MESTRADO EM GESTÃO DE EMPRESAS
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1 MESTRADO EM GESTÃO DE EMPRESAS Sistemas de Informação Contabilística e Financeira CASO 4 PARTE 1 e 2 (enunciado e resolução) 2007/2008
2 CASO 4 Enunciado (PARTE 1) Tendo presente o contributo da estrutura da informação por segmentos com vista ao apoio à tomada de decisão, o Presidente da INSULAR, SA organizada em três Divisões Regionais, após ter analisado os resultados do período, ficou com a ideia de que a R1, de acordo com a conta de resultados apresentada pelo seu departamento de contabilidade para efeitos de avaliação das contribuições por segmentos, não apresentava resultados nada favoráveis: (u.m) Margem bruta Gastos gerais imputados Resultado antes impostos Para o cálculo destes resultados, relativamente aos rendimentos e gastos directos, estes foram atribuídos com base nas operações identificáveis por região. Quanto aos gastos gerais foram imputados a cada região em função das respectivas vendas Verificou, no entanto, que também se haviam apurado as seguintes margens de contribuição (em u.m.), e os níveis de activos económicos afectos às diferentes regiões: Margem contribuição bruta Margem de contribuição Pedidos: Imobilizado líquido médio (u.m) Prazo médio recebimentos - dias Prazo médio pagamentos - dias Níveis médios existências dias Considerando que o custo de capital na empresa é de 9%, apure o montante de activo económico afecto a cada segmento, assim como o valor acrescentado económico (EVA Economic Value Added). 2. Compare os resultados obtidos pelo departamento de contabilidade com os resultados obtidos pela utilização deste método.
3 CASO 4 Anexos (PARTE 1) Imobilizado líquido médio N.F.M. Crédito a clientes Existências Crédito fornecedor (função custo venda) Total do activo económico R1 R2 R3 Margem contribuição bruta Margem de contribuição Custo do capital (9%) Economic value added Formulário: Clientes 3 = pmr Fornecedores CMV 3 = pmp Existências 3 = nme CMV
4 CASO 4 Resolução (PARTE 1) 1. R1 R2 R3 Imobilizado líquido médio N.F.M. Crédito a clientes 120 (1) Existências 96 (2) Crédito fornecedor (função custo venda) 192 (3) Total do activo económico 324 (4) (1) 120 = (2) = (3) = 3 (4) 324 = (5) 29 = 9% x 324 (6) 99= Margem contribuição bruta Margem de contribuição Custo do capital (9%) Economic value added (5) 99 (6) Através da metodologia inicialmente adoptada, seríamos levados a concluir que a R1 apresentava resultados negativos, o que não acontece, ao adoptarmos a metodologia do EVA. O facto de se terem imputados gastos gerais às regiões em função das vendas, poderá distorcer a verdadeira contribuição de valor da cada uma para os resultados da empresa, pelo que poderá haver riscos se a tomada de decisão for sustentada em informação que poderá não reflectir a verdadeira formação de valor. A margem de contribuição da R1 é positiva em 128 u.m., contrariamente ao apurado pela lógica da absorção. Embora com níveis de contribuição bastante inferiores aos das outras regiões, o abandono desta região provocaria nítida redução dos resultados da empresa, pelo que não terá qualquer sentido estar a adoptar critérios de repartição de custos que não estejam sustentados em relações de causa-efeito, com vista ao conhecimento da performance financeira das regiões.
5 CASO 4 Enunciado (PARTE 2) Uma empresa produtora de telemóveis produziu durante o ano N 000 unidades do modelo XPTO, que vendeu na sua totalidade. Conhecem-se ainda os seguintes dados: Gastos fixos Preço de venda/unidade 70 Gasto variável/unidade 50 Pretende-se: 1- O cálculo do ponto crítico 2- O cálculo da margem de segurança 3- O diagrama do ponto de equilíbrio 4- Um comentário à situação da empresa O modelo do ponto crítico permite observar o comportamento e importância das variáveis críticas para a sua determinação. Gastos fixos, gasto variável unitário e preço de venda são, então, factores críticos que deverão ser convenientemente geridos para mitigação dos riscos associados à actividade. Embora o modelo peque pela linearização destas variáveis, sendo pouco aderente àquilo que se passa na realidade, tem a grande virtude de explicitar, entre estas três variáveis, qual a que, preferencialmente, deverá ser alterada: a redução dos gastos fixos, além de induzir uma redução do ponto crítico e, consequentemente, baixar o risco da actividade, permite numa situação extrema de inactividade (não ocorrência de vendas e/ou prestação de serviços um resultado que, sendo negativo não será tão mau como num cenário de gastos fixos elevados).
6 CASO 4 Resolução (PARTE 2) 1. O cálculo do ponto crítico Q = Q = GF Pv Gv Q = O cálculo da margem de segurança MS= Q Q Q * * MS= MS = % 3. O diagrama do ponto de equilíbrio Quantidades Gastos fixos Gastos Variáveis Gastos Totais RT Euros Custos Gastosfixos Custos Gastos Variáveis variáveis Custos Gastos Totais totais RT Quantidades
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