Planejamento e gestão da expansão urbana

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1 CURSO GESTÃO DA VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA: Contribuição de Melhoria, Reajuste de Terrenos e Redesenvolvimento Belo Horizonte, 24 a 26 de outubro de 2012 Planejamento e gestão da expansão urbana Daniel Todtmann Montandon Programa para Lincoln Institute of Land Policy

2 Expansão urbana: dinâmicas associadas Programa para

3 Expansão urbana: dinâmicas associadas Porto Velho/RO

4 Expansão urbana: dinâmicas associadas Programa para

5 Expansão urbana: dinâmicas associadas Programa para

6 Expansão urbana: aspectos institucionais Programa para > Fragilidade dos instrumentos de planejamento urbano para o efetivo controle do processo de expansão urbana. > Precariedade ou limitação dos Planos Diretores e de leis de zoneamento para a adequada regulação do território de expansão urbana: zonas vazias a serem preenchidas. > Ineficiência da gestão social da valorização da terra. > Tratamento fragmentado do processo formal de expansão urbana: parcelamento do solo por glebas. > Expansão ocorre mais por interesses imobiliários e de proprietários do que pelo interesse público.

7 Expansão urbana: aspectos institucionais Programa para Canaã dos Carajás/PA

8 Mudanças trazidas pela Lei nº /12 Cidades com obrigatoriedade de Plano Diretor. > com mais de vinte mil habitantes; > integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas; > onde o Poder Público municipal pretenda utilizar os instrumentos previstos no 4o do art. 182 da Constituição Federal; > integrantes de áreas de especial interesse turístico; > inseridas na área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental de âmbito regional ou nacional; > incluídas no cadastro nacional de Municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos.

9 Mudanças trazidas pela Lei nº /12 Programa para Os Municípios que pretendam ampliar o seu perímetro urbano após a data de publicação da Lei nº /12, deverão elaborar projeto específico que contenha, no mínimo: > demarcação do novo perímetro urbano; > delimitação dos trechos com restrições à urbanização e dos trechos sujeitos a controle especial em função de ameaça de desastres naturais; > definição de diretrizes específicas e de áreas que serão utilizadas para infraestrutura, sistema viário, equipamentos e instalações públicas, urbanas e sociais; > definição de parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo, de modo a promover a diversidade de usos e contribuir para a geração de emprego e renda;

10 Mudanças trazidas pela Lei nº /12 Programa para > a previsão de áreas para habitação de interesse social por meio da demarcação de zonas especiais de interesse social e de outros instrumentos de política urbana, quando o uso habitacional for permitido; > definição de diretrizes e instrumentos específicos para proteção ambiental e do patrimônio histórico e cultural; e > definição de mecanismos para garantir a justa distribuição dos ônus e benefícios decorrentes do processo de urbanização do território de expansão urbana e a recuperação para a coletividade da valorização imobiliária resultante da ação do poder público.

11 Mudanças trazidas pela Lei nº /12 > O projeto específico deverá ser instituído por lei municipal e atender às diretrizes do plano diretor, quando houver. > Se o projeto específico estiver contemplado no Plano Diretor, sua elaboração é dispensada. > A aprovação de projetos de parcelamento do solo no novo perímetro urbano ficará condicionada à existência do projeto específico e deverá obedecer às suas disposições.

12 Mudanças trazidas pela Lei nº /12: síntese Programa para As mudanças propostas foram feitas num contexto de se buscar o controle da ocupação para gestão integrada de riscos e desastres naturais. A lógica adotada não teve foco exatamente na gestão da valorização da terra... mas na lógica de planejamento da ocupação, em que foram definidos elementos que qualificam os instrumentos de planejamento.

13 Algumas questões comuns sobre a expansão urbana > O que é área de expansão urbana? É área vazia? > Qual a necessidade de expandir o perímetro? Programa para > Quais as demandas? Quais as demandas internas do município? Quais os projetos Estaduais, Regionais e Federais que vão influenciar no crescimento do Município? > Qual a projeção de crescimento da população do município? > Como financiar a urbanização destas demandas?

14 Algumas questões para o caso de Minas Gerais Programa para

15 Algumas questões para o caso de Minas Gerais Programa para > Que demandas e impactos as novas centralidades vão gerar no conjunto de municípios? > Que mudanças físicas e funcionais serão proporcionadas pelos sistemas viário e de transporte? > Qual a concepção urbana desejada? Qual a demanda por escola, creche, posto de saúde, abastecimento de água, fornecimento de energia, etc.? E HIS? > Quais os custos e qual a demanda por terra?

16 Demandas por expansão urbana 1. A implantação da Usina de Belo Monte causará transformações econômicas, sociais e ambientais na região. 4. Para atender a essas demandas, além de planejar a ampliação da cobertura dos serviços públicos, o município deve dispor de solo urbanizado. 2. Por conta disso, diversas pessoas devem migrar para a região. 3. Esse fluxo populacional demandará mais hospitais, escolas, habitação, comércio e serviços. Também causará a dinamização do mercado imobiliário, gerando valorização dos imóveis. 5. Nesse sentido, o município deve priorizar a utilização de terrenos que estão nos bairros com infraestrutura, serviços e empregos, mas pode necessitar expandir a área urbana. 6. Quanto será necessário expandir? Como expandir? Como financiar? Isso depende dos instrumentos do Plano Diretor.

17 Demandas por expansão urbana A estimativa é que, ao todo e ao longo do período de obras (usina de Belo Monte), 96 mil pessoas cheguem à região, incluindo aquelas que estarão trabalhando nas obras (...). Fonte: RIMA Belo Monte Fonte: RIMA Belo Monte e IBGE

18 Demandas por expansão urbana Fonte: ACIOLY, C. e DAVIDSON, Forbes. Densidade Urbana um instrumento de planejamento e gestão urbana. Rio de Janeiro, Mauad, 1998.

19 Demandas por expansão urbana Programa para

20 Análise da aptidão física à urbanização Programa para

21 Análise dos aspectos ambientais e culturais Programa para

22 Definição das áreas de expansão urbana Plano Parcial Altos de Calasanz, Medellin, Colômbia.

23 Definição das áreas de expansão urbana Programa para

24 Definição de um modelo de ocupação projeto urbano X

25 Definição de um modelo de ocupação projeto urbano ALTOS DE SANTA ELENA Zona equipamiento Fase II Posible localización para el Colegio CLUB CAMPESTRE FASE II ALTOS DEL SEMILLERO MELÉNDEZ RIO MELÉNDEZ ALTOS DEL MADRIGAL CARRERA 98 CALLE 4 CARRERA 94 CLUB CAMPESTRE TORRES DEL CAMPESTRE Localização Implantação Fonte: Augusto Cesar Pinto Carrillo Local: Cali, Colômbia.

26 Definição de um modelo de ocupação projeto urbano AV. LONGITUDINAL DE OCCIDENTE RIO BOGOTA CIUDAD VERDE AV. CIUDAD DE CALI BOGOTA AUTOPISTA DEL SUR SOACHA Localização Implantação Fonte: Augusto Cesar Pinto Carrillo Local: Soacha, Colômbia.

27 Definição de um modelo de ocupação projeto urbano Implantação Fonte: Augusto Cesar Pinto Carrillo Local: Manizales, Colômbia.

28 Aspectos básicos para a gestão social da valorização da terra 1. Viabilizar o financiamento das demandas decorrentes da expansão urbana: terra + infraestrutura + equipamentos sociais. 2. Para tanto, é necessário mensurar a valorização imobiliária proporcionada pelas intervenções públicas (obras) e pela modificação de legislação urbana (de uso rural para urbano).

29 Aspectos metodológicos do projeto específico de expansão urbana Dois momentos: > definição do território de expansão urbana, dos instrumentos e dos requisitos para sua institucionalização no Plano Diretor (negociação em ampla escala). > institucionalização dos projetos específicos de expansão urbana (negociação em menor escala).

30 Aspectos metodológicos do projeto específico de expansão urbana Componentes básicos do projeto específico de expansão urbana: 1. Estudo de viabilidade: caracterização. 2. Componente físico territorial: sistemas de infraestrutura e plano de uso e ocupação do solo. 3. Componente de gestão do solo: instrumentos e estratégias de implementação (recursos). 4. Componente institucional: instâncias de controle e acompanhamento e responsáveis.

31 Qual instrumento se mostra mais adequado para a gestão social da valorização da terra nos processos de expansão urbana? Por que?

32 CURSO GESTÃO DA VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA: Contribuição de Melhoria, Reajuste de Terrenos e Redesenvolvimento Belo Horizonte, 24 a 26 de outubro de 2012 Obrigado Daniel Todtmann Montandon Programa para Lincoln Institute of Land Policy

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