Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal)

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Transcrição:

Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal)

ALDENIR ORTIZ RODRIGUES Contabilista, advogado, especialista em tributos diretos, contribuição para o PIS/Cofins e legislação societária. Coautor de livros das áreas contábil e tributária. CLEBER MARCEL BUSCH Contador, bacharel em direito, especialista em tributos diretos, contribuições para o PIS/Cofins e legislação societária. Coautor de livros das áreas contábil e tributária. EDINO RIBEIRO GARCIA Contador, bacharel em direito, especialista em tributos diretos, contribuições para o PIS/Cofins e legislação societária, professor e palestrante. Coautor de livros das áreas contábil e tributária. WILLIAM HARUO TODA Contabilista, advogado formado pela FMU, especialista em tributos diretos, contribuições para PIS/Cofins e legislação societária, pós-graduado em Gestão da Comunicação e Marketing Institucionais pela UCB com cátedra da Unesco e pós-graduado em Gestão Pública pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Coautor de livros das áreas contábil e tributária.

Apresentação A Escrituração Contábil Fiscal (ECF) substituiu a Declaração de Informações Econômico- -Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), a partir do ano-calendário 2014, exercício 2015, e nela o sujeito passivo deve informar todas as operações que influenciem a composição da base de cálculo e o valor devido do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro (CSL). Portanto, a DIPJ foi extinta a partir do ano-calendário 2014. Para o ano de 2016, importantes mudanças foram procedidas no âmbito tributário, entre as quais, aquelas estabelecidas pelas Instruções Normativas n os 1.594 e 1.595/2015, que alteraram, respectivamente, a Instrução Normativa nº 1.420/2013, que dispõe sobre a ECD, e a Instrução Normativa nº 1.422/2013, que dispõe sobre a ECF. Em relação à ECF, destaque para a alteração do prazo de entrega da ECF para o último dia útil do mês de julho no ano calendário subsequente ao da escrituração, além do que, para o ano- -calendário 2016, tornou-se obrigatório o preenchimento do Demonstrativo de Livro Caixa (Registro P020) para as pessoas jurídicas optantes pela sistemática do lucro presumido que se utilizem da prerrogativa prevista no parágrafo único do artigo 45 da Lei nº 8.981/1995 (manutenção do Livro Caixa), e cuja receita bruta no ano seja superior a R$ 1.200.000,00, ou proporcionalmente ao período a que se refere. Cumpre registrar ainda, que a partir do ano-calendário 2015, todas as imunes ou isentas estão obrigadas a entregar a ECF. Quanto ao Controle Fiscal Contábil de Transição (Fcont), não houve alteração, e o seu preenchimento deve seguir as regras previstas na legislação de 31.12.2007, cuja obrigatoriedade é somente para as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real que optaram pela não extinção do RTT em 2014, conforme Instrução Normativa RFB nº 1.492/2014. A 4ª edição deste Manual traz subsídios essenciais para o correto preenchimento da ECF, inclusive com exemplos práticos, e fundamenta-se no Manual de Orientação do Leiaute da ECF (atualizado em abril/2016), anexo ao Ato Declaratório Executivo Cofis nº 20/2016, o qual contém informações de leiaute do arquivo de importação, regras de validação aplicáveis aos campos, registros e arquivos, tabelas de códigos utilizados e regras de retificação da ECF.

6 Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal) Enfim, a presente obra oferece ao leitor a ajuda necessária para o correto preenchimento dessa obrigação acessória, evitando assim eventuais penalidades legais aplicáveis. Trata-se, portanto, de uma eficiente e ágil ferramenta de trabalho, criada por experientes profissionais qualificados para sua publicação, e destinada a escritórios de contabilidade, empresas de assessoria e auditorias, contadores autônomos e empresas em geral. A Editora

Sumário APRESENTAÇÃO... 5 PARTE I - ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL FISCAL (ECF)... 19 1. Introdução... 21 2. Pessoas Jurídicas Obrigadas... 22 3. Conteúdo... 23 3.1. A Partir do Ano-calendário 2014, Exercício 2015... 23 3.2. Até o Ano-calendário 2013, Exercício 2014... 23 3.3. A Partir do Ano-calendário 2015... 24 3.4. Dispensa da Escrituração do Lalur e da DIPJ... 24 4. Prazo de Entrega... 25 5. Lei nº 12.973/2014 e seus Efeitos... 25 5.1. RTT... 25 5.2. Lalur... 26 5.3. ECD... 26 5.4. FCont... 26 5.5. DIPJ... 26 6. Penalidades... 26 6.1. Lucro Real... 27 6.2. Lucro Presumido, Lucro Arbitrado, Entidades Imunes ou Isentas... 27 7. Retificação... 28 PARTE II - MANUAL DE ORIENTAÇÃO DO LEIAUTE DA ECF... 29 1. Informações Gerais... 31 1.1. Importação da ECF e Recuperação da ECD... 31

8 Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal) 1.2. Dados Técnicos para Geração do Arquivo da ECF... 31 1.3. Características do Arquivo da ECF... 31 2. Regras Gerais de Preenchimento... 32 2.1. Formato dos Campos... 32 2.1.1. Regras de Preenchimento dos Campos com Conteúdo Alfanumérico (C)... 33 2.1.2. Regras de Preenchimento dos Campos Numéricos (N) com Casas Decimais... 33 2.1.3. Regras de Preenchimento de Campos Numéricos (N) que Representam Data... 33 2.1.4. Regras de Preenchimento de Campos Numéricos (N) que Representam Período... 33 2.1.5. Edição de Campos Identificados Como Cálculos Alteráveis... 34 2.2. Códigos de Identificação... 34 2.3. Tabelas Externas... 35 2.4. Tabelas Internas... 35 2.5. Tabelas Intrínsecas ao Campo... 35 2.6. Tabelas Elaboradas pela Pessoa Jurídica... 36 2.7. Tabelas Dinâmicas e Registros Dinâmicos... 36 3. Blocos e Registros da ECF... 36 3.1. Blocos do Arquivo... 36 3.2. Tabela de Registros... 38 3.3. Campos dos Registros... 53 3.4. Tabelas Externas... 54 PARTE III - BLOCOS E REGISTROS DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL FISCAL (ECF)... 55 1. Introdução... 57 1.1. Blocos e Registros da ECF... 58 1.2. Tabela de Registros... 58 2. Visão Geral da ECF... 59 2.1. Como se comportam os Blocos... 59 3. Bloco 0 - Abertura, identificação e Referências... 62 3.1. Registro 0000 - Abertura do Arquivo Digital e Identificação da Pessoa Jurídica... 62 3.2. Registro 0001 - Abertura do Bloco... 65 3.3. Registro 010 - Parâmetros de Tributação... 65 3.3.1. Fcont... 69 3.4. Registro 020 - Parâmetros Complementares... 70 3.5. Registro 030 - Dados Cadastrais... 80 3.6. Registro 035 - Identificação das SCP... 81 3.7. Registro 0930 - Identificação dos Signatários da ECF... 81 4. Bloco C - Informações Recuperadas da Escrituração Contábil Digital (ECD)... 85 4.1. Registro C001 - Abertura do Bloco C... 86 4.1.1. Regras de Validação do Registro... 86

Sumário 9 4.2. Registro C040 - Identificador da ECD... 86 4.3. Registro C050 - Plano de Contas da ECD... 87 4.4. Registro C051 - Plano de Contas Referencial... 88 4.5. Registro C053 - Subcontas Correlatas... 88 4.6. Registro C100 - Centro de Custo... 89 4.7. Registro C150 - Identificação do Período dos Saldos Periódicos das Contas... 90 4.8. Registro C155 - Detalhes dos Saldos Contábeis das Contas... 90 4.9. Registro C157 - Transferência de Saldos do Plano de Contas Anterior... 92 4.10. Registro C350 - Data de Apuração do Resultado antes do Encerramento... 92 4.11. Registro C355 - Detalhes dos Saldos das Contas de Resultado antes do Encerramento... 93 4.12. Registro C990 - Encerramento do Bloco C... 93 5. Bloco E - Informações Recuperadas da ECF Anterior e Cálculo Fiscal dos Dados Recuperados da ECD... 93 5.1. Registro E001 - Abertura do Bloco E... 94 5.1.1. Regras de Validação do Registro... 94 5.2. Registro E010 - Saldos Finais Recuperados da ECF Período Anterior... 94 5.3. Registro E015 - Contas Contábeis Mapeadas... 95 5.4. Registro E020 - Saldos Finais das Contas na Parte B do e-lalur da ECF Imediatamente Anterior... 96 5.5. Registro E030 - Identificação do Período... 97 5.6. Registro E155 - Detalhe dos Saldos Contábeis Calculados com Base nas ECD... 98 5.7. Registro E355 - Detalhes dos Saldos das Contas de Resultado antes do Encerramento... 99 5.8. Registro E990 - Encerramento do Bloco E... 100 6. Bloco J - Plano de Contas e Mapeamento... 100 6.1. Registro J001 - Abertura do Bloco J... 100 6.2. Registro J050 - Plano de Contas do Contribuinte... 101 6.3. Registro J051 - Plano de Contas Referencial... 104 6.4. Registro J053 : Subcontas Correlatas... 105 6.5. Registro J100 - Centro de Custos... 108 6.6. Registro J990 - Encerramento do Bloco J... 109 7. Bloco K - Saldos das Contas Contábeis e Referenciais... 110 7.1. Registro K001 - Abertura do Bloco K... 110 7.1.1. Registro K030 - Identificação do Período e Formas de Apuração do IRPJ/CSLL no Ano-Caléndário... 110 7.2. Registro K155 - Detalhes dos Saldos Contábeis... 112 7.2.1. Considerações a Serem Observadas nos Campos do Registro 155... 112 7.2.2. Regras de Validação do Registro... 113 7.3. Registro K156 - Mapeamento Referencial do Saldo Final... 115 7.4. Registro K355 - Saldos Finais das Contas Contábeis de Resultado Antes do Encerramento.. 116

10 Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal) 7.5. Registro K356 - Mapeamento Referencial dos Saldos Finais das Contas Contábeis de Resultado antes do Encerramento... 118 7.6. Registro K990 - Encerramento do Bloco K... 119 8. Lucro Líquido - Lucro Real... 119 8.1. Lucro Real... 119 8.1.1. Data de Apuração... 120 8.2. Pessoas Jurídicas Obrigadas ao Lucro Real... 120 8.3. Apuração do Imposto de Renda com Base no Lucro Real... 121 8.4. Determinação da Base de Cálculo Estimada (Anual)... 121 8.4.1. Determinação da Base de Cálculo do Imposto com o Percentual de 16%... 122 8.4.2. Definição de Receita Bruta... 123 8.4.3. Acréscimos à Base de Cálculo... 124 8.4.4. Valores Não Integrantes da Base de Cálculo... 124 8.5. Determinação do Imposto de Renda Devido... 125 8.5.1. Adicional do IRPJ... 125 8.5.2. Suspensão ou Redução do Pagamento do Imposto de Renda Mensal... 125 8.5.3. Dedução do Imposto Devido... 127 8.5.4. Compensações do Imposto de Renda Devido (Trimestral e Anual)... 128 8.5.5. Opção para Aplicação em Investimentos Regionais (Trimestral e Anual)... 128 8.6. Considerações Gerais sobre Pessoas Jurídicas que Exploram Atividade Rural... 129 8.6.1. Segregação de Receitas... 130 8.7. Royalties e Assistência Técnica... 131 8.7.1. Limite e Condições de Dedutibilidade... 133 8.8. Considerações Gerais sobre Compensação de Prejuízos... 133 8.8.1. Pessoa Jurídica Excluída da Limitação... 134 8.8.2. Prejuízos Não Operacionais... 134 8.8.3. Mudança de Controle Societário e de Ramo de Atividade... 135 8.8.4. Incorporação, Fusão e Cisão... 135 8.8.5. Sociedade em Conta de Participação (SCP)... 135 8.8.6. Atividade Rural... 135 8.8.7. Prejuízos Fiscais Incorridos no Exterior... 135 8.9.8. Lucros Disponibilizados no Exterior... 136 8.9. Incentivos Fiscais - Limites... 137 8.9.1. Limites Individuais... 137 8.9.2. Limites Coletivos... 137 8.10. Deduções de Dispêndios para Efeito de Apuração do Lucro Real e da Base de Cálculo da CSLL... 138 8.11. Depreciações e Amortizações Aceleradas para Efeito de Apuração do Lucro Real e da Base de Cálculo da CSLL... 139

Sumário 11 8.12. Exclusões de Dispêndios para Efeito de Apuração do Lucro Real e da Base de Cálculo da CSLL... 139 8.13. Exclusões de Dispêndios Contratados com ICT para Efeito de Apuração do Lucro Real e da Base de Cálculo da CSLL... 140 8.14. Exclusões de Dispêndios em Relação às Atividades de Informática e Automação para Efeito de Apuração do Lucro Real e da Base de Cálculo da CSLL... 141 8.15. Incentivos Regionais de Redução e/ou Isenção do Imposto... 142 8.15.1. Empreendimentos na área de atuação da Sudam e da Sudene... 142 8.15.2. Empreendimentos Fabricantes de Máquinas, Equipamentos, Instrumentos e Dispositivos, Baseados em Tecnologia Digital, Voltados para o Programa de Inclusão Digital, na Área de Atuação da Sudene e da Sudam... 143 8.15.3. Da Isenção Transformada em Redução... 143 8.15.3.1. Da Isenção de 50% Transformada em Redução de 12,50%... 143 8.15.4. Incentivos de Redução por Reinvestimento... 143 8.15.4.1. Critérios para Efetivação do Depósito... 144 8.15.5. Redução em 100% das Alíquotas do IRPJ e Adicional ao Padis... 145 8.15.6. Exclusão de Custos e Despesas com Capacitação de Pessoal que Atua no Desenvolvimento de Software para as Empresas de TI e de TIC... 146 8.15.7. Do Incentivo à Pessoa Jurídica que Explore Atividade de Hotelaria... 147 8.15.8. Do Incentivo às Empresas Industriais, Fabricantes de Veículos e de Autopeças... 147 8.15.9. Do Incentivo às Pessoas Jurídicas Fabricantes de Bens de Capital... 147 8.15.10. Do Incentivo às Pessoas Jurídicas de Transporte de Mercadoria... 148 8.15.11. Do Incentivo às Pessoas Jurídicas que Tenham Projeto Aprovado para Instalação, Ampliação, Modernização ou Diversificação de Atividades em Microrregiões Menos Desenvolvidas na Área da Sudam (Lei nº 11.196/2005, art. 31)... 149 8.16. Tratamento das Variações Cambiais (MP nº 1.858-10/1999, art. 30)... 149 8.16.1. Do Lucro Real... 151 8.16.2. Do Lucro da Exploração... 152 8.16.3. Do Controle no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur)... 152 8.16.4. Alteração do Critério de Reconhecimento das Variações Monetárias... 153 8.17. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)... 153 8.17.1. Alíquotas... 153 8.17.2. Apuração Trimestral da CSLL... 154 8.17.3. Apuração Anual da CSLL, com Recolhimentos Mensais sobre a Base de Cálculo Estimada... 154 8.17.4. Base de Cálculo... 155 8.17.4.1. Pessoas Jurídicas de Natureza Comercial, Industrial ou de Prestação de Serviços... 155 8.17.4.2. Efeito dos Balanços de Suspensão ou Redução no Pagamento da CSLL... 156 8.17.5. Considerações Gerais sobre Compensação de Base de Cálculo Negativa... 157 8.17.5.1. Atividade Rural - Compensação de Base de Cálculo Negativa... 157

12 Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal) 8.17.6. Bônus de Adimplência Fiscal... 157 8.17.6.1. Forma de Cálculo... 158 8.17.6.2. Utilização do Bônus... 158 8.17.6.3. Pessoas Jurídicas Impedidas... 158 8.17.6.4. Multas... 159 8.17.6.5. Contabilização... 159 8.18. Bloco L - Lucro Real... 159 8.18.1. Registro L001 - Abertura do Bloco L... 159 8.18.2. Registro L 030 - Identificação dos Períodos e Formas de Apuração do IRPJ e da CSLL no Ano-calendário... 160 8.18.2.1. Período de Apuração... 160 8.18.2.2. Regras de Validação do Registro:... 161 8.18.3. Registro L100 - Balanço Patrimonial... 161 8.18.3.1. Regras de Validação... 162 8.18.4. Registro L200 - Método de Avaliação de Estoque Final... 165 8.18.5. Avaliação de Estoque... 166 8.18.5.1. Custo médio... 166 8.18.5.2. Peps... 167 8.18.5.3. Arbitramento... 168 8.18.5.4. Inventário periódico... 170 8.18.6. Registro L210 - Informativo da Composição de Custos... 170 8.18.6.1. Regras de Validação do Registro:... 173 8.18.6.2. Regras de Validação de Campos:... 173 8.19. Registro L300 - Demonstração do Resultado Líquido no Período Fiscal... 174 8.19.1. Regras de Validação do Registro:... 175 8.20. Registro L990 - Enceramento do Bloco L... 179 9. Bloco M: Livro Eletrônico de Apuração do Lucro Real (e-lalur) e Livro Eletrônico de Apuração da Base de Cálculo da CSLL (e-lacs)... 179 9.1. Registro M001 : Abertura do Bloco M... 181 9.2. Registro M010 : Identificação da Conta na Parte B do e-lalur e do e-lacs... 182 9.3. Registro M030 : Identificação dos Períodos e Formas de Apuração do IRPJ e da CSLL das Empresas Tributadas pelo Lucro Real... 183 9.4. Registro M300 : Lançamentos da Parte A do e-lalur... 183 9.5. Registro M305 : Conta da Parte B do e-lalur... 185 9.6. Registro M310: Contas Contábeis Relacionadas ao Lançamento da Parte A do e-lalur... 186 9.7. Registro M312 : Números dos Lançamentos Relacionados à Conta Contábil... 186 9.8. Registro M350 : Lançamentos da Parte A do e-lacs... 187 9.9. Registro M315 : Identificação de Processos Judiciais e Administrativos Referentes ao Lançamento... 189

Sumário 13 9.10. Registro M355 : Conta da Parte B do e-lacs... 189 9.11. Registro M360 : Contas Contábeis Relacionadas ao Lançamento da Parte A do e-lacs.. 189 9.12. Registro M362 : Números dos Lançamentos Relacionados à Conta Contábil... 189 9.13. Registro M365 : Identificação de Processos Judiciais e Administrativos Referentes ao Lançamento... 190 9.14. Registro M410 : Lançamento na Conta da Parte B do e-lalur e do e-lacs sem Reflexo na Parte A... 190 9.15. Registro M415 : Identificação de Processos Judiciais e Administrativos Referentes ao Lançamento... 191 9.16. Registro M500 : Controle de Saldos das Contas da Parte B do e-lalur e do e-lacs... 191 9.17. Registro M990 : Encerramento do Bloco M... 192 10. Bloco N : Cálculo do IRPJ e da CSLL... 193 10.1. Registro N001 : Abertura do Bloco N... 193 10.2. Registro N030 : Identificação dos Períodos e Formas de Apuração do IRPJ e da CSLL das Empresas Tributadas pelo Lucro Real... 194 10.3. Registro N500 : Base de Cálculo do IRPJ sobre o Lucro Real depois das Compensações de Prejuízos... 194 10.4. Registro N600 : Demonstração do Lucro da Exploração... 195 10.5. Registro N610 : Cálculo da Isenção e Redução do Imposto sobre o Lucro Real... 196 10.6. Registro N615 : Informações da Base de Cálculo dos Incentivos Fiscais... 197 10.7. Registro N620 : Cálculo do IRPJ Mensal por Estimativa... 197 10.8. Registro N630 : Cálculo do IRPJ com Base no Lucro Real... 198 10.9. Registro N650 : Base de Cálculo da CSLL depois das Compensações da Base de Cálculo Negativa... 199 10.10. Registro N660 : Cálculo da CSLL Mensal por Estimativa... 200 10.11. Registro N670 : Cálculo da CSLL com Base no Lucro Real... 201 10.12. Registro N990 : Encerramento do Bloco N... 203 11. Bloco P : Lucro Presumido... 203 11.1. Registro P001 : Abertura do Bloco P... 204 11.2. Registro P030 : Identificação dos Períodos e Formas de Apuração do IRPJ e da CSLL das Empresas Tributadas pelo Lucro Presumido... 204 11.3. Registro P100 : Balanço Patrimonial... 204 11.4. Registro P130 : Demonstração das Receitas Incentivadas do Lucro Presumido... 205 11.5. Registro P150 : Demonstrativo do Resultado do Exercício... 205 11.6. Registro P200 : Apuração da Base de Cálculo do Lucro Presumido... 206 11.7. Registro P230 : Cálculo da Isenção e Redução do Lucro Presumido... 206 11.8. Registro P300 : Cálculo do IRPJ com Base no Lucro Presumido... 207 11.9. Registro P400 : Apuração da Base de Cálculo da CSLL com Base no Lucro Presumido... 208 11.10. Registro P500 : Cálculo da CSLL com Base no Lucro Presumido... 209 11.11. Registro P990 : Encerramento do Bloco P... 210

14 Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal) 12. Bloco T Lucro Arbitrado... 210 12.1. Registro T001 : Abertura do Bloco T... 210 12.2. Registro T030 : Identificação dos Períodos e Formas de Apuração do IRPJ e da CSLL das Empresas Tributadas pelo Lucro Arbitrado... 210 12.3. Registro T120 : Apuração da Base de Cálculo do IRPJ com Base no Lucro Arbitrado... 211 12.4. Registro T150 : Cálculo do IRPJ com Base no Lucro Arbitrado... 212 12.5. Registro T170 : Apuração da Base de Cálculo da CSLL com Base no Lucro Arbitrado... 212 12.6. Registro T181 : Cálculo da CSLL com Base no Lucro Arbitrado... 213 12.7. Registro T990 : Encerramento do Bloco T... 214 13. Bloco U : Imunes e Isentas... 214 13.1. Registro U001 : Abertura do Bloco U... 217 13.2. Registro U030 : Identificação dos Períodos e Formas de Apuração do IRPJ e da CSLL das Empresas Imunes e Isentas... 217 13.3. Registro U100 : Balanço Patrimonial... 217 13.4. Registro U150 : Demonstração do Resultado... 217 13.5. Registro U180 : Cálculo do IRPJ das Empresas Imunes e Isentas... 218 13.6. Registro U182 : Cálculo da CSLL das Empresas Imunes e Isentas... 218 13.7. Registro U990 : Encerramento do Bloco U... 219 14. Bloco X : Informações Econômicas... 219 14.1. Registro X001 : Abertura do Bloco X... 220 14.2. Registro X280 : Atividades Incentivadas - PJ em Geral... 221 14.3. Registro X291 : Operações com o Exterior - Pessoa Vinculada/Interposta/País com Tributação Favorecida... 221 14.4. Registro X292 : Operações com o Exterior - Pessoa Não Vinculada/Não Interposta/País sem Tributação Favorecida... 223 14.5. Registro X300 : Operações com o Exterior - Exportações (Entradas de Divisas)... 224 14.6. Registro X310 : Operações com o Exterior - Contratantes das Exportações... 224 14.7. Registro X320 : Operações com o Exterior - Importações (Saída de Divisas)... 224 14.8. Registro X330 : Operações com o Exterior - Contratantes das Importações... 225 14.9. Registro X340 : Participações no Exterior... 225 14.10. Registro X350 : Participações no Exterior - Resultado do Período de Apuração... 226 14.11. Registro X351: Demonstrativo de Resultados e de Imposto Pago no Exterior... 226 14.12. Registro X352: Demonstrativo de Resultados no Exterior Auferidos por Intermédio de Coligadas em Regime de Caixa... 226 14.13. Registro X353: Demonstrativo de Consolidação... 226 14.14. Registro X354: Demonstrativo de Prejuízos Acumulados... 227 14.15. Registro X355: Demonstrativo de Rendas Ativas e Passivas... 227 14.16. Registro X356: Demonstrativo de Estrutura Societária... 227 14.17. Registro X390 : Origem e Aplicação de Recursos - Imunes e Isentas... 227

Sumário 15 14.18. Registro X400 : Comércio Eletrônico e Tecnologia da Informação... 228 14.19. Registro X410 : Comércio Eletrônico... 228 14.20. Registro X420 : Royalties Recebidos ou Pagos a Beneficiários do Brasil e do Exterior... 229 14.21. Registro X430 : Rendimentos Relativos a Serviços, Juros e Dividendos Recebidos do Brasil e do Exterior... 229 14.22. Registro X450 : Pagamentos/Remessas Relativos a Serviços, Juros e Dividendos Recebidos do Brasil e do Exterior... 230 14.23. Registro X460 : Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Tecnológico... 231 14.24. Registro X470 : Capacitação de Informática e Inclusão Digital... 232 14.25. Registro X480 : Repes, Recap, Padis, PATVD, Reidi, Repenec, Reicomp, Retaero, Recine, Resíduos Sólidos, Recopa, Copa do Mundo, Retid, REPNBL-Redes, Reif e Olimpíadas... 233 14.26. Registro X490 : Polo Industrial de Manaus e Amazônia Ocidental... 234 14.27. Registro X500 : Zonas de Processamento de Exportação (ZPE)... 235 14.28. Registro X510 : Áreas de Livre Comércio (ALC)... 236 14.29. Registro X990 : Encerramento do Bloco X... 236 15. Bloco Y : Informações Gerais... 236 15.1. Registro Y001 : Abertura do Bloco Y... 237 15.2. Registro Y520 : Pagamentos/Recebimentos do Exterior ou de Não Residentes... 237 15.3. Registro Y540 : Discriminação da Receita de Vendas dos Estabelecimentos por Atividade Econômica... 238 15.4. Registro Y550 : Vendas à Comercial Exportadora com Fim Específico de Exportação... 239 15.5. Registro Y560 : Detalhamento das Exportações da Comercial Exportadora... 240 15.6. Registro Y570 : Demonstrativo do Imposto de Renda, CSLL e Contribuição Previdenciária Retidos na Fonte... 240 15.7. Registro Y580 : Doações a Campanhas Eleitorais... 241 15.8. Registro Y590 : Ativos no Exterior... 241 15.9. Registro Y600 : Identificação de Sócios ou Titular... 242 15.10. Registro Y612 : Rendimentos de Dirigentes e Conselheiros - Imunes ou Isentas... 243 15.11. Registro Y620 : Participação Permanente em Coligadas ou Controladas... 243 15.12. Registro Y630 : Fundos/Clubes de Investimento... 243 15.13. Registro Y640 : Participações em Consórcios de Empresas... 244 15.14. Registro Y650 : Participantes do Consórcio... 245 15.15. Registro Y660 : Dados de Sucessoras... 245 15.16. Registro Y665 : Demonstrativo das diferenças na adoção inicial... 245 15.17. Registro Y671 : Outras Informações... 245 15.18. Registro Y672 : Outras Informações (Lucro Presumido) - Ano Anterior... 245 15.19. Registro Y680 : Mês das Informações de Optantes pelo Refis (Lucros Real, Presumido e Arbitrado)... 246

16 Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal) 15.20. Registro Y681 : Informações de Optantes pelo Refis (Lucros Real, Presumido e Arbitrado). 246 15.21. Registro Y682 : Informações de Optantes pelo Refis - Imunes ou Isentas... 246 15.22. Registro Y690 : Informações de Optantes pelo Paes... 246 15.23. Registro Y990 : Encerramento do Bloco Y... 247 16. Bloco 9 : Encerramento do Arquivo Digital... 247 16.1. Registro 9001 : Abertura do Bloco 9... 247 16.2. Registro 9900 : Registros do Arquivo... 247 16.3. Registro 9990 : Encerramento do Bloco 9... 247 17. Bloco Q... 247 17.1. Registro Q001 - Abertura do Bloco Q Livro Caixa... 248 17.2. Registro Q100 - Demonstrativo do Livro Caixa (facultativo no ano-calendário 2015)... 248 18. Registro Q990 - Encerramento do Bloco Q... 249 19. Registro 9999 : Encerramento do Arquivo Digital... 249 PARTE IV - CONSIDERAÇÕES GERAIS DA ECD... 251 1. Introdução... 253 2. Abrangência da ECD... 253 3. Obrigatoriedade... 254 4. Programa Validador e Assinador (PVA)... 255 5. Prazo... 256 6. Apresentação dos Livros Digitais... 256 7. Informações Compartilhadas... 257 8. Certificado Digital... 257 9. Penalidades... 257 10. Guia Prático e Tabelas... 258 11. Blocos e Registros da ECD... 258 11.1 Bloco 0 : Abertura, Identificação e Referências... 258 11.1.1. Registro 0000 : Abertura do Arquivo Digital e Identificação do Empresário ou da Sociedade Empresária... 259 11.1.2. Registro 0020 : Escrituração Contábil Descentralizada... 259 11.2. Bloco I : Lançamentos Contábeis... 260 11.2.1. Registro I001 : Abertura do Bloco I... 260 11.2.2. Registro I050 : Plano de Contas... 261 11.2.3. Registro I051 : Plano de Contas Referencial... 262 11.2.4. Registro I100 : Centro de Custos... 263 11.2.5. Registro I150 : Saldos Periódicos - Identificação do Período... 264 11.2.6. Registro I155 : Detalhe dos Saldos Periódicos... 265 11.2.7. Registro I200 : Lançamento Contábil... 267 11.2.8. Registro I300 : Balancetes Diários - Identificação da Data... 267

Sumário 17 11.2.9. Registro I350 : Saldo das Contas de Resultado antes do Encerramento - Identificação da Data... 267 11.2.10. Registro I355 : Detalhes dos Saldos das Contas de Resultado antes do Encerramento... 268 11.3. Bloco J : Demonstrações Contábeis... 269 11.3.1. Registro J001 : Abertura do Bloco I... 270 11.3.2. Registro J150 : Demonstração do Resultado do Exercício... 270 11.4. Bloco 9 : Controle e Encerramento do Arquivo Digital... 270 11.4.1. Registro 9001 : Abertura do Bloco 9... 271 11.4.2. Registro 9900 : Registros do Arquivo... 271 11.4.3. Registro 9990 : Encerramento do Bloco 9... 271 PARTE V - REGRAS DE VALIDAÇÃO DA ECF... 273 1. Regras de Validação... 275 1.1. Regras de Validação Nível 1... 275 1.1.1. Regras de Validação de Estrutura 1... 275 1.1.2. Regras de Validação de Estrutura 2... 276 1.2. Regras de Validação Nível 2... 277

PARTE I Escrituração Contábil Fiscal (ECF)

Parte I - Escrituração Contábil Fiscal (ECF) 21 1. INTRODUÇÃO O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), instituído pelo Decreto nº 6.022/2007, com as alterações do Decreto nº 7.979/2013, é definido como instrumento que unifica as atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração comercial e fiscal dos empresários e das sociedades empresárias, mediante fluxo único, computadorizado, de informações. O projeto Sped tem como objetivos principais: a) promover a integração dos fiscos, mediante a padronização e compartilhamento das informações contábeis e fiscais, respeitadas as restrições legais de acesso; b) racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes, com o estabelecimento de transmissão única de distintas obrigações acessórias de diferentes órgãos fiscalizadores; e c) tornar mais célere a identificação de ilícitos tributários, com a melhoria do controle dos processos, a rapidez no acesso às informações e a fiscalização mais efetiva das operações com o cruzamento de dados e auditoria eletrônica. São vários os benefícios propiciados pelo Sped, entre eles: a) diminuição do consumo de papel, com redução de custos e preservação do meio ambiente; b) redução de custos com a racionalização e simplificação das obrigações acessórias; c) uniformização das informações que o contribuinte presta aos diversos entes governamentais; d) redução do envolvimento involuntário em práticas fraudulentas; e) redução do tempo despendido com a presença de auditores fiscais nas instalações do contribuinte; f) simplificação e agilização dos procedimentos sujeitos ao controle da administração tributária; g) fortalecimento do controle e da fiscalização por meio de intercâmbio de informações entre as administrações tributárias; h) rapidez no acesso às informações; i) aumento da produtividade do auditor mediante a eliminação dos passos para coleta dos arquivos; j) possibilidade de troca de informações entre os próprios contribuintes a partir de um leiaute padrão; k) redução de custos administrativos; l) melhoria da qualidade da informação; m) possibilidade de cruzamento entre os dados contábeis e os fiscais; n) disponibilidade de cópias autênticas e válidas da escrituração para usos distintos e concomitantes; o) redução do Custo Brasil ; e p) aperfeiçoamento do combate à sonegação.

22 Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal) Um dos projetos do Sped era a criação do Livro Eletrônico de Escrituração e Apuração do Imposto sobre a Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido da Pessoa Jurídica Tributada pelo Lucro Real (e-lalur), cujo objetivo era eliminar informações existentes na escrituração contábil, no Lalur e na DIPJ, o que facilitaria o cumprimento da obrigação acessória, exclusivamente pelas pessoas jurídicas sujeitas à apuração do IRPJ pelo regime do lucro real. Deveriam ser informados neste livro todas as operações que influenciem, direta ou indiretamente, imediata ou futuramente, a composição da base de cálculo e o valor devido do IRPJ e da CSL. Porém, com a revogação da Instrução Normativa RFB nº 989/2009 (que instituiu o e-lalur), veio a Instrução Normativa RFB nº 1.353/2013 e criou a Escrituração Fiscal Digital do Imposto sobre a Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido da Pessoa Jurídica (EFD-IRPJ), que viria substituir o e-lalur, de apresentação obrigatória para todas as pessoas jurídicas, exceto as optantes pelo Simples Nacional. Todavia, com o advento da Instrução Normativa RFB nº 1.422/2013, a EFD-IRPJ passou a apresentar nova denominação, e passou a se chamar Escrituração Contábil Fiscal (ECF), que passará a ser apresentada a partir do ano-calendário 2014 (exercício 2015) por todas as pessoas jurídicas, inclusive imunes e isentas, quer sejam tributadas pelo lucro real, pelo lucro arbitrado ou pelo lucro presumido. Cabe observar que a ECF substitui a Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), a partir do ano-calendário 2014. 2. PESSOAS JURÍDICAS OBRIGADAS Conforme estabelece o art. 1º da Instrução Normativa RFB nº 1.422/2013, com as alterações da Instrução Normativa RFB nº 1.489/2014 e da Instrução Normativa RFB nº 1.524/2014, são obrigadas ao preenchimento da ECF, de forma centralizada pela matriz, todas as pessoas jurídicas, inclusive imunes e isentas, sejam elas tributadas pelo lucro real, pelo lucro arbitrado ou pelo lucro presumido, exceto: a) as pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional; b) os órgãos públicos, as autarquias e as fundações públicas; e c) as pessoas jurídicas inativas, de que trata a IN RFB nº 1.306/2012; e d) as pessoas jurídicas imunes e isentas que, em relação aos fatos ocorridos no ano-calendário, não tenham sido obrigadas à apresentação da Escrituração Fiscal Digital da Contribuição para o PIS/Pasep, da Cofins e da Contribuição Previdenciária sobre a Receita (EFD-Contribuições), nos termos da Instrução Normativa RFB nº 1.252/2012. No caso de pessoas jurídicas que foram sócias ostensivas de Sociedades em Conta de Participação (SCP), a ECF deverá ser transmitida separadamente, para cada SCP, além da transmissão da ECF da sócia ostensiva. Nessa hipótese, cada SCP deverá preencher e transmitir sua própria ECF, utilizando o CNPJ da pessoa jurídica que é sócia ostensiva e um código criado pela própria pessoa jurídica para identificação de cada SCP de forma unívoca. Para os contribuintes que apuram o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica pela sistemática do lucro real, a ECF é o Livro de Apuração do Lucro Real de que trata o inciso I, do art. 8º, do Decreto-lei nº 1.598/1977.

Parte I - Escrituração Contábil Fiscal (ECF) 23 Uma das inovações da ECF corresponde, para as empresas obrigadas à entrega da Escrituração Contábil Digital (ECD), à utilização dos saldos e contas da ECD para preenchimento inicial da ECF. Ademais, a ECF, também recuperará os saldos finais das ECF anterior, a partir do ano-calendário 2015. Na ECF, haverá o preenchimento e o controle, por meio de validações, das Partes A e B do Livro Eletrônico de Apuração do Lucro Real (e-lalur) e do Livro Eletrônico de Apuração da Base de Cálculo da CSLL (e-lacs). Todos os saldos informados nesses livros também serão controlados e, no caso da Parte B, haverá o batimento de saldos de um ano para outro. Finalmente, a ECF apresentará as fichas de informações econômicas e de informações gerais em novo formato de preenchimento para as empresas. 3. CONTEÚDO 3.1. A Partir do Ano-calendário 2014, Exercício 2015 O art. 2º da Instrução Normativa RFB nº 1.422/2013 determina que a partir do ano-calendário 2014, exercício 2015, o sujeito passivo deve informar, na ECF, todas as operações que influenciem a composição da base de cálculo e o valor devido do IRPJ e da CSL, especialmente quanto: a) à recuperação do plano de contas contábil e saldos das contas, para pessoas jurídicas obrigadas a entregar a Escrituração Contábil Digital (ECD), de que trata a Instrução Normativa RFB nº 1.420/2013, relativa ao mesmo período da ECF; b) à recuperação de saldos finais da ECF do período imediatamente anterior, quando aplicável; c) à associação das contas do plano de contas contábil recuperado da ECD com plano de contas referencial, definido pela Coordenação-Geral de Fiscalização (Cofis), por meio de Ato Declaratório Executivo (ADE); d) ao detalhamento dos ajustes do lucro líquido na apuração do Lucro Real, mediante tabela de adições e exclusões definida pela Cofis, por meio de ADE; e) ao detalhamento dos ajustes da base de cálculo da CSL, mediante tabela de adições e exclusões definida pela Cofis, por meio de ADE; f) aos registros de controle de todos os valores a excluir, adicionar ou compensar em exercícios subsequentes, inclusive prejuízo fiscal e base de cálculo negativa da CSL; e g) aos registros, lançamentos e ajustes que forem necessários para a observância de preceitos da lei tributária relativos à determinação do lucro real e da base de cálculo da CSL, quando não devam, por sua natureza exclusivamente fiscal, constar da escrituração comercial, ou sejam diferentes dos lançamentos dessa escrituração. 3.2. Até o Ano-calendário 2013, Exercício 2014 Até o ano-calendário de 2013, em cada período de apuração, a pessoa jurídica tributada pelo lucro real deve elaborar e transcrever, no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur), a demonstração a apuração do lucro real e da CSL, discriminando (Instrução Normativa RFB nº 1.397/2013, arts. 6º, 18 e 21, I):

24 Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal) a) o lucro líquido do período para fins societários; b) o lançamento do ajuste específico do RTT; c) o lucro líquido do período de apuração; d) os lançamentos de ajuste do lucro líquido do período de apuração, de adição, exclusão e compensação, nos termos dos arts. 8º e 9º da referida norma; e e) o lucro real. Desse modo, até o ano-calendário de 2013, permanece a obrigatoriedade de entrega das informações necessárias para gerar o Controle Fiscal Contábil de Transição (FCont), onde será apurado e demonstrado o lucro líquido, na forma da Instrução Normativa RFB nº 967/2009. 3.3. A Partir do Ano-calendário 2015 Por meio da Lei nº 12.973/2014 (conversão da Medida Provisória nº 627/2013), foram alterados os arts. 7º e 8º do Decreto-lei nº 1.598/1977, onde estabelece que, a partir de 1º.01.2015, o lucro real será determinado com base na escrituração que o contribuinte deve manter, com observância das leis comerciais e fiscais, observando-se que referida escrituração deverá ser entregue em meio digital ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped): a) o contribuinte deverá escriturar, além dos demais registros requeridos pelas leis comerciais e pela legislação tributária: b) o Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur), que será entregue em meio digital e no qual serão lançados os ajustes do lucro líquido do exercício, será transcrita a demonstração do lucro real e a apuração do Imposto de Renda; c) completada a ocorrência de cada fato gerador do imposto, o contribuinte deverá elaborar o Lalur de forma integrada às escriturações comercial e fiscal, que discriminará: c.1) o lucro líquido do exercício do período-base de incidência; c.2) os registros de ajuste do lucro líquido, com identificação das contas analíticas, assim considerada aquela que registra em último nível os lançamentos contábeis do plano de contas e indicação discriminada por lançamento correspondente na escrituração comercial, quando presentes; c.3) o lucro real; c.4) a apuração do IRPJ devido, com a discriminação das deduções quando aplicáveis; e c.5) demais informações econômico-fiscais da pessoa jurídica; d) o disposto na letra b será disciplinado em ato normativo da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). 3.4. Dispensa da Escrituração do Lalur e da DIPJ De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 1.422/2013, art. 5º, alterado pela Instrução Normativa RFB nº 1.489/2015, as pessoas jurídicas ficam dispensadas, em relação aos fatos ocorridos a partir de 1º.01.2014, da escrituração do Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) em meio físico e da entrega da Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ).

Parte I - Escrituração Contábil Fiscal (ECF) 25 4. PRAZO DE ENTREGA Estabelece a Instrução Normativa RFB nº 1.422/2013, art. 3º, com as alterações da Instrução Normativa RFB nº 1.633/2016 que a ECF será transmitida anualmente ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) até as 23h59min59s, horário de Brasília, do último dia útil do mês de julho do ano seguinte ao ano-calendário a que se refira a escrituração. A ECF deverá ser assinada digitalmente mediante utilização de certificado digital válido e, nos casos de extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação, a ECF deverá ser entregue pelas pessoas jurídicas extintas, cindidas, fusionadas, incorporadas e incorporadoras, até o último dia útil do mês subsequente ao do evento, observando-se que: a) a obrigatoriedade de entrega da ECF, não se aplica à incorporadora, nos casos em que as pessoas jurídicas, incorporadora e incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde o ano-calendário anterior ao do evento; e b) nos casos de extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação, ocorridos de janeiro a agosto do ano-calendário, o prazo mencionado será até o último dia útil do mês de setembro do referido ano, mesmo prazo da ECF para situações normais relativas ao ano-calendário anterior. 5. LEI Nº 12.973/2014 E SEUS EFEITOS Por meio da Lei nº 12.973/2014, foi alterada a legislação tributária federal relativa ao IRPJ, à CSL, às contribuições para o PIS/Pasep e da Cofins, além de revogar o Regime Tributário de Transição (RTT), e seus efeitos passaram a vigorar em 1º.01.2015. De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 1.469/2014, alterada pelas Instruções Normativas RFB n os 1.484/2014 e 1.499/2014, ficaram definidas as regras para a manifestação da opção, independente e irretratável, ao novo regime tributário na forma da Lei nº 12.973/2014, para o ano-calendário de 2014. Nessa hipótese, foi observado o seguinte: a) a opção foi manifestada na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), referentes aos fatos geradores ocorridos no mês de agosto de 2014; b) confirmada ou alterada, se a pessoa jurídica assim desejasse, na DCTF referente aos fatos geradores ocorridos no mês de dezembro de 2014. Atente-se que as referidas opções deviam ser manifestadas na DCTF referente aos fatos geradores ocorridos no 1º mês de atividade, no caso de início de atividade ou de surgimento de nova pessoa jurídica em razão de fusão ou cisão, no ano-calendário de 2014. Se o primeiro mês de início de atividade ou de surgimento de nova pessoa jurídica em razão de fusão ou cisão ocorreu no período de janeiro a julho de 2014, as opções devem ter sido exercidas na DCTF referente aos fatos geradores ocorridos no mês de agosto de 2014. 5.1. RTT Fica sujeita ao RTT a pessoa jurídica que optar ou não pela antecipação dos efeitos da referida Lei em 2014 (art. 75 da Lei nº 12.973/2014):

26 Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal) a) até 31.12.2013: optantes; b) até 31.12.2014: não optantes. 5.2. Lalur As pessoas jurídicas ficam dispensadas, em relação aos fatos ocorridos a partir de 1º.01.2014, da escrituração do Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) em meio físico, passando a ser tão somente digital e denominar-se de e-lalur. Observe que, para os contribuintes que apuram o IRPJ pelo lucro real, a ECF é o próprio Livro de Apuração do Lucro Real de que trata o inciso I, do art. 8º, do Decreto-Lei nº 1.598/1977. 5.3. ECD A recuperação de dados da ECF é obrigatória para empresas que são obrigadas a entregar a Escrituração Contábil Digital (ECD), porém, também é possível o preenchimento da ECF no próprio programa gerador, em virtude da funcionalidade de edição de campos. O plano de contas referencial é facultativo na ECD, contudo, se a pessoa jurídica decidir por ele, terá que usar o plano disponibilizado pela ECF. 5.4. FCont Até o ano-calendário de 2014, permanece a obrigatoriedade de entrega das informações necessárias para gerar o Controle Fiscal Contábil de Transição (FCont) de que tratam os arts. 7º e 8º da Instrução Normativa RFB nº 949/2009, por meio do Programa Validador e Assinador da Entrada de Dados para o Controle Fiscal Contábil de Transição, conforme disposto na Instrução Normativa RFB nº 967/2009, para as pessoas jurídicas sujeitas ao RTT. Caso a pessoa jurídica tenha optado pela antecipação dos efeitos da Lei nº 12.973/2014 para o ano-calendário de 2014, os efeitos do RTT ficam extintos e, consequentemente, está dispensada da entrega do FCont relativo a esse ano. 5.5. DIPJ A ECF substitui a DIPJ a partir de 1º.01.2014, portanto, ficam dispensadas, em relação aos fatos ocorridos a partir desse ano, da entrega da Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). Na prática, esse será o primeiro ano em que a entrega da DIPJ não será mais exigida. No entanto, no caso de encerramento, incorporação, fusão ou cisão de empresas durante o ano-calendário de 2014, a pessoa jurídica deve entregar a DIPJ referente a esse evento. 6. PENALIDADES De acordo com o art. 6º da Instrução Normativa RFB nº 1.422/2013, com as alterações na Instrução Normativa RFB nº 1.574/2015, a não apresentação da ECF pelos contribuintes que apuram o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica pela sistemática do Lucro Real, ou a sua apresentação

Parte I - Escrituração Contábil Fiscal (ECF) 27 com incorreções ou omissões, acarretará a aplicação, ao infrator, das multas previstas no art. 8º-A da Lei nº 12.973/2014). Conforme art. 6º, parágrafo único, da Instrução Normativa RFB nº 1.422/2013, com as alterações na Instrução Normativa RFB nº 1.574/2015, a não apresentação da ECF pelos contribuintes que apuram o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica, por qualquer sistemática que não o Lucro Real, ou a sua apresentação com incorreções ou omissões, acarretará a aplicação, ao infrator, das multas previstas no art. 57 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001. 6.1. Lucro Real As pessoas jurídicas tributadas pelo IRPJ com base no lucro real que deixarem de apresentar ou a apresentarem a ECF em atraso, sujeitar-se-ão à multa equivalente a 0,25%, por mês-calendário ou fração, do lucro líquido antes do IRPJ e da CSL, no período a que se refere à apuração, limitada a 10%, observando-se, ainda o limite de: a) R$ 100.000,00, para as pessoas jurídicas que no ano-calendário anterior tiverem auferido receita bruta total, igual ou inferior a R$ 3.600.000,00; b) R$ 5.000.000,00, para as pessoas jurídicas que não se enquadrarem na hipótese da letra a. No caso de omissão, inexatidão, incorreção na ECF, a multa será de 3%, não inferior a R$ 100,00, do valor omitido, inexato ou incorreto. Ressaltamos que, na aplicação das multas, quando não houver lucro liquido, antes do IRPJ e da CSL, no período de apuração a que se refere a escrituração, deverá ser utilizado o último lucro líquido, antes do imposto e da contribuição informados, atualizado pela SELIC, até o termo final de encerramento do período a que se refere a escrituração. Sem prejuízo das multas supramencionadas, aplica-se o disposto no art. 47 da Lei nº 8.981/1995 (arbitramento do lucro), à pessoa jurídica que não escriturar a ECF, de acordo com as disposições da legislação tributária. 6.2. Lucro Presumido, Lucro Arbitrado, Entidades Imunes ou Isentas A não apresentação da ECF pelos contribuintes que apuram o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) pela sistemática do lucro presumido, lucro arbitrado ou entidades imunes ou isentas nos prazos fixados, acarretará a aplicação, ao infrator, das multas a seguir: a) R$ 500,00 por mês-calendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que estiverem em início de atividade ou que sejam imunes ou isentas ou que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro presumido; b) R$ 1.500,00 por mês-calendário ou fração, relativamente às demais pessoas jurídicas. A apresentação da ECF com informações incorretas, incompletas ou omitidas, sujeita o infrator à multa de 3%, não inferior a R$ 100,00, do valor das transações comerciais ou das operações financeiras, próprias da pessoa jurídica ou de terceiros em relação aos quais seja responsável tributário.

28 Manual da ECF (Escrituração Contábil Fiscal) 7. RETIFICAÇÃO É permitido à pessoa jurídica efetuar a remessa de arquivo em retificação ao arquivo anteriormente remetido, observando-se as regras e prazos estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), e o prazo prescricional de 5 anos. Por não existir controle de saldos na ECF, em havendo eventual retificação da ECF transmitida de anos anteriores, deve-se observar o seguinte: a) a retificação de todos os anos posteriores já transmitidos; b) a retificação de arquivos já transmitidos deverá ser feita na sua íntegra, pois a ECF não aceita arquivos complementares para o mesmo período informado.