GESTÃO DO CONHECIMENTO MÓDULO 8
Índice 1. Identificação, Criação e Socialização do Conhecimento...3 1.1 Objetivo:... 3 1.2 Síntese:... 3 2. Identificação e criação do conhecimento...3 2
1. IDENTIFICAÇÃO, CRIAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO 1.1 OBJETIVO: Esse módulo (4) tem como objetivo levá-lo a compreender como se identifica, cria e compartilha conhecimento. 1.2 SÍNTESE: Identificação e criação do conhecimento por meio da conversão de conhecimento tácito em explícito. Compartilhar o conhecimento. Agora que você já sabe fazer a distinção entre dados, informação e conhecimento e, também conhece os tipos de conhecimento. Vamos continuar a adquirir mais conhecimento? 2. IDENTIFICAÇÃO E CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO Lembrando que Carvalho e Tavares (2001) sustentam que a informação é a base do conhecimento e que, portanto, só devem ser incorporadas ao ambiente organizacional as informações essenciais ao negócio da empresa. Essas informações deverão estar prontas para serem interpretadas diante dos contextos organizacionais. Para Krogh et al (2001) a empresa criadora de conhecimento envolve tanto ideias quanto ideais e isso irá fomentar a inovação. Criar novos conhecimentos será recriar a organização e todas as pessoas que a compõem. Segundo Nonaka e Takeuchi (1995), para se tornar uma empresa que gera conhecimento (knowledge creating company) a organização deve completar uma espiral do conhecimento, espiral esta que vai de tácito para tácito, de explícito para explícito, de tácito para explícito, e finalmente, de explícito para tácito. A conversão do conhecimento poderá ser feita de quatro maneiras, conforme a definição abaixo: a) socialização (conhecimento tácito para tácito): A transferência do conhecimento tácito se dá através do compartilhamento de experiências, da observação e da imitação. Isoladamente, a socialização é uma forma limitada de criação de conhecimento, pois, embora o aprendiz absorva as habilidades do mestre, nenhum dos dois agrega qualquer insight sistemático ao conhecimento do ofício. Na prática, ocorreria mediante atividades como: sessões informais e brainstormings e interações com clientes. Como esse conhecimento não se torna explícito torna difícil para a organização a lava n cá - lo; b) combinação (conhecimento explícito para explícito): É o processo de sistematização de conceitos existentes em um novo sistema de conhecimentos. Essa combinação não amplia a base de conhecimentos já existentes. Como exemplo pode-se dizer que quando alguém na organização coleta informações de toda a organização e as transforma em um relatório, essa pessoa está sintetizando ou combinando informações de várias fontes diferentes; c) externalização (conhecimen to tácito para explícito): 3
Modelos mentais individuais e habilidades são transformados em conceitos comuns. Ocorre uma interação entre o compartilhamento dos modelos mentais e a análise, quando se consegue desenvolver uma abordagem inovadora com base em conhecimentos tácitos desenvolvidos ao longo dos anos; d) internalização (conhecimento explícito para tácito): Vivenciar o resultado prático de um novo conhecimento. Exercício continuado e um processo de autoaprimoramento. Está relacionado com o aprender fazendo. Na medida em que um conhecimento é explicitado e compartilhado, outras pessoas começam a internalizá-lo, ou seja, utilizam-no para ampliar, estender e reformular seus próprios conhecimentos tácitos. Portanto o conhecimento deve ser articulado e então interna lizado para se tornar parte da base de conhecimento de cada pessoa. Sempre que se caminha na espiral, pois ela deve ser recomeçada depois de ter sido completada, a aplicação do conhecimento é ampliada em outras áreas da organização. Para os autores, na empresa criadora de conhecimento, todos os quatro padrões estão presentes, em constante interação dinâmica, constituindo uma espécie de espiral, conforme a figura abaixo: Figura - Espiral da criação do conhecimento organizacional Exemplificando: Figura Conversão do conhecimento 4
Fonte: NONAKA, I. & TAKEUCHI, H. Criação do conhecimento na empresa. Rio de Janeiro: Campus, 1997. 5