Processamento de Imagens Segmentação
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- Gabriella Graça Aleixo
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1 Processamento de Imagens Segmentação
2 Segmentação Segmentação Análise de Imagem Divisão da imagem em partes com grande correlação aos objetos e áreas do mundo real contidos na imagem Completa: regiões disjuntas, objetos da img Parcial: objetos obtidos podem não ser objetos distintos
3 Segmentação Completa Pode requerer cooperação de níveis mais altos de processamento que usam conhecimento específico do problema As vezes, apenas processamento em nível mais baixo é a solução. Independente de contexto Não existe modelo para o objeto Não existe conhecimento da segmentação esperada Objetos contrastados em fundo mais escuro identificação de células, caracteres, etc.
4 Segmentação Parcial Divisão da imagem em regiões homogêneas segundo uma propriedade brilho, cor, textura Segmentação de uma imagem aérea Mais viável muito difícil obter segmentação completa de uma cena sempre Pode haver sobreposição de objetos..
5 Classificação dos Métodos de Segmentação Conhecimento global (histogram-based) Baseada em bordas (Edge-based Segmentation) Descontinuidade entre regiões Baseada em Regiões (Region-based) Similaridade entre regiões
6 Métodos p/ segmentação Algoritmos Genéticos Redes Neurais Métodos Estocásticos (MRF) Morfologia Matemática Segmentação por Textura Segmentação por Cor
7 Limiarização (Thresholding) Limiarização em nível de cinza: método mais simples de segmentação. Usa a intensidade do pixel como separador. Limiarização: O sucesso da limiarização de intensidade está diretamente relacionado à largura e profundidade do(s) vale(s) que separa(m) os modos do histograma.
8 Exemplos de Thresholding
9 Thresholding Objetos que não se tocam Nível distinto do fundo (background) Determinação do limiar correto (Threshold) é crucial interativamente automaticamente global (menos provável): único limiar p/ imagem T = T(f) variável: variação do limiar ao longo da imagem T = T(f, f c ), f c é a parte da imagem f onde T é determinado
10 Por banda: Tipos de Limiarização Multi-bandas: D : conjunto de níveis de cinza.
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12 Detecção do Limiar (T) Tem-se informação a priori? Simples exemplo: detecção de caracteres em um folha papel Análise do formato do histograma bi-modal: Objetos de mesmo NC + fundo Objetos: + escuros Fundo: + claro
13 Limiarização global simples Pode ser utilizado quando as distribuições de intensidade entre o fundo e os objetos são suficientemente diferentes. Um único limiar para toda a imagem (global) Em muitas aplicações, no entanto, a variação das imagens é grande e o limiar muda, mesmo quando a abordagem global for adequada.
14 Algoritmo Limiarização global simples 1. Estimar um limiar global inicial 2. Segmentar a imagem usando a regra tradicional de limiarização. Dois grupos se formarão: G1 com pixeis > T e G2 com pixeis < = T 3. Calcular a intensidade média de cada grupo m 1 e m 2 4. Calcular novo T = (m 1 +m 2 )/2 5. Repita 2 a 4, até que a diferença entre interações sucessivas de T seja menor que um ΔT
15 Limiar Ótimo Limiar escolhido como o nível de cinza mais próximo correspondente a probabilidade mínima entre dois pontos de máximo de duas ou mais distribuições normais. Método de Otsu: determina o tom de corte que maximiza a medida de variância entre o objeto e o fundo
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17 Algoritmo Isodata: Livro Sonka
18 Método de Otsu (1979) Idéia bastante simples: encontrar o limiar que minimiza a variância ponderada intra classe (within-class variance) Isso equivale a maximizar a variância entre classes (between-class variance) Tudo se baseia em cálculos no vetor 1D do histograma da imagem.
19 Método de Otsu (+custoso) A variância ponderada intra classes é a soma ponderada das variâncias de cada classe σ w 2 (t) =q 1 (t)σ 1 2 (t)+q 2 (t)σ 2 2 (t) As probabilidades das classes são dadas por q 1 (t) = t P(i) q 2 (t) = P(i) i =1 I i = t +1
20 Método de Otsu (+custoso) e as médias das classes são dadas por μ 1 (t )= 1 t q 1 (t ) i=1 ip (i) μ (t )= 1 I 2 q (t ) 2 i=t+1 ip (i )
21 Método de Otsu (+custoso) As variâncias individuais das classes σ 1 2 (t) = t i=1 [i µ 1 (t)] 2 P(i) q 1 (t) σ 2 I 2 (t) = [i µ 2 (t)] 2 P(i) q 2 (t) i =t +1 Pronto. Precisamos apenas percorrer toda a faixa de valores de T [1,256] e escolher o valor que minimiza σ 2 (t) w Isso é um pouco custoso...
22 Otsu (variâncias) Ao subtrairmos a variância intra classes da variância total do histograma (ambas as classes), obtemos a variância entre classes (between-class variance) σ2 Between (T) = σ2 σ2 Within (T) = q1(t) [μ 1 (T) μ] 2 + q 2 (T) [μ2(t) μ] 2 Note que a variância entre classes é apenas a variância ponderada da média dos clusters sobre a media global.
23 Otsu Sejam L os níveis de cinza de uma imagem MxN n i é o nro de pixeis com intensidade i p i = n i /MN L 1 i=0 p i =1 Suponha um limiar k, para separar duas classes C 1 e C 2 C 1 com pixeis no intervalo [0,k] C 2 com pixeis no intervalo [k, L-1]
24 Otsu É fácil vermos que a probabilidade p 1 (k), de que um pixel pertença à classe C 1 é: e analogamente, k P 1 (k )= i=0 p i L 1 P 2 (k )= i=k+1 p i =1 P 1 (k )
25 Otsu Sabemos ainda que a intensidade média dos e pixeis de C 1 k m 1 (k )= ip (i/c 1 ) i=0 k ip (C 1 /i) P(i )/ P(C i ) i=0 k 1 ip p 1 ( k) i i=0 m 2 (k )= 1 L 1 p 2 ( k ) i= k+1 ip i
26 Otsu A média acumulada (intensidade média) até o nível k é dada por k m( k)= i=0 ip i e a intensidade média de toda a imagem (global) é L 1 m G = i=0 ip i Por substituição direta das fórmulas anteriores, temos* p 1 m 1 + p 2 m 2 =m G p 1 +p 2 =1 * Por clareza, foram omitidos os termos k
27 Otsu Para avaliar a qualidade do limiar no nível k, usamos métrica normalizada η= σ 2 B 2 σ G onde L 1 σ 2 G = (i m G ) p i i=0 e a variância entre classes (between-class variance) σ B 2 =P 1 (m 1 m G ) 2 +P 2 (m 2 m G ) 2
28 Otsu A expressão anterior pode ser escrita por σ B 2 =P 1 P 2 (m 1 m 2 ) 2 = ( m G P 1 m) 2 P 1 (1 P 1 ) Quanto mais distantes m 1 e m 2 forem, maior será a variância. Sendo a variância global uma contante, entendemos que ή também é uma medida de separabilidade e maximizá-la equivale a maximizar a variância entre classes. Portanto, basta computarmos para todo k e escolhermos o valor máximo! η( k )= σ 2 B(k ) σ G 2
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30 Limiarização Multi-Espectral R G B
31 Segmentação por Bordas Depende de arestas das imagens localizados pelos operadores de bordas. arestas: descontinuidades no nível de cinza, cor textura,etc. Muito susceptíveis ao ruído (presença de arestas onde não há bordas ou vice-versa)
32 Segmentação por Bordas Não basta apenas identificar as bordas e construir um contorno a partir delas. É preciso identificar o objeto a partir desses contornos Objeto: região dentro de um contorno
33 Seg. Bordas: Limiarização Operação de detecção de bordas Aplicar Thresholding sobre a imagem de arestas (edge image) Valor de mínimo ou média do histograma Ligar os segmentos de bordas em um contorno (edge linking) Os pontos que passaram no thresholding são ligados aos seus vizinhos, segundo uma distância máxima
34 Seg. Bordas: Limiarização
35 Supressão de arestas Uma imagem de arestas (edge image) apresenta borda espessa, mas a borda deve ser composta por um pixel simples. Discretizar as direções de acordo com 8-conectado Para cada pixel com magnitude de aresta não-zero, inspecione os dois pixels adjacentes (segundo a direção da aresta) Se a magnitude de um deles for maior que a do pixel corrente, marque-o para remoção. Percorra novamente a imagem e zere os pixels marcados para remoção.
36 Seg. por Rastreamento de Bordas Border Tracing (ou tracking) Depende do grau de conectividade utilizado 4-conectado 8-conectado A borda vai sendo composta aplicando-se a cada pixel um operador que define a direção do gradiente (que indica a posição do próximo pixel da borda) Objetivo: encontrar uma inner region border
37 Seg. Bordas: Transformada Hough Objetos têm tamanho e forma conhecidos localizar áreas em circuitos impressos Podemos usar máscaras de convolução Problemas: zoom, rotação, distorções, etc. Transformada de Hough: projetada inicialmente para identificar linhas. Pode ser generalizada para localização de círculos e outras curvas.
38 Transformada de Hough para um Círculo
39 Transformada Hough Para cada ponto, retas são traçadas para certos ângulos (linha cheia) A linha pontilhada é perpendicular a cada reta e serve para computar o ângulo e o raio (coordenadas polares). Faça isso para os três pontos
40 Transformada Hough Este é o espaço de Hough para os três pontos!!! Note que o maior acumulador é aquele para a linha rosa e tem valor 3
41 Hough questões de implementação Usando coordenadas polares para equação da reta X cos ɵ + u sen ɵ = ρ Reta horizontal: ɵ = 0 e ρ = interseção positiva de x Reta Vertical: ɵ = 90 e ρ = interseção positiva y ɵ = -90 e ρ = interseção negativa y Cada curva senoidal no plano de parâmetros representa a família de retas que passam por um ponto (x k,y k ) no plano xy O ponto de interseção (ρ, ) corresponde à reta que ɵ passa por (x i,y i ) e (x j,y j )
42 Hough questões de implementação O espaço de Hough é uma matriz do tipo (ρ min, ρ max ) e (ɵ min, ɵ max ) -90 < ɵ < +90 -D < ρ < +D, onde D é a distância máxima entre os cantos opostos de uma imagem O eixo ɵ varia entre O eixo ρ varia entre +- sqrt(2) max(image.h,image.w) Os valores da matriz são iniciadas com zero Para cada valor (x i,y i ) em xy, deixamos que ɵ seja igual a cada valor da subdivisão permitido no eixo ɵ e calculamos ρ pela equação polar... Arredondamos o valor de ρ e fazemos A[p,q] = A[p,q] + 1.
43 Transformada Hough Imagem real com duas linhas se cruzando e o espaço de hough com pontos mais claros indicando as coordenadas polares exatamente destas duas linhas!
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