O que distingue a ciência da não ciência?

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1 O que distingue a ciência da não ciência? O estudo atento da história da ciência levou Kuhn a dividir a história de cada disciplina em dois períodos (pré-científico e científico) Período da pré-ciência Não há um trabalho concertado entre os investigadores: Desacordo total Debate permanente Tantas teorias e explicações quantos os investigadores e as perspetivas Não há ainda uma disciplina Período científico Quando é proposta uma teoria de tal modo poderosa que: Resolve, de forma brilhante, problemas que antes dividiam os investigadores. Proporciona um exemplo/modelo de como fazer uma investigação. inaugura-se um paradigma Toda a comunidade científica se une em seu redor Exemplos de obras que inauguraram paradigmas: Elementos de Euclides Física de Aristóteles Almagesto de Ptolomeu Princípios de Filosofia da Natureza de Newton Introdução ao estudo da medicina experimental de Claude Bernard

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4 Exemplo do paradigma científico do século XVIII Teoria de Newton Mecanicismo determinista Matematização da física Leis do movimento Opção por determinadas técnicas de observação e de experimentação Incomensurabilidade dos paradigmas Impossibilidade de compará-los objetivamente de modo a concluir que um é superior ao outro Cada paradigma opta por lógicas e mundos muito diferentes Cada paradigma tem objetos diferentes Cada paradigma assume pressupostos filosóficos diferentes Cada paradigma tem critérios próprios que definem o que importa observar Cada paradigma define que questões importa resolver e como resolvê-las Cada paradigma define metodologias diferentes

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6 O que determina a escolha entre paradigmas?

7 Como evolui a ciência?

8 Diferenças entre T. Kuhn e K. Popper Karl Popper Thomas kuhn 1- Ciência está em revolução permanente, pela procura da falsificação constante das teorias 1- Os períodos revolucionários são pontuais em ciência. A comunidade científica é, tradicionalmente, conservadora 2-2- A ciência progride em direção à verdade por aproximações graduais Os paradigmas são incomensuráveis logo não se pode dizer que um está mais próximo da verdade que outro. O critério do progresso científico, não pode ser em relação ao futuro, acerca do qual nada sabemos, mas acerca

9 do passado. Olhando para o passado é inegável que a ciência moderna tem mais êxito no domínio que dá ao homem sobre o mundo 3- Os testes empíricos são cruciais (ao falsificarem) na evolução da ciência de velhas para novas teorias 3- Só testes empíricos não é determinante: o Há um conjunto de critérios subjetivos que também determinam a mudança de paradigma. o Por exemplo, os proponentes de novos paradigmas têm sempre de recorrer a processos argumentativos (analogias, metáforas, exemplos) tentando convencer da plausibilidade e razoabilidade da sua proposta o Por outro lado, como é no interior de cada paradigma que se define o que é ou não um teste decisivo, não pode ele próprio ser objeto desses testes cujos parâmetros define.

10 Semelhanças entre T. Kuhn e K. Popper 1-A ciência não é cumulativa (não progride por acumulação de verdades) K. Popper 1- A ciência não progride por acumulação de verdades, mas por eliminação de erros que coloca cada teoria sobrevivente mais próximo da verdade. T. Kuhn 1- A evolução de um paradigma para outro não é cumulativa. Cada paradigma corresponde a um modo totalmente diferente de ver o real, sendo o anterior totalmente abandonado. 2- A ciência não atinge uma verdade objetiva (entendida como correspondência com os factos) K. Popper 2- Nunca podemos afirmar que as teorias científicas são verdadeiras, porque a ciência nunca atinge a verdade. As teorias científicas são conjeturas mais ou menos verosímeis T. Kuhn 2-Verdade e objectividade são sempre relativas ao paradigma em que se inserem, pelo que aquilo que é verdadeiro num paradigma não o é noutro 3- A ciência é o resultado do trabalho de uma comunidade de investigadores K. Popper 3- A ciência é obra de indivíduos colaborando com outros por intermédio de controvérsias (tentativas mútuas de falsificar teorias) T. Kuhn 3-A ciência é sempre o resultado de uma comunidade de trabalhadores científicos que em certos períodos colaboram para um fim comum e noutros criam cisões revolucionárias

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