Curvas no Plano e no Espaço*

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= i= Com a aplicação ou uso da primeira expressão obtém-se 18,50m 2. Area=(1*(1 5 )+ 3*(2 6)+ 5*(5 5)+ 7*(6-4) + 9*(5-2)+4*(4-1)+3*(2-2))/2= 18,50m 2.

Transcrição:

Cálculo III Departamento de Matemática - ICEx - UFMG Marcelo Terra Cunha Curvas no Plano e no Espaço* *Esta segunda versăo corresponde ao que efetivamente foi apresentado na aula de 22/09. É justo dizer que os cursos de Cálculo são cursos de funções reais de variáveis reais. No Cálculo I foram estudadas as funções reais de uma variável real, f : R R. No fim do cálculo II você estudou o cálculo diferencial de funções reais de várias variáveis, ou seja, funções f : R n R, com os importantes conceitos de derivadas parciais e gradiente. Já no cálculo III, foi a vez do cálculo integral destas mesmas funções, com o conceito de integrais múltiplas e a fundamental noção de mudança de variáveis. Para completar nosso estudo, ao nível dos cursos de cálculo, resta permitir que o contradomínio seja R n. É isso que faremos daqui por diante 1, com o estudo das curvas e dos campos vetoriais. 7.1 Conceitos Básicos Seja I = [a, b] um intervalo. Uma função γ : I R n será chamada uma curva (como usual neste curso, consideraremos em detalhes apenas os casos n = 2, 3, com o caso geral sendo, em muitos aspectos, semelhante). Uma maneira simples de trabalhar com curvas é considerar um sistema de coordenadas escolhido no contra-domínio. Por exemplo, cosidere coordenadas cartesianas. Assim, definir a curva γ é o mesmo que definir suas componentes (γ x, γ y, γ z ). Em temos vetoriais, sendo i, j e k os vetores unitários ortogonais que servem de base canônica para o R 3 euclidiano, o que estamos fazendo é considerar γ (t) = γ x (t) i + γ y (t) j + γ z (t) k. Vale notar que na expressão acima não fizemos questão de explicitar na notação que γ (t) é um vetor. Em alguns instantes é melhor fazê-lo, e nestes casos denotaremos γ (t). 1 É verdade que já houve uma avant première desse estudo, quando definimos as transformações T : S R que faziam as mudanças de coordenadas em duas e três variáveis. 1

Vários fatos e propriedades seguem naturalmente da definição aqui apresentada e da decomposição em coordenadas. Em particular, as noções de limite, continuidade e diferenciabilidade. Em particular, para uma curva γ dada em coordenadas cartesianas, temos lim γ (t) = t t o ( lim t t o γ x (t), lim t to γ y (t), lim t to γ z (t) com esta expressão trazendo o significado que lim t to γ (t) existe se, e somente se, os três limites das funções componentes existirem. Generalizando as definições anteriores de funções reais de uma variável, seguem que γ é contínua (em t o ) se, e só se, suas componentes forem contínuas (em t o ); e que γ é diferenciável (em t o ) se, e só se, suas componentes forem diferenciáveis (em t o ). 7.1.1 Exemplos e Interpretações Alguns exemplos simples mas esclarecedores virão a seguir. Voltaremos a eles durante a aula, por isso, vamos fixar a notação: Circunferência no plano Para I = [0, 2π], vamos a um primeiro exemplo, simples, de curva no plano (n = 2); seja R > 0 constante: ), c : [0, 2π] R 2 (7.1) t (R cos t, R sen t). Circunferência no espaço parecida com a anterior Agora com n = 3, vemos uma curva muito C : [0, 2π] R 3 (7.2) t (R cos t, R sen t, 0). Você deve gastar um tempinho entendendo a diferença destes dois exemplos. Hélice Seja agora P > 0 uma outra constante. A curva H : R R 3 (7.3) t (R cos t, R sen t, P t) 2

é chamada hélice 2. Cúbica Reversa Outro exemplo com importância intrínseca e histórica é a chamada cúbica reversa: r : R R 3 (7.4) t ( t, t 2, t 3). É chamada reversa por ser uma curva no espaço tridimensional que não pode ser entendida como uma curva plana incluída no espaço (historicamente o primeiro exemplo, envolvendo apenas polinômios - a hélice é outro bom exemplo deste tipo, e, de fato, há muitos exemplos). Para cada um dos exemplos citados, você deve: Verificar que se trata de uma curva contínua; Obter a derivada, verificando assim que tratam-se de curvas diferenciáveis, e interpretar este resultado. Com estes exemplos você já deve ter interpretado a derivada de uma curva em um ponto: trata-se de um vetor. Este vetor traz duas informações distintas de uma vez só: uma exclusivamente geométrica e outra que merece uma interpretação cinemática. 7.1.2 Geometria e Cinemática É importante distinguir que definimos curva como uma função. Como toda função, ela tem um domínio, um contradomínio e uma relação que leva cada ponto do domínio a um no contra-domínio. Coloquialmente, costumamos nos referir a curvas apenas como um conjunto de pontos no plano ou no espaço. Para evitar confusões, sempre que necessário nos referiremos a este conjunto de pontos (a imagem de uma curva, em seu sentido aqui usado) como o traço da curva (ou seja, a linha que ela traça, quando é percorrida), e por outro lado, as curvas aqui estudadas (no sentido de funções) serão também referidas como curvas parametrizadas. 2 Talvez você se sinta tentado a chamá-la de espiral, mas matematicamente falando, espirais são curvas planas, como por exemplo (e t cos t, e t sen t). 3

Neste sentido, propriedades geométricas de uma curva são aquelas que dependem exclusivamente de seu traço, enquanto propriedades cinemáticas dependem não apenas do traço, mas da parametrização escolhida 3. O vetor derivada de uma curva em um ponto, por exemplo, denotado γ (t), traz estas duas informações: sua direção é tangente à curva, uma informação puramente geométrica; seu sentido e intensidade dependem de como a curva é parametrizada. Assim, o vetor γ (t) é chamado vetor velocidade, sua magnitude (ou norma) é a velocidade escalar 4. Se a velocidade escalar for diferente de zero, obtemos T = γ γ, o chamado vetor tangente à curva. Esta definição do vetor T torna natural trabalharmos em uma classe restrita de curvas: são chamadas curvas regulares aquelas que, para todo t, possuem vetor velocidade não-nulo. Todos os exemplos já trabalhados até aqui são de curvas regulares. Para um bom exemplo de curva não-regular, considere γ : R R 2, t ( t 2, t 3), que pode ser entendida como a projeção da cúbica reversa no plano cartesiano yz, e tem uma singularidade na origem chamada cúspide. 7.1.3 Reparametrizações Se temos uma curva (regular) dada por γ : I R n, e uma mudança de variável (bijeção diferenciável) g : J I, a composição γ g : J R n é uma nova curva (regular) com o mesmo traço que a anterior. Esta nova curva é chamada uma reparametrização da primeira. Para alguns exemplos simples de reparametrizações, considere o círculo do exemplo (7.1) e interprete as seguintes reparametrizações (e encontre os intervalos adequados): c 1 (t) = (R cos (2πt), R sen (2πt)), (7.5a) c 2 (t) = (R cos (2π t), R sen (2π t)), (7.5b) ( ( ) ( )) t t c 3 (t) = R cos, R sen ; (7.5c) R R 3 Naturalmente considera-se t como o tempo e a curva como trajetória de algum ponto material nesta interpretação cinemática. 4 Em língua inglesa, speed, e alguns livros em português buscam a tradução rapidez. 4

a (7.5a) apenas percorre a mesma circunferência mais rápido, a (7.5b) inverte o sentido em que a circunferência é percorrida (dizemos que ela muda a orientação da curva), enquanto a (7.5c) tem uma propriedade muito importante: sua velocidade escalar é constante e igual a 1 (não há uma preocupação com unidades nesta discussão, note que calculamos sen t, por exemplo, uma indicação que nossos parâmetros são adimensionais), ou seja, os vetores tangente e velocidade coincidem em todos os pontos. Este é um exemplo de uma propriedade muito importante, que explicitaremos a seguir. Entre todas as reparametrizações de uma curva regular que preservam a orientação, uma tem destaque especial: é a chamada parametrização por comprimento de arco: nela, γ (s) = 1, s. É convencional denotar por s o parâmetro de arco, ou seja, o parâmetro desta parametrização específica que acabamos de definir. E devemos agora interpretar este significado: se percorrermos uma curva dando passos de tamanho 1 a cada unidade do parâmetro, quantos passos deveremos dar para percorrer uma curva de comprimento L? 7.1.4 O comprimento do arco Já definimos a parametrização por comprimento de arco, vimos um exemplo dela e a interpretamos. Mas, normalmente, as curvas não são necessariamente parametrizadas por comprimento de arco. Neste caso, como podemos obter o comprimento de uma curva parametrizada? A interpretação cinemática aqui ajuda muito. Pensando o parâmetro como um tempo, trata-se de calcular a distância efetivamente percorrida ao longo de uma trajetória. Para isso devemos integrar a velocidade escalar ao longo da curva. Assim, se γ : [a, b] R n, t γ (t), o comprimento desta curva será dado por L = b a γ (t) dt. (7.6a) É sempre interessante lembrar que nesta integral uma informaçao geométrica (ou seja, independente de parametrização), o comprimento da curva, foi obtida a partir de uma parametrização. Para um olhar mais atento, aqui 5

está nossa conhecida fórmula de mudança de coordenadas: γ (t) faz o papel do jacobiano da transformação, traduzindo quanto mede no espaço onde é traçada a curva um comprimento padrão percorrido pelo parâmetro t da curva. Assim, a fórmula (7.6a) pode ser interpretada como L = ds = b γ a γ (t) dt, (7.6b) onde a expressão intermediária representa uma integral de linha, da função constante igual a 1, calculada ao longo da curva γ. Voltaremos muito a este tema nas próximas aulas. As expressões (7.6) nos dão uma receita para obter a reparametrização por comprimento de arco. Podemos obter s (t) = t a γ (τ) dτ. (7.7) Obtida s (t), como para curvas regulares esta será uma função crescente, basta inverter a relação para obter t (s) e assim escrever γ (s) = γ (t (s)). Embora teoricamente simples, em vários exemplos a integral a ser resolvida na expressão (7.7) se mostra muito difícil. 6