FUNÇÕES. 1.Definição e Conceitos Básicos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FUNÇÕES. 1.Definição e Conceitos Básicos"

Transcrição

1 FUNÇÕES 1.Definição e Conceitos Básicos 1.1. Definição: uma função f: A B consta de três partes: um conjunto A, chamado Domínio de f, D(f); um conjunto B, chamado Contradomínio de f, CD(f); e uma regra que permite associar, de modo bem determinado, a cada a A, um único elemento b = f(a) B. Isto é, A,! f() B. Observações: 1- Para esta apostila, que trata apenas de funções reais de variável real, A e B serão subconjuntos não vazios do conjunto dos reais, em geral intervalos ou união de intervalos; - IMPORTANTE!! Não confundir f e f(): f é o nome da função, enquanto f() é o valor que a função f assume no ponto A. 1.. Eemplos a) f : R R; f() = l l (função Módulo) b) g : [10, + ) R; g() = 10 c) h : R \ { 0 } R; h() = 1 d) i ; R + R; i() = ln e) (Função de Dirichlet) f : R { 0; 1 }; f() = 0, 1, Q R - Q 1.3. IMAGEM ( direta e inversa ) DE UM CONJUNTO POR UMA FUNÇÃO Quando percorre o Domínio de f, f() descreve um conjunto denominado Imagem de f, ou Im(f). Assim, temos que Im(f) = { f(), A }. Convém atentar que Im(f) B. Eemplos (relativos a 1. ): a) Im(f) = R + b) Im(g) = R + c) Im(h) = R \ { 0 } d) Im(i) = R e) Im(f) = { 0 ; 1 } Entretanto, o conceito de Imagem não se restringe a isso. Consideremos, agora, os subconjuntos X A e Y B. Denomina-se IMAGEM DIRETA de X através de f o conjunto

2 f(x) = {f(), X}; mais importante ainda é a IMAGEM INVERSA de Y através de f, dada por f -1 (Y) = { A, f() Y }. Esclarecendo com eemplos: a) f : R \ { 0 } R; f() = 1/, com X = ( /3; 5 ] e Y = [ 0; 1 ] f(x) = [1/5; 3/) e f -1 (Y) = [ 1; + ) b) g: R R; g() = 4, X = Y = [ -1, ]. Neste caso, g(x) = [ 0; 16 ] e g -1 (Y) = [ 0, 4 ] PROPRIEDADES 1) f(x Y) = f(x) f(y) ) f(x Y) f(x) f(y) 3) Se X Y f(x) f(y) 4) f -1 (W Z) = f -1 (Z) f -1 (W) 5) f -1 (W Z) = f -1 (Z) f -1 (W) 6) Se Z W f -1 (Z) f -1 (W) 7) f -1 (Y C ) = (f -1 (Y)) C 8) f -1 (W Z) = f -1 (W) f -1 (Z). GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO.1. Def.: O conjunto G(f) = { (;f()); A } é denominado gráfico de f. É, portanto, um subconjunto de todos os pares ordenados (;y) de números reais... Eemplos a) Função Módulo b) g() = 10 c) h() = 1 d) i() = ln

3 e) ( Esboce! ) 3. OPERAÇÕES COM FUNÇÕES 3.1. Sejam f, g : A B; A, B R. Define-se: a) f + g: A R por (f + g)() = f() + g(); b) f. g: A R por (f. g)() = f(). g(); c) f / g: A R por (f / g)() = f() / g(). A operação mais importante envolvendo funções, entretanto, é a COMPOSIÇÃO: 3.. Def.: Sejam A, B, C R, com B C, f : A B e g: C R. Definimos FUNÇÃO COMPOSTA gof : D A R por: gof() = g(f()), D. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES!!!: 1) O domínio de gof consiste nos A tais que f() pertença ao domínio de g. Por isso é obrigatório que B C!! ) O contradomínio de gof é o contradomínio de g Eemplo: Sejam f: R R; f() = + 3 e g: R \ { - } R; g()= /(+). Achemos gof e fog. a) Com relação a gof, temos que D(gof) = { R; f() R \ { - } } = { R; } = R \ { -5 }. Assim, gof : R \ { 5 } R; (gof) () = g(f()) = g(+3) = ( 3) 5

4 b) Efetuando o mesmo procedimento para fog: D(fog)={ R / g() R } = R \ { - }; portanto, fog : R \ { - } R; (fog) () = f(g()) = f = PERIODICIDADE E MONOTONICIDADE 4.1.Def.: f é PERIÓDICA t R, t 0, tal que A + t A e f( + t)= f(). Observações: 1) O número t é chamado de UM período de f; ) O menor período positivo T é denominado O PERÍODO de f, e então f é periódica de período T. 4..Def.: Uma função f: A R B é denominada crescente (não decrescente) se 1 < f( 1 ) f( ); e é dita estritamente crescente se 1 < f( 1 ) < f( ). Analogamente, uma função f é chamada decrescente (não crescente) se 1 < f( 1 ) f( ); e é denominada estritamente decrescente se 1 < f( 1 )>f( ). Todas essas funções são ditas MONÓTONAS ou MONOTÔMICAS Propriedades (Prove!): Sejam as funções f: A B e g: B C. Assim, 1) Se f e g são estritamente crescentes, então gof também é estritamente crescente; ) Se f e g são estritamente decrescentes, então gof é ESTRITAMENTE CRESCENTE (atenção!!!); 3) Se f é estritamente decrescente e g é estritamente crescente, então gof é estritamente decrescente; 4) Se f é estritamente crescente e g é estritamente decrescente, então gof é estritamente decrescente. 5.INJEÇÃO, SOBREJEÇÃO, BIJEÇÃO 5.1.Def.: Seja f: A R B R Dizemos que f é INJETORA (INJETIVA, BIUNÍVOCA) 1, A com 1, então f( 1 ) f( ), isto é, 1, A tais que f( 1 ) = f( ), então 1 = Dizemos que f é SOBREJETORA (SOBREJETIVA) y B, A tal que f() = y. Em outras palavras, Im(f) = B.

5 Observação: TODA função pode se tornar sobrejetora se restringirmos o contradomínio à sua imagem Dizemos que f é BIJETORA (BIJETIVA) f é injetora e sobrejetora, isto é, y B,! A / f() = y. 5.. Eemplos: 1) f: R R, f() = a + b; a, b R; a 0 a- Temos que f é injetora; senão, dados 1 e R com f( 1 ) = f( ), temos a 1 + b = a + b a 1 = a.como a 0, então 1 =. b- Além disso, f é sobrejetiva: dado y R, consideremos = (y - b) / a R, então f() = a + b = a. 1 a y b + b = y. ) g: R R; g() = a- Nesse caso, g não é injetora, pois g(-1) = g(1) = 1, mas -1 1; b- a função g também não é sobrejetora, pois -4 R e não eiste R / g() = -4. Repare que, se construirmos h: R + R + ; h() =, teremos h uma função BIJETORA Algumas propriedades importantes (Prove!) Sejam as funções f: A B e g: B C. Então são válidas as seguintes afirmações: 1) Se f e g são injetoras, então gof é injetiva de A em C. ) Se f e g são sobrejetivas, então gof é sobrejetiva de A em C. 3) Se f e g são bijetivas, então gof é bijetiva de A em C Toda função estritamente crescente/decrescente é biunívoca. A recíproca é verdadeira??? f(x Y) f(x) f(y) somente se f é injetora. O que se pode concluir a partir dessa propriedade e da propriedade ) do item ? 6. INVERSÃO DE UMA FUNÇÃO 6

6 6.1.Uma função I A : A A definida por I A () =, para todo A, é chamada Função Identidade de A. Com essa definição temos todas as ferramentas necessárias para a compreensão da FUNÇÃO INVERSA, um dos conceitos mais requisitados pelo ITA. 6..Def.: Seja f: A B; A, B R. Uma função g: B A é denominada FUNÇÃO INVERSA de f gof = I = fog Eemplos: 1) f: R R, f() = 9. Uma inversa de f é g: R R,g() = 9, pois (gof)() = (fog)() =. ) f: R R, f() = a + b,com a 0; a, b R.Uma inversa de f é g:r R, g() = ( - b) / a 3) f: R R +, f() = não admite inversa pois, considerando g: R + R, g() = como inversa temos gof(-) = g(f(-)) = g(4) = -. Entretanto, se f : R + R +, f() = então g() = é uma inversa de f. Observa-se, portanto, que não são todas as funções que admitem inversa. Temos, na verdade: 6.3.Teorema: f: A B possui inversa f é bijetora. Demonstração: ( ) f possui inversa g: B A tal que fog = I = gof. (I) Mostremos que f é biunívoca: sejam 1, A tais que f( 1 ) = f( ) g(f( 1 )) = g(f( )) 1 = ; (II) Mostremos que f é sobrejetora: dado y B, considere = g(y) A. Então f() = f(g(y)) = y. ( ) f é bijetora Dado y B,! A / f() = y. Seja então g: B A tal que g(y) =. Assim, (gof)() = g(f()) = g(y) = ; e (fog)(y) = f(g(y)) = f() = y (cqd) Corolário: se f admite inversa ela é única, e será denotada por f -1. Note que D(f) = CD(f -1 ) e vice-versa! Para visualizarmos o teorema graficamente (IMPORTANTE): ao refletir o gráfico da função dada em relação à diagonal principal (y = ) obtemos o gráfico da função inversa. Observe o eemplo a seguir: 7

7 Vejamos agora um eemplo esclarecedor a respeito da obrigatoriedade de que a função seja bijetora para que sua inversa eista: 6.4.Propriedades 1) A inversa de uma função estritamente crescente é estritamente crescente; a inversa de uma função estritamente decrescente é estritamente decrescente. ) Sejam as funções f: A B e g: B C; se gof = I A, então g é sobrejetora e f é injetora (essa propriedade é muito importante, já caiu em várias provas). 7. PARIDADE 7.1. a) Dizemos que f é PAR f(-) = f() b) Dizemos que f é ÍMPAR f(-) = -f() Observe que para definirmos função par e ímpar tomamos como pressuposto que + e D(f); neste caso, D(f) é denominado CONJUNTO SIMÉTRICO. D(f) 8

8 7..Eemplos: f: R R; f() = + 5 é uma função par; g: R R; g() = 3 + é uma função ímpar. Observações importantes!!!!! 1) O gráfico de uma função par é simétrico em relação ao eio das ordenadas enquanto o gráfico de uma função ímpar é simétrico em relação à origem. ) Se f é uma função par, então gof é par(independentemente de g!). Por que?? 3) Se f é ímpar e g é ímpar, então gof é ímpar. 8. FUNÇÕES ELEMENTARES 8.1. FUNÇÃO CONSTANTE: é a função f() = k, k R, D(f). 8.. FUNÇÃO ALGÉBRICA: é toda função formada por um número finito de operações sobre a função identidade e a função constante. Eemplos: 1) Função linear: f()= a + b, R, com a 0 ) Função polinomial: f() = a 0 n + a 1 n a n a n, R, a 0 0 3) Função racional: f() = p() / q(), onde p e q são funções polinomiais e q não é o polinômio identicamente nulo. Lembrar que D(f) = { R : q() 0 } 8.3. FUNÇÕES TRANSCENDENTES 1) Funções eponenciais: a, 0 < a 1; D(f) = R e Im(f) = R + \ { 0 } ) Funções logaritmicas: log a, 0 < a 1; D(f) = R + \ { 0 } e Im(f) = R Vejamos graficamente como as funções eponenciais e logaritmicas se comportam, bem como a relação de inversão que eiste entre elas: 9

9 3) Funções trigonométricas: sen, cos, tg, sec, cossec e cotg. Analisar Domínio, Imagem e paridade de cada uma delas (Eercício) 4) Funções trigonométricas inversas: arcsen, arccos, arctg, arcsec, arccossec, arccotg. Analisar paridade, Domínio e Imagem de cada uma. 5) Funções hiperbólicas a) senh = e e e (negrito) e cosh = e b) tgh = senh cosh 8.4. Outros Eemplos (esboce os gráficos!) 1) Função maior inteiro menor ou igual a ) f() = [ ] - ; D(f) = R, Im(f) = ( -1; 0 ] [ ] : R Z 10

10 3) f: R * { -1; 1}; f() = / I I 4) f: R R; f() = 1, 0, N R - N 9. LIMITAÇÃO 9.1.Def.: Seja f: A B a) Dizemos que f é limitada superiormente quando L / f() L, A; neste caso, L é uma cota superior de f. A MENOR das cotas superiores é chamada SUPREMO. b) Dizemos que f é limitada inferiormente quando M tal que f() M, A; assim, M é denominada cota inferior de f. A MAIOR das cotas inferiores é denominada ÍNFIMO. c) Dizemos que f é LIMITADA quando N : l f() l < N, A. 9.. Eemplos de funções limitadas: 1) seno, cosseno ) [ ] 3) Função de Dirichlet 4) O eemplo 4) do item 8.4 5) A função f() = é ILIMITADA em R, mas é limitada em [ a; b ]; a, b R 6) A função g() = 1/ é ilimitada em R, mas é limitada em [ a; b ] 0 [ a; b ]; e é ilimitada em ( 0, a ] [ a, 0 ), com a, b R. 11

2. Tipos de funções. Funções pares e ímpares Uma função f é par se é simétrica em relação ao eixo y, isto é, f( x) = f(x).

2. Tipos de funções. Funções pares e ímpares Uma função f é par se é simétrica em relação ao eixo y, isto é, f( x) = f(x). 1. Algumas funções básicas 2. Tipos de funções Funções pares e ímpares Uma função f é par se é simétrica em relação ao eio y, isto é, f( ) = f(). Eemplos: A função f() = n onde n inteiro positivo é par?

Leia mais

2 - Generalidades sobre funções reais de variável real

2 - Generalidades sobre funções reais de variável real Análise Matemática I - 006/007 - Generalidades sobre unções reais de variável real.-deinição e Propriedades De.. Sejam A e B conjuntos, e uma correspondência de A para B, isto é um processo de associar

Leia mais

0.1 Tipos importantes de funções

0.1 Tipos importantes de funções . Tipos importantes de funções Função par: Se f(x) =f(x), paratodox Dom(f) então dizemos que a função f é uma função par. (note que o gráfico é uma curva simétrica pelo eixo y). Exemplos: f(x) =x é uma

Leia mais

MÓDULO 41. Funções II. Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias MATEMÁTICA

MÓDULO 41. Funções II. Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias MATEMÁTICA Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias MATEMÁTICA MÓDULO 41 Funções II 1. (OPM) Seja f uma função de domínio dada por x x + 1 f(x) =. Determine o conjunto-imagem x + x + 1 da função.. Considere

Leia mais

é um grupo abeliano.

é um grupo abeliano. Notas de aulas de Álgebra Moderna Prof a Ana Paula GRUPO Definição 1: Seja G munido de uma operação: x, y x y sobre G A operação sobre G é chamada de grupo se essa operação se sujeita aos seguintes axiomas:

Leia mais

Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias MATEMÁTICA RESOLUÇÃO: f(x) = f(x) = x f(x) = x ) a 2. 2) a função g: * 1.

Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias MATEMÁTICA RESOLUÇÃO: f(x) = f(x) = x f(x) = x ) a 2. 2) a função g: * 1. Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias MATEMÁTICA MÓDULO 4 Funções II. (OPM) Seja f uma função de domínio dada por + f() =. Determine o conjunto-imagem + + da função. O conjunto-imagem da

Leia mais

Ana Carolina Boero. Página: Sala Bloco A - Campus Santo André

Ana Carolina Boero.   Página:  Sala Bloco A - Campus Santo André Funções de uma variável real a valores reais E-mail: [email protected] Página: http://professor.ufabc.edu.br/~ana.boero Sala 512-2 - Bloco A - Campus Santo André Funções de uma variável real a valores

Leia mais

FUNÇÕES. É uma seqüência de dois elementos em uma dada ordem. 1.1 Igualdade. Exemplos: 2 e b = 3, logo. em. Represente a relação.

FUNÇÕES. É uma seqüência de dois elementos em uma dada ordem. 1.1 Igualdade. Exemplos: 2 e b = 3, logo. em. Represente a relação. PR ORDENDO É uma seqüência de dois elementos em uma dada ordem Igualdade ( a, ( c,d) a c e b d Eemplos: E) (,) ( a +,b ) a + e b, logo a e b a + b a b 6 E) ( a + b,a (,6), logo a 5 e b PRODUTO CRTESINO

Leia mais

Derivadas. Capítulo O problema da reta tangente

Derivadas. Capítulo O problema da reta tangente Capítulo 5 Derivadas Este capítulo é sobre derivada, um conceito fundamental do cálculo que é muito útil em problemas aplicados. Este conceito relaciona-se com o problema de determinar a reta tangente

Leia mais

Capítulo 5 Derivadas

Capítulo 5 Derivadas Departamento de Matemática - ICE - UFJF Disciplina MAT54 - Cálculo Capítulo 5 Derivadas Este capítulo é sobre derivada, um conceito fundamental do cálculo que é muito útil em problemas aplicados. Este

Leia mais

Tópico 2. Funções elementares

Tópico 2. Funções elementares Tópico. Funções elementares.6 Funções trigonométricas A trigonometria (do grego trigonon triângulo + metron medida ) é um ramo da matemática que estuda os triângulos, particularmente triângulos em um plano

Leia mais

Matemática - Módulo 1

Matemática - Módulo 1 1. Considerações iniciais Matemática - Módulo 1 TEORIA DOS CONJUNTOS O capítulo que se inicia trata de um assunto que, via-de-regra, é abordado em um plano secundário dentro dos temas que norteiam o ensino

Leia mais

Cálculo I (2015/1) IM UFRJ Lista 1: Pré-Cálculo Prof. Milton Lopes e Prof. Marco Cabral Versão 17.03.2015. Para o Aluno. Tópicos do Pré-Cálculo

Cálculo I (2015/1) IM UFRJ Lista 1: Pré-Cálculo Prof. Milton Lopes e Prof. Marco Cabral Versão 17.03.2015. Para o Aluno. Tópicos do Pré-Cálculo Cálculo I (015/1) IM UFRJ Lista 1: Pré-Cálculo Prof. Milton Lopes e Prof. Marco Cabral Versão 17.03.015 Para o Aluno O sucesso (ou insucesso) no Cálculo depende do conhecimento de tópicos do ensino médio

Leia mais

Exemplos: sen(36º)=0.58, cos(36º)=0.80 e tg(36º)=0.72, Calcular o valor de x em cada figura:

Exemplos: sen(36º)=0.58, cos(36º)=0.80 e tg(36º)=0.72, Calcular o valor de x em cada figura: REVISÃO RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS E REDUÇÃO AO PRIMEIRO QUADRANTE DO CICLO TRIGONOMÉTRICO TURMA: ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO PROF. LUCAS FACTOR Trigonometria no Triangulo Retângulo Considere o triangulo retângulo

Leia mais

INTEGRAIS INTEGRAL INDEFINIDA

INTEGRAIS INTEGRAL INDEFINIDA INTEGRAIS INTEGRAL INDEFINIDA A integração indefinida ou anti-derivação é a operação inversa da derivação, da mesma forma que a subtração é a operação inversa da adição ou a divisão é a operação inversa

Leia mais

AULA 10 FUNÇÃO COMPOSTA. x x + 2 >0 EXERCÍCIOS DE SALA MATEMÁTICA A1. Resolução: Determinando as somas: f(x) + g(x) = x 2x 3 x 1. f(x) + g(x) = x x 4

AULA 10 FUNÇÃO COMPOSTA. x x + 2 >0 EXERCÍCIOS DE SALA MATEMÁTICA A1. Resolução: Determinando as somas: f(x) + g(x) = x 2x 3 x 1. f(x) + g(x) = x x 4 MATEMÁTICA A AULA 0 FUNÇÃO COMPOSTA Sejam as unções : A B e g: B C, chama-se unção composta de g com à unção h: A C tal que h() = g[()] = g o (). Determinando as somas: () + g() = () + g() = e g() - ()

Leia mais

FUNÇÕES. a < 0. a = 0. a > 0. b < 0 b = 0 b > 0

FUNÇÕES. a < 0. a = 0. a > 0. b < 0 b = 0 b > 0 FUNÇÕES As principais definições, teorias e propriedades sobre funções podem ser encontradas em seu livro-teto (Guidorizzi, vol1, Stewart vol1...); Assim, não vamos aqui nos alongar na teoria que pode

Leia mais

CÁLCULO I Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida

CÁLCULO I Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida CÁLCULO I Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida Aula n o 07: Teorema do Valor Intermediário, Teorema do Confronto e Limite Trigonométrico Fundamental Objetivos da Aula Conhecer e aplicar o Teorema

Leia mais

Unidade 3 Função Afim

Unidade 3 Função Afim Unidade 3 Função Afim Definição Gráfico da Função Afim Tipos Especiais de Função Afim Valor e zero da Função Afim Gráfico definidos por uma ou mais sentenças Definição C ( x) = 10. x + Custo fixo 200 Custo

Leia mais

CÁLCULO I. Figura 1: Círculo unitário x2 + y 2 = 1

CÁLCULO I. Figura 1: Círculo unitário x2 + y 2 = 1 CÁLCULO I Prof. Marcos Diniz Prof. André Almeida Prof. Edilson Neri Júnior Prof. Emerson Veiga Prof. Tiago Coelho Aula no 04: Funções Trigonométricas, Logarítmica, Exponencial e Hiperbólicas. Objetivos

Leia mais

Função Seno. Gráfico da Função Seno

Função Seno. Gráfico da Função Seno Função Seno Dado um número real, podemos associar a ele o valor do seno de um arco que possui medida de radianos. Desta forma, podemos definir uma função cujo domínio é o conjunto dos números reais que,

Leia mais

CÁLCULO I. Figura 1: Círculo unitário x2 + y 2 = 1

CÁLCULO I. Figura 1: Círculo unitário x2 + y 2 = 1 CÁLCULO I Prof. Marcos Diniz Prof. André Almeida Prof. Edilson Neri Júnior Aula no 05: Funções Logarítmica, Exponencial e Hiperbólicas. Objetivos da Aula De nir as funções trigonométricas, trigonométricas

Leia mais

Funções reais de variável real

Funções reais de variável real Funções reais de variável real Função exponencial e função logarítmica 1. Determine a base de cada logaritmo. log a 36 = 2 (b) log a (25a) = 5 (c) log a 4 = 0.4 2. Considere x = log 10 2 e y = log 10 3.

Leia mais

Funções monótonas. Pré-Cálculo. Atividade. Funções crescentes. Parte 3. Definição

Funções monótonas. Pré-Cálculo. Atividade. Funções crescentes. Parte 3. Definição Pré-Cálculo Departamento de Matemática Aplicada Universidade Federal Fluminense Funções monótonas Parte 3 Funções crescentes Pré-Cálculo 1 Atividade Pré-Cálculo 2 Dizemos que uma função f : D C é crescente

Leia mais

Matemática I. Textos de Apoio. Isabel Faria e Pedro C Silva 2011-12

Matemática I. Textos de Apoio. Isabel Faria e Pedro C Silva 2011-12 Matemática I Tetos de Apoio Isabel Faria e Pedro C Silva 0- Conteúdo Funções reais de variável real. Conceitos básicos sobre funções.................. Limites e continuidade...................... 0.3 Derivadas.............................

Leia mais

Notas de Aula Disciplina Matemática Tópico 08 Licenciatura em Matemática Osasco -2010

Notas de Aula Disciplina Matemática Tópico 08 Licenciatura em Matemática Osasco -2010 1. Função Eponencial Dado um número rela a > 0, e a 1, então chamamos de função eponencial de base a, a função f: R R tal que: f = a Por eemplo: f = 5 g = 1 2 = 3 Gráfico de uma função eponencial Para

Leia mais

DERIVADA. A Reta Tangente

DERIVADA. A Reta Tangente DERIVADA A Reta Tangente Seja f uma função definida numa vizinança de a. Para definir a reta tangente de uma curva = f() num ponto P(a, f(a)), consideramos um ponto vizino Q(,), em que a e traçamos a S,

Leia mais

Centro de Ciências e Tecnlogia Agroalimentar - Campus Pombal Disciplina: Cálculo Aula 1 Professor: Carlos Sérgio. Revisão de Funções

Centro de Ciências e Tecnlogia Agroalimentar - Campus Pombal Disciplina: Cálculo Aula 1 Professor: Carlos Sérgio. Revisão de Funções Centro de Ciências e Tecnlogia Agroalimentar - Campus Pombal Disciplina: Cálculo - 01. Aula 1 Professor: Carlos Sérgio Revisão de Funções Sistema cartesiano ortogonal O Sistema de Coordenadas Cartesianas,

Leia mais

5. Derivada. Definição: Se uma função f é definida em um intervalo aberto contendo x 0, então a derivada de f

5. Derivada. Definição: Se uma função f é definida em um intervalo aberto contendo x 0, então a derivada de f 5 Derivada O conceito de derivada está intimamente relacionado à taa de variação instantânea de uma função, o qual está presente no cotidiano das pessoas, através, por eemplo, da determinação da taa de

Leia mais

Conjuntos Finitos e Infinitos

Conjuntos Finitos e Infinitos Conjuntos Finitos e Infinitos p. 1/1 Conjuntos Finitos e Infinitos Gláucio Terra [email protected] Departamento de Matemática IME - USP Axiomas de Peano Conjuntos Finitos e Infinitos p. 2/1 Conjuntos

Leia mais

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO MATEMÁTICA. Função: construção de gráficos e tipos de funções. Elizabete Alves de Freitas

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO MATEMÁTICA. Função: construção de gráficos e tipos de funções. Elizabete Alves de Freitas CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO 12 MATEMÁTICA Função: construção de gráficos e tipos de funções. Elizabete Alves de Freitas Governo Federal Ministério da Educação Projeto Gráfico Secretaria de Educação

Leia mais

Equações Trigonométricas

Equações Trigonométricas Equações Trigonométricas. (Insper 04) A figura mostra o gráfico da função f, dada pela lei 4 4 f(x) (sen x cos x) (sen x cos x) O valor de a, indicado no eixo das abscissas, é igual a a) 5. b) 4. c). d)

Leia mais

Resolução dos Exercícios sobre Derivadas

Resolução dos Exercícios sobre Derivadas Resolução dos Eercícios sobre Derivadas Eercício Utilizando a idéia do eemplo anterior, encontre a reta tangente à curva nos pontos onde e Vamos determinar a reta tangente à curva nos pontos de abscissas

Leia mais

Sobre Desenvolvimentos em Séries de Potências, Séries de Taylor e Fórmula de Taylor

Sobre Desenvolvimentos em Séries de Potências, Séries de Taylor e Fórmula de Taylor Sobre Desenvolvimentos em Séries de Potências, Séries de Taylor e Fórmula de Taylor Pedro Lopes Departamento de Matemática Instituto Superior Técnico o. Semestre 005/006 Estas notas constituem um material

Leia mais

Trigonometria. Relação fundamental. O ciclo trigonométrico. Pré. b c. B Sabemos que a 2 = b 2 + c 2, dividindo os dois membros por a 2 : a b c 2 2 2

Trigonometria. Relação fundamental. O ciclo trigonométrico. Pré. b c. B Sabemos que a 2 = b 2 + c 2, dividindo os dois membros por a 2 : a b c 2 2 2 Trigonometria Relação fundamental C b a A c B Sabemos que a = b + c, dividindo os dois membros por a : a b c = + a a a sen + cos = Temos também que: b c senα= e cosα= a a Como b tgα= c, concluímos que:

Leia mais

Aplicações das derivadas ao estudo do gráfico de funções

Aplicações das derivadas ao estudo do gráfico de funções Aplicações das derivadas ao estudo do gráfico de funções MÁXIMOS E MÍNIMOS LOCAIS: Seja f uma f. r. v. r. definida num intervalo e D f. 1) f tem um mínimo local f ( ), em, se e só se f ( ) f ( ) para qualquer

Leia mais

MAT146 - Cálculo I - Derivada das Inversas Trigonométricas

MAT146 - Cálculo I - Derivada das Inversas Trigonométricas MAT46 - Cálculo I - Derivada das Inversas Trigonométricas Alexandre Miranda Alves Anderson Tiago da Silva Edson José Teixeira Vimos anteriormente que as funções trigonométricas não são inversíveis, mas

Leia mais

CÁLCULO 1 Teoria 0: Revisão Gráfico de Funções elementares Núcleo de Engenharias e Ciência da Computação. Professora: Walnice Brandão Machado

CÁLCULO 1 Teoria 0: Revisão Gráfico de Funções elementares Núcleo de Engenharias e Ciência da Computação. Professora: Walnice Brandão Machado CÁLCULO 1 Teoria 0: Revisão Gráfico de Funções elementares Núcleo de Engenharias e Ciência da Computação FUNÇÕES POLINOMIAIS Função polinomial de 1º grau Professora: Walnice Brandão Machado O gráfico de

Leia mais

Derivada da função composta, derivada da função inversa, derivada da função implícita e derivada de funções definidas parametricamente.

Derivada da função composta, derivada da função inversa, derivada da função implícita e derivada de funções definidas parametricamente. Análise Matemática - 007/008.5.- Derivada da função composta, derivada da função inversa, derivada da função implícita e derivada de funções definidas parametricamente. Teorema.31 Derivada da Função Composta

Leia mais

Funções monótonas. Pré-Cálculo. Funções decrescentes. Funções crescentes. Humberto José Bortolossi. Parte 3. Definição. Definição

Funções monótonas. Pré-Cálculo. Funções decrescentes. Funções crescentes. Humberto José Bortolossi. Parte 3. Definição. Definição Pré-Cálculo Humberto José Bortolossi Departamento de Matemática Aplicada Universidade Federal Fluminense Funções monótonas Parte 3 Parte 3 Pré-Cálculo 1 Parte 3 Pré-Cálculo 2 Funções crescentes Funções

Leia mais

Exercícios de Álgebra Linear

Exercícios de Álgebra Linear Exercícios de Álgebra Linear Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente Mestrado Integrado em Engenharia Biológica Nuno Martins Departamento de Matemática Instituto Superior Técnico Setembro de Índice

Leia mais

TRIGONOMETRIA III) essa medida é denominada de tangente de α e indicada

TRIGONOMETRIA III) essa medida é denominada de tangente de α e indicada MTEMÁTIC TRIGONOMETRI. TRIÂNGULO RETÂNGULO.. Definição Define-se como triângulo retângulo a qualquer triângulo que possua um de seus ângulos internos reto (medida de 90º). Representação e Elementos Catetos:

Leia mais

Bases Matemáticas. Daniel Miranda 1. 23 de maio de 2011. sala 819 - Bloco B página: daniel.miranda

Bases Matemáticas. Daniel Miranda 1. 23 de maio de 2011. sala 819 - Bloco B página:  daniel.miranda Daniel 1 1 email: [email protected] sala 819 - Bloco B página: http://hostel.ufabc.edu.br/ daniel.miranda 23 de maio de 2011 Elementos de Lógica e Linguagem Matemática Definição Uma proposição

Leia mais

Capítulo 1. Funções e grácos

Capítulo 1. Funções e grácos Capítulo 1 Funções e grácos Denição 1. Sejam X e Y dois subconjuntos não vazios do conjunto dos números reais. Uma função de X em Y ou simplesmente uma função é uma regra, lei ou convenção que associa

Leia mais

MatemáticaI Gestão ESTG/IPB Departamento de Matemática 28

MatemáticaI Gestão ESTG/IPB Departamento de Matemática 28 Cap. Funções Reais de variável Real MatemáticaI Gestão ESTG/IPB Departamento de Matemática 8. Conjuntos de Números,,3 Números Naturais,,, 0,,, Números Inteiros a : a, b, b 0 Números Racionais b Irracionais

Leia mais

Proposta de resolução da Prova de Matemática A (código 635) 2ª fase. 19 de Julho de 2010

Proposta de resolução da Prova de Matemática A (código 635) 2ª fase. 19 de Julho de 2010 Proposta de resolução da Prova de Matemática A (código 65) ª fase 9 de Julho de 00 Grupo I. Como só existem bolas de dois tipos na caixa e a probabilidade de sair bola azul é, existem tantas bolas roxas

Leia mais

Matemática I Capítulo 08 Função Inversa

Matemática I Capítulo 08 Função Inversa Nome: Nº Curso: Mineração Interado Disciplina: Matemática I Ano Prof. Leonardo Data: / /06 Matemática I Capítulo 08 Função Inversa 8. Função Inversa Consideremos os conjuntos A = {0,, 4, 6, 8} e B = {,

Leia mais

A Derivada. 1.0 Conceitos. 2.0 Técnicas de Diferenciação. 2.1 Técnicas Básicas. Derivada de f em relação a x:

A Derivada. 1.0 Conceitos. 2.0 Técnicas de Diferenciação. 2.1 Técnicas Básicas. Derivada de f em relação a x: 1.0 Conceitos A Derivada Derivada de f em relação a x: Uma função é diferenciável / derivável em x 0 se existe o limite Se f é diferenciável no ponto x 0, então f é contínua em x 0. f é diferenciável em

Leia mais

Lista Função - Ita Carlos Peixoto

Lista Função - Ita Carlos Peixoto Lista Função - Ita Carlos Peixoto. (Ita 07) Sejam X e Y dois conjuntos finitos com X Y e X Y. Considere as seguintes afirmações: I. Existe uma bijeção f : X Y. II. Existe uma função injetora g: Y X. III.

Leia mais

Integrais indefinidas

Integrais indefinidas Integrais indefinidas que: Sendo f() e F() definidas em um intervalo I R, para todo I, dizemos F é uma antiderivada ou uma primitiva de f, em I, se F () = f() F() = é uma antiderivada (primitiv de f()

Leia mais

Simone Dutra Ramos Edezio Pantoja Sacramento

Simone Dutra Ramos Edezio Pantoja Sacramento CÁLCULO BÁSICO Simone Dutra Ramos Edezio Pantoja Sacramento Conteúdo Prefácio iv 1 Conjunto dos números reais 1 1.1 Conjuntos numéricos.............................................. 1 1.2 Eercícios....................................................

Leia mais

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de Bauru. Curso 1503 - Licenciatura em Matemática. Ênfase

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de Bauru. Curso 1503 - Licenciatura em Matemática. Ênfase Curso 1503 - Licenciatura em Matemática Ênfase Identificação Disciplina 0006308A - Fundamentos de Matemática Elementar Docente(s) Ivete Maria Baraldi Unidade Faculdade de Ciências Departamento Departamento

Leia mais

Matemática I Capítulo 06 Propriedades das Funções

Matemática I Capítulo 06 Propriedades das Funções Nome: Nº Curso: Mineração Integrado Disciplina: Matemática I 1 Ano Prof. Leonardo Data: / /016 Matemática I Capítulo 06 Propriedades das Funções 6.1 Paridade das Funções 6.1.1 - Função par Dada uma função

Leia mais

Uma função f de domínio A e contradomínio B é usualmente indicada por f : A B (leia: f de A em B).

Uma função f de domínio A e contradomínio B é usualmente indicada por f : A B (leia: f de A em B). Instituto de Ciências Exatas - Departamento de Matemática Cálculo I Profª Maria Julieta Ventura Carvalho de Araujo Capítulo : Funções.- Definições Sejam A e B dois conjuntos não vazios. Uma função f de

Leia mais

Mais funções e limites

Mais funções e limites Capítulo 3 Mais funções e ites Nesse capítulo, abordaremos as funções invertíveis, além de algumas classes especiais de funções: trignométricas, exponenciais, logarítmicas e hiperbólicas. 3.1 Funções Inversas

Leia mais

Prova Escrita de MATEMÁTICA A - 12o Ano 2011-2 a Fase

Prova Escrita de MATEMÁTICA A - 12o Ano 2011-2 a Fase Prova Escrita de MATEMÁTICA A - 1o Ano 011 - a Fase Proposta de resolução GRUPO I 1. Como no lote existem em total de 30 caixas, ao selecionar 4, podemos obter um conjunto de 30 C 4 amostras diferentes,

Leia mais

Definição de determinantes de primeira e segunda ordens. Seja A uma matriz quadrada. Representa-se o determinante de A por det(a) ou A.

Definição de determinantes de primeira e segunda ordens. Seja A uma matriz quadrada. Representa-se o determinante de A por det(a) ou A. Determinantes A cada matriz quadrada de números reais, pode associar-se um número real, que se designa por determinante da matriz Definição de determinantes de primeira e segunda ordens Seja A uma matriz

Leia mais

Prova de Admissão para o Mestrado em Matemática IME-USP - 23.11.2007

Prova de Admissão para o Mestrado em Matemática IME-USP - 23.11.2007 Prova de Admissão para o Mestrado em Matemática IME-USP - 23.11.2007 A Nome: RG: Assinatura: Instruções A duração da prova é de duas horas. Assinale as alternativas corretas na folha de respostas que está

Leia mais

Prova Escrita de MATEMÁTICA A - 12o Ano 2015-2 a Fase

Prova Escrita de MATEMÁTICA A - 12o Ano 2015-2 a Fase Prova Escrita de MATEMÁTICA A - o Ano 205-2 a Fase Proposta de resolução GRUPO I. O valor médio da variável aleatória X é: µ a + 2 2a + 0, Como, numa distribuição de probabilidades de uma variável aleatória,

Leia mais

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de Bauru. Curso 1503 - Licenciatura em Matemática. Ênfase

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de Bauru. Curso 1503 - Licenciatura em Matemática. Ênfase Curso 1503 - Licenciatura em Matemática Ênfase Identificação Disciplina 0006308A - Fundamentos de Matemática Elementar Docente(s) Maria Edneia Martins Salandim Unidade Faculdade de Ciências Departamento

Leia mais

Lista 0: Funções de Uma Variável Real 09.03.15

Lista 0: Funções de Uma Variável Real 09.03.15 Universidade Federal do Vale do São Francisco Colegiado de Engenharia Elétrica Prof. Pedro Macário de Moura [email protected] A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o

Leia mais

CÁLCULO I. Reconhecer, através do gráco, a função que ele representa; (f + g)(x) = f(x) + g(x). (fg)(x) = f(x) g(x). f g

CÁLCULO I. Reconhecer, através do gráco, a função que ele representa; (f + g)(x) = f(x) + g(x). (fg)(x) = f(x) g(x). f g CÁLCULO I Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida Aula n o 03: Operações com funções. Funções Polinominais, Racionais e Trigonométricas Objetivos da Aula Denir operações com funções; Apresentar algumas

Leia mais

- Cálculo 1 - Limites -

- Cálculo 1 - Limites - - Cálculo - Limites -. Calcule, se eistirem, os seguintes ites: (a) ( 3 3); (b) 4 8; 3 + + 3 (c) + 5 (d) 3 (e) 3. Faça o esboço do gráfico de f() = entre 4 f() e f(4)? 3. Seja f a função definida por f()

Leia mais

Cálculo diferencial. Motivação - exemplos de aplicações à física

Cálculo diferencial. Motivação - exemplos de aplicações à física Cálculo diferencial Motivação - eemplos de aplicações à física Considere-se um ponto móvel sobre um eio orientado, cuja posição em relação à origem é dada, em função do tempo, pela função s. st posição

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CÁLCULO L NOTAS DA VIGÉSIMA PRIMEIRA AULA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO Resumo. Nesta aula, abordaremos a técnica de integração conhecida como frações parciais. Esta técnica pode ser utilizada para

Leia mais

GRÁFICO 1 GRÁFICO 2 GRÁFICO 3 GRÁFICO4

GRÁFICO 1 GRÁFICO 2 GRÁFICO 3 GRÁFICO4 AUTOAVALIAÇÃO 0. Sobre a função f amplamente definida cuja lei de formação é f() = - 4 foram feitas as afirmações: 0 0 É uma função estritamente negativa. É uma função não-par e não-ímpar. É uma função

Leia mais

Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo. Módulo I: Cálculo Diferencial e Integral Fundamentos e tópicos de revisão

Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo. Módulo I: Cálculo Diferencial e Integral Fundamentos e tópicos de revisão Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo Módulo I: Cálculo Diferencial e Integral Fundamentos e tópicos de revisão Professora Renata Alcarde Sermarini Notas de aula do professor

Leia mais

FUNÇÃO EXPONENCIAL. e) f(x) = 10 x. 1) Se a > 1 2) Se 0 < a < 1. Observamos que nos dois casos, a imagem da função exponencial é: Im = R + *.

FUNÇÃO EXPONENCIAL. e) f(x) = 10 x. 1) Se a > 1 2) Se 0 < a < 1. Observamos que nos dois casos, a imagem da função exponencial é: Im = R + *. FUNÇÃO EXPONENCIAL Definição: Dado um número real a, com a > 0 e a, chamamos função eponencial de base a a função f de R R que associa a cada real o número a. Podemos escrever, também: f: R R a Eemplos

Leia mais

4. AS FUNÇÕES EXPONENCIAL E LOGARÍTMICA

4. AS FUNÇÕES EXPONENCIAL E LOGARÍTMICA 43 4. AS FUNÇÕES EXPONENCIAL E LOGARÍTMICA 4.1. A FUNÇÃO EXPONENCIAL Vimos no capítulo anterior que dado a R +, a potência a pode ser definida para qualquer número R. Portanto, fiando a R +, podemos definir

Leia mais

O cilindro deitado. Eduardo Colli

O cilindro deitado. Eduardo Colli O cilindro deitado Eduardo Colli São poucas as chamadas funções elementares : potências e raízes, exponenciais, logaritmos, funções trigonométricas e suas inversas, funções trigonométricas hiperbólicas

Leia mais

Lista de Exercícios de Funções

Lista de Exercícios de Funções Lista de Eercícios de Funções ) Seja a R, 0< a < e f a função real de variável real definida por : f() = ( a a ) cos( π) + 4cos( π) + 3 Sobre o domínio A desta função podemos afirmar que : a) (], [ Z)

Leia mais

A derivada da função inversa

A derivada da função inversa A derivada da função inversa Sumário. Derivada da função inversa............... Funções trigonométricas inversas........... 0.3 Exercícios........................ 7.4 Textos Complementares................

Leia mais

(j) f(x) = (w) h(x) = x. (y) f(x) = sin(2x) (z) h(x) = 2 sin x. > 0 x 2 4x (g) x + 4 2x 6 (h)

(j) f(x) = (w) h(x) = x. (y) f(x) = sin(2x) (z) h(x) = 2 sin x. > 0 x 2 4x (g) x + 4 2x 6 (h) Professora: Elisandra Bär de Figueiredo Lista : Funções - Cálculo Diferencial e Integral I. Determine o domínio e construa o gráco das seguintes funções. A seguir identique como estão relacionados os grácos

Leia mais

a k. x a k. : conjunto dos números complexos i: unidade imaginária; i 2 = 1 z : módulo do número z z: conjugado do número z M m n

a k. x a k. : conjunto dos números complexos i: unidade imaginária; i 2 = 1 z : módulo do número z z: conjugado do número z M m n ITA MATEMÁTICA NOTAÇÕES = {,,,...} : conjunto dos números reais [a, b] = {x ; a x b} [a, b[ = {x ; a x < b} ]a, b[ = {x ; a < x < b} A\B = {x; x A e x B} k a n = a + a +... + a k, k n = k a n x n = a 0

Leia mais

Derivadas. Slides de apoio sobre Derivadas. Prof. Ronaldo Carlotto Batista. 21 de outubro de 2013

Derivadas. Slides de apoio sobre Derivadas. Prof. Ronaldo Carlotto Batista. 21 de outubro de 2013 Cálculo 1 ECT1113 Slides de apoio sobre Derivadas Prof. Ronaldo Carlotto Batista 21 de outubro de 2013 AVISO IMPORTANTE Estes slides foram criados como material de apoio às aulas e não devem ser utilizados

Leia mais

Inversão de Matrizes

Inversão de Matrizes Inversão de Matrizes Prof. Márcio Nascimento Universidade Estadual Vale do Acaraú Centro de Ciências Exatas e Tecnologia Curso de Licenciatura em Matemática Disciplina: Álgebra Matricial - 2014.2 13 de

Leia mais

Seqüências. George Darmiton da Cunha Cavalcanti CIn - UFPE

Seqüências. George Darmiton da Cunha Cavalcanti CIn - UFPE Seqüências George Darmiton da Cunha Cavalcanti CIn - UFPE Introdução Uma seqüência é uma estrutura discreta usada para representar listas ordenadas. Definição 1 Uma seqüência é uma função de um subconjunto

Leia mais

A integral indefinida

A integral indefinida A integral indefinida Introdução Prof. Méricles Thadeu Moretti MTM/CFM/UFSC. A integração é uma operação fundamental na resolução de problemas de matemática, física e outras disciplinas, além de fazer

Leia mais

Resolução dos Exercícios Propostos no Livro

Resolução dos Exercícios Propostos no Livro Resolução dos Eercícios Propostos no Livro Eercício : Mostre que não é número racional Dica: escreva como um possível quociente de números inteiros e use o Teorema Fundamental da Aritmética Mostremos inicialmente

Leia mais

Universidade dos Açores Curso de Especialização Tecnológica Gestão da Qualidade Matemática

Universidade dos Açores Curso de Especialização Tecnológica Gestão da Qualidade Matemática Universidade dos Açores Curso de Especialização Tecnológica Gestão da Qualidade Matemática Sinopse: Nesta disciplina são abordados conceitos básicos da teoria dos erros, funções e gráficos, derivadas,

Leia mais

NOTAÇÕES. : distância do ponto P à reta r : segmento de extremidades nos pontos A e B

NOTAÇÕES. : distância do ponto P à reta r : segmento de extremidades nos pontos A e B R C i z Rez) Imz) det A tr A : conjunto dos números reais : conjunto dos números complexos : unidade imaginária: i = 1 : módulo do número z C : parte real do número z C : parte imaginária do número z C

Leia mais

MATEMÁTICA. Função Composta e Função Inversa. Professor : Dêner Rocha. Monster Concursos 1

MATEMÁTICA. Função Composta e Função Inversa. Professor : Dêner Rocha. Monster Concursos 1 MATEMÁTICA Função Composta e Função Inversa Professor : Dêner Rocha Monster Concursos 1 Função Composta A função composta pode ser entendida pela determinação de uma terceira função C, formada pela junção

Leia mais

Matemática Básica Intervalos

Matemática Básica Intervalos Matemática Básica Intervalos 03 1. Intervalos Intervalos são conjuntos infinitos de números reais. Geometricamente correspondem a segmentos de reta sobre um eixo coordenado. Por exemplo, dados dois números

Leia mais

Capítulo 1 Funções reais de uma variável 1.2 Funções trigonométricas inversas

Capítulo 1 Funções reais de uma variável 1.2 Funções trigonométricas inversas As funções trigonométricas seno, coseno, tangente e cotangente não são funções injetivas, não sendo portanto invertíveis nos respetivos domínios. Para definir as respetivas funções inversas tem de se considerar

Leia mais

Séries Numéricas. S Chama-se série numérica a uma expressão do tipo. S Designam-se por somas parciais da série. S Chama-se a soma parcial de ordem n a

Séries Numéricas. S Chama-se série numérica a uma expressão do tipo. S Designam-se por somas parciais da série. S Chama-se a soma parcial de ordem n a Séries Numéricas Definições básicas S Chama-se série numérica a uma expressão do tipo representada em geral por u 1 u 2 C u n C u n, nu1 onde Ÿu n é uma sucessão de reais u 1, u 2, C v termos da série

Leia mais

É usual representar uma função f de uma variável real a valores reais e com domínio A, simplesmente por y=f(x), x A

É usual representar uma função f de uma variável real a valores reais e com domínio A, simplesmente por y=f(x), x A 4. Função O objeto fundamental do cálculo são as funções. Assim, num curso de Pré-Cálculo é importante estudar as idéias básicas concernentes às funções e seus gráficos, bem como as formas de combiná-los

Leia mais

Exercícios de Aprofundamento Mat Polinômios e Matrizes

Exercícios de Aprofundamento Mat Polinômios e Matrizes . (Unicamp 05) Considere a matriz A A e A é invertível, então a) a e b. b) a e b 0. c) a 0 e b 0. d) a 0 e b. a 0 A, b onde a e b são números reais. Se. (Espcex (Aman) 05) O polinômio q(x) x x deixa resto

Leia mais

FUNÇÃO. Exemplo: Dado os conjuntos A = { -2, -1, 0, 1, 2} e B = {0, 1, 2, 3, 4, 5} São funções de A em B as relações a) R 1 = {(x,y) AXB/ y = x + 2}

FUNÇÃO. Exemplo: Dado os conjuntos A = { -2, -1, 0, 1, 2} e B = {0, 1, 2, 3, 4, 5} São funções de A em B as relações a) R 1 = {(x,y) AXB/ y = x + 2} Sistemas de Informação e Tecnologia em Proc. de Dados Matemática Ms. Carlos Roberto da Silva/ Ms. Lourival Pereira Martins FUNÇÃO Definição: Dados dois conjuntos e define-se como função de em a toda relação

Leia mais

Planificação do 2º Período

Planificação do 2º Período Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares Direção de Serviços da Região Centro Planificação do 2º Período Disciplina: Matemática A Grupo: 500 Ano: 10º Número de blocos de 45 minutos previstos: 0 Ano

Leia mais

MATEMÁTICA CADERNO 1 SEMIEXTENSIVO E FRENTE 1 ÁLGEBRA. n Módulo 1 Equações do 1 ọ Grau e

MATEMÁTICA CADERNO 1 SEMIEXTENSIVO E FRENTE 1 ÁLGEBRA. n Módulo 1 Equações do 1 ọ Grau e MATEMÁTICA CADERNO SEMIEXTENSIVO E FRENTE ÁLGEBRA n Módulo Equações do ọ Grau e do ọ Grau ) [ ( )] = [ + ] = + = + = + = = Resposta: V = { } 9) Na equação 6 = 0, tem-se a = 6, b = e c =, então: I) Δ =

Leia mais

Diferenciabilidade de função de uma variável

Diferenciabilidade de função de uma variável Capítulo 6 Diferenciabilidade de função de uma variável Um conceito importante do Cálculo é o de derivada, que é um ite, como veremos na definição. Fisicamente o conceito de derivada está relacionado ao

Leia mais

2 - Generalidades sobre funções reais de variável real

2 - Generalidades sobre funções reais de variável real Análise Matemática - 009/010 - Generalidades sobre unções reais de variável real.1-deinição e Propriedades De..1 Sejam A e B conjuntos, e uma correspondência de A para B, isto é um processo de associar

Leia mais

Capítulo 3. Fig Fig. 3.2

Capítulo 3. Fig Fig. 3.2 Capítulo 3 3.1. Definição No estudo científico e na engenharia muitas vezes precisamos descrever como uma quantidade varia ou depende de outra. O termo função foi primeiramente usado por Leibniz justamente

Leia mais

Continuidade de uma função

Continuidade de uma função Continuidade de uma função Consideremos f : D f uma função real de variável real (f.r.v.r.) e a um ponto de acumulação de D f que pertence a D f. Diz-se que a função f é contínua em a se lim f x f a. x

Leia mais