Avaliação do Estado Protéico

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Transcrição:

Avaliação do Estado Protéico Profa. Raquel Simões Estado Nutricional protéico Homem 70kg 10 a 13 kg de proteína corporal, principalmente: p Músculos (30 50% do peso corporal) Vísceras (20% do peso corporal) Proteínas séricas Eritrócitos, plaquetas e linfócitos Fígado, rins, pâncreas e coração Função estrutural, reguladora (hormônio e enzimas). Transporte de substâncias e como mediadores da função imune Não existe estoque de proteína (perda proteíca está associada à perda estrutural bem como suas funções) Profa. Raquel Simões 2 Simões 1

Objetivo da AEP Saber se o consumo e a utilização dos nutrientes ti t recomendados d estão alcançando as necessidades do indivíduo Ingestão < necessidades = DPE (desnutrição protéico energética Profa. Raquel Simões 3 DPE AGUDA CRÔNICA COMPOSIÇÃO CORPORAL RAPIDAMENTE FUNÇÕES DO MÚSCULO ESQUELÉTICO E SISTEMA IMUNE EQUILÍBRIO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL RISCOS À PROCESSOS INFECCIOSOS E TRAUMÁTICOS MORBI-MORTALIDADE Profa. Raquel Simões 4 Simões 2

DPE no indivíduo enfermo Injúria Aumento de hormônios catabólicos hipercatabolismo Pode aumentar em 5x e excreção urinária de N e comprometer de Mmagra > complicações pós-operatórias e amaior tempo hospitalar (princiaplmente se. 20% da proteína corporal > Depleção protéica > comprometimento das ptn viscerais Profa. Raquel Simões 5 DPE Marasmo (deficiência calórico protéica) Perda da massa muscular Kwashiorkor (deficiência protéica) Aumento de ocorrência de processos infecciosos Proteínas de fase aguda (hipermetabolismo) Depleção das proteínas viscerais i edema! Ambas podem ocorrer tb em pacientes hospitalizados Profa. Raquel Simões 6 Simões 3

Índices Estado Protéico Somático (muscular) CMB, AMB (índices antropométricos) Balanço Nitrogenado 3-metil-histidina Creatinina urinária Estado Protéico Visceral Albumina Transtirretina (TTR) Proteína Ligante do Retinol (TTR-RBP) Transferrina Estado Protéico Somático (muscular) Avalia o quanto o tecido muscular está sendo afetado no paciente O musculo esquelético estriado atua como principal reservatório de aminoácidos durante as situações de lesão Mobilização da massa magra para gliconeogênese com aumento das perdas urinárias de nitrogênio e de outros metabólitos protéicos 8 Simões 4

CMB a) Circunferência muscular do braço CMB = CB - ( DCT(mm) x 0,31416 ) Refere-se ao conteúdo de massa muscular do indivíduo Tabelas de referência para classificação (Frisancho, 1990) CMB = CB - ( DCT(mm) x 0,31416 ) AMB b) AMB (área muscular do braço) Recomenda-se calcular a AMB e em seguida verificar o percentil de acordo com Frisancho (1990) Tabelas 11 e 12 da apostila AMB = [ CB - ( DCT(cm) x π ) ] 2 4 x π 10 Simões 5

AMB (área muscular do braço) Para ajustar a área do osso e obter a musculatura livre de osso, SUBTRAIR (do valor encontrado) 10 cm 2 para homens 6,5 cm 2 para mulheres A tabela de percentis varia segundo a compleição física também. **** Pode superestimar a musculatura corporal em obesos Critério de Classificação para o Estado muscular Percentil Estado de gordura Categoria I 0 5 Baixa musculatura* Categoria II 5,1 15,0 Abaixo da média Categoria III 15,1 75,0 Média Categoria IV 75,1 85,0 Acima da média Categoria V 85,1-100 Alta muscularidade: bom estado nutricional Frisancho, 1990 * Desnutrição deve ser confirmada com outros parâmetros antropométricos e sanguíneos Simões 6

Creatinina urinária - Crn Produto final do metabolismo da creatina (Cr) - o tamanho do pool protéico somático (muscular) do paciente é diretamente proporcional à quantidade de creatinina excretada, sendo que a excreção esperada em 24 hs está relacionada com o altura do paciente Com o normal funcionamento dos rins a conversão de Cr à Crn é constante, podendo ser usado como índice de massa muscular. Estima-se que: 1g de creatinina excretado reflete de 18 a 20kg de massa muscular. 13 Creatinina urinária - Crn Taxa de excreção de Crn = produção Crn = kg músculo (a produção diária de Crn depende da massa muscular do indivíduo) Estima-se que homens a excreção de Crn seja de 23mg/kg de peso Mulheres de 18mg/kg de peso corporal Redução significante da Crn quando perda > 10% da massa muscular (depleção grave) 14 Simões 7

Fígado Dieta Creatina Sangue Rins Creatina Crn Urina Músculos CP + ADP ATP + Cr PCrn 1,1% Creatinina 2,6% (Crn) 1,7% Wyss & Kaddurah-Daouk, Profa. Raquel Simões Physiol. Rev. 80: 1108-1182, 200015 Creatinina urinária - Crn Interpretação dos resultados Variação Normal: 0,7 1,2g/d Elevado Coleta de urina > 24hs Febre Diminuído Coleta de urina incompleta Disfunção renal aguda Baixa massa muscular Limitações: erro na coleta de urina; suplementação com creatina; situações que favorecem a conversão de Cr à Crn (catabolismo e temperatura corporal, pois a reação é dependente da T) Profa. Raquel Simões 16 Simões 8

Importante: Devido a grande variabilidade (dieta) intra-indivíduos, o ideal é ter coleta COMPLETA de urina de 24hs para melhor aferição na determinação de creatinina; Seus valores são aumentados também no estresse, exercício, consumo de proteína animal, menstruação, infeccção Diminui com problemas renais e no envelhecimento 17 Índice creatinina altura ICA= creatinina de 24hs (mg) x 100 creatinina esperada (mg) (sexo e idade) > 80% = eutrofia 60-80% =depleção moderada < 60% = depleção grave Pode auxiliar na avaliação do crescimento corporal Benjamin, 1989 18 Simões 9

Clearance de Creatinina Teste usado para avaliar a taxa pela qual os rins filtram a creatinina sanguínea Como toda creatinina é constantemente filtrada nos rins e excretada na urina, os níveis de creatinina é equivalente à taxa de filtração glomerular (TFG); Profa. Raquel Simões 19 Clearance de Creatinina - Cálculos Segundo NDRD Clearance de Crea (ml/min)= [ Cr urinária (mg/dl) x vol urina(ml)/[t de coleta min)] Cr plasmática (mg/dl) Outra forma, mais rápida do cálculo p/ estimar TFG, sem coleta de urina de 24h é pela Fórmula de Cockroft-Gault (1976) Clearance de Crea (ml/min) = = [[140 - idade(anos)]*peso(kg)] [72*Creat. Plasm. (mg/dl)] Mulheres: Multiplica o resultado por 0,85 Não precisa da coleta de 24hs 20 Simões 10

Divisão dos Estágios da DRC de acordo com o NKF,2002. Estágio Lesão Renal TFG* (ml/min.1,73m 2 ) 1 discreta TFG 90 2 discreta TFG 60-89 3 Moderada TFG 30-59 4 Severa TFG 15-29 5 Insuficiência renal < 15 Variação Normal (80-120mL/min) 21 3-metilhistidina urinária (3MH) Componente das fibras musculares, principalmente actina e miosina Medida de degradação protéica muscular Na avaliação nutricional: Indivíduos saudáveis - preditor de MM (sofre influência da proteína não muscular) Pacientes medir degradação muscular No mínimo de 2 dias com dieta aprotéica para avaliação Mais utilizada em estudos experimentais (metodologia) 22 Simões 11

Balanço Nitrogenado Técnica mais antiga para avlaair o estado protéico corporal É a diferença entre o nitrogênio ingerido e excretado por dia. BN = N ingerido(g) N excretado(g) Onde: N ingerido = proteína consumida/6,25 16% de uma estrutura protéica é constituída de nitrogênio. Assim, 6,25g de proteína tem 1g de N N excretado = N 1 (uréico urinário) +N 2 (não uréico urinário) +N 3 (fezes) +N 4 (pele, cabelos, sêmen, outros) Normalmente existe uma perda de N de 2g (fezes e pele) e de 2g (N não uréico na urina) A dosagem de uréia urinária representa aproximadamente 80% do N excretado. 23 Ficando a fórmula adaptada (se apenas uréia urinária é utilizada): BN = N ingerido(g) (N uréico(g) + 4g) Balanço Nitrogenado = 0 ( NI = NE) Consumo adequado de energia e proteína Balanço Nitrogenado + (NI > NE) Indivíduo em crescimento (crianças, adolescentes, gestantes, atletas, em recuperação de doenças) Balanço Nitrogenado - (NI < NE) Consumo inadequado de proteína e/ou de energia; menor consumo de aminoácidos essenciais; em doenças (trauma, infecções, queimaduras) 24 Simões 12

A atividade do ciclo da uréia é regulada Algumas situações irão estimular a produção de uréia: Consumo excessivo de proteínas os esqueletos carbônicos são utilizados como fonte de energia e os grupos amino excedentes são convertidos à UREIA Desnutrição Grave quebra das proteínas corporais fornece a maior parte da energia necessária, a produção de uréia também aumenta significativamente Para boa determinação do BN é necessário coleta de urina de 24hs em 3 dias!!!!!! Profa. Raquel Simões 25 Simões 13