Preço alto do aço no país leva montadoras a importar da Ásia

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1 mobile.brasileconomico.com.br QUARTA-FEIRA, 25 DE MAIO, 2011 ANO 3 Nº 438 DIRETOR RICARDO GALUPPO DIRETOR ADJUNTO COSTÁBILE NICOLETTA R$ 2,00 Patrícia Araújo/Ag. Isto é Lojas Marisa, de Marcio Goldfarb, amplia site com produtos novos e padronizados para transformá-lo em sua principal porta de vendas no país P20 Pernambuco une agência nacional e estadual de água à Defesa Civil para monitoramento mais eficiente no combate a enchentes P14 Preço alto do aço no país leva montadoras a importar da Ásia Peugeot-Citroën se une a Volks e Fiat e busca no exterior alternativas para driblar o aumento de até 10% imposto pelas siderúrgicas brasileiras. Estas reclamam das condições de produção e da alta carga tributária do país, que impedem o nivelamento de custos com os importados. P12 E P18 General Motors aumenta distribuição de lucros para evitar greve na fábrica. O Brasil não precisa de proteção Marcela Beltrão A afirmação é do presidente da Munich Re, Nikolaus von Bomhard, para quem o mercado local de seguros já é maduro e grande. P32 Circula com esta edição Especial Crédito Imobiliário Aliança em securitização Cibrasec e Brazilian Securities, empresas de venda de títulos de crédito imobiliário, dão primeiro passo para fusão. P40 Financiamento privado de longo prazo demora a deslanchar Letras financeiras, que ficaram isentas de recolher depósito compulsório no fim de 2010, são instrumentos mais procurados, porém ainda não surtiram o efeito desejado pelo governo. P4 Carrefour se reestrutura no país e corta 68 funcionários Companhia não comenta as demissões nem a negociação para vender suas operações no país para o grupo Pão de Açúcar, mas tem feito mudanças em sua gestão comercial. P22 Aplicação do caixa rende mais que serviço em corretoras Com cenário competitivo vivido pelas corretoras nos últimos anos, a corretagem cobrada de clientes passou a não ser mais a receita principal de casas como Souza Barros e Alfa. P30 INDICADORES TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar Ptax (R$/US$) Dólar comercial (R$/US$) Euro (R$/ ) Euro (US$/ ) Peso argentino (R$/$) 1,6248 1,6220 2,2941 1,4119 0,3975 1,6256 1,6240 2,2953 1,4120 0,3981 JUROS META EFETIVA Selic (a.a.) BOLSAS 12,00% VAR. % 11,92% ÍNDICES Bovespa - São Paulo Dow Jones - Nova York Nasdaq - Nova York S&P Nova York FTSE Londres Hang Seng - Hong Kong 1,59-0,20-0,46-0,08 0,39 0, , , , , , ,78

2 2 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de maio, 2011 NESTA EDIÇÃO OPINIÃO Expansão do setor imobiliário começa a perder fôlego O auge do mercado imobiliário brasileiro parece estar perto do fim. O aumento dos juros e a desaceleração econômica já começam a reduzir a demanda por novos empreendimentos, provocando diminuição no ritmo de vendas em São Paulo. P10 Divulgação Rogério Mori Professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) Quais os limites da calmaria global? Cláudio Conz Presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) Entre o pleno emprego e a falta de qualificação Campeonato Brasileiro chega com fome de bola e cheiro de gol Aproveitando o início do principal torneio do país, a Lumi cosméticos lança uma linha de perfumes associada à marca dos principais clubes. Cada frasco de 50 ml custa R$ 56,90 e tem a aprovação das agremiações. P16 Oi promove reestruturação societária no prazo de seis meses Após a entrada da Portugal Telecom na empresa, a operadora inicia um plano de simplificação que incorpora as diversas companhias no grupo na BRT, que passa a ser a única empresa listada na bolsa sob a denominação Oi. P25 Mercado de trabalho transforma ideias inusitadas em novas funções Wagner Martins entrou na agência Espalhe, de que é sócio atualmente, após ter inventado e divulgado uma notícia falsa mas que soava verdadeira e ter chamado a atenção da empresa para seu potencial para o marketing de guerrilha. P26 Resolução de conflitos por arbitragem no setor público Murillo Constantino Bastante comum em contratos envolvendo empresas privadas, a modalidade ganha espaço também em operações com o setor público. medida provisória sobre o tema deve ser votada hoje. Escritórios de advocacia ganham novos nichos de atuação. P28 Um ponto de interesse no ambiente financeiro internacional diz respeito à relativa calmaria dos mercados nos últimos meses. Essa tranqüilidade tem se refletido nas altas das bolsas e na recuperação dos preços das commodities internacionais. Ao mesmo tempo, os sinais positivos do lado financeiro também têm se transmitido para o lado real da economia e a atividade econômica global tem dado mostras de retomada nos últimos trimestres. Em princípio, poderia se imaginar que os fantasmas de uma nova crise estariam bem distantes. A própria economia americana tem se recuperado de forma quase sistemática ante os impulsos fiscais proporcionados a partir de fins de Nesse sentido, a liquidez abundante injetada pelos bancos centrais dos países desenvolvidos evitou o colapso do sistema bancário e as instituições financeiras americanas e europeias, embora não tenham voltado a operar da mesma forma que anteriormente no mercado de crédito, sobreviveram ao pior e procuram melhorar seus retornos em operações financeiras em outros mercados. Embora o cenário róseo de curto prazo se mostre favorável, nuvens começam a se formar no horizonte do sistema financeiro global. Um dos principais pontos de preocupação é a questão europeia. O cenário financeiro internacional não é tão desprovido de riscos como poderia se supor antes Reconhecidamente, vários países que ingressaram na comunidade e adotaram a moeda única não realizaram o ajuste fiscal devido e passaram a acumular uma dívida pública crescente de forma sistemática. Esse processo tem se dado ao longo dos últimos anos e vários países da Europa começam a enfrentar problemas em função dessa dinâmica: Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Grécia. Sob essa perspectiva, dado o tamanho da dívida desses países e das dificuldades de um ajuste fiscal mais pronunciado, os mercados têm se mostrado cada vez menos dispostos a rolar e financiar a dívida desses países. A adoção da moeda única inviabiliza a possibilidade de uma eventual monetização dessa dívida por esses países ante sua relativa perda de autonomia monetária. Em face disso, os riscos de calote desses países são crescentes e os mercados começam a demonstrar preocupações em torno dessa questão. Caso a moratória se torne uma realidade, novas turbulências deverão ser verificadas. Outro ponto de dúvida remete à discussão em torno da economia americana. Sob essa ótica, a maciça liquidez injetada pelo Fed, o banco central dos EUA, no sistema financeiro americano começa a trazer algumas preocupações e os debates começam a se centrar em torno de como retirar esse excedente de liquidez. Algumas propostas giram em torno de uma diminuição gradativa do balanço do Fed de forma relativamente simultânea à elevação gradual das taxas de juros de curto prazo na economia americana. Sob essa perspectiva, as dúvidas nesse processo remontam à relativa fragilidade dominante ainda em boa parte do sistema financeiro americano e os riscos de uma nova crise detonada por problemas em um ou mais bancos. De qualquer forma, o cenário financeiro global não é tão desprovido de riscos como se poderia supor inicialmente e o surgimento de um novo foco de crise, sem dúvida, atingiria o ambiente de recuperação global e a economia brasileira. Muito tem se falado sobre a questão de uma possível situação de pleno emprego no Brasil em breve, mas o que isto significa? Com o forte ritmo de crescimento da economia brasileira nos últimos anos e o desempenho vigoroso do nosso mercado de trabalho, vemos que o desemprego decresce cada vez mais e muitos economistas apontam para o caminho do pleno emprego. No ano passado, muita gente conseguiu trabalho e o Brasil registrou a menor taxa de desemprego desde 2002, ficando em 6,7%. Em Porto Alegre, a taxa foi a mais baixa, 4,5%. Em Belo Horizonte foi de 5,5% e no Rio de Janeiro, 5,6%. Em São Paulo, a taxa foi de 7%. Um índice de desemprego de 6%, para os especialistas, já pode ser considerado como um contexto de pleno emprego. E vemos que estes números vêm se mantendo relativamente estáveis, apesar de terem subido um pouco neste começo de Mas a tendência continua. A expressão pleno emprego para a economia acontece quando o sistema está em equilíbrio. Num mercado de trabalho onde a oferta de trabalho é definida a partir da disposição do empregado de receber certo salário, o pleno emprego significa que todos os trabalhadores que aceitem receber os salários de equilíbrio são empregados. O pleno emprego não significa o fim do desemprego, mas ocorre quando o nível de trabalhadores sem emprego se situa em uma faixa que os especialistas definem como friccional, ou seja, quando o trabalhador fica fora do mercado de trabalho por um curto período de tempo, entre 30 e 60 dias. No Brasil, temos ainda uma questão muito específica, que é o problema da qualificação profissional. Especificamente no nosso setor, vemos que esta dificuldade é gritante, pois além de comprometer o desempenho, os prazos e a produtividade, a falta de qualificação causa muitos acidentes. Nove em cada dez empresas da construção civil sofrem com a falta de trabalhadores qualificados no setor, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nove em cada dez empresas do setor de construção sofrem com a falta de trabalhadores qualificados Existem muitas vagas, mas falta gente capacitada para preenchê-las, desde o peão do canteiro de obras até o engenheiro. De acordo com a CNI, a falta de trabalhadores é maior para os serviços básicos da construção civil: 94% das empresas sofrem pela falta de mão de obra básica, em especial com a escassez de serventes e pedreiros. Para encarregados e mestres de obra, a falta de trabalhadores qualificados atinge 92% das empresas. Engenheiros e arquitetos faltam em 81% das empresas. Administradores e gerentes são escassos em 63% e 56% das empresas, respectivamente. O mercado de trabalho brasileiro vive um dilema: em alguns lugares temos a falta da mão de obra qualificada, enquanto em outros observamos trabalhadores sem qualificação para a indústria ou o comércio sobrando. A questão da qualificação é fundamental para darmos um salto de qualidade no potencial humano dos nossos trabalhadores e imprescindível para uma situação de pleno emprego.

3 Quarta-feira, 25 de maio, 2011 Brasil Econômico 3 Gary R. Voth MICROSOFT ANUNCIA SEU NOVO WINDOWS PHONE NO PAÍS Avanço Murillo Constantino Compras com cartões Mastercard crescem 25% na América Latina Nos primeiro trimestre do ano, o volume de compras da bandeira avançou para US$ 36 bilhões. Segundo Gilberto Caldart, presidente da empresa para a região, o Brasil tem participação relevante nesse crescimento. Entre os destaques no mercado brasileiro está a aposta no segmento de pré-pagos, a nova bola da vez na indústria de cartões. Caldart diz que a companhia aposta em emissores de plásticos por instituições fora do setor bancário. Já foram lançados o Mastercard Travel Card, para viagens, e um de uso geral com o Panamericano. P32 Retrocesso Will Davies/AFP Crises políticas e econômicas deixam o mundo menos pacífico Kevin Turner, diretor de operações da Microsoft, anunciou ontem uma nova versão do Windows Phone, com novos recursos e promessa de chegar ao Brasil até Para conquistar os desenvolvedores do país e se preparar para o lançamento do sistema operacional, a Microsoft informou também que montará um centro de excelência em Campinas (SP). P24 A ameaça de ataques terroristas e a possibilidade de manifestações violentas foram os principais fatores que fizeram com que o mundo se mostrasse menos pacifico em 2011, segundo o índice Global da Paz, produzido pelo Instituto de Economia e Paz (IEP, na sigla em inglês). Pelo terceiro ano consecutivo, há uma queda no nível da paz mundial. O índice avalia os conflitos domésticos e internacionais em 153 países, usando 23 indicadores. De acordo com o ranking, o aumento da violência teve impacto de US$ 8,12 trilhões na economia global em Se o mundo tivesse sido 25% mais pacífico no ano passado, teria poupado US$ 2 trilhões. P36 TRÊS PERGUNTAS A......CARLOS FARIA Divulgação Presidente da Associação Brasileira dos Consumidores de Energia (Anace) Encargos sobre contas de energia já somam R$ 16,3 bilhões Em 2010, os encargos que recaem sobre as contas de energia elétrica chegaram a R$ 16,31 bilhões, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Só a Reserva Global de Reversão (RGR) respondeu por R$ 1,6 bilhão. A Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), junto com outras entidades, tenta reverter a prorrogação da RGR, incluída na MP 517 que pode prorrogar a cobrança por 25 anos. Qual o principal desafio para conseguir eliminar a RGR? Existe uma disputa muito grande entre nós, associações e consumidores, contra o apetite arrecadatório do governo. É um trabalho de persuasão que não acaba com a votação na Câmara, temos que mostrar aos senadores que está havendo um abuso. Qual o impacto da cobrança da RGR na conta de luz? Este ano deve chegar a R$ 2 bilhões e representar 2% da conta de energia. Apesar de não ser um valor tão alto diluído entre os grandes consumidores, já está provocando hoje uma falta de apetite de investimento por parte da indústria e a vontade de analisar opções fora do Brasil para investir. O que significaria uma derrota na prorrogação da RGR? O mais importante para nós nessa questão é receber uma sinalização de que o governo vai cumprir o compromisso, assumido pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha, de reduzir os encargos de energia, que representam 45% da conta. Priscila Machado

4 4 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de maio, 2011 DESTAQUE LEGISLATIVO Editor: Fabiana Parajara Letra financeira é insuficiente para alongar crédito Instrumento é um dos que ganharam força no mercado a partir de medidas tomadas pelo governo em dezembro de 2010 Ana Paula Ribeiro Um dos instrumentos criados pelo governo federal para estimular a participação dos bancos no financiamento de longo prazo tem se mostrado, ao menos por enquanto, insuficiente para garantir o alongamento dos prazos das operações de crédito para as empresas. As letras financeiras (LFs) passaram a ser emitidas em 2010 e desde o final do ano passado estão isentas de recolhimento compulsório parcela de recursos que fica depositada no Banco Central (BC) sem remuneração, o que encarece o custo da operação. O fim do recolhimento compulsório incentivou que o volume desses papéis emitidos por bancos mais do que dobrasse. No entanto, não houve alteração nos prazos de financiamentos com recursos livres concedidos a empresas, que se mantêm na casa dos 390 dias, segundo dados do BC. Resultado de medida adotada no final da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, esta é uma das ações da União que, contudo, têm mostrado algum efeito sobre o setor financeiro, ao contrário de outras, como as tratadas na MP 517,ainda sem resultados. Os bancos se defendem, afirmando que o processo de alongamento das operações de crédito teve início em um período anterior em 2009, por exemplo, esse prazo não chegava a 300 dias e que agora as instituições têm a possibilidade de adequar sua estrutura de passivos ou ativos, ou seja, ter maior equilíbrio entre os prazos de captação e concessão de crédito. O alongamento do prazo do crédito já tinha ocorrido antes do prazo de captação de recursos, diz vice-presidente do Bradesco, Domingos Abreu. Outro fator que impede um alongamento maior dos prazos de financiamento para as empresas é que as captações com letras financeiras são, em sua maior parte, de dois anos prazo mínimo estipulado na criação desse instrumento financeiro. Para Abreu, o alongamento das emissões irá ocorrer de forma natural. Com captação de prazo maior, as concessões também Divulgação Marcelo Mello Vice-presidente da Sulamérica Investimentos Os investidores estão migrando de estruturas mais agressivas, como as carteiras multimercados, para fundos mais conservadores. Nesse cenário, a letra financeira ganha força terão prazos mais dilatados. No entanto, o executivo admite que só a emissão de letras financeiras não será suficiente para atender toda a demanda necessária. Não sei se será suficiente, mas é um bom instrumento. Falta mercado secundário A preferência de investidores pelo prazo mínimo de dois anos decorre da inexistência de um mercado secundário e da impossibilidade de recompra por parte da instituição emissora. Sem ter como se desfazer dos papéis, o aplicador prefere deixar o dinheiro em instrumentos que permitam maior liquidez, como os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), que podem ser liquidados a qualquer momento. Para o diretor de gestão financeira do Santander, Ronaldo Morimoto, a emissão de LFs com prazos acima de dois anos depende desse mercado secundário. O primordial é o desenvolvimento desse mercado. É preciso algum tipo de incentivo. As medidas criadas ainda não saíram do papel, diz. No final do ano passado, o governo editou a medida provisória 517 que, entre outras iniciativas para estimular a participação de bancos comerciais no financiamento à infraestrutura, contempla o mercado secundário. No entanto, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional para que as medidas se tornem permanentes. Ainda assim, Morimoto vê um processo longo até a mudança total do perfil das emissões, lembrando que a cultura de investimento no Brasil ainda é muito concentrada no curto prazo e que essa alteração se inicia pelos investidores institucionais, como fundos de pensão e seguradoras. O vice-presidente da Sulamérica Investimentos, Marcelo Mello, vê espaço para crescimento maior das emissões de LFs. O executivo admite que há demanda maior por papéis de apenas dois anos, mas que há forte procura por papéis mais seguros. Os investidores estão migrando de estruturas mais agressivas, como os multimercados, para fundos mais conservadores. Para ele, as LFs ganham espaço dentro das carteiras de crédito privado ESTOQUE DE LETRAS FINANCEIRAS GANHOU IMPULSO A PARTIR DE DEZEMBRO Papel tem prazo de vencimento mínimo de dois anos, em R$ bilhões Letras (LFs) começaram a ser emitidas em abril do ano passado por instituições financeiras. No início de dezembro, governo retirou o recolhimento do depósito compulsório, o que estimulou as emissões das LFs 1,25 2,80 ABR/10 MAI Fonte: Cetip 4,67 6,95 9,19 14,08 JUN JUL AGO SET *até o dia 24 de maio 15,40 OUT 16,37 NOV 25,99 DEZ 44,31 40,48 34,32 JAN/11 FEV MAR 62,59 57,01 ABR MAI*

5 Quarta-feira, 25 de maio, 2011 Brasil Econômico 5 LEIA MAIS MP 517, chamada pela oposição de Ornitorrinco ou Frankenstein, por tratar de diversos temas, deve entrar na pauta do Congresso hoje, com previsão de rápida aprovação. Promulgada em dezembro, pelo presidente Lula, a MP 517 deveria incentivar a criação de linhas de financiamento de longo prazo. Tinha 22 artigos e, agora, tem 52 de vários temas. Valdir Raupp (PMDB-RO) diz que, desde 2008, número de MPs caiu cerca de 50%, mas agora elas têm 30 itens em média, em vez de 10, mostrando estratégia do governo para forçar vitórias. Henrique Manreza Infraestrutura espera entrada de US$ 21 bi RESERVAS DE R$ 550 BI Indústrias como as de máquinas e equipamentos poderiam ser beneficiadas com MP 517 Seguradoras são mercado potencial Uma lacuna regulatória impede que as seguradoras possam aplicar os recursos de suas reservas técnicas em letras financeiras (LFs). Se essa regra for alterada, o vice-presidente da Sulamérica Investimentos, Marcelo Mello, acredita que a demanda por letras financeiras irá aumentar ainda mais. Não tenho dúvida. As reservas técnicas são de longo prazo. Faz todo sentido buscar retorno diferenciado em papéis emitidos por grandes instituições financeiras, diz. Em março, o estoque das reservas técnicas era superior a R$ 550 bilhões, incluindo os planos de previdência e as operações de capitalização. Para usar esses recursos na compra das LFs, é necessária uma revisão da regulamentação pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que disciplina a atuação das seguradoras, com base nas recomendações do Conselho Monetário Nacional (CMN). Pelas normas atuais, as seguradoras podem aplicar os recursos das reservas técnicas fundo constituído por cada seguradora e que serve como garantia para os riscos assumidos em diversos papéis, inclusive títulos de crédito privado como CDBs e debêntures provenientes de ofertas públicas. No entanto, como a norma é anterior à criação das LFs, há esse impeditivo legal. A Susep informou que estuda mudanças nas regras para a aplicação de ativos por parte das seguradoras, mas que ainda não há prazo para a conclusão desse trabalho. A.P.R. MP 517 pode facilitar captação privada com a emissão de títulos de dívidas de projetos no papel Nivaldo Souza Da desoneração do tablet à importação subsidiada de equipamentos nucleares, passando pela repaginação na Lei das S.A., o leque da Medida Provisória 517 é vasto. Mas, embora o foco pareça pouco calibrado, a MP que entrará na pauta de votação do Congresso Nacional (leia mais nas páginas 6 e 8) deve beneficiar as grandes obras de infraestrutura. O mercado estima que a medida facilite a movimentação de US$ 21 bilhões entre 2011 e 2014, por meio da emissão de dívidas atreladas a projetos ainda no papel. Esse é o mercado potencial, mas pode ser que todo esse dinheiro não entre, diz Pablo Sorj, especialista em legislação de infraestrutura e sócio da Mattos Filho Advogados. O montante viria da autorização para que as empresas emitam títulos atrelados a obras de grande porte como aeroportos, ferrovias e saneamento, garantido os recursos para execução dos trabalhos. São as chamadas debêntures de projetos cada vez mais utilizadas no mercado europeu, após o pouso forçado imposto pela crise aos financiamentos públicos de longo prazo. Isso está acontecendo com o Banco Europeu de Desenvolvimento entrando em debêntures subordinadas (sem garantias), diz Sorj. Mas ainda faltam ajustes para que o sistema entre em operação no Brasil. Por enquanto, a MP 517 tem nos incentivos fiscais uma forma de estimular a formação destes fundos de investimentos. A contrapartida é uma alíquota máxima de 15% no recolhimento de Imposto de Renda até 2015, desde que o fundo tenha um mínimo de cinco sócios com participação máxima de 40% cada um. Prioridades obscuras Uma das falhas da medida, segundo Sorj, é o tema obras prioritárias, conforme o segundo artigo da MP. Isto porque a medida não determina os tipos de projetos que podem ser classificados como prioritários para aproveitar um modelo especial de financiamento. A indefinição deixa a pauta tão em aberto que até as obras da Copa de 2014 podem ser contempladas por um dispositivo que, em tese, deveria resolver gargalos do custo Brasil como a construção de portos e estrada. Sem a perspectiva de barreiras no Congresso para a aprovação da MP, a expectativa é de a presidente Dilma Rousseff defina as prioridades antes de sancionar a medida. A emissão de dívidas de projetos está acontecendo com o Banco Europeu de Desenvolvimento, entrando em debêntures subordinadas. O que o Brasil está fazendo é entrar nessa disputa para atrair investidores, porque fontes tradicionais de financiamento como o BNDES não serão suficientes para os investimentos necessários em infraestrutura Pablo Sorj, sócio da Mattos Filho Advogados

6 6 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de maio, 2011 DESTAQUE LEGISLATIVO Rodolfo Stuckert/Ag. Câmara PT confia na base aliada, especialmente o PMDB, para aprovar texto sem susto MP Ornitorrinco será prioridade do Congresso após Código Florestal Oposição prevê derrota na votação da Medida Provisória 517, que conta com 52 artigos de temas variados Pedro Venceslau Passada a turbulência em torno da votação do projeto que modifica o Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff deve enfrentar hoje outra batalha decisiva no Congresso Nacional. Batizada pela oposição de MP Ornitorrinco, Frankestein ou Bonde do Planalto, a Medida Provisória 517, publicada em 30 de dezembro do ano passado, reúne no mesmo balaio 52 itens de temas variados (veja reportagem na página 8) e encabeça a lista de votações que estão obstruindo a pauta do plenário. Originalmente, ela deveria criar um ambiente fiscal e regulatório propício para que os bancos privados participassem mais ativamente das linhas de financiamento de longo prazo, papel que hoje o BNDES assume praticamente sozinho. No entanto, o governo conseguiu colocar emendas sobre os mais variados assuntos no texto que vai a plenário. Para evitar desgastes pontuais e negociações no varejo, a presidente Dilma Rousseff tem optado por carregar medidas provisórias com outros temas alheios ao assunto original Os líderes governistas fizeram as contas e estão otimistas com a fidelidade da base aliada, especialmente do principal parceiro, o PMDB. Está tudo bem amarrado na base. Não acredito em sustos, afirma o deputado Paulo Teixeira (PT- SP), líder do PT na Câmara. A oposição prevê uma derrota, mas promete aproveitar os holofotes da ocasião para bater tambor contra o abuso do instrumento das Medidas Provisórias. Eu defendo que a gente discuta o tema, mas na hora de votar a oposição se retire do recinto. Não podemos compactuar com essa imoralidade, afirma o deputado Roberto Freire (PPS-SP), presidente do PPS. O governo não pode colocar emendas que não tenham nenhuma relação com a medida. Nós vamos tentar alterar o texto. Se não conseguirmos, vamos denunciar o significado dessa MP que vai onerar a sociedade em R$ 50 bilhões, diz o deputado Duarte Nogueira, líder do PSDB na Câmara. Ele afirma que seu partido vai concentrar esforços contra a prorrogação por 25 anos (até 2035) da cobrança da Reserva Global de Reversão (RGR). Encargo cobrado nas tarifas de energia elétrica, a RGR deveria ter sido extinta em Além da oposição, a medida também é questionada por associações do setor elétrico e de consumidores, que afirmam que programa onera a conta de energia dos brasileiros. O RGR faz parte de uma análise estratégica do governo para o financiamento do sistema. O oposição reclama, mas nunca vi uma iniciativa dos estados governados por eles de reduzir o ICMS para diminuir a tarifa de energia, diz o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), membro da tropa de choque do governo na Câmara. Questionado sobre o excesso de itens na Medida Provisória 517, o parlamentar petista é cauteloso. É desejável sempre que as MPs tenham pouca diversidade, mas em certas circunstâncias essa é uma forma de acelerar o processo legislativo. Reincidente O esforço concentrado da base governista em torno da votação da MP 517 faz parte de uma estratégia controversa da presidente Dilma Rousseff. Para evitar desgastes pontuais e negociações no varejo, ela optou por carregar Medidas Provisórias com outros temas alheios ao assunto original. No Senado, a resistência ao método dos penduricalhos ganhou ares de rebelião. Uma proposta de emenda à Constituição de autoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), altera o rito de tramitação das medidas no Congresso. O ponto que promete ser mais polêmico é a criação de uma comissão mista para decidir se uma medida provisória é constitucional.

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8 8 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de maio, 2011 DESTAQUE LEGISLATIVO MP 517 é modelo de via de negociação rápida para governo Senador Valdir Raupp (PMDB-RO) diz que número de MPs caiu cerca de 50%. Mas engordaram Pedro Venceslau Com 52 itens, a Medida Provisória (MP) 517 é a que melhor ilustra a estratégia do governo de cortar caminho nas negociações com o Congresso ao incluir dezenas de temas em uma mesma operação parlamentar. Esse mecanismo é muito usado nos Estados Unidos, onde é chamado de fast-track. As MPs brasileiras foram criadas na Constituinte de 1988, com a ideia original de que fossem usadas apenas em casos de urgência e relevância. A banalização dessa ferramenta começou na gestão de Fernando Collor no Palácio do Planalto. Ela é uma medida ônibus, onde tudo entra. Mas no final das contas acaba sendo um fator de produtividade do Congresso, pondera o cientista político Murilo de Aragão. Ele acredita, porém, que o ideal seria que existissem dois modelos de trâmite, um para MPs e outros para os projetos de lei regulares. O fato de a Medida Provisória trancar a pauta é muito ruim. As MPs deveriam ter um rito próprio. A primeira versão da MP 517 foi editada em 30 de dezembro de 2010, no apagar das luzes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Com objetivo de estimular investimentos de longo prazo em infraestrutura e dar incentivos fiscais para alguns setores da economia, a MP original abordava oito temas. Entre eles estavam a cobrança de juros nos empréstimos do Fundo de Financiamento do Ensino Superior (Fies), incentivos para a área de informática e de equipamentos nucleares e para o Plano Nacional de Banda Larga. Graças ao lobby da indústria, o Planalto incluiu no pacote mudanças na Lei das S/A. Foi retirado o limite da emissão de debêntures, enquanto as emissões de títulos privados de longo prazo passaram a ser determinadas pelas assembleias de acionistas. Aproveitando o embalo, o governo incluiu também uma série de desonerações tributárias. Em pouco tempo, a MP pulou de oito para 22 artigos. Hoje, está com 52. João Bacelar, relator da MP 517, que incluía oito temas em 30 de dezembro e agora trata de 52 Após a votação da MP 517, base do governo está orientada a aprovar a MP 521, criada para regular a atividade de médicos residentes, mas que já inclui a flexibilização da Lei de Licitações para dois eventos Fila Depois da votação da Medida Provisória 517, a base governista está orientada a aprovar rapidamente outro ônibus, a MP 521. Apesar de não ser tão volumosa quanto a anterior, ela apresenta uma conjunção no mínimo curiosa. Originalmente, foi criada para regular as atividades dos médicos residentes. Mas, diante das notícias preocupantes sobre o andamento das obras da Copa do Mundo, serviu de carona para a flexibilização da Lei de Licitações para os dois eventos. Divulgação Outras quatro MPs 505, 501, 510 e 513 foram utilizadas como atalho pelo governo em Crítico histórico do excesso das MPs, o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), afirma que desde 2008 o número de medidas vem caindo, mas em compensação elas chegam cada vez maiores no Congresso. Diminuiu cerca de 50%. Até 2008, eram ao menos duas por semana. Hoje temos uma a cada duas semanas, o que ainda é muito. Em compensação, antes elas vinham com 10 itens em média. Hoje, têm mais de 30. PENDURICALHOS Aprovada em 30 de dezembro, MP 517 incentivava linha de financiamento de longo prazo COMO ERA Originalmente, ela tratava de oito assuntos e tinha 22 artigos, com abordagem dos seguintes temas: Incentivos para a área de informática e para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) Institui o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Usinas Nucleares (Renuclear) Regulamentação dos juros cobrados pelo Fundo de Financiamento do Estudante do Ensino Superior (Fies) Medidas de estímulo para debêntures de longo prazo para projetos de infraestrutura e redução dos impostos sobre rendimentos de debêntures Mudanças na regulamentação dos Fundos de Investimento em Infraestrutura Alterações no sistema de impostos e de créditos para o setor do agronegócio Prorrogação da Reserva Global de Reversão, encargo pago nas contas de energia elétrica e ampliação do prazo para entrada em operação de projetos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica Extinção do Fundo Nacional de Desenvolvimento Prorrogação da isenção do Adicional de Frete para a Renovação da Marinha Mercante COMO FICOU O texto passou a ter 52 artigos, incorporando temas como: Mudanças na Lei das S.A. Mudanças na Lei do Gás Novas regras para lançamento e impostos sobre debêntures e letras financeiras Nova regulamentação para compensação de precatórios Novas definições sobre a dimensão do seringal Triunfo, no Amapá, abrindo caminho para a construção da hidrelétrica de Cachoeira Caldeirão Desoneração tributária, principalmente com isenção de IPI, PIS-Cofins e Imposto de Renda, para alguns segmentos

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10 10 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de maio, 2011 BRASIL Editora: Elaine Cotta Subeditora: Ivone Portes Expansão do setor imobiliário perde fôlego Canteiro de obras: demanda pela casa própria ainda cresce, mas em ritmo muito menor que antes Juro em alta e desaceleração da economia reduz procura por novos empreendimentos e derruba ritmo de vendas em SP Rafael Abrantes O aumento nos preços dos terrenos, no custo da mão de obra e dos materiais de construção encarece os novos empreendimentos, especialmente os mais populares VENDAS unidades vendidas é o resultado do setor no 1º trimestre deste ano, 49,6% menor do que os imóveis do mesmo período em MARÇO 61,8% foi a queda nas vendas na comparação anual de março. Foram imóveis negociados neste ano, ante no ano passado. LANÇAMENTOS imóveis foram lançados em março deste ano. O número é 47,3% inferior ao total de lançamentos registrados em fevereiro e 61% menor que março de O auge do mercado imobiliário brasileiro quando se viu as vendas dispararem e a demanda, mesmo assim, seguir aquecida parece estar perto do fim. E, mesmo com cenário longe de ser ruim, a nova realidade é que o ritmo de expansão verificado nos últimos anos tende, a partir de agora, a arrefecer. A última pesquisa divulgada pelo Secovi-SP, revela que as vendas na capital paulista considerada um dos principais mercados do país caíram 49,6% entre janeiro e março deste ano na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Em relação a março, o recuo chegou a 61,8%. Ao mesmo tempo, o volume de lançamentos na cidade também piorou entre fevereiro e março e teve queda de 47,3%. Entre os motivos de resultado tão negativo estão as incertezas sobre o reajuste de valores para os imóveis negociados no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, durante o primeiro trimestre. O aumento no volume de crédito para os financiamentos gerou forte demanda e, consequentemente, aumento nos preços dos terrenos, o que, em alguns casos, inviabiliza a construção de imóveis com preços populares. Segundo analistas, as incorporadoras também têm dúvidas sobre as novas regras para compra e financiamento do programa de habitações populares, o que gera receio na hora de planejar os novos lançamentos. Entre as mudanças está o aumento do valor dos imóveis que usará financiamento federal para até R$ 170 mil, além de juros menores para famílias com renda mensal de até R$ 4,9 mil Para Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi paulista, as previsões menos otimistas para a economia nacional neste ano o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 4%, bem menos que os 7,5% do ano passado e a tendência de alta dos juros pelo Banco Central afastaram os paulistanos do mercado imobiliário. A compra de imóveis tem um grande componente psicológico. O momento agora é bem diferente do que existia no início do ano passado, afirma, negando, entretanto, o risco de falta de demanda no setor. Olhando para a frente Um outro estudo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirma os dados do Secovi. O levantamento mostra que o setor realmente desacelerou no primeiro trimestre deste ano e, pior, a situação financeira das empresas e do consumidor se deteriorou. Entre alguns dos motivos estão o aumento do custo da mão de obra e de matérias-primas como cimento, tintas e tijolos. Flávio Conde, analista do Banif, diz que os primeiros trimestres sempre são mais fracos que os demais, mas que a partir de agosto a tendência é de melhora. Em uma análise geral, o segundo semestre é sempre mais forte, diz. A pesquisa da CNI traz cenário parecido e mostra expectativa positiva para os próximos seis meses. Conde espera melhor desempenho de vendas no segundo semestre, especialmente para os imóveis de baixa renda boa parte do otimismo vem com as expectativas em torno do Feirão da Casa Própria, que a Caixa Econômica Federal realiza em 13 cidades brasileiras até dia 12 de junho. Em 2010, 93 mil negócios foram fechados durante o evento e neste ano, 450 mil imóveis novos, usados ou na planta serão ofertados. Petrucci, do Secovi, também é otimista, mas reconhece que a valorização dos imóveis neste ano não deve atingir os patamares de 2009 e 2010 e fechar 2011 com alta média entre 5% e 10% nos preços. Conde estima crescimento de até 20% nas vendas em relação ao ano passado. COMPARAÇÃO ESTRANGEIRA Mercado americano inicia Enquanto o ritmo de alta nas vendas no Brasil desacelera, nos Estados Unidos país que passou por uma de suas piores crises da história por causa de problemas no mercado imobiliário as vendas de moradias novas aumenta. Abril foi o segundo mês consecutivo de alta, tanto das vendas, quanto dos preços, dando alguma esperança para o mercado imobiliário americano, estagnado desde o estouro da crise, em setembro de Levantamento do Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgado ontem mostra que as vendas cresceram 7,3%, para uma taxa anual com ajustes sazonais de 323 mil unidades, a maior desde dezembro do ano passado. A previsão dos economistas era de estabilidade para as vendas, que cresceram em todas as quatro regiões do país. Embora sejam positivos para o mercado imobiliário, os dados fazem pouco para mudar a per-

11 Quarta-feira, 25 de maio, 2011 Brasil Econômico 11 Henrique Manreza Aluguel em SP fica 2,2% mais caro em abril Os preços do aluguel residencial na capital paulista subiram em média 2,2% de março para abril. Em 12 meses, a alta chega a 15,82%. Segundo o vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), Francisco Crestana, essa correção reflete o descompasso no mercado, em que há mais pessoas interessadas em alugar do que em imóveis vagos. Muita gente prefere morar perto do trabalho, elevando a demanda por aluguel, disse. Henrique Manreza processo de recuperação dos preços As vendas de casas novas cresceram 7,3% nos Estados Unidos e o preço médio teve alta de 4,6% em abril cepção de que a economia americana continua em desaceleração. Por causa da crise que fez despencar os preços dos imóveis durante a crise econômica, há ainda um excesso de casas usadas à venda e um mar de propriedades hipotecadas, que reduzem o o mercado para o lançamento de novas moradias, mesmo que as construtoras americanas ainda mantenham estoques baixos ou seja, façam poucos lançamentos. No mês passado, havia 175 mil moradias novas à venda, mínima recorde e queda de 2,8% em relação ao mês anterior. Os dados do Departamento de Comércio mostraram que o preço médio das casas novas subiu 1,6% no mês passado, para média de US$ 217,9 mil. Comparado a abril de 2010, representa alta de 4,6%. No ritmo de vendas de abril, a oferta de casas novas no mercado caiu para o menor nível desde abril do ano passado. Reuters

12 12 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de maio, 2011 BRASIL ENERGIA 1 Consumidores de baixa renda ganham prazo para se enquadrar na tarifa social de luz Os consumidores de baixa renda ainda podem garantir a manutenção dos descontos previstos na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). A decisão foi tomada ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Quem consome mais que 65 quilowats-hora (kwh) por mês tem até o dia 1º de agosto para fazer cadastro. Para o consumidor de 40 kwh a 65 kwh, o prazo é 1º de setembro. Entre 30 kwh e 40 kwh, vai até 1º de outubro. L.C.Costa ENERGIA 2 Consumo no Brasil cresce 2,4% em abril sobre igual mês de 2010 O consumo de energia elétrica no Brasil aumentou 2,4% em abril sobre o mesmo mês de 2010, totalizando gigawatts-hora (GWh), segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Nos primeiros quatro meses do ano, o consumo total cresceu 4,1%, enquanto no acumulado de 12 meses o avanço foi de 6,2%. O maior aumento no mês foi do comércio e serviços, de 4,9%, seguido por indústria, com 2,9%, e residências, com avanço de apenas 0,9%. Produção na indústria volta a recuar em abril Marcela Beltrão Dados da CNI mostram que a atividade do setor ficou abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que indica desaquecimento Após dois meses de crescimento, a produção industrial recuou em abril na comparação com o mês anterior. O índice caiu de 53,3 pontos para 47,6 pontos, segundo dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além disso, o resultado de abril ficou baixo da linha divisória de 50 pontos, o que mostra desaquecimento. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100. Acima de 50 pontos indicam evolução ou expectativa positiva e, abaixo, pessimismo. Na avaliação dos empresários, o ritmo da atividade industrial segue pelo quinto mês abaixo do usual. Em abril do ano passado, o índice registrado foi de 51 pontos. Por regiões do país, o pior desempenho foi verificado no Sul, tanto sobre o mês de março deste ano como na comparação com abril de O indicador de produção despencou para 45,6 pontos em abril deste ano, depois de ter atingido 56,6 pontos em março e 52,5 pontos no quarto mês do ano passado. A utilização da capacidade de instalação (UCI) ficou em 46,2 pontos no quarto mês deste ano, valor menor do que o registrado em março 47,4 pontos. O percentual médio de utilização da capacidade caiu um ponto percentual, saindo de 74% para 73% no período. Apesar de piora em abril, empresários ainda estão otimistas em relação às perspectivas para o setor nos próximos seis meses relativas à demanda interna, emprego e matérias-primas Estoques Os números também apontam acúmulo indesejado de estoques, o chamado efetivo planejado, que subiu de 50,5 pontos para 51,8 pontos. Os valores mostram que os estoques estão acima do nível desejado. O acúmulo é maior entre as empresas de grande porte. Neste caso, o índice alcançou 53,4 pontos em abril, contra os 51,1 em março. Emprego Apesar do acúmulo de estoques apontado pelos empresários, a sondagem mostra que o total de postos de trabalho cresceu em abril na comparação com o mês anterior. O indicador subiu para 51,3 pontos, depois de se situar em 51,2 pontos em março. O avanço, embora moderado, foi puxado principalmente pelas grandes empresas, que empregaram mais. As indústrias de pequeno porte tiveram retração no índice, com 48,6 pontos, enquanto as médias empresas registraram estabilidade nas contratações, com 50,9 pontos. Perspectivas Mesmo com a indicação de retração da atividade industrial em abril, os empresários continuam otimistas em maio sobre as perspectivas para os próximos seis meses em três dos quatro indicadores analisados. Mas estão menos confiantes na comparação com abril. As expectativas dos industriais sobre a evolução da demanda no mercado interno registrou 60,7 pontos, quando foi de 61,7 pontos em abril. Já em relação às exportações, os empresários estão pessimistas. O indicador ficou em 47,9 pontos. O índice de expectativas para o emprego nos próximos meses registrou 54,3 pontos e para compras de matérias-primas marcou 58,2 pontos. Com agências Mesmo com estoques elevados, o nível de emprego da indústria cresceu em abril SONDAGEM INDUSTRIAL A Região Centro-Oeste do país foi a única que apontou melhora no indicador de produção entre março e abril, ao passar de 52 para 53,4 pontos. Pior desempenho ficou com o Sul, cujo indicador de atividade caiu para 45,6 pontos, contra 56,6 em março e 52,5 em abril do ano anterior. Índice que mede avaliação sobre emprego superou 50 pontos em todas as regiões, o que indica otimismo, mas avançou em relação a março só no Norte e Nordeste.

13 Quarta-feira, 25 de maio, 2011 Brasil Econômico 13 TURISMO Forte presença brasileira na Argentina faz real virar moeda corrente em Buenos Aires O grande número de brasileiros na Argentina transformou o real em moeda corrente nos principais pontos turísticos do país vizinho, principalmente em Buenos Aires, a capital. Empresas de táxi, lojas no aeroporto de Ezeiza, restaurantes, cafés, perfumarias, camelôs e casas de tango aceitam a moeda brasileira. Segundo dados do governo de Buenos Aires, os brasileiros lideraram o ranking de turistas que visitaram a cidade em 2010 e neste ano. Léo Corrêa/O Dia INVESTIGAÇÃO Oposição define duas frentes de atuação no caso de denúncias contra Palocci A oposição definiu duas frentes de atuação no caso da evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Após reunião das principais lideranças na Câmara e no Senado, foram encaminhadas ao Ministério Público duas representações para que as denúncias sejam investigadas. Em uma delas, PSDB, DEM e P-SOL querem apurar dados de Em outra, querem investigar operação suspeita para compra de imóvel. Déficit da Previdência cresce 79% em um ano e chega a R$ 5,7 bilhões Em abril deste ano, a arrecadação do setor somou R$ 18,54 bilhões, enquanto as despesas foram de R$ 24,27 bilhões A Previdência Social registrou déficit de R$ 5,72 bilhões em abril deste ano, valor 79% maior do que o registrado no mesmo mês de 2010 e 81,4% superior ao de março último. Em abril, a arrecadação do setor somou R$ 18,54 bilhões, enquanto que as despesas chegaram a R$ 24,27 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Previdência Social. Ao apresentar o resultado do Regime Geral da Previdência Social de abril, o ministro Garibaldi Alves Filho explicou que o número negativo do mês passado, principalmente na comparação com março, deveu-se à concentração de pagamentos de precatórios, que totalizaram R$ 3,22 bilhões. O resultado da Previdência no setor urbano ficou negativo em R$ 910 milhões, por causa das ações judiciais, que somaram R$ 2,5 bilhões em abril. Apesar disso, a arrecadação neste caso teve o segundo melhor resultado da série histórica da Previdência, somando R$ 18,06 bilhões. As despesas Despesas com pagamentos de precatórios, que chegaram a R$ 3,22 bilhões em abril, elevam déficit em relação a março foram de R$ 18,97 bilhões. A Previdência continua apresentando um resultado satisfatório desde o final do ano passado. Por causa do pagamento dos precatórios, não tivemos o resultado superavitário que estávamos obtendo na previdência urbana. É a previdência urbana que garante esse desafogo da situação previdenciária, avaliou o ministro. A Previdência rural também apresentou um saldo negativo no mês de abril, de R$ 4,8 bilhões, com arrecadação de R$ 482 milhões e despesas de R$ 5,3 bilhões. Na comparação com março houve um aumento de 13,2% na necessidade de financiamento do setor rural. O ministro informou ainda que amanhã, a partir das 10h30, vai se reunir com representantes de diversas entidades representativas dos aposentados e com as centrais sindicais para discutir alterações na Previdência Social, entre elas uma alternativa que permita acabar com o fator previdenciário. Com agências

14 14 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de maio, 2011 INOVAÇÃO & GESTÃO QUINTA-FEIRA SUSTENTABILIDADE SEXTA-FEIRA TECNOLOGIA Editora: Maria Luíza Filgueiras Sistema integrado para evitar Pernambuco, estado que foi castigado por chuvas no último ano, une monitoramento de agência estadual, Rafael Palmeiras As fortes chuvas no estado de Pernambuco já não devem pegar a população de surpresa. Para evitar que mortes e estragos causados pelas enchentes, como ocorreu em julho do ano passado, voltem a acontecer, a Agência Nacional de Águas (ANA) investiu R$ 1 milhão na criação de uma Sala de Situação no estado e a aplicação total pode chegar a R$ 19 milhões. Inaugurada no início de maio, o espaço funciona como um laboratório de monitoramento de rios e chuvas. Operado por técnicos da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), possui estrutura pioneira no país que integra as redes nacional (ANA), estadual (Apac) e a Defesa Civil. Diferente de qualquer outro laboratório de análise hidrometeorológica, todas as informações estão conectadas à ANA. A prevenção para eventos climáticos do tipo ocorrido em Pernambuco se dá com base no tripé: meteorologia, monitoramento hidrológico e Defesa Civil, todos integrados por meio da Sala de Situação, explica o superintendente de Usos Múltiplos da ANA, Joaquim Gondim. O orçamento repassado pela agência nacional foi aplicado na compra de computadores, servidor, barcos, medidores de vazão e veículo, além de sensores de chuva, sonda radar e painéis solares. Mas o responsável por fazer o monitoramento da água é um equipamento chamado de Plataformas de Coletas de Dados (PCDs). Fixados em 16 pontos estratégicos, dos rios Una, Capibaribe, Mundaú, Paraíba e seus afluentes, os PCDs monitoram em tempo real a quantidade de chuva. A cada 15 minutos são enviadas informações por tefefonia móvel ou via satélite para a Apac e ANA informando as precipitações e o aumento do nível dos rios, explica o diretor-presidente da Apac, Marcelo Cauás Asfora. Com os dados, o grupo de técnicos da Apac formado por meteorologistas, hidrólogos e hidrometristas conseguem antecipar, por meio de softwares, em até 48 horas a possibilidade de ocorrer uma catástrofe. Diante da previsão de que possa ocorrer uma enchente, entramos em contato com a Defesa Civil do estado para que ela possa tomar as devidas providências. Essa ação ajuda a salvar vidas e evitar perdas de patrimônio, destaca Asfora. Para Gondim, a parceria com a Defesa Civil exerce um papel fundamental no trabalho da Sala de Situação. A Defesa Civil faz o elo com a sociedade, por Grupo de técnicos formado por meteorologistas, hidrólogos e hidrometristas consegue antecipar em 48 horas possibilidade de catástrofe Alagamentos em Pernambuco atingiram 68 municípios em 2010 meio de comunicação e mobilizações adequadas, destaca. Asfora, da Apac, diz que o investimento na segurança da população pernambucana deve ser ampliado. Segundo ele, o governo do estado pretende investir mais de R$ 8 milhões, com recursos do Bird (braço do Banco Mundial) e do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), na aquisição de novos recursos destinados ao monitoramento de águas. Além disso, até o fim do ano, o estado planeja compra de um radar que permite calcular o volume de água acumulada nas nuvens. Por meio do equipamento, que tem valor estimado em R$ 10 milhões, será possível calcular o nível da chuva antes mesmo dela acontecer. NORDESTE Outros estados devem seguir o modelo A instalação da Sala de Situação em Pernambuco acontece quase simultaneamente à de Alagoas. O estado foi o pioneiro do modelo na região Nordeste, com Plataformas de Coletas de Dados (PCDs) instalados nos municípios de União dos Palmares, São José da Laje, Quebrangulo, Viçosa e Atalaia. Na região alagoana, o monitoramento é de responsabilidade da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). A prioridade dos estados em receber as salas surgiu após uma série de enchentes ocorridas em junho de Os alagamentos em Pernambuco atingiram 68 municípios, causando 20 mortes. Já em Alagoas, o desastre afetou 29 municípios e resultou em 27 mortes. Segundo Joaquim Gondim, superintendente de Usos Múltiplos da Agência Nacional de Águas (ANA), novas salas devem ser implementadas. A partir da boa avaliação dos resultados obtidos nas Salas de Situação, novas ações semelhantes vão continuar nos demais estados do Brasil, antecipa o superintendente. R.P.

15 Quarta-feira, 25 de maio, 2011 Brasil Econômico 15 SEGUNDA-FEIRA EDUCAÇÃO TERÇA-FEIRA EMPREENDEDORISMO enchentes nacional e Defesa Civil para se antecipar às tragédias CARLOS EDUARDO MOREIRA ALENTIM Sócio-titular do Valentim Advogados, membro da Comissão de Direito Administrativo da OAB-SP e diretor do Departamento Jurídico na Fiesp Danilo Verpa/Folhapress Sala de Situação : destaque é a integração com a Defesa Civil Divulgação Impacto urbano e os grandes empreendimentos A cada ano que passa, a polêmica capital paulista, à semelhança de um doente terminal, parece ver sua saúde definhar a olhos vistos e nenhum tratamento prescrito pelos seus médicos funcionar. De fato, observando-se os dados da infraestrutura urbana de São Paulo, o panorama geral é alarmante: congestionamentos crescentes, enchentes mais abundantes e volumosas, qualidade do ar muito abaixo do mínimo recomendável, é uma lista crescente. Voltando à metáfora da medicina, as medidas adotadas têm se mostrado mais como paliativas do que verdadeiramente estruturantes de uma mudança mais profunda. Muito pelo contrário, há a repetição de fórmulas e práticas ineficientes em longo prazo. Talvez o caso mais sintomático dessa situação seja o do rodízio de veículos, iniciado em São Paulo no final dos anos 90, e que não logra tornar a vida dos cidadãos motoristas, passageiros, ciclistas ou pedestres mais tolerável. Perdeu o efeito. Por mais absurdo que pareça, mesmo com o contínuo enfraquecimento dos efeitos do rodízio municipal, as autoridades insistem em reapresentá-lo como uma das principais soluções para mazelas do trânsito. Nessa nova encarnação, ele seria estendido para dois dias da semana por veículo ou teríamos ainda a instituição de pedágio urbano! Contudo há formas mais eficazes e justas para se mitigar o trânsito até que as medidas mais definitivas sejam implementadas, sendo de se destacar, com uma certa obviedade, o fortalecimento do transporte público de qualidade. Não obstante haver bastantes alternativas ao cenário atual a serem discutidas, entendemos que questões relativas aos Empreendimentos imobiliários deveriam mitigar impacto às vias de trânsito, permeabilidade do solo e poluição visual chamados grandes empreendimentos pouco têm ocupado espaço na mídia acerca dos seus impactos em zonas residenciais e comerciais cuja ocupação já está além do razoável. Com relação ao direito aplicável a essa questão, não é de se negar que há louváveis esforços para se tratar dos citados problemas. Como marco, houve em 2001 a publicação do Estatuto da Cidade, lei federal que tentou delinear os princípios e regras estruturantes do Direito Urbanístico. Tal diploma legal contempla diversas disposições que o poder público e empreendedores devem obedecer, com destaque para o estudo de impacto de vizinhança. Muito embora o impacto de vizinhança esteja previsto no estatuto e noutras leis e regulamentos do município de São Paulo, o fato é que grassam a olhos vistos empreendimentos imobiliários que, segundo o bom senso, deveriam ser mais bem estruturados com medidas mitigatórias e compensatórias mais severas, posto que impactam excessivamente as vias de trânsito, a permeabilidade do solo (favorecendo enchentes), gerando poluição auditiva e visual, dentre diversos outros aspectos deletérios ao meio ambiente urbano. É que o aquecimento imobiliário atualmente experimentado gera, naturalmente, pressões de cunho socioeconômico que podem levar à aprovação de projetos e imóveis irregulares. O rigor na fiscalização desse processo é fundamental e separa o joio do trigo, ou seja, valoriza o empreendedor honesto e cioso da função social de sua atividade em detrimento daquele que busca fazer valer seus interesses privados a qualquer custo. O que deve haver, urgentemente, entre os entes interessados e os poderes constituídos é um atual e constante aprofundamento da questão do impacto dos grandes empreendimentos na cidade. DECLARAÇÃO À PRAÇA Andrade e Lai Sociedade de Advogados, Rua Caramuru, 417 cj 82, Saúde, São Paulo - SP, CNPJ / Comunica o extravio de folhas de Cheques do banco Bradesco de nº a TICTACLIN K relógios de coleção & acessórios

16 16 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de maio, 2011 ENCONTRO DE CONTAS LURDETE ERTEL Tendão de aquiles O passo atrás dos principais importadores de calçados brasileiros fez as vendas externas do setor tropeçarem feio no primeiro quadrimestre deste ano. De janeiro a abril, o Brasil embarcou 40,7 milhões de pares de calçados, 31,9% menos do que em igual período do ano anterior. Com um recuo tão largo, a receita com as exportações também caiu (-14%, para US$ 449,3 milhões) mesmo com o aumento do preço médio dos sapatos embarcados, de US$ 8,73 em 2010 para US$ 11,03 este ano. O maior escorregão foi dos Estados Unidos, principal comprador dos calçados made in Brazil: os americanos importaram 4,8 milhões de pares verde-amarelos entre janeiro e abril, quase um quarto dos 18,1 milhões de pares comprados no ano passado. Timothy A. Clary/AFP Guerra pela sola vermelha O designer francês Christian Louboutin deflagrou uma troca de sapatadas com os processos judiciais que abriu contra outras grifes que, supostamente, estariam copiando o solado vermelho que é característico de seus calçados femininos. A exemplo do que já tinha feito a marca brasileira Carmen Steffens, também notificada por plágio por Louboutin, agora foi a vez da grife Yves Saint Laurent descer do salto: a casa francesa revidou a acusação na Justiça afirmando que não foi o estilista quem inventou a sola vermelha. A ideia é usada há séculos, alega a YSL: Solas vermelhas são um recurso de design comumente utilizado como detalhe ornamental de calçados desde Luís XIV, em 1600, reagiu. Ademais, a Yves Saint Laurent diz ter como provar que usa o recurso desde os anos 1970 muito antes de monsieur Louboutin. A marca ainda acusa de fraudulento o pedido do concorrente de direito à exclusividade no uso da cor vermelha no solado. Itália e Reino Unido também pisaram no freio: os italianos reduziram as compras de 2,8 milhões de pares, para 2 milhões. E os ingleses, de 3,1 milhões de pares, para 1,3 milhões. Apenas Argentina e França aumentaram o volume importado. Os argentinos reassumiram a segunda posição, com 2,8 milhões de pares adquiridos no quadrimestre. E os franceses compraram 1,27 milhão de pares. CABEÇA POLIVALENTE Depois de entrar em cena como ator no Festival de Cannes na última semana, o músico David Byrne (leia-se Talking Heads) aterrissa no Brasil em julho, desta vez no papel de escritor e cicloativista. O cantor será uma das estrelas da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde apresenta seu livro Diários de Bicicleta. Desde os anos 1980, Byrne utiliza a bicicleta como principal forma de locomoção em Nova York, cidade onde vive, e passou a levar uma dobrável para suas turnês. Gerit Borth/AFP A internet livre faz a diferença entre uma ditadura e uma democracia. Os que tentaram impedir o serviço ficaram do lado das ditaduras Dentre todos os principais produtores brasileiros, o Ceará registrou o tombo maior nas vendas: o volume exportado pelo Estado despencou 47%. Nicolas Sarkozy, presidente da França, em uma conferência com empresários da área tecnológica para discutir a regulamentação da internet, em Paris.

17 Quarta-feira, 25 de maio, 2011 Brasil Econômico 17 Fotos: divulgação Luz na passarela É com novo formato, que acontece, amanhã, no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, a quinta edição do Fashion Day, com o tema Apaixone-se! Os desfiles, que contam com mais de cem marcas, ganharam um espaço exclusivo, com projeto cênico da Pazetto Events Consulting, sob a tutela do diretor Carlos Pazetto. Na passarela, tops internacionais como Renata Kuerten e Fabiana Semprebom, além da apresentadora Astrid Fontenelle e do empresário Rico Mansur. MARCADO O presidente do conselho de administração da Globex, holding que abriga as marcas Casas Bahia e Ponto Frio, Michael Klein, será o anfitrião de um encontro com 15 universitários, amanhã, na sede da empresa, em São Caetano do Sul (SP). Ao mar pelo ar As praias do litoral paulista e carioca lideraram na procura na contratação de helicópteros da empresa de aviação executiva Global Aviation no primeiro trimestre. Guarujá, Maresias e Ilhabela (todos em SP) foram os destinos mais contratados, seguidos de Cabo Frio e Angra dos Reis, no Rio. Nos jatos executivos da companhia, as praias também ocuparam a dianteira: de um total de pousos da Global entre janeiro e março, 186 ficaram concentrados em Angra dos Reis, Trancoso, Parati e Miami. Nas alturas Outro dado curioso do mapa de locomoção da Global Aviation no primeiro trimestre é o heliponto com maior vaivém de helicópteros da companhia em prédios de São Paulo: trata-se do Banco Bradesco da Avenida Paulista. A segunda posição ficou com o Helbor Tower, edifício em Mogi das Cruzes. Sala de aula digital Maior fabricante de mobiliário escolar da América Latina, o grupo paranaense Cequipel vai equipar uma escola da Colômbia com suas carteiras informatizadas. O Liceo Americano, de Bogotá, receberá ainda lousas interativas e mesas informatizadas para professores. São todos equipamentos da Sala de Aula Digital, um projeto da Cequipel. Avessa a multidões e marcas Maior fenômeno da indústria fonográfica inglesa nesta temporada, a cantora de soul Adele acaba de frustrar a expectativa de quem esperava vê-la ao vivo: a jovem de 23 anos disse que, por dinheiro nenhum do mundo, vai se apresentar em estádios e festivais, ou diante de multidões. A estrela, que já ultrapassou até Lady Gaga no mercado digital, confessou que tem recebido propostas milionárias para este tipo de show, mas aceitá-las está fora de cogitação. À revista Q, CHEIRO DE GOL Para os torcedores, não basta mais só vestir a camisa. O início do Campeonato Brasileiro de futebol alavancou as vendas de perfumes dos principais clubes do país. Cada frasco de 50 ml, fabricado pela Lumi Cosméticos, custa R$ 56,90 e as fragrâncias têm aprovação dos times. admitiu o motivo da restrição: tem pânico de multidões e sofre ataques de ansiedade quando tem de subir ao palco diante de muita gente. O temor é paradoxal diante da dimensão alcançada pela carreira da cantora, que coleciona dois recordes invejáveis: ultrapassou os Beatles como única artista viva a ter duas músicas e dois álbuns no top cinco nas paradas britânicas. E teve o disco mais vendido na Amazon. Adele já avisou também que nunca vai se associar a marcas. GIRO RÁPIDO Conectados A Ford celebra, amanhã, em São Paulo, o lançamento da nova campanha institucional da marca, a Connect. Entres os convidados da noite estão JR Duran, Astrid Fontenelle, Michel Saad e o cantor Roger. Na Barra A rede de farmácias Drogasmil abre a sua 93º loja no MD.X Barra Medical Center, de Eike Batista, no Rio de Janeiro. É de chocolate Será realizada, entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro, a primeira edição da Feira Brasileira do Mercado de Chocolates (Febrachoco), no ExpoGramado, em Gramado (RS). O evento será ancorado pelo Congresso Latino- Americano de Chocolates, que vai discutir as relações da cadeia produtiva. Com tudo dentro São Paulo se prepara para receber, a partir do dia 28, a 1ª Mostra de Decoração Fortuna, em uma luxuosa casa no Condomínio Fazenda da Grama, a 70 km da capital paulista. Todos os espaços da mansão serão decorados por arquitetos de peso e ambientados por marcas exclusivas, como a holandesa Auping e a alemã Dedon, entre outras. Ao final da exposição, a casa será vendida no modelo porteira fechada. Com Karen Busic

18 18 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de maio, 2011 EMPRESAS Editora: Rita Karam Subeditoras: Estela Silva Isabelle Moreira Lima Peugeot se une a Volks e Fiat na importação de aço Carlos Gomes, presidente da Peugeot-Citroën, reclama de déficit de engenheiros no Brasil Aumenta a pressão sobre siderúrgicas após reajuste de até 10%; fornecedores veem assimetria na concorrência com asiáticos Ana Paula Machado Diante da alta dos custos de matéria-prima, principalmente do aço, o grupo Peugeot-Citroën (PSA) vai, pela primeira vez, importar o insumo para a abastecer sua produção no Brasil. O presidente do grupo, Carlos Gomes, informa que a companhia já avalia essa possibilidade em função do reajuste imposto pelas siderúrgicas nacionais de 6% a 10% neste ano. A Fiat Automóveis e a Volkswagen já tentam driblar o aumento do aço com importações, principalmente da Ásia. A Fiat vai trazer 15% do seu consumo deste ano e a Volks 30%. É até 25% mais barato trazer o aço da Ásia do que comprar no Brasil. Ainda não temos definido quanto importaremos, mas a compra em outros países está definida, diz Gomes. A questão é uma queda de braços entre dois gigantes da indústria brasileira. De um lado as montadoras afirmam que o aço brasileiro é o mais caro do mundo e, por isso, recorrem à importação. Do outro, as siderúrgicas contestam dizendo que as condições de produção no Brasil não permitem nivelar o preço do insumo nacional com o importado. A importação faz parte de uma economia de mercado. Também gostaria de trazer carros infinitamente mais baratos de outros países. Mas, para o carro, o tributo de importação é de 35% e, para o aço, é 12%, diz o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. Segundo o executivo, não é possível nivelar os preços do aço brasileiro com o internacional em razão da alta carga tributária e do câmbio favorável à importação. Temos assimetrias competitivas. Além disso, há no mundo 530 milhões de toneladas de aço em estoque, o que coloca os preços lá em baixo. É até 25% mais barato trazer o aço da Ásia do que comprar no Brasil. Ainda não temos definido quanto importaremos, mas a compra em outros países está definida Carlos Gomes Além do preço do aço, o presidente do grupo PSA adverte para a alta dos custos com mão de obra no Brasil. Tudo está subindo muito e não é somente a matéria-prima, a despesa com mão de obra também é uma fator negativo para a produção no Brasil, diz Gomes. Segundo o executivo, hoje se paga mais por um engenheiro no Brasil que em Portugal, por exemplo. Isso em função dos encargos trabalhistas que chega a cerca de 100% do valor do salário. Além disso, o país não forma engenheiros a contento. Há um déficit. Enquanto a China forma 400 mil engenheiros por ano, no Brasil são somente 40 mil profissionais. Empate com a Argentina O grupo PSA mantém duas fábricas na América Latina, uma em Porto Real, no Rio de Janeiro, e a outra em Pacheco, na Argentina. A unidade portenha não era tão competitiva quanto a brasileira, pois os custos de produção eram superiores. Agora Brasil e Argentina se equipararam nos gastos com a produção. Aqui o custo da mão de obra sobe acima da inflação enquanto os preços dos carros tem reajuste, mas não acompanham a inflação. Já na Argentina, as incertezas na condução da política macroeconômica e a inflação tornam o custo de produção alto, afirma Gomes. O grupo PSA tem a estratégia de fabricar no Brasil carros compactos e na Argentina os automóveis médios que abastecem todo a América Latina. Nossa aposta é deter 7.5% do mercado latinoamericano em 2014, sendo que no Brasil teremos um participação acima desse percentual. Com essa divisão na produção, conseguiremos atingir essa meta, afirma Gomes que projeta um mercado de 4.5 milhões de veículos no Brasil em Citroën entra na era da carroceria em cubo Para deter mais de 7% do mercado brasileiro em 2015, o grupo PSA deve investir em novos produtos e na reformulação da linha que hoje é vendida no Brasil. A meta do grupo é lançar 15 modelos de 2010 a O presidente da Citroën do Brasil, Ivan Ségal, disse que a marca deverá ser responsável pela metade dos novos modelos que entrarão no mercado brasileiro nesses 5 anos. No ano passado, só lançamos um novo carro, o C3 Aircross e a Peugeot quatro modelos. Agora a velocidade de nossos lançamentos será maior que a da Peugeot. Isso, para mantermos nossa posição no mercado brasileiro, afirmou Ségal. A Citroën com a estratégia de ser a marca premium do grupo PSA tem em seu portfólio modelos

19 Quarta-feira, 25 de maio, 2011 Brasil Econômico 19 John Guillemin/Bloomberg Nestlé compra Prometheus Laboratories O valor da transação não foi relevado, mas estimativas de analistas apontam que grupo de alimentos europeu pagará por volta de 1,1 bilhão pela companhia americana de diagnósticos gastrointestinais Prometheus Laboratories. A aquisição faz parte da estratégia da Nestlé ingressar no segmento de ciências humanas. A empresa espera que o negócio impulsione as vendas de produtos de nutrição hospitalar, como Peptamen e Novasource, assim como o desenvolvimento de novos produtos. Evandro Monteiro Concessionárias temem falta de automóveis Paralisações na Volkswagen e Honda podem acarretar em falta de veículos e perda de mercado Michele Loureiro Para consultor, Fiat e Toyota podem se beneficiar com problemas dos concorrentes Para escapar de uma eventual paralisação dos funcionários, a General Motors (GM) acertou o maior valor de Participação de Lucros e Resultados (PLR) das montadoras de veículos do país até agora e vai pagar R$ aos funcionários da fábrica de São Caetano do Sul (SP). Depois de protestos dos trabalhadores na última semana, a montadora decidiu aceitar o valor que é atrelado a metas de produção. Com a decisão, a GM escapa da situação complicada que enfrentam a Volkswagen e Honda e que pode culminar com a falta de veículos no mercado. Enquanto os impasses das paralisações não são resolvidos, outras marcas aproveitam o espaço para deslanchar e aumentar a participação de mercado. Segundo o consultor de mercado automobilístico Fábio Porschat, marcas como Toyota e Fiat devem ganhar participação de mercado. O Honda Civic e o Honda Fit devem perder espaço paraocorollaeoidea,porexemplo. Apesar de ser uma situação temporária, o mercado nacional é muito concorrido e qualquer brecha pode mudar cenários, avalia o consultor, que também acredita na evolução de marcas chinesas. A greve na fábrica da Volkswagen de São José dos Pinhais (PR) completa 21 dias hoje. Enquanto não há acordo sobre o valor da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) - os funcionários pedem R$ 12 mil -, os consumidores correm risco de desabastecimento dos modelos Golf, Fox, Cross Fox, Fox Europa. Concessionárias ouvidas pelo BRASIL ECONÔMICO afirmaram que estão trabalhando com os estoques, mas que se não houver reposição, em cerca de uma semana faltará carros. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região, já deixaram de ser produzidos veículos, o que acarretaria um prejuízo de cerca de R$ 397 milhões à montadora. Ainda segundo a entidade, a Volkswagen está aproveitando a paralisação dos trabalhadores para realizar adaptações em suas linhas de montagem. O motivo seria a transferência da linha de produção do Space Fox, que atualmente é fabricado na Argentina, para a unidade paranaense. A montadora não comenta a paralisação nem confirma as alterações na produção do Space Fox. Uma nova assembléia está agendada para hoje. Falta de peças Enquanto isso, os trabalhadores da fábrica da Honda de Sumaré (SP) vivem o impasse da falta de peças para a montagem dos carros. Na última semana, a montadora demitiu 400 funcionários alegando que precisa diminuir a produção em 50% porque fornecedores japoneses, atingidos pelos desastres naturais em março, não conseguem enviar peças. Mais 800 funcionários correm o risco de perder os empregos e o o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, Jair dos Santos, afirmou que há um processo na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) pedindo a reintegração dos demitidos. Estamos esperando a convocação para negociar. A fábrica está em uma parada técnica desde segunda-feira e só retomará as atividades dia 6 de junho, quando a produção passará a ser de 300 veículos por dia, metade do volume convencional. Por conta destes problemas, a Honda estima vendas 20% menores neste ano. acima de R$ 35 mil. O seu carro de entrada, por exemplo, o compacto C3 não custa menos de R$ 38 mil. Agora, lançamos o C3 Picasso, um monovolume, produzido na plataforma do compacto, mas com entre-eixo maior e com um novo conceito de design, que é o cubo, com mais espaço interno, explicou. O carro chega em três versões e custa entre R$ 47,99 mil a R$ 60,4 mil e tem opção de câmbio manual e automático. O modelo comprova suas aptidões urbanas que é o resultado de seu formato de carroceria em cubo, tendência mundial em seu segmento e que permite a otimização dos volumes, disse Ségal que espera vendas de 1 mil unidades por mês do monovolume no primeiro ano de comercialização. A.P.M. DÍVIDA Chrysler devolve ajuda ao governo americano A montadora Chrysler terminou de devolver a ajuda de US$ 5,1 bilhões recebida do governo dos Estados Unidos em forma de empréstimos seis anos antes do prazo de vencimento dos empréstimos, informou o Departamento do Tesouro. O órgão destacou, no entanto, que dos US$ 12,5 bilhões de ajuda pública repassada à Chrysler, só recuperou US$ 10,6 bilhões. O governo americano detém ainda 6,6% do capital ordinário da empresa, mas é improvável que recupere totalmente o resto de seus investimentos na Chrysler, que se eleva a US$ 1,9 bilhão, informou o Tesouro. AFP

20 20 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de maio, 2011 EMPRESAS AÇÚCAR E ÁLCOOL Receita líquida da Tereos cresce 24,2%, para R$ 1,5 bilhão, e lucro alcança R$ 106 milhões As operações no Brasil, onde controla o Açúcar Guarani, representam cerca de 30% da receita. Para a safra 2011/12 no Brasil, a Tereos pretende processar 18,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um recuo ante as 19,7 milhões de toneladas do ano passado. A produção de açúcar deverá ficar em 1,5 milhão de toneladas e de etanol em 500 milhões de litros, um recuo diante os 692 milhões de litros na safra passada. Ag. Vale LOGÍSTICA Vale investe US$ 2,9 bilhões em ampliação do porto Ponta da Madeira, em São Luís A mineradora planeja tornar o terminal portuário de Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão, no principal porto do país em capacidade e volume de movimentação de cargas em Além do aumento do volume de minério de ferro a ser escoado pelo porto, a movimentação de grãos terá em Ponta da Madeira uma importante base de transporte de soja e milho, produzidos no Nordeste. Marisa quer e-commerce no topo Varejista amplia número de produtos comercializados no site e investe na padronização das roupas para passar Cintia Esteves Como todo empresário, Marcio Goldfarb, presidente da Marisa, persegue alguns números. Não lhe sai da cabeça, por exemplo, a vontade de montar uma rede de 887 lojas no país. O fato de não arredondar esta meta para 900 ou mil unidades não está relacionado à numerologia ou algo assim. Trata-se de um estudo preciso sobre o potencial do mercado brasileiro. É a quantidade de lojas que o país comporta, diz Goldfarb sem, no entanto, estipular um prazo para concretizar o sonho. Enquanto isso, ele cuida de assuntos mais próximos da realidade da companhia, hoje com 288 unidades. Transformar o site na loja que mais vende está entre as metas. Uma de suas ações tratou de aumentar a quantidade de produtos comercializados de 1,2 mil, em 2010, para 1,7 mil, neste ano. Agora chegamos a um mix ideal para o comércio eletrônico. Também fizemos um padrão de medidas para as nossas roupas para que a cliente possa ter certeza que o produto comprado servirá, afirma. Chegamos a um mix ideal para o comércio eletrônico. Também fizemos um padrão de medidas para as nossas roupas para que a cliente possa ter certeza que o produto comprado servirá Marcio Golfarb, presidente da Lojas Marisa A companhia possui três conceitos de lojas: Marisa ampliada, especializada em vestuário para a família, Marisa feminina e Marisa Lingerie. Estamos atentos a aquisições, se aparecer alguma oportunidade não vamos deixar escapar. Mas nosso foco é crescer com a abertura de lojas e não de compras, diz. No primeiro trimestre de 2011, a receita líquida da Marisa foi de R$ 494,1 milhões, alta de 30,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido cresceu 41,4%, chegando a R$ 36 milhões. Vamos abrir 57 lojas neste ano. Em 2010, foram 53 inaugurações. Mercado Nos shopping centers, locais onde a Marisa concentra grande parte de suas lojas, os varejistas estão otimistas. Para o Dia dos Namorados, a terceira data mais importante do comércio, a expectativa da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) é alta de 10% nas vendas. No Dia das Mães os varejistas venderam 11% mais. A tendência de aumento deve continuar, diz Nabil Sahyoun, presidente da associação. No entanto, o Índice Ante- As UPPs trouxeram paz para o Rio de Janeiro e abriram as portas de muitas comunidades para o SESI Cidadania entrar. Com o SESI Cidadania entrara Entraram espetáculos teatrais e espetáculos reais como cidadania, saúde, Indústria do Conhecimento (nossas bibliotecas), Feira das Profissões (para or Atleta do Futuro e o Corujão, cursos da meia-noite às quatro da manhã para alunos que não podem estudar durante o dia. Entraram principalmente in formação trazem transformação. Melhoram a vida das pessoas. Dão esperança, fé no futuro, sorriso no rosto. Em outros lugares do estado do Rio, o transformar é da natureza da indústria. Informar, formar, transformar, verdadeiramente e para sempre, é o nosso projeto. Nosso projeto da vida inteira. SES 25 DE MAIO, DIA DA INDÚSTRIA. Comunidades pacificadas atendidas pelo SESI Cidadania: Andaraí, Babilônia/Chapéu Mangueira, Borel, Cidade de Deus, Complexo de São Carlos, Coroa/Fallet/Fogueteiro, Formiga, Jardim Batan, Macacos, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Prazeres/Escondidinho, Providência, Salgueiro, Santa Marta, São João, Tabajaras/Cabritos e Turano.

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