl.(1*2) 1,3% 3,9% 4,9% 4,2% 3 Ef. Res.Extr.(RAJI/RE) 1,87 0,96 1,05 1,57 4 Rot. Aplicações (V/ALT) 1,99 1,72 2,24 1,94 C) REA (B*3*4) 4,9% 6,4% 11,6% 12,8% 5 6 Estrutura Capital (ALT/C.P) Ef. Res. Financeiros (RAI/RAJI) 3,6 2,94 3 3,14 0,04 0,95 1,05 1,15 D) Coefic.Alav.Financeira (5*6) 0,144 2,793 3,15 3,611 7 Ef. Fiscal (RL/RAI) 1 0,97 0,76 0,82 2- Politica de Financiamento Nesta rubrica vamos essencialmente, analisar o efeito alavanca financeira, que é composto pela análise da estrutura de capital e pelo efeito dos resultados financeiros. Efeito Financeiro de Alavanca - Pretende medir o impacto na rendibilidade financeira derivado do maior ou menor grau de endividamento da empresa. O rácio da estrutura de capital reflecte a relação existente entre o capital próprio e o capital alheio da empresa. Quanto maior for o valor do rácio, maior é o peso do Capital Alheio sobre o Capital Próprio, o que conduz a maior risco financeiro da empresa. Em termos de estrutura de capital da empresa, verifica-se valores positivos, onde se conclui que durante os 4 anos em análise, apesar da estabilidade verificada nos resultados, existe algum peso dos capitais alheios sobre os capitais próprios o que conduz a maior risco financeiro da empresa. No efeito encargos financeiros quanto maior for o rácio, mais positivo é o impacto na RCP. Se o valor é maior que 1, o impacto é favorável, quando positivo mas inferior à unidade, o impacto será desfavorável para a empresa. Através dos efeitos dos resultados financeiros, podemos verificar um impacto desfavorável no RCP em N e em N+1, mas que a partir de N+2, os efeitos dos resultados financeiros são favoráveis para a empresa. O efeito de alavanca financeira indica um acréscimo durante os 4 anos em análise, tendo como factor principal de influência, a estrutura de capital. 8

Politica Fiscal A política fiscal tem como função, medir o grau de absorção pelo imposto sobre o rendimento dos resultados da empresa. Como se pode verificar no ano N, a empresa não pagou impostos, pois o efeito da política fiscal foi igual a 1, possivelmente devido a prejuízos do passado. Os últimos 3 anos, ou seja, em N+1; N+2 e em N+3 foram os anos onde o efeito fiscal se fez sentir sobre o rendimento dos resultados da empresa, sendo que, em N+1 a empresa pagou de imposto 3%; em N+2 pagou 24% de imposto, baixando em N+3 para 18%, continuando este valor a ser elevado, todavia a empresa viu-se obrigada a pagar mais impostos durante estes anos, devido ao facto, da empresa ter apresentado resultados líquidos positivos e melhorado por essa via a sua rendibilidade. 9

CONCLUSÃO Após as análises efectuadas à situação financeira da empresa ANGULUS S.A, nomeadamente ao balanço funcional, análise de Risco Económico (GEA, Ponto Critico, Margem de Segurança, Rendibilidade Económica, Efeito Custos Variáveis e Efeito Custos Fixos), politica de financiamento e politica fiscal, conclui-se que a empresa ao longo dos 4 anos tem conseguido uma boa gestão dos seus recursos financeiros, tendo conseguido superar as dificuldades que têm surgido na exploração da sua actividade, contudo, no último ano apesar dos indicadores principais de análise de risco económico nos mostrarem que a empresa denota alguma estabilidade, podemos verificar que os indicadores, nomeadamente comparando com os anos anteriores têm uma tendência negativa, mostrando que a empresa necessita de ter cuidado, para que num futuro próximo não seja apanhada de surpresa e apresentar situações de risco económico. Portanto, após a análise dos indicadores principais, podemos afirmar que o ano de franca expansão da empresa ANGULUS S.A, foi o ano N+2, em que a maioria dos indicadores são bastante positivos. 10

ANEXO 1 Balanços a 31/12 (M ) ACTIVO Imobilizado 3.770 9.566 11.648 22.094 Imobilizações Incorpóreas 10 10 10 10 Imobilizações Corpóreas 3.780 10.824 10.680 14.012 Investimentos Financeiros 568 0 3.088 11.200 Amortizações Acumuladas -588-1.268-2.130-3.128 Circulante 2.376 14.466 24.318 30.942 Existências 738 3.044 4.036 7.150 Divídas de Terceiros 200 454 884 1.688 Títulos Negociáveis e Depósitos 354 840 3.756 9.020 Caixa 1.084 10.128 15.642 13.084 Total do Activo 6.146 24.032 35.966 53.036 CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Capital Próprio 1.706 8.178 11.958 16.872 Capital Social 1.700 6.800 7.480 7.480 Prémios de Emissão 0 0 0 0 Reservas 0-6 6 1.098 Reservas de Reavaliação 0 0 0 0 Resultados Transitados -6 12 1.092 2.100 Resultado Líquido de Exercício 12 1.372 3.380 6.194 Dívidas a Terceiros MLP 1.382 3.168 6.360 1.618 Dívidas a Instituições de Crédito 1.382 3.168 6.360 1.618 Dívidas a Terceiros CP 3.058 12.686 17.648 34.546 Dívidas a Instituições de Crédito 0 152 618 5.600 Fornecedores c/c 2.642 11.776 14.206 23.866 Fornecedores de Imobilizado c/c 200 0 0 0 Estado e Outros Entes Públicos Imposto s/rendimento Exercício 0 38 1.088 1.394 Impostos/Valor Acrescentado 216 720 1.736 3.686 Total do Passivo 4.440 15.854 24.008 36.164 Total do CP' + Passivo 6.146 24.032 35.966 53.036 Demonstrações de Resultados 11

Vendas 12.238 41.406 80.614 102.658 CMVMC 10.770 36.196 70.708 88.458 Custos c/pessoal 490 1.656 3.224 4.620 FSE 490 1.242 1.628 4.208 Outros Custos 28 80 120 160 Amortizações do Exercício 294 680 862 998 Resultado Exploração 166 1.552 4.072 4.214 Outros Proveitos 144 0 188 2.410 Outros Custos 0 66 0 0 Resultado Antes de Juros e Impostos 310 1.486 4.260 6.624 Proveitos e Ganhos Financeiros 50 274 1.308 1.976 Custos e Perdas Financeiras 348 350 1.100 1.012 Resultado Antes de Impostos 12 1.410 4.468 7.588 Imposto sobre o Rendimento 0 38 1.088 1.394 Resultado Líquido do Exercício 12 1.372 3.380 6.194 Dividendos 0 280 1.280 2.992 Resultado Líquido Retido 12 1.092 2.100 3.202 12