Economia da Usinagem



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Transcrição:

UDESC Universidade do Esado de Sana Caarina FEJ Faculdade de Engenharia de Joinville Economia da Usinagem Prof. Régis Scalice DEPS Deparameno de Engenharia de Produção e Sisemas

Processo de definição econômica de máquinas arefa formao maerial acabameno ferramena geomeria maerial vida Poência Disponível X Necessária Parâmeros de Processo velocidade de core velocidade de avanço profundidade de core Máquinas dimensões poência rigidez movimenos

Processo de definição econômica de máquinas arefa formao maerial acabameno ferramena geomeria maerial vida Poência Disponível X Necessária Parâmeros de Processo velocidade de core velocidade de avanço profundidade de core Máquinas dimensões poência rigidez movimenos Opções de máquinas e respecivos processos

Processo de definição econômica de máquinas arefa formao maerial acabameno ferramena geomeria maerial vida Poência Disponível X Necessária Parâmeros de Processo velocidade de core velocidade de avanço profundidade de core Máquinas dimensões poência rigidez movimenos Opções de máquinas e respecivos processos Selecionar Máquina mais adequada ao volume/loe a ser produzido

Processo de definição econômica de máquinas arefa formao maerial acabameno Poência Disponível X Necessária Respeiar Máquinas dimensões poência rigidez movimenos ferramena geomeria maerial vida Disponibilidade Parâmeros de Processo velocidade de core velocidade de avanço profundidade de core do Equipameno!!! Opções de máquinas e respecivos processos Selecionar Máquina mais adequada ao volume/loe a ser produzido

EXEMPLO GUIA Apresenação do problema Pede-se para selecionar enre diferenes ornos aquele que é o mais econômico Os empos e cuso do processo são apresenados na abela abaixo Para obenção do programa CN da peça em quesão são necessárias 2 horas para ser obido, por um processisa que cusa 30$ a hora. O cuso de uma aresa da pasilha é consane core secund aproxima prepar roca fer S homem S maqui Kf aresa min min min min min $/h $/h $ Universal 0,7 3 2 3 2 25 25 2 Auomaico 0,3 0,5 1 30 3 15 70 2 CNC 0,4 1 1 1 1 25 50 2

Revisão Como são obidos os empos de usinagem? Tempo de core: É a oalidade dos empos aivos, ou seja, quando os movimenos de core e avanço esão efeivamene ocorrendo Para o orneameno pode ser obido por: L L = f = f = c v f.n f π.d.l 1000.f.v f c Para operações com rajeórias complexas (ou com variação de roação) às vezes é preferível cronomerar o processo ao invés de calculá-lo.

Revisão Como são obidos os empos de usinagem? Tempos passivos: Nem sempre podem ser calculados Usualmene são definidos por écnicas específicas e cronomeragem, esabelecendo-se empos padrões Dividem-se em: 1: empo improduivo Colocação, inspeção e reirada da peça, aproximação e afasameno da ferramena, subsiuição de ferramena (enre loes de diferenes ipos), preparo da máquina. 2: roca de ferramena Ao final da vida da ferramena, denro de um mesmo loe

Ciclo de usinagem O Ciclo de usinagem é definido como: 1. Colocação e fixação da peça 2. Aproximação e posicionameno da ferramena 3. Core 4. Afasameno da ferramena 5. Inspeção (se necessário) e reirada da peça Além dessas fases, ambém fazem pare do processo (no caso de loes com Z peças): 6. Preparo da máquina 7. Remoção da ferramena 8. Recolocação e ajusagem da nova ferramena

Tempos de usinagem O empo oal de usinagem de uma peça em um loe de peças é obido pela seguine equação: N = + + + p +. c s a Z Z Onde: = empo oal de usinagem c = empo de core (fase 3 do ciclo de usinagem) s = empo secundário (fases 1 e 2) a = empo de aproximação e afasameno (fases 2 e 4) p = empo de preparo da máquina (fase 6) f = empo de roca da ferramena (fases 7 e 8) Z = loe de peças f

Número de rocas de ferramenas (N ) O número de rocas de ferramenas é obido pela equação: Onde: N = Z c 1 T Z = loe T = vida úil da ferramena (usualmene 15 minuos) c = empo de core

EXEMPLO GUIA Cálculo do empo oal de usinagem É soliciada a produção de um volume igual a 80 peças, em loes de 10. N = p N = Z c 1 c s a f T + + + +. Z Z Quais são os valores a serem colocados nas equações? core secund aproxima prepar roca fer S homem S maqui Kf aresa min min min min min $/h $/h $ Universal 0,7 3 2 3 2 25 25 2 Auomaico 0,3 0,5 1 30 3 15 70 2 CNC 0,4 1 1 1 1 25 50 2

EXEMPLO GUIA Cálculo do empo oal de usinagem Como resulado emos: oal Loe Volume min peças peças Universal 5,89 10 80 Auomaico 4,56 CNC 2,43

Cusos de Produção O Cuso de produção por peça pode ser obido pela equação abaixo: K = K + K + p usin maq K ferr Onde: K p = cuso de produção por peça K usin = cuso da mão-de-obra de usinagem K maq = cuso da máquina Depreciação, manuenção, espaço ocupado, consumo, ec.) K ferr = cuso das ferramenas Depreciação, roca, afiação, ec.)

Cusos de Produção As 3 parcelas da equação anerior podem ser dadas pela equação: Onde: S S. h. m c.k p f/aresa 60 60 T K = + + = empo oal (min) S h = salário e encargos do operador (R$/h) S m = cuso oal máquina (R$/h) c = empo de core (min) T = vida da ferramena (min) K f = cuso da ferramena por vida (R$/vida da ferramena) Por aresa úil E como fica o cuso da programação CN? Amorizado no volume oal de produção

EXEMPLO GUIA Cálculo do cuso de produção Em nosso exemplo: core secund aproxima prepar roca fer S homem S maqui Kf aresa min min min min min $/h $/h $ Universal 0,7 3 2 3 2 25 25 2 Auomaico 0,3 0,5 1 30 3 15 70 2 CNC 0,4 1 1 1 1 25 50 2 Como resulado emos: S S K + 60 60 T h m c p =. +..Kf/aresa Kp Loe Volume R$/peça peças peças Universal 5,00 10 80 Auomaico 6,50 CNC 3,84 Sprog = 0,75 R$/peça

Tese seus conhecimenos Pede-se para repeir a análise realizada para os seguines casos: 1. Loe = 5 peças; Volume = 5 peças 2. Loe = 500 peças; Volume = 5.000 peças N c = N = 1 f Z Z Z T p c + s + a + +. K = K + K + p usin maq S S K + 60 60 T K ferr h m c p =. +..Kf/aresa Resposas Kp (caso1) Kp (caso 2) R$/peça R$/peça Universal 5,09 4,92 Auomaico 10,33 2,75 CNC 15,09 3,10