ABDE - 39 ENCONTRO NACIONAL DE CONTADORES Painel: PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Adler Van Grisbach Woczikosky Gerente Sênior Tax & Legal KPMG Novembro, 2013
INTRODUÇÃO Objetivos e temas 1 - BASE DE CÁLCULO PIS/COFINS PARA INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS 2 - REGIME DE TRIBUTAÇÃO DO PIS E DA COFINS APLICÁVEL ÀS AGÊNCIAS DE FOMENTO EQUIPARAÇÃO ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS 3 - TESES E DISCUSSÕES JURÍDICAS EXISTENTES APLICÁVEIS 2
DISCUSSÃO BASE DE CÁLCULO PIS/COFINS PARA INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Base de Cálculo do PIS e da COFINS = produto da venda de mercadorias e serviços Lei Complementar nº 7/70 e Lei Complementar nº 70/91; Lei nº 9.718/98 Faturamento = totalidade de receitas auferidas pela pessoa jurídica independentemente da classificação contábil ou atividade desenvolvida RECEITA BRUTA. O STF no julgamento do Recurso Extraordinário nº 346.084 declarou a inconstitucionalidade de artigo 3º, 1º da Lei 9.718/98 que alargou a base de cálculo do PIS e da COFINS - (Afastou a incidência do PIS/COFINS sobre receitas NÃO operacionais). Questão Atual: Delimitação do alcance da incidência do PIS e da COFINS sobre RECEITAS FINANCEIRAS e RECEITAS OPERACIONAIS das Instituições Financeiras e Companhias Seguradoras; 3
DISCUSSÃO BASE DE CÁLCULO PIS/COFINS PARA INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Leading Cases: Recurso Extraordinário i nº 609.096: 096 (Banco Santander) o Trata da questão da incidência do PIS e da COFINS sobre as receitas financeiras das Instituições Financeiras. Aguardando Julgamento desde 2011 Ministro Relator: Ricardo Lewandowski Recurso Extraordinário nº 400.479: (AXA Seguros Brasil S/A) o Discute acerca da incidência da COFINS sobre receitas financeiras e operacionais das Companhias Seguradoras. Aguardando Julgamento desde 2012 Ministro Relator: Marco Aurélio. Efeitos dos Julgamentos dos Leading Cases: o Recursos já interpostos t estão Sobrestados aguardando d o posicionamento i do STF; Oportunidade/Recomendação: o Trabalho de análise minuciosa das receitas que representam apenas entradas: 1) Receitas Operacionais 2) Receitas Não Operacionais 3) Créditos contabilizados como receita Decorrentes de Reembolsos ou Receitas de Terceiros 4
EQUIPARAÇÃO DAS AGÊNCIAS DE FOMENTO ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NÃO SUJEIÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS À SISTEMÁTICA DA NÃO CUMULATIVIDADE DO PIS E DA COFINS: Leis 10.637/02 e 10.833/03 Instituições i previstas no artigo 22 da Lei 8.212/91 e no parágrafo 6º da Lei 9.718/98 CONCEITO DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Art.17 da Lei nº 4.595/64. CONSIDERAM-SE INSTITUIÇOES FINANCEIRAS, para os efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas publicas ou privadas, que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, INTERMEDIÁRIA OU APLICAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS PRÓPRIOS OU DE TERCEIROS, em moeda nacional ou estrangeira e a custodia de valor de propriedade de terceiros. AGÊNCIAS DE FOMENTO: o Criadas pelo programa de redução da presença do setor público na atividade bancária instituído pelo Governo Federal através da MP nº 1514/96 (Atual MP nº 2192-70/2001) e Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 2.574/1998 (Alterada pela Resolução nº 2828/2001); o Estímulo ao desenvolvimento econômicoesocialdoestadomediante a concessão de empréstimos e financiamentos de capital de giro e fixo intermediação financeira para concessão de créditos de médio e longo prazo; 5
EQUIPARAÇÃO DAS AGÊNCIAS DE FOMENTO ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS o Conceito de Agências de Fomento: i) Resolução do CMN nº 2828/2001: objeto social é o financiamento de capital fixo e de giro associado a projetos na Unidade da Federação onde tenham sede. ii) Medida Provisória nº 2139-62/2001: termo instituições financeiras dedicadas ao financiamento de capital fixo e de giro associado a projetos no país, denominadas agências de fomento. iii) O Banco Central do Brasil atribui às Agências de Fomento o status de instituições financeiras e integrantes do Sistema Financeiro Nacional; o Principais Atividades: i) concessão de financiamentos de médio e longo prazo para capital fixo e de giro; ii) captação de recursos para repasse; iii) administração de fundos constitucionais; iv) prestação de serviços de consultoria; o Materialidade do PIS e da COFINS definido no art. 195 da CF/88 e nas Leis 9.718/98, 10.637/02 e 10.833/03: Totalidade das receitas auferidas entradas que significam acréscimo patrimonial; o Ofensa aos Princípios Constitucionais da Isonomia, Capacidade Contributiva e Justiça Tributária QUESTIONAMENTOS FISCAIS E AUTOS DE INFRAÇÃO: o Escopo de exigir a tributação no percentual de 9,25%, bem como analisar a tributação incidente sobre as receitas operacionais, não operacionais e créditos contabilizados como receita. o Possibilidade de tomada de créditos sobre Despesas Financeiras de Intermediação 6
Obrigado! Adler Van Grisbach Woczikosky Gerente Sênior +55 (XX41) 3544-4833 awoczikosky@fcam.adv.br