Terceira Clínica de Integração entre Uso de Solo e Transporte, e sua Conexão com a Qualidade do Ar e a Mudança Climática

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1 Terceira Clínica de Integração entre Uso de Solo e Transporte, e sua Conexão com a Qualidade do Ar e a Mudança Climática Outubro 2011

2 1. Ferramentas de Financiamento e seu Uso a) Que ferramentas para a geração de recursos a partir da exploração do solo urbano sua cidade usa? Resposta: 1. Outorga Onerosa de Potencial Adicional Construtivo, instrumento previsto na Lei de Uso e Ocupação do Solo desde a aprovação do Plano Diretor Estratégico PDE da cidade de São Paulo (2002); 2. CEPAC Certificado de Potencial Adicional Construtivo, título vendido na Bolsa de Valores como antecipação de recursos para as obras previstas nas Operações Urbanas Consorciadas OUC. i) Das ferramentas que sua cidade utiliza, qual ou quais você acredita serem as mais eficazes para gerar recursos a partir do solo urbano? Da experiência de São Paulo a melhor até o momento, é o CEPAC. ii) Das ferramentas que sua cidade utiliza, qual ou quais são as mais usadas? O quê impede que sejam mais eficazes? O CEPAC, aplicado nas Operações Urbanas.

3 b) Que novas ferramentas de geração de recursos a partir da exploração do solo urbano lhe interessaria utilizar no futuro? Resposta: Concessão Urbanística; Áreas de Intervenção Urbana AIU ao longo dos sistemas de transporte de alta e média capacidade. i) Destas novas ferramentas, quais você acredita serem mais eficazes? Embora ainda não tenhamos uma resposta conclusiva, uma vez que essas ferramentas estão em estudo ou em início de implantação, consideramos as AIU s como um importante instrumento para associar o desenvolvimento urbano ao transporte. ii) Quais são as barreiras mais importantes que impedem a utilização destas ferramentas? È necessário avançar mais nos estudos para identificar as barreiras.

4 c) Que ferramentas de cobrança a donos de imóvel para financiar projetos ou melhoras em transporte sua cidade usa? (Cobrança por impactos ou impact fees; normatividade sobre nível mínimo de serviços públicos (APFO por suas inicias em inglês) e determinantes de um projeto; cobranças por valorização generalizada (betterment levy); ou outras ferramentas não citadas) Resposta: Não temos conhecimento quanto ao uso das ferramentas acima citadas em São Paulo. i) Das ferramentas que se utilizam, quais você pensa serem as mais eficazes? ii) Das ferramentas que se utilizam, quais são as de maior uso? O quê impede que sejam mais eficazes?

5 e sua Conexão com a Qualidade do Ar e a Mudança Climática. d) Que novas ferramentas de cobrança a donos de imóvel para financiar projetos de transporte lhe interessaria utilizar no futuro? Resposta: Uma ferramenta possível seria a Contribuição de Melhoria, prevista nas legislações federal, estadual e municipal. Entretanto falta a edição de Lei Complementar para regular os conflitos de competência entre essas esferas e para fixar regras gerais tributárias a serem obedecidas uniformemente pelos membros da federação brasileira. i) Destas novas ferramentas, quais acredita serem mais eficazes? Seria preciso atualizar e aprofundar os estudos a respeito da ferramenta acima, envolvendo aspectos técnicos, políticos e jurídicos, para avaliar, tanto a viabilidade de sua implantação, quanto a sua eficácia. ii) Quais são as barreiras mais importantes que impede a utilização destas ferramentas? A identificação dessas barreiras faria parte do estudo mencionado acima.

6 2) Dados de Desenvolvimento Urbano e Transporte a) Sua cidade tem um plano estratégico de desenvolvimento urbano, de ordenamento especial, ou de crescimento? Quando foi atualizado pela última vez? Há algum decreto, lei, ou regulamentação que requeira a criação deste tipo de plano? Como pode emendar ou atualizar o plano? Resposta: Sim, trata-se do Plano Diretor Estratégico PDE, Lei Municipal de 2002, complementado pela Lei de Uso do Solo (Lei Municipal /2004). Há que se considerar ainda a legislação referente às Operações Urbanas Consorciadas. A revisão do Plano elaborada pelo Executivo está, atualmente, em discussão na Câmara Municipal. O Plano Diretor é exigido pelo Estatuto da Cidade Lei Federal nº /2001, para municípios com mais de habitantes, para as cidades integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, áreas de especial interesse turístico e aquelas localizadas na área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental de âmbito regional ou nacional. O executivo municipal pode propor revisões ou atualizações do Plano Diretor, devendo submetê-las à aprovação do Legislativo, que pode introduzir modificações a partir de emendas ao plano encaminhado. O Estatuto da Cidade estabelece que a lei do Plano Diretor deve ser revista, pelo menos, a cada 10 anos.

7 e sua Conexão com a Qualidade do Ar e a Mudança Climática. b) Existe um observatório de preços de imóveis na sua cidade? Liderado por quem? Atualizado com que freqüência? O município dispõe de informações para atualização da Planta Genérica de Valores, que fundamenta a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano IPTU. Entretanto não se trata, a rigor, de um observatório de preços de imóveis, pois a referida planta de valores considera não os preços reais de mercado, mas os valores venais dos imóveis com a finalidade de calcular o imposto a ser cobrado (IPTU). c) Com que freqüência se atualiza a base cadastral/predial da sua cidade? A freqüência é anual, com base num fluxo de informações entre a Secretaria da Habitação, responsável pela aprovação das plantas e a Secretaria das Finanças do município.

8 d) Quando foi feita a última votação de habitações onde se perguntou por transporte e mobilidade na sua cidade? Resposta: A Pesquisa Origem e Destino foi realizada em 2007 e seu banco de dados disponibilizado em e) Quando foi feita a última votação de origens e destinos de viagens na sua cidade? Idem acima.

9 e sua Conexão com a Qualidade do Ar e a Mudança Climática. Participantes: Horacio Nelson Hasson Hirsch Secretaria dos Transportes Metropolitanos STM Governo do Estado de São Paulo Nilza Maria de Toledo Antenor Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano SMDU Prefeitura da Cidade de São Paulo

10 Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo: Instrumentos Relacionados ao Transporte DIRETRIZ - ESTIMULAR AO LONGO DA REDE ESTRUTURAL DE TRANSPORTE PÚBLICO: (Artigo 121) ADENSAMENTO POPULACIONAL INTENSIFICAÇÃO/DIVERSIFICAÇÃO DO USO DO SOLO FORTALECIMENTO/FORMAÇÃO DE POLOS TERCIÁRIOS INSTRUMENTOS ÁREAS DE INTERVENÇÃO URBANA AO LONGO DOS EIXOS TRANSPORTE OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS

11 Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo: Áreas de Intervenção Urbana - Art. 122 OBJETIVOS QUALIFICAR ESTAS ÁREAS E SEU ENTORNO OBTER RECURSOS PARA APLICAÇÃO NA IMPLANTAÇÃO E MELHORIA DAS LINHAS DE TRANSPORTE PÚBLICO (OUTORGA ONEROSA) DELIMITAÇÃO FAIXAS DE ATÉ 300m DE CADA LADO DOS ALINHAMENTOS DO SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO DE MASSA CÍRCULOS COM RAIO DE ATÉ 600m TENDO COMO CENTRO AS ESTAÇÕES DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO OU METROVIÁRIO

12 AIU s - buffers ao longo dos eixos de transporte

13 Áreas de Intervenção Urbana Condições e Parâmetros de Aplicação DEPENDEM DE LEI ESPECÍFICA DISCIPLINARÁ A APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS (ARTS. 221, 225) COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO MÁXIMO IGUAL A 4,0 (QUATRO)* ESTOQUES DE POTENCIAL ADICIONAL CONSTRUTIVO DEVERÃO SER COMPATÍVEIS COM A CAPACIDADE INSTALADA DE TRANSPORTE E DO SISTEMA VIÁRIO (ARTS. 121, 221) COEFICIENTE PODERÁ SER SUPERADO NUM RAIO DE ATÉ 600m EM TORNO DAS ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS DESDE QUE O COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO BRUTO NÃO ULTRAPASSE 4,0

14 Áreas de Intervenção Urbana Condições e Parâmetros de Aplicação Para cada AIU há necessidade de um Projeto Urbanístico Específico PUE aprovado pela Prefeitura. (Art.101, 2º, 4º) conjunto de ações proposta nos PUEs poderá ser desenvolvido em parceria com os demais níveis de governo e com o setor privado. Potencial adicional construtivo das AIUs não pode exceder o estoque de potencial dos distritos envolvidos (Art.101, 4º e Quadro nº 10).

15 Áreas de Intervenção Urbana Recursos Financeiros FONTE OUTORGA ONEROSA DE POTENCIAL ADICIONAL CONSTRUTIVO (ART.146, XVI) APLICAÇÃO FUNDURB - FUNDO DE DESENVOLVIMENTO URBANO FUNDO TAMBÉM ABSORVE RECURSOS DE OUTRAS NATUREZAS FINALIDADE - APOIAR OU REALIZAR INVESTIMENTOS RELACIONADOS ÀS PRIORIDADES ESTABELECIDAS NO PLANO DIRETOR (ART. 235)

16 AIU s ( buffers ) ao longo dos eixos de transporte

17 O planejamento de transporte da STM, a partir do PITU 2025, concluído em dezembro de 2006, passou a ser feito de forma integrada com o Uso do Solo. Cenário Equilibrado Diretrizes de Desenvolvimento Urbano 1. Balanceamento empregos / habitações Uso misto Tratamentos específicos para centro e periferia 2. Adensamento seletivo centralidades AIUs : polares e lineares Operações Urbanas Centros Logísticos Integrados 3. Contenção da área urbanizada

18 Cenário Equilibrado Outros determinantes (por quadra) Legislação zoneamento Tipo de uso Largura de vias CA máximo e básico Ocupações atuais e possíveis transformações

19 PITU Transporte e Urbanismo Aumento da Oferta + Gestão da Demanda; Integração Transporte / Uso do Solo (Cenários Tendencial e Equilibrado); Proposição de políticas públicas conjugadas à de transporte: Uso do Solo, Habitacional, de Logística Urbana de Cargas, de Desenvolvimento e de Financiamento (base fundiária); Concluído em dezembro de 2006; Base de Dados: OD 1997 Modelagem de Apoio: TRANUS

20 Estudos de cenários de desenvolvimento urbano / capacidade de suporte Desenvolvidos após o PITU 2025 Objetivos: melhorar o equilíbrio na distribuição territorial entre empregos e habitantes requalificação e/ou criação de novas centralidades por meio de adensamento e diversificação de atividades junto ao sistema sobre trilhos; avaliação da capacidade de suporte do sistema de transportes e circulação e da qualidade ambiental.

21 Estudos de cenários de desenvolvimento urbano / capacidade de suporte 1º estudo: Concluído em dezembro de 2008; Base de Dados: OD 1997 Modelagem de Apoio: TRANUS 2º estudo: Em andamento Base de Dados: OD 2007 Modelagem de Apoio: TRANUS

22 Estudos de cenários de desenvolvimento urbano / capacidade de suporte Resultados esperados Consolidação do Cenário Equilibrado e dos instrumentos de indução necessários na legislação ; Utilização das AIU / OUC como fontes de recursos para expansão do sistema sobre trilhos;

23 Estudos de cenários de desenvolvimento urbano / capacidade de suporte Principais Benefícios Redução das distâncias de viagem com aumento das viagens intra-zonais Aumento do IPK Redução das deseconomias nos sistemas de transporte, em especial sobre trilhos (carregamentos mais equilibrados nos dois sentidos) Aumento da participação do Transporte Coletivo na Divisão Modal Redução do congestionamento Melhoria da qualidade ambiental Melhoria da qualidade de vida da população (redução nos tempos de viagem) Impactos positivos no cronograma de investimentos do PITU

24 Cidades e regiões só podem ser sustentáveis se tiverem um transporte público dinâmico e eficiente, mas ao mesmo tempo o transporte público só pode ser dinâmico e eficiente se for totalmente integrado com outras políticas urbanas. UITP

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