1.1 Rotor totalmente articulado

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "1.1 Rotor totalmente articulado"

Transcrição

1 1 Movimento da pá Antes de estudar as equações que governam o movimento da pá vamos primeiro ver com é que esse movimento é conseguido. As pás dos helicópteros estão ligadas ao veio do rotor com uma série de dobradiças: Dobradiças de batimento, que permite o movimento para cima e para baixo (batimento). Dobradiças de avanço-atraso. Rolamentos de picada (prato cíclico) utilizado para controlar o ângulo de picada da pá. Tínhamos visto nos capítulos anteriores que a pá, com o helicóptero com movimento horizontal, ao avançar gera mais sustentação do que a pá ao recuar o que provocaria um momento de rolamento responsável por muitos acidentes durante o desenvolvimento inicial do helicóptero. Este momento pode ser evitado com o movimento de batimento. Com este movimento de sobe e desce o centro de massa da pá aproxima-se a afasta-se do eixo de rotação o que provoca uma mudança na sua velocidade linear o que irira provocar forças na raiz da pá. A estas forças juntam-se as forças de resistência aerodinâmica varia com a posição azimutal que mais uma vez geram forças cíclicas na raiz da pá. Para evitar estas forças é permitido à pá avançar ou recuar em relação à sua posição normal. Estes dois movimentos serão apenas a resposta da pá as forças aplicadas e não são directamente controlados pelo piloto. O terceiro movimento (rolamento de picada) é o único que é controlado pelo piloto e ao ângulo de picada da pá, altera-se o ângulo de ataque alterando-se a força gerado pelo rotor. Pode-se assim gerar mais propulsão fazendo o helicóptero subir, menos propulsão fazendo o helicóptero descer. As cargas aerodinâmicas geradas na pá são afectadas pelo movimento das mesmas. Dado que todos estes movimentos são feitos com ângulos pequenos pode-se assumir que o movimento de atraso pode ser negligenciado na sua influência nas forças geradas mas o de batimento e o de picada não o podem ser dado que a sua influência é

2 fundamental na geração de forças. Vamos então estudar como é que este movimento é conseguido através de diferentes ligações da pá com a cabeça do rotor. 1.1 Rotor totalmente articulado Figura 1 Cabeça totalmente articulada do helicóptero militar AH-64 Apache Figura 2 Cabeça totalmente articulada do rotor coaxial do helicóptero Kamov Ka-29TB Helix

3 Neste tipo de cabeças de rotor a ligação entre a pá e a cabeça é feita através de dobradiças e rolamentos permitindo o movimento relativo entre a pá e a cabeça. Assim o rotor tem dobradiças permitem o movimento de batimento e de atraso, rolamentos permitem o movimento de picada. Normalmente são adicionados amortecedores às dobradiças de atraso. Dado que são necessários mecanismos que permitam este movimento estes rotores são pesados e provocam grande resistência aerodinâmica. O projecto deste tipo de rotores, apesar de ser complicado dado a interacção de todos os mecanismos, está de tal maneira desenvolvido que a sua utilização é sempre a primeira escolha. Em termos de manutenção e dado haver mais mecanismos em causa, esta é mais complicada e cara. 1.2 Rotor Teetering Neste tipo de rotores não existe uma dobradiça independente de batimento/atraso isto porque as pás estão fisicamente ligadas uma à outra. Isso quer dizer que se uma pá tiver um movimento de batimento para cima a outra terá um movimento batimento idêntico para baixo. O mesmo aconteceria com o movimento de atraso. No entanto este tipo há rolamentos independentes de picada. Este tipo de rotor é mecanicamente extremamente simples. Apesar de ter uma resistência aerodinâmica menor que o rotor totalmente articulado esta ainda é elevada. No entanto o seu projecto e manutenção são facilitados. Uma variação é a cabeça teetering cujo apoio se situa acima do plano do rotor. Figura 3 Rotor do helicóptero UH-1 Huey

4 Figura 4 Pormenor do rotor do helicóptero UH-1 Huey Figura 5 Rotor do helicóptero Robinson R-22

5 Figura 6 Pormenor do rotor Robinson R-22 Este tipo de rotor não está limitado a duas pás. Os rotores do Osprey V-22 (três pás) são deste tipo onde as três pá estão ligado a uma cabeça e esta está posicionada num apoio rotativo sobre o veio de rotação. Figura 7 Rotor tetering do Osprey V Sem dobradiças Outro tipo de rotores foi desenvolvido com a intenção de se eliminar as dobradiças de batimento e de atraso. Para tal o movimento da pá é obtido por flexão dos materiais de

6 ligação entre a pá e a cabeça do rotor. Devido a esta flexão em dois eixos existe um acoplamento dos movimentos de batimento e de atraso. Mecanicamente é um rotor extremamente simples, de menor resistência aerodinâmica. Tem óptimas capacidades de manobra. E apesar de ser mais complicado de projectar dado termos de encontrar matérias quer permitam o movimento repetido de flexão dentro de valores aceitáveis, a sua manutenção é muito mais simples dado ter menos mecanismos. A sua resistência aerodinâmica é também menor dado a dimensão da cabeça também, ser menor. Figura 8 Westland Lynx Na Erro! A origem da referência não foi encontrada. está um esquema de um rotor sem dobradiças com amortecedor para o movimento de atraso que, como veremos mais à frente, não tem um amortecimento muito grande como acontece com o movimento de batimento.

7 1.4 Rotor sem rolamentos A extensão lógica será retirar os rolamentos de picada, ficando assim um rotor compacto sem mecanismos de movimento relativo. O rotor sem rolamentos não tem dobradiças de batimento/atraso nem rolamentos de picada. Todo o movimento é feito com flexão e torção dos elementos de ligação. Naturalmente irá haver um acoplamento entre todos os movimentos. No entanto mecanicamente é muito simples o que permite uma pequena resistência aerodinâmica, e muito fácil manutenção. Por outro lado é complicado de projectar Figura 9 Rotor sem dobradiças do Eurocopter AS355 TwinStar Figura 10 Rotor sem dobradiças do Eurocopter EC135

8 1.5 Relação entre movimentos A ordem pela qual as dobradiças batimento e atraso e os rolamentos de picada são posicionados variam com fabricante e com o modelo do helicóptero. O uso de dobradiças coincidentes para batimento e atraso é comum porque permite um projecto mais compacto. Normalmente os rolamentos de picada são normalmente posicionados depois. Não é obrigatório, nem muitas vezes possível que as dobradiças estejam posicionadas sobre o eixo de rotação. Para o movimento de batimento por exemplo para que o eixo de batimento intersecte o eixo de rotação tem que haver um desfasamento na posição da (Erro! A origem da referência não foi encontrada.), podendo ou não estar o eixo de atraso a 90º do eixo de rotação. Se o eixo de rotação de atraso estiver afastado do eixo

9 de rotação isso alterar a posição relativa do centro de massa e esta nova posição terá se ser tida em conta no cálculo da respectiva velocidade (Erro! A origem da referência não foi encontrada.). Estudando agora apenas o movimento de atraso, Erro! A origem da referência não foi encontrada., vemos que a posição do centro de massa da pá depende do ângulo de atraso. Esta alteração do ângulo não levanta grandes problemas se todas as pás tiverem o mesmo ângulo de atraso, ou seja um desfasamento de 360º o centro de massa mantémse em cima do eixo de rotação. No entanto se o desfasamento for de 180º, Figura 11, ou seja se uma pá tem um ângulo de atraso a pá afastado de 180º têm o mesmo ângulo mas de avanço. Neste caso o centro de massa afasta-se do eixo de rotação e provoca um movimento alternado deste em torno do eixo de rotação, que se não for controlado pode lavar à destruição do próprio aparelho. Este tipo de problemas pode acontecer quando o aparelho está a descolar com uma velocidade horizontal e por exemplo bate numa pedra que provoca o deslocamento do centro de massa do rotor. Este vai provocar um movimento oscilatório que vai excitar a fuselagem e se se aproximar da sua frequência própria do aparelho pode levar à destruição deste.

10 Figura 11 Movimento do centro de massa com pás desfazadas 1.6 Acoplamento entre os movimentos Vimos então que a pá pode ter três movimentos de rotação. No entanto vimos também que os três eixos de rotação não são necessariamente ortogonais. Podemos então decompor compor o movimento de rotação total nas três componentes segundo o eixo Y ao longo da pá (eixo de picada), perpendicula perpendicularr à pá mas no plano de rotação eixo X (de batimento e perpendicular ao plano do rotor batimento) rotor, Z, (eixo eixo de atraso) atraso) Figura 12.. Fazendo a

11 projecção do eixo total de rotação no plano XY fica definido o ângulo que dá a interferência entre o batimento e a picada da pá. Figura 12 Decomposição do movimento de rotação em batimento, atraso e pica picada Figura 13 Acoplamento entre picada e batimento Este acoplamento implica que quando a pá tem um movimento ascendente este vai diminuir o ângulo de picada, diminuindo a sustentação o que vai contra o movimento

12 ascendente. Se for um movimento descendente o ângulo de ataque vai aumentar aumentado o geração de sustentação contrariando mais uma vez o movimento Figura 14 Sem acoplamento entre o movimento de batimento e de picada Este acoplamento pode sser er anulado se o eixo de batimento intersectar o ponto de controlo do ângulo de picada. Se fizermos a projecção do eixo de rotação no plano ZY temos o acoplamento entre o atraso e o batimento Figura 15 Acoplamento entre o movimen movimento to de atraso e batimento

13 Figura 16 Caso geral de acoplamento entre os três movimentos movimentos, ângulos δ No caso geral temos um ângulo δ3 0 que dá um acoplamento entre o bbatimento e picada, um ângulo δ1 0 que dá um acoplamento de batimento picada, batimento e atraso (Figura Figura 16). Se consideramos agora os as outras projecções ((Figura Figura 17)) concluímos que com α3 0 temos o acoplamento entre o aatraso traso e picada e α1 0 o acoplamento entre o atraso a e batimento batimento.

14 Figura 17 Caso geral de acoplamento entre os três movimentos, ângulos α 1.7 Movimento cíclico Estudemos udemos agora como é que o piloto controla o helicóptero alterando o ângulo de picada das pás. Esta alteração pode ser feita colectivamente (alteração do ângulo de picada de igual modo seja qual for a posição azimutal da pá) ou ciclicamente (a alteração ao ângulo de picada depende da posição azimutal da pá. Esta alteração é conseguida através do prato cíclico, ver Figura 18.. Este prato é constituído por duas parte sobrepostas. Uma fixa ligado aos comandos dos piloto outra rotativa lligada às próprias pás. Este prato para além de se mover axialmente com o veio do rotor pode ainda inclinar-se inclinar se em relação a este. Cada pá está ligada ao prato por um cabo de controlo que liga o bordo de ataque da raiz da pá ao prato cíclico cíclico.. Assim se o prato prat se movimentar para cima obriga a pá a rodar no seu eixo longitudinal aumentando o ângulo de picada. O prato é controlado por dois comandos à disposição do piloto. Um é a alavanca do lado esquerdo do piloto (Figura Figura 19) que controla controla colectivamente o prato fazendo subir ou descer axial segundo o veio do rotor (Erro! Erro! A origem da referência não foi encontrada.). Isto faz aumentar ou diminuir o ângulo de picada que por sua vez gera mais ou menos propulsão. Como efeito secundário o aumento ou diminu diminuição ição do ângulo de picada altera também a resistência aerodinâmica e por isso a potência necessária para a vencer. É necessário por isso que na alavanca haja possibilidade de se alterar a potência fornecida ao rotor ((Figura Figura 20)) que em alguns modelos é feito manualmente em outros é feito automaticamente.

15 Figura 18 Prato cíclico de controlo do rotor Figura 19 Comando colectivo: Alavanca do lado esquerdo

16 Figura 20 Pormenor da alanca de controlo colectivo Para o controlo da direcção do helicóptero o piloto utiliza a manche (Figura 21). Ao utilizar a manche o piloto inclina o prato cíclico e assim aumenta o ângulo de picada de

17 para uma determinada posição do ângulo azimutal e diminui para a posição azimutal oposta ou seja 180º depois (Erro! A origem da referência não foi encontrada.). Ao se alterar a geração de propulsão dependendo da posição azimutal o rotor entra em precessão e encontra uma nova posição de equilíbrio, onde a força de propulsão gerada pelo rotor terá a inclinação pretendida pelo piloto. Figura 21 Comando cíclico: Manche

18 1.8 Movimento de batimento da pá Na secção anterior foi visto que as pás a ligação da pás ao veio do rotor é feita através de dobradiças de batimento que permitem à pá subir ou descer em relação ao plano do rotor. A força de sustentação gerada pela pá tende a fazer subir a pá, movimento de batimento ascendente. O peso e as forças inerciais centrifugas (opostas a respectiva aceleração) tendem a fazer descer a pá, movimento de batimento descendente. Enquanto a pá roda é encontrada uma equilíbrio onde o somatório dos momentos devido a estas forças é nulo. No entanto dado que o peso a considerar é apenas o peso da pá mas a força de sustentação contraria todo o peso do helicóptero (do qual o peso da pá é apenas uma pequena parcela) despreza-se o peso nos cálculos subsequentes.

19 Figura 22 Posição de equilíbrio da pá no movimento de batimento. Estudando a posição de equilíbrio da pá: Dado que é uma posição de equilíbrio é uma posição constante. Para tal forças não podem variar durante o movimento de rotação da pá. Esta condição é encontrada no voo pairado ou axial do helicóptero. Estudando (ver Figura 22) o elemento de pá dy distanciado de y do eixo de rotação. A pá tem como massa por unidade de comprimento m e a dobradiça de batimento está posicionada à distância er do eixo de rotação e roda com uma velocidade constante Ω. A força centrifuga será igual mas oposta à massa a multiplicar pela respectiva aceleração que num movimento de rotação é centrípeta. = = 1.1 Admitindo que não há desfasamento da dobradiça de batimento em relação ao eixo de rotação (er=0) a força centrifuga total é dada por: = = 2 = nesta última expressão M é a massa total da pá. Voltando à Figura 22, vemos que a pá tem um ângulo de batimento em relação ao plano de rotação do rotor. Fisicamente constata-se que este ângulo é pequeno logo sin =, cos = 1. Para o movimento que estamos a estudar a componente da força centrifuga paralela à pá não nos interessa dado que o seu momento não induz qualquer alteração ao ângulo de batimento. Interessa-nos por isso a componente perpendicular à pá: sin = sin 1.3

20 Podemos encontrar o momento da componente perpendicular à pá da força centrifuga em relação à dobradiça de batimento, sabendo que o respectivo braço é a distância medida ao longo da pá desde a posição da dobradiça de batimento até ao elemento em questão: = sin = 1.4 dado que estamos a considerar que o ângulo de batimento é constante (posição de equilíbrio), assim a massa por unidade de comprimento: = = 3 = 3 = Podemos também escrever o momento da força centrífuga da seguinte forma = = 1.6 Onde é o momento de inércia da pá em relação à dobradiça de batimento. A este momento estabilizador vai-se contrapor o momento destabilizador das forças aerodinâmicas. O momento aerodinâmico é dado, integrando ao longo de toda a pá o produto da força aerodinâmica perpendicular à pá (sustentação) a multiplicar pelo braço, distância ao longo da pá, que tínhamos visto é igual a y: = 1.7 Na posição de equilíbrio o somatório dos dois momentos é zero M CF +M β =0 por isso: 3 Como queremos encontrar a posição de equilíbrio: = = As expressões acima podem ser modificadas no caso de haver um desfasamento entre a dobradiça de batimento e o eixo de rotação. Neste caso o momento da força centrífuga é:

21 = = 1 3 = Dado que o desfasamento é sempre pequeno er<(0.15r) podemos desprezar potências maiores do que 1 de e. O momento aerodinâmico será dado por: = 1.11 E o ângulo de equilíbrio (ângulo de coning) é: = Movimento de batimento da pá No movimento de rotação da pá as forças só se mantém constantes se o movimento do helicóptero for de voo pairado ou de voo axial. Em qualquer outro caso as forças aerodinâmicas dependem da posição azimutal da pá em por isso a pá irá ter um movimento de batimento onde o ângulo irá depender da posição azimutal. Por esta razão temos que estudar a dinâmica do movimento de batimento da pá. Neste caso aparece um terceiro momento, proporcional à aceleração de rotação, o momento inercial o qual tem que ser somando ao momento aerodinâmico (destabilizador) e ao momento da força centrífuga (estabilizador) na equação do movimento. Recordando o momento aerodinâmico e o momento da força centrífuga, numa situação onde não há desfasamento entre a dobradiça de batimento e o eixo de rotação são dados por: =, = 1.13 O momento inercial será dado por = 1.14

22 Figura 23 Movimento de batimento da pá Assumindo que a pá tem um desfasamento nulo a equação do movimento será: + = Pondo em evidência no primeiro e segundo termo o integral da distância à dobradiça ao quadrado : + = Como já tínhamos identificado este integral como sendo o momento de inércia da pá em relação ao eixo de batimento : + = 1.17 Olhando para a equação 1.17 vemos que temos a variação do ângulo de batimento com o tempo. Na realidade queríamos esta variação com a posição azimutal e não com o tempo. Mas dado que a relação entre a posição azimutal e o tempo é dada pela velocidade de rotação: = 1.18 podemos fazer a seguinte mudança de variável:

23 A segunda derivada de em ordem ao tempo virá: = = = = 1.19 = = = = 1.20 Utilizando as equações 1.19 e 1.20 na equação 1.17 podemos escrever: + = Para o cálculo do momento aerodinâmico podemos ir buscar as equações obtidas na teoria dos elementos de pá. Recordando temos para a sustentação para o caso de voo pairado: = Então o momento aerodinâmico pode ser calculado utilizando: = Assuming that the blade is rectangular, =. and the profile is the same along the whole blade =. and knowing that = : = Relembrando que = : = Substituindo a equação 1.25 na equação 1.21, a equação de batimento vem: + = Finalmente procedendo a mudança de variável 1.19: + =

24 Introduzindo a definição do número de Lock, que pode ser visto como o rácio entre as forças aerodinâmicas e as forças inerciais: a expressão final para a equação de batimento é: = = Esta equação pode ser comparada com a equação do movimento de um sistema massmola-amortecedor: + + = 1.30 Onde é o deslocamento ( a velocidade e a aceleração), a massa, o amortecimento e a constante da mola e as forças que actuam no sistema. Neste caso a frequência natural não amortecida do sistema é = 1.31 no nosso caso para o movimento de batimento será a raiz do coeficiente de pelo coeficiente de na equação 1.29: = 1 1 = Para melhor compreensão do movimento em cause vamos supor que o rotor está a trabalhar no vácuo. Neste caso não há geração de forças aerodinâmicas logo a equação 1.21 simplifica-se para: + = cuja solução é: = cos + sin 1.34 Com e constantes arbitrárias. Com a introdução das forças aerodinâmicas o rotor, que actua como um giroscópio irá entrar em precessão para uma nova orientação

25 até que o equilíbrio é novamente atingido através do amortecimento aerodinâmico. Uma forma mais geral da equação 1.21 pode ser obtida, mantendo o número de Lock, se o momento aerodinâmico não fosse calculado: + =, 1 = 1.35 Considerarmos agora que estamos perante um voo com velocidade horizontal, 0 e que a pá tem torção linear e por isso tem velocidade induzida uniforme. Neste caso é dado por: = 1 = 1.36 Substituindo U T e U P com as expressões obtidas com TEP e calculando o integral, podese obter: = + sin sin + çã + sin sin + 4 sin + + sin cos + 4 Que pode ser substituído na equação Dado que considerámos estar em voo horizontal com 0 a equação de batimento não tem uma solução analítica, sendo necessário utilizar métodos numéricos para a resolver. No entanto tínhamos visto que o termo de amortecimento, associado com (ver equações 1.29 e 1.30) é de origem aerodinâmica assim: = sin Para o caso de voo pairado, = 0, e um valor típico para o número de Lock = 8, corresponde a um amortecimento a partir da equação 1.38 de 50% do valor critico. Pode-se facilmente concluir que o movimento de batimento é estável. Para resolver a equação 1.37 podemos prescrever os valores que seriam impostos pelo piloto ou seja sua o ângulo de picada em qualquer posição azimutal (Ângulo de picada colectivo θ 0, Cíclico lateral θ 1c, Cíclico Longitudinal θ 1s ) e o rácio da velocidade induzida λ i e integrar numericamente. No entanto não nos dá a percepção de como o batimento da pá é afectado pelos vários parâmetros Alternativamente podemos tentar encontrar uma solução periódica e estável na forma de uma série de Fourier. No entanto esta solução não é valida para situações transientes tais como manobras. Assim assumimos que a primeira solução harmónica (à qual seriam somadas as restantes harmónicas) tem a forma:

26 = + cos + sin 1.39 Encontrando o par harmónico da parte constante e da periódica (em sin e cos ) em ambos os lados da equação 1.35: = çã = = + + çã1 A pairar, = 0, a solução simplifica-se = 0 + = Se assumirmos também que o movimento de picada (imposto pelo piloto) tem uma forma ao movimento de batimento: = + cos + sin 1.42 podemos concluir da equação 1.41 que a reposta de batimento tem um atraso de 90º em relação à variação de entrada do ângulo de picada: = + cos + sin 1.43 Em que o termo β 0 é a média ou o valor médio do movimento de batimento e é independente para posição azimutal da pá. O termo β 1c é a amplitude do movimento (coseno) representa a inclinação longitudinal do plano de trajectória das pontas das pás, Figura 24. Figura 24 Variação longitudinal do movimento de batimento O termo β 1s é a amplitude do movimento em seno. Representa a inclinação lateral do plano de trajectória das pontas das pás,.

27 Figura 25 Variação lateral do movimento de batimento Podemos fazer uma análise semelhante para o caso de existir um offset na dobradiça. As diferenças são: A força inercial m(y-er) dy actua a uma distância (y-er) da dobradiça A força centrifuga myω 2 dy actua a uma distância (y-er)β da dobradiça A forças aerodinâmicas Ldy actuam a uma distancia (y-er) da dobradiça A equação dos momentos em relação à dobradiça será então: + Neste caso o momento de inércia em relação ao eixo da dobradiça é: = = 1.45 A equação de batimento da pá é: ou = + = Nesta expressão = A equação 1.47 com a análoga com o sistema mass-mola-amortecedor, a frequência não amortecida do rotor é:

28 3 = = Dados os valores de e serem pequenos a frequência natural não amortecida é ligeiramente maior do que 1/ver. Isto também quer dizer que o atraso entre a entrada e resposta em batimento do rotor tem que ser menor do que 90º. Nesta caso como a equação de batimento é: + = 1.50 A resposta de batimento ao uma entrada do ângulo de picada é: = 8 1 = O que dá o ângulo longitudinal de batimento = E o ângulo lateral de batimento = Finalmente a frequência forçada 1/rev é menor que a frequência natural de batimento e pode ser demonstrado que o atraso (menor que 90º) é dado por: 8 1 ϕ = tan tan Movimento de atraso Vamos estudar agora outro movimento da pá: O movimento avanço/atraso. A pá tem este movimento para evitar esforços demasiado grandes na raiz da pá. Seguindo o exemplo do estudo do movimento de batimento vamos primeiro estudar o equilíbrio estático em torno da dobradiça de atraso para depois estudar o movimento de atraso em torno da respectiva dobradiça. O equilíbrio em torno da dobradiça de atraso é determinado pelo equilíbrio de momentos das forças centrifugas e aerodinâmicas, no

29 plano de rotação da pá, ao contrário do movimento de batimento que era visto num plano perpendicular ao plano de rotação Figura 26 Ângulo de atraso da pá A força centrifuga, que vimos que é igual ao oposto da aceleração centrípeta vezes a massa é : = = 1.55 Sendo a componente perpendicular à pá: = 1.56 Se considerarmos que não há desfasamento entre a dobradiça de atraso e o eixo de rotação, o momento da força centrifuga será : = = = As forças aerodinâmicas no plano de rotação da pá incluem quer a resistência induzida quer a resistência viscosa. Identificando como D a resistência total que actua a uma distância y D da dobradiça de atraso, podemos escrever que a equação de equilíbrio de momentos em torno da dobradiça de atraso é: = D y 3 = D y = 3D y 1.58 Podemos concluir que para um carregamento aerodinâmico constante, o ângulo de atraso é inversamente proporcional à massa da pá e à velocidade de rotação. Vamos agora considerar que há um offset da dobradiça a componente da força centrifuga perpendicular à pá é:

30 Da geometria do problema podemos concluir que = 1.59 = O momento centrifugo é: = = 1 = = = = A força de corte na dobradiça de atraso devido às forças aerodinâmicas e centrífugas tem que ser igual ao binário no veio dividido pelo offset da dobradiça: D cos ζ sin = Q er D ζ 1 = 1.62 Estudando agora o movimento de atraso da pá em torno da dobradiça de atraso com um offset de er do eixo de rotação: A actuar na pá temos a força de inércia m xdy = m y er ζ ( ) dy mxdy = m ζdy 1.63 Que actua a uma distância (y-er) da dobradiça. A força centrifuga ydy 1.64 Que actua a uma distância erx/y do eixo de rotação. De notar que

31 x = ζ 1.65 A resistência aerodinâmica D que actua a uma distância y-er da dobradiça. A equação dos momentos em relação à dobradiça de atraso é: m ζdy D dy + y er y ζ dy = Sabendo que o momento de inércia da pá em relação ao eixo da dobradiça é: I = m dy 1.67 Podemos escrever I ζ + ζ = 1 D dy Ω 1.68 Com er = m dy I = 3 2 er R er 3 2 e 1.69 De notar que se e=0 então v ζ =0. Onde v ζ é a frequência de atraso adimensional em relação à velocidade de rotação. O efeito amortecedor da força centrifuga é muito menor no movimento de atraso que no movimento de batimento. A frequência natural do movimento de atraso é muito menor do que no batimento. Tipicamente a frequência natural varia de 0.2Ω a 0.3Ω em rotores articulados até 0.6Ω a 0.8Ω em rotores sem dobradiças. O movimento de atraso é ligeiramente amortecido Por esta razão os rotores tem amortecedores externos.

32 Figura 27 Localização do amortecedor no movimento de atraso 1.11 Movimento conjunto batimento-atraso Nas duas secções anteriores estudámos o movimento de batimento e de atraso isoladamente. É claro que estes dois movimentos não acontecem separadamente mas em conjunto com o movimento rotativo da pá. Ao estudar o movimento conjunto temo de ter em atenção os efeitos de Coriolis devido à interacção dos dois movimentos. Vamos assumir também que as duas dobradiças, que podem ter um desfasamento em relação ao eixo de rotação, são coincidentes, logo ocupam a mesma posição longitudinal (y). Relembrando a Figura 22, as forças a actuarem na pá no movimento de batimento são: Força inercial = 1.70 Actuando a uma distância (y-er) da dobradiça. A força centrifuga: 1.71 Actuando a uma distância (y-er)β da dobradiça. A força de Coriolis: Actuando a uma distância (y-er)β da dobradiça. E finalmente a sustentação

33 1.73 actuando a uma distância (y-er). Recordando a Figura 26, para o movimento de atraso as força a actuarem na pá são: Força inercial = 1.74 Actuando a uma distância(y-er) da dobradiça. A força centrifuga 1.75 Actuando a uma distância (y-er)(er/yζ) da dobradiça. A força de Coriolis Actuando a uma distância (y-er)β da dobradiça. A resistência aerodinâmica Ddy 1.77 Actuando a uma distância(y-er) da dobradiça. Tendo a expressão para todas as forças e os respectivos braços podemos estabelecer a equação do momento em torno da dobradiça de batimento, utilizando as equações 1.70, 1.71, 1.72, 1.73: + 2 = Simplificando a equação do movimento de batimento acoplado com o movimento de atraso vem: Na última expressão + 2 = = =

34 Notar que v β 1 quando e 0. A equação do momento em torno da dobradiça de atraso utilizando as equações 1.74, 1.75, 1.76, 1.77: = E a equação do movimento de atraso acoplada com o movimento de batimento vem: Nesta última expressão + 2 = = = 1.83 Notar que v ζ 0 quando e 0. Nas equações acima 1.79 e 1.82 os movimento eram independentes mas acoplados através da força (aceleração de coriolis) Movimento conjunto batimento-picada Tinhamos visto anteriormente que o rotor pode ter um acoplamento picada-batimento através de uma dobradiça δ 3 normalmente utilizado para reduzir a amplitude do movimento de batimento. A cinemática é tal que se a pá bate com um ângulo β, o ângulo de picada é reduzido de β tan δ 3. Desta forma o ângulo de picada θ no lado direito da equação de batimento pode ser substituído por θ-β tan δ 3. Neste caso a equação obtida para o movimento de batimento 1.29 será alterada para: = 8 tan Da qual a equação do movimento de batimento pode ser encontrada: tan = Com um aumento da frequência de batimento: = = tan 1.86 E o respectivo ângulo de coning:

35 = tan 1.87 Rotores teetering Há no entanto dois tipos de rotores que necessitam de uma análise à parte. Um deles é o rotor teetering onde ambas as pás se encontram ligadas uma à outra (no caso de o rotor só ter duas pás que é o caso mais usual). Assim o rotor não tem dobradiças independentes de batimento ou atraso. Quando uma pá tem o movimento de batimento positivo a outra tem um movimento de batimento igual mas negativo, acontecendo a mesma coisa para o movimento de atraso. As pás podem ser construídas com um ângulo de β p, o que reduz as cargas de flexão devido ao carregamento aerodinâmico, existindo normalmente um δ 3 que reduz o batimento cíclico e os efeitos de Coriolis. O movimento dinâmico de batimento é obtido considerando o equilíbrio total das duas pás em que cada pá tem uma contribuição para o momento de: 2 + = E a equação do momento respectivo é: + = 1.89 Cuja frequência natural é = Se considerarmos que a equação do movimento de batimento para uma pá nesta situação tem a expressão geral (equação 1.39): = + cos + sin 1.91 Para a segunda pá, localizada a ψ+π a equação do movimento de batimento é: = 2 = + cos + + sin Esta última equação pode ser escrita como

36 = + 1 cos + + sin Igualando os coeficientes trigonométricos = + cos + sin 1.94 Rotores sem dobradiças O segundo tipo de rotores que merece uma atenção particular são os rotores sem dobradiças onde o movimento batimento de atraso são obtidos de flexão do material. Assumindo que a flexão é equivalente a uma mola de constante k β posicionada numa dobradiça equivalente com offset e, a equação do movimento de batimento é: + = = Escrevendo na forma convencional: Onde a frequência de batimento sem rotação: + = = 1.97 Com a frequência natural De notar que se o desfasamento virtual for dado por = = e

37 A análise pode prosseguir assumindo um rotor articulado. =

Equilíbrio em torno da dobradiça de batimento Eixo de rotação Direcção de batimento positiva Dobradiça de batimento Slide

Equilíbrio em torno da dobradiça de batimento Eixo de rotação Direcção de batimento positiva Dobradiça de batimento Slide Movimento da pá em rotação Como vimos as pás estão pivotadas na raiz de maneira a aliviar os momentos flectores nesta zona. Isto permite às pás subir e descer (batimento) As forças aerodinâmicas causam

Leia mais

1.1 Geração de Propulsão

1.1 Geração de Propulsão 1 oções básicas sobre o helicóptero. No capítulo anterior foi explicado de um modo sumário os grandes problemas que os pioneiros da aviação tiveram no desenvolvimento de um aparelho prático com capacidade

Leia mais

1 Teoria de elementos de pá

1 Teoria de elementos de pá 1 Teoria de elementos de pá A teoria do momento linear é um método simples e rápido para estimar a potência e a velocidade induzida no rotor, baseando apenas na área total do rotor, no peso do helicóptero

Leia mais

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 26 Estabilidade Latero-Direcional Dinâmica

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 26 Estabilidade Latero-Direcional Dinâmica Introdução ao Projeto de Aeronaves Aula 26 Estabilidade Latero-Direcional Dinâmica Tópicos Abordados Estabilidade Lateral Dinâmica. Estabilidade Direcional Dinâmica. Modos de Estabilidade Dinâmica. Fundamentos

Leia mais

Theory Portuguese (Portugal) Antes de iniciar este problema, leia cuidadosamente as Instruções Gerais que pode encontrar noutro envelope.

Theory Portuguese (Portugal) Antes de iniciar este problema, leia cuidadosamente as Instruções Gerais que pode encontrar noutro envelope. Q1-1 Dois Problemas de Mecânica Antes de iniciar este problema, leia cuidadosamente as Instruções Gerais que pode encontrar noutro envelope. Parte A. O Disco Escondido (3,5 pontos) Considere um cilindro

Leia mais

Mecânica Geral 2012/13

Mecânica Geral 2012/13 Mecânica Geral 2012/13 MEFT Responsável: Eduardo V. Castro Departamento de Física, Instituto Superior Técnico Corpo Rígido C / Semana 04 15/03/2013 (Tensor de inércia e eixos principais, movimento do girocompasso,

Leia mais

Capí tulo 6 Movimento Oscilato rio Harmo nico

Capí tulo 6 Movimento Oscilato rio Harmo nico Capí tulo 6 Movimento Oscilato rio Harmo nico 1. O Movimento Harmónico Simples Vamos estudar o movimento de um corpo sujeito a uma força elástica. Consideramos o sistema como constituído por um corpo de

Leia mais

Física 2 - Movimentos Oscilatórios. Em um ciclo da função seno ou cosseno, temos que são percorridos 2π rad em um período, ou seja, em T.

Física 2 - Movimentos Oscilatórios. Em um ciclo da função seno ou cosseno, temos que são percorridos 2π rad em um período, ou seja, em T. Física 2 - Movimentos Oscilatórios Halliday Cap.15, Tipler Cap.14 Movimento Harmônico Simples O que caracteriza este movimento é a periodicidade do mesmo, ou seja, o fato de que de tempos em tempos o movimento

Leia mais

Theory Portugues BR (Brazil) Por favor, leia as instruções gerais contidas no envelope separado antes de iniciar este problema.

Theory Portugues BR (Brazil) Por favor, leia as instruções gerais contidas no envelope separado antes de iniciar este problema. Q1-1 Dois problemas de Mecânica (10 pontos) Por favor, leia as instruções gerais contidas no envelope separado antes de iniciar este problema. Parte A. O disco escondido (3.5 pontos) Considere um cilindro

Leia mais

Voo Nivelado. Voo Nivelado

Voo Nivelado. Voo Nivelado Mecânica de oo I Mecânica de oo I 763 º Ano da Licenciatura em ngenharia Aeronáutica Pedro. Gamboa - 008 Mecânica de oo I. quações de Movimento linha de referência do avião α ε T, linha de tracção γ L

Leia mais

Resistência dos. Materiais. Capítulo 3. - Flexão

Resistência dos. Materiais. Capítulo 3. - Flexão Resistência dos Materiais - Flexão cetatos baseados nos livros: - Mechanics of Materials - Beer & Jonhson - Mecânica e Resistência dos Materiais V. Dias da Silva Índice Flexão Pura Flexão Simples Flexão

Leia mais

CONTROLE E MOVIMENTAÇÃO DO HELICÓPTERO

CONTROLE E MOVIMENTAÇÃO DO HELICÓPTERO 1 CONTROLE E MOVIMENTAÇÃO DO HELICÓPTERO O helicóptero é um veículo aéreo composto por um corpo e duas hélices: uma hélice principal de grande porte horizontal e outra de pequeno porte vertical na cauda

Leia mais

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2012/13

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2012/13 Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 212/13 Exame de 2ª época, 2 de Fevereiro de 213 Nome : Hora : 8: Número: Duração : 3 horas 1ª Parte : Sem consulta 2ª Parte : Consulta

Leia mais

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 19 Introdução ao estudo de Estabilidade Estática

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 19 Introdução ao estudo de Estabilidade Estática Introdução ao Projeto de Aeronaves Aula 19 Introdução ao estudo de Estabilidade Estática Tópicos Abordados Introdução à Estabilidade Estática. Definição de Estabilidade. Determinação da Posição do Centro

Leia mais

Física I 2010/2011. Aula 10. Movimento Oscilatório II

Física I 2010/2011. Aula 10. Movimento Oscilatório II Física I 2010/2011 Aula 10 Movimento Oscilatório II Sumário Capítulo 15: Oscilações 15-3 A Energia no Movimento Harmónico Simples 15-4 Um Oscilador Harmónico Simples Angular 15-5 O Pêndulo simples 15-7

Leia mais

Resistência dos Materiais

Resistência dos Materiais - Flexão Acetatos e imagens baseados nos livros: - Mechanics of Materials - Beer & Jonhson - Mecânica e Resistência dos Materiais V. Dias da Silva - Resistência dos Materiais, R.C. Hibbeler Índice Flexão

Leia mais

Dinâmica de um metrónomo básico

Dinâmica de um metrónomo básico Modelação e Simulação 013/14 Trabalho de Laboratório nº 3 Dinâmica de um metrónomo básico Objectivos Após realizar este trabalho, o aluno deverá ser capaz de: 1. Representar as equações do modelo de estado

Leia mais

DINÂMICA DE ESTRUTURAS E AEROELASTICIDADE

DINÂMICA DE ESTRUTURAS E AEROELASTICIDADE DINÂMICA DE ESTRUTURAS E AEROELASTICIDADE Prof. GIL Aeroelasticidade Estática Asas Enflechadas 1 O efeito do enflechamento Aeroelasticidade estática de asas enflechadas. Objetivo Determinar como a flexão,

Leia mais

EN ESTABILIDADE E CONTRoLE DE AERONAVES II - MOVIMENTO LONGITUDINAL DO AVIÃO. Maria Cecília Zanardi Fernando Madeira

EN ESTABILIDADE E CONTRoLE DE AERONAVES II - MOVIMENTO LONGITUDINAL DO AVIÃO. Maria Cecília Zanardi Fernando Madeira EN 3205 - ESTABILIDADE E CONTRoLE DE AERONAVES II - MOVIMENTO LONGITUDINAL DO AVIÃO Maria Cecília Zanardi Fernando Madeira Estabilidade e Controle de Aeronaves II - MOVIMENTO LONGITUDINAL DO AVIÃO REFERENCIAS:

Leia mais

Projeto Preliminar de Rotor de Cauda

Projeto Preliminar de Rotor de Cauda Anais do 14 O Encontro de Iniciação Científica e Pós-Graduação do ITA XV ENCITA / 009 Instituto Tecnológico de Aeronáutica, São José dos Campos, SP, Brasil, Outubro, 19 a, 009. Projeto Preliminar de Rotor

Leia mais

MOVIMENTO OSCILATÓRIO

MOVIMENTO OSCILATÓRIO MOVIMENTO OSCILATÓRIO 1.0 Noções da Teoria da Elasticidade A tensão é o quociente da força sobre a área aplicada (N/m²): As tensões normais são tensões cuja força é perpendicular à área. São as tensões

Leia mais

J. Delgado - K. Frensel - L. Crissaff Geometria Analítica e Cálculo Vetorial

J. Delgado - K. Frensel - L. Crissaff Geometria Analítica e Cálculo Vetorial 178 Capítulo 10 Equação da reta e do plano no espaço 1. Equações paramétricas da reta no espaço Sejam A e B dois pontos distintos no espaço e seja r a reta que os contém. Então, P r existe t R tal que

Leia mais

Vibrações Mecânicas. Sistemas Contínuos. DEMEC UFPE Ramiro Willmersdorf

Vibrações Mecânicas. Sistemas Contínuos. DEMEC UFPE Ramiro Willmersdorf Vibrações Mecânicas DEMEC UFPE Ramiro Willmersdorf [email protected] Sistemas contínuos ou distribuídos Equações diferenciais parciais; Cabos, cordas, vigas, etc.; Membranas, placas, etc; Processo

Leia mais

Vibrações Mecânicas. Sistemas com 2 Graus de Liberdade DEMEC/CTG/UFPE. Ramiro Brito Willmersdorf

Vibrações Mecânicas. Sistemas com 2 Graus de Liberdade DEMEC/CTG/UFPE. Ramiro Brito Willmersdorf Vibrações Mecânicas Sistemas com 2 Graus de Liberdade DEMEC/CTG/UFPE Ramiro Brito Willmersdorf 2015.1 Introdução Sistemas que requerem 2 coordenadas generalizadas para especificar unicamente sua configuração;

Leia mais

Capítulo 4 O Oscilador Amortecido

Capítulo 4 O Oscilador Amortecido Capítulo 4 O Oscilador Amortecido Vamos supor que um oscilador harmônico tenha amortecimento, isto é, sofre uma resistência ao seu movimento e que esta resistência, para simplificar seja linearmente proporcional

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof.

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof. CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO Prof. Bruno Farias Introdução Neste capítulo vamos aprender: Como descrever a rotação

Leia mais

AMORTECIMENTOS SUBCRÍTICO, CRÍTICO E

AMORTECIMENTOS SUBCRÍTICO, CRÍTICO E AMORTECIMENTOS SUBCRÍTICO, CRÍTICO E SUPERCRÍTICO Mecânica II (FIS-26) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá IEFF-ITA 26 de março de 2018 Roteiro 1 Modelo geral Amortecimento supercrítico Amortecimento subcrítico

Leia mais

Estabilidade Lateral-Direccional

Estabilidade Lateral-Direccional Estabilidade Lateral-Direccional João Oliveira Departamento de Engenharia Mecânica, ACMAA Instituto Superior Técnico Estabilidade de Voo, MEAero (Versão de 26 de Outubro de 2010) João Oliveira (ACMAA,

Leia mais

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 25 Estabilidade Longitudinal Dinâmica

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 25 Estabilidade Longitudinal Dinâmica Introdução ao Projeto de Aeronaves Aula 25 Estabilidade Longitudinal Dinâmica Tópicos Abordados Estabilidade Longitudinal Dinâmica. Modos de Estabilidade Longitudinal Dinâmica. Análise do modo de Pughoid.

Leia mais

Física II Ondas, Fluidos e Termodinâmica USP Prof. Antônio Roque Aula

Física II Ondas, Fluidos e Termodinâmica USP Prof. Antônio Roque Aula Aula 3 010 Movimento Harmônico Simples: Exemplos O protótipo físico do movimento harmônico simples (MHS) visto nas aulas passadas um corpo de massa m preso a uma mola executando vibrações de pequenas amplitudes

Leia mais

WORKSHOP DA COORD. DE CÂMARAS ESPECIALIZADAS DE ENGENHARIA INDUSTRIAL - CCEEI

WORKSHOP DA COORD. DE CÂMARAS ESPECIALIZADAS DE ENGENHARIA INDUSTRIAL - CCEEI CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA CONFEA WORKSHOP DA COORD. DE CÂMARAS ESPECIALIZADAS DE ENGENHARIA INDUSTRIAL - CCEEI Formação de Engenheiros para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico de

Leia mais

Figura 9.1: Corpo que pode ser simplificado pelo estado plano de tensões (a), estado de tensões no interior do corpo (b).

Figura 9.1: Corpo que pode ser simplificado pelo estado plano de tensões (a), estado de tensões no interior do corpo (b). 9 ESTADO PLANO DE TENSÕES E DEFORMAÇÕES As tensões e deformações em um ponto, no interior de um corpo no espaço tridimensional referenciado por um sistema cartesiano de coordenadas, consistem de três componentes

Leia mais

Resposta: (A) o traço é positivo (B) o determinante é negativo (C) o determinante é nulo (D) o traço é negativo (E) o traço é nulo.

Resposta: (A) o traço é positivo (B) o determinante é negativo (C) o determinante é nulo (D) o traço é negativo (E) o traço é nulo. MESTRADO INTEGRADO EM ENG. INFORMÁTICA E COMPUTAÇÃO 201/2018 EIC0010 FÍSICA I 1º ANO, 2º SEMESTRE 12 de junho de 2018 Nome: Duração 2 horas. Prova com consulta de formulário e uso de computador. O formulário

Leia mais

Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora

Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora Curso Profissional de Técnico de Multimédia Informação Prova da Disciplina de Física - Módulo: 1 Forças e Movimentos; Estática Modalidade da Prova: Escrita Ano

Leia mais

Movimento periódico é um movimento que um objecto repete com regularidade. O objecto regressa à posição inicial depois de um intervalo de tempo.

Movimento periódico é um movimento que um objecto repete com regularidade. O objecto regressa à posição inicial depois de um intervalo de tempo. Física 12.º Ano MOVIMENTOS OSCILATÓRIOS ADAPTADO DE SERWAY & JEWETT POR MARÍLIA PERES 2013 Movimento Periódico 2 Movimento periódico é um movimento que um objecto repete com regularidade. O objecto regressa

Leia mais

Resposta no Tempo. Carlos Alexandre Mello. Carlos Alexandre Mello 1

Resposta no Tempo. Carlos Alexandre Mello. Carlos Alexandre Mello 1 Resposta no Tempo Carlos Alexandre Mello 1 Resposta no Tempo - Introdução Como já discutimos, após a representação matemática de um subsistema, ele é analisado em suas respostas de transiente e de estadoestacionário

Leia mais

ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Departamento de Engenharia Mecânica

ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Departamento de Engenharia Mecânica ESCA PITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃ PAU Avenida Professor Mello Moraes, nº 31. cep 558-9, São Paulo, SP. Telefone: (xx11) 391 5337 Fax: (xx11) 3813 188 MECÂNICA II - PME 3 Primeira Prova de abril de 17

Leia mais

7. Movimentos Oscilatórios

7. Movimentos Oscilatórios 7.1. Uma massa m = 90 g ligada a uma mola é largada com velocidade inicial zero de um ponto a 2 cm da posição de equilíbrio. A constante da mola é k = 81 N /m. Considere o movimento no plano horizontal

Leia mais

Física I 2010/2011. Aula 13 Rotação I

Física I 2010/2011. Aula 13 Rotação I Física I 2010/2011 Aula 13 Rotação I Sumário As variáveis do movimento de rotação As variáveis da rotação são vectores? Rotação com aceleração angular constante A relação entre as variáveis lineares e

Leia mais

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2016/17

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2016/17 Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica º Semestre 6/ Exame de ª época, 4 de Janeiro de Nome : Hora : 8: Número: Duração : 3 horas ª Parte : Sem consulta ª Parte : Consulta limitada a livros

Leia mais

Halliday & Resnick Fundamentos de Física

Halliday & Resnick Fundamentos de Física Halliday & Resnick Fundamentos de Física Mecânica Volume 1 www.grupogen.com.br http://gen-io.grupogen.com.br O GEN Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC Farmacêutica,

Leia mais

Prof. MSc. David Roza José -

Prof. MSc. David Roza José - 1/17 2/17 Momento de uma Força Quando uma força é aplicada a um corpo ela vai produzir uma tendência do corpo de girar em relação a um ponto que não está na linha de ação da força. Esta tendência de girar

Leia mais

Série IV - Momento Angular (Resoluções Sucintas)

Série IV - Momento Angular (Resoluções Sucintas) Mecânica e Ondas, 0 Semestre 006-007, LEIC Série IV - Momento Angular (Resoluções Sucintas) 1. O momento angular duma partícula em relação à origem é dado por: L = r p a) Uma vez que no movimento uniforme

Leia mais

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2017/18

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2017/18 Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 217/18 Exame de 1ª época, 2 de Janeiro de 218 Nome : Hora : 8: Número: Duração : 3 horas 1ª Parte : Sem consulta 2ª Parte : Consulta livre

Leia mais

Experimento 5 Circuitos RLC com onda quadrada

Experimento 5 Circuitos RLC com onda quadrada Experimento 5 Circuitos RLC com onda quadrada 1. OBJETIVO O objetivo desta aula é estudar a variação de voltagem nas placas de um capacitor, em função do tempo, num circuito RLC alimentado com onda quadrada.

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof.

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof. CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO Prof. Bruno Farias Introdução Neste capítulo vamos aprender: Como descrever a rotação

Leia mais

3 Veículos Terrestres

3 Veículos Terrestres 3 Veículos Terrestres Por se tratar de uma das primeiras dissertações do Programa de metrologia com aplicação à área veicular, optou-se pela inclusão neste capítulo de conceitos básicos que serão utilizados

Leia mais

Aluno Data Curso / Turma Professor

Aluno Data Curso / Turma Professor Apostila Modelagem e Simulação de Sistemas Dinâmicos Aluno Data Curso / Turma Professor 24/10/09 Engenharia Industrial Mecânica / 2006-1 MODELAGEM MATEMÁTICA DE SISTEMAS DINÂMICOS Everton Farina, Eng.º

Leia mais

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2012/13

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2012/13 Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2012/13 Exame de 3ª época, 19 de Julho de 2013 Nome : Hora : 15:00 Número: Duração : 3 horas 1ª Parte : Sem consulta 2ª Parte : Consulta

Leia mais

RELATÓRIO DE PRÁTICA EXPERIMENTAL FIS Física Experimental II OS PÊNDULOS SIMPLES E FÍSICO

RELATÓRIO DE PRÁTICA EXPERIMENTAL FIS Física Experimental II OS PÊNDULOS SIMPLES E FÍSICO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE FÍSICA RELATÓRIO DE PRÁTICA EXPERIMENTAL FIS01260 - Física Experimental II OS PÊNDULOS SIMPLES E FÍSICO Porto Alegre, 09 de Abril de 2015. Nome: Vítor

Leia mais

1 Desempenho do Helicóptero

1 Desempenho do Helicóptero 1 Desempenho do Helicóptero Depois de termos encontrado nos últimos capítulos as ferramentas para estudar o comportamento do helicóptero, podemos agora estimar partido dos valores de projecto quais as

Leia mais

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2015/16

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2015/16 Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica º Semestre 05/6 Exame de ª época, 5 de Janeiro de 06 Nome : Hora : :30 Número: Duração : 3 horas ª Parte : Sem consulta ª Parte : Consulta limitada

Leia mais

Cada questão objetiva vale 0,7 ponto

Cada questão objetiva vale 0,7 ponto Instituto de Física Segunda Prova de Física I 2017/1 Nas questões em que for necessário, considere que: todos os fios e molas são ideais; os fios permanecem esticados durante todo o tempo; a resistência

Leia mais

2ª Avaliação - Controle Automático II (CTR 03) Prof. Accacio

2ª Avaliação - Controle Automático II (CTR 03) Prof. Accacio Data de Entrega do relatório e apresentação do trabalho: 06/05/2017 Pontuação da atividade: 30pts Objetivo - Projetar um Controlador para o sistema de estudo (sorteado) através dos Métodos do Lugar das

Leia mais

Disponível em: <www.pontedelaguna.com.br> [Adaptado] Acesso em: 17 ago

Disponível em: <www.pontedelaguna.com.br> [Adaptado] Acesso em: 17 ago 1. (G1 - ifsc 2015) Um pássaro está em pé sobre uma das mãos de um garoto. É CORRETO afirmar que a reação à força que o pássaro exerce sobre a mão do garoto é a força: a) da Terra sobre a mão do garoto.

Leia mais

UNIDADE 15 OSCILAÇÕES

UNIDADE 15 OSCILAÇÕES UNIDADE 15 OSCILAÇÕES 557 AULA 40 OSCILAÇÕES OBJETIVOS: - DEFINIR O CONCEITO DE OSCILAÇÃO; - CONHECER AS GRANDEZAS QUE DESCREVEM O MOVIMENTO. 40.1 Introdução: Há, na Natureza, um tipo de movimento muito

Leia mais

3. Mecânica de Newton

3. Mecânica de Newton 3. Mecânica de Newton 3.1. Uma partícula carregada com carga q, quando colocada num campo eléctrico E, fica sujeita a uma força F = q E. Considere o movimento de um electrão e um protão colocados num campo

Leia mais

Derivadas de Estabilidade

Derivadas de Estabilidade Derivadas de Estailidade João Oliveira Estailidade de Voo, Eng. Aeroespacial Versão de 11 de Novemro de 211 1 Introdução Ojectivo Neste capítulo pretende-se encontrar expressões para as derivadas de estailidade

Leia mais

AERODINÂMICA Ramo da física que trata dos fenômenos que acompanham todo movimento relativo entre um corpo e o ar que o envolve.

AERODINÂMICA Ramo da física que trata dos fenômenos que acompanham todo movimento relativo entre um corpo e o ar que o envolve. AERODINÂMICA Ramo da física que trata dos fenômenos que acompanham todo movimento relativo entre um corpo e o ar que o envolve. CONCEITOS 1. Massa: Quantidade de matéria que forma um corpo ; Invariável.

Leia mais

Mecânica Geral. Prof. Evandro Bittencourt (Dr.) Engenharia de Produção e Sistemas UDESC. 27 de fevereiro de 2008

Mecânica Geral. Prof. Evandro Bittencourt (Dr.) Engenharia de Produção e Sistemas UDESC. 27 de fevereiro de 2008 Mecânica Geral Prof Evandro Bittencourt (Dr) Engenharia de Produção e Sistemas UDESC 7 de fevereiro de 008 Sumário 1 Prof Evandro Bittencourt - Mecânica Geral - 007 1 Introdução 11 Princípios Fundamentais

Leia mais

Notas de aula resumo de mecânica. Prof. Robinson RESUMO DE MECÂNICA

Notas de aula resumo de mecânica. Prof. Robinson RESUMO DE MECÂNICA RESUMO DE MECÂNICA Ano 2014 1 1. DINÂMICA DE UMA PARTÍCULA 1.1. O referencial inercial. O referencial inercial é um sistema de referência que está em repouso ou movimento retilíneo uniforme ao espaço absoluto.

Leia mais

Licenciatura em Engenharia Civil MECÂNICA II

Licenciatura em Engenharia Civil MECÂNICA II MECÂNC Exame (época de recurso) 11/0/003 NOME: Não esqueça 1) (4 VL.) de escrever o nome a) Diga, numa frase, o que entende por Centro nstantâneo de Rotação (CR). Sabendo que um corpo rígido efectua um

Leia mais

SOLUÇÃO ANALÍTICA E NUMÉRICA DA EQUAÇÃO DE LAPLACE

SOLUÇÃO ANALÍTICA E NUMÉRICA DA EQUAÇÃO DE LAPLACE 15 16 SOLUÇÃO ANALÍTICA E NUMÉRICA DA EQUAÇÃO DE LAPLACE 3. Todos os dispositivos elétricos funcionam baseados na ação de campos elétricos, produzidos por cargas elétricas, e campos magnéticos, produzidos

Leia mais

Conceitos de vetores. Decomposição de vetores

Conceitos de vetores. Decomposição de vetores Conceitos de vetores. Decomposição de vetores 1. Introdução De forma prática, o conceito de vetor pode ser bem assimilado com auxílio da representação matemática de grandezas físicas. Figura 1.1 Grandezas

Leia mais

Métodos de Física Teórica II Prof. Henrique Boschi IF - UFRJ. 1º. semestre de 2010 Aulas 3 e 4 Ref. Butkov, cap. 8, seção 8.3

Métodos de Física Teórica II Prof. Henrique Boschi IF - UFRJ. 1º. semestre de 2010 Aulas 3 e 4 Ref. Butkov, cap. 8, seção 8.3 Métodos de Física Teórica II Prof. Henrique Boschi IF - UFRJ 1º. semestre de 2010 Aulas 3 e 4 Ref. Butkov, cap. 8, seção 8.3 Equações de Poisson e Laplace Vimos na aula passada o método de separação de

Leia mais

MOVIMENTO ROTACIONAL E MOMENTO DE INÉRCIA

MOVIMENTO ROTACIONAL E MOMENTO DE INÉRCIA MOVIMENTO ROTACIONAL E MOMENTO DE INÉRCIA 1.0 Definições Posição angular: utiliza-se uma medida de ângulo a partir de uma direção de referência. É conveniente representar a posição da partícula com suas

Leia mais

11 Cinemática de partículas 605

11 Cinemática de partículas 605 SUMÁRIO 11 Cinemática de partículas 605 11.1 Introdução à dinâmica 606 Movimento retilíneo de partículas 607 11.2 Posição, velocidade e aceleração 607 11.3 Determinação do movimento de uma partícula 611

Leia mais

Vibrações e Dinâmica das Máquinas Aula Fundamentos de vibrações. Professor: Gustavo Silva

Vibrações e Dinâmica das Máquinas Aula Fundamentos de vibrações. Professor: Gustavo Silva Vibrações e Dinâmica das Máquinas Aula Fundamentos de vibrações Professor: Gustavo Silva 1 1.Movimentos Movimento oscilatório é qualquer movimento onde o sistema observado move-se em torno de uma certa

Leia mais

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO VERSÃO 1

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO VERSÃO 1 EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO 12.º Ano de Escolaridade (Decreto-Lei n.º 286/89, de 29 de Agosto) Cursos Gerais e Cursos Tecnológicos PROVA 115/12 Págs. Duração da prova: 120 minutos 2006 1.ª FASE

Leia mais

Capítulo 3 O Oscilador Hamônico

Capítulo 3 O Oscilador Hamônico Capítulo 3 O Oscilador Hamônico Uma força unidimensional, que depende somente da posição x, tem uma expansão de Taylor em torno da sua posição de equilíbrio x=0 (onde F=0) Quando somente o termo linear

Leia mais

CURSO INTRODUTÓRIO DE MATEMÁTICA PARA ENGENHARIA Vetores. Mateus Barros 3º Período Engenharia Civil

CURSO INTRODUTÓRIO DE MATEMÁTICA PARA ENGENHARIA Vetores. Mateus Barros 3º Período Engenharia Civil CURSO INTRODUTÓRIO DE MATEMÁTICA PARA ENGENHARIA 2018.1 Vetores Mateus Barros 3º Período Engenharia Civil Definição O que é um vetor? Um vetor é um segmento de reta orientado, que representa uma grandeza

Leia mais

AMORTECIMENTOS SUBCRÍTICO, CRÍTICO E

AMORTECIMENTOS SUBCRÍTICO, CRÍTICO E AMORTECIMENTOS SUBCRÍTICO, CRÍTICO E SUPERCRÍTICO Mecânica II (FIS-26) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá IEFF-ITA 20 de março de 2013 Roteiro 1 Amortecidas forçadas Roteiro Amortecidas forçadas 1 Amortecidas

Leia mais

Física I. Aula 05 Forças e Movimentos IV 2010/2011. Movimento Circular

Física I. Aula 05 Forças e Movimentos IV 2010/2011. Movimento Circular Física I 2010/2011 Aula 05 Forças e Movimentos IV Movimento Circular Sumário Movimento circular Movimento circular uniforme Movimento relativo a uma dimensão Movimento relativo a duas dimensões Física

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I INFORMAÇÕES GERAIS. Prof.

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I INFORMAÇÕES GERAIS. Prof. CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I INFORMAÇÕES GERAIS Prof. Bruno Farias Arquivo em anexo Conteúdo Programático Bibliografia

Leia mais

Movimento circular e movimento relativo

Movimento circular e movimento relativo DEPARTAMENTO DE FÍSICA APONTAMENTOS DE CINEMÁTICA para a Cadeira de MECÂNICA E ONDAS Movimento circular e movimento relativo João Fonseca 4 Movimento circular Quando o raio de curvatura é constante e igual

Leia mais

7 Movimentos Oscilatórios

7 Movimentos Oscilatórios 7 Movimentos Oscilatórios 7.1. Uma massa m = 90 g ligada a uma mola é largada com velocidade inicial zero de um ponto a 2 cm da posição de equilíbrio. A constante da mola é k = 81 N /m. Considere o movimento

Leia mais

Linearização das equações do movimento completo

Linearização das equações do movimento completo Linearização das equações do movimento completo AB-722 Flávio Luiz Cardoso Ribeiro http://flavioluiz.github.io [email protected] Departamento de Mecânica do Voo Divisão de Engenharia Aeronáutica e Aeroespacial

Leia mais

2 ANÁLISE ESTÁTICA DA ESTABILIDADE MÉTODO ANALÍTICO.

2 ANÁLISE ESTÁTICA DA ESTABILIDADE MÉTODO ANALÍTICO. ANÁISE ESTÁTICA DA ESTABIIDADE MÉTODO ANAÍTICO. Neste capítulo são apresentados conceitos básicos de estabilidade de estruturas, dando maior ênfase à estabilidade de arcos parabólicos com apoios elásticos

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL APOSTILA DE CÁLCULO. Realização:

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL APOSTILA DE CÁLCULO. Realização: UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL APOSTILA DE CÁLCULO Realização: Fortaleza, Fevereiro/2010 1. LIMITES 1.1. Definição Geral Se os valores de f(x) puderem

Leia mais

Mecânica dos Fluidos II. Aula VI Análise Dimensional Aplicada às Turbomáquinas e Modelos Reduzidos

Mecânica dos Fluidos II. Aula VI Análise Dimensional Aplicada às Turbomáquinas e Modelos Reduzidos Mecânica dos Fluidos II Aula VI Análise Dimensional Aplicada às Turbomáquinas e Modelos Reduzidos Prof. António Sarmento Tel. 21 8417405 Email: [email protected] Exercício (Adaptado do Exame

Leia mais

3. Considere as duas diferentes situações em que uma mala está suspensa por dois dinamómetros como representado na Fig.1.

3. Considere as duas diferentes situações em que uma mala está suspensa por dois dinamómetros como representado na Fig.1. 1 II. 2. Mecânica de Newton 1. Um partícula carregada com carga q quando colocada num campo eléctrico E fica sujeita a uma força F = q E. Considere o movimento de um electrão e um protão colocados num

Leia mais

Física II Ondas, Fluidos e Termodinâmica USP Prof. Antônio Roque Aula 10

Física II Ondas, Fluidos e Termodinâmica USP Prof. Antônio Roque Aula 10 597 Física II Ondas, Fluidos e Termodinâmica USP Prof. ntônio Roque ula Oscilações acopladas e modos normais Os sistemas naturais não são isolados, mas interagem entre si. Em particular, se dois ou mais

Leia mais